De fato, algumas pessoas são mais atrativas para os pernilongos do que outras. Isso é explicado por um fator: os odores expelidos pelo corpo.
Os insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) reconhecem o cheiro de suas “presas” através das antenas. A diferença de cheiros de cada um depende de diversos fatores:
Dióxido de carbono (CO2): os mosquitos, assim como outros insetos hematófagos, são atraídos pelo CO2 emitido durante a nossa respiração. Consequentemente, pessoas que exalam mais CO2 geralmente são mais atrativas. No entanto, não existem condições que façam uma pessoa exalar mais CO2 do que outras, então não dá para saber quem está mais em risco.
Suor e temperatura corporal: substâncias expelidas durante a transpiração, tais como ácido lático, ácido úrico e amônia, são atrativas para os mosquitos. Além disso, o aumento da temperatura corporal durante exercícios físicos também pode atrair mais pernilongos.
Bactérias presentes na pele: um estudo demonstrou que pessoas com grande abundância e baixa diversidade de bactérias na pele são mais atrativas para os mosquitos.
Gestação: as gestantes são bastantes atrativas para os mosquitos, simplesmente porque elas exalam mais CO2 e apresentam um aumento da temperatura corporal.
Fatores genéticos: cientistas da London School of Hygiene and Tropical Medicine chegaram à conclusão de que os genes de cada indivíduo têm forte influência no quanto as pessoas são picadas por mosquitos. A partir de testes em gêmeos univitelinos (que possuem material genético idêntico) e bivitelinos (com genes divergentes), os pesquisadores encontraram uma nítida correlação quanto ao comportamento dos mosquitos: nos gêmeos idênticos, os insetos distribuíram suas picadas igualmente. Nos fraternos, tinham sempre um preferido.
Cheiro: pesquisadores concordam que os insetos escolhem suas vítimas baseados no cheiro do corpo.
Fator hereditário: outro estudo porém argumenta que a atração aos mosquitos é tão hereditária quanto a altura ou a inteligência. Agora, novos experimentos precisam definir qual parte dos cromossomos determina o que os mosquitos mais gostam nas vítimas —e se de fato eles acham o sangue doce.
Fontes: Filipe Dantas-Torres, veterinário especialista em parasitologia e pesquisador do Instituto Aggeu Magalhães, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz); e Reginaldo Peçanha Brazil, doutor em parasitologia pela Universidade de Liverpool e pesquisador titular da Fiocruz no Rio de Janeiro
Se feita da forma errada, a musculação pode oferecer riscos para a coluna. Saiba quais são eles e o que fazer para evitar que isso aconteça
Apesar de ser conhecida por oferecer uma série de benefícios para a saúde, uma dúvida muito comum ainda paira entre quem está começando a frequentar a academia: afinal, a musculação faz mal para a coluna?
Focado no fortalecimento muscular, aumento da resistência e melhora da composição corporal, esse tipo de exercício tem sido cada vez mais buscado. Contudo, por ter o levantamento de peso como uma de suas bases, a técnica precisa do acompanhamento de um profissional para evitar danos à coluna vertebral.
Isso porque, de acordo com o médico ortopedista e traumatologista Luiz Felipe Carvalho, os exercícios de musculação podem ser feitos nas mais diferentes posturas, o que pode implicar em uma sobrecarga na coluna e prejudicá-la, gerando dores e desvios a longo prazo, caso os movimentos não sejam feitos gradualmente e corretamente.
Possíveis riscos da musculação para a coluna
Segundo o profissional, que também é especialista em cirurgia da coluna vertebral minimamente invasiva e no uso de células tronco para o tratamento das dores, a má execução dos movimentos durante o treino pode levar a problemas sérios para a saúde da coluna.
“Caso a musculação, ou qualquer outro exercício físico – mesmo que não use diretamente o levantamento de pesos -, seja feita de forma inadequada, os danos à coluna podem ser permanentes”, ele aponta.
“Assim, é possível gerar problemas como hérnias discais, aumento da lordose fisiológica com dores, fadiga, desvios posturais e incapacidade de realizar determinados movimentos, podendo levar a uma lesão na qual você poderá precisar recorrer a um especialista para o tratamento. Sendo assim, a melhor forma de cuidado é a prevenção”, alerta.
