Descoberta reforça hipótese de ambiente habitável no passado do planeta
Com as novas descobertas, o total de compostos orgânicos identificados em Marte chega a dezenas | Foto: Foto: NASA/JPL-Caltech
O rover Curiosity, da Nasa, identificou novos compostos orgânicos em Marte. Cientistas investigam se o planeta já reuniu condições para abrigar vida.
O equipamento detectou entre cinco e sete compostos orgânicos em rochas formadas no leito seco de um lago próximo ao equador marciano. Pesquisadores não haviam registrado esse tipo de material anteriormente nessas formações.
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Pesquisadora afirmou que descobertas não comprovam existência de vida em Marte | Foto: Divulgação/Nasa
O experimento também encontrou outro composto com estrutura semelhante à de precursores do DNA, molécula responsável por armazenar informações genéticas em organismos vivos.
Evidências ampliam debate sobre vida no Planeta Vermelho
Com as novas descobertas, o total de compostos orgânicos identificados em Marte chega a dezenas. Os cientistas ressaltam, no entanto, que esses materiais podem ter origem em processos não biológicos.
A equipe estima que a rocha analisada tenha ao menos 3,5 bilhões de anos.
Em em entrevista para revista Nature Communications, a astrobióloga Amy Williams afirmou que os dados não comprovam a existência de vida no planeta. Segundo ela, as evidências indicam que Marte reuniu condições habitáveis no período em que a vida surgiu na Terra.
A confirmação de vida passada exigiria o envio de amostras para análise em laboratório terrestre.
O Curiosity pousou na cratera Gale em 2012. Em 2020, o rover realizou a coleta na região de Glen Torridon, área com alta concentração de minerais argilosos, indicativo da presença de água no passado.
O equipamento perfurou uma rocha no ponto chamado “Mary Anning” e armazenou o material em um recipiente com substância química capaz de decompor compostos orgânicos complexos em fragmentos menores. O instrumento SAM (sigla em inglês para Análise de Amostras de Marte) realizou a análise.
Cápsula Orion conclui fase crítica da missão e restabelece comunicação com a Terra depois de passagem pelo lado oculto lunar
Tripulação da missão Artemis II | Imagem: Nasa/Reprodução
Os quatro astronautas da missão Artemis II, da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa), alcançaram, na segunda-feira, 6, a maior distância já percorrida por seres humanos no espaço, ao realizarem um sobrevoo pelo lado oculto da Lua.
A bordo da cápsula Orion, os astronautas viajaram a aproximadamente 402 mil quilômetros da Terra — superando o recorde anterior estabelecido em 1970 pela missão Apollo 13. A passagem, de cerca de seis horas, permitiu a observação direta de fenômenos inéditos, como flashes de impacto provocados por meteoros atingindo a superfície lunar.
Durante o sobrevoo, a nave chegou a cerca de 6,5 mil quilômetros da superfície lunar, em uma trajetória que marcou o primeiro voo tripulado nas proximidades da Lua desde o programa Apollo, encerrado há mais de meio século. A missão foi considerada um ensaio geral para futuras viagens com pouso.
Astronautas da Artemis II observam a Terra | Foto: Divulgação/Nasa
Entre os registros, destacam-se os flashes de impacto observados na face oculta da Lua, fenômeno descrito como faíscas luminosas semelhantes às relatadas por astronautas das missões Apollo. Cientistas reunidos no Johnson Space Center acompanharam os eventos em tempo real.
A tripulação é composta pelos astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen. Na fase mais distante da missão, eles atingiram 252.756 milhas — cerca de 406,7 mil quilômetros — da Terra, um novo marco na exploração espacial tripulada.
Durante a travessia, os astronautas também observaram regiões da Lua nunca vistas diretamente por humanos e registraram imagens raras do planeta Terra surgindo e desaparecendo no horizonte lunar. O efeito visual é inverso ao que é normalmente observado da Terra.
