Uma das primeiras medidas a serem tomadas após o nascimento do bebê é iniciar o calendário vacinal. Em Feira de Santana, as doses para cada faixa etária estão disponíveis nas Unidades Básicas (UBSs) e de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira.
Para ser imunizado, os pais ou responsáveis devem acompanhar e apresentar certidão ou declaração de nascimento emitida pelo hospital, cartão SUS e caderneta de vacina do menor.
Conforme o cronograma do Ministério da Saúde, a recomendação é que no primeiro ano de vida, a criança receba os imunizantes que protegem contra tuberculose, hepatite, febre amarela, sarampo, pneumonia, paralisia infantil, meningite, diarreia, tétano, caxumba e catapora.
São elas: BCG, hepatite B, hexavalente, pneumo13, rotavírus penta, meningocócica B e ACWY, pentavalente, febre amarela, tetra viral, meningocócica C e hepatite A.
Para a mãe, Jaqueline Costa, além da proteção, vacinar é um gesto de amor. “O principal cuidado, para mim, é este de vacinar e fazer os exames que o médico solicita. Minha filha tem cinco dias e eu nem estou recebendo visitas em casa, só depois de tomar as primeiras doses para que ela não seja exposta a nenhum risco”, declarou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, explica que o sistema imunológico dos pequenos ainda é imaturo, fator que pode gerar complicações ao contrair certas doenças.
“Com a pandemia, observamos uma queda na vacinação, principalmente de bebês. Em 2022, a taxa de aplicação de BCG e hepatite B, imunos que a criança deve tomar nos primeiros dias de vida, não chegou a 60%. É importante que os pais levem seus filhos até as unidades. Não podemos deixar que os pequenos sofram danos que podem ser evitados”, frisou.
A coordenadora ainda destaca que a aplicação da BCG é feita somente nas unidades de referência, como Hospital da Mulher; UBSs do Cassa, Caseb I, Dispensário Santana, Irmã Dulce, Mangabeira, Serraria Brasil e Subaé; USFs das Baraúnas, Caseb II, Jardim Cruzeiro e CSU (Centro Social Urbano). Porém, as demais são feitas em qualquer unidade da atenção básica.
Em caso de dúvidas sobre qual imunizante a criança precisa tomar no momento, a orientação é que os responsáveis procurem a unidade de saúde em que a família está referenciada ou o agente comunitário de saúde do local para obter os esclarecimentos.
Em Feira de Santana, a dose única da vacina BCG é disponibilizada gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com o cronograma vacinal (confira no final da matéria).
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, o imunizante, aplicado logo após o nascimento, previne contra a tuberculose e formas graves da doença.
“A BCG é o meio mais eficaz contra a tuberculose. De janeiro até maio, atingimos cerca de 19% da cobertura. Quando falamos de recém-nascidos todo cuidado é essencial, pois o sistema imunológico é imaturo. Se o organismo de um adulto muitas vezes não consegue lidar, imagine o de um bebê, é muito frágil. Nesses casos, uma doença desse tipo agravada pode levar à morte”, alertou.
Gilmaria, é mãe da recém-nascida Maria Alice, e por entender a necessidade de manter o calendário vacinal da filha atualizado procurou a UBS Serraria Brasil para garantir a segurança da pequena.
“Minha filha só tem cinco dias de vida. Eu acho indispensável vacinar porque essa é a única maneira que eu tenho de proteger a minha pequena contra a tuberculose. É importante que todos os pais tenham essa consciência e tragam seus filhos também”, ressaltou.
A BCG deve ser aplicada, de forma preferencial, 12h após o nascimento até os 30 dias de vida Para ser imunizado, os pais ou responsáveis devem acompanhar e apresentar certidão ou declaração de nascimento emitida pelo hospital, cartão SUS e caderneta de vacina do menor.
Confira o cronograma da BCG:
Segunda-feira: Cassa, CSU, Dispensário Santana
Terça-feira: Caseb I e II, Irmã Dulce, Jardim Cruzeiro, Serraria Brasil
Quarta-feira: Baraúnas, Cassa, Subaé, Mangabeira
Quinta-feira: Caseb I e II, Irmã Dulce, Jardim Cruzeiro, Mangabeira, Serraria Brasil
Abrir os olhos de madrugada e não conseguir mais dormir pode ser uma experiência frustrante para qualquer um. A questão é: o que fazer nesses momentos? É melhor continuar na cama e se esforçar para voltar a dormir ou se levantar?
De acordo com Érika Treptow, médica pneumologista com área de atuação em medicina do sono e pesquisadora do Instituto do Sono da Unifesp, é normal apresentar alguns despertares breves durante o sono e voltar naturalmente a dormir sem esforço, porém, quando se desperta e passam alguns minutos, é importante tentar voltar a dormir para evitar o cansaço, diminuição de memória, foco e comprometimento do aprendizado, e da imunidade.
