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Uma pesquisa conduzida na Rush University, nos Estados Unidos, revelou que o consumo regular de morangos pode ajudar na prevenção de diversos tipos de demência, incluindo o Alzheimer.

O estudo analisou o cérebro de 575 pessoas que faleceram por volta dos 90 anos e não apresentavam Alzheimer. Os pesquisadores acompanharam esses voluntários ao longo de duas décadas ou até o momento do óbito.

Durante o acompanhamento, os idosos responderam questionários sobre seus hábitos alimentares e habilidades cognitivas.

Qual é o efeito dos morangos no cérebro?

Os autores do estudo suspeitam que a pelargonidina, presente nos morangos, tenha propriedades anti-inflamatórias que podem reduzir a neuroinflamação. Isso, por sua vez, diminuiria a produção de citocinas.

As citocinas são proteínas produzidas pelas células e desempenham um papel na regulação das respostas inflamatórias.

A inflamação cerebral tem sido associada à patologia do Alzheimer, incluindo a formação de placas e emaranhados.

Os dados sugerem que a pelargonidina pode proteger o cérebro contra o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Entre as frutas vermelhas, os morangos são a fonte mais rica dessa substância.

Julie Schneider, autora do estudo, afirma: “Suspeitamos que as propriedades anti-inflamatórias da pelargonidina possam reduzir a neuroinflamação geral e, assim, diminuir a produção de citocinas”.

Doença de Alzheimer

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que, ao longo do tempo, resulta em um declínio significativo das funções cognitivas.

Embora o esquecimento leve e ocasional seja parte normal do envelhecimento, a doença de Alzheimer envolve uma perda de memória que interfere na vida cotidiana.

Em outras palavras, a doença afeta as áreas do cérebro responsáveis pela memória, pensamento e comportamento. À medida que a doença avança, as habilidades de uma pessoa para realizar tarefas diárias simples diminuem.

Os sintomas do Alzheimer variam de pessoa para pessoa, mas frequentemente incluem perda de memória recente, dificuldade em planejar ou resolver problemas, além de desafios na conclusão de tarefas familiares.

Outros sintomas comuns incluem confusão em relação a tempos ou lugares, problemas de visão ou compreensão de relações espaciais, dificuldades na fala ou escrita, mudanças de humor ou personalidade e retração de atividades sociais.

Informações TBN


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A cantora Preta Gil precisou ser internada em junho por causa de uma infecção urinária provocada por um cálculo renal. Após o tratamento em hospital, a artista retomou a sua vida normal. Mas, afinal, o que são cálculos renais, quais seus riscos e como prevenir? O cirurgião urologista, Dr. Eduardo Cerqueira explica que os cálculos, também conhecidos como pedras nos rins, é um problema que atinge em média 10% a 15% por cento da população no Brasil e é uma das patologias mais comuns tratadas pelos urologistas. O diagnóstico, na maioria das vezes, no entanto, só vem a ser feito a partir de um atendimento em pronto-socorro, quando o paciente descreve a dor, em muitos casos, insuportável. Apesar de ser mais recorrente no
verão, o urologista alerta que, *durante o inverno, por conta da pouca ingestão de água, o risco da formação de cálculos nos rins pode aumentar*  e, portanto, o cuidado precisa ser redobrado.

Numa incidência maior entre pessoas de 20 a 40 anos de idade, o cálculo renal também  é uma realidade em pessoas mais jovens. O especialista diz que *as “pedras” nos rins são cristais que se formam nos rins*, órgãos que são responsáveis por realizar a filtragem do sangue no organismo para retirar as impurezas. “Nesse processo, elementos como ácido úrico, cálcio, eletrólitos, entre outros, podem precipitar na urina em forma de cristais que se agrupam formando pequenos cálculos”, salientou, acrescentando que é preciso tomar cuidado e ficar alerta pois, “mesmo pequeno, o cálculo induz à formação de novas pedras que se juntam, fazendo com que aumente de tamanho”.