Como evitar que a musculação faça mal para a coluna
Carvalho explica que, para que um exercício físico seja feito corretamente, é necessário uma avaliação médica completa e adequada para cada caso.
“Se você tem histórico familiar de problemas na coluna, por exemplo, é mandatório buscar um especialista para sua orientação e cuidados futuros. Além disso, é necessário também o acompanhamento de um profissional da área de educação física, que irá indicar o peso ideal a ser utilizado de acordo com a sua estrutura corporal, a postura correta, a forma adequada com que o movimento deve ser realizado, etc”, ele aponta.
E continua: “Tudo isso ajuda a reduzir os impactos na coluna e a mantê-la alinhada, com uma ótima saúde durante a prática”.
Vídeos sobre jovens diagnosticados com rabdomiólise depois de “treinar pesado” estão se popularizando nas redes sociais. A “doença da urina preta”, como também é conhecida, realmente pode ser causada por um esforço muscular intenso.
O exagero nos treinos provoca uma lesão das células musculares, que liberam uma substância, chamada mioglobina, no sangue. É ela que dá a cor escura à urina e afeta os rins.
Além da cor do xixi, que fica semelhante à do café, os sintomas mais comuns incluem fraqueza, dor muscular intensa, inchaço, náusea, vômitos, falta de ar, dor abdominal e palpitações, variando em intensidade de acordo com a gravidade da doença.
Em casos graves, a função renal pode ser comprometida, exigindo tratamento com diálise. Além disso, podem ocorrer complicações como arritmias, alterações neurológicas, insuficiência respiratória e lesão hepática.
Quem tem maior risco
Treinar pesado não necessariamente significa que você desenvolverá a condição.
As pessoas com maior risco de desenvolver rabdomiólise são aquelas desidratadas, expostas a calor intenso e com baixa aptidão física.
Homens e indivíduos com IMC (índice de massa corporal) acima de 40 kg/m² são mais afetados.
Como é feito diagnóstico
O diagnóstico da rabdomiólise é feito principalmente por meio de exames laboratoriais, como a dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) no sangue.
É importante buscar ajuda médica o mais rápido possível ao suspeitar da doença.
A maioria dos casos de rabdomiólise tem boa recuperação, porém, em situações mais graves, pode haver lesão renal irreversível, levando à necessidade de diálise ou transplante renal.
É fundamental seguir as orientações médicas para um tratamento adequado e buscar um estilo de vida saudável para prevenir essa síndrome muscular.
Como evitar
Brunno Ferreira, graduado em educação física e personal trainer, destaca que a falta de respeito ao condicionamento físico do indivíduo, tanto em termos de intensidade quanto de volume de treinos, pode levar ao desenvolvimento da rabdomiólise.
Para ele, durante a prática de exercícios, é essencial:
Contar com a orientação de um profissional de educação física;
Realizar exames regulares e considerar qualquer condição patológica pré-existente ao planejar um programa de exercícios;
Descanso e cumprir intervalos entre os treinos;
A comunicação com o professor para ajustar a dose do exercício.
Ele reforça a importância de lembrar que o objetivo não é buscar treinos extremos ou associar o sucesso ao desconforto muscular, mas sim promover um exercício seguro e eficaz.
A principal medida para prevenção é o cuidado com a atividade física, principalmente para pessoas que estão iniciando agora. noneRebeca Appel, médica nefrologista coordenadora da unidade de hemodiálise do HJSCnone
Fontes: Gabriel Ganme, especialista em medicina esportiva, medicina de expedições e aventura na Inglaterra pela Wilderness and Expedition Medical Society, medicina do mergulho pela UHMS (Undersea & Hyperbaric Medical Society), mestre em ciência da saúde pela Unifesp e responsável pelo ambulatório de medicina dos esportes de aventura da Escola Paulista de Medicina; Brunno Ferreira, bacharel em educação física pelo Centro Universitário Claretiano e pós-graduado em fisiologia e prescrição do exercício: da reabilitação ao treinamento pela Unicid, atua como personal trainer em São Paulo (SP); Rebeca Appel, médica formada e com especialização em clínica médica pela UFMS e especialização em nefrologia pela USP, tem título de especialista em nefrologia pela Sociedade Brasileira de Nefrologia.