A Artemis II serve como ensaio geral para a missão Artemis III, que planeja o pouso na superfície lunar | Foto: Divulgação/ Nasa
A missão incluiu ainda momentos simbólicos. Os tripulantes sugeriram nomes provisórios para crateras ainda não catalogadas, incluindo uma homenagem à mulher falecida de Wiseman. Em outro momento, receberam uma mensagem gravada de Jim Lovell, veterano das missões Apollo 8 e Apollo 13, que desejou sucesso à equipe.
Durante o sobrevoo pelo lado oculto, a comunicação com a Terra foi interrompida por cerca de 40 minutos, devido à ausência de contato com a rede de antenas de espaço profundo da Nasa. Diante do restabelecimento do sinal, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou a tripulação, destacando o caráter histórico da missão.
Missão Artemis pretende estabelecer presença permanente na Lua
A Artemis II faz parte do programa Artemis, sucessor do Apollo, que tem como meta levar astronautas novamente à superfície lunar até o fim da década e estabelecer uma presença permanente no satélite natural, com vistas a futuras missões tripuladas a Marte.
A Nasa iniciou, na noite desta quarta-feira (1), a missão Artemis II, que marca a retomada das viagens tripuladas rumo à Lua após mais de meio século. A cápsula Orion foi lançada pelo foguete Space Launch System (SLS), o mais potente da agência, levando a bordo quatro tripulantes. O grupo deve realizar um sobrevoo pelo satélite natural, o que não inclui pouso na superfície lunar.
A missão terá duração de aproximadamente dez dias. O plano de voo consiste em contornar o lado oculto da Lua e retornar à Terra utilizando uma trajetória de retorno livre, que aproveita a força da gravidade para guiar a cápsula de volta com o mínimo de propulsão. Durante o trajeto, os astronautas testarão sistemas críticos de suporte de vida, navegação e comunicação.
Esta etapa é considerada fundamental para validar a segurança e a tecnologia da cápsula Orion antes de futuras missões de descida ao solo lunar. Com o sucesso deste voo, a Nasa pretende viabilizar a Artemis III, projeto que planeja levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à superfície da Lua. Esta etapa está prevista para setembro.
A tripulação é composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen. Até o momento, a viagem representa o maior afastamento da Terra realizado por seres humanos desde o encerramento do programa Apollo, na década de 1970.
A decolagem ocorre após uma série de adiamentos técnicos. Caso o cronograma seja cumprido sem intercorrências, a tripulação deve retornar ao planeta após completar os testes de controle manual e resistência dos sistemas essenciais. A Artemis II consolida o segundo passo do cronograma atual da agência para estabelecer uma presença humana sustentável no espaço.
Agência espacial americana muda estratégia e concentra esforços em erguer estrutura diretamente no solo lunar
Nasa muda planos para instalçoes na Lua | Foto: Reprodução/Wikipedia
A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço(Nasa) anunciou, nesta terça-feira, 24, que cancelou os planos de implantar um estação espacial na orbita lunar. O plano agora é utilizar seus componentes para construir uma base de US$ 20 bilhões na superfície da Lua, enquanto também planeja enviar uma espaçonave movida a energia nuclear para Marte.
O novo chefe da agência espacial dos Estados Unidos, Jared Isaacman, foi quem emitiu o comunicado. O presidente Donald Trump o indicou, e ele tomou posse do cargo em dezembro.
Nova base na Lua
De acordo com Isaacman, a meta agora é produzir uma infraestrutura que suporte operações sustentadas na superfície lunar.
A estaçãoLunar Gateway, em grande parte já construída, foi projetada para ser uma estação espacial estacionada na órbita da Lua. Ela é o resultado de trabalhos Northrop Grumman e Vantor, antiga Maxar.
Conceito artístico da fase 3 da base da Nasa na Lua | Foto: Nasa
Reaproveitar a nave para uma base na superfície lunar não é simples, mas o dirigente está otimista. “Apesar de alguns dos desafios reais de hardware e cronograma, podemos reutilizar equipamentos e compromissos de parceiros internacionais para apoiar a superfície e outros objetivos do programa”, disse Isaacman.
