Foto: Thiago Paixão

Imunizante estará disponível para todos os grupos prioritários
Nesta segunda-feira (10), a Secretaria Municipal de Saúde inicia a campanha de vacinação contra a gripe influenza. O imunizante estará disponível nas 104 salas de vacina, localizadas entre a zona urbana e rural, para todos os grupos prioritários.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, o município recebeu 22.630 doses que serão destinadas para idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, crianças a partir de seis meses até os cinco anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, professores e pessoas com comorbidades.
Além disso, também devem ser imunizados os trabalhadores do transporte coletivo, portuários, que atuam nas forças de segurança e salvamento, forças armadas, agentes penitenciários, população privada de liberdade e adolescentes ou jovens em medidas socioeducativas. A meta é vacinar todo esse público até o dia 31 de maio.
“A vacina deste ano é trivalente. Sua composição protege contra as cepas H1N1, H3N2 e o tipo B. Neste ano, todos os grupos prioritários serão vacinados ao mesmo tempo. Quem estiver com o esquema vacinal contra covid atrasado deve aproveitar o momento para atualizar a caderneta. Os dois imunizantes podem ser recebidos no mesmo dia, não há exigência de intervalo”, destacou.
Para ser imunizado, é necessário apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. Entretanto, a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável legal.
A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira. À noite, a imunização também pode ser realizada nas USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30. São elas: Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha.
Ninguém da polícia, da administradora do prédio ou do governo verificou se a mulher estava viva ou morta, apesar das reclamações dos vizinhos.
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Audrey diz que os vizinhos fizeram tudo o que podiam para alertar que algo havia acontecido com Sheila — Foto: BBC
Atenção: esta reportagem contém detalhes perturbadores
O caso de uma mulher que morreu e cujo corpo ficou dois anos e meio dentro do seu apartamento — sem que ninguém descobrisse — revoltou moradores de um prédio em Londres.
Eles moram em um prédio administrado por uma associação habitacional — entidades privadas e sem fins lucrativos que fornecem moradias de baixo custo a pessoas com necessidades financeiras no Reino Unido.
A Peabody, associação habitacional que administrava o prédio em Londres, chegou a pedir que o governo pagasse diretamente o aluguel da moradora morta. Ninguém do governo, da polícia ou da administradora sequer checou se ela estava viva ou não, e o aluguel foi pago por meses.
A BBC conversou com os moradores do prédio para tentar entender como uma pessoa pode morrer e, por mais de dois anos, ninguém descobrir o corpo. Os moradores estão avaliando se entram com um processo contra a Peabody.
Audrey mora desde 2018 em Lord’s Court, um moderno bloco de apartamentos de três andares em Peckham, bairro no sul de Londres.
Ela se lembra claramente do dia em que a polícia arrombou a porta do apartamento em frente ao dela.
“Assim que a porta foi aberta, eu sabia que algo ruim havia acontecido. Você podia ver isso nos rostos dos policiais”, diz Audrey.
Dentro do organizado apartamento de um quarto, a polícia encontrou os restos mortais da secretária médica Sheila Seleoane, de 58 anos. O que havia restado dela era pouco mais que um esqueleto — vestida com calças de pijama azuis e uma blusa branca. A polícia disse que ela não foi assassinada.