Os casos da Covid-19 em Feira de Santana aumentaram 26% em maio. Em 24 dias deste mês, foram diagnosticados 110 casos da doença. O índice é superior ao quantitativo total contabilizado em abril, quando foram registrados 87 casos positivos.
Ainda comparando os dois meses, nenhuma morte causada pela Covid foi registrada. Atualmente, o município não tem pacientes internados por complicações graves da doença.
A Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, vem intensificando as testagens com o objetivo de rastrear e evitar a proliferação do vírus no município. As pessoas que apresentarem sintomas gripais ou da Covid-19 devem se dirigir a uma unidade de saúde, onde serão avaliadas.
O exame RT-PCR pode ser feito nas duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nas sete policlínicas municipais.
Já nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), é realizado o teste de antígeno – também colhendo amostra nasal. O resultado é entregue em 15 minutos.
Devido às chuvas que vêm caindo em Feira de Santana, o Dia D de vacinação – que seria realizado neste sábado (27) – foi cancelado. A previsão do tempo aponta 90% de chances de chuva intensa, o que dificultaria o acesso da população aos postos de saúde.
Apesar disso, a vacinação continua normalmente de segunda a sexta-feira nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs).
Vale lembrar que a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou o Dia D de vacinação nos dias 11 e 12 deste mês. O terceiro dia seria uma estratégia para aumentar a cobertura vacinal.
Somente este ano, a Secretaria de Saúde aplicou 36.813 doses da vacina bivalente contra Covid e 54.946 da vacina contra a gripe Influenza.
Esta última está liberada para toda a população acima dos seis meses de idade. É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável.
A vacina bivalente está disponível para pessoas a partir dos 12 anos inseridos nos grupos prioritários ou maiores de 18 anos, tendo tomado, ao menos, duas doses da vacina monovalente contra a Covid e com intervalo de quatro meses após a última aplicação.
Fratura do pênis é uma emergência urológica incomum, que requer tratamento cirúrgico imediato
A forma mais comum de fratura peniana envolve a curvatura anormal do membro ereto durante uma relação sexual. O caso, que já foi abordado em Grey’s Anatomy, popular série médica conhecida por ilustrar quadros clínicos fora do comum, é real, apesar de raro.
Um estudo, divulgado no periódico científico International Journal of Surgery Case Reports, relata um episódio de fratura peniana ainda mais incomum que atingiu três pontos do órgão: dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso, com lesão uretral associada.
O reparo cirúrgico imediato é o tratamento considerado padrão-ouro para fratura peniana. Se não for bem tratado, o problema pode levar a uma série de complicações, desde a cicatriz peniana à disfunção erétil.
Como ocorreu a fratura
A fratura do pênis é uma emergência urológica incomum, definida como ruptura da cartilagem peniana devido a trauma contuso no órgão ereto. A cartilagem peniana, também chamada de túnica albugínea, uma estrutura resistente, formada por duas lâminas, que recobre os dois corpos cavernosos e o corpo esponjoso.
Com um pênis flácido, a estrutura é mais espessa, mas diminui em 87,5% quando ele fica ereto. Nesse contexto, um aumento súbito da pressão, como um “escorregão” durante uma relação sexual mais intensa, pode resultar em ruptura do pênis ereto.
O caso apresentado é de um homem, de 36 anos, da Tanzânia, que deu entrada em um centro de saúde público e hospital de ensino, relatando queixas como inchaço, dor e sangue na uretra por cinco horas.
De acordo com o estudo, o paciente relatou ter ouvido um som súbito de ‘estalo’ durante a relação sexual com a parceira, quando o pênis escorregou, perdeu o caminho e atingiu a área perineal feminina.
O som foi seguido por rápida perda de ereção, dor, sangue pela uretra e inchaço do pênis. Os sintomas levaram o homem a buscar um centro de saúde próximo, onde recebeu analgésicos e foi encaminhado para o hospital.
O estudo relata que ao dar entrada no hospital, o paciente apresentava dor leve, pênis inchado e um pouco torcido, além de sangue na região da uretra. O diagnóstico inicial de fratura peniana com lesão uretral associada foi então cogitado pela equipe.
