Com César Oliveira
Tema: ‘Aumento do custo de vida’

prazo para a convocação dos candidatos inscritos na lista de espera para o primeiro processo seletivo de 2022 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) termina às 23h59 (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (26).
No total, foram ofertadas 66,5 mil vagas no primeiro processo seletivo de 2022 do Fies e, segundo o Ministério da Educação (MEC), para todo o ano de 2022 serão 110 mil vagas. Inicialmente, a convocação seria feira até o dia 4 de maio.
De acordo com o MEC, a decisão de ampliar o prazo final de convocação da lista de espera do Fies 2022/1 tem como objetivo promover maior ocupação das vagas ofertadas pelo programa. Além disso, nesta edição não será realizado o processo de preenchimento de vagas remanescentes, o que também contribuiu para a prorrogação da data.
O que é o Fies
O Fies é um programa do MEC que concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos ofertados em instituições de ensino que aderiram ao programa. Para concorrer a uma das oportunidades do Fies, é preciso ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010.
*Agência Brasil
A Prefeitura de Feira abriu credenciamento de bandas, artistas e grupos culturais para atender eventos tradicionais, esportivos, turísticos e culturais realizados ou apoiados pelo Governo Municipal. O edital foi publicado em edição do Diário Oficial Eletrônico no último sábado, 21.
Todos os interessados que atendam as condições do edital podem ser contratados. O valor para pagamento está pré-fixado, conforme estabelecido na tabela de remuneração.
*Secom
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Um estudo comparativo socioeconômico da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) acaba de apontar o município de Feira de Santana consolidado com o maior crescimento da Bahia entre 2002 e 2018.
O levantamento revela que a economia feirense desponta com a melhor variação pontual do PIB (Produto Interno Bruto), acumulando 150,08%, e a maior taxa de crescimento anual de 5,9%. Este desempenho foi comparado a Camaçari (3,73%), Vitória da Conquista (5,76%) e Salvador (2,52%), selecionados para integrar o projeto de pesquisa.
Considerando o mesmo período, Feira de Santana também supera quase o dobro do percentual de crescimento da Bahia – limitada a 79,94% no acumulado e 3,74% ao ano.
Em seis volumes, a pesquisa realizada através do Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico Sociais (CEPES) do Instituto de Economia e Relações Internacionais da UFU levou em consideração as similaridades e diferenças dos municípios baianos analisados, bem como dados demográficos, dinâmica produtiva, emprego e mercado de trabalho, finanças públicas municipais e comércio internacional.
A cidade de Feira também figura entre as que obteve a mais elevada taxa de crescimento por grande setor, com destaque na indústria (162,8%) e serviços (180,7%). A partir de 2016, assumiu definitivamente a liderança com a maior concentração de empregos formais ativos, alcançando 35% – especialmente nas microempresas com marca histórica de 60%. Camaçari, Vitória da Conquista e Salvador possuem índices semelhantes, porém com quadro de queda, estagnação ou concentração em grandes empresas, respectivamente.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
O panorama das contas públicas, nos últimos 20 anos, anterior à pandemia da covid, é animador e projeta a administração municipal em vantagem às demais, revelando taxas de crescimento nas receitas (364,22%) e despesas orçamentárias (363,04%). Vale salientar que estes índices apresentam médias maiores que a dos demais municípios baianos e do país.
O prefeito Colbert Filho, que coordena o Grupo de Atração de Investimentos com o vice Fernando de Fabinho, afirma que a pesquisa é uma importante ação para conhecer a realidade de Feira, além de ajudar no crescimento e desenvolvimento dos municípios envolvidos no projeto.
“São informações que podem subsidiar estudos, ações a instituições acadêmicas, órgãos públicos, empresas, pesquisadores, profissionais de diversas áreas, estudantes e a população”.
