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Trabalhadores escravizados perfilados carregando enxadas e cestos para o trabalho no campo, observados por feitor. Litografia de Fréderic Sorrieu sobre foto de Victor Frond
Mosteiros e conventos tinham pessoas escravizadas que eram obrigados a professar a fé católica, participando de missas, momentos de orações e recebendo os sacramentos

BBC NEWS

As grandes instituições religiosas do Brasil colonial e imperial tiveram negros escravizados — e muitos. Pesquisas recentes apontam para um número de escravos muito acima da média do que havia nas grandes propriedades rurais, práticas de incentivo à procriação para aumentar a quantidade de mão de obra e até mesmo uma tabela de preços para quem quisesse comprar a alforria — com critérios específicos para precificar cada ser humano.

Os escravizados mantidos por mosteiros e conventos também eram obrigados a professar a fé católica, participando de missas, momentos de orações e recebendo os sacramentos. 

Os que se rebelavam quanto à conversão costumavam ser punidos com castigos “de forma exemplar” ou seja, com intensidade suficiente para convencer os demais a não repetir gestos de desobediência. 

De quebra, a luta pela aquisição de liberdade — ou seja, a compra de uma carta de alforria — costumava ser mais difícil para um escravo de ordem religiosa do que para alguém que estivesse sob o jugo de um senhor leigo. 

Por outro lado, a libertação dos escravizados por mosteiros e conventos ocorreu 17 anos antes da assinatura da Lei Áurea, em 1871. 

“Escravos da religião”

Autor do recém-lançado livro Escravos da Religião (Ed. Appris), pesquisador na Universidade Federal Fluminense (UFF) e idealizador do podcast Atlântico Negro, o historiador Vitor Hugo Monteiro Franco revira arquivos da Ordem de São Bento desde 2014. 

O material foi tema de sua iniciação científica, de sua monografia de conclusão de curso, de seu mestrado e, agora, está sendo esmiuçado em seu doutorado. 

“Uma das principais descobertas foi o próprio termo ‘escravos da religião'”, conta ele. 

“Não foi um termo que eu criei. É o termo na época que encontrei em livro de batismos. Foi um choque para mim.”

Na ocasião, ele estava analisando os registros dos nascidos no século 19 em propriedade rural mantida pelos beneditinos na Baixada Fluminense, a Fazenda São Bento de Iguassú. 

“Na hora de qualificar os pais, o monge não os qualificava como ‘escravos da Ordem de São Bento’, mas sim como ‘escravos da religião’.”

Para o pesquisador, residia aí uma diferença fundamental entre o modo de vida dos escravos mantidos por instituições religiosas: o fato de o senhor não ser uma pessoa, mas sim uma entidade. 

“Parece simples, mas não é. A situação geral da escravidão no Brasil é de escravos privados, de senhores leigos. No caso dos ‘da religião’, eles não pertenciam a um monge específico, eram de propriedade coletiva. E isso teve repercussões na vida dessas pessoas para sempre, porque influenciava na forma, no dia a dia deles”, diz o historiador.

Franco ressalta que o cotidiano desses negros escravizados estava “regulado” pelos hábitos religiosos do catolicismo e da vida monástica. 

“Por mais que a sede dos religiosos estivesse no centro do Rio e a fazenda na Baixada Fluminense, sempre havia um monge cuidando de lá. Era o chamado padre fazendeiro”, contextualiza. 

“Ele fazia o trabalho espiritual: batizava as pessoas, casava-as, sepultava-as. Os beneditinos eram um tipo de senhor que conhece muito bem sua escravaria, anotando tudo em muitos detalhes.”

“Os monges conheciam cada momento, cada fase da vida dos seus escravizados. Por mais que as propriedades fossem enormes, eles tinham o controle administrativo sobre aquelas pessoas, ao contrário dos senhores leigos, que muitas vezes tinham um contato muito pequeno com os escravizados”, compara. 

“Isso dava (aos religiosos) um poder muito grande. Ser ‘escravo da religião’ significava ter sua vida controlada por uma instituição religiosa”, acrescentou Monteiro Franco.