A ultrassonografia peniana mostrou um hematoma no corpo do pênis em corpos cavernosos dos dois lados do órgão, mais acentuadamente no lado esquerdo. Exame de ressonância magnética revelou os três locais da fratura.
Ultrassonografia peniana mostrou fratura tripla / International Journal of Surgery Case Reports
O paciente foi conduzido para cirurgia de emergência e reparo da fratura peniana e lesão uretral, que foi realizada por um urologista. Segundo o estudo, não havia nenhum outro local de lesão além daqueles observados na ressonância magnética.
A reparação de ambos os corpos cavernosos foi realizada, enquanto a uretra (considerada corpo esponjoso) passou por uma emenda cirúrgica com um tipo de sutura que é absorvida pelo organismo com o passar do tempo.
O homem apresentou boa recuperação e recebeu alta hospitalar no terceiro dia de pós-operatório, de acordo com o estudo. Um cateter uretral, que havia sido implantado, foi removido após 21 dias de pós-operatório.
Seis meses após a operação, ele retornou à clínica, relatando aos médicos ter retomado sua vida sexual sem dificuldades.
“Fratura peniana envolvendo todos os três corpos e lesão uretral associada é uma emergência urológica extremamente rara. Embora o diagnóstico de fratura peniana seja clínico, a ressonância magnética pode ajudar no diagnóstico e delinear a extensão da lesão. O reparo cirúrgico urgente da fratura peniana tripla tem excelente resultado, incluindo a recuperação da função erétil”, afirmaram os pesquisadores no artigo.
O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que os países precisam se preparar
Segundo o diretor-geral da OMS, a próxima pandemia está fadada a ‘bater à porta’ | Foto: Foto: Reprodução/Flickr
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que os países façam as “reformas necessárias” para suportar uma próxima pandemia. Ele fez a advertência na segunda-feira 22, durante a assembleia anual da OMS.
“Se não fizermos as mudanças que precisam ser feitas, quem fará?”, perguntou Tedros, semanas depois de a organização decretar o fim da emergência global para a pandemia de covid-19. “E se não fizermos agora, quando?”publicidade
O chefe da OMS disse que tais medidas precisam ser tomadas com celeridade, porque a próxima pandemia está fadada a “bater à porta”. “Não podemos empurrar com a barriga”, advertiu Tedros.
Ameaça de nova pandemia?
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom | Foto: Divulgação/OMS
A Assembleia Mundial da Saúde coincide com o 75º aniversário da OMS. O evento terá duração de dez dias.
Os 194 Estados membros da OMS negociam reformas nas regras que fixam suas obrigações no caso de uma ameaça internacional de saúde. Os países também trabalham para elaborar um tratado pandêmico mais amplo, o que deve ser consolidado em 2024. “Um compromisso desta geração é importante, porque é esta geração que experimentou quão terrível um pequeno vírus pode ser”, disse Tedros.
O diretor-geral da OMS também avaliou o estágio da covid-19 no mundo. “Permanece a ameaça do surgimento de outra variante, que pode causar novos surtos de doenças e mortes”, alertou. “A ameaça de outro patógeno emergente com potencial ainda mais mortal continua. As pandemias estão longe de ser a única ameaça que enfrentamos. Em um mundo de crises sobrepostas e convergentes, uma arquitetura eficaz para a preparação e para a resposta a emergências de saúde deve abordar emergências de todos os tipos.”
Para ampliar o acesso da população e aumentar a cobertura vacinal, a Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promove neste sábado (27) mais um Dia D de vacinação contra a gripe Influenza e aplicação da bivalente em todas as unidades de saúde do município.
Serão 104 salas de vacina nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), com funcionamento das 8h às 16h. A vacina contra a gripe Influenza está liberada para toda a população acima dos seis meses de idade. É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável.
A vacina bivalente está disponível para pessoas a partir dos 12 anos inseridos nos grupos prioritários ou maiores de 18 anos, tendo tomado, ao menos, duas doses da vacina monovalente contra a Covid e com intervalo de quatro meses após a última aplicação.
