
Com uma estrutura mais ampla e confortável, a Unidade de Saúde da Família (USF) Gabriela II foi reinaugurada e entregue à população nesta terça-feira, 20. Agora, em novo endereço, passa a funcionar na rua Uma Rosa com Amor, 88, Gabriela.
Há mais de 30 anos residindo na localidade, a moradora Maria Ribeiro, de 77 anos, aprovou a mudança.
“O posto de saúde está lindo e mais perto, já aproveitei para aferir minha pressão arterial. Com certeza virei com mais frequência”, afirma.
A nova estrutura dispõe de recepção, farmácia, três consultórios médicos, sala para curativos e vacina, COPA, Depósito de Material de Limpeza (DML) e banheiros.
Os atendimentos serão oferecidos por uma equipe composta por médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem, assistente administrativo e serviços gerais. Além da equipe multiprofissional do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), composta por educador físico, psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta e assistente social.
Esta é a segunda unidade reinaugurada pela Prefeitura de Feira no bairro da Gabriela, garantindo para mais de 4 mil pessoas assistência nos serviços de saúde.
A secretária interina de Saúde, Fernanda Botto, que esteve representando o prefeito Colbert Martins Filho durante o ato de reinauguração, destacou o investimento do Governo Municipal para aproximar a comunidade aos serviços de saúde. “Estão cada vez mais acessíveis”, pontuou.
*Secom
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que se reuniu na última segunda-feira (19) com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para apresentar opções para financiar o piso nacional da enfermagem. A articulação ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter suspendido a lei do piso, aprovada no Congresso por 60 dias, até que seja esclarecida a fonte de custeio da medida.
“Falei com o ministro Paulo Guedes. Ele não emitiu juízo de valor em relação a esses projetos. Pediu para recolher cada uma dessas ideias para levar à equipe econômica e fazer uma avaliação. Então, ele não se comprometeu com nenhum deles”, afirmou na noite de segunda-feira.
Pacheco, que ocupa interinamente o cargo de presidente da República durante as viagens internacionais de Jair Bolsonaro (PL), se refere aos projetos que podem resolver o financiamento do piso e que foram discutidos por ele na segunda-feira com lideranças do Senado.
Nesta terça-feira (20), o presidente em exercício se reúne com o relator-geral do Orçamento de 2023, o senador Marcelo Castro (MDB-PI), para debater o assunto. Castro já afirmou que vai propor que o piso da enfermagem fique fora do teto de gastos — regra que limita os gastos da União.
Pacheco propôs aos senadores os seguintes projetos:
• O projeto de lei complementar (PLP) 44/2022, que permite que os estados, o Distrito Federal e os municípios reconduzam recursos recebidos para o combate à Covid-19 a outros programas da área da sáude. Segundo Pacheco, a consultoria do Senado avalia que a proposta pode gerar R$ 7 bilhões;
• O projeto de lei (PL) 798/2021, que reabre por 120 dias o prazo para a adesão ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT), a fim de incentivar a regularização de recursos, bens e valores, de origem lícita, que não tenham sido declarados aos órgãos públicos brasileiros;
• O PL 458/2021, que cria o Regime Especial de Atualização Patrimonial (Reap). O objetivo da proposta é permitir a atualização de valores e a correção de dados de bens móveis e imóveis de pessoas residentes ou domiciliadas no Brasil, e a regularização de bens que não tenham sido declarados à Receita, com a exclusão de penalidades decorrentes da omissão objeto de correção;
• O PL 1.417/2021, que prevê o pagamento de até R$ 3,3 bilhões por parte da União para as Santas Casas e os hospitais filantrópicos.
Além desses projetos, Pacheco disse que levou a Guedes a proposta de usar os recursos que o Ministério da Saúde recebe das emendas de relator, o chamado orçamento secreto, para financiar o piso da enfermagem. O presidente da República em exercício também citou medidas como correção dos valores dos itens da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), que estão defasados, e dos preços dos procecimentos de saúde.
Nesse caso, ele entende que são projetos que precisariam de mais tempo de discussão no Legislativo e que poderiam fornecer recursos permanentes aos estados e municípios. O mesmo entendimento se estende ao projeto que legaliza e regulamenta a exploração de jogos de azar e apostas, para usar parte da arrecadação tributária decorrente da matéria para financiar o piso.
Em relação aos hospitais privados, Pacheco sugeriu a Guedes e a lideranças do Senado que haja uma inversão do ônus: ou seja, a fixação do piso da enfermagem e a avaliação posterior do impacto financeiro, para que, em seguida, haja uma iniciativa legislativa, como a desoneração da folha de pagamento, na proporção do impacto sofrido pelo setor privado
“Espero poder apresentar essas iniciativas como possíveis para uma ampla convergência, conciliação no ambito do Supremo Tribunal Federal, para que possamos fazer valer o piso da enfermagem no Brasil, recompensando ou mitigando os efeitos para os estados, municípios, hospitais filantrópicos e privados”, disse. Pacheco ressaltou que, se houver o entendimento de que esses projetos por ele citados vão ser suficientes para custear o piso da enfermagem, espera apreciar as matérias com celeridade.
Pelo piso aprovado no Congresso, os enfermeiros teriam que receber um salário mínimo inicial de R$ 4.750. A remuneração mínima de técnicos de enfermagem seria de 70% do piso nacional dos enfermeiros (R$ 3.325), enquanto o salário inicial de auxiliares de enfermagem e parteiras corresponderia a 50% do piso dos enfermeiros (R$ 2.375).
*R7