Escravos participam da festa de Santa Rosália. “Fête de Ste. Rosalie, Patrone des nègres”. Gravura contida na obra “Voyage pittoresque dans le Bresil”, de Johann Moritz Rugendas e M. de Golbery, 1835.
Em 1871, somente os beneditinos tinham um total de 4 mil escravizados

E não era um rebanho pequeno para ser controlado. De acordo com as pesquisas de Franco, quando os religiosos emanciparam seus escravos, em 1871, somente os beneditinos tinham um total de 4 mil escravizados. 

“Eram três as principais ordens religiosas escravistas do Brasil: os jesuítas, os beneditinos e os carmelitas. Em menor escala, os franciscanos também”, elenca.

A primazia da Companhia de Jesus foi até o século 18. Em 1759, contudo, os jesuítas foram expulsos do Brasil. 

E aí os beneditinos assumiram essa posição. Durante o século 19, período analisado pela pesquisa de Franco, a Fazenda de Iguassú costumava ter um número constante de cerca de 130 escravos. 

“Destoava muito das outras fazendas da região, em que havia em média 10 escravos por senhor”, afirma o pesquisador.

Mas essa propriedade não era a maior das beneditinas. Em Jacarepaguá, a fazenda dos religiosos tinha mais de 300 escravos. Em Campos dos Goitacazes, 700. 

“E essas são só as três maiores propriedades dos monges de São Bento”, diz Franco. “É muita gente. Era a principal ordem escravista do Brasil. Eu nem considero a Ordem de São Bento uma grande proprietária [de escravos]. Era uma megaproprietária, estava acima dos grandes proprietários, era a elite da elite.”

Uma maneira de garantir a abundância de mão de obra escrava era o incentivo que os monges davam para que as escravizadas tivessem muitos filhos. 

“As mulheres que procriavam pelo menos seis filhos conseguiam privilégios, tais como não realizarem trabalhos ‘penosos'”, conta o historiador Robson Pedrosa Costa, autor do livro Os Escravos do Santo(Editora UFPE) e professor no Instituto Federal de Pernambuco e na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

A partir de 1866, os benefícios às mães de pelo menos seis filhos passaram a ser a liberdade gratuita — desde que elas “estivessem devidamente casadas”, pontua o historiador.

Mapa que situa a propriedade dos beneditinos na Baixada Fluminense
Mapa que situa a propriedade dos beneditinos na Baixada Fluminense

Para os monges senhores de escravos, religião era uma coisa, negócios eram outra. Pelo menos é o que fica claro em outro achado do historiador Monteiro Franco: nos registros de batismo, a maior parte das crianças era registrada como sendo filho de mãe solteira. 

Havia uma razão econômica para isso. “Até pouco tempo atrás se acreditava que as ordens religiosas de maneira geral incentivavam o casamento por causa do valor cristão do matrimônio e também para um fator de incentivo da reprodução da comunidade escrava, do ponto de vista senhorial”, pontua o pesquisador. “Mas o que encontrei foi a maior parte das mulheres como mães solteiras.”

Segundo ele, isso não significa que essas mulheres não tivessem relacionamento estável ou que vivessem na promiscuidade. 

A questão chave estava na propriedade da criança que nasceria dessa gravidez. Em caso de mãe e pai sacramentalmente unidos, poderia haver alguma discussão se o filho pertenceria ao senhor da mãe ou do pai. 

Então, os beneditinos preferiam não oficializar relações estáveis quando as mulheres de sua fazenda tinham homens de fazendas vizinhas. 

Quando ambos eram da mesma propriedade, aí sim, o sacramento do matrimônio era concedido.

Tais condutas fizeram com que os beneditinos conseguissem manter um grande número de escravos no século 19, mesmo com a dificuldade, para os latifundiários escravocratas, decorrentes da Lei Eusébio de Queirós — que, a partir de 1850, proibiu o tráfico negreiro. 

“Estas instituições [religiosas] construíram, ao longo dos séculos, grandes corporações, muito semelhantes a grandes empresas pautadas em um complexo sistema organizacional”, afirma Costa. 