O Japão, o Canadá e a Agência Espacial Europeia concordaram fornecer componentes para a estação orbital e agora encaram um futuro incerto.
Os planos para a base lunar incluíam o objetivo de enviar mais módulos de pouso robóticos, implantar uma frota de drones e lançar as bases para o uso de energia nuclear na superfície lunar nos próximos anos.
A Nasa também divulgou planos para uma missão com uma espaçonave nuclear para Marte antes do fim de 2028. Segundo a agência, o objetivo é demonstrar a propulsão nuclear elétrica avançada no espaço profundo. Ao chegar ao planeta vizinho, a espaço-nave lançará helicópteros para explorar Marte.
Programa Artemis
Ainda nesta terça-feira, Isaacman delineou, na abertura de um evento na sede da Nasa, em Washington, uma série de mudanças que está fazendo no principal programa lunar da agência, o Artemis. As alterações reformulam contratos no valor de bilhões de dólares.
Artemis tem como peça central o seu programa de pouso lunar tripulado, com a SpaceX de Elon Musk e a Blue Origin de Jeff Bezos competindo para desenvolver módulos de pouso para a Nasa. As duas empresas estão atrasadas em relação ao cronograma.
Iniciado em 2017, durante o primeiro mandato de Trump, o projeto prevê missões lunares regulares. Artemis mantém viva a esperança de uma continuação das primeiras missões da Nasa à Lua no Programa Apollo, que terminou em 1972.
Três milhões são vítimas de abuso nos meios digitais, diz Unicef
Violência sexual na internet atinge 1 em cada 5 adolescentes no Brasil (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay
Um em cada cinco adolescentes brasileiros foi vítima de alguma forma de violência sexual em meios digitais. Isso representa cerca de três milhões de pessoas, que passaram por alguma das situações investigadas pelo menos uma vez em um período de um ano, quando tinham entre 12 e 17 anos de idade.
O dado alarmante é do relatório Disrupting Harm in Brazil: Enfrentando a violência sexual contra crianças facilitada pela tecnologia, lançado nesta quarta-feira (4) pelo Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef), em parceria com a organização internacional ECPAT e a Interpol, e financiado pela Safe Online.
A pesquisa questionou famílias de todo o Brasil a respeito de experiências de abuso e exploração sexual “facilitados” por tecnologias digitais. Isso compreende diversas situações em que os meios digitais são usados para aliciar, extorquir, produzir, armazenar ou disseminar material de abuso, ocorridas totalmente no ambiente virtual, ou de forma presencial, combinada com o uso da internet.
Em 66% dos relatos, a violência ocorreu apenas em meios digitais, principalmente via redes sociais, aplicativos de mensagens ou plataformas de jogos online. O Instagram e o WhatsApp aparecem como as ferramentas mais utilizadas pelos abusadores para abordar as vítimas. A especialista em Proteção Contra as Violências do Unicef no Brasil, Luiza Teixeira, explicou o percurso mais comum desses casos.
– Muitas vezes, agressores buscam as vítimas em plataformas que permitem perfis abertos ou públicos. Depois de fazer contato, criar conexão com a vítima e estabelecer uma relação de confiança – falou a especialista.
Depois de conseguir a relação de confiança, os agressores acabam migrando para plataformas de conversa fechadas, onde conseguem ter mais segurança para realizar o abuso ou exploração.”
