O WhatsApp é uma ferramenta importante para muitos brasileiros. Por meio dele é possível trocar mensagens com várias pessoas e entre diversos países. Atualmente o aplicativo tem mais de 2 bilhões de contas ativas em todo o mundo.
Devido ao seu crescente uso, a Meta, empresa dona do mensageiro, busca sempre trazer mais segurança e privacidade aos usuários. Inclusive, por atualmente existir aplicativos “espiões” que podem roubar alguns dados pessoais por meio da plataforma.
Neste sentido, caso queira saber se o seu aplicativo foi invadido hoje confira as dicas a seguir:
Como saber se o meu WhatsApp foi invadido hoje?
Senha em conversas do WhatsApp
De acordo com o site especializado WABetaInfo, a funcionalidade está sendo testada na versão beta para Android 2.23.8.2. Ela permite aos usuários bloquear conversas específicas usando uma senha, seja impressão digital ou PIN.
A intenção é fornecer aos usuários uma dupla camada de segurança para as conversas mais confidenciais. Desta forma, é possível manter as mensagens sensíveis a salvo de olhares não autorizados.
O recurso pode ser usado tanto em uma conversa privada quanto para grupo. Nas configurações do bate-papo, basta ativar o método de segurança e definir o tipo de senha.
Áudios de reprodução única
Assim como a opção de enviar uma foto ou vídeo com visualização única, o WhatsApp está preparando uma versão com áudios temporários que só poderão ser reproduzidos apenas uma vez.
O novo recurso já está disponível na versão Beta 2.23.7.8 do mensageiro da Meta. Até o momento não há confirmação se a funcionalidade será liberada para a versão estável da plataforma de mensagens.
Todavia, os usuários do WhatsApp beta para Android já podem aproveita a novidade. Caso haja a implantação desse novo recurso, será permitido enviar áudios autodestrutíveis, para uma única reprodução.
Na prática, o envio do áudio temporário seria semelhante ao que acontece atualmente com as fotos e vídeos. Após gravar a nota de voz aparece a opção que indica visualização única antes do encaminhamento.
Recurso de editar mensagens enviadas
Outra novidade que está sendo testada é o recurso de editar mensagens já enviadas na plataforma de mensagens. No entanto, a funcionalidade ainda está em desenvolvimento na versão beta do mensageiro para iOS.
Segundo informações do site WABetaInfo, após enviar a mensagem, o usuário terá até 15 minutos para corrigir algum erro ou adicionar alguma informação. Entretanto, para isso, será necessário que o aplicativo esteja em sua última versão.
Mais de 3 mil vítimas sofreram com a ação dos bandidos
Participaram da ação 660 policiais civis do Deinter de Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, Santos e Piracicaba | Foto: Reprodução/Freepik
A Polícia Civil, por meio do Deinter-5, em São José do Rio Preto, deflagrou na quinta-feira 30 uma megaoperação contra crimes cibernéticos. A Operação Cyberconnect cumpriu 167 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão em várias cidades do Estado de São Paulo, na capital e também em Curitiba, Palmas e Cuiabá.
Participaram da ação 660 policiais civis do Deinter de Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, Santos e Piracicaba.
Foram instaurados 50 inquéritos policiais para investigar a ação de grupos que praticam crimes cibernéticos. A investigação identificou pelo menos 3 mil vítimas dos golpistas virtuais somente na região de São José do Rio Preto, que tiveram um prejuízo estimado em R$ 30 milhões. Dez sites são investigados.
A investigação identificou pelo menos 3 mil vítimas dos golpistas virtuais somente na região de São José do Rio Preto | Foto: Divulgação/Polícia Civil
Governo de São Paulo comemora megaoperação da Polícia Civil contra golpistas digitais
“A megaoperação é um marco no combate a esta modalidade criminosa, que tem feito cada vez mais vítimas, que é o estelionato virtual”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite. “Até então, as investigações contra este crime eram feitas de forma difusa, o que dificultava a repressão. Com essa operação conjunta, a Inteligência da polícia vai poder identificar as quadrilhas que agem no ambiente cibernético e causam prejuízo a milhares de pessoas.”