*Secom

Neste final de semana, compreendido entre os dias 20 e 22 de maio (sexta-feira à domingo) a Polícia Militar da Bahia, através do Comando de Policiamento da Região Leste, junto às unidades pertencentes ao seu orgânico, apreendeu ao todo quinze armas de fogo, nas cidades de Feira de Santana, Alagoinhas, Conceição da Feira e Muritiba, decorrentes de ações protagonizadas pelo 4º BPM/Alagoinhas, Rondesp Leste, 20ª CIPM/Santo Amaro da Purificação, 27ª CIPM/Cruz das Almas, além de 65ª, 66ª e 67ª Companhias Independentes de Feira de Santana.
A primeira ocorrência aconteceu na madrugada da sexta-feira, quando policiais militares da 65ª CIPM apreenderam um revólver de calibre .22 e munições na Estrada da Cabrita, no bairro Viveiros, seguida pela apreensão de 04 armas de fogo, munições e drogas, na cidade de Alagoinhas, ao final da tarde da sexta-feira, por policiais militares do 4º BPM/Alagoinhas e da Rondesp Leste, após apuração de denúncia sobre homens que planejavam cometer assaltos na BR-101. Durante a ação quatro homens foram alvejados e socorridos ao Hospital Regional Dantas Bião, onde foram confirmados os óbitos.
Já na madrugada de sexta-feira para sábado (21) uma guarnição da 67ª CIPM, efetuou a prisão de um homem no distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana, sendo apreendidas uma espingarda artesanal calibre .32, munições e uma porção de cocaína. Nos dias 21 e 22, cinco armas de fogo foram apreendidas por guarnições da 66ª CIPM, entre elas, uma arma calibre .12 e munições, na rua Caruama, bairro Santo Antônio dos Prazeres; um revólver calibre .38 e munições, no conjunto Cordeirópolis, bairro Mangabeira; dois revólveres calibre .38 e munições em um bar na Estrada da Mantiba; além de uma submetralhadora e munições, após diligência no bairro Lagoa Salgada.
Ainda em Feira de Santana, no domingo, pela tarde, policiais militares da Rondesp Leste apreenderam um revólver calibre .38, munições e cocaína em posse de um jovem abordado no Parque Lagoa Subaé e em seguida, durante a noite, guarnições da Rondesp Leste com o apoio de outras unidades recuperaram um veículo e apreenderam uma arma de fogo e munições após roubo seguido de sequestro, no bairro Santo Antônio dos Prazeres, onde o resistente foi a óbito no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Também no domingo, policiais militares da 20ª CIPM/Santo Amaro da Purificação, apreenderam uma pistola de calibre .380 com três carregadores e munições, na cidade de Conceição da Feira, concomitante, policiais militares da 27ª CIPM/Cruz das Almas, apreendiam um revólver de calibre .38 e munições, na cidade de Muritiba, após troca de tiro, sendo o resistente socorrido para o Hospital de São Félix, onde permanece internado.
Todas as armas de fogo, munições e drogas apreendidas foram apresentadas às autoridades policiais das delegacias competentes para adoção de medidas pertinentes.
Assessoria de Comunicação do CPRL
Comunicadoras chegaram a desafiar ordem no sábado, mas foram obrigadas a aparecer com os rostos cobertos no domingo

As apresentadoras das principais redes de televisão do Afeganistão foram ao ar neste domingo (22) com seus rostos cobertos, cumprindo ordem do Talibã que haviam desafiado na véspera. Desde que voltou ao poder no ano passado, o grupo radical impôs uma série de restrições à sociedade civil, muitas das quais buscam limitar os direitos das mulheres.
No início do mês, o chefe supremo do Talibã emitiu uma ordem, segundo a qual as mulheres devem se cobrir completamente em público, incluindo o rosto e, de preferência, com a tradicional burca. Antes, bastava um lenço, cobrindo o cabelo. A burca se tornou um símbolo global do regime linha-dura na primeira vez em que controlou o Afeganistão, de 1996 a 2001.
O temido Ministério para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício ordenou, na quinta-feira (19), que as apresentadoras de televisão também fizessem isso. No sábado (21), as jornalistas desafiaram a medida e foram ao ar, ao vivo, sem esconder o rosto.