A violência mais recorrente, relatada por 14% dos entrevistados, foi a exposição a conteúdo sexual não solicitado. De acordo com o relatório, essa é uma estratégia usada pelos abusadores para gradualmente habituar a vítima a conteúdo sexual, e facilitar o escalonamento dos abusos. Além disso:
– 9% dos adolescentes receberam pedidos para compartilhar imagens de suas partes íntimas. – 5% receberam ofertas de dinheiro ou presentes em troca de imagens íntimas – 4% sofreram ameaças de divulgação de conteúdos íntimo – 4% receberam propostas de conversas de cunho sexual – 3% tiveram imagens íntimas compartilhadas sem consentimento – 3% receberam ofertas de dinheiro ou presentes em troca de encontros sexuais – 3% tiveram imagens manipuladas com uso de inteligência artificial para a criação de conteúdo sexual falso – 2% foram ameaçados ou chantageados para realizar atos sexuais
A pesquisa também identificou que em quase metade dos casos (49%), a violência foi cometida por alguém conhecido da vítima, principalmente amigos, membros da família e namorados ou pretendentes. Considerando apenas esses casos, 52% das vítimas receberam o primeiro contato do agressor por meio online, mas 27% foram abordadas antes na escola e 11% em suas próprias casas.
O levantamento também mostra que um terço dos adolescentes que sofreram alguma violência não contaram sobre o ocorrido para ninguém, principalmente por não saberem onde buscar ajuda ou a quem poderiam recorrer. As outras principais razões apontadas para o silêncio foram os sentimentos de constrangimento e vergonha, e o receio de não serem credibilizadas, além do medo diante das ameaças feitas pelo agressor.
Para Luiza Teixeira, esses dados reforçam que o acolhimento constante é essencial nessa fase da vida.
– A gente vê aí a sensação de que se ela contar, ninguém vai acreditar, ninguém vai dar importância. E estamos falando de pessoas em condição peculiar de desenvolvimento, que quando deparadas com esse tipo de violência sofrem um impacto muito profundo – avalia.
A falta de informação também aparece nos relatos: 15% das vítimas disseram desconhecer que essas situações configuram crime e 12% achavam que o ocorrido não foi “grave o suficiente” para ser denunciada, o que para a especialista do Unicef mostram a “naturalização” e a “banalização” da violência online.
Por outro lado, entre aqueles que contaram sobre a violência, a maior parte (24%) preferiu recorrer a um amigo e apenas 12% procurou a mãe ou outra mulher que ocupa função de cuidadora e 9% revelaram ao pai, ou algum homem em papel semelhante.
– Se as crianças sofrem esse tipo de violência e não comunicam, fica muito difícil ter uma visão real da incidência desse tipo de caso no país, buscar apoio para as vítimas e responsabilizar os agressores – disse.
Segundo Luiza Teixeira, a prevenção e a resposta para esse tipo de violência dependem das crianças conversarem, contarem, e das famílias também acolherem essas vítimas.
A pesquisa mostrou ainda como os adolescentes estão vulneráveis na rede. O acesso aos meios digitais é praticamente universal entre os entrevistados e 45% podem utilizar a Internet sempre, enquanto 12% são restringidos pelos pais e 14% pelos professores. Com esse uso intenso, 37% dos adolescentes acabaram sendo expostos a conteúdo sexual de forma acidental, principalmente em posts nas redes sociais e propagandas.
Empresa diz que desativou contas de usuários envolvidos e salientou que novas medidas para combater violações foram implementadas
O Spotify desativou as contas de um grupo de hackers ativistas que alegavam ter “copiado” milhões de arquivos de música e metadados do serviço de streaming.
Em uma publicação de blog, o grupo Anna’s Archives disse que copiou 86 milhões de músicas do Spotify e os metadados de 256 milhões de músicas — um processo conhecido como “scraping”— para criar um “arquivo de conservação” aberto para músicas.
Em nota, a empresa afirmou que “identificou e desativou as contas de usuários maliciosos envolvidos no ‘scraping’ ilegal”. Além disso, salientou que novas medidas para combater violações foram implementadas: “Implementamos novas medidas de segurança para combater esses tipos de ataques de violação de direitos autorais e estamos monitorando ativamente qualquer atividade suspeita”, acrescentou em comunicado enviado à AFP.