De acordo com Derrite, o prejuízo às vítimas não é apenas financeiro, mas também psicológico. “A pessoa que cai nestes golpes virtuais, principalmente idosos, sofrem demais”, constatou. “Muitas vezes, elas perdem tudo que têm.”
A empresa de segurança digital divulgou informações sobre o vírus, batizado de GoPix, na quinta-feira, 26. | Foto: Reprodução/Twitter/X/@infosecexpert
Cuidado: bandidos usam Pix para aplicar golpes
Um dos crimes cibernéticos, também alvo de operações policiais, envolve o Pix. Recentemente, as autoridades descobriram um novo vírus que frauda compras on-line realizadas pelo computador. Isso faz com que o destinatário do Pix seja alterado no momento da transferência.
Segundo a empresa de segurança virtual Kaspersky, o programa infecta a máquina do usuário e pode prejudicar qualquer site que aceite essa forma de pagamento.
O pesquisador Fábio Marenghi descobriu que um dos pontos de infecção era um site falso do WhatsApp Web, versão para navegadores do app de mensagens.
Esse site falso aparecia na primeira posição da pesquisa do Google quando usuários digitavam WhatsApp com a grafia errada “Watsap Web”. O site foi retirado do buscador depois do contato da kaspersky.
Marenghi também encontrou um instalador do GoPix que usava o site dos Correios como isca.
O programa espionava a vítima por um tempo até detectar o momento de compra online via Pix. Segundo a Kaspersky, o vírus funciona apenas caso a pessoa escolha a transferência na modalidade copia e cola.
Os usuários podem evitar o golpe ao conferir o destinatário do Pix, que nesses casos será diferente da loja.
Como evitar esse tipo de golpe?
Para evitar o vírus, os usuários devem baixar programas apenas emsites oficiais, verificar os erros ortográficos, checar se o site tem criptografia atual a partir do código “https” no início da URL e ter um antivírus instalado. A vítima só é infectada se abrir o programa baixado ao acessar o site falso.
No caso do GoPix, os criminosos adotam estratégias para burlar o antivírus. O site falso do WhatsApp, por exemplo, apresentava a opção de download do vírus apenas depois de verificar que a pessoa tinha indícios de comportamento humano, para despistar bots de monitoramento.
Em smartphones Android, já foram identificados vírus que desviam Pix no aplicativo bancário. O golpe ficou conhecido como “mão fantasma”.
Fazer uma conversa dentro do WhatsApp desaparecer a ponto de ninguém mais ver sem precisar deletá-la acabou de virar uma realidade. E tudo isso vai funcionar com um “código secreto”.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (30) por Mark Zuckerberg, CEO da Meta, em seu canal no aplicativo de mensagem.
Estamos implementando o código secreto para bloqueio de conversas no WhatsApp para que você possa proteger suas conversas com uma senha exclusiva. Agora você pode configurar suas conversas bloqueadas para aparecerem apenas quando você digitar o código secreto na barra de pesquisa, para que ninguém possa descobrir involuntariamente suas conversas mais privadas Mark Zuckerberg, CEO da Meta
O recurso é tudo o que sempre desejaram as pessoas que querem manter determinadas conversas no sigilo.
Mas também pode ser usado por quem não ter nada a esconder. Serve, por exemplo, para preservar informações pessoais enviadas em chats específicos caso o celular seja roubado.
Também pode garantir uma camada extra de privacidade quando o celular for compartilhado com alguém. Pode ser um recurso útil para pessoas em situação de vulnerabilidade social, como mulheres em relacionamentos abusivos.
A Meta explica que o código secreto é uma evolução do bloqueio de conversa, uma função lançada em maio. Com ela, era possível travar um bate-papo com senha, a mesma que trava o aparelho, ou biometria, impressão digital ou facial.
Esses bate-papos ficavam guardados em uma pasta chamada conversas ocultas.
Agora, as conversas podem ser bloqueadas com uma senha diferente daquela usada para destravar o aparelho. Esse é o código secreto.
Além disso, se julgar que isso não é suficiente para preservar sua privacidade, o usuário pode determinar que esses chats sumam da listagem de conversas. Para acessá-los, é preciso digitar o código na barra de pesquisa.
