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O dia D de vacinação contra gripe Influenza e Covid será nesta quinta (11) e sexta (12), em Feira de Santana. Nestes dois dias, a vacinação será promovida em todas as salas de vacina. De maneira excepcional, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) vão funcionar em horário especial de 8h às 19h, sem intervalos.  

Na sexta-feira, mais dois pontos vão ampliar oferta da vacina no centro da cidade. A aplicação acontece no Mercado de Arte Popular e no estacionamento da Prefeitura, da 8h às 12h.

À noite, os feirenses podem contar com as Unidades de Saúde da Família (USFs), vinculadas ao Programa Saúde na Hora, que possuem salas de vacina com funcionamento ampliado de 8h às 20h30. São elas: Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha.

OUTRAS VACINAS 

Durante os dois dias, os menores de 14 anos poderão atualizar a caderneta vacinal com as doses de rotina nas UBSs e USFs. Vale destacar que o imunizante contra gripe está liberado para toda a população acima dos seis meses de idade. Já o reforço contra Covid com a bivalente está disponível para todos os maiores de 18 anos ou as pessoas a partir de 12 anos que fazem parte dos grupos prioritários.

Para receber as doses, o interessado deve apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável.

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Um estudo da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, descobriu que adolescentes que usam maconha para fins recreativos têm de duas a quatro vezes mais risco de desenvolver distúrbios psiquiátricos, como depressão e tendências suicidas, do que os jovens que não usam a droga. De acordo com os autores, essa é a primeira pesquisa a identificar que o uso não abusivo de cannabis tem claras associações adversas e prejudiciais para adolescentes.

Publicado recentemente no JAMA Network Open, o trabalho descobriu que o uso casual de cannabis coloca os adolescentes em risco de problemas de comportamento, incluindo baixo desempenho acadêmico, evasão escolar e problemas com a lei, o que pode ter consequências negativas de longo prazo que podem manter os jovens de desenvolver todo o seu potencial na idade adulta.

“Existem percepções entre jovens, pais e educadores de que o uso casual de cannabis é benigno. Ficamos surpresos ao ver que o uso de cannabis tinha associações tão fortes com a saúde mental adversa e os resultados de vida de adolescentes que não atendiam aos critérios para ter uma condição de abuso de substâncias”, disse o médico Ryan Sultan, professor assistente de psiquiatria clínica no Departamento de Psiquiatria da Columbia e principal autor do estudo, em comunicado.

10% dos jovens usam maconha casualmente

Os pesquisadores analisaram as respostas de aproximadamente 70 mil adolescentes com idade entre 12 e 17 anos, que participaram da Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde, que coleta, anualmente, dados sobre tabaco, álcool, drogas ilícitas e saúde mental.

Os resultados mostraram que 1 em cada 10 adolescentes eram usuários casuais de cannabis e aproximadamente 1 em 40 preencheram os critérios para dependência de maconha. Para ser considerado viciado, um indivíduo deve atender a pelo menos dois de 11 critérios, que incluem incapacidade de reduzir o consumo, desejos constantes pela droga e problemas sociais e de relacionamento.

Além disso, os usuários casuais da droga tinham uma probabilidade de 2 a 2,5 vezes maior de ter resultados adversos de saúde mental e problemas comportamentais, em comparação com os adolescentes que não usavam cannabis. Já os jovens que atendiam os critérios para vício tiveram 3,5 a 4,5 vezes mais chances de ter esses problemas.

“Ter depressão ou tendência suicida pode levar os adolescentes a usar maconha como forma de aliviar seu sofrimento. Ao mesmo tempo, o uso de cannabis provavelmente piora os sintomas depressivos e suicidas”, pontuou a médica Frances R Levin, MD, professora de psiquiatria na Universidade Columbia e autora sênior do estudo.

