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A opinião é principalmente daqueles que planejam votar no presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano que vem

Fotografia colorida da fachada do Palácio do Planalto
Foto: Raimundo Sampaio

A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (25/12) revelou que 44% dos entrevistados temem que o Brasil vire um país comunista nas próximas eleições, em 2022. Já os que são contra essa afirmação, representam 50%.

As entrevistas foram feitas com 3.666 com pessoas de 16 anos ou mais em 191 municípios de todo o país, entre os dias 13 e 16 de dezembro de 2021. A margem de erro foi de dois pontos percentuais para mais ou para menos

A opinião de que um futuro comunista preocupa a cabeça, principalmente, daqueles que planejam votar no presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano que vem, que são 61% dos ouvidos. O temor, se dá graças ao principal nome para a disputa com o atual mandatário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

LGBTQIA+ em comerciais

A pesquisa também demonstrou que a maioria dos entrevistas também se assumem homofóbicos ao repudiar a presença de casais gays em comerciais de televisão. Cerca de 51% disseram concordar totalmente ou em parte que “comerciais com casais homossexuais devem ser proibidos para proteger as crianças”.

Os que discordaram da frase totalmente ou em parte, foram 45% dos entrevistados, e 2% declaram não saber. Os homens foram 55% dos concordantes, seguidos pelos menos escolarizados, 57%. As mulheres representaram 48% e quanto aos que tinham ensino superior completo, foram 39%.

Dos evangélicos, 67% foram favoráveis a afirmação, enquanto 50% dos católicos e 40% dos espíritas. Dos que se autodeclararam eleitores do Bolsonaro, 3 em cada 4 concordaram.

Bolsonaro, por sua vez, foi um dos que sempre endossaram a afirmação. Em sua campanha eleitoral, o atual chefe do Exeucutivo federal chegou a dizer que “Seria incapaz de amar um filho homossexual”. “Não vou dar uma de hipócrita aqui. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”, disse, na ocasião.

Racismo e “orgulho branco”

Cerca de 58% dos entrevistados disseram discordar totalmente ou em parte da afirmação de que “assim como existe o Dia do Orgulho Negro, deveria haver a comemoração do dia do orgulho branco”.

“Mesmo que eu considere errado, as pessoas devem ter o direito de ter opiniões racistas”, foi a outra afirmação utilizada pelo Datafolha para discutir o tema racial. Quase 8 em cada 10 disseram discordar da afirmação, 79%. Pretos e pardos concordaram em 20%, cada, enquanto os brancos, 21%.

Os que se declararam a favor de Bolsonaro, 26% concordam que racismo é “opinião”. O índice entre os que reprovam a gestão, representou 17%.

Em 2011, Bolsonaro deixou claro o que pensa sobre o tema. Em entrevista ao programa CQC, em 2011, quando foi questionado pela Preta Gil qual seria a reação caso um filho se apaixonasse por uma negra, ele disse:”Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”.

Sexismo

Sobre a afirmação de que “homens são melhores que as mulheres em profissões que exigem força”, quase metade dos entrevistados foram favoráveis. Cerca de 47% disseram concordar, enquanto 52%, discordaram. Maioria dos concordantes foram os homens, com 54%, e apoiadores do governo Bolsonaro, representando 58%.

Já sobre os “homens serem melhores que as mulheres em profissões que exigem raciocínio”, 85% refutaram a afirmação, 70% refutaram totalmente e 15% refutaram em parte.

Amplamente conhecidas pela população, as frases do presidente Jair Bolsonaro sobre as mulheres – tidas por ele como “fraquejadas”, o tema também são polêmicas.

Em 2016, por exemplo, ele disse que se tivesse uma empresa, “Não empregaria [homens e mulheres] com o mesmo salário. Mas existia, segundo ele, “muita mulher” que é competente.