Segundo a médica, quanto mais precoce é o despertar, ou seja, no início da noite, mais ele vai interferir no sono profundo, um dos responsáveis pelo corpo acordar com disposição de manhã. “Quando o sono é interrompido no meio ou final da madrugada, mais ele irá prejudicar o sono REM, que ocorre mais na segunda metade da noite, fundamental para a manutenção das funções cognitivas”, diz Treptow.
Para voltar a dormir, os profissionais de saúde apontam que o melhor caminho é ficar longe das telas, entender o motivo do despertar e buscar ajuda em outros hábitos. A seguir, veja algumas dicas para esses momentos que o sono não vem.
Evite olhar para celular ou relógio
A psicóloga Claudia Martini Fracaroli, especialista em saúde ocupacional e head de saúde populacional na eCare Clínica, aponta que olhar o relógio pode ser um gatilho para ansiedade. “Pode acelerar a pessoa, que ficará pensando em quanto tempo ainda resta para dormir, ou lhe deixar ansiosa, pelo tempo que está perdendo de sono.”
Vá ao banheiro ou tome uma água
Quando despertar e não retornar a dormir em aproximadamente 15 minutos, a alternativa é se levantar e fazer alguma atividade não estimulante e simples, como ir ao banheiro, tomar água e voltar para a cama.
“Ficar na cama virando de um lado para o outro e olhar o horário no despertador podem retardar o retorno ao sono. Tente fazer essas atividades [tomar água ou ir ao banheiro] sem ligar as luzes ou com luzes baixas, e sem contato com telas”, recomenda Treptow.
Cheque se ambiente está confortável
Faça ajustes no ambiente, se for pertinente. Barulho, muito calor ou muito frio e luminosidade demais podem perturbar o sono. Veja se você está passando frio ou muito calor, ou se o quarto não está escuro o suficiente. Em regiões onde o sol nasce a partir das 4h da manhã, é recomendado o uso de cortinas, blecaute e protetores de olho para dormir.
Faça exercício de tempo presente
É necessário fugir dos problemas que podem vir à mente. Faça uma breve meditação para estar no momento presente e evite pensar no dia anterior ou que virá.
Prestar atenção na respiração, relaxar os músculos por grupos, da cabeça aos pés ou até mesmo pensar no ritmo das ondas mar, em uma paisagem com calmaria pode influenciar na retomada do sono.
Pode parecer clichê, mas contar carneirinhos pode ajudar. A contagem regressiva, começando pelo 100, ocupa sua mente com algo entediante, assim você não corre o risco de começar a pensar nos e-mails do trabalho ou nos problemas, e perder ainda mais o sono. Claudia Martini Fracaroli, psicóloganone
Teste melatonina
Pode parecer tentador buscar um remédio rápido para adormecer, mas para isso existe a melatonina. “Ela é considerada um suplemento e hormônio sintético. No Brasil, não precisa de receita para comprar e pode auxiliar na retomada do sono, especialmente para aqueles que sabem que aquele despertar é ocasional, e não necessariamente um ponto de atenção para a saúde mental ou para um quadro de insônia”, explica Estácio Amaral, psiquiatra e professor da Universidade Federal da Paraíba.
Evite fazer um chá ou tomar um banho quente
Pode parecer tentador, mas ao acordar de madrugada e fazer essas atividades, de alguma forma, a pessoa terá que despertar ainda mais para executá-las, o que pode influenciar na retomada do sono.
Coloque uma música tranquila
Uma música tranquila instrumental ou até mesmo uma meditação guiada pode auxiliar o corpo a relaxar novamente, mas é importante evitar o uso de luminosidade. Por esse motivo, você pode recorrer ao comando de voz do celular ou até mesmo de assistentes virtuais como Alexa, Siri ou Google.
Aposte na leitura
Se todas essas alternativas não deram certo, é possível que a leitura possa auxiliar. Contudo, é importante ler com luz amarela e não branca, para facilitar o processo de adormecer.
Retatrutida ativa receptores no corpo para três hormônios associados à regulação dos níveis de glicose, saciedade e retardo do esvaziamento gástrico
Um novo medicamento injetável desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly para o tratamento de obesidade e sobrepeso se mostrou capaz de reduzir o peso corporal médio dos participantes de um estudo clínico em até 17,5% (18,7 kg) em seis meses. Ao longo de 11 meses, a redução média do peso foi de até 24,2% (26,2 kg).
Os resultados da fase 2 de testes foram publicados nesta semana no The New England Journal of Medicine, um dos periódicos científicos mais respeitados do mundo.
“Considerando que os participantes ainda não haviam atingido um platô de peso na época em que o estudo terminou, parece que a eficácia total da redução de peso ainda não foi alcançada. Ensaios de fase 3, de duração mais longa, permitirão uma avaliação abrangente da eficácia e tolerabilidade deste potencial farmacoterapêutico para o tratamento da obesidade”, comentou, em comunicado divulgado pela Eli Lilly, a professora Ania Jastreboff, da Escola de Medicina de Yale.