Dentro da geladeira, uma sobremesa deu um indício de quanto tempo seu corpo estava ali. A sobremesa havia expirado há dois anos e meio.
Para os vizinhos de Sheila, há muito tempo era óbvio que alguma coisa estava errada.
Semanas após a morte de Sheila, em agosto de 2019, Chantel*, que morava no apartamento logo abaixo, trocou as lâmpadas. Quando ela removeu a lâmpada velha, larvas caíram do teto. Nas semanas seguintes, o problema só piorou.
“Havia larvas no quarto, na sala e no banheiro. E mais ou menos em todos os meus móveis”, lembra ela. “Você sentava no sofá e depois de um tempo encontrava uma larva esmagada”, diz ela. “Foi como viver em um filme de terror.”
Chantel, que nos pediu para não usar seu nome verdadeiro, diz que ligou para a Peabody, a associação habitacional que administra o prédio, mas foi informada de que a entidade não lidava com larvas.
“É muito triste que alguém possa estar em seu apartamento por tanto tempo e não ser encontrado. Ninguém estava sequer se esforçando para entrar em contato com ela”, diz ela.
Ela não foi a única vizinha a levantar preocupações ao longo dos meses seguintes.
Audrey se lembra de voltar de uma viagem de trabalho e sentir um fedor desagradável “como o de um cadáver” ao pegar o elevador até o terceiro andar.
“Isso me fez sentir mal”, diz ela. “Foi simplesmente horrível.”
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Um relatório identificou que houve várias ‘oportunidades desperdiçadas’ para se encontrar o corpo de Sheila — Foto: BBC
Outros vizinhos do mesmo andar dizem que tentaram colocar toalhas e lençóis embaixo da porta para tentar impedir que o cheiro se alastrasse.
“Não conseguíamos nem dormir no apartamento. Não dava nem para comer porque o cheiro era muito, muito ruim”, diz Donatus Okeke, que mora em um apartamento de dois quartos com sua esposa Evelyn e seus três filhos.
A todos, ficou claro que Sheila não estava mais morando no local. Sua correspondência começou a transbordar de sua caixa de correio e seu capacho — encostado em sua porta por faxineiros — nunca foi recolocado no seu lugar.
Evelyn diz que ligou para a Peabody “muitas vezes”.
Ela me mostra um registro escrito da primeira ligação — em 10 de outubro de 2019 — dois meses após a morte de Sheila.
Iyesha, outra vizinha do mesmo andar, também procurou a Peabody várias vezes. “Eu continuei ligando dizendo que havia um cheiro de morte”, diz ela. “Ninguém veio.”
Audrey diz que os vizinhos fizeram tudo o que podiam para alertar a associação habitacional. Ela diz ter ficado tranquilizada quando, na linha de atendimento ao cliente, a Peabody disse que alguém investigaria a situação.
“Essa é a única coisa que eu lamento — que eu acreditei na Peabody. Eu lamento não ter chamado a polícia mais cedo, porque eu apenas confiei que eles iriam fazer algo.”
A Peabody disse à BBC que a associação ficou “arrasada” com o que aconteceu com Sheila e que foi “transparente sobre o que deu errado”.
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Sheila pagava o aluguel em dia desde que se mudara para o apartamento, em 2014 — Foto: BBC
Mas por que Sheila não foi descoberta antes de fevereiro de 2022?
Depois que ela morreu, seu aluguel parou de ser pago. A Peabody enviou cartas, e-mails e mensagens de voz. Mas no ano seguinte, ninguém a visitou para ver como ela estava. Isso apesar de ela sempre pagar o aluguel em dia desde que se mudara para o apartamento em 2014.
Em vez disso, sem ter falado com Sheila, a Peabody solicitou ao governo um benefício no nome dela. O auxílio é destinado a inquilinos que têm dificuldades para pagar suas contas.