Impacto da maconha no cérebro adolescente

O uso de maconha na adolescência está associado à dificuldade de raciocínio, resolução de problemas e memória reduzida, bem como ao risco de dependência de longo prazo. Diversos estudos mostram que a cannabis pode alterar o desenvolvimento do córtex cerebral, o centro de raciocínio e função executiva do cérebro, representando um risco particularmente alto nessa faixa etária, quando o cérebro ainda não amadureceu.

“Expor cérebros em desenvolvimento a substâncias formadoras de dependência parece preparar o cérebro para ser mais suscetível a desenvolver outras formas de vício mais tarde na vida”, alertou Levin.

Os resultados do novo estudo levantam questões sobre a necessidade de reavaliar os critérios usados para estabelecer um diagnóstico de um transtorno por uso de substâncias para jovens.

Crescente legalização da cannabis

Para os pesquisadores, as descobertas são particularmente preocupantes, dada a popularidade da cannabis e a ampliação da legalização do uso recreativo da droga. Entre adolescentes, o uso de maconha é ilegal mesmo em estados onde a cannabis é legalizada, mas isso não os impede de ter acesso a ela.

O próximo passo da equipe é avaliar se o uso casual de nicotina e álcool por adolescentes também demonstra efeitos adversos e prejudiciais na função cerebral, saúde mental e dependência de longo prazo.

Créditos: O Globo


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Somente no mês de abril, Feira de Santana registrou 40 casos de Influenza, sendo 17 correspondentes ao tipo A e 23 ao B. Já no mês de março, apenas 11 foram contabilizados, sendo 1 referente ao tipo A e 10 ao B. O crescimento, de acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde, foi de 263%.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, explica que o tipo B é o mais comum entre a população feirense. Dos 60 casos de gripe confirmados de janeiro até abril deste ano, 19 estão relacionados ao vírus A e 41 ao B.

“A influenza A e B têm um quadro clínico muito parecido, com sintomas semelhantes que costumam aparecer entre o primeiro e o quarto dia da infecção. Febre, calafrios, tosse, dor de garganta e coriza são as queixas mais comuns”, explicou Carlita.

A coordenadora ainda destaca que a infecção pode ser prevenida através da vacina. Por ora, o imunizante é destinado apenas aos grupos prioritários, por serem considerados os mais vulneráveis. Para receber a dose, a pessoa que se enquadra dentro dos critérios deve procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira, e apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. 

Quem pode tomar a vacina contra gripe?

Idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, crianças a partir de seis meses até os cinco anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, professores, pessoas com comorbidades, os trabalhadores do transporte coletivo, portuários, os que atuam nas forças de segurança e salvamento, forças armadas, agentes penitenciários, população privada de liberdade e adolescentes ou jovens em medidas socioeducativas.

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A partir desta segunda-feira (08), a vacina contra gripe Influenza está liberada para toda a população feirense acima dos seis meses de idade. O imunizante segue disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USF).

Para receber a dose, o interessado deve apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável.

O reforço tem como objetivo reduzir as complicações, internações e os óbitos decorrentes da infecção pelo vírus da Influenza. Até o momento, 23.617 pessoas já foram imunizadas contra a doença.

Quem trabalha durante o dia ou não tem disponibilidade para ir no horário comercial, pode ser vacinado à noite nas seis USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30.Confira o endereço das USFs- Saúde na Hora:USF Campo Limpo I, V e VI: Rua Hosita Serafim, S/N, bairro Campo Limpo.USF Liberdade I, II e III: Rua El Salvador, S/N, bairro Feira VII.USF Queimadinha I, II e III: Rua Pernambuco, S/N, bairro Queimadinha.USF Parque Ipê I, II e III: Rua Ilha do Retiro, S/N, bairro Parque Ipê.USF Videiras I, II e III: Rua Iguatemi, S/N, bairro Mangabeira.USF Rua Nova II, III e Barroquinha: Rua Juvêncio Erudilho, 35, bairro Rua Nova.