“No caso dos beneditinos, foi possível entender que a instituição foi capaz de construir um sistema de gestão eficiente e duradouro, que garantiu o fornecimento de escravos para as suas propriedades sem recorrerem ao tráfico.”

“Claro que eles compraram escravos no século 19, mas foram poucos”, completa o professor. 

A estratégia consistia em incentivar a procriação e a tentativa de manutenção das famílias. “Eles evitavam ao máximo vender seus escravizados, principalmente a separação de famílias, uma instituição sagrada para os monges. Apenas os cativos considerados ‘incorrigíveis’ deveriam ser vendidos. Mas eles foram poucos. As famílias escravizadas eram extensas e duradouras. Isso garantia a perpetuação do quantitativo de escravos”, explica Costa. 

Alforrias

Prática relativamente comum entre escravizados no Brasil, a compra da liberdade era mais difícil para um “escravo da religião”. Enquanto no caso daquele que servia a um senhor leigo bastava convencê-lo — com acordos e, muitas vezes, um valor em dinheiro — no caso dos monges era preciso passar por um processo formal.

Capa de 'Escravos da Religião', livro de Vitor Hugo Monteiro Franco
O historiador Vitor Hugo Monteiro Franco revira arquivos da Ordem de São Bento desde 2014 – foi assim que encontrou o termo “escravos da religião”

Aquele que pleiteava a alforria precisava fazer uma petição aos religiosos. Não havia negociação direta. “Estamos falando de uma propriedade institucional”, lembra o historiador Franco. “Não era simples. Os monges liam a petição e colocavam para votação, usando favas pretas para marcar as negativas e favas brancas para sinalizar positivo.”

A partir da década de 1850, a Ordem de São Bento criou uma tabela de preços para casos de alforria. Pelo documento, o preço dos escravizados variava conforme saúde, idade e sexo. 

“O valor ia aumentando de acordo com a idade até a fase mais produtiva. A partir da adolescência, eles passam a entender que um homem pleno de saúde vale mais do que uma mulher”, explica Franco. 

“Esse documento mostra com todas as letras qual a posição de um senhor de escravos: transformar as pessoas em commodities”, define ele.

Violência e trabalho

Embora haja uma corrente que acredite que a escravidão impetrada por religiosos fosse mais branda do que a conduzida por senhores leigos, pelos valores cristãos supostamente respeitados, Franco não compactua com essa ideia. Primeiramente porque é enfático ao dizer que a privação da liberdade a que um escravo está sujeito já é, por si só, uma grande violência. 

Além disso, ele encontrou registros que atestam atos de crueldade. “Tem um caso, em um fazenda de Cabo Frio, também dos beneditinos, em que dois monges foram presos depois de matarem, de tanto espancar, um escravizado. Isso no século 18”, conta ele. “Olha o nível da violência.”

Ele também se deparou com relatos de fugas em que o escravo, uma vez capturado, era submetido a um “castigo exemplar”. O mesmo acontecia para quem não demonstrasse seguir a fé católica.

“Há um registro de uma visitação realizada por um monge (encarregado de vistoriar os trabalhos do padre fazendeiro), que dizia que era bom que o mesmo não descuidasse do espiritual dos escravos, para ver se eles estavam seguindo os preceitos do cristianismo”, aponta Franco. 

“E, verificando que não estivessem seguindo, que fossem punidos exemplarmente. Se não se redimissem, que fossem vendidos.”

Mas em que trabalhavam os “escravos da religião”? 

Boa parte deles fazia um trabalho semelhante a qualquer outro escravo de propriedades rurais. As instituições religiosas tinham muitas terras e nelas cultivavam cana de açúcar e outros insumos valiosos para a economia da época. Quem fazia esse trabalho era a mão de obra escrava. 

No caso dos religiosos, contudo, havia também muitos escravos com trabalhos especializados. Carpinteiros, ferreiros, oleiros, sapateiros, boticários, enfermeiros. “Além daqueles que serviam os monges no claustro: botavam a comida na mesa, tocavam o sino da capela, seguravam o livro na hora da missa, e por aí vai”, diz o historiador Franco.