A fase 2 do estudo foi feita com 338 participantes que foram divididos em grupos com diferentes esquemas de dose de retatrutida e outros que receberam placebo.
As injeções por via subcutânea foram aplicadas uma vez por semana, durante 48 semanas.
As doses estudadas foram de 1 mg, 4 mg, 8 mg e 12 mg. Foi com 12 mg que os pacientes conseguiram a redução de peso mais significativa, de 24,2%.
A retatrutida é uma molécula nova que foi desenvolvida em laboratório e que tem a capacidade de ativar receptores no nosso corpo para três hormônios: o glucagon, o GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose) e o GLP-1 (peptídeo-1 semelhante ao glucagon).
O glucagon é um hormônio produzido pelo pâncreas. Sua função principal é aumentar os níveis de glicose (açúcar) no sangue. Ele estimula o fígado a liberar glicose armazenada, aumentando assim os níveis de açúcar no sangue. O glucagon desempenha um papel importante na regulação dos níveis de glicose durante períodos de jejum ou quando os níveis de açúcar estão baixos.
O GIP é um hormônio produzido pelas células do intestino delgado em resposta à ingestão de alimentos, especialmente carboidratos. Sua principal função é estimular a liberação de insulina pelo pâncreas. A insulina ajuda a regular os níveis de glicose no sangue, facilitando a entrada de glicose nas células para ser utilizada como fonte de energia.
O GLP-1 também é produzido pelo intestino delgado. Ele tem várias funções importantes relacionadas à regulação dos níveis de açúcar no sangue. O GLP-1 estimula a liberação de insulina, inibe a liberação de glucagon e retarda o esvaziamento gástrico, o que ajuda a controlar os níveis de glicose após as refeições. Além disso, o GLP-1 desempenha um papel na supressão do apetite, promovendo uma sensação de saciedade.
No contexto do tratamento da obesidade, a ativação desses três hormônios por meio da molécula única retatrutida pode ter efeitos benéficos.
A combinação de ações, como a regulação dos níveis de glicose, a promoção da saciedade e o controle do apetite, pode auxiliar no gerenciamento do peso corporal e no tratamento da obesidade.
Fase final
O estudo avança agora para a fase 3, última antes de a farmacêutica pedir o registro aos órgãos reguladores.
“Esses dados da fase 2 nos deram confiança para explorar ainda mais o potencial da retatrutida em ensaios de fase 3 que irão além da redução de peso e se concentrarão no tratamento abrangente da obesidade e de suas complicações”, disse, em comunicado, o diretor científico e médico da Eli Lilly, Dan Skovronsky.
Pressão arterial deve ser medida pelo menos uma vez por ano; maioria dos hipertensos precisa tomar remédios durante toda a vida para controle da doença.
Especialistas recomendam medir a pressão arterial pelo menos uma vez por ano, a partir dos 3 anos de idade — Foto: Pixabay/Divulgação
O diagnóstico da hipertensão arterial passa por dois números: 14 por 9. Se, ao fazer a medição no aparelho, a pressão alcançar esses números ou ultrapassá-los, é um sinal de alerta.
👉 Medir a pressão arterial é a única forma de descobrir se você tem pressão alta.
Esta reportagem faz parte da série do g1 “Brasil hipertenso”, que analisa o aumento dos casos de hipertensão arterial no país; lista os vilões da pressão alta; mostra o que realmente funciona contra a doença; e explica a partir de qual idade se deve começar a medir a pressão.
A pressão arterial é medida por milímetros de mercúrio, com aquele clássico aparelho que aperta levemente o braço por alguns segundos.
Quando o médico diz que sua pressão está “quatorze por nove”, significa a medida de 140/90 mmHg, usada para indicar quantos milímetros o mercúrio sobe no medidor do aparelho.
140 é a pressão nos vasos quando o coração se contrai (pressão sistólica)
90 é a pressão nos vasos quando o coração relaxa (pressão diastólica)
🚨 É considerada hipertensão se, de forma persistente, a pressão sistólica for maior ou igual a 140 mHg e/ou a pressão diastólica maior ou igual a 90 mmHg.
Pressão arterial de 14 por 9 significa que tenho hipertensão?
Não necessariamente. O diagnóstico de hipertensão arterial só é validado após outras medições, em duas ou mais visitas médicas.
O paciente não pode estar com a bexiga cheia, ter praticado exercícios físicos, ingerido bebidas alcoólicas e café ou ter fumado antes de medir a pressão.
Também podem ser feitas medições fora do consultório, com outros exames, como o MAPA e o MRPA, que medem a pressão durante as atividades cotidianas.
Aparelho como este é capaz de medir a pressão arterial fora do consultório médico — Foto: Reprodução
Quando e por que medir a pressão?