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“Hormônio do Sono”: Venda de Melatonina mais que duplica em 2023

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A busca por uma boa noite de sono tem feito muitos brasileiros aderirem ao uso de melatonina, um hormônio produzido pelo cérebro que é responsável por regular e estimular o sono ao final do dia. Em 2022 foram comercializadas mais de 3,6 milhões de unidades do suplemento, que passou a ser vendido sem receita médica em outubro de 2021, após aprovação da Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa.

Um levantamento realizado pela Sindusfarma a pedido do SBT News revelou que as vendas de melatonina saltaram de 529,4 mil unidades entre janeiro e março de 2022 para 1,34 milhões no mesmo período de 2023, um aumento de 153,3%. A projeção é que este ano sejam comercializadas mais de 5 milhões de caixas do suplemento.

Os números são reflexo de um problema que preocupa a comunidade médica. Isso porque o uso inadequado e indiscriminado de melatonina, no longo prazo, pode causar declínio cognitivo grave, problemas psiquiátricos e pânico. O neurologista do Hospital Albert Einstein, Wanderley Cerqueira, explica que o hormônio é importante na regulação do sono e, consequentemente, na consolidação da nossa memória recente e antiga, porém não pode ser usado indiscriminadamente como “remédio para dormir”.

Atualmente, mais de 70 milhões de brasileiros sofrem com problemas no sono, o que inclui a insônia, segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). “Por conta do estresse, ansiedade, o uso de telas e substâncias psicoestimulantes, dentre outros fatores, o sono acaba sendo afetado, alterando a cognição, a memória. Muita gente acha mais fácil comprar melatonina na farmácia para arrumar o sono, o que está totalmente errado. Existem dúvidas se a melatonina exógena, que é desenvolvida em laboratório, tem realmente a ação da melatonina produzida pelo nosso organismo”, alerta Cerqueira. 

O neurologista também observa que o uso inadequado do hormônio pode causar problemas sérios de saúde e, inclusive, o efeito contrário esperado pelas pessoas: “Se for usado sem prestar atenção no horário do sono, de qualquer jeito, em qualquer quantidade, ela pode causar problemas sérios de memória, dores de cabeça, vômito, fadiga, sensação de medo, pânico e até insônia crônica”, finaliza.

Créditos: SBT News.


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O dia D de vacinação contra Influenza e Covid não será realizado neste sábado (6) em Feira de Santana. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que nos próximas dias irá divulgar a data para que a população atualize a caderneta dos imunizantes, tendo em vista a dinâmica e o fluxo da cidade.

É válido destacar que apesar da recomendação do Ministério da Saúde, não existe a obrigatoriedade para que todos os municípios promovam o evento, de forma simultânea, em um único dia.

A SMS reforça que o dia D será uma intensificação das vacinas contra gripe influenza e do reforço contra a Covid com a bivalente. 

As 104 salas de vacina continuam abertas para toda a população. Aqueles, que não possuem disponibilidade para ir até as unidades durante o dia, devem procurar uma das seis Unidades de Saúde da Família, vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado de 8h às 20h30.

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Quem já passou dos 40 anos costuma sentir que nessa fase da vida fica um pouco mais difícil controlar o peso e eliminar a gordura que se acumula na barriga.

Isso acontece por questões fisiológicas, comportamentais e até mesmo sociais.

Alterações hormonais Conforme envelhecemos, há uma redução natural na produção de testosterona (homens) e progesterona (mulheres), hormônios que têm papel na queima de gordura corporal e ganho de massa muscular, explica Paulo Azevedo, professor do programa de pós-graduação em ciências do movimento humano e reabilitação da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Estilo de vida adquirido Com o passar dos anos, vai ficando cada vez mais difícil mudar alguns hábitos ruins que adotamos ao longo da vida, diz Gilson Godoy, médico especialista em fisiologia clínica do exercício pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e especialista em nutrologia pela Abran (Associação Brasileira de Nutrologia). O sedentarismo, a má alimentação, o consumo regular de álcool, o estresse excessivo e o sono de má qualidade estão entre os comportamentos ruins que dificultam a perda de peso.

