
Em 17 de janeiro de 1961, durante seu discurso de despedida, o então presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower (um ex-general cinco estrelas do exército norte-americano) disse ao Congresso de seu país que reconhecia a indústria de defesa como vital para a manutenção da paz, mas que, era preciso, no governo, que os líderes se precavessem contra a sua “aquisição de influência injustificada”, pois “o potencial para a ascensão desastrosa de poder ‘fora de lugar’ exist[ia] e persisti[ria]”.
Ao cunhar o termo “complexo industrial-militar”, Eisenhower referia-se a uma ampla e articulada rede de indivíduos, grupos e instituições envolvidas na produção de armas e tecnologia militar, cujo interesse permanente estaria em mobilizar esforços para garantir um nível favorável de gastos do governo em seu segmento. O presidente alertava para os riscos de tensionamento entre interesses públicos e privados, uma vez que haveria necessidade de gerenciar, em muitos momentos, o que seria o melhor para o Estado norte-americano versus o que beneficiaria apenas alguns grupos econômicos.
Eisenhower tinha razão. As guerras e seus senhores tornaram-se assunto permanente em matéria de política doméstica e de inserção internacional dos Estados Unidos. São incontáveis os livros, artigos, documentários e relatórios produzidos ao longo das últimas décadas a respeito deste lobby, considerado um dos mais poderosos do país. Ele reúne membros do Congresso ligados a distritos dependentes dessa indústria, o Departamento de Defesa e os braços a ele relacionados, e empresas de grande porte, como Boeing, Lockheed Martin e Northrop Grumman, por exemplo.
Desde a Segunda Guerra Mundial, os gastos militares se multiplicaram nos Estados Unidos e, impulsionados pela Guerra Fria e depois pelo 11 de setembro, nunca deixaram de crescer. Os relatórios publicados anualmente pelo SIPRI, o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, evidenciam que o país consistentemente se mantém como o maior responsável por esse tipo de gasto no mundo.
No documento de 2021, ainda antes do início da Guerra na Ucrânia, os norte-americanos apareciam como os que empregaram US$ 778 bilhões nesse setor. Em segundo lugar, com diferença digna de nota, vinha a China (US$ 252 bilhões), seguida da Índia (US$ 72,9 bilhões) e somente então a Rússia (US$ 61,7 bilhões).
O papel do complexo industrial-militar ganhou novo momentum essa semana quando o presidente Joe Biden visitou uma instalação da Lockheed Martin no Alabama. Trata-se da maior produtora de armas do mundo e de uma das mais importantes fornecedoras do governo dos Estados Unidos. Os contratos, nos últimos anos, passaram da casa dos bilhões de dólares. Além disso, a Lockheed também costuma ser mencionada no contexto de discussões envolvendo o papel da OTAN no mundo, uma vez que uma das organizações que mais incentiva sua expansão foi chefiada por um vice-presidente da empresa, Bruce Jackson.
A visita de Biden ocorreu quando muito se falava sobre a necessidade de reabastecer o estoque de armas do país. Estando lá, ele aproveitou para reforçar seu pedido ao Congresso dos Estados Unidos para que acelerasse a aprovação de um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia.
Vale lembrar que, pouco tempo antes, também a Alemanha, que está em vias de rever sua posição sobre desarmamento, anunciou a compra de jatos F-35 da Lockheed, o que causou um pico no preço das ações da empresa, alcançando um aumento de 43,4% em apenas quatro meses.
Desde o início no conflito no leste europeu, os norte-americanos já enviaram bilhões de dólares em armas para a Ucrânia, e o orçamento do Pentágono não pára de crescer.
A disputa envolvendo uma proxy war (uma “guerra por procuração”, conforme já explicamos nessa outra coluna) visando combater um “inimigo externo comum”, com cara de Guerra Fria, conquistou apoio bipartidário nos Estados Unidos. Em ano de eleições legislativas, a barganha da indústria de defesa encontra um horizonte amplamente favorável para a expansão de seus negócios.
Os custos detalhados disso, nos próximos meses e anos, ainda são desconhecidos. Em todo caso, a experiência pregressa permite apostar: 1) no desvio de atenção e de recursos para outras agendas importantes; 2) no aumento progressivo dos déficits federais e; 3) na disputa inter-burocrática cada vez mais intensa dentro dos Estados Unidos.
Por hora, sabemos que o conflito na Ucrânia pacificou republicanos e democratas em torno dos senhores da guerra.
Informações UOL