Uma importante ferramenta tecnológica, o Amber Alert tem a população como principal aliada da Polícia Civil para a localização de crianças desaparecidas. Neste mês de outubro, o Departamento de Inteligência Policial (DIP), por meio do Laboratório de Inteligência Cibernética (Ciber-Lab), reforça o convite para que todas as pessoas ajudem a trazer uma criança de volta para sua família. A população pode ligar para o 181 do Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e repassar informações do paradeiro.
Os casos de desaparecimento ocorridos no prazo máximo de até 72 horas são registrados nas delegacias especializadas e territoriais. Em seguida, o Amber Alert dispara avisos contendo informações de crianças ou adolescentes desaparecidos e em situação de risco iminente de lesão corporal grave ou morte. A ferramenta completou um ano no dia 8 de outubro, e os quatro casos reportados tiveram sucesso, as crianças foram localizadas.
Os informes são repassados pelas redes sociais Facebook e Instagram, por meio do feed (publicações sugeridas), para as pessoas com perfis nessas plataformas digitais, num raio aproximado de 160 km de distância do local onde o desaparecido foi visto pela última vez. A inclusão do cadastro do desaparecimento é feita pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que recebe a solicitação do Ciber-Lab do DIP, após informações registradas em delegacias.
Golpistas usam gravações curtas para validar números e criar fraudes sofisticadas
Foto: Ilustrativa/Shutterstock
Chamadas telefônicas que terminam em silêncio podem parecer inofensivas, mas especialistas alertam que elas fazem parte de um esquema conhecido como “golpe da voz”, uma tática usada por cibercriminosos para identificar números ativos, coletar amostras de voz e aplicar fraudes com inteligência artificial.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, o golpe começa com uma ligação de número desconhecido. Ao atender e dizer algo como “alô?”, o som é gravado para confirmar que a linha está ativa e pertence a uma pessoa real. Essas informações são vendidas em bancos de dados clandestinos e podem servir de base para golpes mais elaborados, como phishing, roubo de identidade e até clonagem de voz por IA.
Com apenas alguns segundos de áudio, criminosos conseguem treinar sistemas de inteligência artificial para recriar a voz da vítima, imitando tom, ritmo e até expressões emocionais. Assim, passam a ligar para familiares ou bancos, simulando pedidos de ajuda ou autorizações financeiras falsas.
Como se proteger?
Autoridades recomendam medidas simples, mas eficazes, como evitar atender números desconhecidos. Se atender e ninguém responder, desligue imediatamente. Outra dica é não dizer “sim” nem confirmar dados pessoais. Essas respostas podem ser gravadas e usadas de forma fraudulenta.
Você pode também ativar o bloqueio de chamadas desconhecidas no celular, além de nunca fornecer informações bancárias ou senhas por telefone.
Criar uma palavra-chave com familiares, para confirmar a identidade em situações suspeitas, também pode ser uma alternativa. E o mais importante é denunciar números fraudulentos às operadoras e à polícia.
É essencial adotar boas práticas de proteção digital
Com o avanço da tecnologia, realizar operações bancárias se tornou mais fácil e acessível. Hoje, muita gente opta por utilizar o internet bankingpara pagar contas, transferir valores, consultar saldos e acessar diversos serviços diretamente do computador ou do celular. Essa praticidade, no entanto, também exige atenção redobrada com a segurança das informações e dos dados pessoais.
Para aproveitar os benefícios do internet banking com tranquilidade, é essencial adotar boas práticas de proteção digital. Mesmo que as instituições financeiras invistam constantemente em sistemas robustos e protocolos de criptografia, o cuidado do usuário faz toda a diferença para evitar riscos e fraudes.
Neste artigo, reunimos uma série de dicas práticas e acessíveis para que você possa utilizar o internet banking com confiança, minimizando vulnerabilidades e mantendo seus dados protegidos.