Compromissos sociais Nessa fase da vida, é mais comum que as reuniões com amigos e familiares se resumam a algo que envolve comer e ficar sentado (encontros em restaurantes, churrascos, pedir uma pizza etc.). Diferentemente de quando somos jovens, quando geralmente saímos para dançar ou fazer outras coisas que exigem caminhar ou ficar bastante tempo em pé. 

Rotina agitada O trabalho, cursos complementares, cuidados com os filhos e outros compromissos acabam “ocupando” tempo que antes poderia ser dedicado ao treino. Além disso, o estresse e a ansiedade podem levar ao consumo de doces, fast-food e outros alimentos calóricos, como forma de “compensar” as emoções negativas.

Como perder a barriga após os 40 anos?

Mulher fazendo musculação; pulley costas - iStock - iStock
Exercícios com peso são importantes para a redução da gordural na barriga e aumento da massa magraImagem: iStock

FAÇA TREINO DE FORÇA

Exercícios resistidos (musculação, funcional) estimulam a produção de testosterona e são importantes para melhorar a composição corporal —ou seja, diminuir o percentual de gordura e aumentar o de massa magra, conforme explicou Aline de Fátima Esteves Laureano, especialista em biomecânica da saúde e gestora da Clínica Espaço Inovar.

O treino de força ainda melhora a ação da insulina. Esse hormônio é responsável por “levar” o açúcar da corrente sanguínea para dentro das células, onde a substância é usada como combustível. Quando existe no organismo uma resistência à ação da insulina, esse açúcar acaba sendo estocado em forma de gordura.

NÃO FOQUE SÓ EM ABDOMINAIS

Muitas pessoas acham que esses exercícios são a chave para diminuir a barriga, mas isso é um engano. Abdominais gastam poucas calorias e não são tão efetivos para a perda de gordura quanto movimentos que trabalham vários músculos ao mesmo tempo, como agachamento, afundo, levantamento terra, remadas, barra fixa, flexão de braços, supino etc.

Além de ter um gasto calórico maior do que os abdominais, exercícios que recrutam vários grupos musculares ao mesmo tempo estimulam a produção de testosterona.

Obviamente, não é para você parar de fazer abdominais. Um bom treino de musculação deve ter exercícios para todas as partes do grupo. Apenas tenha em mente que você não deve ir para academia e fazer “só” abdominais para perder a barriga.

COMA BEM 

Ter uma alimentação saudável é o princípio básico para reduzir a gordura corporal em qualquer fase da vida. Evite consumir doces, refrigerantes e açúcar em geral e maneire em produtos ultraprocessados, fast-food, frituras e comidas gordurosas (com molho branco, empanados etc.).

Sua dieta deve ter como base alimentos naturais: carnes, ovos, verduras, legumes, castanhas, frutas, laticínios e grãos integrais —VivaBem tem 250 Cardápios para Emagrecer, com cinco refeições por dia, lista de compras e receita.

dieta DASH; mediterrânea; flexitariana; hipertensão - iStock - iStock
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CAPRICHE NO CONSUMO DE PROTEÍNAS

O nutriente é essencial para a construção muscular e garante bastante saciedade —ou seja, faz com que você coma menos nas refeições e demore para sentir fome, diminuindo a ingestão calórica ao longo do dia.

A proteína também reduz o índice glicêmico das refeições, evitando que o nível de açúcar na corrente sanguínea se eleve rapidamente e gere um pico de insulina. Como já falamos, o hormônio tem relação com o estoque de gordura corporal.

Portanto, procure incluir ao menos uma fonte de proteína em todas as suas refeições.

DURMA BEM E CONTROLE O ESTRESSE

Durante o sono, há um pico na produção de hormônios como a testosterona e o GH, que favorecem a queima de gordura corporal e estimulam o ganho de massa magra.

Dormir mal e/ou pouco ainda gera um estado de estresse crônico no organismo. Com isso, há um aumento no nível de açúcar no sangue e, em médio prazo, uma redução na ação da insulina, o que faz com que seu corpo acumule gordura na barriga. O estresse constante —por causa de dormir mal ou do trabalho— também inibe a produção de testosterona.