A guerra na Ucrânia, que se arrasta há mais de dois meses, deve estabelecer novas fronteiras no território do país invadido, apontam analistas especializados em Relações Internacionais ouvidos pelo UOL.
Segundo eles, os russos podem tomar definitivamente territórios mais industrializados e com acesso ao mar de Azov, nas regiões sul, leste e sudeste. Em paralelo a isso, negociam um afastamento da Ucrânia da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
O geógrafo e cientista político Tito Barcellos Pereira projeta uma possível divisão gerando o que seria uma “Ucrânia Ocidental”, capaz de manter a sua soberania. Porém, afastada de países europeus, subordinada aos russos e enfraquecida economicamente pela perda territorial de regiões mais industrializadas.
Os municípios do sul, leste e sudeste, na área oriental, formariam a “Nova Rússia”, incluindo os territórios separatistas. Em meio aos conflitos, o Kremlin já afirmou que a Ucrânia deve reconhecer a península da Crimeia como parte da Rússia e a independência das autoproclamadas repúblicas de Lugansk e Donetsk para que as negociações de cessar-fogo possam avançar.Imagem: Arte UOL
“Há um adensamento populacional muito maior no leste e no sul, porque são áreas industrializadas em regiões portuárias. Caso os russos tomem todo esse território, a Ucrânia seria reduzida a Kiev e Lviv”, avalia o cientista político.
Segundo ele, as outras cidades que ainda seguiriam sob o domínio ucraniano são de pequeno porte e essencialmente agrícolas. “É uma região pouco povoada. Nenhuma dessas cidades tem mais de 300 mil habitantes. Restaria para a Ucrânia Kiev e um oeste agrário pouco urbanizado e pobre”, explica.
Seria como se o Brasil fosse invadido e perdesse o sudeste, sul e nordeste, onde está o litoral e as maiores cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Nesse caso, sobrariam apenas regiões agrárias e dependentes de Brasília. Aí, eu pergunto: quem teria condições de se desenvolver economicamente nessas condições?
Tito Barcellos Pereira, cientista político e geógrafo
Tito ainda traça outros dois cenários para o desfecho do conflito. O mais pessimista para os ucranianos seria a mudança de regime, forçando o país a se tornar parceiro econômico e aliado militar dos russos. No cenário mais otimista, a Ucrânia entraria para a Otan e perderia “apenas” Donetsk, Lugansk e a península da Crimeia, já sob o domínio russo.
“Mas, considerando que russos ocupam parte considerável do território ucraniano, me parece que a guerra será mais longa, podendo se estender por até mais de um ano”, diz.
O cientista político também diz ver o que entende ser uma ação mais focada das tropas russas no último mês, fortalecida após o general russo Alexander Dvornikov, conhecido como o “Açougueiro da Síria”, ter sido nomeado como novo comandante das operações de guerra no território invadido.
“Há uma coordenação de todas as operações, com foco na tomada dos territórios de Donestk e Lugansk”, analisa.

Segundo ele, há concentração de ações com intensos bombardeios sobretudo em Mariupol, com acesso ao Mar de Azov, o que a torna estratégica para os russos, permitindo a ligação entre a Crimeia e as áreas separatistas. “É uma cidade portuária e industrializada, apesar de pequena, que pertence à província de Donetsk”, explica.
Nesta semana, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky fez um apelo à ONU (Organização das Nações Unidas) para “salvar” feridos abrigados em uma siderúrgica na cidade em meio aos ataques —anteriormente, o órgão havia anunciado a retirada de civis entrincheirados no complexo industrial em um cessar-fogo na usina sob ataques no último reduto de resistência na cidade portuária.
Professor de Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos pela Universidade de Reading, na Inglaterra, Renato do Prado Kloss, projeta um cenário provável e “catastrófico” para a Ucrânia em caso de perda da região de Donbass, no leste do país, e das áreas portuárias.
“Com minas de carvão e indústrias de metalurgia e aço, a área do Donbass é a área mais industrializada do país. A perda dessa região representaria um impacto tremendo na economia da Ucrânia”, analisa.