Informações Metrópoles


Para 69% dos entrevistados, também há corrupção na administração de Jair Bolsonaro, mas 52% avaliam que na era petista foi ainda pior

Data Veritas: 86% dizem que governo Lula foi corrupto; 76% apoiam a Lava Jato

A pesquisa Data Veritas, em parceria com IRG e Uninter, questionou o eleitorado sobre a percepção da corrupção nos governos Lula e Jair Bolsonaro. O resultado mostra que a Lava Jato deixou uma marca indelével e que o brasileiro está consciente de que o assalto aos cofres públicos continua.

Para 86% dos entrevistados, houve corrupção no governo do ex-presidiário, assim como 69% acreditam que há corrupção no atual governo, enquanto 52% avaliam que a gestão petista foi ainda mais corrupta.

Outros 69% estão certos de que a Lava Jato fez mais bem do que mal ao país, e 76% se declararam favoráveis à maior operação anticorrupção do mundo. Dos consultados, 64% souberam do fim das investigações — sepultadas pelo Supremo, com PGR, Bolsonaro e Congresso.

Informações O Antagonista


Ministra é vista como uma das mais “populares” entre os bolsonaristas

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro tem estudado alguns nomes para compor a chapa pensando na eleição à Presidência em 2022. E um dos nomes cogitados por ele é o da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, para ser vice na chapa. A informação é do portal IG.

De acordo com a publicação, Damares é vista como uma das mais “populares” entre os bolsonaristas. Ela, que deve concorrer a um cargo no próximo ano, ainda não há definiu sobre qual, nem por qual estado será. As opções são o Senado ou a Câmara dos Deputados pelos estados de São Paulo, Goiás ou Distrito Federal.

Informações Bahia.ba


Norma vale para táxis em Cabul

Talibã tomou o poder em Cabul Foto: EFE/EPA/STRINGER

O Ministério para Propagação da Virtude e Prevenção do Vício talibã proibiu neste sábado (25) que as mulheres em viajem sem véu e sem acompanhante masculino em deslocamentos longos nos táxis de Cabul.

As novas normas determinam que os taxistas “não permitam que mulheres viagem sem véu” e “não admitam no veículo mulheres sem um acompanhante masculino caso viajem mais de 70 quilômetros de distância”.

O todo-poderoso ministério dos fundamentalistas também decretou que “a música está proibida nos veículos”, restrição que já era imposta em caso de casamentos e outras celebrações.

Os taxistas deverão parar os veículos no momento da reza e “orar de forma coletiva”, de acordo com um comunicado que indica que as patrulhas do ministério “recomendarão ter barba”.

Um representante talibã, o porta-voz do ministério do Vício, Mohammad Sadiq Akif, declarou à Agência Efe que estas são recomendações “e isso não significa que haverá punições caso não sejam cumpridas”.

As ordens foram recebidas com resignação pelos taxistas, que temem ver a renda diminuir ainda mais no contexto de uma grave crise econômica e humanitária, acentuada pela tomada do Afeganistão pelos talibãs em 15 de agosto.

– Isto significa que vão inspecionar frequentemente os nossos carros, criando complicações para os nossos motoristas, e por outro lado as mulheres não viajarão de táxi, afetando ainda mais o nosso trabalho, que tem sido imensamente impactado pelas recentes mudanças e pela crise econômica – disse o taxista Akbar Shah.

Uma mulher, que pediu anonimato, lamentou à Efe que as novas regras complicarão ainda mais a vida cotidiana das afegãs sob o domínio talibã.

– Teremos de pagar uma passagem extra pelo acompanhante. E se uma mulher não tiver um, o que ela faz? – questionou.

Apesar das promessas de mudança, os talibãs proibiram o ensino secundário e superior para as mulheres, supostamente até que as condições sejam ideais para o retorno às salas de aula, e limitaram a volta das mulheres a certos empregos.

Também nesta semana, os talibãs começaram a remover imagens de mulheres que muitas vezes decoram as janelas dos salões de beleza em Cabul por considerarem que vão contra o islã. Estas restrições aos direitos das mulheres afegãs provocaram tanto protestos no país como condenações internacionais.