Dormir bem; importância do sono - iStock - iStock
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Pesquisas ainda mostram que pessoas que dormem mal tendem a consumir mais calorias ao longo do dia, pois acabam consumindo doces, fast-food e alimentos processados para aliviar o estresse e o cansaço.

Não é só estética: perder barriga é questão de saúde

Estudos indicam que quanto maior a circunferência abdominal, maior o risco de doenças cardiovasculares e morte precoce. Para evitar problemas de saúde, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estabelece que o tamanho máximo da barriga deve ser de 94 cm para homens e de 90 cm para mulheres.

O excesso de gordura na região abdominal é o mais perigoso para a saúde, pois essa gordura se acumula entre órgãos importantes, como o fígado, o pâncreas e o intestino, prejudicando seu funcionamento. Também gera um processo inflamatório constantes no organismo, responsável pelo aumento no risco de doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer.

Informações Viva Bem UOL


Pessoa com rugas ao redor dos olhos - analogicus / Pixabay
Pessoa com rugas ao redor dos olhos Imagem: analogicus / Pixabay

Um estudo desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD) dá esperanças sobre uma possível forma de atrasar o processo de envelhecimento humano. Os primeiros experimentos feitos com leveduras tiveram como resultado o prolongamento de sua vida útil em 82%.

Para entender melhor a pesquisa, é preciso voltarmos no tempo. Há três anos os primeiros experimentos começaram e os cientistas identificaram que as células de levedura seguem duas direções diferentes durante o envelhecimento.

Cerca de metade das células envelhece devido a um declínio gradual na estabilidade do DNA, onde a informação genética é armazenada. A outra metade envelhece ao longo de um caminho ligado ao declínio das mitocôndrias – parte da célula que produz a energia.

A partir dessa diferenciação, o grupo passou a manipular geneticamente esses processos para prolongar sua vida útil e expandiu a pesquisa usando biologia sintética para “criar” uma solução que evita que as células atinjam os níveis normais de deterioração associados ao envelhecimento. E os resultados foram animadores.

Circuitos genéticos

Todas as células, incluindo leveduras, plantas, animais e células humanas, contêm circuitos reguladores de genes responsáveis por muitas funções fisiológicas, incluindo o envelhecimento.

“Esses circuitos genéticos podem funcionar como nossos circuitos elétricos domésticos que controlam dispositivos como eletrodomésticos e carros”, diz Nan Hao, principal autor do estudo.

No novo estudo, os pesquisadores modificaram geneticamente o circuito que controla o envelhecimento celular.

O circuito reconectado funciona como um dispositivo semelhante a um relógio, chamado de oscilador de gene, que leva a célula a alternar periodicamente entre dois estados “envelhecidos”, evitando o compromisso prolongado com qualquer um deles e, assim, retardando a degeneração celular.

Retardando o relógio do envelhecimento

Ao contrário de inúmeras tentativas químicas e genéticas de forçar as células a estados artificiais de “juventude”, a nova pesquisa fornece evidências de que é possível retardar o “relógio” do envelhecimento, impedindo ativamente que as células se comprometam com uma trajetória predestinada de declínio e morte.

As células de levedura manipuladas com este método resultaram em um aumento de 82% no tempo de vida em comparação com as células de controle envelhecidas em circunstâncias normais.

“Nosso trabalho representa um exemplo de prova de conceito, demonstrando a aplicação bem-sucedida da biologia sintética para reprogramar o processo de envelhecimento celular. Ele pode lançar as bases para projetar circuitos genéticos sintéticos que efetivamente promovem a longevidade a organismos mais complexos”, resumiu Nan Hao.