Após pressão do Talibã às emissoras, as mulheres usaram, no domingo, os véus completos, revelando apenas os olhos e a testa ao apresentar as notícias nos canais TOLOnews, Ariana Television, Shamshad TV e 1TV.
– Resistimos e somos contra o uso (…). Mas a TOLOnews está sob pressão, eles (os talibã) disseram que qualquer apresentadora na tela sem cobrir o rosto deveria receber outro emprego – disse Sonia Niazi, apresentadora da TOLOnews.
Ao longo do dia, os homens que trabalham nos escritórios da TOLOnews em Cabul, capital do país, vestiram máscaras pretas, como as usadas na prevenção da Covid-19, em solidariedade às apresentadoras. À noite, apresentadores do TOLOnews e da 1TV também foram ao ar usando máscaras pretas.
O porta-voz do Ministério da Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, Mohamad Sadeq Akif Mohajir, afirmou que as autoridades não pretendiam forçar as apresentadoras a deixar o emprego.
– Estamos felizes que os canais tenham exercido corretamente sua responsabilidade – disse.
Após ter tomado o poder novamente, em agosto, o Talibã indicou inicialmente que pretendia moderar suas posições, ao não anunciar nenhum código de vestimenta para as mulheres. Nas últimas semanas, porém, o grupo fez uma mudança radical.
PUNIÇÕES
Segundo o decreto do início do mês, as mulheres têm de usar roupas da cabeça aos pés que deixem apenas os olhos visíveis e só devem sair de casa quando necessário. Os parentes do sexo masculino enfrentarão punições por violações do código de vestimenta das mulheres, começando com uma intimação e escalando para audiências judiciais e prisão.
Os talibãs ordenaram que as mulheres que trabalham no governo sejam demitidas se não cumprirem o novo código de vestimenta. Os funcionários também correm o risco de serem suspensos se suas mulheres ou filhas não acatarem a ordem. Os canais de TV já deixaram de transmitir séries e novelas protagonizadas por mulheres, por ordem do grupo.
Em março, uma reviravolta surpreendeu quando o grupo fechou escolas de ensino médio para jovens, revertendo promessas anteriores de que meninas de todas as idades teriam acesso à educação. A medida descontentou a comunidade internacional e levou os Estados Unidos a cancelar reuniões planejadas para aliviar a crise financeira do país.
*AE

O presidente Jair Bolsonaro avalia abrir mão da candidatura de João Roma ao Governo da Bahia para apoiar ACM Neto no pleito, que lidera as pesquisas de intenção de voto. A informação é do jornal Valor Econômico.
De acordo com a publicação, Bolsonaro considera a aproximação com o ex-prefeito de Salvador como estratégico para a sua reeleição. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniu com o deputado Elmar Nascimento, aliado de Neto, para tratar de uma aliança.
Ainda segundo o site, Nascimento disse que um apoio no primeiro turno é pequeno, por causa da força do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia. Porém, o parlamentar acredita que uma eventual saída de Roma da disputa aumentaria as chances de ACM Neto ser eleito ainda no primeiro turno. Com isso, o ex-prefeito de Salvador “ficaria mais livre” para associar a sua imagem à de Bolsonaro.
ALIADO APOIA REELEIÇÃO
Um dos principais partidos que fazem parte da base de ACM Neto já confirmou que vai apoiar a reeleição de Bolsonaro. O presidente estadual do Republicanos, deputado federal Márcio Marinho, confirmou ao Bahia Notícias que, no estado, o partido irá buscar a recondução do atual presidente (lembre aqui). O Republicanos é uma das legendas que disputam a vaga de vice na chapa de Neto.
Informações Bahia Notícias

Neste domingo (22), o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), disse que é preciso “acabar com a taxação excessiva” sobre bens e serviços essenciais que vigora no país.
Como mostrou o Broadcast Político, os deputados devem votar na próxima terça-feira o projeto de lei complementar que define energia, combustíveis, telecomunicações e transporte como bens essenciais e estabelece alíquota máxima de 17% no ICMS sobre tais itens. Economistas calculam que a medida poderia aliviar o IPCA de 2022 em até 1,2 ponto porcentual.