*EFE


Tutu ficou conhecido por seu ativismo contra o regime do apartheid na África do Sul

Arcebispo Desmond Tutu morreu aos 90 anos Foto: EFE/EPA/Ilvy Nijokiktjien

O arcebispo da África do Sul, Desmond Tutu, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1984 por seu ativismo contra o regime racista de segregação do “apartheid”, morreu neste domingo (26) aos 90 anos, na Cidade do Cabo, segundo fontes oficiais. Em nota, o presidente do país, Cyril Ramaphosa, confirmou a morte do líder religioso anglicano.

– A morte do arcebispo emérito Desmond Tutu é outro capítulo de perda na despedida de nossa nação a uma geração de sul-africanos proeminentes que nos legou uma África do Sul libertada – disse o presidente na declaração.

O presidente descreveu Tutu como um “patriota incomparável” e um “homem de intelecto extraordinário” que manteve sua integridade na luta contra as “forças do apartheid”. Mesmo em uma democracia, Ramaphosa observou que Tutu manteve o “vigor” e a “vigilância” da liderança para responsabilizar as instituições.

A morte também foi confirmada pelo atual arcebispo da Cidade do Cabo, Thabo Makgoba, que lembrou o Nobel da Paz como alguém que queria que todos os seres humanos vivessem em “liberdade, paz e alegria”.

– Em nome da Igreja Anglicana da África do Sul, de toda a comunidade religiosa e, ouso dizer, em nome de milhões (de pessoas) em toda a África do Sul, África e do mundo, envio nossas mais profundas condolências à sua esposa, Nomalizo Leah, seu filho, Trevor Tamsanqa, e suas filhas, Thandeka, Nontombi e Mpho – disse Makgoba.

Prêmio Nobel da Paz de 1984 por sua luta contra a opressão brutal do apartheid, Tutu é considerado uma das principais figuras da história contemporânea da África do Sul. Nos últimos anos, ele havia se afastado da vida pública devido à idade avançada e aos problemas de saúde, incluindo o câncer de próstata.

*EFE


Foto: Divulgação

Ao longo de mais de um século, o cinema se tornou, sem margem para maiores questionamentos, a arte mais glamourosa da natureza humana. Filmes, a despeito de sua natureza já um tanto sofisticada, foram adquirindo uma aura de sublimidade, primando cada vez mais pela beleza, pelo requinte estético, pela harmonia da forma, sem prescindir, claro, da evolução de seus recursos. O cinema é também é o conjunto das manifestações artísticas que mais dependem da tecnologia. Aborde-se o assunto que se queira, filmes são dependentes de muita inteligência artificial, muitos computadores, muita afinação técnica, a fim de que o resultado do empenho de uma equipe com dimensões de verdadeira falange agrade o público, e, de preferência, igualmente a crítica. A competição quanto a um lugarzinho um pouco mais ensolarado entre diretores e atores de diferentes estúdios já daria um filme daqueles – tanto daria como deu. Excelentes profissionais estão sempre se digladiando à procura do tão ansiado reconhecimento que, como tudo na vida, não é para todos. Nunca há Oscar que chegue para todas as produções que o merecem, e isso também acaba virando matéria para muito bafafá. Restam filmes que continuarão soberbos, essenciais na formação da humanidade, a despeito de não contarem com seu homenzinho dourado. A história do escritor agraciado não com um Oscar, mas com um Nobel, o que não é nada ruim, malgrado desdenhe do prêmio — e da própria origem —, é o mote do argentino-espanhol “O Cidadão Ilustre” (2016), dirigido a quatro mãos por Gastón Duprat e Mariano Cohn. Representante do melhor da inventividade e do talento asiáticos, o sul-coreano “A Sun” (2019), de Chung Mong-hong, traz no enredo a saga de uma família em pedaços, devido à inconsequência do filho caçula. É justamente por “A Sun” que começamos a nossa lista, que dispõe de outros cinco títulos, além de “O Cidadão Ilustre”, todos na Netflix, do mais novo para o mais antigo, a fim de deixar a sua vida facinha, facinha. Eles não levaram o prêmio máximo da indústria cinematográfica de Hollywood, mas, se serve de consolo, são hors-concours aqui na Bula. E você, também acha?