Os menores de 14 anos poderão atualizar a caderneta vacinal com as doses de rotina nas UBSs e USFs. As pessoas devem comparecer com documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação.
De acordo com Carlita Correia, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, o Dia D de vacinação é mais uma oportunidade para as pessoas atualizarem a caderneta vacinal.
“A vacina é segura e a principal aliada contra a gravidade das doenças. É importante que aqueles que ainda não tomaram a dose do imunizante devem ir ao posto de saúde mais próximo e garantir sua imunização”, destacou.
A doença não foi notificada na Bahia, mas um intenso trabalho de educação sanitária junto aos produtores já vem sendo adotado pela Adab
Foto: Ascom/Adab
A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria de Agricultura Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), reforçou as ações sanitárias no estado, estabelecendo medidas emergenciais, em parceria com a Associação Baiana de Avicultura (ABA) e demais entidades ligadas ao setor do agronegócio baiano. A iniciativa foi motivada pela confirmação de dois casos de Influenza Aviária (IA) em aves silvestres, pelo Ministério da Agricultura (Mapa), nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.
A doença não foi notificada na Bahia, mas um intenso trabalho de educação sanitária junto aos produtores já vem sendo adotado pela Adab, antes mesmo dos casos ocorridos no ES e RJ. “Apesar dos casos não terem relação com a indústria de aves, reforçamos aos produtores as medidas sanitárias a serem adotadas, a fim de evitar que Influenza Aviária chegue em nossos plantéis”, alerta o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz.
Luz enfatizou, ainda, que o produtor também pode ajudar a proteger a produção avícola adotando alguns procedimentos, como não permitir a entrada de pessoas estranhas nas granjas; lavar e desinfetar veículos e equipamentos antes de entrar na propriedade; aplicar práticas de higiene; evitar contato com outras espécies de aves; não utilizar água de rios ou fontes descobertas; ficar atento aos sinais da doença.
Outra recomendação da Adab é evitar visitas a sítios de aves migratórias e, caso haja real necessidade, cumprir quarentena de 14 dias. “Temos um litoral amplo na Bahia, o que facilita o pouso desses animais. Alguns desses locais também são pontos turísticos, como o Litoral Norte, Sul e Extremo Sul do estado, daí o trabalho antecipado da Adab na capacitação e educação sanitária junto às comunidades”, explicou o diretor de Defesa Animal, Carlos Augusto Spínola, ressaltando que a Bahia é livre da Influenza Aviária.
Como identificar a doença
Entre os sintomas passíveis de identificação da IA estão o andar cambaleante das aves e alta mortalidade em uma mesma área. Diante de um caso suspeito, a população não deve tocar ou resgatar as aves. É preciso acionar, imediatamente, o escritório da Adab mais próximo da ocorrência, ligar para o 0800 284-0011 ou enviar um e-mail para epidemiologia.adab@adab.ba.gov.br. Vale ressaltar que a Influenza Aviária não é transmitida pela ingestão de carne de frango ou ovos.
Além de prejudicar a saúde do paciente, o ronco pode impactar nas relações. Cansaço frequente durante o dia e dor de cabeça podem indicar um problema maior, como apneia do sono.
Ronco pode afetar mais do que a saúde do paciente e impactar nas relações — Foto: Freepik
Quando procurar ajuda médica para lidar com o ronco? Quando o ruído ficar muito alto ou desde o momento em que começar a atrapalhar o sono do parceiro ou parceira ao lado?
Em casos extremos, como o da aposentada Marcia Bucci, de São Caetano do Sul (SP), o ronco pode afetar mais do que a saúde do paciente e impactar também nas suas relações.
Me divorciei e um dos motivos foi o meu ronco.
— Marcia Bucci, aposentada
👉 Veja mais abaixo quais são os sinais de alerta, como identificar se o seu ronco indica algo mais grave e qual o momento de procurar um médico.
Esta reportagem é parte de uma série do g1 sobre o ronco que explica o que causa o ruído; como é feito o “exame do sono, a polissonografia”; quantos brasileiros esperam na fila pelo procedimento; e o que são os aparelhos CPAPs e BiPAPs. Também irá mostrar o que de fato funciona e o que não ajuda em nada para parar de roncar.