O pedido foi bem-sucedido, e em março — sete meses após a morte de Sheila — seu aluguel estava sendo pago pelo governo diretamente para a Peabody.
Em abril de 2020, venceu o certificado de segurança do gás — uma obrigação anual para os proprietários. Quando os inspetores da Peabody não puderam entrar no apartamento, novamente ninguém da administradora fez nada. Em vez disso, a associação habitacional escreveu cartas para Sheila e depois cortou o fornecimento de gás.
Um ano depois de sua morte, a Peabody finalmente visitou o prédio diante das inúmeras reclamações dos vizinhos. A associação pediu à polícia que verificasse como estava Sheila, mas quando os policiais bateram em sua porta e ninguém respondeu, a administradora decidiu que não tinha justificativa suficiente para entrar no apartamento.
Um erro do operador da polícia agravou ainda mais o problema: uma mensagem falsa foi enviada à Peabody dizendo que Sheila havia sido avistada. Depois disso, foram mais 16 meses até que o corpo de Sheila fosse descoberto. A polícia de Londres pediu desculpas e disse que o operador responsável só não foi investigado porque já havia se aposentado.
Ainda assim, diante de diversas evidências e reclamações, em nenhum momento ninguém da Peabody havia tentado visitar Sheila.
Um relatório independente encomendado pela Peabody afirma que houve várias “oportunidades desperdiçadas” de se encontrar o corpo de Sheila antes.
O documento disse que a metodologia de trabalho de Peabody fez com que todos os incidentes — como as reclamações dos vizinhos e a verificação de segurança de gás — fossem tratados isoladamente.
A associação habitacional “parece não ter percebido os gatilhos, ouvido… os vizinhos ou ligado os pontos”, diz o relatório. O documento diz que a Peabody tem uma cultura burocrática e “orientada por metas” que “não coloca o cliente no centro das suas ações”.
Outro problema é que poucos gerentes da Peabody supervisionavam muitos imóveis, e não davam conta de todos os problemas.
As associações habitacionais costumam dividir os apartamentos e casas que administram em grupos. Cada grupo tem um gerente de bairro ou oficial de habitação cujo trabalho é lidar com os problemas e preocupações dos residentes.
Mas, enquanto os tamanhos típicos desses grupos são de 250 a 500 propriedades, na Peabody cada gerente supervisionava de 800 a mil propriedades naquela época.
A Peabody disse à BBC News que, desde que o corpo de Sheila foi encontrado, a entidade reduziu o tamanho médio dos seus grupos para cerca de 500 propriedades.
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Os vizinhos de Sheila em Lord’s Court dizem que ela era “reservada” e “tímida”, mas amigável — Foto: BBC
Charlie Trew, da organização não-governamental Shelter, diz que as associações habitacionais estão sob pressão crescente por causa de “problemas fundamentais com o modelo de financiamento”.
Ele disse que os cortes do governo desde 2010 forçaram as associações habitacionais a encontrar financiamento alternativo, muitas vezes por meio da construção e venda de casas particulares para financiar o custo de construção de casas sociais.
“Isso resulta em uma experiência pior para o inquilino, porque essas associações habitacionais estão cada vez mais focadas no desempenho financeiro de sua organização do que na experiência do inquilino”, diz ele.
Um porta-voz do Departamento de Habitação, Comunidades e Governo Local disse: “O trágico evento em torno da morte de Sheila Seleoane joga luz nos impactos totalmente devastadores dos administradores sociais que ignoram seus inquilinos”.
