Manifestações contra as iniciativas de Israel ampliam a pressão internacional em meio ao conflito provocado pelo Hamas no Oriente Médio

A decisão de países ocidentais de reconhecer formalmente o Estado palestino provocou desconforto em Washington. O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou a iniciativa como um “gesto teatral”. O órgão afirmou que seu foco continua sendo a diplomacia efetiva.
Segundo o governo norte-americano, a prioridade é garantir a segurança de Israel, a libertação dos reféns e a estabilidade regional sem a presença do grupo terrorista Hamas.
França, Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal estão entre os países que anunciaram o apoio direto à criação do Estado palestino. A medida ocorre enquanto Israel intensifica sua operação militar na Faixa de Gaza, iniciada depois dos ataques terroristas contra o Estado judeu, em 7 de outubro de 2023.
A movimentação ganhou força às vésperas de uma conferência organizada pela França e pela Arábia Saudita sobre a proposta de dois Estados. Pelo menos 145 dos 193 países membros das Nações Unidas (ONU) já reconhecem o Estado palestino, segundo levantamento da AFP.
Durante o fim de semana, o presidente francês Emmanuel Macron defendeu publicamente o reconhecimento como um passo necessário para enfraquecer o Hamas.
“Se não oferecermos uma perspectiva política e o reconhecimento, ficarão presos com o Hamas como única solução”, argumentou, em entrevista ao canal CBS. Para ele, isolar o grupo terrorista exige um plano de paz atrelado ao reconhecimento internacional.
Em resposta, o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, subiu o tom e rejeitou a criação de um Estado palestino. Ele argumenta que o governo deve continuar expandindo os assentamentos na Cisjordânia.
Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, classificou o reconhecimento como um passo “necessário para uma paz justa e duradoura”.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, comentou a tensão crescente no Oriente Médio. Segundo ele, as mobilizações para oficializar o Estado palestino não devem se curvar ao temor de retaliações israelenses. “Não deveríamos nos sentir intimidados pelo risco de represálias de Israel”.
Informações Revista Oeste

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais para elogiar as manifestações da esquerda contra a PL da Anistia e a PEC das Prerrogativas.
Realizados neste domingo, 21, os atos reuniram pessoas nas capitais de todos os Estados. Na Avenida Paulista, por exemplo, cerca de 42 mil pessoas estiveram presentes, segundo dados da Universidade de São Paulo (USP).
Na postagem, Gilmar afirmou que as manifestações representaram “a prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia”. O ministro ressaltou que, em várias ocasiões, houve demonstrações de apoio ao STF, que, segundo ele, “esteve, mais uma vez, à altura da sua história, cumprindo com coragem e firmeza a missão de proteger as instituições e responsabilizar exemplarmente os que atentaram contra o Estado Democrático de Direito”.
GO magistrado também atribuiu à ação conjunta do Supremo e à mobilização social o fortalecimento da democracia no país. “Graças à atuação vigilante do STF e à mobilização da sociedade, o Brasil reafirma que não há espaço para rupturas ou retrocessos”, disse Gilmar Mendes. “Não por acaso, a bandeira que se estendeu nas ruas foi a do Brasil, símbolo maior da nossa soberania e da unidade nacional.” Ele sugeriu ainda que essa mobilização seja canalizada em um pacto nacional entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
As manifestações foram convocadas por duas entidades ligadas ao Psol e o PT, chamadas Povo Sem Medo e Brasil Popular. Os eventos também tiveram a participação de sindicatos, grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de artistas, como Caetano Veloso e Chico Buarque, anistiados em 1979.
Em Salvador, por exemplo, manifestantes com camisetas do PT e bonés do MST gritavam frases como “fascista a gente queima“.
Informações Revista Oeste

