Em Feira de Santana, 33 pessoas aguardam transferência para uma unidade hospitalar nesta terça-feira (11). As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado.
Do total, 15 pacientes esperam na UPA Queimadinha, 7 na UPA Mangabeira e os outros 11 nas policlínicas municipais: Feira X (1), Parque Ipê (6), Rua Nova (1), Tomba (1) e George Américo (2).
Na UPA Queimadinha, um homem de 56 anos que sofreu infarto está na fila da regulação há 11 dias. Já na Policlínica do Feira X, uma idosa de 71 anos deu entrada há cinco dias e espera a transferência a fim de receber o tratamento adequado para abscesso cutâneo .
REGULAÇÃO ESTADUAL
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.
Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.
De janeiro até junho deste ano, 129.977 consultas com especialistas foram marcadas pela Central Municipal de Regulação de Feira de Santana. Desse total, a maior procura foi por médico oftalmologista: 28.538.
Segundo a coordenadora da Central, Suzane Oliveira, as mulheres após os 30 anos lideram os agendamentos. Em sua avaliação, o histórico de comorbidades também pode influenciar na alta demanda.
“Além do oftalmologista que atende de forma geral, temos as subespecialidades que são destinadas aos pacientes com agravos específicos. Pela regulação, disponibilizamos atendimentos com especialistas em glaucoma, córnea, refração, retina, estrabismo e uveite”, pontuou Suzane.
Para a enfermeira referência técnica em Hiperdia, Carla Paim, a procura de pacientes diabéticos também contribui para o número elevado de marcações. Segundo ela, muitos procuram o serviço a fim de prevenir complicações como glaucoma, catarata e até a cegueira.
“Portadores da diabetes precisam de cuidados redobrados porque estão mais expostos ao risco de complicações devido à fragilidade da córnea. Sabendo da necessidade desse paciente, o encaminhamento pode ser feito na unidade de saúde do próprio bairro”, enfatizou.
Para fazer o agendamento de consultas e exames, o paciente deve se dirigir à unidade de saúde a qual é cadastrado. É importante informar o número de contato atualizado para facilitar o fluxo de atendimento.
Pacientes que sofrem com dores crônicas têm a oportunidade de aliviar os sintomas por meio da acupuntura – recurso terapêutico que utiliza agulhas em determinados pontos do corpo.
Na rede municipal de saúde, o atendimento gratuito, antes ofertado apenas no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), às segundas, foi ampliado para a unidade CAPS 3 toda quarta-feira.
O serviço é destinado aos pacientes cadastrados na rede CAPS, que sofrem transtornos psicológicos e que possuem fibromialgia, artrite e outras doenças reumatológicas. Além disso, também é estendido para funcionários da Secretaria Municipal de Saúde que necessitem do acompanhamento.
A auxiliar farmacêutica, Viviane Farias, que sofre com dores crônicas generalizadas, tem aproveitado o recurso há cinco meses e destaca que os benefícios já podem ser observados.
“Eu tenho fibromialgia. A acupuntura melhorou bastante as dores. Eu tinha muita dificuldade de locomoção e enxaquecas. O tratamento tem proporcionado muitas coisas boas. A firmeza das mãos está voltando e até os incômodos na mandíbula estão diminuindo”, relatou.
De acordo com o médico, Rodson Tartari, o procedimento dura de 15 a 30 minutos. No caso de pacientes com transtornos depressivos ou ansiosos, é utilizado como ferramenta que busca contribuir na redução do uso dos remédios.
“Os pacientes de dor crônica são pessoas que sofrem há muito tempo e possuem dificuldade até para fazer caminhada. A partir do momento que a gente reduz esse nível de dor, a pessoa consegue voltar a fazer atividade física que é um instrumento importante para quem sofre com depressão e ansiedade”, informa o especialista.
A coordenadora-geral da rede de saúde mental, Regicelia Silva, relata que a técnica passou a ser disponibilizada pela Prefeitura de Feira de Santana no ano passado com objetivo de promover o bem-estar.
“Percebemos uma melhora significativa dos pacientes, na autoestima e nas dores. Hoje, em média, cerca de 45 pessoas são atendidas por semana. O encaminhamento é feito dentro da própria rede”, relatou.