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De acordo com Dr. Eduardo Cerqueira, são diversos os fatores de riscos para o surgimento de cálculos renais e a baixa ingesta de líquido é o principal dele. No inverno, esse problema pode ser potencializado porque as pessoas costumam sentir menos sede. “Além de consumir mais sódio, o paciente costuma, no frio, ingerir menos água e ainda alguns costumam tomar mais bebidas alcoólicas para esquentar (são diuréticas e favorecem à desidratação)”, destacou Dr. Eduardo Cerqueira. Segundo ele, é preciso evitar, nesse período mais frio, o consumo excessivo de carne vermelha, alimentos com bastante sal de cozinha e condimentadas, lembrando que não existe melhor caminho para a prevenção de cálculos renais a não ser a ingesta de água, “então, durante o inverno, é preciso sim se policiar”, frisou o cirurgião, acrescentando que é preciso ficar alerta para qualquer dor súbita na região dos rins.

Geralmente, o paciente não está sentindo nada e, de repente sente uma dor lombar, nas costas e de intensidade muito forte. Outros sintomas que podem estar associados são náuseas, vômito e mal estar intenso. “A dor é tão forte que o paciente dificilmente costuma ficar sem uma assistência médica”, explica, frisando que a dor também pode irradiar para as genitálias, seja no saco escrotal (homens) ou região da vagina (mulheres).  De acordo com o especialista, ainda existem os casos de dores moderadas e persistentes, que caracterizam os casos de cálculos de grande volume que ocupa todo o rim. “É um tipo de cálculo que vai crescendo aos poucos e a dor é persistente. Outros sinais podem ser sangramento na urina e episódios de infecção urinária”, alertou.

O principal tratamento e mais realizado atualmente para quem apresenta cálculos renais é a cirurgia a laser. Por ser um procedimento minimante invasivo e não necessitar de cortes. Além disso, possibilita o tratamento de cálculos de extensão grande em posições diferentes no rim e do canal. Existe também a cirurgia percutânea, por meio da qual pode ser utilizado o laser tratando cálculos de tamanho avançado e, em casos excepcionais, como pacientes com má formações ou alterações anatômicas nos órgãos, opta-se pela cirurgia robótica ou  laparoscópica, sem grandes incisões e recuperação mais rápida para o paciente.

*Infecção Urinária: a causa do problema de Preta Gil*

A pouca ingesta de água pode ser uma das causas de pedras nos rins, mas a infecção urinária pode ser uma das suas motivações, como foi o caso da cantora Preta Gil. Esse tipo de infecção se caracteriza pela presença de bactérias na urina com sintomas como ardência ao urinar, dor, desconforto e, muitas vezes, presença de sangue na urina. Nas mulheres, os quadros de reincidência são muito comuns. O urologista Dr. Eduardo Cerqueira explica que o fato de uretra da mulher ser curta favorece ao aparecimento dos sintomas, pois as bactérias passam pelo canal, conseguem entrar na bexiga e induzir a infecção. “É por isso que, após tomar banho de praia e piscina por tempo mais prolongado ou mesmo após relações sexuais, a mulher tem maios propensão a esse tipo de infecção”, frisou.

No homem, os sintomas são os mesmos, porém, no que se refere ao sexo masculino, é preciso salientar um outro tipo de infecção para a qual é preciso se atentar: trata-se da prostatite, “uma inflamação na próstata, que tem mais ou menos o tamanho de uma noz e tem todo seu papel correlacionado com a produção de líquidos importantes para o aparelho urinário. É importante frisar que a mesma bactéria que atinge o aparelho urinário alcança a próstata causando a inflamação desta glândula”, esclareceu Dr. Eduardo Cerqueira, provocando sintomas como a ardência, dor e desconforto de forma bem intensa no paciente.