Segundo pesquisa do Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (22), o vice-presidente do União Brasil e ex-prefeito de Salvador ACM Neto tem 40% das intenções de voto. O atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), é escolhido por 36% dos eleitores baianos.
Em terceiro lugar está João Roma (PL), com 5% das intenções de voto. Ele é presidente do PL na Bahia e foi ministro da Cidadania no governo Bolsonaro.
Kleber Rosa (Psol) também apareceu no levantamento com 2% do eleitorado. Ele se candidataria ao governo do estado, mas retirou sua pré-candidatura e no dia 13 de setembro anunciou que vai concorrer para deputado estadual no próximo pleito.
O ex-deputado federal João Carlos Aleluia (Novo) foi mencionado por 1% dos eleitores. Os votos nulo ou branco somam 10%, e os que não souberam opinar ou não responderam são 6%.
Pesquisa para governador da Bahia – cenário 1
ACM Neto (União Brasil) — 40%
Jerônimo Rodrigues (PT) — 36%
João Roma (PL) — 5%
Kleber Rosa (PSOL) — 2%
João Carlos Aleluia (Novo) — 1%
Brancos ou nulos — 10%
Não sabem ou não responderam — 6%
Em um segundo cenário, sem João Roma na disputa, ACM Neto tem 43% do eleitorado. Jerônimo mantêm 36% dos votos, enquanto Aleluia sobre um ponto, indo para 2%, e Kleber Rosa permanece com 2%. Votos em branco e nulos aumentam para 11%. Os que não sabem ou não responderam continuam com 6%.
Pesquisa para governador da Bahia – cenário 2
ACM Neto (União Brasil) — 43%
Jerônimo Rodrigues (PT) — 36%
Kleber Rosa (PSOL) — 2%
João Carlos Aleluia (Novo) — 2%
Brancos ou nulos — 11%
Não sabem ou não responderam — 6%
Os pesquisadores ouviram 1.200 pessoas por telefone nos dias 18 e 19 de setembro. O nível de confiança é de 95% com margem de erro de três pontos percentuais.
Informações Bahia.ba

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, respondeu à iniciativa do Reino Unido, Canadá e Austrália de reconhecer formalmente a Palestina, afirmando que “não haverá estado palestino”.
“Tenho uma mensagem clara para os líderes que reconhecem um Estado palestino após o horrível massacre de 7 de outubro: vocês estão dando um prêmio enorme ao terror”, declarou Netanyahu neste domingo (21).
O líder israelense ressaltou que, apesar da imensa pressão nacional e internacional, impediu o estabelecimento do que chamou de “Estado terrorista” por anos.
“Fizemos isso com determinação e sabedoria diplomática. E, ainda mais, dobramos os assentamentos judaicos na Judeia e Samaria — e continuaremos nesse caminho”, disse Netanyahu, usando o termo geralmente empregado em Israel para se referir à Cisjordânia ocupada.
“A resposta à mais recente tentativa de impor um estado terrorista sobre nós no coração da nossa terra será dada após meu retorno dos Estados Unidos. Aguardem”, acrescentou.
Informações Bahia.ba

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (19) para decidir que apenas a própria Corte pode autorizar operações policiais no Congresso Nacional ou em imóveis funcionais de parlamentares. O julgamento acontece no plenário virtual e vai até o dia 26.
O relator Cristiano Zanin defendeu que medidas como buscas e apreensões só podem ocorrer com aval do Supremo. Porém, rejeitou a exigência de que Câmara ou Senado sejam avisados previamente sobre as ações.
A posição de Zanin foi acompanhada pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Flávio Dino. Com isso, já há cinco votos no mesmo sentido.
A ação foi apresentada pelo Senado após uma operação da Polícia Federal em 2016, autorizada pela Justiça de primeira instância, que cumpriu mandados na Polícia do Senado sem ordem do STF. O Legislativo alegou violação da separação de Poderes.
Para Zanin, operações no Congresso repercutem sobre o mandato parlamentar e, por isso, cabem apenas ao STF. No entanto, ele destacou que a Constituição não prevê a exigência de comunicação prévia aos presidentes da Câmara ou do Senado.
Alexandre de Moraes também ressaltou que o mandado de busca autorizado pelo Supremo já substitui o consentimento das Casas Legislativas, e que um aviso prévio poderia comprometer a eficácia das investigações.
Informações Pleno News