Em Feira de Santana, pessoas infectadas por hepatite têm assistência garantida no Programa Municipal de Hepatites Virais – localizado no Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Lêda, com funcionamento de segunda a sexta-feira.
Conforme a hepatologista do programa, Karina Maia, os tipos mais comuns da doença entre os pacientes atendidos são causados pelos vírus B e C. “Os adultos são os mais acometidos devido à forma de contágio que ocorre, principalmente, via sexual e parental“.
A médica também explica que por ser um doença silenciosa, a maioria dos pacientes pode viver anos sem apresentar sintomas. Desse modo, a recomendação é que todas as pessoas, na fase adulta, façam o exame para diagnóstico. Na rede pública, os testes rápidos para detecção da hepatite são realizados em qualquer unidade de saúde.
“Todos os indivíduos devem ser testados na fase adulta, principalmente os maiores de 40 anos, aqueles que apresentam olho amarelo, alteração nos exames do fígado ou pertencem a grupos com maior risco de contaminação, a exemplo dos usuários de drogas endovenosas ou inaladas, pessoas que usam seringas e fazem tatuagens”, orienta.
Além do não compartilhamento de itens de uso pessoal, a vacina é a maneira mais eficaz de assegurar a proteção contra a doença. A coordenadora do programa, Vanessa Sampaio, destaca que os imunizantes contra os vírus A e B são ofertados, gratuitamente, em todas as Unidades Básicas (UBSs) e de Saúde da Família (USFs).
“O trabalho de prevenção à hepatite começa ainda na infância, conscientizando os pais a atualizarem a caderneta de vacinação das crianças. Inclusive, aqui no CSE, nós temos uma sala de vacina, onde fazemos essa aplicação de doses”, frisou Vanessa.
Pamela Gonçalves, é mãe da pequena Melissa, que tem somente um ano, mas já recebeu os imunos contra a hepatite A e B que devem ser aplicados para a faixa etária. “O cartão de vacina dela sempre está atualizado porque a prioridade é que minha filha cresça sadia e sem o risco de doenças que podem ser prevenidas“, afirma.
De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, a vacina contra a hepatite B deve ser tomada logo após o nascimento e no período de dois e quatro meses de vida. Na fase adulta, a aplicação pode ser feita, caso haja necessidade, a exemplo de profissionais que atuam na área da saúde ou no manuseio de materiais biológicos, pessoas sem comprovação de esquema vacinal, com taxa de imunidade baixa, e para gestantes. Já a vacina contra hepatite A é destinada aos bebês com um ano e três meses.
Pela primeira vez desde o início da pandemia em 2020, Feira de Santana não registra morte por Covid-19 há mais de três meses. O último óbito foi notificado em 31 de março deste ano. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.
O último balanço mensal também identificou a redução de casos da doença. Em maio foram registrados 138 exames positivos, contra 73 diagnósticos no mês de junho, se comparado, representa uma diminuição de 47%.
De acordo com Carlita Correia, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, devido ao avanço da vacinação, as internações e os agravamentos, responsáveis pela Covid, estão em baixa no município.
“Acreditamos que foi possível chegar a esta fase graças ao avanço da vacinação. Por isso, é tão importante concluir o esquema vacinal. Mesmo com o controle dos casos, ainda é necessário manter os cuidados de prevenção”, destacou.
A Prefeitura de Feira segue intensificando a vacinação e a testagem contra Covid nas Unidades Básicas (UBSs) e de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira.
Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais são feitos o exame RT-PCR e o teste de antígeno. O serviço é disponibilizado gratuitamente todos os dias.
Cientistas desenvolvem medicamento que faz dentes voltarem a crescer
Foto: Image Source/Getty Images.
Pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão, vão começar a testar em humanos um novo medicamento que faz os dentes voltarem a crescer. O remédio apresentou bons resultados em roedores e, se funcionar nos voluntários, pode começar a ser comercializado em 2030.
O objetivo principal é ajudar pacientes que têm anodontia, ou seja, não têm nenhum dos dentes desde o nascimento devido a uma desordem genética.
A condição é mais comum em mulheres, e o principal tratamento atualmente é o uso de dentaduras.