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

A Sun (2019), Chung Mong-hong

“A Sun” começa de maneira brusca e, assim, o espectador já fica esperto quanto ao que pode esperar do drama taiwanês do diretor Chung Mong-hong. Mas que ninguém se desestimule: o enredo é todo permeado por respiros cômicos — e eles são mesmo necessários. A pobreza, ainda que num país rico, é implacável, e ai daquele que pense que pode subverter o estabelecido. Contudo, seria tolo afirmar que o risco social é o responsável por fomentar a criminalidade; o fato é que a alma de todo homem tem sua face sombria — e cada um deve mantê-la sob controle. E controle — e, por extensão, autocontrole —, é uma ideia cara aos orientais. Um pai de família honrado não se prestaria a aturar os deslizes de caráter por parte de um filho, muito menos seus delitos. Ao tomar conhecimento da prisão de A-Ho, A-Wen exige que o caçula seja sentenciado com uma pena dura, o que revolta sua mulher, Qin, mãe do rapaz. A partir daí, o que se segue é a total desintegração do que até tão pouco tempo era um lar (e uma família). Ainda que haja uma ou outra tentativa pontual de contornar a questão, o casal, juntamente com o filho mais velho, pressentem que nada vai voltar ao ponto anterior à ruptura. A vergonha que todos sentem pelo destino de A-Ho, tornado ainda mais significativo numa sociedade que valoriza sobremaneira a austeridade da conduta social, o constrangimento, o remorso, tudo converge para que não consigam se encontrar outra vez. O sol pode ser o que há de mais justo no mundo, mas só pode iluminar e emprestar seu calor a ambientes que se abram para ele. Do contrário, fica eternamente preso em meio à nuvem de ignomínia e pequenez que flutua sobre a natureza do homem desde sempre.

Ya no Estoy Aquí (2019), Fernando Frías de la Parra

Ulises não é nenhum personagem de Homero, nem faz parte de “Odisseia” alguma, mas bem que poderia. O protagonista de “Ya no Estoy Aquí” tem sua jornada própria, uma trajetória em busca de autoconhecimento e descobrimento do mundo, honra, afirmação. O garoto de 17 anos, como qualquer um em Monterrey, nordeste do México, gosta de roupas largas, cabelo extravagante, penduricalhos, estética que, sob uma análise ligeira, remeteria aos rappers nova-iorquinos. No caso de Ulises, o moleque é um digno representante da cultura regional, hispânico-latina, mais precisamente. Ele sonha em se tornar um expoente da Kolombia, um subtipo da cúmbia, ritmo surgido no país sul-americano, com algumas variações de tempo. Ulises também, como um adolescente comum, anda em companhia dos amigos, e aí é que está o problema. Numa dessas, conhece criminosos de verdade, se mete em confusão com eles e sua única saída é imigrar, no bagageiro de uma van, para os Estados Unidos. Lá, se vira como pode, dançando no metrô a fim de defender um trocado e dorme de favor na água-furtada da garota sino-americana, também uma intrusa no mundinho abafado da América, interessada nele, mas não correspondida, porque Ulises não fala inglês, e tampouco a moça entende espanhol. O filme de Fernando Frías de la Parra é um portento de beleza, de originalidade, com seus planos ora disparados, ora lentos, quase se arrastando, tudo friamente pensado, enquadramentos quase sempre muito abertos, a fim de conferir à cena a sensação de distância, de exclusão. O resultado de tamanho esmero é um genuíno tratado antropológico sobre a juventude em países periféricos da América Latina, sobre a resistência cultural nesses rincões perdidos, mediante a ótica do oprimido, sem jamais se permitir concessões ao vitimismo. Ulises é digno até a raiz do cabelo descolorido, mesmo quando reconhece a derrota e se submete. Um herói, portanto.