– Ou o Brasil acaba com a taxação excessiva de bens e serviços essenciais ou a excessiva taxação de bens e serviços acaba com o Brasil. O Brasil precisa controlar a saúva, mais uma vez – escreveu Lira, no Twitter.

Lira se reuniu, na última quinta-feira, com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para discutir a proposta. Ele cobrou a costura de uma saída conjunta entre Congresso, governo e Executivo para os aumentos na conta de luz e nos combustíveis
O projeto do ICMS, que será votado nesta semana, é de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE) e tramitará em regime de urgência. O parlamentar chegou a classificar os reajustes nas tarifas de energia como “draconianos”.
– O essencial é definir o que é essencial. E o essencial é o Brasil e os brasileiros. O Congresso Nacional, a começar pela Câmara dos Deputados, tenho certeza, sempre ficará – como sempre ficou – a favor do que é essencial para o nosso país. E esta semana isso ficará essencialmente claro – afirmou o presidente da Câmara.
*AE

O jornalista Jose Roberto Guzzo, ou simplesmente J.R. Guzzo, é extremamente respeitado. Polêmico. Sua opinião tem peso e relevância.
Sua história no jornalismo brasileiro tem mais de cinquenta anos, tendo passado por inúmeros veículos de comunicação, sempre mantendo independência e nunca fugindo do embate de ideias.
Neste final de semana, o brilhante e ilustre jornalista novamente presenteia seus leitores com um texto espetacular e elucidativo, publicado em sua coluna na Revista Oeste e que certamente vai entrar para a prateleira “dos melhores serviços prestados ao país por um profissional de comunicação”.
A sua transcrição na íntegra é quase que um dever patriótico do Jornal da Cidade Online.
Eis o texto:
A VOZ DOS IMBECIS
A imprensa, o Supremo Tribunal Federal e a esquerda que vive da compra, venda e aluguel de más ideias descobriram há tempos os seus piores inimigos — as redes sociais. É um sinal dos tempos, e um sinal bem ruim, que se considere pecado mortal aquilo que é uma das mais espetaculares conquistas do espírito humano; a internet é resultado direto do avanço da ciência e da tecnologia, e quando o progresso é tratado como se fosse uma manifestação do mal por uma parte da sociedade, estamos com um problema evidente. Ninguém diz, é claro, que é contra o progresso. Mas todos os que hoje combatem a atuação das redes sociais na política, e especialmente nas eleições de outubro próximo, são contra o progresso de que não gostam — e o “conteúdo” das redes é o tipo do progresso de que não gostam nem um pouco. Na verdade, é mais simples do que isso. O inimigo da mídia, do STF e da federação dos “progressistas” não é a internet. É o público. Nada assusta tanto essa gente como um brasileiro de carne e osso com uma cabeça para pensar e uma voz para dizer o que pensa.
Não deveria ser assim — ou, ao contrário, talvez tenha mesmo de ser assim. O que atrapalha a vida dos meios de comunicação de massa hoje em dia é a falta de massa, ou seja, de leitores, de ouvintes e de telespectadores. O problema do STF é a recusa em respeitar as funções que lhe foram atribuídas pela Constituição Federal. A esquerda, enfim, sofre com a escassez de votos em quantidade suficiente para formar uma maioria clara no Brasil. Em vez de se concentrarem na busca de soluções para estas dificuldades, porém, ficam irados com a internet. A mídia está ressentida com as redes sociais porque elas lhe tiraram o público — ou, mais exatamente, a relevância que imaginavam ter junto ao público. O STF se enerva porque não pode eliminar a imagem miserável que tem junto à população nas redes; pode prender o deputado Daniel Silveira, socar inquéritos nos inimigos políticos e aterrorizar senadores e deputados, mas não controla o que se diz pela internet. A esquerda nunca conseguiu predominar nas redes sociais; está perdendo a batalha, aí, para a direita, e não se conforma com isso.