Como aconteceu com a cantora Preta Gil, a infecção urinária tem a chance de ascender para os rins e formar a infecção renal, no caso da cantora, cálculos renais. Aqui, se tem a infecção de trato urinário superior, o que é considerado de risco maior, uma vez que o rim tem um fluxo de sangue muito grande. “O perigo de uma bacteremia é grande, ou seja, a bactéria cair na corrente sanguínea e se espalhar pelo corpo do paciente, ou mesmo ter uma sepse, que é a infecção generaliza por todo o corpo do indivíduo”, explicou o urologista.

A infecção renal também pode resultar na pielonefrite, o caso da cantora, que é a infecção da parte do rim responsável pela filtragem das impurezas no sangue; pode ainda ter quadro de abscesso renal, quando as bactérias entram no trato urinário e se espalham para os rins, onde se multiplicam e causam a infecção; e a pessoa pode desenvolver a hidronefrose renal infectada, que é quando o paciente tem cálculo renal, obstrui a passagem de drenagem do rim, fazendo com que a urina fique presa e prolifere bactérias. O tratamento, conforme o especialista, perpassa por antibióticos e algumas atitudes como higiene íntima antes das relações sexuais, sempre lavar as genitálias após urinar e defecar, beber bastante líquido e não prender a urina.

Por *Adriana Adriana Matos*

Agência AMA Comunicação Integrada – Assessoria de Imprensa


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Pesquisadores chineses conduziram um estudo com o objetivo de avaliar o impacto dos refrigerantes na fertilidade, e descobriram um efeito colateral que pode prejudicar os homens.

Baseando-se em testes com camundongos machos, os pesquisadores observaram que o consumo de bebidas gaseificadas pode aumentar os níveis de testosterona, resultando em um aumento no tamanho dos testículos.

O estudo, publicado na revista “Acta Endocrinol”, analisou os efeitos de bebidas gaseificadas em mais de 100 camundongos durante 15 dias. Os animais foram divididos em grupos, alguns expostos a Coca-Cola e outros a Pepsi, em diferentes concentrações.

Os camundongos que consumiram Coca-Cola e altas concentrações de Pepsi apresentaram uma massa testicular significativamente maior em comparação ao grupo de controle, que recebeu apenas água pura. Além disso, esses animais também tiveram níveis mais elevados de hormônio masculino.

Apesar dessas descobertas, os efeitos a longo prazo dessas bebidas na massa testicular e na produção de testosterona ainda não estão completamente esclarecidos e requerem estudos adicionais.

Além do impacto nos testículos, especialistas alertam que o consumo excessivo de refrigerantes está associado a um maior risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e câncer.

Estudos anteriores também indicam que o consumo de refrigerantes pode afetar negativamente a fertilidade feminina. Experimentos com camundongos demonstraram que essas bebidas resultam na redução do tamanho dos ovários.

Informações TBN


Abacate pode te ajudar no desempenho sexual
Abacate pode te ajudar no desempenho sexual Imagem: iStock

Se você anda ficando mais animado com a ideia de dormir do que de fazer sexo, talvez seja hora de tomar uma atitude. É normal a libido baixar de tempos em tempos, e isso pode acontecer por uma série de razões, como depressão, estresse, obesidade ou uso de certos medicamentos, entre outros fatores, além do fato de os parceiros já não estarem se dando muito bem fora do quarto.

Mesmo assim, focar em certos alimentos e nutrientes podem ser a ajuda que faltava para “colocar fogo nos lençóis”, especialmente se a causa for física.

– Coloque no cardápio:

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Abacate

Quando falamos de causas orgânicas, tudo o que melhora circulação de sangue vai ser positivo. Por isso, a fruta é uma boa escolha. Fornece um tipo de gordura muito boa, a monoinsaturada, que ajuda o coração e a circulação a se manterem saudáveis. Por ter um sabor neutro, pode virar preparações doces e salgadas. Só não exagere, pois é calórico. Um quarto de abacate, ou metade de um avocado, já é uma ótima porção para um dia.