Nova sondagem feita pelo instituto Paraná Pesquisas mostra o ex-presidente Lula (PT, foto à direita) na liderança na disputa pelo Palácio do Planalto com 40,1% das intenções de voto. O atual chefe do Poder Executivo, Jair Bolsonaro (PL, foto à esquerda), está em segundo com 36,4%.
Ainda segundo a pesquisa, Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro com 7,2% e Simone Tebet (MDB) está com 4,6%. Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe D’Ávila (NOVO), Sofia Manzano (PCB), Vera Lúcia (PSTU), Padre Kelmon (PTB), Constituinte Eymael e Léo Péricles têm menos de 1% de intenções de voto.
Em comparação com o levantamento anterior, o petista cresceu meio ponto percentual; o chefe do Poder Executivo caiu 0,1%.
Já na pesquisa espontânea – aquela em que o eleitor não tem acesso à lista de votação – 33,3% das pessoas afirmaram que votarão em Lula e 31% disseram que vão votar em Bolsonaro.
A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de setembro deste ano, com 2020 eleitores em 164 municípios dos 26 estados mais Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com grau de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada junto ao TSE com o código: º BR-09417/2022.
*O Antagonista

A Bahia registrou o maior número de famílias contempladas pelo Auxílio Brasil em setembro, que neste mês alcançou o recorde de brasileiros atendidos pelo programa. Entre agosto e setembro, o estado teve um acréscimo de 49.449 famílias no programa. Com isso, o número de atendidos passou de 2,4 milhões de beneficiários no mês passado para 2,5 milhões neste mês.
No Brasil, o total de beneficiários saltou de 20,2 milhões famílias no mês passado para mais de 20,6 milhões neste mês, com os recursos transferidos tendo passado de R$ 12,1 bilhões no mês para R$ 12,4 bilhões em setembro, um novo recorde do Auxílio Brasil para um único mês.
Os recursos transferidos pelo Auxílio Brasil também foram incrementados e saltaram de R$ 1,4 bilhão em agosto para R$ 1,5 bilhão em setembro. O benefício médio a ser pago na Bahia é de R$ 606,64.
Sobre a região Nordeste, teve o maior número de beneficiários. 157.560 famílias ingressaram no Auxílio Brasil desde o mês passado. Ao todo, o número de atendidos subiu de 9,4 milhões para 9,5 milhões de famílias nos nove estados nordestinos.
*Bahia.ba

Todas as capitais brasileiras terão a tecnologia 5G até 28 de outubro, disse nesta segunda-feira, 19, durante o programa A Voz do Brasil, o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Moisés Queiroz Moreira. Até agora 22 capitais receberam a tecnologia, faltando ser instalada em Macapá, Belém, Manaus, Rio Branco e Porto Velho. Hoje, a Anatel autorizou a faixa 3,5 gigahertz (GHz) do 5G em Aracaju, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Maceió, São Luís e Teresina. “Está indo bem, dentro do previsto. A partir de janeiro o 5G será implantado em cidades com população acime de 500 mi habitantes. Depois, 30 de junho de 2023, cidades acima de 200 mil habitantes e assim sucessivamente”, disse. O conselheiro explicou que o impacto do 5G puro está muito focado, para a população, nos celulares, em se conseguir baixar e subir dados em grande velocidade. Apesar da expectativa, grande parte dos aparelhos usados pelos brasileiros não está apto para receber o sinal do 5G puro. “Aqueles que já estão recebendo o sinal sentem essa diferença que é brutal. Moreira acredita que o mais importante são as aplicações que surgirão com essa nova tecnologia e que serão utilizadas no cotidiano por meio de cidades inteligentes, maior segurança, carros conectados, telemedicina e também na indústria, no agronegócio. Ele diz que isso vai proporcionar um desenvolvimento do Brasil e colocar o “país na vanguarda da tecnologia de celular móvel.”
“Na telemedicina se fala muito na cirurgia a distância, com maior precisão, ou seja, não haverá latência e isso vai facilitar muito a vida, mas isso ainda é um futuro que está por vir. Em relação ao agronegócio e indústria, exitem dois tipos de 5G, as redes públicas, que são a Tim, a Vivo, a Telefônica, a Claro, que estão utilizando estas frequências públicas que nós usamos em nosso celular e a rede privada, que chamamos de SLP [Serviço Limitado Privado], onde as fazendas, as indústrias podem utilizar essas frequências específicas para o SLP de forma privada e isso vai facilitar muito o desenvolvimento da nossa indústria, onde nós queremos obter a indústria e a agricultura 4.0”, explicou.
*Jovem Pan