Nesse sentido, a Ordem de São Bento investiu em capacitação. Como eles tinham grandes propriedades com necessidades específicas, passaram a treinar os escravos que pareciam mais aptos a trabalhos específicos. “Para eles, era melhor fazer isso do que pagar um sujeito livre para desempenhar esses papéis”, afirma. 

Esses que tinham ofícios especializados não eram inimputáveis a sofrerem castigos. “Encontrei um registro de um monge que se dedicava a ensinar ferraria a escravos. E ele era tão violento que acabou sendo deslocado de posição”, exemplifica Franco. 

Desempenhar essas funções especiais, por outro lado, conferia prestígio dentro da comunidade escrava. E muitos desses profissionais acabavam conseguindo fazer trabalhos “por fora” e, assim, juntar dinheiro para, no futuro, comprar a alforria.

Abolição prematura

As ordens religiosas libertaram seus escravos ao longo de 1871, ou seja, 17 anos antes da Lei Áurea. A primeira instituição a fazer isso foi a Ordem de São Bento. Aos poucos, os beneditinos foram seguidos pelos demais religiosos. 

Segundo os pesquisadores, esse movimento era resultado de um embate da Igreja Católica com o Estado. 

“Havia uma relação de tensão entre Estado e as ordens religiosas”, pontua Franco. “Estava ocorrendo um embate político em que cada vez mais a classe política e outros setores da elite brasileira acreditavam que os religiosos tinham propriedades demais, escravizados demais e eram improdutivos. Por outro lado, o Estado via a chance de se apropriar das propriedades dos religiosos.”

Ao libertar os escravos na mesma época da promulgação da Lei do Ventre Livre, as instituições católicas geraram uma comoção nacional. 

“A abolição não significa simplesmente a questão humanitária por trás da liberdade do indivíduo, mas também uma questão de ordem econômica sobre aqueles que você teria de estar empregando”, afirma o historiador Philippe Arthur dos Reis, pesquisador na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 

“O custo de manutenção desses indivíduos, em geral era muito mais dispendioso ter os escravos do que importar pessoas de fora e pagar salário”, acrescenta.

O historiador Costa lembra que desde a Independência, em 1822, “várias vozes começaram a sugerir que as ordens religiosas eram instituições inúteis e péssimas administradoras de seus bens”. 

“Quando os debates sobre a abolição se acirraram a partir de 1865, novamente as ordens, consideradas grandes escravistas, foram colocadas na berlinda. Uma lei de 1869 instituiu que as instituições religiosas deveriam libertar todos os seus escravos em um prazo de 10 anos. Até lá, poderiam libertá-los ou criar contratos de prestação de serviço por tempo determinado”, detalha o historiador. 

“Prevendo uma maior intervenção do Estado e do Parlamento, a Ordem de São Bento do Brasil já havia se antecipado, decretando a liberdade de todo as crianças nascidas a partir do dia 3 de maio de 1866”, diz ele.

Essa medida teve impacto nas autoridades. O imperador Dom Pedro Segundo (1825-1891) presenteou o então abade geral com uma caixa de ouro cravejada de diamantes. Já o deputado Tavares Bastos (1839-1875), voz abolicionista, declarou que o gesto era “um ato generoso e solene” — e que deveria ser seguido pelas demais instituições religiosas. 

Em 1871 veio a libertação total dos “escravos da religião”.


Serão disponibilizadas vagas para os cursos de administração, engenharia industrial elétrica, engenharia industrial mecânica, engenharia química, física, geografia, matemática e análise e desenvolvimento de sistemas

Reprodução: Lilian Caldas/ Divulgação
Reprodução: Lilian Caldas/ Divulgação

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) divulgou edital com 182 vagas residuais de ensino superior para a capital baiana para o segundo semestre de 2021.

As inscrições serão abertas na segunda-feira (17) e serão encerradas no dia 27 de maio, para participar do processo seletivo o candidato deverá requerer sua inscrição à Gerência de Registros Acadêmicos 3 (GRA3), através do e-mail gra3@ifba.edu.br, por meio de formulário próprio de requerimento escolar.

Podem concorrer a uma das 182 vagas estudantes da instituição e de outras unidades de ensino superior, nas categorias de portador de diploma, ou transferência interna e externa.