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Cacau em pó

Sabemos que o chocolate é uma delícia, mas também é cheio de açúcar e gordura, o que tira um pouco seus pontos positivos. Por isso, melhor investir no cacau em pó, que possui a feniletilamina, um estimulante para a produção de dopamina e serotonina, hormônios relacionados à sensação de bem-estar, algo importante para a libido. Também melhora o fluxo de sangue no organismo. Dá para colocar na receita de um bolo, por exemplo, ou misturar com o leite, como um achocolatado.

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Peixes gordos

Sardinha, salmão e arenque, por exemplo, são fontes animais de ômega 3, um ácido graxo que não produzimos, por isso é necessário suplementar com a alimentação. Tem uma ação anti-inflamatória, associada a uma melhor circulação no sangue e menor formação de coágulos nos vasos sanguíneos. E se tudo está bem fisicamente, as chances da libido aumentar melhoram. O recomendado é consumir, pelo menos, duas porções de 120 gramas cada, por semana.

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Chá verde

Poderia uma xícara de chá quente aquecer sua vida sexual? O verde é rico em compostos chamados catequinas, que ajuda a promover o fluxo sanguíneo para uma vida sexual melhor, matando os radicais livres que danificam e inflamam os vasos sanguíneos, aumentando sua capacidade de transportar sangue. Também tem um componente chamado l-teanina, aminoácido com ação dopaminérgica, aumentando a sensação de bem-estar. A quantidade ideal são duas xícaras por dia, no máximo.

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Sementes de Abóbora

Considerada uma das melhores fontes vegetais de zinco, também contém proteínas, fibras, potássio e ferro. Importante para a função imunológica, cicatrização de feridas e saúde ocular. Consuma um punhado por dia, pois o zinco também desempenha um papel no desejo sexual de um homem, já que a falta dele piora a qualidade do sêmen. No caso das mulheres, está relacionado a uma maior taxa de aborto.

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Ovo de codorna (ou o de galinha mesmo)

Apesar de não ter uma relação direta com a libido, é fonte de vitaminas do complexo B, ligadas a melhor produção de esperma, além da coenzima Q10, um antioxidante cuja tarefa é nos proteger dos radicais livres e de qualquer agente externo que cause algum tipo de dano oxidativo. Mas não adianta sair comendo uma bandeja por dia. A medida são quatro ovos de codorna para um de galinha, diariamente, caso a pessoa não tenha nenhum tipo de problema com o excesso de colesterol.

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Amendoim

É um alimento rico em energia, fonte de gorduras e tem vitamina E, essencial para a produção de hormônios sexuais. Por isso toda essa mística em cima do amendoim. Outras fontes são a castanhas do pará, de caju, nozes, amêndoas e óleos vegetais, como o do girassol. Vá da versão torrada e sem sal, e coma, no máximo, o que cabe dentro de uma xícara de café.

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Pimenta

Tem capsaicina, que dá o sabor ardido para o tempero e ainda possui um discreto efeito termogênico, aumentando levemente a circulação de sangue. Se a pessoa não tiver contra indicação, como gastrite e refluxo, vale a pena incluir no cotidiano.

– Manere na dose

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Bebida alcoólica

Aqui é uma questão quantitativa. Muitas pessoas ficam mais à vontade, mais desinibidas ou estimuladas com a ajuda de um drinque, psicologicamente falando. Um brinde não seria um grande problema, mas sim o excesso, que aí sim vai atrapalhar o desempenho, pois o álcool tem um efeito depressor do Sistema Nervoso Central. Também causa uma vasoconstrição exacerbada, o que pode não levar sangue para onde deveria, incluindo o corpo cavernoso, atrapalhando a ereção.

– Tire do cardápio

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Comidas gordurosas

Gordura em excesso nunca é bom, especialmente antes de uma noite mais quente com o seu parceiro. Isso porque são alimentos de difícil digestão, fazendo grande parte do sangue ir para o estômago, na tentativa de finalizar o “trabalho”. E quem vai ter ânimo para fazer sexo depois de comer um pratão de feijoada?

Fontes: Clarissa Hiwatashi Fujiwara, nutricionista; Alessandro Scapinelli, ginecologista e obstetra.