Na prática, tudo o que o usuário tem que fazer é criar um código. É ele que destrava o diálogo escolhido. As mensagens só são exibidas se a senha for digitada na barra de pesquisa.
Para bloquear a conversa, basta pressionar o dedo sobre o chat escolhido e segurar. A partir de agora, não é mais necessário acessar as definições da conversa para fazer isso.
Pesquisadores da Universidade de Sussex, no Reio Unido, desenvolveram uma tecnologia mais eficiente, em termos energéticos, para transmitir dados.
A descoberta pode potencialmente substituir o Bluetooth, porque ela envolve uma maneira mais efetiva de conectar dispositivos e melhorar a vida útil da bateria.
Os pesquisadores Robert Prance e Daniel Roggen desenvolveram o uso de ondas elétricas, em contraponto às ondas eletromagnéticas, para criar uma forma de transmissão de dados de baixa potência a curta distância, mantendo ao mesmo tempo o alto rendimento necessário para aplicações multimídia.
Bluetooth, Wifi e 5G dependem atualmente de modulação eletromagnética, uma forma de tecnologia sem fio desenvolvida há mais de 125 anos. Por outro lado, a modulação de campo elétrico utiliza ondas elétricas de curto alcance, que consomem muito menos energia que o Bluetooth.
Daniel Roggen, professor de Engenharia e Design da Universidade de Sussex, avalia que não precisamos mais depender da modulação eletromagnética, que exige inerentemente muita bateria.
“Podemos melhorar a vida útil da bateria da tecnologia, por exemplo, usando modulação de campo elétrico em vez de Bluetooth. Esta solução não só tornará as nossas vidas muito mais eficientes, como também abrirá novas oportunidades para interagir com dispositivos em casas inteligentes”, diz em comunicado.
Como tendemos a estar próximos de nossos dispositivos, a pesquisa concluiu que a modulação de campo elétrico oferece um método comprovado e mais eficiente de conectar nossos dispositivos, permitindo maior duração da bateria ao transmitir música para fones de ouvido, atender chamadas, usar rastreadores de fitness ou interagir com dispositivos domésticos.
Vai chegar nas lojas?
O desenvolvimento dessa tecnologia poderia mudar a maneira como usamos nossos dispositivos na vida cotidiana e também desenvolver uma ampla gama de aplicações futurísticas, aponta o estudo.
Por exemplo, uma pulseira que utilize a nova tecnologia poderia permitir a troca de números de telefone simplesmente com um aperto de mão ou uma porta poderia ser destrancada apenas com um toque na maçaneta.
Além disso, essa tecnologia também é de baixo custo, o que significa que pode ser implementada na sociedade de forma rápida e fácil.
“Se fosse produzido em massa, a solução poderia ser miniaturizada em um único chip e custar apenas alguns centavos por dispositivo, o que significa que poderia ser usada em todos os dispositivos em um futuro não muito distante”, diz o professor Daniel Roggen.
Os pesquisadores da Universidade de Sussex procuram agora parcerias industriais para ajudar a miniaturizar ainda mais a tecnologia para dispositivos pessoais.
A Amazon anunciou, nesta quinta-feira, 16, que começará a vender veículos da Hyundai, on-line, nos Estados Unidos, a partir do próximo ano. A informação foi divulgada por ambas as empresas.
Os clientes poderão comprar e equipar carros no site amazon.com e agendar a entrega através de uma concessionária da Hyundai.
O acordo é uma expansão de um acordo, anunciado há dois anos, para expandir a área digital daHyundaino site da Amazon. A iniciativa permitirá aos clientes personalizar o veículo, calcular seu preço e localizar um revendedor para concluir a venda.
A Hyundai montou seu primeiro espaço digital na Amazon em 2018. A versão mais recente foi anunciada no Salão do Automóvel de Los Angeles.
O novo acordo também permitirá que os compradores de novos veículos Hyundai acessem o assistente de voz Alexa, da Amazon, em seus carros.