Para o professor Sandro Teixeira Moita, doutor em ciências militares, Donbass é um ponto crucial para os ucranianos.
“Donbass é uma região importante porque controla a saída para o mar e possui usinas que usam água do rio para resfriamento. A luta desesperada da Ucrânia talvez seja não permitir a perda dessa região para os russos. A leitura também dos países europeus é de que isso pode passar uma mensagem de fraqueza. Se aceitarem discutir Donbass, o que impede os russos de avançar em outras direções?”, questiona.
O professor Renato Kloss diz entender, contudo, que a conquista territorial momentânea das tropas russas não necessariamente será definitiva.
Os russos não vão largar essa ofensiva agora. E vão tentar conquistar o maior número de cidades também como forma de barganha até para negociar um afastamento entre Ucrânia e Otan”
Renato do Prado Kloss, professor de Relações Internacionais
Contudo, reconhece que o cenário pode se agravar caso os russos também conquistem Kherson e Odessa, na mira dos ataques. Um vídeo mostrou a explosão nas imediações da torre de TV de Kherson, no dia 2 de abril. A região portuária de Odessa, inclusive, está desativada devido ao bloqueio naval russo no conflito.
“É a pior das hipóteses para os ucranianos. O porto de Odessa seria o único ponto para escoar os produtos. Sem isso, a Ucrânia precisaria usar um porto na Bulgária, aumentando muito os seus custos com o pagamento de frete das exportações”, diz Kloss.
O professor Sandro Teixeira Moita explica que ultranacionalistas russos projetam a criação de uma “Nova Rússia” em território ucraniano, retirando o acesso do país invadido ao Mar Negro. “Esse seria o objetivo para forçar os ucranianos a assinar um acordo de paz nos termos russos. Sem essas cidades industrializadas, a Ucrânia sofreria um baque econômico muito grande”.
Informações UOL

O atual líder do mundial de pilotos da Fórmula 1Charles Leclerc garantiu a pole position do GP de Miami no treino classificatório que rolou hoje (7) à tarde, nos Estados Unidos. Ele marcou 1m28s796. A Ferrari completa a primeira fila com Carlos Sainz na segunda colocação.
Max Verstappen, da Red Bull, foi o primeiro a baixar de 1min29s na sessão, mas vai largar na terceira posição na corrida inaugural do Circuito Internacional de Miami. O atual campeão mundial se viu em uma disputa apertada com os ferraristas — com menos de dois centésimos separando os três primeiros. Já o heptacampeão Lewis Hamilton ficou em sexto no Q3, uma de suas melhores marcas na temporada.
Os carros da Mercedes, aliás, sofreram ao longo do treino de classificação. Lewis Hamilton precisou ir aos boxes para trocar pneus e evitar a eliminação no Q3, tendo de se contentar com o sexto lugar. Já George Russell não resistiu ao Q2 e vai largar em 12º. Más notícias num fim de semana em que a equipe alemã ensaiava uma reação.
A corrida rola neste domingo a partir de 16h30 (de Brasília).
As Ferraris começaram com tudo, com Leclerc marcando 1m29s055 e Sainz somente 0s016 atrás. A felicidade durou pouco, até Max Verstappen registrar 1m28s991 e assumir a liderança do Q3 com o primeiro tempo abaixo da casa de 1m29s. Diferença baixíssima, de 0s080, entre os melhores carros do sábado. Já na reta final, Sainz e Leclerc arrebentaram a vantagem do holandês e garantiram a primeira fila com os tempos de 1m28s986 para o espanhol e 1m28s796 do pole position da tarde.
Curiosamente, o treino classificatório ocorreu sem acidentes e bandeira vermelha, ao contrário dos três treinos livres anteriores. Os pilotos têm reclamado do asfalto em Miami nos últimos dias.
1º – Charles Leclerc (MON/Ferrari)
2º – Carlos Sainz (ESP/Ferrari)
3º – Max Verstappen (HOL/Red Bull)
4º – Sergio Perez (MEX/Red Bull)
5º – Valtteri Bottas (FIN/Alfa Romeo)
6º – Lewis Hamilton (ING/Mercedes)
7º – Pierre Gasly (FRA/AlphaTauri)
8º – Lando Norris (ING/McLaren)
9º – Yuki Tsunoda (JAP/AlphaTauri)
10º – Lance Stroll (CAN/Aston Martin)
Não havia tempo a perder: dois minutos depois da bandeirada, todos os pilotos já tentavam abrir voltas rápidas. Sainz começou bem, mas Verstappen logo marcou 1m29s202. Sergio Perez anotou 0.4s a menos, na segunda colocação. Para provar que o duelo entre Red Bull e Ferrari pelos melhores tempos era apertado e emocionante, Leclerc buscou 1min29s130, a volta mais rápida do Q2.
Na busca pela sobrevivência, George Russell precisou abortar uma volta por perder o controle da Mercedes por um instante, foi aos boxes, retornou e conseguiu o tempo de 1min30s173. Não foi suficiente para se garantir no Q3 numa tarde difícil para a equipe britânica. Outros que tentaram, mas não conseguiram, foram os seguintes:



11º – Fernando Alonso (ESP/Alpine)
12º – George Russell (ING/Mercedes)
13º – Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin)
14º – Daniel Ricciardo (AUS/McLaren)
15º – Mick Schumacher (ALE/Haas)
A contagem regressiva para o Q1 começou com o tempo quente e úmido em Miami, já em fim de tarde. Passaram pouco mais de cinco minutos na pista até Max Verstappen marcar o tempo de 1min30s235 e assumir o topo. Os tempos começaram a diminuir, Carlos Sainz passou o holandês e logo na sequência Charles Leclerc deu a resposta com 1min29s474.
Fora da disputa no topo, Lewis Hamilton foi para os boxes trocar pneus na reta final do Q1. Queria tentar uma volta rápida que evitasse a eliminação precoce. Conseguiu 1min30s388, saltou de 17º para o quinto melhor tempo e respirou aliviado. Foram eliminados os seguintes pilotos:



16º – Kevin Magnussen (DIN/Haas)
17º – Zhou Guanyu (CHN/Alfa Romeo)
18º – Alexander Albon (TAI/Willians)
19º – Nicholas Latifi (CAN/Williams)
Não participou – Esteban Ocon (FRA/Alpine)
O francês Esteban Ocon não participou da classificação e vai começar a corrida deste domingo em último. Mais cedo, no terceiro treino livre, sua Alpine deu uma pancada seca de lado na curva 14 e lhe obrigou a abandonar a sessão. A paralisação das atividades durou cerca de 15 minutos. O chassi foi comprometido e precisará ser trocado. A Alpine prometeu trabalho duro ao longo da noite e afirmou que Ocon vai participar da corrida.
Informações UOL