Informações UOL


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O chá de alho é uma infusão conhecida por suas propriedades medicinais e tem sido utilizada há séculos como um remédio natural para diversas condições de saúde, incluindo a gripe. O alho (Allium sativum) é rico em compostos bioativos, como a alicina, que possuem propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e antioxidantes. Além disso, o alho contém vitaminas C e B6, manganês, selênio e fibras. Esses componentes ajudam a fortalecer o sistema imunológico e combater infecções.

Benefícios do chá de alho

Como o chá de alho pode ajudar a combater a gripe?

Embora o chá de alho não seja uma cura definitiva para a gripe, ele pode ser eficaz como um tratamento complementar. Suas propriedades antimicrobianas e imunomoduladoras ajudam a reduzir a duração e a gravidade dos sintomas. No entanto, é importante lembrar que o chá de alho deve ser utilizado como parte de um tratamento integrado, que inclui descanso, hidratação e, se necessário, medicamentos prescritos por um profissional de saúde.

Chá de alho que alivia os sintomas da gripe forte

Créditos: Piotr Wytrazek/istock

Chá de alho que alivia os sintomas da gripe forte

Como preparar o chá de alho?

Ingredientes:

Modo de preparo:

  1. Descasque os dentes de alho e amasse-os levemente para liberar os compostos ativos.
  2. Ferva a água em uma panela.
  3. Adicione o alho amassado à água fervente e reduza o fogo.
  4. Deixe ferver por cerca de 10 minutos.
  5. Coe o chá para remover os pedaços de alho.
  6. Adicione mel e limão a gosto para melhorar o sabor e potencializar os benefícios.

Contraindicações

Embora o chá de alho seja seguro para a maioria das pessoas, existem algumas contraindicações e precauções a serem consideradas, como:

O chá de alho pode ser um aliado natural no combate à gripe, oferecendo diversos benefícios à saúde. No entanto, é importante utilizá-lo com moderação e consultar um profissional de saúde em caso de dúvidas ou condições específicas de saúde.

Informações TBN


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A ciência já suspeitava que o cérebro realiza uma espécie de “higiene” enquanto dormimos. Essa hipótese, inclusive, é uma das explicações para os sonhos e pesadelos que experimentamos durante a noite. No entanto, até recentemente, os neurologistas não compreendiam completamente como essa intensa atividade de limpeza cerebral ocorre durante o sono.

Dois estudos publicados na revista Nature em fevereiro abordaram esse tema. No primeiro deles, pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriram que ondas cerebrais lentas, geradas pelos impulsos dos neurônios, auxiliam na eliminação de resíduos cerebrais durante o sono. Essas ondas podem ser comparadas à “onda” em um estádio esportivo, transportando as toxinas.

A pesquisa revelou que as células nervosas individuais coordenam-se durante o sono para produzir ondas rítmicas que impulsionam o fluido cerebrospinal através do tecido cerebral, promovendo uma espécie de “lavagem”. É como se fosse o movimento lento de uma máquina de lavar.

Uma veia que percorre o cérebro atua como uma calha, depositando os resíduos para serem transportados através da barreira que separa o cérebro do restante do corpo (a meninge). Esse processo direciona os detritos cerebrais para a corrente sanguínea, onde são tratados pelos rins.

O estudo foi conduzido monitorando o sono de ratos. Com base nas descobertas, os cientistas passaram a investigar como esse sistema funciona em animais com Alzheimer, buscando entender se os problemas na “máquina de lavar” cerebral contribuem para o acúmulo de proteínas tóxicas no órgão, causando declínio cognitivo.

Por que o cérebro afetado pelo Alzheimer não consegue se autolimpar?

Em outro estudo publicado na mesma revista em fevereiro, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) realizaram testes com animais doentes, utilizando ondas sonoras que simulavam o mesmo ritmo dos impulsos neurais. Eles conseguiram reativar os mecanismos de limpeza, removendo as proteínas amiloides do cérebro.

Uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores é que, à medida que envelhecemos, os neurônios perdem o ritmo adequado de limpeza cerebral, o que pode facilitar o acúmulo de toxinas nos tecidos. Mudanças nos padrões de sono e na qualidade do descanso noturno também podem afetar esse sistema.

A descoberta da frequência ideal para a limpeza cerebral representa um avanço significativo na pesquisa de novos tratamentos para doenças neurodegenerativas. O pesquisador Li-Feng Jiang-Xie, líder do estudo da Universidade de Washington, celebra a possibilidade de retardar ou até mesmo prevenir doenças como Alzheimer e Parkinson, nas quais o excesso de resíduos se acumula.

Informações TBN


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Em alusão ao Dia Mundial de Combate às Drogas, celebrado em 26 de junho, a Dra. Luiza Lessa, médica especialista em saúde mental, lança um alerta sobre a estreita relação entre transtornos mentais e o abuso de substâncias. A campanha deste ano destaca a importância de uma abordagem integrada no tratamento de dependentes químicos, enfatizando a necessidade de abordar simultaneamente os transtornos mentais e o vício em substâncias.

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A médica esclarece que transtornos mentais, como os transtornos do humor, a ansiedade, a depressão, muitas vezes coexistem com o uso de drogas. “Frequentemente, os indivíduos utilizam substâncias como uma forma de aliviar os sintomas difíceis de suportar e em em resposta a uma impulsividade excessiva, mas isso apenas agrava a situação a longo prazo”, afirma. Ela enfatiza a necessidade de uma abordagem que trate tanto o vício quanto os problemas emocionais subjacentes. “Não se trata apenas de parar de usar drogas, mas também de cuidar dos aspectos psicológicos por trás do vício”, ressalta.

A campanha deste ano chama a atenção para a necessidade de oferecer suporte contínuo e compreensivo aos dependentes químicos, abordando tanto os transtornos mentais quanto o uso de substâncias de forma simultânea. “O uso de drogas atua no sistema de recompensa do cérebro, trazendo uma sensação de prazer imediato. Para uma mente que já está em busca desse prazer, seja por impulsividade, compulsividade ou depressão, o vício se torna ainda mais difícil de superar e o uso dessas substâncias psicoativas é um transtorno mental crônico que requer um acompanhamento continuado “ explica a especialista.

Dra. Luiza Lessa destaca a importância de investigar a fundo as causas do uso de substâncias. “Quando atendo um paciente que faz uso de álcool, por exemplo, procuro entender se o problema principal é o uso da substância ou se há um transtorno mental subjacente, como um transtorno bipolar ou depressivo”, comenta. Segundo ela, é essencial compreender o que leva o indivíduo a buscar alívio nas drogas para proporcionar um tratamento eficaz e duradouro.

É importante ressaltar que transtornos como a bipolaridade, a ansiedade e a depressão são passíveis de estabilização. No entanto, recorrer ao uso de álcool e drogas para lidar com os seus sintomas não resolve o problema e pode iniciar um ciclo difícil de interromper. “A ansiedade pode aparecer como preocupações constantes ou ataques de pânico, levando muitos a usar álcool para acalmar temporariamente esses sentimentos. A depressão causa profunda tristeza e desinteresse por atividades prazerosas, levando alguns a buscar alívio nas drogas e o comportamento impulsivo nos transtornos do humor pode levar o indivíduo ao abuso de substancias “ explica a Dra. Luiza.

Ela alerta que o uso excessivo de substâncias pode agravar os sintomas dos transtornos mentais e aumentar o risco de comportamentos prejudiciais. “Depender de álcool e drogas para enfrentar ansiedade e depressão pode criar um ciclo difícil de quebrar. É fundamental buscar ajuda de profissionais qualificados para encontrar caminhos de recuperação”, orienta.