Os cientistas conseguiram encontrar uma fórmula para suprimir a ação do gene USAG-1, que limita o crescimento dos dentes.
“A ideia de fazer os dentes crescerem é o sonho de todo dentista. Esperamos abrir caminho para o uso clínico do medicamento”, afirmam os pesquisadores, em entrevista ao jornal japonês Mainichi.
Os profissionais que trabalham na manipulação de alimentos no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, participaram de um treinamento nesta quarta (5) e quinta-feira (6). Na oportunidade eles foram capacitados sobre os cuidados necessários dentro da Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN). Nesta sexta-feira, 7 de julho, é comemorado o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos.
“Esse é um setor de grande importância, pois é responsável por fornecer toda a alimentação produzida no hospital, desde a recepção da mercadoria até o resultado final”, disse o nutricionista Marcelo Silva, coordenador do setor de nutrição do Hospital da Mulher.
Entre os temas abordados, destacaram-se a importância da higiene das mãos, a prevenção da contaminação cruzada e suas possíveis causas, as doenças transmitidas por alimentos, a verificação da data de validade dos produtos, a estrutura física dos alimentos e o uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs) pelos cozinheiros. “É fundamental enfatizar essas atividades diárias e rotineiras para garantir a segurança alimentar no hospital”, completou Marcelo.
A nutricionista Érica Figueiredo, participante do treinamento, destacou a importância de aplicar os conhecimentos adquiridos na vida profissional e de trabalhar em equipe, orientando e garantindo uma alimentação segura e de qualidade. Ela ressaltou que o treinamento é válido e fundamental para proporcionar mais segurança e qualidade de vida aos pacientes, promovendo uma boa alimentação, higiene adequada e evitando riscos biológicos, químicos e físicos.
De acordo com a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, a atualização profissional é uma preocupação constante da gestão da unidade. “Essas ações contribuem para a saúde e bem-estar dos pacientes, garantindo práticas corretas e atualizadas no preparo dos alimentos”, destacou Gilberte Lucas.
Guaribas (PI), cidade berço do Fome Zero; médicos mais experientes não querem ir trabalhar no município Imagem: Arquivo/Agência Brasil
Um levantamento realizado pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) mostra que faltam médicos na atenção primária em uma em cada três cidades brasileiras. O problema também atinge grandes centros, como Belo Horizonte.
O que aconteceu:
A atenção primária é a porta de entrada de quem procura atendimento de saúde, o popular “postinho”. E, quando bem estruturada, consegue resolver cerca de 80% das queixas de saúde mais comuns, segundo a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde).
A pesquisa mostrou que um terço das cidades entrevistadas tem falta de profissionais e não suporta atendimentos para a eficiência da rede de saúde pública. O levantamento foi aplicado via call center da CNM aos gestores municipais e alcançou 3.385 municípios, que concentram cerca de 112 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE.
Entre as cidades pesquisadas, 979 estão com falta de médicos, o que, na maioria dos casos, já dura mais de três meses.
As prefeituras apontam como dificuldades para contratação a exigência do cumprimento da carga horária semanal de 40 horas, o salário e a escassez de recursos. A falta de infraestrutura na cidade, como cinema, shopping e outros atrativos de lazer, foi apontado como um problema por 17 dos municípios. As gestões disseram realizar processos seletivos e editais de chamamento público para contratação de médicos.
As região Norte e Nordeste são as mais prejudicadas. Sul, Sudeste e Centro-Oeste aparecem na sequência, respectivamente. O problema impacta majoritariamente os municípios de grande porte, embora eles sejam o menor número de respondentes do levantamento. Uma das possíveis explicações para isso é que uma grande parte dos médicos quer se dedicar somente ao trabalho na rede privada ou dividir a atuação entre a área pública e particular, conforme mostra a edição 2023 da “Demografia Médica no Brasil”.
A pesquisa também concluiu que o Programa Mais Médicos, do governo federal, “não atende o preconizado em sua origem” — a CNM cita que a falta de enquadramento para grandes municípios agrava a situação. O governo Lula relançou o programa em março e abriu 15 mil novas vagas destinadas ao atendimento da população nas periferias dos centros urbanos e nos municípios do interior do país. Em nota, o Ministério da Saúde informou que tem o compromisso de fortalecer a atenção primária e ampliou as vagas do Mais Médicos e os incentivos profissionais do programa.