O Autor (2017), Manuel Martín Cuenca

O que seria da natureza humana sem o sonho? É o devaneio, a capacidade de imaginar outras possibilidades o que faz o homem persistir na luta pela sobrevivência, prosperar, evoluir. Álvaro é um sonhador, mais até: Álvaro é um obstinado. Iria às últimas consequências quanto a se tornar um escritor de renome, de prestígio, não os caça-níqueis que Amanda, sua mulher, gosta de ler. Justamente Amanda é quem dá o impulso que faltava para que o protagonista de “O Autor” se dedique exclusivamente à sua promissora carreira literária: Álvaro flagra a mulher com outro e decide que é hora de mudar tudo em sua vida. Larga o emprego, determinado a viver da pena, mas nem bem começou a ser artista e já lhe falta inspiração, até que lhe ocorre a genial ideia de provocar conflitos em quem os cerca, a fim de observar suas reações e, enfim, escrever. O que ele não imaginava, limitado também como indivíduo, é que ele passaria como a principal vítima de suas armações.

Rastros de um Sequestro (2017), Jang Hang-jun

O suspense do diretor Jang Hang-jun vem confirmar a trajetória ascendente do cinema sul-coreano. A narrativa do ótimo “Rastros de um Sequestro” gira em torno de Jin-Seok, que acaba de se mudar com a família para uma casa nova. Certa noite, o rapaz presencia o sequestro do irmão mais velho, Yoo-seok, que volta 19 dias depois, sem se lembrar de nada. A reação de Yoo-seok poderia ser entendida como natural frente a tamanho choque, mas Jin-Seok começa a estranhar o comportamento dele e o fato do irmão sempre sair a altas horas. Convencido de que a pessoa que passou a conviver com a família não é Yoo-seok, o protagonista decide investigar o caso por conta própria.

O Cidadão Ilustre (2016), Gastón Duprat e Mariano Cohn

Em “O Mundo como Vontade e Representação”, publicado em 1818, o filósofo polonês Arthur Schopenhauer (1788-1860), defendia a ideia da vida sob a forma de uma vontade de vida, isto é, a vida seria uma mera prospecção do homem acerca de seus desejos mais obscuros. O homem não sabe querer, pois ao querer já espalha destruição por todo lado, e, portanto, há que se negar toda vontade, mesmo (ou em especial) as que, aparentemente, possam induzir a supostas boas intenções. Depois de um discurso o seu tanto ácido na cerimônia da entrega do Prêmio Nobel de Literatura, com o qual é agraciado, Daniel Mantovani, um bem-sucedido escritor que saíra de Salas, na Argentina, onde nascera e vivera até os 20 anos e fora viver em Barcelona, na Espanha, começa a sentir os efeitos autodestrutivos de sua sinceridade indomável. Os compromissos mais importantes são cancelados, sobra um ou outro simpósio ou palestra menos insignificante, e uma série de homenagens que o prefeito de Salas, justamente de Salas, houve por bem lhe dedicar. Daniel não está à beira da falência ou passando algum apuro de dinheiro, não se trata disso: o que o move é um misto de vaidade — porque, como ele mesmo reconhece, um escritor é feito de pena, papel e vaidade —; orgulho por, depois de haver desdenhado do Nobel, sua cidadezinha ter se lembrado dele; e, quem sabe, alguma condescendência. Por mais que tenha vivido os últimos 40 anos dizendo a si mesmo que seu passado o incomodava, de maneira consciente ou não embarca para a Argentina, sequioso por reencontrar esse passado. E o passado de fato permanece lá, mas diferente, como ele próprio. Como se Salas tivesse dedicado quatro décadas a fim de arquitetar uma vingança contra o filho ilustre, mas soberbo, uma sucessão de eventos começa a se abater sobre Daniel, primeiro apenas vexatórios. O constrangimento logo cede lugar a situações que exigem dele posições mais duras, como artista e como indivíduo. O escritor é impingido a tomar parte em diversas polêmicas, ainda que involuntariamente em algumas circunstâncias, e sua permanência na cidade natal se torna insustentável. O sermão (mais um) com que ataca as “autoridades” salenses, inclusive um autoproclamado artista plástico, presidente de uma associação de classe, que manipula o resultado de um certame de pintura que recusara seu quadro a fim de ser um dos vencedores, é, já faltando pouco mais de vinte minutos para o encerramento, o ápice do enredo. Sua forma de compreender a política, a arte, a cultura — palavra que lhe provoca asco —, são lições de vida para qualquer um, a despeito da época em que se esteja, num roteiro que não demanda nem o mínimo retoque. No surpreendente final, a pergunta que resta nas cabeças e nas bocas é: que diabos ele foi fazer lá? Mas a conclusão é óbvia e vem de imediato. Valeu a pena.