O Dia Mundial de Combate às Drogas deste ano reforça a necessidade de políticas públicas que promovam uma abordagem integrada no tratamento dos dependentes químicos, garantindo que transtornos mentais e o abuso de substâncias sejam tratados de forma concomitante. “Precisamos de um sistema de saúde que ofereça suporte contínuo e compreensivo, abordando todas as nuances do problema”, conclui a médica acrescentando que “se você ou alguém que você conhece está enfrentando problemas com abuso de substâncias e transtornos mentais, saiba que há ajuda disponível. Procure profissionais de saúde qualificados e instituições de apoio para iniciar o caminho da recuperação”.

Contato para Imprensa:
Cristiane Melo
Telefone: (75) 9134-1324
Sugestão de fonte:
Dra. Luiza Lessa, médica especialista em saúde mental


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Ao optarmos por um estilo de vida saudável, frequentemente a primeira mudança ocorre na nossa alimentação. No entanto, compreender todo o processo de produção dos alimentos, desde a sua origem até chegarem à nossa mesa, pode transformar nossa relação com a comida. Essas escolhas diárias não apenas afetam nosso corpo, mas também têm um impacto significativo no equilíbrio do planeta.

Segundo informações do Metrópoles, uma pesquisa conduzida pela Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan analisou as recomendações do relatório EAT-Lancet de 2019, que aborda a chamada “Dieta da Saúde Planetária” (PHD). Segundo os estudiosos, esse padrão alimentar, que envolve a redução do consumo de carnes vermelhas e o aumento da variedade de grãos integrais, vegetais e nozes, não só está associado a menor mortalidade por doenças cardíacas, pulmonares e câncer, mas também contribui para a preservação do meio ambiente.

Walter Willett, um dos autores do estudo, destaca a conexão entre o sistema alimentar global e as mudanças climáticas. Ele afirma que mudar nossos hábitos alimentares pode ajudar a retardar o processo de mudança climática, e o que é benéfico para o planeta também é benéfico para nós, seres humanos.

A nutricionista e colunista do Metrópoles, Thaiz Brito, considera a Dieta da Saúde Planetária um exemplo de alimentação balanceada. Essa abordagem não preconiza a exclusão radical de nenhum nutriente. Os alimentos incluídos nesse modelo dietético são semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida pela Unesco como um padrão alimentar saudável e premiado. Ambas as dietas enfatizam o consumo de alimentos naturais e minimamente processados.

Quando se trata de prevenção de doenças, como o câncer, a especialista ressalta que uma dieta rica em grãos integrais, vegetais e nozes é essencial. Esses alimentos são fontes de vitaminas, minerais, fibras e compostos fitoquímicos, como antioxidantes.

Além dos benefícios à saúde, a Dieta da Saúde Planetária também tem impactos ambientais positivos. A pesquisa envolveu mais de 200 mil mulheres e homens, e os participantes que aderiram a essa dieta apresentaram menor impacto ambiental. Isso incluiu redução do desperdício de alimentos e melhoria das práticas agrícolas, como emissões reduzidas de gases de efeito estufa (29%), menor necessidade de fertilizantes (21%) e uso mais eficiente das terras agrícolas (51%).

Para entender melhor essa relação entre dieta e meio ambiente, conversei com o agroecologista Caca Feliciano. Ele destaca que não são os alimentos em si que causam desgaste ambiental, mas sim a produção em larga escala. Grandes áreas de monocultura, como cana-de-açúcar, soja e milho, podem contribuir para o desmatamento.

Feliciano sugere uma consciência socioalimentar, na qual consideremos a origem dos alimentos e as relações sociais envolvidas em sua produção. Além disso, ele alerta para os riscos do uso excessivo de agrotóxicos, que afetam não apenas o solo e a água, mas também expõem os trabalhadores agrícolas a perigos.

Em resumo, manter uma alimentação natural e minimamente processada é a forma mais segura e sustentável de nos alimentarmos, beneficiando tanto nossa saúde quanto o meio ambiente. 

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As células neurais responsáveis por ativar a sensação de fome no corpo humano também são estimuladas pelo álcool

Localizados no hipotálamo, os neurônios de Agrp exibem hiperatividade elétrica e bioquímica quando são expostos ao etanol (princípio ativo do álcool).