‘Mais experientes não querem vir’
A cidade de Guaribas (PI), que ficou conhecida nacionalmente por apresentar perspectiva de vida nos padrões de países pobres da África no início dos anos 2000, sofre com o problema. Distante 660 quilômetros de Teresina, o município que foi palco do lançamento do Programa Fome Zero, em 2003, sofre para atrair médicos — chegou a ficar sem atendimento no fim de 2018, depois que Cuba decidiu sair do Mais Médicos após as condições anunciadas pelo então presidente eleito Jair Bolsonaro.
O secretário de Saúde da cidade, Adiel Andrade, relatou ter tido problemas recentemente para contratar um profissional para repor a equipe. Com 4.276 habitantes, segundo o IBGE, a cidade conta com dois médicos, uma UBS (Unidade Básica de Saúde) e três postos de apoio.
Em maio um médico não manifestou interesse [em vir], então começou a procura por seu substituto. Os médicos que já têm mais tempo na área realmente não querem vir e quando manifestam interesse é um valor absurdo. Então, optamos por contratar um recém-formado, e graças a Deus, a equipe já está completa novamente” none Adiel Andrade, secretário municipal de Guaribas (PI)
‘Dificuldade de contratação para áreas remotas’
A diarista Adna Castro da Silva, 52, reclama da falta de médicos em Alter do Chão (PA), vila que faz parte do município de Santarém.Segundo ela, o local conta apenas com um médico e uma enfermeira.
Com dores abdominais frequentes, ela precisou passar numa consulta particular, paga por seu empregador, para descobrir que tinha pedras na vesícula. A cirurgia veio quase um ano depois, por meio da ONG Zoé, que leva médicos à região.
A diarista Adna Castro da Silva, moradora do Pará, precisou recorrer à consulta particularImagem: Arquivo pessoal
Tive essa dificuldade no atendimento. Precisamos de médicos para cá, no nosso lugar o SUS é muito carente. Eu me retorcia de dor, não conseguia mais trabalhar”none Adna Castro da Silva
Cristiane Pereira sobre médicos na comunidade: ‘Às vezes ficam um mês e não voltam mais’Imagem: Arquivo pessoal
A Prefeitura de Santarém confirmou que há dificuldades para contratação de médicos em áreas remotas. Em nota ao UOL, a gestão municipal informou que há três vagas ociosas na área urbana, porque os profissionais que atendiam ali foram classificados pelo Programa Mais Médicos e vão para áreas remotas. “A Secretaria Municipal de Saúde já está agilizando a contratação de novos médicos”, diz a nota.
Cristiane Pereira, 45, a Kika, presidente da Associação de Moradores da Vila Santana do Cafezal, em Belo Horizonte, faz parte da comissão de saúde da comunidade e diz ver o problema diariamente.
Tem vagas abertas, mas é muito difícil um médico que queira trabalhar em comunidade, mesmo que seja pacificada. Aparece um ou outro. Às vezes fica um mês e não volta mais. Às vezes a gente não sabe o porquê — se a demanda é muito grande, se ele tem que atender pacientes de outras equipes que não têm médico, e sobrecarrega demais. E tem também a questão de não ser especialista e ter que atender várias áreasnone Cristiane Pereira
Falta de condições de trabalho e plano de carreira
O médico Marcelo Averbach, fundador da ONG Zoé, diz que a fixação de médicos em locais remotos esbarra na falta de condições para o trabalho ou relacionadas à vida familiar. “É preciso pensar em estratégias de planos de carreira para esses profissionais que se dispõem a ir trabalhar nesses locais”, diz ele, comparando o trabalho com o de juízes, que começam em comarcas menores e que migram para centros maiores com o decorrer do tempo.
O médico César Eduardo Fernandes, presidente da AMB (Associação Médica Brasileira), faz a mesma analogia e destaca a importância de um plano de carreira. “Eu acho que os médicos de atenção primária deveriam ser profissionais com carreira de Estado, mais ou menos o que existe na magistratura. Se fixa num pequeno município, mas a depender da sua vontade, do acúmulo de experiência, pode pleitear mudança para centros maiores. Ele presta um concurso e não vai ser admitido desde o início numa grande cidade, tem que fazer uma carreira.”