Charlie Trew, da Shelter, diz estar preocupado com o fato de que, à medida que as associações habitacionais se fundem e se concentram mais no lucro, os inquilinos às vezes podem ser tratados como “um problema, ou uma questão, uma tarefa da qual precisam se livrar”.
“Essa cultura fundamental precisa mudar para que as associações habitacionais, mais uma vez, priorizem a saúde e o bem-estar de seus inquilinos, ouçam-nos e sintam que têm o dever de cuidar para garantir que seus inquilinos tenham uma vida feliz e gratificante.”
Outro fator que explica por que Sheila não foi encontrada antes é a sua solidão.
Um vídeo de seu funeral mostra apenas uma pessoa parada na frente de um crematório vazio — seu meio-irmão Viktor, que disse que não falava com ela há anos. Outra pessoa — um representante da Peabody — chegou atrasada.
Nenhuma outra família. Nenhum amigo.
Sheila trabalhava para uma agência, então é provável que ela não tivesse um local de trabalho fixo ou colegas.
E pesquisas online revelam uma presença muito limitada nas redes sociais. Uma postagem no Facebook de 2012 sugere que ela estava procurando por um antigo amigo de escola com quem havia perdido contato. “Não consigo me lembrar do seu endereço e cometi o erro de não anotá-lo”, escreveu ela. Ninguém respondeu.
O Escritório de Estatísticas Nacionais diz que cerca de 7% dos adultos britânicos se sentem solitários com frequência.
Alguns estudos científicos sugeriram que a solidão pode aumentar a chance de uma morte prematura.
Não sabemos como Sheila morreu, mas seus registros médicos sugerem várias complicações de saúde.
Seus vizinhos dizem que ela era “reservada” e “tímida”, mas amigável. Eles a cumprimentavam na escada, mas não a conheciam.
“Isso me fez olhar para meus vizinhos e minha comunidade de uma maneira diferente”, diz Audrey. “Devemos realmente cuidar das outras pessoas.”
Em nota, a Peabody disse que não fez o suficiente para entender a situação.
“Escrevemos e telefonamos repetidamente sem reconhecer que isso não era suficiente”, disse um porta-voz.
A Peabody disse que mudou a forma como investigava as reclamações. A cobrança do aluguel e as verificações de segurança do gás também mudaram como resultado do caso de Sheila.
A organização admitiu que seu relacionamento com os moradores de Lord’s Court era ruim e disse que pediu desculpas a eles.
Apesar dos esforços da Peabody para melhorar, os vizinhos de Sheila ainda se dizem traumatizados. A BBC descobriu que eles estão conversando com advogados e avaliando processar a Peabody.
Audrey diz que o prédio desencadeia memórias horríveis daqueles dois anos e meio vivendo a poucos metros de um cadáver e suas múltiplas tentativas de alertar a Peabody.
“Eu sempre me perguntei o que estava acontecendo atrás daquela porta”, diz ela.
“Eles não sabem as noites sem dormir que passamos depois disso e como isso nos afetou”, diz Audrey. “Ainda me afeta toda vez que saio de casa — vejo o apartamento de Sheila e me lembro constantemente do que aconteceu lá.”
Evelyn e sua família também estão tentando ir embora. Desde que o corpo de Sheila foi descoberto, o filho de 12 anos de Evelyn, Chialuzue, tem tido insônia e seu desempenho na escola piorou. Ela atribuiu ao que aconteceu com Sheila.
“Estamos sendo negligenciados. Eles não se importam conosco. Eles só se preocupam com o dinheiro e nada mais”, diz ela.
A Peabody disse que havia uma escassez desesperada de habitação social em Londres, mas que iria checar qual outro apoio poderia oferecer a Audrey e Evelyn.
*Nome fictício, a pedido da entrevistada
Informações BBC
O ministro afirmou que novas regras para facilitar parcerias as chamadas Parcerias Público-Privadas são previstas para esta semana