Sociedades médicas recomendam que a pressão arterial comece a ser monitorada a partir dos três anos de idade:
Se estiver tudo bem, o ideal é medir pelo menos uma vez ao ano.
Quem tem o diagnóstico da doença precisa fazer um acompanhamento mais frequente.
👉 Por que é importante? Medir a pressão é a única forma de diagnosticar a hipertensão arterial. A doença é conhecida pelo caráter silencioso: em 90% dos casos, não apresenta sintomas. Iniciar o tratamento o quanto antes é essencial para prevenir a mortalidade pela doença.
Estimativas apontam para 600 mil mortes diretas e indiretas por pressão alta em uma década no Brasil. Nos últimos anos, a prevalência e a mortalidade aumentaram no país.
📈 A taxa de mortalidade por hipertensão cresceu 59% em dez anos, atingindo o maior valor da série histórica em 2021. Atualmente, são 18,7 óbitos a cada 100 mil habitantes no Brasil. A pressão alta está por trás de 60% dos casos de infartos e 80% dos casos de AVC.
Pressão ótima, normal e… alta
A pressão arterial pode ser classificada como: ótima, normal, pré-hipertensão e hipertensão nos estágios 1, 2 e 3. A classificação é feita com a medida em adultos no consultório médico.
🩺 Uma pressão considerada ótima e normal fica na casa dos 12 por 8. Indivíduos com pressão arterial na faixa dos 13 por 8 são considerados pré-hipertensos.
⚠️ A hipertensão começa a partir do estágio 1 – o mais brando -, quando os níveis aumentam para 14 por 9. Há também os estágios 2 e 3 – os mais graves.
Classificação da pressão arterial — Foto: Fabricio Bianchi/Arte g1
Mas diagnóstico e o ponto em que a hipertensão se encontra vão além dos números que aparecem no medidor. Os fatores de risco de cada paciente são essenciais para definição do quadro e, consequentemente, do tratamento – se vai precisar ou não de remédios, por exemplo.
❗ De uma maneira geral, a hipertensão em estágio 1 é considerada menos grave, mas pode ser de alto risco para quem possui um combo de situações que agravam o quadro, como histórico de pressão alta na família, obesidade, diabetes, tabagismo e idade avançada.
Por outro lado, alguém que for considerado pré-hipertenso pode não ter risco elevado por conta da ausência de fatores de pré-disposição para a doença.
Para todos os casos, a regra é clara: pessoas com pressão elevada devem começar a fazer mudanças no estilo de vida, passando por uma boa alimentação até a eliminação do sedentarismo.
Tratamento é crucial para controle da pressão
A maioria das pessoas com diagnóstico de hipertensão precisa tomar um ou mais remédios para o resto da vida. Ao mesmo tempo, é muito frequente o abandono do tratamento, o que é considerado preocupante por médicos especialistas no tema.
“É uma doença muito comum e assintomática. Como a pessoa não sente nada, acaba abandonando o tratamento no caminho. Muitas vezes, a pessoa até tem um diagnóstico de hipertensão, mas não trata”, explicou Luciano Drager, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
🏃 De uma forma geral, antes de entrar com a medicação, o hipertenso em estágio inicial é orientado a fazer mudanças no estilo de vida: reduzir o consumo de sal, adotar uma dieta equilibrada, consumir alimentos que ajudam na redução da pressão, como banana e cacau, e fazer atividade física.
🔄 Meses depois, o paciente pode ser reavaliado pelo médico para verificar se o comportamento da pressão mudou de lá para cá e se vai precisar avançar para os remédios.
“Se tiver reduzido a pressão arterial, a pessoa é orientada a permanecer com essas medidas de modificação no estilo de vida. Mas isso é muito raro. Não apenas é raro esse tipo de resposta, mas o mais raro é a pessoa manter esses hábitos saudáveis a médio e longo prazo”, diz a cardiologista Andréa Araujo Brandão, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Por conta dessa falta de disciplina‘ em manter uma vida saudável, a maior parte necessita de remédios para controle da pressão, que precisam ser tomados todos os dias – e, sim, é para o resto da vida.
“A pressão arterial só é controlável através de medicação. No momento em que a pessoa para com a medicação, a pressão vai naturalmente subir. Pode ser no mesmo dia, pode demorar um ou dois dias, mas ela vai ter de novo a pressão arterial elevada, às vezes de maneira até mais súbita pela saída rápida do remédio”, explica médica.
Segundo ela, é preciso explicar para as pessoas que têm pressão alta que a medicação é fundamental. Ela é de uso contínuo e para o resto da vida porque a pressão alta é uma doença que não tem cura. “Não é como uma gripe que a gente tem febre, toma um remédio e passa”, afirma Andréa.
💊 O Sistema Único de Saúde (SUS) distribui mais de 20 remédios para o tratamento de hipertensão. Alguns são específicos para controle da pressão, outros atuam sobre o sistema cardiovascular e renal, como diuréticos e vasodilatadores. O médico é quem determina o melhor método de tratamento.