“A parceria com uma das organizações mais centradas no cliente do mundo abre oportunidades incríveis, à medida que continuamos a expandir o nosso portfólio, a aumentar a nossa rede de vendas, a transição para a eletrificação e a concretizar o futuro da mobilidade inteligente”, disse Jay Chang, CEO da Hyundai Motor, num comunicado.
A Hyundai anunciou que construirá uma nova fábrica — investimento que custará cerca de R$ 7 bilhões | Foto: azerbaijan_stockers/Freepik
Hyundai construirá nova fábrica focada em carros elétricos
Recentemente, a Hyundai anunciou fará um investimento significativo, de US$ 1,5 bilhão que (cerca de R$ 7,3 bilhões), para construir uma nova fábrica de carros elétricos.
A cerimônia do anúncio ocorreu na última segunda-feira, 13, na Coreia do Sul. Esse investimento será destinado à construção de uma nova fábrica, que se concentrará exclusivamente na produção de veículos elétricos (EVs).
A nova unidade, que começará a ser construída ainda neste ano, terá uma capacidade anual de produção de 200 mil veículos.
Além disso, a fábrica, com previsão de conclusão em 2026, terá 548 mil m². O primeiro modelo a ser produzido será um SUV de luxo da divisão Genesis. A planta será erguida dentro do vasto complexo industrial de Ulsan, um dos maiores do mundo.
Atualmente, o complexo já abriga outras fábricas da Hyundai e é um dos maiores empreendimentos da produtora.
Anualmente, são produzidos 1,4 milhão de veículos, dos quais 1,1 milhão são destinados à exportação. O complexo também possui um porto próprio, que é de alta importância estratégica para as operações globais da Hyundai.
A guerra equivocada do jornalismo contra as Notas da Comunidade é ruim para a imprensa e prova a necessidade de mecanismos como esse criado pelo Twitter.
O mecanismo foi lançado oficialmente em 2021 —portanto, antes da era Elon Musk— e implementado gradualmente seguindo o plano original. Hoje, ele funciona como uma nota que adiciona contexto ou corrige informações de postagens.
Desde o último final de semana, há uma verdadeira guerra de jornalistas contra o tal sistema. Obviamente é passível de críticas, mas não se trata disso: o problema foi inventar coisas que não existem.
A primeira delas é que seria obra de Elon Musk. Não é. A segunda é que seria uma checagem de fatos substituindo moderadores. Também não é.
Para além das discordâncias com os fatos, há uma evidente dificuldade de raciocínio lógico. Se imagina que o sistema poderia funcionar à semelhança das redes de fake news. Ocorre que ele exige inscrição e tem um algoritmo para usar a polarização como equilíbrio de opiniões. O código desse algoritmo estava aberto na internet para escrutínio antes mesmo do lançamento da ferramenta.
A lógica de funcionamento é na mentalidade cripto. Se trata de algo na mesma lógica de produção coletiva de conhecimento utilizada pela Wikipedia.
Há aqui uma disputa de poder, a de quem teria o condão de determinar a verdade. Vivemos tempos em que as pessoas não têm vergonha de demonstrar o quanto são infantilizadas. Há os que chegam ao absurdo de defender publicamente a criminalização da mentira. Seria cômico se não fosse trágico.
Nessa lógica, jornalistas e agências de checagem deveriam, como especialistas, ter o condão de determinar o que é verdade. Há uma lógica muito próxima dessa e muito famosa por aí no mundo, a de que o governo determina o que é a verdade e o jornalista repete. No mundo adulto, tudo isso é delírio.
Uma reportagem no final de semana elencou quatro notas da comunidade que aparentemente teriam problemas de checagem ou mostrariam uso político da ferramenta. As quatro estavam corretas. Custava achar uma com problema e usar?
Além disso, o jornal coloca no título que as Notas da Comunidade são um desafio para o TSE nas eleições de 2024. O Tribunal Superior Eleitoral jamais se pronunciou sobre o tema. Ninguém entendeu por que não foram problema nas eleições de 2022, muito mais acirradas, mas serão agora. Também não há explicações.