Novas regras para reajuste de salário mínimo e de servidores estão em estudo pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e devem ser propostas até o final do ano. A ideia, segundo ele explanou em entrevista a Folha de S.Paulo, é por um fim com o “vai e vem” de vinculações e normas de reajustes a cada governo ‘conservador” ou “progressista’.
“Uma hora, você congela o salário mínimo por sete anos, outra hora, você dá [reajuste de acordo com o crescimento do] PIB nominal. Então vamos buscar, em uma negociação, uma regra estável para evitar os solavancos que verificamos nos últimos anos”, avaliou
Aliado a isso, o ministro afirmou que novas regras para facilitar parcerias as chamadas Parcerias Público-Privadas (PPPs) são previstas para esta semana.
“O Tesouro Nacional deve dar aval para parcerias em estados e municípios, diminuindo o risco de que as empresas não sejam pagas. Isso deve aumentar a atratividade do negócio, emperrado no Brasil. Empresas destas PPPS regionais também poderão emitir debêntures incentivadas (vão poder levantar financiamento no mercado de capitais com isenção de impostos, como já ocorre no caso federal)”, acenou Haddad.
Sobre o novo arcabouço fiscal, apelidado por ele de “Nova Regra Fiscal”, o ministro explicou que a ampla revisão, a reoneração [que pelos cálculos da Receita, chegam a R$ 400 bilhões por ano], virá depois da Reforma Tributária, será paulatina.
“Não posso fazer tudo ao mesmo tempo, porque não se vai fazer nada, vai paralisar o Congresso. Ele tem de ir cortando esse salame em fatias, para ir organizando. Até porque a calibragem das medidas [tamanho de cortes ou gastos] depende de como as decisões forem tomadas. Mas vamos fazer no primeiro ano de governo”.
A expectativa de Haddad é que a Reforma Tributária seja aprovada na Câmara em junho e julho e no Senado em setembro ou outubro.
Haddad também não pretende acabar com subvenção ao investimento das empresas, via créditos do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] . “Nós queremos manter, mesmo considerando que essa não é a maneira mais adequada de fazê-lo: isto é, o governo estadual decidindo qual a isenção que o governo federal vai dar”.
Já a subvenção sobre custeio das empresas deve ser revista, disse o ministro.
Perdas e receitas causadas pelo Congresso e pela Justiça estariam na mira. Haddad chamou de “assalto aos cofres públicos” a emenda parlamentar que, “na mão grande”, causou perda de receita federal por causa de créditos de ICMS e reclamou de decisões do Supremo como a revisão da vida toda da Previdência a que excluiu 100% do ICMS da base de cálculo do PIS [Programa de Integração Social] /Cofins [Contribuição para Financiamento da Seguridade Social].
Segundo ele, existe hoje no Brasil “uma péssima combinação entre jabutis e decisões judiciais exóticas”. “Enquanto setores privilegiados continuarem a fazer o que estão fazendo, lobby no Congresso, lobby no Judiciário, lobby para erodir a base fiscal do Estado… [vamos ter isso, um custo equivalente a] cinco BNDES no Orçamento da União.”
Ao comentar se temia perda de arrecadação com intervenções na Petrobras, Haddad se comparou a um zagueiro de time de futebol: “A Fazenda está preocupada com tudo. A Fazenda é o beque [zagueiro, defensor, no futebol] do governo. Se você tem uma meta explicitada, que recebeu o aval do presidente da República, vamos perseguir essa meta olhando tudo, o que está errado em todas as frentes”.
O papel do BNDES e da Petrobras permanecem em pauta. “Estamos conversando sobre o papel do BNDES e, assim como a Petrobras, ainda não tem um desenho claro”, afirmou Haddad. Segundo ele, primeiro é preciso que o Ministério de Minas e Energia apresente um desenho sobre a Petrobras, o que não foi feito, para que a Fazenda possa debater. O mesmo vale para o BNDES, sob responsabilidade do Planejamento.
“Em abstrato, seria interessante que o BNDEs tivesse um papel importante no financiamento de alguns projetos. (…) Pode atuar mais em infraestrutura, mais em PPPs? Pode atuar mais em transição ecológica, em inovação? Qual o novo BNDES que pode surgir a partir dessa nova realidade? Não sou alérgico a discussão sobre isso, pelo contrário.”
Haddad não respondeu se aprova a volta de juros subsidiados no BNDES. Segundo ele, as propostas até agora foram de “graduar as taxas de juros, mantendo a taxa média no patamar do atual”.
Informações Bahia.ba