Em Feira de Santana, 37 pessoas aguardam transferência para uma unidade hospitalar nesta terça-feira (27). As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado.
Do total, 12 pacientes esperam na UPA Queimadinha, 11 na UPA Mangabeira, 1 no Hospital da Mulher e outros 13 nas policlínicas municipais: Rua Nova (3), Feira X (1), Humildes (1), Parque Ipê (4), Tomba (2) e George Américo (2)
Na UPA Queimadinha, uma idosa de 80 anos que sofre com febre de origem desconhecida e de outras partes está na fila da regulação há cerca de 22 dias. Já na Policlínica da Rua Nova, uma idosa de 93 anos deu entrada há 10 dias e espera a transferência a fim de receber o tratamento adequado para pneumonia- infecção que se instala nos pulmões.
REGULAÇÃO ESTADUAL
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.
Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.
Há 14 anos, Carina Soares, enfermeira com uma carreira consolidada de 10 anos, e Jair Soares, médico com 20 anos de experiência, receberam o diagnóstico de autismo de seu filho Guilherme. *Determinada a encontrar o melhor tratamento, Carina mergulhou em uma busca incessante pelo conhecimento*, se formou em psicologia e especializou-se em Análise do Comportamento, conquistando um mestrado na área. Após anos de dedicação, eles *fundaram a Clínica Ideal, que se tornou um ponto de virada na vida de Guilherme.*
Localizada na *Rua Pássaro Vermelho, 213, em Lagoa Salgada, Feira de Santana, a clínica é reconhecida como o tratamento mais completo da região para pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).* Seu objetivo é proporcionar um ambiente completo e abrangente para o desenvolvimento e aprimoramento das habilidades desses indivíduos, permitindo aplicá-las no dia a dia e nas diversas situações que a pessoa pode encontrar fora do centro de intervenção.
Carina dedicou-se à área da psicologia e se destaca como a *única psicóloga na região com certificação internacional pelo QBA (Quality Board for Autism) e BCBA (Board Certified Behavior Analyst)*, suas certificações representam uma conquista significativa, *destacando sua competência e conhecimento em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) com foco em transtornos do desenvolvimento, como o autismo*. Com sua experiência, ela se dedica a melhorar a qualidade de vida das pessoas, auxiliando-as no desenvolvimento de habilidades essenciais e na superação de desafios. Sua certificação internacional é um testemunho de seu compromisso em oferecer cuidados e apoio de alta qualidade às crianças.
A Clínica Ideal oferece uma ampla variedade de serviços e recursos, incluindo *brinquedos sensoriais, um lago com peixes, tapete sensorial, mini zoológico e horta, proporcionando estímulos ao contato com a natureza e oferecendo experiências enriquecedoras.*
Sua equipe profissional é altamente qualificada, composta por especialistas em diversas áreas. Contando com um *neurologista especializado em autismo,* que auxilia no diagnóstico e no acompanhamento médico necessário. Também, são oferecidas atividades como *natação e hidroterapia para estimular o desenvolvimento físico e motor.* Além dos especialistas em *terapia ocupacional, ABA, fisioterapia, equoterapia, psicologia, fonoaudiologia, pedagogia* dentre outras. Além dos serviços mencionados, são oferecidos treino de *habilidades sociais, atividades da vida diária (AVD’s), musicoterapia, tratamento integrativo e nutrição.* Essa combinação de especialidades permite uma abordagem abrangente e personalizada para atender às necessidades individuais de cada paciente.
A Clínica também estabeleceu uma parceria com a CBDMED para o uso de Canabidiol, substância que tem demonstrado benefícios no manejo de sintomas associados ao autismo. Com uma *abordagem integrativa e uma equipe multidisciplinar, a clínica busca promover o desenvolvimento, a inclusão e a qualidade de vida das pessoas com TEA.
* Siga a Clínica Ideal em suas redes sociais @clinica.ideal e agende uma visita para *conhecer de perto o incrível trabalho desenvolvido neste local e descobrir como eles podem ajudar no desenvolvimento e bem-estar de pessoas com autismo.
* Não perca essa oportunidade e faça parte dessa jornada de crescimento e esperança!
Nem sempre é fácil consumir alimentos frescos e preparados na hora. Muitas vezes, a opção é cozinhar em quantidades maiores para facilitar o dia a dia e comer as porções ao longo da semana. Mas será que requentar as sobras de comida pode oferecer riscos à saúde?
O principal problema é a forma como o alimento foi acondicionado até ser requentado, explica Gisele Pontaroli Raymundo, nutricionista e professora de nutrição da PUCPR. Dependendo da maneira de preparo e armazenamento, as preparações podem se tornar mais suscetíveis à proliferação de micro-organismos causadores de intoxicação alimentar. Este problema é bastante comum e provoca diversos sintomas desagradáveis, como diarreia, cólicas, gases e vômitos. Em casos extremos, pode até matar.