A Livraria (2017), Isabel Coixet

Tentativas de mudar o estabelecido são sempre difíceis, quando não resultam infrutíferas, especialmente em se sendo mulher, de meia-idade e num lugar que não é o seu. Em plenos anos 1950, uma livreira chega a uma cidadezinha no litoral da Inglaterra disposta a deitar raízes e seguir com seu negócio. Para tanto, terá de se investir de uma boa camada de destemor, a fim de vencer o conservadorismo dos novos vizinhos, o que a fará se valer das mesmas armas que seus adversários.

A Voz do Silêncio (2016), Naoko Yamada

Contra um mundo que só fala veneno, a surdez. “A Voz do Silêncio”, de Naoko Yamada, ao abordar temas sensíveis como assédio moral entre crianças e adolescentes, deficiência física, autoaceitação, acerto de contas com a vida, presta um grande serviço ao público, não prescindindo de observar o requinte estético e a força da mensagem. Shōko Nishimiya, a protagonista, é uma garota surda. Shōko nunca tivera problemas quanto a sua condição, mas ao ser transferida para uma nova escola, acaba sendo hostilizada pelos colegas, liderados por Shouya Ishida, o valentão do pedaço. Shouya é acusado e a direção o expulsa. Passa a ser visto como um pária, os amigos se afastam e ele não sente mais vontade de planejar algum futuro, nem mesmo de continuar a viver. Planeja seu suicídio por anos, meticulosamente, ao ponto de conseguir juntar o dinheiro gasto pela mãe com o reparo dos aparelhos auditivos da ex-colega, que ele quebra numa de suas investidas contra a garota. Debruça-se junto ao parapeito de uma ponte e sobe para o lançamento, mas no instante derradeiro fica a par de que Shōko vai ser sua colega outra vez e, vislumbrando a oportunidade de se redimir, desiste, dando início a uma nova — e benfazeja —etapa em sua história. “A Voz do Silêncio” se trata justamente disso: a metáfora da existência como uma interminável chance de se recolher os cacos da dignidade e se recompor. O emprego da paleta de cores pendendo para tons pastéis e a preferência por planos mais abertos colaboram quanto a tornar o ambiente mais oxigenado e suscetível à conversão do antagonista, sem que haja mais vácuos. Nem silêncios.

Informações Revista Bula


Segundo ONS, o cenário deve se manter em 2022 e risco de apagão é descartado

O nível dos reservatórios do Sistema Integrado Nacional (SIN), que abrange o complexo de armazenamento energético do país, encerrará este ano com um panorama melhor do que em dezembro do ano passado.

De acordo com dados disponibilizados no site do Operador Nacional do Sistema elétrico (ONS), os subsistemas Nordeste, Norte, Sudeste/Centro-Oeste e Sul terminaram o ano de 2020, respectivamente, com 46,1%, 28,1%, 18,67% e 27,5%, de energia armazenada nas usinas. Este ano, segundo o operador, eles terminarão com 47,15%, 41%, 23,53% e 44%.