Homem mais rico do mundo, Bernard Arnault é dono de um império de luxo que aparentemente ficará para os seus herdeiros. Afinal, todos os seus cinco filhos trabalham nas empresas do pai: Antoine Arnault, Alexandre Arnault, Frédéric Arnault, Jean Arnault e Delphine Arnault.
Delphine é sua única filha e a mais velha dos irmãos. É diretora e vice-presidente executiva da Louis Vuitton, além de ser CEO e presidente da Dior desde fevereiro deste ano.
Antoine Arnault foi CEO da Dior e atualmente é presidente-executivo da grife.
Alexandre Arnault é filho do casamento de Arnault com a pianista Hélène Mercier e atualmente é vice-presidente da Tiffany & CO e chefe-executivo da Rimowa.
Outro filho do segundo casamento de Bernard, Frédéric Arnault é CEO da TAG Heuer.
Filho caçula de Bernard, Jean Arnault é presidente e diretor-executivo do grupo LVMH.
Informações UOL

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, está internado no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
O que aconteceu:
Com informações do UOL

Nesses três meses e meio de governo, Lula apenas lançou de novo programas sociais, como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e o Mais Médicos, por exemplo. Contudo, nenhuma das iniciativas passou ainda por votação no Congresso. Portanto, não houve a análise de texto que dependesse ou mostrasse a força da base aliada do presidente. O teste está por vir nos próximos meses.
A primeira prova de fogo diz respeito à aprovação de Medidas Provisórias (MPs) editadas por Lula, que inclusive formalizam e embasam grande parte das iniciativas adotadas pela administração federal, como os próprios programas citados acima.
O governo se vê em meio a um conflito em torno do modelo de tramitação das MPs entre as cúpulas da Câmara dos Deputados e do Senado, e busca salvar seus textos antes que percam o efeito a partir de junho. As MPs têm força de lei assim que publicadas no Diário Oficial da União, mas precisam ser aprovadas em até 120 dias pelo Congresso para que não tenham a validade encerrada.
Sem conseguir resolver o impasse, o governo até conseguiu um acordo para a análise dos conteúdos de 12 das 13 primeiras MPs de Lula. No entanto, parte será transformada em projetos de lei de urgência e emergência ou incorporada a outros textos em tramitação. O caminho será mais longo e dependente de uma base aliada no Parlamento para que as MPs sejam aprovadas com o mínimo de mudanças.
A expectativa do governo é que as primeiras comissões mistas para as MPs comecem a funcionar nesta semana. A previsão inicial era que a instalação fosse em 4 de abril, mas foi adiada por risco de falta de quórum perto do feriado de Páscoa e últimos ajustes na negociação do governo com a cúpula do Congresso.
CNN Brasil

Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, se pronunciou após ter beijado na boca um rapaz e lhe ter pedido para “chupar a língua” durante um evento público, na Índia, no final de fevereiro. O vídeo foi partilhado nas redes sociais e gerou bastante polémica.
Segundo o The Guardian, Tenzin Gyatso reuniu-se, no templo do Dalai Lama, em Dharamshala, com cerca de 100 jovens estudantes que tinham acabado de se formar na Fundação indiana M3M.
No vídeo que se tornou viral, um dos jovens estudantes do sexo masculino perguntou ao Dalai Lama se o podia abraçar. O líder espiritual pediu-lhe que subisse à plataforma e pediu ao menino para o beijar na cara. “Primeiro aqui”, disse.
“Aqui também”, pediu. O rapaz beijou-o na boca e, seguida, Dalai Lama disse: “E chupa-me a língua”, disse pondo a língua de fora. O rapaz mostrou a língua e foi-se embora enquanto o Dalai Lama ria.
Muitos dos comentários ao vídeo diziam que o comportamento tinha sido “inapropriado”, “escandaloso” e “nojento”. A controvérsia suscitou um pedido de desculpas do gabinete do Dalai Lama, que disse que o seu comportamento tinha sido “inocente e lúdico”.
“A sua santidade deseja pedir desculpa ao rapaz e à sua família, bem como aos seus muitos amigos em todo o mundo, pelo mal que as suas palavras podem ter causado. A sua santidade provoca frequentemente pessoas que encontra de uma forma inocente e brincalhona, mesmo em público e perante as câmaras. Ele lamenta o incidente”, disseram numa declaração, citada pelo The Guardian.
Informações TBN

Um homicídio aconteceu no Povoado da Baraúna, em Barreiras, pouco depois das 17h deste sábado (8), durante uma partida de futebol pelo campeonato da mesma localidade onde dois times de bairros faziam a disputa.
De acordo com informações do Blog Braga, parceiro do Bahia Notícias, a vítima estava na reserva aguardando ser chamada para entrar no jogo, junto a uma árvore, quando o criminoso chegou por trás, e descarregou o pente da pistola, fugindo com um motoqueiro que estaria pilotando uma Honda/Bros.
De acordo com a lista oficial de jogadores, a vítima seria Mairon Luiz Nogueira Lima, de 27 anos de idade, natural de Barreiras, e o mesmo está com um mandado de prisão em aberto desde abril do ano passado.
O SAMU atendeu ao chamado e certificou o óbito. A Polícia Militar isolou a área até a chegada do delegado e da equipe do Departamento de Polícia Técnica, que por sua vez fez um exame pericial no local e no corpo. O rabecão fez a remoção para o necrotério para necropsia.
Não se sabe até o momento qual foi a motivação do crime. A Polícia já iniciou as investigações.
*Bahia Notícias/Blog do Braga

A Catedral Metropolitana de Sant’Ana, em Feira de Santana, foi palco de uma cerimônia especial neste Domingo de Páscoa (8). A Missa de Páscoa é um dos eventos mais importantes do calendário religioso cristão e representa a renovação da esperança e da fé na vida eterna.
O padre Paulo Tarso Bispo de Souza, paróco da Catedral de Sant’Ana explicou ao Acorda Cidade que a Páscoa representa a Ressurreição de Jesus.