Existe um raciocínio tão imbecil quanto popular de que seres humanos avaliam o conteúdo e aceitam desmentidos apenas pela análise de fatos. Não funciona assim, o interlocutor é importantíssimo para gerar abertura para ouvir ou fechar nossos ouvidos.
Por isso agências de checagem não são aceitas por pessoas que já desconfiam do jornalismo: o emissor não muda. O Notas da Comunidade vence essa barreira porque as pessoas não conhecem o emissor, mas se identificam com ele, como se fizessem parte do grupo. Isso significa que estão abertas a dar atenção ao conteúdo.
Já há duas experiências antigas e que precedem agências de checagem com muito sucesso. São os sites Boatos.org e E-farsas, famosíssimos naquelas épocas de correntes de e-mail. Eles são atualizados nas principais conversas dos usuários e falam de tudo, não apenas de política ou temas nacionais. O que estiver bombando nas redes irá parar ali, inclusive golpes famosos no momento. Nunca tiveram rejeição por isso, são “gente como a gente” para a maioria do público.
Atualmente, 200 mil pessoas de 44 países foram aprovadas para fazer parte do sistema Notas da Comunidade. Não basta criar um perfil. É preciso ter pelo menos seis meses ativo, jamais ter infringido as regras do Twitter e fornecer à empresa um telefone válido, pelo qual sua identidade real será confirmada.
Essa identidade não é revelada para o grupo; cada um tem um pseudônimo. Primeiramente, a pessoa avalia as notas de acordo com parâmetros de acuidade, boas fontes e adequação da linguagem, que não pode ser ofensiva nem tendenciosa. Dependendo de como se sair nessa atividade, a pessoa passa a poder escrever suas próprias notas, submetidas ao grupo.
Eu conheço pessoas que fazem parte do sistema e têm críticas, veem formas de torná-lo mais transparente e impedir a gamificação de opiniões. Até elas consideram que as manifestações da imprensa nos últimos dias estão mais para galhofa do que para crítica.
Eu estou rezando para que seja simplesmente má-fé, que não seja um engano honesto. Prefiro conviver com isso. Se realmente a imprensa está tão desconectada da realidade e dá lugar a raciocínios com tamanha precariedade lógica e cognitiva, o gato subiu no telhado.
Em entrevista concedida a Folha de São Paulo, o diretor do WhatsApp, disse durante a conferência da Meta, onde diversas novidades do aplicativo foram apresentadas. Que o Brasil é o país que mais utiliza o recurso de apagar mensagens no aplicativo.
Segundo um especialista em informática, uma possível explicação para essa alta adesão pode estar relacionada às ações da polícia durante o período eleitoral. Muitas pessoas sofreram consequências graves ao terem suas conversas invadidas e analisadas por peritos especializados em ações contra atores políticos, principalmente da direita.
Além disso, o diretor também ressaltou que uma das funcionalidades mais apreciadas pelos usuários é a possibilidade de acelerar áudios, o que proporciona uma economia de tempo significativa. Ele destacou que as pessoas desejam aproveitar o tempo para fazer outras atividades enquanto ouvem mensagens.
Outra funcionalidade mencionada durante a entrevista é a capacidade de continuar ouvindo as mensagens enquanto se escreve em outras conversas. Essa comodidade facilita o uso do aplicativo e atende às necessidades dos usuários.
Portanto, o WhatsApp tem se esforçado cada vez mais para tornar sua plataforma o mais acessível e eficiente possível, aprimorando recursos de acordo com as demandas dos usuários. O recurso de apagar mensagens ganha destaque no Brasil, possivelmente como um reflexo das preocupações de privacidade durante o período eleitoral que foi conturbado.
O aplicativo se apresenta como uma ferramenta essencial para a comunicação no país, embora seus usuários também utilizem recursos adicionais, como a aceleração de áudios e a possibilidade de multitarefa enquanto ouvem mensagens.
É importante ressaltar que o diretor não mencionou a relação direta entre a alta adesão ao recurso de apagar mensagens e as ações da polícia durante o período eleitoral. Porém, é inegável que a privacidade e o resguardo das conversas ganharam relevância após casos em que pessoas tiveram suas conversas devassadas por peritos.