O estudo mostrou, ainda, caminho reverso. Ao abolir a atividade deste neurônio, a indução à compulsão alimentar por meio da ingestão de álcool foi neutralizada, mostrando que a atividade da célula de Agrp é essencial para que o álcool estimule a alimentação excessiva.

Ratos “beberrões” comem mais

A pesquisa foi realizada com dois grupos de ratos. O primeiro deles foi exposto ao consumo excessivo de álcool por três dias (ingerindo o equivalente a 18 doses por dia), ao passo que o segundo não foi submetido ao uso do etanol.

O resultado foi que, enquanto, os ratos que permaneceram “sóbrios” não alteraram seus padrões de consumo alimentar, os animais que participaram da “bebedeira” apresentaram um aumento significativo na ingestão de alimentos.

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Professor de Educação Física ensina como o ato de caminhar pode resultar em emagrecimento. Exercício deve ser combinado com dieta e descanso

Foto de mulheres caminhando no parque para perder peso - Metrópoles

Caminhar é uma atividade simples, acessível e benéfica para a saúde. Além de proporcionar momentos de relaxamento, o exercício físico funciona como um aliado para a perda de peso se estiver associado a um plano alimentar voltado ao emagrecimento.

O professor Fábio Tenório, coordenador do curso de Educação Física da Universidade Católica de Brasília, explica que, se incorporada à rotina e combinada com uma alimentação saudável, a caminhada irá contribuir para a perda de peso. Segundo ele, os resultados aparecem entre 8 e 12 semanas, tempo que o corpo leva para realizar algumas adaptações fisiológicas.

“A caminhada promove gasto calórico, mas o que irá determinar o emagrecimento é a relação entre o volume e a intensidade da caminhada, combinada ao plano alimentar”, ensina.

De acordo com o professor, uma caminhada de intensidade moderada resulta em um gasto de cerca de 300/400 calorias por hora. Com este ritmo é possível emagrecer até meio quilo por semana se a alimentação estiver adequada. “Lembrando que fatores como peso, idade, sexo e condição física podem colocar esse resultado tanto para cima como para baixo”, complementa.

Além da alimentação, outros hábitos importantes para a perda de peso são:

É possível definir o corpo só com a caminhada?

O professor explica que a definição muscular depende do percentual de gordura e de massa magra no indivíduo. “A definição muscular irá ocorrer quando a atividade preponderante for a musculação. Recomendo que as pessoas em busca de perda de peso e ganho de massa magra combinem a caminhada com a musculação”, sugere.

“Quando você ingere mais calorias do que gasta, seu balanço é positivo e o resultado é o aumento do peso. Quando se ingere menos calorias do que o corpo gasta, entramos em balanço energético negativo, tendo como resultado a perda de peso corporal”, ensina.

O profissional alerta que antes de iniciar qualquer programa de exercícios físicos, incluindo a caminhada, é fundamental buscar profissionais de saúde para um aconselhamento seguro e eficaz.

Confira 5 benefícios de caminhar:

1 – Melhora da saúde cardiovascular
A caminhada regular ajuda a fortalecer o coração, reduzir a pressão arterial e melhorar a circulação sanguínea, diminuindo o risco de doenças cardíacas e derrames.

2 – Controle de peso
Ajuda a queimar calorias, o que pode contribuir para a perda de peso ou manutenção de um peso saudável. Também pode melhorar a composição corporal ao aumentar a massa muscular magra.

3 – Redução do estresse e melhora do humor
O exercício libera endorfinas, hormônios que ajudam a melhorar o humor e reduzir o estresse e a ansiedade.

4 – Fortalecimento dos ossos e músculos
A caminhada regular fortalece os músculos das pernas e aumenta a densidade óssea, ajudando a prevenir a osteoporose e outros problemas ósseos.

5. Melhora da saúde mental
Realizar atividades físicas regulares, como a caminhada, melhora a função cognitiva, aumenta a memória e reduz os sintomas de depressão e ansiedade.

Informações Metrópoles

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