Serão disponibilizadas vagas para os cursos de administração, engenharia industrial elétrica, engenharia industrial mecânica, engenharia química, física, geografia, matemática e análise e desenvolvimento de sistemas.

Informações Bahia.ba


O Medida ocorreu após a vigilância sanitária do Rio de Janeiro analisar imagens do evento no hotel

O hotel Copacabana Palace Foto: Reprodução/Instagram

Menos de 24 horas após fiscalizar uma festa realizada na noite de sexta-feira (14) no hotel Copacabana Palace, em Copacabana (zona sul do Rio), e não encontrar nenhuma infração às regras de distanciamento ainda em vigor como forma de combate à pandemia de Covid-19, a Vigilância Sanitária do município do Rio de Janeiro decidiu multar em mais de R$ 15 mil o hotel e interditar o espaço de festas por dez dias.

A mudança se deu depois que a Vigilância Sanitária analisou imagens do evento, divulgadas nas redes sociais.

A festa teve shows ao vivo de artistas como Ludmilla, Gusttavo Lima e Mumuzinho. Segundo nota da secretaria municipal de Ordem Pública (Seop), a fiscalização foi realizada às 23h, em parceria com a Vigilância Sanitária, e naquele momento não foi constatado nenhum desrespeito às regras de distanciamento.

Mas neste sábado, após análise de imagens divulgadas pela imprensa e redes sociais, a Vigilância Sanitária constatou desobediência às medidas de proteção à vida estabelecidas na Resolução Conjunta SES/SMS-RJ 871/2021 e no Decreto 48.845/2021, em vigor até 20 de maio próximo.

De acordo com nota da Seop, foi constatada aglomeração generalizada em frente ao palco, caracterizando pista de dança, o que continua proibido. Além disso, os convidados não usavam máscara e não respeitavam o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre si. As imagens também evidenciaram aglomeração em fila de espera, na entrada do estabelecimento, e acesso desordenado ao local.

A infração sanitária aplicada é da categoria gravíssima, com multa de R$ 15.466,81. O espaço para festas foi interditado por dez dias a partir deste sábado.

Até a publicação desta reportagem o Estadão não havia conseguido contato com o Copacabana Palace, para que se pronuncie sobre as punições recebidas.

*Estadão


Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19, nas últimas 24h. Até agora são exatamente 33.388 pacientes recuperados, índice que representa 89,5% dos casos confirmados. Enquanto isso, 116 exames foram negativos e 95 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 125 pacientes internados no município e 3.219 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste sábado (15).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTE SÁBADO
15 de maio de 2021

Casos confirmados no dia: 95
Pacientes recuperados no dia: 25
Resultados negativos no dia: 116
Total de pacientes hospitalizados no município: 125
Óbito comunicado no dia: 0

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 3.219
Total de casos confirmados no município: 37.295 (Período de 06 de março de 2020 a 15 de maio de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 3.094
Total de recuperados no município: 33.388
Total de exames negativos: 50.390 (Período de 06 de março de 2020 a 15 de maio de 2021)
Aguardando resultado do exame: 822
Total de óbitos: 677

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 24.809 (Período de 06 de março de 2020 a 15 de maio de 2021)
Resultado positivo: 4.746 (Período de 06 de março de 2020 a 15 de maio de 2021)
Em isolamento domiciliar: 12
Resultado negativo: 20.063 (Período de 06 de março de 2020 a 15 de maio de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Estudo realizado na capital do país contradiz conclusões da OMS

Cidade do México diz que ivermectina reduziu internações Foto: EFE/Sáshenka Gutiérrez

A prefeitura da Cidade do México informou nesta sexta-feira (14) que, de acordo com um estudo no qual foi analisado o uso de ivermectina em pessoas com Covid-19, houve uma redução de 52% a 76% na probabilidade de internações.

Em entrevista coletiva, a prefeita da capital do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que um grupo médico do Instituto Mexicano de Seguridade Social (IMSS) e da secretaria de Saúde da capital se reuniu em janeiro deste ano com especialistas médicos nacionais e internacionais que administravam ivermectina e ácido acetilsalicílico aos pacientes com a doença transmitida pelo novo coronavírus.