Entendendo os riscos mais comuns Antes de falarmos das soluções, é importante compreender os principais tipos de ameaça que podem afetar o uso do internet banking:
Phishing: golpes que tentam enganar o usuário para obter senhas e dados bancários, geralmente por e-mail, SMS ou mensagens falsas.
Malwares e vírus: programas maliciosos que se instalam no computador ou celular e monitoram suas atividades, capturando dados confidenciais.
Redes Wi-Fi inseguras: conexões públicas ou desprotegidas que podem ser exploradas por hackers para interceptar suas informações.
Roubo de dispositivos: quando o aparelho que contém o acesso ao internet banking é perdido ou roubado, podendo expor dados importantes se não estiver protegido adequadamente.
Com esses riscos em mente, vamos às dicas que podem ajudar você a manter sua segurança digital.
Use dispositivos confiáveis e atualizados A primeira linha de defesa começa pelo seu próprio equipamento. Seja no computador, notebook, tablet ou celular, é fundamental que o sistema operacional e os aplicativos estejam atualizados com as últimas versões disponíveis. As atualizações não servem apenas para melhorar o desempenho, mas também para corrigir falhas de segurança identificadas.
Além disso, evite acessar sua conta bancária em computadores públicos, lan houses ou dispositivos compartilhados. Em equipamentos que não são seus, é mais difícil garantir que não haja softwares maliciosos instalados.
Instale um bom antivírus Programas antivírus são essenciais para bloquear tentativas de invasão, identificar arquivos suspeitos e proteger sua navegação online. Existem diversas opções no mercado, tanto gratuitas quanto pagas, e muitas oferecem recursos específicos para transações bancárias.
Ativar a proteção em tempo real e manter o antivírus sempre atualizado reduz bastante as chances de contaminação por malware, trojans e outros tipos de vírus que podem comprometer suas operações financeiras.
Evite clicar em links suspeitos Um dos golpes mais comuns relacionados ao internet banking envolve mensagens falsas que imitam o visual de bancos ou instituições conhecidas. Esses e-mails ou SMS geralmente contêm links que direcionam para páginas falsas, com o objetivo de roubar suas credenciais.
Para se proteger, nunca clique em links enviados por remetentes desconhecidos ou duvidosos. Sempre que precisar acessar o site do seu banco, digite o endereço diretamente no navegador ou use o aplicativo oficial.
Desconfie também de mensagens que pedem “verificação de segurança”, “atualização de cadastro” ou “liberação de acesso urgente”. Bancos não solicitam esse tipo de ação por e-mail ou mensagem de texto.
Ative a verificação em duas etapas A verificação em duas etapas (ou autenticação de dois fatores) é uma camada extra de segurança que ajuda a proteger sua conta mesmo que sua senha seja descoberta. Com esse recurso ativado, o acesso ao internet banking só é liberado após a confirmação de um código enviado por SMS, e-mail ou aplicativo autenticador.
Quase todos os bancos oferecem essa funcionalidade, que pode ser habilitada nas configurações de segurança do seu perfil. Vale muito a pena ativar esse recurso, pois dificulta bastante o acesso não autorizado.
Mantenha senhas seguras e evite repetições Usar senhas fortes e únicas é uma das práticas mais eficazes para proteger suas informações. Evite usar combinações óbvias, como datas de nascimento, nomes próprios ou sequências simples como “123456”.
Prefira senhas com letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos. Outra recomendação importante é não repetir a mesma senha em diferentes serviços. Se possível, utilize um gerenciador de senhas para armazenar e organizar suas credenciais com segurança.
Trocar a senha periodicamente também é uma boa prática, especialmente se você suspeitar de alguma atividade incomum em sua conta.
Acesse apenas sites seguros Sempre que for usar o internet banking pelo navegador, verifique se o endereço do site começa com “https://” e se há um cadeado ao lado da barra de endereço. Esses elementos indicam que a conexão é segura e que os dados trocados entre você e o site estão criptografados.
Sites que não apresentam esses sinais devem ser evitados, pois podem representar riscos à segurança de suas informações.
