
Candidato à reeleição à presidência da República, o presidente Jair Bolsonaro (PL) acenou para o postulante a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil), na manhã desta terça-feira (4), durante entrevista coletiva em Brasília ao lado do governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
Ao lado de Zema, que formalizou apoio ao presidente, Bolsonaro disse que ‘está à disposição’ de ACM Neto, que enfrenta uma eleição difícil contra o petista Jerônimo Rodrigues, que saiu na frente e quase liquidou a fatura do pleito estadual no primeiro turno, contrariando a maioria dos institutos de pesquisa que apontavam o ex-prefeito de Salvador à frente na corrida ao Palácio de Ondina.
“Estou à disposição se o ACM Neto quiser conversar comigo. O candidato João Roma [PL] teve em torno dos 10%. O candidato do PT [Jerônimo Rodrigues] quase ganhou no primeiro turno. Então estou à disposição”, disse Bolsonaro.
Com o movimento, o presidente mira o eleitorado baiano, que deu uma votação expressiva e foi determinante para a vantagem significativa do ex-presidente e candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, frente a Bolsonaro no primeiro turno.
Uma eventual aliança com ACM Neto daria ao presidente um importante palanque no estado no qual busca virar votos neste segundo turno.
No entanto, não há consenso, de acordo com informações do site UOL, se uma aproximação com Bolsonaro seria vantajosa para o ex-prefeito de Salvador e a tendência de ACM Neto é seguir independente.
*Bahia.ba

Os eleitores que não compareceram no domingo (2) para votar no primeiro turno das eleições têm até 1º de dezembro para justificar a ausência sem pagar multa. Aqueles que estão fora do país, possuem título no Brasil e não votaram têm o mesmo prazo ou 30 dias contados da data de retorno para justificar. Ainda assim, quem não compareceu ao primeiro turno pode e deve votar no segundo, marcado para 30 de outubro.
Quem não justificar a ausência pagará uma multa para cada turno a que não compareceu. O valor varia entre o mínimo de 3% e o máximo de 10% do valor utilizado como base de cálculo (R$ 35,13), que poderá ser multiplicado por dez e chegar a R$ 351, a depender da situação econômica do eleitor.
A justificativa pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou enviada pelo Sistema Justifica. Também existe a opção do encaminhamento do Requerimento de Justificativa Eleitoral à zona eleitoral competente depois da eleição. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será preciso entregar a documentação comprobatória da impossibilidade de comparecimento ao pleito. O tribunal ressalta que cada turno é contabilizado como uma eleição.
Aplicativo e-Título
O aplicativo e-Título pode ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais de apps. No entanto, a funcionalidade está disponível somente para os títulos em situação regular ou suspensos. O app permite a obtenção da via digital do título de eleitor e acesso às informações cadastradas na Justiça Eleitoral. Os usuários podem ver dados como zona eleitoral, situação cadastral, certidão de quitação eleitoral e certidão de crimes eleitorais.
O Sistema Justifica é uma ferramenta que possibilita a apresentação pela internet da justificativa de ausência após a eleição. Ao acessar, o eleitor deverá informar os dados pessoais, declarar o motivo da ausência às urnas e anexar documentação comprobatória digitalizada. Será gerado um código de protocolo para o acompanhamento, e o registro da justificativa será transmitido à zona eleitoral responsável pelo título para análise.
O cidadão será informado da decisão e, caso seja aceito o pedido de justificativa, será realizado o registro no histórico do título. Ainda de acordo com o TSE, se surgir mensagem de erro na tela do sistema, a pessoa deve entrar em contato com a zona eleitoral para orientações.
Os eleitores que não justificarem a ausência dentro do prazo ficam impedidos de emitir documentos como RG e passaporte. Além disso, não podem receber salário de função em emprego público, prestar concurso público e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, entre outras consequências.
*Com informações do Tribunal Superior Eleitoral

A Prefeitura de Feira convocou mais 54 professores substitutos, via Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), para atuar nas escolas municipais. A contratação é imediata para os docentes que são das áreas de Pedagogia, Língua Portuguesa, Educação Física, História, Geografia e Matemática. A relação dos candidatos selecionados consta na edição do Diário Oficial Eletrônico, publicado nesta terça-feira, 4.
Os convocados têm o prazo de 15 dias corridos, contados da data da publicação, para comparecer ao Departamento de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Administração. Os professores deverão apresentar os documentos listados no edital, além de providenciar os exames laboratoriais e complementares solicitados.
*Secom