O WhatsApp tem lidado com essas demandas e procurado proporcionar aos usuários uma experiência cada vez mais completa e satisfatória. Ao mesmo tempo, o aplicativo torna-se um reflexo dos anseios e necessidades da sociedade brasileira em relação à sua privacidade e segurança nas comunicações.
Ser low-profile virou moda: o termo em inglês, usado para definir pessoas discretas, se popularizou no Brasil para definir uma parcela dos internautas que vai à contramão dos influenciadores. Pelas redes sociais, é impossível encontrar muitas informações sobre essas pessoas que, por escolha, se desconectam o máximo possível das telas.
“Eu me incomodava com meu tempo de uso, pensava: ‘Tenho tanta coisa pra trabalhar e estou há uma hora aqui no Facebook, comentando as histórias dos outros”, diz Lucas Corvacho, 35, que abandonou as redes sociais há 10 anos.
O administrador também chegou a ter uma conta no falecido Orkut, que o ajudou a manter contato com os amigos no Brasil enquanto morava na Austrália, de 2009 a 2012.
Lá, ele decidiu dar uma chance para o Facebook, na intenção de “ficar amigo dos amigos” que fez no país — dessa vez, virtualmente.
“Eu queria saber dos eventos e tudo mais. Mas, em 2014, tudo mudou e decidi deletar todo mundo, umas 1.500 pessoas. E aí eu percebi que minha vida não mudou. Posso até abrir a rede, mas eu não recebo notificações. E fico sabendo de tudo que preciso só por WhatsApp”
Lucas conta que chegou a ser questionado por pessoas que viram a amizade virtual rompida e se questionaram se tinham feito algo para o rapaz, que explicou a mudança no estilo de vida.
“Eu deixava claro que não era nada pessoal. Teve um episódio que acho que foi a gota d’água, quando discuti com um primo de terceiro grau por questões políticas, em 2014. Naquele momento, eu percebi que além de estar perdendo muito tempo vendo besteiras, eu estava também muito nervoso. Não acho que é assim que se discutem as coisas.”
Natural da capital, o paulistano mora há oito meses em uma zona rural do estado, com pouco sinal de telefone.
Ele mantém perfis ativos no Facebook e no Instagram para caso seus familiares queiram marcá-lo em algum post, mas mantém o celular sem aplicativos.
“Eu fico no WhatsApp porque dependo dele para trabalho e para ligar para as pessoas mesmo. Eu toco o meu negócio, mas deixo as redes sociais com quem entende”, afirma ele.
“Além disso, acho que as redes sociais não têm a ver com uma promoção do trabalho e mais com uma promoção do indivíduo. Eu gosto de ser um cara comum, não ter destaque, acho que minha decisão tem mais a ver com essa perspectiva. Não considero que eu saí da rede, porque nunca agreguei muito a ela”.
Lucas também acha que a filha, de 7 anos, mudou sua relação com a tecnologia. Ele opina que, certas vezes, a internet pode “roubar” o tempo de qualidade disponível.
“De redes sociais, eu tenho certeza que não bato uma hora por semana. Eu não tenho o que fazer nelas. Quando alguém me manda um link urgente no Instagram, abro pelo WhatsApp Web”, explica.
O paulistano afirma que não sofreu com a adaptação a uma rotina desconectada, já que os amigos aceitaram rápido a falta de Lucas para acompanhar as tendências das redes.
Em reuniões de marketing digital, ele conta com ajuda da equipe para “traduzir” o vocabulário das redes e se manter atualizado.
“Quando alguém comenta: ‘Você viu o post de não sei quem?’. Eu só falo que não vi, não preciso ficar: ‘não vi porque eu não tenho rede social’. Não virou uma bandeira, até porque sei da importância social das ferramentas, só não me toca individualmente.”
“A Mariana, minha esposa, tem que me avisar que fez um post e que ele teve não sei quantas curtidas. Aí eu pego o celular dela e vejo. Mas ela é uma profissional autônoma e usa a rede para caramba, por exemplo, tem um viés profissional, de divulgação.”