Desconecte-se corretamente após o uso Muita gente se esquece desse detalhe, mas é fundamental encerrar a sessão do internet banking assim que terminar de usar. Fechar apenas a aba ou o navegador pode não ser suficiente em alguns casos.
Ao clicar em “Sair” ou “Encerrar sessão”, você garante que sua conta será bloqueada automaticamente, mesmo que alguém tente acessar o dispositivo logo em seguida.
Evite o uso do internet banking em redes Wi-Fi públicas Cafeterias, shoppings, aeroportos e outros locais públicos costumam oferecer redes Wi-Fi gratuitas. Apesar de convenientes, essas conexões não são seguras e podem ser facilmente interceptadas por terceiros.
Para garantir sua privacidade, evite acessar sua conta bancária em redes públicas. Se for absolutamente necessário, utilize uma rede VPN confiável, que cria um canal criptografado entre você e a internet.
Ative notificações de movimentação Outra forma de acompanhar a segurança da sua conta é ativar as notificações de movimentação por SMS ou pelo aplicativo. Dessa forma, você será alertado sempre que uma transação for realizada, podendo identificar rapidamente qualquer atividade suspeita.
Além disso, acompanhar as movimentações com frequência ajuda a manter o controle sobre sua conta e identificar possíveis irregularidades.
Cuide da segurança física do seu dispositivo Nem sempre as ameaças vêm da internet. O furto ou perda de um celular, por exemplo, pode dar acesso direto à sua conta bancária, especialmente se o aplicativo do banco estiver aberto ou salvo com senha automática.
Para evitar esse tipo de situação: – Use bloqueio de tela com senha, digital ou reconhecimento facial; – Não salve senhas automaticamente em navegadores ou apps; – Ative a função de rastreamento e bloqueio remoto do celular.
Com esses cuidados simples, você aumenta significativamente a proteção dos seus dados mesmo em caso de perda do aparelho.
Fique atento a atualizações do banco Os bancos estão sempre atualizando suas plataformas para oferecer mais funcionalidades e segurança aos usuários. Fique atento às comunicações oficiais por canais verificados e mantenha o aplicativo sempre atualizado na loja oficial do seu sistema (App Store ou Google Play).
Ao manter o app atualizado, você garante acesso aos recursos de proteção mais recentes e reduz vulnerabilidades exploradas por versões antigas.
Utilizar o internet banking de forma segura é totalmente possível com alguns hábitos simples e eficazes. Com atenção aos detalhes, boas práticas digitais e o uso de ferramentas de proteção, é possível aproveitar toda a praticidade desse serviço sem abrir mão da segurança. Afinal, cuidar dos dados é tão importante quanto cuidar do próprio dinheiro.
A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) informou ao Congresso Nacional que abriu a fase de testes de um novo aplicativo de mensagens instantâneas para uso interno do governo federal, em substituição a plataformas como o WhatsApp e o Telegram. A novidade foi dada pelo diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, à Comissão de Controle de Atividade de Inteligência do Congresso Nacional. As informações são da Folha de S.Paulo.
Durante o governo Bolsonaro, a Abin suspendeu o uso de um aplicativo de mensagens próprio (batizado de Athena) e escanteou o sistema oficial para distribuição de alertas e relatórios de inteligência, argumentando a necessidade de agilizar a comunicação dentro do governo. Mas o uso do aplicativo da Meta para envio de informes de inteligência provocou um curto-circuito na Abin em 8 de janeiro de 2023. Informes de inteligência que apontavam o risco de ataque às sedes dos três Poderes foram enviados em grupos de mensagens ou diretamente a autoridades por meio do aplicativo.
Autoridades envolvidas no desenvolvimento do novo aplicativo afirmam que inicialmente o aplicativo seria usado apenas pelos integrantes do Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência), rede que reúne diferentes órgãos públicos para troca de informações de inteligência. Hoje, porém, a ideia é fornecer o app para toda a administração pública federal.