“Esta é uma festa que já era celebrada pelos judeus, e celebrava justamente a saída do Egito. O Egito inicialmente teve proteção, mas depois começou um tempo de escravidão e gritou por libertação e Deus enviou Moisés, libertou o seu povo e Moisés conduziu o seu povo à Terra Prometida e os judeus então celebravam anualmente a festa da Páscoa. E Jesus morreru também justamente nesse período. E para nós cristãos, a Páscoa é a vitória da vida sobre a morte. O pecado, a morte foram destruídos e a vida venceu”, destacou.
A penitência é um tempo de preparação para a Páscoa, indicou o pároco.

“A gente faz jejum, fica sem comer, nos abstemos de algo que a gente gosta muito. É um sacrifício físico, carnal, não comer alguma coisa que a gente goste, ou até mesmo não usar, por exemplo, o WhatsApp, ou algumas dependências que nós temos, para a gente conseguir trabalhar e crescer espiritualmente. Tem um significado muito grande e importante para nós. Crescemos espiritualmente quando fazemos penitência e abstinência”, explicou.
A palavra levada aos fiéis é exatmente sobre a morte que foi vencida e destruída.
“Maria Madalena foi cedo ao túmulo de Jesus e o encontrou vazio, voltou achando que tinham roubado o corpo de Jesus e comunicou a Pedro e a João. Porém, quando João, discípulo amado do Senhor, chegou lá, viu, compreendeu e acreditou, é o verbo que tem na palavra. Então, João acreditou naquilo que Jesus tinha dito para ele, ‘vou ser entregue, vou morrer, mas no terceiro dia, vou vencer, vou ressuscitar’, então a palavra de hoje é extamente sobre a morte que foi vencida, destruída e a vida, portanto, é quem tem a última palavra”, disse.

A programação da Semana Santa iniciou no Domingo de Ramos. E a partir deste Domingo de Páscoa até Domingo de Pentecostes celebra-se o Cristo vitorioso e vencedor, abordou Paulo Tarso.
“Hoje iniciamos um grande dia que seguirá por 50 dias. Até Domingo de Pentecostes nós iremos celebrar como um grande dia, a mesma alegria do Cristo que ressuscitou e é vencedor”, concluiu.

Em entrevista ao Acorda Cidade, Creuza Sobreira, 86 anos, disse que frequenta a missa do Domingo de Páscoa desde os 7 anos.

“A Páscoa é a vida. A ressurreição de Jesus é o símbolo de toda cristandade. Não existe nada sem a ressurreição de Jesus. ‘Eu sou a ressurreição e a vida, aquele que vive e crê não morrerá’”, abordou a passagem bíblica.
Creuza participou de todos os dias da programação da Semana Santa.
“Eu vivo a Semana Santa como se fosse a primeira e a última, porque estou viva, agradecendo a Deus por tudo”, ressaltou.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

Uma aposta simples feita em Feira de Santana, na Bahia, acertou 6 números do 1º prêmio do sorteio da Dupla Sena de Páscoa e ganhou R$ 17,4 milhões, no sábado (8).
O sortudo vai dividir o prêmio total de R$ 35 milhões com um bolão feito em Goiânia, que levou o mesmo valor.
Os números do 1º sorteio foram: 03-04-21-23-28-32 (2 acertos).
Os números do 2º sorteio foram: 05-15-19-21-34-39 (não houve ganhadores)Para retirar os prêmios, os ganhadores precisam procurar uma agência da Caixa Econômica Federal.Outras 15 apostas de Goiás acertaram 5 números e também ganharão prêmios. Outro bolão feito em Goiânia ganhou R$ 111 mil. Sortudos de Itumbiara fizeram bolão e ganharam R$ 41 mil.
As informações são do Bahia Notícias parceiro do Acorda Cidade