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) decidiu prorrogar, até o início de dezembro, o prazo de coleta de informações para o Censo 2022. A previsão inicial era encerrar os trabalhos até 31 de outubro deste ano.
O instituto manteve, no entanto, a previsão de divulgar os dados do censo até o fim de dezembro.
Segundo o diretor de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, apenas cerca de metade da população estimada do Brasil foi recenseada de 1º de agosto até agora, por isso decidiu-se prorrogar o prazo dos trabalhos.
“A grande dificuldade que se encontrou foi de recrutamento de recenseadores, portanto o IBGE está tomando decisões importantes para aumentar a possibilidade de recrutamento e concluir, com isso, a operação do Censo Demográfico 2022”, disse Azeredo, em vídeo divulgado ontem (4) no site do IBGE.
No vídeo, o diretor de Pesquisas também pediu ajuda aos prefeitos do país para garantir o sucesso das operações do censo.
Informações Agência Brasil

O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, enviou uma mensagem, nesta segunda-feira (3), ao ex-presidente Lula (PT) o parabenizando pelo resultado obtido no primeiro turno das eleições do Brasil. Após a apuração, ficou definido que o petista disputará o segundo turno contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).
– O parabenizo por este primeiro momento de vitória das famílias e do povo do Brasil, que se levantam com esperança e vozes de gigantes, nos encoraja a todos. Parabenizando você e o Brasil, nos congratulamos sabendo que o mundo pertence a quem luta, e que estamos realizando as transformações necessárias, com coragem diária – escreveu.
O político nicaraguense, amigo de longa data de Lula, está no poder de forma ininterrupta no país desde 2007, vencendo eleições de fachada. Nos seis meses anteriores à última votação, em novembro passado, o regime prendeu, sob acusações de lavagem de dinheiro e traição à pátria, sete candidatos opositores.
Há ainda atrás das grades mais de 30 outros políticos e mais de 100 líderes sindicais e estudantis, jornalistas e ativistas, segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Muitos têm sido condenados em julgamentos igualmente de fachada.
Nos últimos anos, Ortega cancelou o registro dos dois principais blocos de oposição, passando a dominar o Legislativo, e nomeou novos juízes da Suprema Corte, viabilizando a aprovação de leis que estendem prisões preventivas e o alcance das acusações de traição.
No âmbito da relação com a igreja, há no país uma onda de perseguição, que começou em março deste ano, com a expulsão do país de líderes religiosos católicos, acusados pelo regime de Ortega de serem terroristas. O governo da Nicarágua também prendeu padres e fechou igrejas e emissoras de rádio ligadas aos católicos.
*Com informações EFE e AE

Os principais partidos que integram a coligação do governador Rodrigo Garcia (PSDB), derrotado na eleição deste domingo (2), devem apoiar o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos)contra o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) no 2º turno da disputa pelo governo de São Paulo.
Liderenças desses partidos temem que uma eventual vitória de Haddad fortaleça o campo da esquerda no estado e ameace a reeleição de Nunes daqui a dois anos. O PT já fez um acordo para apoiar Guilherme Boulos (PSol) para prefeito em 2024.
Informações TBN

O governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), reeleito para mais quatro anos de mandato no estado, oficializou na manhã de hoje o apoio à candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. O anúncio foi feito em entrevista coletiva conjunta dos dois após uma reunião realizada no Palácio da Alvorada.
“Eu não poderia deixar, nesse momento, de estarmos aqui, colocando as nossas divergências de lado. Eu sempre dialoguei com o presidente Bolsonaro. Sabemos que em muitas coisas convergimos e em outras não, mas é o momento em que o Brasil precisa caminhar para frente”, afirmou Zema.
Eu acredito muito mais na proposta do presidente Bolsonaro do que na proposta do adversário. Até porque o adversário dele, que foi o mesmo adversário que eu tive em Minas Gerais, fez uma gestão desastrosa que arruinou o estado de Minas. [….] Eu estou aqui para declarar o meu apoio à candidatura do presidente Bolsonaro porque eu, mais do que ninguém, herdei uma tragédia.noneRomeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais
Após a formalização do apoio, Bolsonaro disse que recebeu com “satisfação” o governador mineiro e comentou a relação de seu governo com a gestão de Zema em Minas Gerais. “Sempre tivemos um diálogo muito franco. Nada entre nós visava outra coisa. Para ele o interesse do estado, e da nossa parte aqui, do Brasil”, disse Bolsonaro.
Em entrevista à CNN Brasil ontem, Zema afirmou que o alinhamento ao atual chefe do Executivo na segunda etapa da corrida ao Palácio do Planalto se dá “para evitar que o desastre do passado se repita”.
“Eu, que venho do setor privado, sei mais do que ninguém o desastre que o PT provocou em 2015 e 2016, com mais de 10 milhões de desempregados. Meu grande objetivo é combater o PT”, disse o governador mineiro.
Não que eu concorde totalmente com as pautas do governo federal, mas estarei —muito provavelmente devemos estar acertando isso em mais um ou dois dias —ao lado do presidente Bolsonaro evitando que o desastre do passado se repita.none Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais
Durante a entrevista, Zema foi questionado a respeito dos conflitos que Bolsonaro teve com governadores, que se concentraram principalmente durante a pandemia da covid-19. Nesse período, o presidente fez diversas críticas a gestores locais que adotaram medidas mais rígidas para conter a disseminação do novo coronavírus.
Na avaliação do governador de Minas Gerais, Bolsonaro “exagera na eloquência”, mas não tomou “nenhuma ação [antidemocrática] concreta”.
Segundo o resultado oficial da TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Zema foi reeleito com 6.094.136 votos (56,18% do total).
A recondução dele ao cargo no primeiro turno destas eleições marca uma nova derrota para petistas e tucanos. Seu principal adversário, Alexandre Kalil (PSD) — aliado em Minas do também candidato à Presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — não conseguiu repetir o sucesso de sua campanha nas eleições de 2020, quando foi reeleito prefeito de Belo Horizonte já no primeiro turno.
Dessa vez, Kalil não teve desempenho suficiente para levar a disputa pelo governo mineiro para o segundo turno.
Informações UOL

Luciana Chong, a diretora do Datafolha, esteve nesta segunda-feira (3) na GloboNews para tentar explicar o fiasco da pesquisa presidencial.
Tanto o instituto quanto o Ipec, ex-Ibope, cravavam na véspera do primeiro turno que a diferença de Lula (PT) para Jair Bolsonaro (PL) seria de 14 pontos percentuais; concluída a apuração das urnas neste domingo (2), ela foi de 5 pontos. É uma diferença muito superior à margem de erro dos levantamentos dos institutos, que é de 2 pontos para mais ou para menos.
Chong alegou que a diferença entre pesquisas e os resultados na urna foi causada por um “movimento de última hora para Bolsonaro de votos de Ciro [Gomes], Simone [Tebet], brancos e nulos”.
Observando os resultados eleitorais, verifica-se que 1% equivale a cerca de 1,18 milhão de votos. Para ser verdade, a redução de nove pontos na diferença para Lula (de 14 para 5) significa que Bolsonaro teria que ter recebido dos eleitores de Ciro, Tebet e brancos/nulos nada menos que 10,6 milhões de votos da noite para o dia — literalmente.
Com informações de O Antagonista

Em 2022, os partidos que mais elegeram candidatos autodeclarados negros —que se identificam como pardos ou pretos— para a Câmara dos Deputados são de direita.
Dos 135 deputados eleitos desse grupo, 25 fazem parte do PL, sigla do presidente Jair Bolsonaro, que disputará o segundo turno presidencial com o ex-presidente Lula (PT) em 30 de outubro. A legenda é a que mais elegeu parlamentares para a próxima legislatura, com ao todo 99.

Republicanos e União Brasil, também posicionados à direita, aparecem em sequência na lista. O primeiro elegeu 20 deputados registrados como negros, e o outro, 17.
Os representantes do PT, partido posicionado à esquerda, surgem em quarto lugar, com 16 cadeiras negras conquistadas. Em seguida está o PP, à direita, com 15.
O centrão também entra na conta. O MDB elegeu oito deputados autodeclarados negros, seguido de PSD, com seis, e Podemos, com cinco. Avante e Pros garantiram dois parlamentares cada, e Solidariedade, um.
No campo mais à esquerda, o PDT conseguiu seis cadeiras, seguido de PC do B, com quatro, PSB e PV, com dois cada, e Rede, com um representante.
Cidadania, Novo, Patriota, PSC, PSDB e PTB não elegeram nenhum deputado pardo ou preto.
Folha de S.Paulo