Após detectar que “praticamente não havia efeitos colaterais, foi decidido incluir estes medicamentos no kit médico” distribuído pelo governo da capital a pacientes com Covid-19, além de fornecer acompanhamento médico especializado.

Já o chefe da Agência Digital de Inovação Pública da capital mexicana, José Merino, explicou também na coletiva que, através de mais de 220 mil observações em pessoas, foi detectada uma redução na probabilidade de hospitalização de 52% a 76% para as pessoas que receberam o kit com os medicamentos.

OMS REJEITA FÁRMACO
Em relação ao uso do medicamento, em 31 de março a Organização Mundial da Saúde (OMS) se posicionou contra o uso de ivermectina em pacientes que sofrem de Covid-19, independentemente da gravidade dos sintomas que eles desenvolvem e de sua duração.

Em uma diretriz sobre o tratamento de pessoas com Covid-19, a OMS disse que a ivermectina só deveria ser utilizada no contexto de ensaios clínicos.

– A recomendação de usar um medicamento somente no contexto de um ensaio clínico é apropriada quando há poucas evidências para proporcionar certeza – alegou a organização.

O governo da capital mexicana também anunciou que em breve informará sobre os resultados de um estudo realizado pela secretaria da Saúde da cidade com a aplicação do medicamento remdesivir que mostram um impacto na redução da mortalidade.

Pleno News com informações da agência EFE


Foto: Reprodução

O ato em favor do governo do presidente Jair Bolsonaro, neste sábado (15), reuniu uma grande multidão. A manifestação ocorreu na Esplanada dos Ministérios e contou com a participação do presidente e de outros integrantes do governo.

Em discurso, Bolsonaro elogiou a população presente.

“Hoje mais uma vez vocês vieram às ruas para mostrar o potencial do seu país, aonde podemos chegar e bem como o que pode ser feito”.

Imagens do momento foram compartilhadas pelo assessor especial da Presidência, Filipe Martins.

– O povo foi às ruas, mais uma vez, manifestar seu apoio ao PR Bolsonaro e pedir voto auditável, respeito à tripartição dos poderes, e restauração plena das liberdades fundamentais violadas e desrespeitadas diariamente em nosso país — e o povo, como todos sabem, é soberano – escreveu.

Informações: Pleno News


O secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, afirmou neste sábado (15) que a vacinação prioritária contra a Covid-19 para jornalistas será avaliada na próxima reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). De acordo com o calendário do órgão, o encontro está marcado para ocorrer na próxima quinta-feira (20).

Segundo o secretário, a cobrança para a inclusão da classe na lista de prioridades é pertinente. “Creio que o pleito tenha pertinência e seja bem fundamentado. Vamos avaliar na próxima CIB”, comentou Vilas-Boas, em publicação nas redes sociais.

A pauta tem sido colocada pelo Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), que sinaliza para o fato da classe ser considerada “essencial” para trabalhar, mas estar fora da lista de prioridades para a vacinação.

“Se jornalista e radialista são essenciais para trabalhar, é lógico e consequente que deveriam ser prioritários para serem vacinados”, comentou Moacy Neves, presidente do Sinjorba.

Informações: Bahia Notícias


Foto: Jorge Magalhães

O Hospital da Mulher Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, promove entre os dias 17 e 19 uma série de ações relacionadas à Semana Nacional de Doação de Leite Humano. As atividades serão direcionadas tanto às mães atendidas no Banco de Leite Humano (BLH) da unidade hospitalar quanto ao público geral.

De acordo Nadja Vieira, enfermeira e coordenadora do BLH, o objetivo é levar informações e sensibilizar as pessoas para a doação de leite humano. “Além de estimular a prática, a campanha promove debates sobre a importância do aleitamento materno, bem como conscientizar a respeito da doação de leite humano”.

A Semana Nacional de Doação de Leite Humano foi instituída em dezembro de 2015 – com a lei nº 13.227 – que criou o Dia Nacional (19 de maio), sempre comemorado junto à semana de celebrações dedicada a salvar vidas.