“Não evito as redes, elas realmente não me interessam”
Miguel Tescaro, 18, acabou de entrar na faculdade. Mas quem quiser encontrá-lo não pode contar com as redes: já faz pelo menos quatro anos que ele excluiu a única conta que tinha, no Instagram.
Ele é mais um dos “anti-influencers” que deixa claro não ter nada contra a internet, que usa desde criança para jogar videogame.
“Meus pais não gostavam tanto que eu e meu irmão, que tem a mesma idade que eu, ficássemos muito nas telas. Minha mãe restringia o uso a uma hora de manhã e uma de tarde ou à noite”, lembra.
Já na adolescência, o estudante decidiu criar uma página no Instagram, mas não conseguiu adaptar a personalidade low profile ao estilo de post da plataforma.
“Eu não sou muito de tirar foto, então apaguei depois de um ano e pouco. Pra mim, a utilidade social da Internet vem da comunicação direta ou exposição de ideias, não curto muito a cultura de celebridades, que é bem forte no Brasil”, afirma.
Assim como Lucas, o jovem mantém apenas o WhatsApp — e afirma que é o suficiente para as conversas mais rotineiras.
“Vira e mexe entro em um fórum para falar de algum interesse específico. Tento buscar algo e se não acho vou fazer outra coisa. Para mim não é questão de evitar, realmente não me interessa”
Apesar de não ser um usuário das redes, Miguel ainda passa algumas horas por dia conectado. Em dias de mais tempo livre, seu uso de telas chega a cinco horas.
Além de videogames, ele também é um fã do YouTube — apesar de preferir explorar os assuntos pessoalmente, em uma conversa com os amigos.
“Eu costumo ver vídeos sobre interesses que não compartilho com amigo algum. Em dias mais movimentados uso o celular entre uma hora e duas, só o tempo que fico no sofá, nada além disso”, completa.
“Fiz um retiro e cinco minutos depois excluí o Facebook”
Carol Reymunde, 31, viu sua vida mudar depois de um retiro de meditação, em 2013.
Na época, ela tinha migrado do Orkut para o Facebook e costumava usar a plataforma. Mas a imersão na experiência budista fez com que ela repensasse sua relação com a internet.
“Fiquei no retiro um mês e cinco minutos depois que eu saí, excluí a conta, pensando em toda a sustentação que a rede exige e que a gente se coloca de certa maneira. Nunca mais criei mais nada”, conta.
Carol chegou a ficar com medo de perder algumas das amizades que tinha, mas afirma que a situação a ajudou a rever algumas relações.
“Eu fiquei um pouquinho com esse sentimento, até porque eu tinha acabado de voltar de um intercâmbio. Mas também percebi que temos muitas relações pra sustentar, não é possível, mesmo com a internet. Então as mais consolidadas se mantiveram por WhatsApp.”
A jovem mora em um centro budista de Porto Alegre e se dedicou exclusivamente à organização por alguns anos.
Depois de mais um retiro, em 2019, ela deu uma outra virada e começou a trabalhar como terapeuta, contando com o “boca a boca” para conseguir clientes.
“Minhas amigas terapeutas, que também são autônomas, estranham, mas eu estou muito na expectativa de que não vou precisar criar redes, porque só o Whats já consome muito”
“Desconexão, só sem smartphone. Se eu pudesse escolher, eu nem usaria. É uma coisa que fui entendendo: não dá pra fazer tudo na vida. Como todas minhas amigas têm Instagram, eu fico sabendo das coisas do mesmo jeito. Não fico sem saber das notícias.”
Lançada em setembro de 2022, a Starlink já é líder isolada entre os provedores de banda larga fixa por satélite na região
Foto: Reprodução
De acordo com a Folha de São Paulo, a Amazônia se tornou o principal mercado no Brasil da Starlink, empresa de internet via satélite do bilionário sul-africano Elon Musk. Lançada na região em setembro de 2022, a Starlink já é líder isolada entre os provedores de banda larga fixa por satélite na Amazônia legal, com antenas instaladas em 90% municípios da região até julho deste ano, segundo um levantamento exclusivo da BBC News Brasil. A maior parte destes clientes estão em regiões de difícil acesso na Amazônia, onde não há infraestrutura tradicional de internet de banda larga.