*UOL com informações El País e Swissinfo


Cemitério em Manaus (AM) em meio à pandemia de coronavírus - Bruno Kelly/Reuters
Cemitério em Manaus (AM) em meio à pandemia de coronavírus Imagem: Bruno Kelly/Reuters

Depois de pouco mais de três anos, trilhões de dólares em perdas e 20 milhões de mortos, a emergência internacional causada pela covid-19 chega ao fim, uma data que entra para a história recente da ciência e do mundo.

Nesta sexta-feira, a OMS anunciou que seus especialistas chegaram à conclusão de que o vírus não representa mais uma ameaça sanitária internacional e que, portanto, a crise é oficialmente declarada como encerrada. 

Pelas regras da agência, não existe uma declaração oficial do final da pandemia. Assim como a Aids, portanto, a covid-19 continuará a ter o status de pandemia. O regulamento sanitário criado pelos governos há quase 20 anos apenas permite que os cientistas anunciem o início de uma emergência global ou seu ponto final. Não há uma definição de pandemia e o termo está em negociação para o estabelecimento de um acordo que permitirá modificar a resposta global a novos surtos. 

Michael Ryan, diretor-executivo da OMS, confirmou que a emergência acabou. “Mas a ameaça não. A batalha não acabou. Provavelmente não haverá um ponto em que a OMS anunciará o fim da pandemia”, disse. “O vírus continua a contaminar. Levou anos para que a pandemia de 1918 terminasse”, afirmou. “Na verdade, a história mostra que uma pandemia só termina quando outra aparece”, insistiu.

Didier Houssin, chefe do comitê de Emergência da OMS, indicou que a decisão de encerrar a emergência foi apoiada por 95% dos cientistas do grupo. Segundo ele, três critérios foram estabelecidos para definir se a crise havia sido superada e, agora, a agência irá constituir um grupo que permitirá monitorar a evolução do vírus.

Uma morte a cada três minutos

A crise que abalou famílias, sonhos, economias e projetos foi a maior pandemia em cem anos. Mas segundo o diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, o anúncio não significa que o vírus desapareceu. Segundo ele, se necessário, a OMS voltará a restabelecer a emergência, dependendo da direção da doença. 

Hoje, a cada três minutos, uma pessoa ainda morre pela covid-19. Para ele, portanto, governos precisam fazer uma transição para uma normalidade. Mas sem abandonar o monitoramento da doença e sem desfazer os investimentos que foram realizados.

“Uma das grandes tragédias é que não precisa ter sido assim”, disse Tedros, denunciando o fracasso da comunidade internacional. “Perdemos vidas que não precisavam ter sido perdidas”, insistiu. “Precisamos prometer a nossos filhos e netos que não voltaremos a fazer esses erros”, disse.

A emergência havia sido declarada no final de janeiro de 2020, quando pouco mais de cem casos tinham sido registrados e casos sequer tinham oficialmente chegado às Américas. Nenhuma morte havia sido oficialmente declarada.

Hoje, os cálculos apontam que cerca de 20 milhões de pessoas morreram desde aquele momento, com quase 800 milhões de pessoas oficialmente contaminadas. Oficialmente, porém, os dados falam de 7 milhões de vítimas fatais. 

O vírus, cuja origem até hoje é fonte de mistério, foi responsável por uma explosão sem precedentes da pobreza e desemprego no mundo, desmontando 30 anos de avanços sociais. As perdas econômicas atingiram trilhões de dólares, enquanto a própria realidade política de diversos países foi profundamente alterada.

A covid-19 zombou de fronteiras, de ideologias e da postura de líderes supostamente “fortes” que se recusavam a aceitar a gravidade da crise. “Ninguém estava preparado”, disse Jarbas Barbosa, diretor-geral da OPAS (Organização Pan-americana de Saúde).

Ao longo de três anos, o vírus, a vacina, a ciência, as máscaras, os tratamentos, o isolamento social e até os sobreviventes foram politizados.

No Brasil, diante de um governo que adotou uma postura negacionista, a doença matou mais de 700 mil pessoas e o país esteve entre os locais de maior contaminação no mundo.