Programação

A ações comemorativas do Hospital da Mulher estão alinhadas à Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. A primeira delas será a distribuição de máscaras para mães doadoras de leite materno, além de orientações a respeito dos “desafios da amamentação”.

O evento é aberto para doadoras, gestantes, integrantes da comunidade hospitalar e da equipe do BLH. A terça-feira (18) será marcada pela exposição de cartazes alertando para a necessidade do ato de doar e ações estratégicas para o enfrentamento à Covid 19

Na quarta (19), finalizando a programação, apresentação de vídeos nos monitores da unidade hospitalar. “A gente parte do princípio de que informar é preciso. Se a mulher tiver o nosso apoio e uma experiência positiva com o aleitamento materno, ela pode virar uma potencial doadora; por isso focamos nas puérperas e trabalhadoras”, salienta Gilberte Lucas, diretora da Fundação Hospitalar (FHFS).

Secom


Foto: reprodução/Instagram

O secretário de Meio Ambiente de Feira de Santana e vereador licenciado, José Carneiro Rocha (MDB) testou positivo para a Covid-19 mais uma vez. De acordo com informações do site Acorda Cidade, desde o início das suspeitas que Carneiro encontra-se em isolamento.

“No domingo, Dia das Mães, fiquei o dia todo em casa, sem sentir absolutamente nada. Meus filhos vieram pra comemorar a data, chegamos a tomar um drink, inclusive. Na segunda-feira, fui à secretaria. Cheguei à secretaria por volta de 8h, e quando deu 9h30 comecei a me sentir mal e retornei pra casa, de onde não mais saí. Na mesma segunda-feira, comecei a sentir muita dor de cabeça, febre, e diarreia. Na terça também me senti assim. Na quarta-feira, a dor de cabeça, febre e diarreia passaram, mas veio uma tosse seca muito forte. Comecei a tomar medicamento e aos poucos fui melhorando também da tosse. Estou em casa, o teste deu positivo. Foi feito um PCR na quarta-feira, na quinta peguei o resultado e constatei que eu estava infectado mais uma vez”, relatou José Carneiro.

Zé já havia tomado a primeira dose da vacina contra a covid-19 no dia 26 de abril, a segunda dose estava marcada para o próximo dia 22 de maio.

“Com essa reinfecção a segunda dose deve ser adiada. Hoje posso assegurar que já estou bem melhor, não sinto absolutamente mais nenhum sintoma. Não tive em nenhum momento falta de ar, que é um dos fatores principais que deve criar um mal estar terrível, mas não tenham dúvida que é uma situação complicada.”


Foto: Reuters

Passa a vigorar hoje (15) a nova política de dados do WhatsApp. O aplicativo passará a compartilhar informações de contas de negócios (a modalidade WhatsApp Business) com o Facebook, plataforma central da empresa de mesmo nome que controla o app de mensagem.

A mudança ocorre sob protestos de órgãos reguladores brasileiros. Na semana passada, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacom) e o Ministério Público Federal (MPF) emitiram recomendações apontando problemas nas novas políticas.

No documento conjunto, os órgãos avaliam que as mudanças podem trazer riscos à proteção de dados dos usuários do aplicativo, além de impactar negativamente nas relações de consumo estabelecidas entre os usuários e a empresa. No âmbito concorrencial, as novas regras podem impactar negativamente a competição no mercado. Por isso, os órgãos solicitaram o adiamento do início da vigência das normas.

Nesta sexta-feira (14) o Cade divulgou nota na qual diz que o WhatsApp “se comprometeu a colaborar” com os órgãos reguladores que enviaram a recomendação. No prazo de três meses a partir de hoje as autoridades farão novas análises e questionamentos à empresa, que manifestou disposição em dialogar.

“No documento enviado às autoridades, o WhatsApp informa que não encerrará nenhuma conta, e que nenhum usuário no Brasil perderá acesso aos recursos do aplicativo nos 90 dias posteriores ao dia 15 de maio como resultado da entrada em vigor da nova política de privacidade e dos novos termos de serviço nesta data”, diz o texto.

Agência Brasil