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira, 19, que não participará da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York. A decisão ocorreu depois de os Estados Unidos imporem restrições à sua circulação no país, válidas também para sua mulher e filha.
Em agosto, o governo Trump havia revogado o visto do ministro e de seus familiares. O motivo alegado foi a participação de Padilha na criação do programa Mais Médicos, no governo Dilma Rousseff, considerado por Washington como um mecanismo de exportação de mão de obra controlado por Cuba.
Depois das pressões diplomáticas, o Brasil obteve uma permissão temporária para que o ministro pudesse ingressar em território norte-americano, mas com limitações. De acordo com a comunicação feita ao Itamaraty, Padilha poderia circular apenas em um perímetro de até cinco quarteirões em torno do hotel onde ficaria hospedado, além dos trajetos até a sede da ONU e à residência oficial do representante brasileiro na organização.
Em entrevista à GloboNews, Padilha disse que as condições impostas impedem sua participação. “As restrições inviabilizam a presença do ministro da Saúde do Brasil para as atividades que ele precisa fazer parte, inclusive impedem que vá para Washington, que é a Assembleia Geral da Opas”, afirmou, em referência à Organização Pan-Americana da Saúde.
Ele destacou que a limitação atingiria reuniões com outros ministros de saúde dos Brics, do G20 e do Mercosul, além de encontros externos à estrutura da ONU. Também mencionou compromissos com hospitais, laboratórios e instituições de pesquisa norte-americanas. “Na prática, impede a participação ativa do Ministro da Saúde do Brasil em atividades para as quais somos convidados, para fazer parcerias, inclusive para trazer investimentos e medicamentos”, disse.
Momentos depois do anúncio de sua desistência, Padilha enviou uma carta aos ministros da Saúde dos países-membros da Opas. O documento reforçou que as restrições “impedem a plena participação do Brasil em órgãos das Nações Unidas sediados nos Estados Unidos”.
Padilha afirmou que o Brasil planejava anunciar novas contribuições ao Fundo Rotatório e ao Fundo Estratégico da Opas, voltados à compra de vacinas e medicamentos oncológicos “mais baratos para toda a América”.

Na carta, ele classificou a medida norte-americana como “decisão arbitrária e autoritária, que afronta o direito internacional e prejudica a cooperação harmônica entre países soberanos”. Também afirmou que a restrição compromete negociações em andamento com instituições internacionais de saúde.
Padilha ressaltou ainda o impacto da medida sobre a imagem da diplomacia brasileira: “O efeito imediato das restrições que me foram impostas é impedir a plena participação do Brasil em órgãos das Nações Unidas sediados nos Estados Unidos, enquanto exercemos a presidência pro-tempore do Mercosul e dos BRICS e presidimos a Coalizão do G20 na Saúde”.
Informações Revista Oeste

A ex-deputada federal Flordelis, de 65 anos, teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) nesta quinta-feira, 18, na Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Bangu, Zona Oeste do Rio. Ela desmaiou. Funcionários a levaram a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do próprio presídio. No local, ela recebeu atendimento médico inicial antes de retornar à cela sem acompanhamento contínuo.
Conforme os advogados da detenta, a direção da unidade admite não ter estrutura para cuidar da pastora. Com uma sentença de 50 anos de prisão por ser apontada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em 2019, Flordelis tem dois filhos cumprindo pena pelo mesmo crime: Simone dos Santos Rodrigues e Flávio dos Santos Rodrigues.
A advogada Janira Rocha informou que iria protocolar ainda nesta sexta-feira, 19, um pedido judicial para principalmente transferir a cliente a um hospital particular. O argumento é de que a pastora tem plano de saúde e, sobretudo, necessita de acompanhamento fora do sistema prisional.
“Flordelis saiu da UPA ainda com fortes dores de cabeça, vomitando e com fala enrolada. Como liberam uma mulher nesse estado?”, questionou Janira. Ela destacou que a própria unidade reconheceu a falta de recursos médicos e criticou a situação de risco à vida da cliente.
Durante visita no último domingo, o namorado de Flordelis, Allan Soares, e a amiga Paula Barros relataram que a ex-deputada estava debilitada, com episódios de vômito, fala prejudicada e convulsões. Allan alertou: “Se não fizerem algo rápido, Flordelis vai morrer na penitenciária.”
A defesa afirma que Flordelis depende diariamente de medicamentos controlados para tratar ansiedade, depressão e convulsões. Ela já havia enviado carta à Justiça em fevereiro, relatando desmaios e deterioração de saúde dentro do presídio, citando insuficiência do atendimento médico.
Procurada, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que a ex-deputada foi atendida, medicada e se encontra em condição estável. A advogada, no entanto, mantém que Flordelis está “muito doente” e precisa de internação urgente.
Janira também desmentiu rumores sobre um suposto relacionamento da pastora com outra detenta. Flordelis retomou o namoro com Allan Soares, que a visita regularmente, confirmando que o casal está noivo, mas sem visitas íntimas devido à saúde fragilizada da ex-deputada.
Informações Revista Oeste