O empresário Dirceu Santos Frederico Sobrinho disse que o ouro apreendido pela Polícia Federal na Rodovia Castelo Branco, no interior paulista, na quarta-feira, 4, pertence à sua empresa, a FD Gold. Em vídeo encaminhado pela assessoria de imprensa do empresário neste sábado, 7, ele afirma que a carga, de cerca de 77 quilos, tem procedência legal.
Entre os quatro policiais que faziam a escolta do carregamento, estava o tenente-coronel da Polícia Militar Marcelo Tasso, que atuava na Casa Militar, ligado ao governo estadual. O Palácio dos Bandeirantes diz que Tasso está afastado.
“Todo ele (o ouro) foi comprado sob permissão de lavra garimpeira concedida, e não pertence à área indígena, não pertence a garimpos ilegais e nós trabalhamos na minha empresa e em outras empresas para melhorar a atividade garimpeira em todo o Brasil há muito tempo, inclusive buscando o respeito da sociedade brasileira pela atividade garimpeira”, afirmou Sobrinho, no vídeo.
O empresário é filiado ao PSDB do Pará e concorreu à vaga de 1º suplente do ex-senador Flexa Ribeiro, quando o tucano voltou a se candidatar ao Senado em 2018 e não se elegeu. Sobrinho concluiu a mensagem em vídeo dizendo que suas empresas recolhem todos os tributos e encargos, que sempre recolheram. Ele afirmou ainda que continuará trabalhando “de forma digna e séria”.
A empresa FD Gold é alvo de ação judicial para suspender suas operações por suspeita de garimpo ilegal. A ação tramita na Justiça Federal de Itaituba (PA). O Ministério Público Federal (MPF) daquele Estado acusa a empresa de Sobrinho e outras duas empresas do setor de terem despejado no mercado nacional e internacional mais de 4,3 mil kg de ouro ilegal em 2019 e 2020. Só a FD Gold comercializou 1,3 tonelada de ouro, segundo o MPF, extraído de garimpos ilegais na região sudoeste do Pará.
Na denúncia, os procuradores da República afirmam que as permissões de lavra garimpeira informadas pela empresa de Sobrinho como origem do ouro incidiam sobre áreas de floresta, sem garimpos autorizados. A pesquisa concluiu que o ouro saiu de garimpos ilegais dos municípios de Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso, inclusive de terras dos indígenas mundurucus.
Na ação, o MPF pede que a FD Gold e as outras duas empresas paguem indenização superior a R$ 10 bilhões por danos sociais e ambientais. Conforme o MPF, outros inquéritos e investigações sobre a atuação da empresa de Sobrinho estão em andamento em caráter sigiloso. Questionada pela reportagem, a empresa não comentou os processos motivos pelo MPF.
Sobrinho é também dono da D’Gold, empresa de garimpo, e presidente da Associação Nacional do Ouro (Anoro). Em abril, em entrevista à Rádio Jovem Pan, Sobrinho defendeu a legalização do garimpo em terras indígenas, o que é proibido por lei. “A lei não permite (extração em terras indígenas), é considerado um garimpo ilegal, mas existe há 50 anos e não existe garimpeiro em terra indígena que não tenha acordo com índio. Acredito que precisa ser legalizado, pelo bem do Brasil e pelo próprio índio”, argumentou.
Como presidente da associação, Frederico é presença frequente em Brasília e já se reuniu com ministros do governo Jair Bolsonaro para discutir questões relativas à mineração do ouro. Bolsonaro é favorável à liberação do garimpo em terras indígenas. No ano passado, a FD Gold assinou contrato com a Casa da Moeda, estatal vinculada ao Ministério da Economia, para o fornecimento de ouro usado na confecção de medalhas decorativas.
Em seu site oficial, a FD Gold informa que está presente nas principais regiões produtoras de ouro do Brasil, por meio de lojas próprias ou de mandatários mercantis que a representam para operação de aquisição do metal diretamente de garimpeiros, cooperativas de garimpo, mineradoras e demais membros da cadeia produtiva.
Filiado ao PSDB do Pará, Sobrinho não tem ligações com o PSDB de São Paulo, mas se relaciona com a cúpula da PM paulista em razão da atividade empresarial. Ele recorre com frequência a policiais militares de folga ou licença para sua segurança pessoal e para reforçar a escolta de carregamentos de ouro. Os quatro policiais, entre eles o tenente-coronel Tasso, que atuava na Casa Militar, foram convidados para fazer a escolta do ouro que chegaria a Sorocaba, por causa do alto valor da carga. A Casa Militar é responsável pela segurança do governador.
Conforme o Palácio dos Bandeirantes, Tasso está afastado da função de segurança do governador desde outubro do ano passado, pois vai se aposentar e tinha licenças pendentes. Mesmo assim, ele teria informado ao governo que havia sido convidado pelo empresário para fazer a escolta e teria indicado mais dois policiais de sua confiança para o “bico”.
Presidente estadual do PSDB, Marco Vinholi informou que o empresário “não consta dos quadros do PSDB-SP e o partido não tem qualquer relação ou conhecimento de suas ações”. Procurado, o PSDB paraense não havia se manifestou até a conclusão da reportagem.
Informações UOL

O número de mortes na explosão no hotel Saratoga, em Havana, capital de Cuba, subiu para 32 e o de feridos para 80, segundo informaram neste sábado (7) veículos locais de imprensa.
A agência estatal de notícias Prensa Latina indicou que, segundo a chefe da Frente de Reestabelecimento de Contatos Familiares da Cruz Vermelha, Gloria Bonnin, ainda há 19 pessoas desaparecidas, de acordo com lista elaborada pelo órgão.
Informações Terra Brasil Notícias