Em seu discurso na abertura da 77ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacou índices econômicos brasileiros de sua gestão e defendeu políticas caras a sua base eleitoral.
“No meu governo, extirpamos a corrupção sistêmica que existia no país. Somente entre o período de 2003 e 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político e desvios chegou à casa dos US$ 170 bilhões”, disse Bolsonaro.
Bolsonaro atribui a Lula, mas sem citá-lo, o esquema de corrupção na Petrobras. “O responsável por isso foi condenado em três instâncias por unanimidade. Delatores devolveram US$ 1 bilhão de dólares e pagamos para a Bolsa americana outro bilhão por perdas de seus acionistas.”
Em outro momento, o líder brasileiro destacou índices econômicos, como a deflação registrada no país desde agosto. “Apesar da crise mundial, o Brasil chega ao final de 2022 com uma economia em plena recuperação. Temos emprego em alta e inflação em baixa. A economia voltou a crescer. A pobreza aumentou em todo o mundo sob o impacto da pandemia. No Brasil, ela já começou a cair de forma acentuada.”
Bolsonaro defendeu as medidas tomadas contra o desmatamento ilegal e afirmou que o país é “parte da solução e referência” para o mundo.
Agenda internacional
“A agenda do desenvolvimento sustentável é afetada, de várias maneiras, pelas ameaças à paz e à segurança internacional. Erguemos as Nações Unidas em meio aos escombros da Segunda Guerra Mundial. O que nos motivava, naquele momento, era a determinação de evitar que se repetisse o ciclo de destruição que marcou a primeira metade do século 20. Até certo ponto, podemos dizer que fomos bem-sucedidos”, continuou.
O chefe do Executivo brasileiro citou o conflito da Ucrânia, iniciado em 24 de fevereiro, e avaliou que a guerra “serve de alerta”. “Defendemos um cessar-fogo imediato, a proteção de civis e não combatentes, a preservação de infraestrutura crítica para assistência à população e a manutenção de todos os canais de diálogo entre as partes em conflito”, disse Bolsonaro, que acrescentou que esses são os primeiros passos para alcançar uma solução “duradoura e sustentável”.
Bolsonaro, que busca a reeleição, comentou pautas caras a suas bases eleitorais. “Outros valores fundamentais para a sociedade brasileira, com reflexo na pauta dos direitos humanos, são a defesa da família, do direito à vida desde a concepção, à legítima defesa e o repúdio à ideologia de gênero”, destacou.
Na sequência, citou as manifestações do 7 de Setembro. “Foi a maior demonstração cívica da história do nosso país, um povo que acredita em Deus, pátria, família e liberdade”, afirmou.
*R7

Ciro Gomes voltou a criticar o PT nessa segunda-feira (19). Em entrevista ao Programa do Ratinho, exibido no SBT, o candidato do PDT ao Planalto disse que “até os termos de esquerda foram roubados” pelo Partido dos Trabalhadores.
“Aliás, se você deixar, o PT bate sua carteira. Têm umas exceções? Têm”, prosseguiu Ciro.
O pedetista também disse, mais uma vez, que Lula “está prometendo picanha e cerveja para o povo e mentindo”.
“O povo brasileiro, indignado com o mais devastador escândalo de corrupção e com a mais grave crise econômica da nossa história, elegeu Bolsonaro. Será que é razoável agora, decepcionado com Bolsonaro, votar no Lula, um dos maiores responsáveis por essa tragédia? Precisamos desarmar essa bomba!”, acrescentou Ciro.
Questionado sobre seu posicionamento político, o pedetista definiu seu projeto como de “centro-esquerda”.
Informações TBN