Aos 60 anos, Marcia conta que teve o diagnóstico de apneia há mais de uma década, quando ainda era casada.
🚨 A apneia é a causa mais grave do ronco. Ela ocorre quando as nossas vias aéreas se estreitam ao ponto em que chegam a ficar bloqueadas, interrompendo a respiração por alguns segundos.
A aposentada diz que não ficou surpresa com o resultado da polissonografia (o exame que identifica o quadro), pois já suspeitava que alguma coisa estava errada com a sua qualidade de sono: acordava sempre cansada e tinha dificuldade de concentração ao longo do dia, sinais típicos da condição.
“Eu nunca percebia, mas incomodava bastante o meu ex-marido porque era algo constante. Eu acordava até com ele me chacoalhando algumas vezes”, relembra.
Marcia tentou usar um daqueles clipes nasais para manter a via respiratória mais aberta, mas não adiantou.
A outra saída seria usar aparelhos como o CPAP ou BiPAP, que corrigem a respiração, mas isso esbarrou na questão financeira. Um equipamento desses pode passar de R$ 5 mil. O SUS até o fornece, mas a fila é longa.
Dormir em quartos separados, uma ideia que poderia resolver o incômodo do marido, não era uma possibilidade para ela por conta do tamanho do apartamento da família.
E, para piorar tudo isso, o ronco dela era motivo de piada de mau gosto do marido. Em algumas ocasiões, geralmente quando o casal se reunia com amigos, Marcia relembra que seu parceiro costumava caçoar dela, o que a deixava com bastante vergonha.
“Aí a coisa foi se agravando até chegar num ponto que eu não queria mais ficar casada com ele. As pessoas comentavam muito e comecei a ficar com depressão. Tive que tomar remédio e fazer alguns tratamentos”, diz.
Hoje, ela tenta focar em perder peso, o que poderá ajudar com o ronco. De um modo geral, a gordura acumulada nas vias aéreas dificulta a passagem de ar.
🩺 Quando procurar ajuda?
Mesmo que seu parceiro não se importe com seu ronco, vale a pena consultar um médico especialista em distúrbios do sono (como o otorrinolaringologista) quando:
houver episódios frequentes de ronco;
estiver com sintomas como sensação de que dormiu mal, dores de cabeça ou cansaço ao longo do dia.
Basta a pessoa ter algum grau de prejuízo diurno (sonolência, fadiga, irritabilidade) ou noturno (roncos, engasgos, fragmentação do sono) para que a busca de ajuda seja necessária.
— Danilo Sguillar, médico otorrinolaringologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo
📣 Ronco alto não determina gravidade: O profissional, que também é médico do Sono pela Associação Médica Brasileira, explica que o volume do ronco não determina a gravidade dos quadros e somente o exame da polissonografia é capaz de fazer o diagnóstico de distúrbios, como a apneia.
💤 E se for apneia do sono?
Nos casos em que houver suspeita de apneia do sono, o médico pode realizar a polissonografia para fazer o diagnóstico e determinar se o quadro é mais leve, moderado ou grave.
De qualquer forma, é importante ficar atento aos sintomas. Confira abaixo.
Se você também encontrar alguém apresentando esses sinais de alerta, leve-o ao médico.
🚒 O que a apneia do sono faz com o seu corpo
Segundo o NHS, o serviço de saúde britânico, caso não tratada, a apneia do sono pode levar a diversos problemas de saúde, como:
Pressão alta;
Maior chance de infarto;
Diabetes;
Doenças do coração;
Dificuldades de concentração;
Maior chance de se envolver em acidentes graves causados pelo cansaço, como batidas de carro.
“De forma crônica, a apneia do sono sobrecarrega o coração”, explica o otorrinolaringologista, que também é Coordenador do Departamento de Medicina do Sono da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial).
Segundo ele, a condição aumenta a pressão arterial, que pode levar a quadros de arritmia e infarto agudo do miocárdio e alterar nosso sistema metabólico propiciando resistência à insulina e maiores chances de diabetes mellitus tipo 2.
“O tratamento previne estas patologias. Portanto, é recomendável precocidade no diagnóstico e no tratamento”, alerta Danilo Sguillar.