A Receita Federal deflagrou nesta sexta-feira (19) a Operação Cadeia de Carbono para combater fraudes na importação e comercialização de combustíveis, petróleo e derivados. A ação ocorreu em Alagoas, Amapá, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo.
No Rio, duas embarcações foram interceptadas com cargas avaliadas em cerca de R$ 240 milhões, incluindo petróleo cru, combustíveis e óleo condensado. Segundo a Receita, o esquema utilizava empresas de fachada para ocultar os verdadeiros donos e a origem dos recursos.
Depósitos e terminais em São Paulo também foram fiscalizados. As investigações apontam que grandes grupos empresariais recorriam a contratos artificiais para mascarar responsabilidades e dificultar o rastreamento financeiro.
O órgão afirmou que as práticas estão ligadas a lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal. Em casos confirmados, a lei prevê retenção e até perda definitiva das mercadorias.
Informações Bahia.ba

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu o lote 2411191 do medicamento Furosemida, indicado para hipertensão, com validade até 30 de novembro de 2026. A medida foi adotada após a identificação de partículas semelhantes a cacos de vidro no produto.
A Anvisa orientou pacientes e profissionais de saúde a notificarem qualquer ocorrência pelos canais oficiais da agência ou à vigilância sanitária local.
Em nota, a fabricante Hypofarma confirmou o recolhimento do lote e disse que adota rigorosos padrões de fabricação e segurança. A empresa afirmou ainda que seus processos internos passam por revisão constante.
Informações Bahia.ba

Foto: Luciano Carcará/Serin/ArquivoO governador Jerônimo Rodrigues e José Ronaldo, prefeito de Feria de
O entrosamento entre o governador Jerônimo Rodrigues e o prefeito José Ronaldo virou assunto em Feira de Santana. A parceria é tão afinada que o prefeito topou segurar o início das obras de pavimentação para não desperdiçar dinheiro. Afinal, se asfaltasse agora, teria que quebrar depois para passar a rede de saneamento. O combinado foi simples: esperar as intervenções e só depois liberar o asfalto. No fim das contas, menos retrabalho e mais sintonia. Já tem gente na cidade que não chama mais cada um pelo nome: é só Jeronaldo.
Mas não se trata apenas de amizade política. Os números dão corpo a essa dobradinha. Um contrato bilionário com a Embasa garante R$ 1,3 bilhão em investimentos, mantendo Feira praticamente universalizada em abastecimento de água e elevando a cobertura de esgoto para mais de 90%. Só em obras em andamento são R$ 339 milhões aplicados no Sistema Integrado de Abastecimento, que atende também outros seis municípios e 87 localidades. Água garantida por três décadas virou promessa concreta.
E tem mais. Foram anunciados R$ 20 milhões para instalar 12 km de rede coletora, 5 km de tubulações pressurizadas e 700 ramais na Artêmia Pires. Distritos como Humildes, Maria Quitéria e Bonfim terão projetos de esgotamento elaborados, enquanto Jaguara receberá obras de ampliação da rede de água, com quase R$ 1 milhão de investimento.
Informações Política Livre