Fotos: Divulgação
O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou neste sábado (7) que é preciso olhar com atenção para os povos indígenas. Em Banzaê, onde cumpre agenda, Neto se comprometeu a dar melhores condições a estas pessoas, caso seja eleito.
“Hoje, em Banzaê, falei sobre a necessidade de olharmos com atenção pros povos indígenas, sobretudo na Bahia, onde o Brasil começou. Se eu for governador, vamos dar melhores condições de vida a essas pessoas e lutar pra que elas possam manter as suas tradições vivas e valorizadas”, afirmou.
Além de Banzaê, a agenda de Neto neste sábado na região ainda contou com visitas aos municípios de Araci, pela manhã, e Ribeira do Pombal, à noite. Nesta sexta-feira (6), foram cinco cidades: Itapicuru, Olindina, Nova Soure, Cipó e Ribeira do Amparo.
Neste final de semana Neto completou 100 cidades visitadas desde o início do movimento Pela Bahia. Também participaram diversas lideranças políticas locais e estaduais, entre eles o deputado federal Cacá Leão (PP), pré-candidato ao Senado.
Pela manhã, em Araci, onde participou de dois eventos, ACM Neto afirmou que fez graduação em política durante os três mandatos como deputado federal e pós-graduação em gestão pública, nos oito anos como prefeito de Salvador. “Com isso, quero dizer que me preparei a vida toda para ocupar o cargo de governador. Se Deus e os baianos quiserem, vou fazer o melhor governo de todo o país. E vocês podem anotar: caso seja eleito, vou colocar a educação da Bahia entre as melhores do Brasil. Por outro lado, comigo no governo, a Bahia será um dos estados mais seguros do país. O que o PT não fez em 16 anos, eu vou fazer, podem ter certeza”.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) compareceu neste sábado (7) à Feira Nacional da Soja (Fenasoja), no Rio Grande do Sul, onde partipou de uma motociata na cidade de Santa Rosa e falou ao público do evento. Em seu discurso, o presidente disse que o país “não aguenta mais um reajuste de combustível” e acusou a Petrobras de faturar “dezenas de bilhões de reais por ano às custas do nosso povo brasileiro”.
“Esta semana vocês estão conhecendo um pouco mais do que é a Petrobras aqui no Brasil. Temos nichos, redutos ainda em nosso governo, espalhados por todo o Brasil, que não entenderam que todos nós estamos no mesmo barco”, afirmou Bolsonaro. Durante transmissão ao vivo realizada na última quinta-feira (5), o presidente declarou que o lucro de 44,5 bilhões da estatal é “um estupro”.
Durante o evento no Rio Grande do Sul, ao qual compareceram produtores rurais, Bolsonaro fez acenos ao agronegócio. “Temos aqui uma parte do nosso agronegócio, que vocês bem sabem a importância que dou para o trabalho de vocês. Por isso, lá atrás, procuramos cada vez mais titular terras pelo Brasil para afastarmos as invasões do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)”.
Informações Terra Brasil Noticias

O cantor Aleksandro, da dupla com Conrado, morreu em um grave acidente de ônibus, na manhã deste sábado (7), na rodovia Régis Bittencout, na altura de Miracatu, no interior de São Paulo. Outras cinco mortes foram confirmadas, mas não tiveram a identidade divulgada.
Segundo apurado pelo g1, ao menos 19 pessoas estavam no veículo, incluindo os artistas. Além dos óbitos, 11 vítimas foram encaminhadas aos prontos-socorros da região com ferimentos leves e outras duas pessoas não sofreram lesões.
O acidente aconteceu, por volta das 10h30, no km 402,2 da pista com sentido São Paulo (SP). De acordo com a Arteris, concessionária que administra o trecho, há registro de 4km de congestionamento na pista sentido Curitiba e 2km no sentido São Paulo.
Segundo o empresário da dupla, José Carlos Cassucce, o veículo saiu de Tijucas do Sul (PR), onde a dupla fez um show na sexta-feira (6), e seguia com destino para São Pedro (SP), onde havia um show agendado para este sábado, mas o evento foi cancelado.
Ainda de acordo com a concessionária, uma faixa da pista e o canteiro central foram interditados. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o pneu dianteiro esquerdo estourou fazendo com que o motorista perdesse o controle e tombasse no canteiro central.

*G1

Enquanto Lula lançava sua pré-candidatura em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez motociata e discursou em evento no Rio Grande do Sul.Bolsonaro enalteceu aliados que vão disputar a eleição, voltou a defender o armamento da população e disse que o país “não aguenta mais reajuste de combustíveis”. O preço da gasolina deve chegar aos dois dígitos nos próximos dias.
Cotado para ser vice na chapa de reeleição ao Planalto, o ex-ministro da Defesa Braga Netto foi mencionado duas vezes pelo presidente. Segundo o jornal o Globo, Bolsonaro disse que Braga Netto respeita os seus militares e defende a família. Já Onyx Lorenzoni, que deixou o ministério do Trabalho e Previdência para concorrer ao governo do Rio Grande do Sul, foi lembrado como um ministro que “faz muita falta”. Onyx acompanhou o presidente na visita à Feira Nacional da Soja, em Santa Rosa (RS).
“Hoje podemos dizer que temos um presidente e um governo que acredita em Deus. General Braga Netto, que respeita os seus militares, que defende a família e deve lealdade ao seu povo. Tenho certeza que entregarei no futuro o comando do Brasil numa situação bem melhor do que aquela que recebi em 2019”, afirmou.
Antes de ir para o evento, o presidente encontrou com apoiadores e fez uma motociata até o local do discurso. Bolsonaro não usou capacete e levou o prefeito de Santa Rosa, Anderson Mantei, na garupa
*Metro1