Evento este ano traz como tema: “Juntos salvamos vidas!”
Com uma extensa programação que segue até o próximo domingo, 25, foi aberta em Feira de Santana a Semana Nacional de Trânsito. Este ano o evento traz como tema: “Juntos salvamos vidas!”. O ato de abertura das atividades aconteceu em um dos estandes montados no estacionamento da Prefeitura, na tarde desta segunda-feira, 19. Representando o prefeito Colbert Martins Filho, o superintendente municipal de Trânsito, Cleudson Almeida, destacou a importância da retomada da iniciativa, que não aconteceu nos últimos dois anos em decorrência da pandemia da Covid-19.
“É uma grande satisfação prestar mais esse serviço a Feira de Santana, juntamente com entidades que já atuam no monitoramento do trânsito em nossa cidade. Serão dias de muitas atividades, mas queremos estender essas ações aos 365 dias do ano. Intensficar a educação para o trânsito. Que tenhamos bons frutos a partir desses dias de evento”, salientou.
A comandante da Guarda Municipal, Cássia Dias, observa que o principal público da Semana Nacional de Trânsito são as crianças, que além de despertar desde cedo as noções de educação para o trânsito, também se tornam multiplicadores de informações dentro de suas famílias. “Temos perdido muitas pessoas em acidentes de trânsito, principalmente em decorrência da imprudência. E somente com uma conscientização e um trabalho de educação podemos mudar essa realidade. E o melhor caminho para isso são as crianças”, pontuou.
Também estiveram presentes na abertura representantes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Rodoviária Estadual, 3ª CIRETRAN, Pelotão Asa Branca da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, DNIT, Via Bahia, SAMU, EST/SENAT, SESC, e OAB – Subseção de Trânsito. Outras entidades também participam do evento, como: Hospital Geral Clériston Andrade, Boulevard Shopping, Secretaria Municipal de Educação e Direc.
Durante todos os dias do evento serão realizadas nos estandes, montados no estacionamento da Prefeitura, palestras especiais para escolas, empresas, instituições e associações para apresentar a continuação do tema “Juntos salvamos vidas” e sobre a utilização correta de equipamentos de segurança, comportamento e a condução segura no trânsito. A programação ocorrerá sempre das 9h às 17h.
Uma Roda de Conversa no SEST/SENAT está prevista para o dia 22. Já no dia 23, quando é comemorado o Dia Nacional do Agente de Trânsito, uma programação especial será realizada no auditório da OAB/Feira. No dia 25, data que marca o Dia Nacional do Trânsito, o evento será encerrado com uma missa em homenagem às vítimas de acidentes de trânsito.

Os algoritmos dificilmente deixam todo o conteúdo da Netflix aparecer para você. De acordo com a inteligência artificial, o que é te oferecido é aquilo que mais parece seu perfil e gostos. Então, mesmo se você tentar uma busca mais aprofundada, provavelmente vai receber sempre as mesmas sugestões. A Revista Bula tem inúmeras listas que vão te ajudar a ver além das recomendações que o sistema oferece. Ainda, te contamos quais novidades vão entrar no catálogo. Nesta lista, a gente te mostra quais vão ser as estreias da semana para você ficar ligado em quais não quer perder. Confira a seleção. Destaques para “Athena”, de 2022 de Romain Gavras; e “Lou”, de 2022, de Anna Foerster. Os títulos vão estar em breve na Netflix, não seguem critérios classificatórios e estão organizados de acordo com o ano de lançamento.
Athena (2022), Romain Gavras

Um jovem de origem árabe do gueto de Athena, na França, morre em circunstâncias desconhecidas. Acreditando que ele tenha sido morto por policiais, três irmãos lideram uma revolta de sua comunidade contra as autoridades em busca de vingança. Conforme o irmão mais velho, Abdel, que é militar, luta para acalmar as tensões crescentes, a situação se agrava e Athena é sitiada. Uma guerra de civis contra policiais se inicia e os irmãos estão no centro dela.
Lou (2022), Anna Foerster

Lou tem um passado de violência misterioso que pensa ter deixado para trás. Mas quando a filha de sua vizinha é sequestrada, a mulher aparece desesperada e pede por ajuda. Enquanto uma enorme tempestade se aproxima, as duas mulheres arriscam suas vidas em uma missão de resgate que testará seus limites e irá expor segredos sombrios e chocantes do passado.
O Homem do Jazz (2022), Tyler Perry

Bayou e Leanne formam um casal de jovens negros apaixonados no Sul profundo dos Estados Unidos durante os anos 1940. O filme acompanha suas histórias ao longo de algumas décadas e mostra as provações que testam o amor do casal, enquanto suas famílias e forças externas tentam separá-los. Apesar de todas as probabilidades estarem contra eles, o amor verdadeiro os guiará.
O Perfumista (2022), Nils Willbrandt