Uma coisa é juntar meia dúzia de delinquentes, botar camisa vermelha e invadir propriedades, sob o olhar distante da polícia e do Ministério Público. Também é fácil escrever editoriais dizendo que o presidente da República matou 600.000 pessoas, e que vai dar um golpe de Estado se ganhar a eleição. (Imaginem, então, se perder.) Não há nenhum problema, se você é ministro da principal corte de justiça do país e lhe permitem que faça tudo, indiciar em inquéritos os adversários, expedir ordens de prisão para a Interpol e distribuir tornozeleiras eletrônicas. Tudo isso é barato, e está disponível em tempo integral. O problema é fazer os demais cidadãos pensarem como você pensa. A única opção numa democracia é conviver com essas contrariedades — e pagar o preço da sua liberdade respeitando a liberdade do outro. Mas a mídia, o STF e a esquerda não querem uma democracia no Brasil; na verdade, são hoje as forças que mais combatem a liberdade neste país. Voltam todas as suas energias, assim, para as mais variadas tentativas de prender as redes sociais numa camisa de força.
É raro passarem três dias seguidos sem que o STF ponha para fora o seu rancor contra o que o público está dizendo. Conduz há mais de três anos um inquérito absolutamente ilegal, e aparentemente perpétuo, para punir “atos antidemocráticos” e bloquear a divulgação daquilo que considera fake news — ou seja, qualquer tipo de notícia, pensamento ou opinião que o ministro Alexandre de Moraes, por alguma razão, quer castigar. Fez acordos com as multinacionais que controlam as redes para censurar postagens feitas durante a campanha eleitoral. Ameaça com prisão os infratores das leis não existentes que vão inventando para defender as suas posições políticas. Interfere grosseiramente no processo da eleição presidencial — isso para não falar no candidato que o ministro Edson Fachin criou, um condenado pela justiça por corrupção e lavagem de dinheiro que legalmente não podia ser candidato. O STF trabalha por sua vitória de maneira aberta — o único concorrente real de Lula, o presidente da República, foi definido pelo ministro Luís Roberto Barroso como “o inimigo”. Mas nada disso parece suficiente. O ataque às redes promete continuar até o dia da eleição.
A última explosão de hostilidade veio do ministro Moraes. Numa plateia onde se sentavam peixes graúdos do PT e outros devotos da candidatura do ex-presidente Lula, Moraes decidiu apresentar o que faz parte da visão filosófica, digamos assim, que tem sobre a questão. “A internet deu voz aos imbecis”, disse ele, repetindo uma frase já cansada e supostamente sábia que qualquer autor de palestra de autoajuda utiliza no seu ganha-pão diário. Quem disse isso, vários séculos atrás, foi um desses intelectuais-vagalume que piscam por uns instantes, e em seguida se apagam na noite, depois de fazerem sucesso temporário com alguma ideia deixada pela metade. É um dito interessante, mas a verdade é que a internet deu voz, realmente, ao público. Aos imbecis, especialmente? Não: deu voz a todos. Foi uma revolução. Pela primeira vez na história da humanidade, desde que o homem saiu da caverna e evoluiu até andar na Lua, todos os seres humanos que consigam ler e escrever, qualquer um deles, podem dizer em voz alta o que pensam ou têm vontade de dizer — basta ir ao celular e teclar o que lhes vem na cabeça. Podem, ao mesmo tempo, ouvir tudo o que está sendo dito. Pronto: ninguém precisa mais dar entrevista no jornal, ou pedir licença da autoridade, para dizer o que quer. Também não está mais limitado a ler, ouvir ou ver os meios de comunicação para saber o que está se falando na praça.