Durante 2021, o armazenamento energético do SIN oscilou, devido à crise hídrica que assolou país, classificada como a pior dos últimos 91 anos. Dessa forma, as hidrelétricas deixaram de produzir muito e as termelétricas precisaram ser acionadas. Uma das consequências foi o encarecimento da energia elétrica, que aumentou 20,09% no último ano.

Segundo o ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mauricio Tolmasquim, para o ano de 2022, as previsões apontam que o país terá mais chuvas do que em 2021, e as precipitações nos meses de outubro, novembro e dezembro contribuíram para o cenário atual, de mais conforto.

“Houve uma melhora muito grande nesses meses, porque choveu razoavelmente bem. O problema era justamente chegar em novembro com a probabilidade de não atender a demanda dessa época do ano, que é mais alta. Então a chuva acima que do esperado ajudou, mas ainda estamos despachando mais térmica que o normal nessa época ano.”, explica.

O diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, afirmou na semana passada que o nível dos reservatórios não será motivo para ocorrer racionamento de energia elétrica ou apagão em 2022. Ciocchi disse que os reservatórios devem chegar ao período seco de 2022 mais cheios do que estavam nesta fase de 2021, abastecidos entre 58% e 62% ao fim do período úmido. Ele também destacou a expansão da infraestrutura do sistema.

“Devemos ter a entrada de mais 10 mil megawatts de energia nova no sistema ao longo de 2020, e mais linhas de transmissão, favorecendo trazer mais energia do Norte e do Nordeste para o Sudeste. Uma situação bastante boa que devemos ter para rodar em 2022”, explica.

A previsão do professor Tolmasquin converge com a previsão anunciada pelo órgão. Segundo ele, o aumento das chuvas no ano que vem ajudará a desativar algumas térmicas, o que pode baratear a conta de luz.

“Se as chuvas continuarem abundantes, tem que continuar desligando as térmicas, principalmente por conta do preço desse tipo de energia. Por mais que não tenha tido racionamento, tivemos um choque de preços que atingiu a economia e vai durar nos próximos anos. Ou seja, o racionamento foi evitado, mas isso não é de graça, e vai deixar uma conta muito salgada para os consumidores nos próximos anos.”, afirma o engenheiro.

O especialista pontua ainda a importância de se agilizar a transição das matrizes energéticas no Brasil. Segundo o ONS, hoje, 63,2% da matriz energética do Brasil vem das hidrelétricas, enquanto 21,69% vêm das usinas termelétricas. As energias eólica e solar correspondem, respectivamente, a 11,39% e 2,62% do sistema.

Informações CNN Brasil


Recentemente, as três principais operadoras de rede de comunicações da China divulgaram seus números de assinantes em abril. Esses números levantaram questões sobre o desenvolvimento real do 5G na China. De acordo com os dados, a China Mobile tem 205,3 milhões de assinantes 5G; A China Telecom tem 117,8 milhões de assinantes 5G; A China Unicom tem 98,6 milhões de assinantes 5G, o que significa que o número total de assinantes 5G chineses é de cerca de 420 milhões.

Enquanto todos torcem pelo boom da rede 5G na China, um segredo foi divulgado involuntariamente. Os dados acima mostram que o número combinado de usuários para as três operadoras atingiu 420 milhões, no entanto, as vendas acumuladas de aparelhos 5G na China eram de apenas 270 milhões de unidades em abril, de acordo com a National ICT Academy.

Existem três condições que devem ser cumpridas para desfrutar de redes 5G: um smartphone 5G, uma rede 5G estabelecida e um pacote 5G fornecido por operadoras de telecomunicações. Portanto, isso pode significar que 150 milhões ou 35,7% dos usuários chineses não estão usando 5G.

De acordo com relatos da mídia chinesa, a China agora construiu a maior rede 5G do mundo, com cerca de 810.000 estações base 5G em operação, respondendo por mais de 70% da participação mundial, tornando-se uma pioneira de redes 5G em todo o mundo. De acordo com dados fornecidos pela China Tower, o consumo médio de energia de uma estação base externa 5G é de cerca de 3,8 KW, mais de três vezes o consumo de uma estação base 4G.