Uma detetive que perdeu o olfato rouba uma poção com o intuito de reconquistar o homem que ama. Depois, ela se une ao perfumista de quem roubou para recuperar o olfato, mas ele é capaz de matar em sua busca pelo aroma perfeito.
Informações Revista Bula

José Carlos Teixeira*
“O silêncio vale ouro
quando não se consegue
achar uma boa resposta.”
(Muhammad Ali)
Foi como um boxeador encostado nas cordas, que mesmo golpeado insistentemente pelo adversário, seguia se defendendo e aguardando a hora certa para revidar, alvejando o oponente com uma combinação de socos capaz de virar a luta. Só que esse momento mágico chegou com o sinal trocado, na forma de um potente golpe que lhe acertou o queixo e fez com que o chão lhe faltasse.
Desde que foi jogado no meio do ringue da disputa pelo governo da Bahia, por obra e graça do governador Rui Costa e da ala esquerdista do PT (que havia negado apoio ao arranjo pelo qual o candidato seria Otto Alencar, do PSD), o agrônomo Jerônimo Rodrigues foi encostado às cordas por persistentes ataques dos adversários.
O motivo: as péssimas colocações da Bahia no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (o Ideb, que mede a qualidade do ensino no Brasil) referentes ao ensino médio, que é de responsabilidade do Governo do Estado, conforme dispositivo constitucional. Jerônimo, como se sabe, foi secretário da Educação do Estado de 1º de fevereiro de 2019 até 31 de março deste ano, quando deixou o cargo, desincompatibilizando-se para poder disputar a eleição.
É bem verdade que não se pode atribuir tão somente a ele a responsabilidade por um problema que vem se arrastando há vários anos (em 2017 e 2019 a rede estadual de ensino médio da Bahia ficou em último lugar no ranking). Mas não há como desvencilhá-lo do governo que ele representa, como candidato, e que vinha tentando inutilmente defender, quando questionado em entrevistas, sabatinas e debates com outros candidatos.
Sempre buscando culpados ali e acolá para a situação vexatória, Jerônimo primeiro atribuiu a baixa qualidade do ensino público estadual à má gestão de governos anteriores – aparentemente esquecido que seu partido, o PT, está a menos de quatro meses para completar 16 anos no poder. Depois alegou que são problemas estruturais que exigem de 25 a 30 anos para serem superados. Finalmente atribuiu a culpa aos prefeitos, com o falso argumento de que o ensino na fase inicial do fundamental, a cargo das prefeituras, é ruim e os alunos chegam ao ensino médio despreparados e não conseguem avançar.
Defendendo-se, explicava que havia melhoras, sim, senhor, e que isso ficaria evidente quando novos dados do Ideb fossem divulgados. Ou seja, preso nas cordas, atacado incessantemente pela oposição, aguardava o momento de reagir, de mostrar que seu trabalho à frente da Secretaria da Educação rendera bons frutos, de modo a virar o jogo a seu favor.
Na última sexta-feira, o Ideb divulgou o relatório referente a 2021. Não deu para Jerônimo reagir e virar o jogo. Pelo contrário, recebeu um golpe mais forte. Os dados mostram que a Bahia continua nos últimos lugares entre as 27 unidades da federação. Recebeu a nota 3,5 e ficou na quarta pior posição, à frente apenas de Amapá (3,1), Pará (3,0) e Rio Grande do Norte (2,8).
Mas quando se avalia a proficiência em matemática e português, ou seja, o grau de aprendizagem dessas duas disciplinas pelos alunos, a Bahia, que tinha nota 4,1 e ocupava a 22ª posição em 2019, caiu para a 26ª posição no ano passado, com a nota 3,96, à frente apenas do Maranhão.
O curioso é que apesar da queda no nível de aprendizagem dessas duas importantes disciplinas em 2021, o índice de aprovação nas escolas da rede estadual do ensino média saltou de 77,5% para 87,4% no ano passado. Ou seja, os alunos aprenderam menos, mas, mesmo assim, maior número deles foi aprovado.
Não dá para entender. A não ser que tenha havido orientação para vitaminar a aprovação, de modo a aumentar, artificialmente, a nota do Ideb, que é calculada a partir de dois componentes: a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames padronizados aplicados pelo Inep. Vá-se lá saber.
*José Carlos Teixeira é jornalista, graduado em comunicação social pela Universidade Federal da Bahia e pós-graduado em marketing político, mídia, comportamento eleitoral e opinião pública pela Universidade Católica do Salvador.
Informações Olá Bahia