“De forma geral, os alimentos não podem ficar sem refrigeração adequada. Outro ponto é a diminuição do valor nutricional, que se perde quando o alimento é aquecido por muitas vezes”, diz Raymundo.
Alimentos que não devem ser requentados
Os especialistas não recomendam requentar alimentos que não tiveram cozimento por inteiro e perderam suas características originais, já que isso ocasiona riscos no seu consumo.
Veja abaixo alimentos que não devem ser requentados.
Arroz: a situação fica mais perigosa quando ele não é cozido integralmente e alguns grãos permanecem crus. Isso, associado a uma temperatura morna, aumenta o risco de contaminação por uma bactéria conhecida como Bacillus cereus, que possui rápida proliferação. “Essa bactéria é eliminada em altas temperaturas, porém libera uma toxina no alimento, ocasionando intoxicação, com quadro de diarreia, vômitos, dor de cabeça, febre, entre outros”, diz Ana Sandra Viana Zimichut, nutricionista na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Ovos: o consumo deve ser imediato após o preparo. Se armazenado ou preparado de forma inadequada, há risco de proliferação bacteriana.
Carnes, frutos do mar: são itens propensos à contaminação bacteriana e devem ser consumidos logo após o preparo.
Espinafre cozido e beterraba: possuem altos níveis de nitratos, que, ao serem requentados, transformam-se em nitritos. Estes compostos fazem mal à saúde, além de terem relação com o risco de câncer em longo prazo.
Preparações com tomate, cebola e pimentões: esses alimentos são fermentativos e podem azedar durante o armazenamento ou ao requentar as preparações.
Alimentos ricos em proteínas: é o caso do feijão, lentilha e castanhas. Como são alimentos ricos em proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, e têm alta umidade, são mais perecíveis.
Molhos à base de leite e massas: esses itens também favorecem a proliferação de microrganismos pela variação de temperatura e maior risco de contaminação cruzada com outros alimentos. Tanto o leite quanto as proteínas de origem animal são mais perecíveis pela sua umidade, que favorece a proliferação de microrganismos. Além disso, esses produtos são mais expostos, desde a coleta, produção, transporte, armazenamento até a chegada na casa das pessoas. Isso pode afetar os métodos de conservação, pasteurização e resfriamento feitos para a comercialização de leites e derivados.
Aquecer na panela ou micro-ondas?
Apesar de ser mais prático, o micro-ondas não aquece a comida de forma homogênea. Isso pode favorecer o acúmulo de micro-organismos que causam intoxicação. Além disso, o sabor e a textura da comida, geralmente, ficam menos agradáveis quando comparamos com o aquecimento no fogão.
Se optar por aquecer no eletrodoméstico, use utensílios (pote/pratos) de vidro, evitando assim a transferência de componentes químicos que estão presentes em alguns plásticos quando submetidos a altas temperaturas.
“Refratários de plástico no micro-ondas liberam também contaminantes que são altamente nocivos à saúde, como bisfenol A, que é um material poroso que acumula bactérias. As panelas podem ser fontes de metais pesados. As mais indicadas são de cerâmica, vidro e aço cirúrgico”, destaca Jamille Carvalho Tahim, nutricionista, mestre em nutrição e saúde pela Universidade Estadual do Ceará.
E sempre que possível, mexa o alimento para que o aquecimento seja por igual.
O consumo de ovos deve ser imediato após o preparoImagem: iStock
Como minimizar os riscos
Se o alimento foi produzido, servido e, em seguida, armazenado em refrigeração adequada (geladeira), é possível preservar sua qualidade;
É importante se atentar para a higiene dos utensílios utilizados, assim como da cozinha e de quem preparou as refeições;
O alimento não deve ficar sem refrigeração por mais de 2h, para evitar a proliferação de bactérias;
Evite requentar o mesmo alimento várias vezes. Vale destacar que cada vez que um alimento é submetido ao aquecimento, ele vai perdendo valor nutricional e aumentando o risco de contaminação;
Descarte qualquer sobra de alimentos que tenha um odor forte ou cor estranha, para diminuir o risco de consumir algo estragado;
Evite colocar comida quente direto no refrigerador e abrir com frequência a geladeira. Isso favorece a oscilação de temperatura, agravando o risco de contaminação dos alimentos;
Se for congelar as sobras, antes de colocá-las na geladeira, aguarde o resfriamento para evitar o surgimento de bactérias;
As sobras dos alimentos devem ser consumidas, no máximo, até quatro dias. Acima desse período já é considerado impróprio para o consumo;
Não se esqueça de checar a data de validade dos alimentos antes de prepará-los.
O negacionista é aquele que simplesmente não aceita uma ideia, a validade ou a verdade de algo ou de um fato, apesar de evidências ou argumentos que o comprovem, mesmo que seja apresentado, por exemplo, por uma comunidade científica, acadêmica ou filosófica. Trata-se de rejeitar, recusar-se a admitir e a reconhecer determinada questão.