Alguns especialistas estimam que, se o 5G atingir a cobertura 4G, o custo da eletricidade por si só para as operadoras será de 6 a 12 vezes o do 4G. A partir dos dados, pode-se concluir que quanto mais estações forem construídas, maior será o prejuízo para as operadoras. Se a cobertura 5G total for alcançada, os custos de eletricidade sozinhos serão muitas vezes os lucros anuais atuais das operadoras.

Informações Stylo Urbano


Professora Eliane Conconi conversa com alunos em sala de aula da escola Thomaz Rodrigues Alckmin, no primeiro dia de retorno das escolas do estado de São Paulo para atividades extracurriculares em meio ao surto de coronavírus (COVID-19) em São
Foto: Reuters/ Amanda Perobelli/ Direitos Reservados

O Ministério da Educação pretende, em 18 meses, unificar em um aplicativo informações da trajetória dos estudantes. A expectativa é de que uma primeira versão do produto, chamado Jornada do Estudante, seja disponibilizada ainda no primeiro semestre de 2022, conforme disse à Rádio Nacional o subsecretário de Tecnologia do MEC e gestor da unidade responsável pelo projeto da Jornada do Estudante, André Castro.

“Historicamente já tivemos iniciativas do MEC visando uma ID estudantil que alcançava um ponto desse projeto. Agora vimos, com a nova proposta, um produto mais amplo, a ser construído de forma conjunta com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)”, disse o subsecretário.

Segundo ele, a equipe ministerial identificou, em outubro, “um gap e uma série de oportunidades de avanço nos planos de transformação digital do MEC”. Desde então, o ministério mapeou serviços e definiu “eixos estratégicos” de produtos de transformação digital.

“Um desses eixos é o projeto da Jornada do Estudante. A ideia é ser um produto que possa ser entregue direto ao estudante. Como pano de fundo teremos capacidade de gestão de dados e serviços para que os alunos acessem isso de forma facilitada”, disse.

Segundo Castro, quando entrar em operação, o aplicativo representará também um canal direto de comunicação com os estudantes para divulgar “iniciativas, programas ou oportunidades” disponibilizadas pela pasta. “Hoje, o MEC não dispõe de um canal efetivo de diálogo direto com o estudante”, disse.

“A ideia é que, a longo prazo, toda pessoa que estudou ou realizou jornada acadêmica possa ter suas informações nesse aplicativo de forma integrada, autêntica e reconhecida pelo MEC”, complementou.

A Jornada do Estudante faz parte do escopo da Rede Aprender, que tem como proposta implementar a plataforma de interoperabilidade da educação brasileira.

Segundo o MEC, o aplicativo será disponibilizado gratuitamente na loja do Gov.br para as plataformas Android e IOS.

Informações Agência Brasil


Ele não conseguiu entrar em nenhum dos edifícios do complexo

Rainha Elizabeth II Foto: EFE/Will Oliver

Um jovem armado foi detido na manhã deste sábado (25), logo após ter entrado nos terrenos que cercam o Castelo de Windsor, na Inglaterra, onde a rainha Elizabeth II passa o Natal, informou a polícia britânica.

O homem, de 19 anos e natural de Southampton, continua detido e não conseguiu entrar em nenhum dos edifícios do complexo.

– Ele foi detido como suspeito de entrar ilegalmente em um espaço protegido e em posse de uma arma ofensiva – detalhou em comunicado a polícia da região inglesa de Thames Valley.

As forças de segurança informaram que “os processos de segurança” que levaram à prisão “foram adotados minutos depois que o homem entrou nos terrenos”.

– Membros da família real foram informados todo o tempo sobre o incidente – acrescentou a polícia, que não vê nenhum “perigo mais amplo” neste momento.

O príncipe Charles e sua esposa, Camilla, entre outros membros da monarquia, compareceram neste sábado a uma missa na capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, antes de passarem o resto do dia com a rainha.

*EFE