Se governos em várias partes do mundo já tinham encerrado a fase de emergência, a OMS ainda insistia que não era o momento de dar fim à declaração. O temor da instituição é de que, sem uma pandemia, governos vão reduzir investimentos e o monitoramento da doença, além do sequenciamento de amostras e a identificação de novas variantes.

Ainda assim, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, decidiu seguir a recomendação dos especialistas e decretar o fim da emergência.

Atraso de um ano e vírus que não desaparecerá

O anúncio acontece com um ano de atraso, em comparação ao que a OMS esperava. Nos primeiros meses da crise, em 2020, a previsão da agência era de que, até 2022, a pandemia perderia força. Mas, em 2021, a segunda onda da doença foi ainda mais violenta que a primeira. Já as vacinas, produzidas em tempo recorde, levaram meses para serem distribuídas aos países mais pobres.

Para a cúpula da OMS, essa concentração de doses nas mãos de poucos países no início da imunização foi um dos legados mais dolorosos da crise e um exemplo do fracasso da comunidade internacional.

Apesar de declarar o fim da emergência, a OMS deixou claro que a medida não significa que a covid-19 desapareceu. A entidade insiste que os sistemas de saúde terão conviver com a presença da doença e lidar com ela de maneira permanente.

Ao abrir o encontro nesta quinta-feira, Tedros afirmou que é “muito bom ver que a tendência de queda (de casos) continua”. “Em cada uma das últimas 10 semanas, o número de mortes registradas semanalmente foi o menor desde março de 2020”, comemorou.

“Essa tendência sustentada permitiu que a vida voltasse ao “normal” na maioria dos países e aumentou a capacidade dos sistemas de saúde de lidar com possíveis ressurgimentos e com o ônus da condição pós-covid-19″, disse.

“Ao mesmo tempo, persistem algumas incertezas críticas sobre a evolução do vírus, o que dificulta a previsão da dinâmica ou sazonalidade da transmissão futura. A vigilância e o sequenciamento genético diminuíram significativamente em todo o mundo, tornando mais difícil rastrear variantes conhecidas e detectar novas variantes”, alertou.

Segundo ele, as desigualdades no acesso a intervenções que salvam vidas também continuam a colocar milhões de pessoas em todo o mundo em risco desnecessário, principalmente as mais vulneráveis.

“E a fadiga da pandemia ameaça a todos nós. Todos nós estamos doentes e cansados dessa pandemia e queremos deixá-la para trás”, afirmou. “Mas esse vírus veio para ficar, e todos os países precisarão aprender a gerenciá-lo juntamente com outras doenças infecciosas”, completou.

Informações UOL


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A variação de temperatura no Outono contribui para o surgimento de infecções respiratórias, como a gripe. Em Feira de Santana, a vacina contra essa doença está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira.

Até o momento, só podem receber a vacina as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários. São eles: idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, crianças a partir de seis meses até os cinco anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, professores e pessoas com comorbidades.

Também devem ser vacinados os trabalhadores do transporte coletivo, portuários, os que atuam nas forças de segurança e salvamento, forças armadas, agentes penitenciários, população privada de liberdade e adolescentes ou jovens em medidas socioeducativas.

Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável.

Quem trabalha durante o dia ou não tem disponibilidade para ir no horário comercial, pode ser vacinado à noite nas seis USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30.

Confira o endereço das USFs- Saúde na Hora:

USF Campo Limpo I, V e VI: Rua Hosita Serafim, S/N, bairro Campo Limpo.

USF Liberdade I, II e III: Rua El Salvador, S/N, bairro Feira VII.

USF Queimadinha I, II e III: Rua Pernambuco, S/N, bairro Queimadinha.

USF Parque Ipê I, II e III: Rua Ilha do Retiro, S/N, bairro Parque Ipê.

USF Videiras I, II e III: Rua Iguatemi, S/N, bairro Mangabeira.

USF Rua Nova II, III e Barroquinha: Rua Juvêncio Erudilho, 35, bairro Rua Nova.

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