O que aparece, então, é o que as pessoas acham das coisas, do mundo e da vida, nem mais nem menos. Não gostam do que está sendo dito? Paciência. Vai ser preciso trocar de humanidade e achar uma mais ao gosto do ministro Moraes e seus colegas do STF, dos jornalistas e do candidato da esquerda à Presidência da República. A humanidade que existe na vida real é essa aí. É duro, com certeza; a maioria dos 8 bilhões de habitantes da Terra, e dos 200 milhões de brasileiros, não é de grandes pensadores, nem de Einsteins e nem mesmo, talvez, de pessoas atraentes. Mas se são “imbecis” ou não, como repete o ministro Moraes, não vem ao caso; são seres humanos com direitos iguais ao dele, ou de qualquer pessoa, a expressarem o que pensam em público. O que dizem nas redes é o que têm dentro de si; se o que têm dentro de si são essas coisas que estão dizendo, sentimos muito, mas é inevitável aceitar. O que o STF, a mídia e a esquerda querem é restringir, limitar e reprimir o pensamento. Isso é a marca mais clássica das ditaduras.
Não são os “disparos automáticos”, os “robôs” e os algoritmos que incomodam o Supremo, como querem fazer crer os seus inquéritos, os seus agentes na “justiça eleitoral” ou o noticiário maciço da imprensa. O que assusta a todos eles, na verdade, é o que as pessoas têm a dizer. Não é difícil entender. Até há pouco só a mídia, os supremos tribunais e as elites tinham condições de expor o que pensavam; a liberdade de expressão só se aplicava à “gente bem”, com dois ou três sobrenomes, dinheiro no banco e curso de “humanas”. Hoje, por força das redes, todo mundo fala e, principalmente, todo mundo fica sabendo o que se fala. O STF e a sua atual companhia não suportam essa realidade. Da mesma maneira, é falso que alguém nesse bonde esteja realmente preocupado com o mau uso que é feito da internet. Ninguém no Supremo dá a mínima para a onda de crimes digitais que oprime o Brasil; pouco se lhes dá se roubam o Pix, invadem contas bancárias ou clonam celulares. Não querem, ali, punir os bandidos. Querem punir a sua opinião. Também não são os delitos cometidos com a palavra que estão envolvidos na guerra contra as redes; todos esses crimes são perfeitamente previstos no Código Penal Brasileiro, e não precisam mais de lei nenhuma para serem combatidos. Experimente dizer na internet que o seu vizinho é ladrão de cargas ou traficante de drogas; ou melhor, não experimente, porque quem fizer isso vai acabar com um processo por calúnia nas costas.
A internet, como diz o ministro Moraes, dá a voz aos imbecis. O que Moraes não diz é que a internet também dá voz a ele. Temos um óbvio problema aí. Por que raios o ministro julga que a sua voz é linda e a voz dos outros não é? Quem é ele para decidir quem é imbecil e quem é inteligente, ou quem é qualificado o bastante para se exprimir nas redes sociais? Se Moraes considera “imbecis” os que discordam das suas posições políticas, qualquer um pode dizer a mesma coisa dele; não existem, no Brasil ou no mundo, leis estabelecendo regras para a cretinice — ou qual o nível de excelência mental que as pessoas devem ter para receberem um certificado de não imbecil. Nada disso, é claro, tem o mínimo interesse para os inimigos da internet. No momento, só pensam numa coisa: ganhar a eleição. Se a liberdade está no caminho, pior para a liberdade.
Informações Jornal da Cidade Online

A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) concluiu a notificação das agências bancárias na quinta-feira (19), quanto à limitação de clientes nas dependências dos estabelecimentos . É que com os decretos municipal e estadual permitindo a ampliação do público em ambientes fechados, não é mais necessário restringir a quantidade de clientes, evitando as longas filas do lado de fora.
Foi dado prazo de cinco dias úteis para as agências se adequarem e voltarem à normalidade. “A atitude caracteriza má prestação de serviço, conforme dispõe o Código de Defesa do Consumidor e está dificultando a aplicação da Lei dos 15 minutos”, afirma o superintendente do Procon, Maurício Carvalho.
O superintendente destaca ainda que, após o período, os fiscais vão retornar para averiguar se as agências se adequaram. “Não se pode mais admitir que os clientes fiquem do lado de fora da agência, debaixo de sol e chuva, sendo expostos a situações de risco à integridade física. Não há mais motivos para manter a restrição”, pontuou.
Informações O Protagonista