O negacionismo está presente em diferentes esferas da nossa vida, inclusive quando falamos de saúde. Nesses casos, a negação pode ser vista como uma estratégia psicológica de enfrentamento, a escolha de negar a realidade para escapar de uma situação desconfortável.
Podemos fazer isso ao negligenciar ou minimizar fatores de risco, manter hábitos que sabemos ser prejudiciais, ignorar sintomas, evitar consultas e exames, fingir não notar dores e alterações no funcionamento do corpo. Mas quais são as consequências e os riscos de tais atitudes?
“Logo passa!”
Sabe quando o corpo dá sinais de que algo não anda bem? De maneira geral, percebemos o alerta enviado, mas nem sempre damos a devida atenção.
Não é difícil ouvir histórias de quem deixou um quadro se agravar por acreditar que não era nada sério ou o problema se resolveria sozinho, sem buscar um especialista para investigar o que estava acontecendo. Quando nos referimos aos indivíduos mais novos então, essa situação pode ser ainda mais corriqueira.
Muitas das doenças que atingem o sistema cardiovascular são mais frequentes depois da quinta ou sexta década de vida, entretanto nem por isso os jovens estão livres de descobrir um problema cardíaco.
Vemos de forma recorrente casos na mídia de atletas, esportistas, celebridades que antes mesmo dos 30 anos apresentaram alguma disfunção ou evento envolvendo o coração, como sopros, arritmias, cardiopatias congênitas, insuficiência cardíaca e infarto.
De modo geral, as doenças cardiovasculares, quando não detectadas cedo, durante a gestação ou nos primeiros anos de vida, apresentam sintomas no decorrer da vida. E quanto antes são diagnosticadas e tratadas, mais chances temos de evitar sequelas ou complicações graves.none
Por isso, é de extrema importância ter essa percepção das mensagens que o corpo nos dá. Com as doenças do coração, esse alerta precisa ser ainda mais respeitado.
O coração nem sempre pode esperar
O coração é considerado uma máquina perfeita: executa o bombeamento de cerca de 100 mil contrações por dia, fazendo o sangue circular pelo organismo para manter a vitalidade de todos os órgãos e tecidos.
E como uma máquina, para garantir seu bom funcionamento, precisa que todas as peças e engrenagens estejam trabalhando.
Quando alguma delas para ou apresenta falhas, interfere em seu desempenho e pode provocar uma pane generalizada.
Assim, uma doença que não é devidamente tratada pode se agravar e trazer consequências. No caso de um infarto, elas podem ser até fatais. Diante de um ataque do coração, quanto mais rápido for iniciado o atendimento médico, menor será o tempo para o restabelecimento do fluxo de sangue, assim como os danos ao miocárdio e células do músculo cardíaco, com possibilidade de recuperação completa.
Esteja atento
O fato é que os sintomas de anomalias envolvendo o coração e até de um ataque cardíaco nem sempre são óbvios, claros e fáceis de associar com questões relacionadas ao órgão, mas se percebidos, não devem jamais ser ignorados. Muito além das dores no peito, outros indícios podem sinalizar que tem alguma coisa errada com a saúde cardiovascular.
O simples controle dos batimentos e suas variações podem identificar desde adaptações fisiológicas até disfunções, permitindo tratar e tomar as medidas necessárias. Limitações físicas atípicas também devem servir como alerta.
Uma pessoa na faixa de 20 ou 30 anos que não consegue acompanhar os amigos em atividades diárias ou na prática de esportes, precisa ficar atenta.
Cansaço excessivo e fora do normal, falta de ar, palpitações, dor torácica e nas costas, sensação de pressão ou aperto no peito e pescoço, incômodo na mandíbula e no estômago, suor frio, náusea ou tontura, aceleração ou diminuição repentina dos batimentos, tudo isso poderá caracterizar problemas no coração, principalmente quando desencadeados pelo esforço, situações de ansiedade e estresse bem como quando há fatores de risco envolvidos.
“Mas e se eu nunca senti nada disso, devo me preocupar?”
Esperar que um sintoma se manifeste pode ser tarde quando falamos do coração. Isso porque eventos graves —e até fatais— podem não dar qualquer indício até que efetivamente aconteçam, como o infarto do miocárdio.
Por isso, para saber se há ameaças é necessário investigar, acompanhar e manter os cuidados ao longo de toda a vida. Agir proativamente quando o assunto é a saúde cardiovascular pode ser determinante no agravamento ou surgimento de doenças.
Segundo a OMS, aproximadamente 80% das mortes por doenças cardíacas no mundo seriam evitadas com mudanças de comportamento, a adoção de um estilo de vida mais saudável e o monitoramento de fatores de risco, entre eles o colesterol, diabetes, obesidade e pressão arterial.