A Folha aponta que em maio do ano passado, depois de apertar as mãos do então presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) em um resort de luxo no interior de São Paulo, o empresário disse que estava ‘superanimado para o lançamento da Starlink para 19 mil escolas desconectadas em áreas rurais e monitoramento ambiental da Amazônia’. No entanto, segundo o ministério da Educação e secretarias estaduais informaram, a promessa não saiu do papel.
Ainda segundo a Folha, dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) analisados pela BBC News Brasil revelam que a empresa já tem clientes privados em 697 dos 772 municípios da Amazônia legal (formada por Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão). A Starlink possibilita avanços importantes, como a possibilidade de uso de cartões de crédito e débito e Pix em cidades que não tinham internet de alta velocidade. Mas a expansão da tecnologia de Musk também impulsiona atividades ilegais, apontam autoridades brasileiras à BBC News Brasil.
“O Ibama informa que se tornou recorrente encontrar antenas Starlink nos garimpos”, afirmou o órgão à reportagem.
A Folha acrescenta que imagens obtidas com exclusividade pela BBC mostram antenas da empresa de Musk junto a armas, munição e ouro recolhidos em operações da Polícia Federal e do Ibama. O domínio da empresa na conexão de regiões isoladas levanta questões sobre segurança e soberania nacional, segundo especialistas brasileiros e estrangeiros ouvidos pela reportagem, especialmente depois da controvérsia recente sobre a dependência ucraniana de antenas da Starlink na guerra contra o Exército russo.
Entre todos os 124 municípios que formam a faixa de fronteira da Amazônia legal com outros países, de acordo com o levantamento feito pela Folha de São Paulo, apenas um não possuía antenas Starlink até o mês de julho. Procurada diversas vezes, a empresa liderada por Elon Musk não respondeu a pedidos de comentários da BBC News Brasil sobre sua rápida expansão no Brasil, a promessa de internet em escolas, e o uso de sua tecnologia para atividades criminosas na floresta.
OWhatsAppestá testando uma função em que asmensagens de vozsó poderão ser reproduzidas uma vez, segundo informações do site especializadoWABetaInfo. Pois é, a reprodução/visualização única, disponível para imagens e vídeos, agora também funcionará para áudios.
O recurso já está disponível em formato teste para os sistemas Android e iOS (iPhone).
Anova ferramentaacabou esboçada pela primeira vez nos códigos do WhatsApp Beta em uma atualização liberada em março.
Esta funcionalidade permite gravar notas de áudio para serem ouvidas uma única vez, o que potencialmente aumenta a segurança dos usuários da plataforma.
Durante a gravação da mensagem, um novo ícone identificando o recurso aparece para indicar esta opção.
Como vai funcionar o recurso?
Ao tocar no ícone indicado, a mensagem de áudio será enviada no modo de reprodução única ao contato selecionado.
Desta forma, o destinatário só poderá ouvir a mensagem apenas uma vez e não terá mais a chance de salvar, encaminhar, exportar e denunciar a mensagem de voz após a reprodução.
Além disso, depois de enviada, o remetente também não poderá ouvir a mensagem novamente. O recurso pedirá um cuidado extra na utilização.
Créditos: Reprodução/WABetaInfo
Captura de tela de como o recurso funcionará
Quais os benefícios da nova funcionalidade?
Segundo a intenção de seus criadores, essa nova ferramenta trará uma camada adicional de privacidade para informações sensíveis compartilhadas através da plataforma.
Com a ativação da reprodução única, o usuário minimiza a possibilidade de acessos não autorizados as suas notas de voz.
Além disso, a impossibilidade de salvar nativamente e encaminhar a mensagem oferece um controle maior sobre os compartilhamentos dos usuários.
Quando a atualização chegará para todos os usuários?
Até o momento, a funcionalidade só está disponível em versão de teste no WhatsApp Beta para Android 2.23.22.4 e no WhatsApp Beta para iOS 23.21.1.73.
Por enquanto, não há uma data prevista para a disponibilização do recurso na versão estável do WhatsApp para todos os usuários.