Para o médico Artur Oliveira Mendes, diretor de Projetos e Pesquisas do Sinmed-MG (Sindicato dos Médicos de Minas Gerais), que trabalha há quase 20 anos na atenção primária, os dados de que faltam médicos de família não são uma novidade.
Muito pouco tem sido feito para resolver os problemas que já são apontados que causam essa má fixação dos profissionais. As cidades, em sua maioria, não têm um plano de carreira. Não oferecem condições para que desempenhem bem seu trabalho. Não tem tido ações que promovam segurança dos profissionais naquelas unidades. A violência verbal é a mais comum, mas tem a violência física. Nenhum profissional vai se fixar em condições adversas.none
A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte diz que a distribuição de servidores da rede muda “diariamente” por causa de desligamentos, demandas temporárias e movimentações internas. A pasta confirmou que das quatro equipes do Centro de Saúde Cafezal, uma está sem médico. O município citou a realizações de concurso público, adesão ao edital do Mais Médicos e banco de currículos como as estratégias adotadas para garantir assistência à população.
Nesta quinta-feira, 06, é o Dia Mundial das Zoonoses. Em Feira De Santana, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), ligado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), é responsável por colocar em prática o plano de controle dessas doenças no município.
Devido às ações promovidas pelo CCZ, algumas zoonoses estão controladas no município, a exemplo da raiva humana, que é uma infecção viral aguda e teve seu último caso diagnosticado em 2001.
Em 2022, 35.459 cães e 16.332 gatos foram imunizados contra a raiva. O trabalho também foi intensificado com 1.200 vistorias zoosanitárias, sendo a maior procura as doenças de leishmaniose e esporotricose. Neste mesmo período, foram realizados 870 atendimentos em animais sinantrópicos, na maioria dos casos relacionados a escorpião.
As zoonoses são doenças transmitidas pelos animais ao humano. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 60% das doenças infecciosas humanas vêm de origem animal.
A médica veterinária e coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro, explica que a transmissão pode ocorrer de forma direta.
“A contaminação pode vir através de um contato com secreções, como mordidas, saliva, sangue, urina e fezes ou contato físico. Também de forma indireta, por vetores, como mosquitos e pulgas, ou pelo consumo de alimento contaminado, por exemplo. As principais formas de prevenção continuam sendo as ações educativas e a vacinação do animal”, explicou.
O CCZ funciona na avenida Eduardo Fróes da Mota, no bairro Pedra do Descanso. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.
O contato pode ser feito através dos números 75 99967-3984 (para ligações) e 75 9851-8583 (mensagem via WhatsApp).
Gestão petista descartou vacina japonesa para aguardar a do Butantan, que só virá em 2025
Dengue Foto: Pixabay
O Brasil pode amargar, em 2023, mais um recorde de mortes por dengue, mas esse alerta parece não preocupar o governo Lula (PT).
É que a atual gestão, por meio do Ministério da Saúde, não demonstra interesse em comprar a vacina contra a dengue produzida pelo laboratório japonês Takeda, já autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde o mês de março, porque carece de ser analisada e pode demorar até um ano para ser viabilizada pelo sistema público.
Ocorre que o governo petista está dando prioridade à vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan desde 2009, que ainda não teve a pesquisa concluída e poderá ser disponibilizado pela Anvisa só em 2025, segundo o jornal O Globo.
A vacina japonesa, Qdenga, tem eficácia de 80,2% contra a dengue de qualquer sorotipo e pode prevenir a transmissão da doença pelo mosquito em pessoas entre 4 e 60 anos. A dose custa, em média, R$ 500.
Até o início de junho, de acordo com o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses, 1,38 milhão de casos prováveis de dengue já foram diagnosticados no Brasil. O número significa um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 1.016 mortes pela enfermidade, 162,5% a mais do que no ano anterior.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alexandre Naime Barbosa, falou ao O Globo e demonstrou preocupação com o cenário sanitário que vamos enfrentar. Ele ressaltou que “esperar uma vacina do Instituto Butantan pode custar vidas, principalmente dos grupos mais vulneráveis”.