A importância do check-up
Seja por imprudência, teimosia ou medo de identificar um problema e ter de enfrentar longos tratamentos, basta pensar na ideia de fazer um check-up que muitos fogem de imediato —diversas pesquisas apontam que os homens costumam ser mais negacionistas nesse sentido do que as mulheres.
O fato é que fazer um check-up cardiológico é essencial em qualquer fase da vida. Atualmente, em função da qualidade e ritmo de vida que temos, do estresse e desafios do dia a dia, a prevenção deve ser iniciada mais cedo.
A orientação é que a primeira avaliação seja feita a partir dos 30 anos em pessoas com casos de eventos cardiológicos na família (quando não existe nenhum indício para realizá-la antes).
Na ausência de fatores de risco, sintomas e histórico familiar, esse acompanhamento, para as mulheres, deve começar entre 35 e 40 anos, e para os homens, a partir dos 35 anos —com reavaliações anuais.
Para aqueles que já têm algum diagnóstico de cardiopatia ou problema no coração, a recomendação é uma visita ao médico especialista de 6 em 6 meses (ou até menos, dependendo do indicado pelo profissional que faz o acompanhamento do caso).
Outro grupo que precisa desse monitoramento semestral é dos hipertensos, diabéticos e pessoas que têm o colesterol elevado.
Cuidado com a automedicação
O negacionismo em relação aos exames de rotina costuma vir acompanhado do hábito da automedicação. Geralmente, assim que um sintoma aparece, é prático e cômodo recorrer a uma busca na internet, parentes e amigos. Porém, a atitude pode ser arriscada tanto por causa de possíveis efeitos colaterais quanto por “mascarar” um distúrbio grave.
A informação imprecisa pode ser mais barata e rápida, porém, ilusória e prejudicial, capaz de expor a saúde do coração ao risco de eventos fatais. Toda medicação deve sempre ser orientada por um profissional, de forma individualizada, considerando condições de saúde, possíveis fatores de risco e predisposição genética para algumas doenças.
A negação após um choque
Negar um fato por um curto período pode até ser um mecanismo de enfrentamento, um tempo para nos ajustarmos a uma questão dolorosa e estressante. Às vezes, se algo chocante ou angustiante acontece, uma fase de negação é útil para dar a mente a oportunidade de absorver inconscientemente as informações ou a nova realidade em um ritmo que não nos levará a um colapso psicológico.
Por exemplo, ao receber o diagnóstico da doença arterial coronariana ou após sofrer um ataque cardíaco ou uma cirurgia no coração é normal ter sentimentos como choque, negação, culpa, raiva, medo e tristeza.
O paciente pode tentar evitar qualquer coisa que leve a pensar sobre a doença, entre consultas, medicamentos e mudanças de hábitos.
Muitos necessitam de tempo e apoio para se acostumar com o cenário que exigirá cuidados pelo resto da vida.
A negação nesses casos pode ser um mecanismo de defesa usado para reduzir a ansiedade. Isso é normal, necessário e até considerado saudável. Passa a ser um problema quando se prolonga e afeta o tratamento.
Rotina de cuidados
A ideia de que a prevenção deve ser iniciada aos 40 anos é coisa do passado. Os cuidados com a saúde do coração têm de se estender durante toda a vida.
Se você tem 20, 30 anos e nunca notou nenhum sintoma, mantenha seu check-up sempre em dia.
Não deixe para procurar um médico apenas quando sentir algo muito errado.
Algumas doenças são descobertas sem querer, mas em fase inicial, o que aumenta a chance de tratamento e de recuperação mais rápida.
Pesquisa da Escola de Medicina da Universidade de Washignton, dos Estados Unidos, publicada pelo jornal inglês Financial Times mostrou que, desde 1990, os diagnósticos de câncer entre pessoas de 25 a 29 anos cresceu mais do que qualquer outra faixa etária. Enquanto isso, os casos acima de 75 anos caíram.
Os números preocupam pesquisadores de todo o mundo. No Brasil, já existem trabalhos para tentar achar as causas desse cenário.
“Exatamente o motivo, a gente não sabe. Os tumores que mais acometem os adultos jovens são os de testículo entre os homens e os linfomas tanto nos homens quanto nas mulheres. Os outros tumores são os de mama nas mulheres e leucemia e temos visto cada vez mais tumores de intestino”, explica Oren Smaletz, oncologista do Hospital Albert Einstein.
O estudo mostrou que o câncer colorretal cresceu 70% nos jovens entre 15 e 39 anos, enquanto todos os outros juntos cresceram 24%.
“Alguns tumores, quando a pessoa é mais jovem, tem uma tendência a ser mais agressivo. E isso é difícil de saber se é da biologia do tumor ou porque o jovem não valorizou o diagnóstico”, completa Smaletz.
Segundo o documento da universidade americana, essas mudanças no padrão de diagnósticos de câncer ir á obrigar os governos a alteraram as políticas de combate a doença. Um crescimento de casos nessa faixa etária, que são a mais parte da população, significa mais custos para a saúde pública.