Ao calcularem a expectativa de vida média dos participantes, perceberam uma diferença drástica entre quem mantinha os cinco hábitos saudáveis e quem não. Para os participantes do estudo que não adotaram nenhum dos fatores de estilo de vida de baixo risco, por exemplo, os pesquisadores estimaram que a expectativa de vida aos 50 anos era de mais 29 anos para as mulheres e 25,5 anos para os homens.
Mas para aqueles que adotaram todos os cinco fatores de baixo risco, a expectativa de vida aos 50 anos foi projetada para mais 43,1 anos para as mulheres e 37,6 anos para os homens. Em outras palavras, as mulheres que mantiveram todos os cinco hábitos ganharam, em média, 14 anos de vida, e os homens ganharam 12 anos, em comparação com aqueles que não preservaram hábitos saudáveis.
O estudo se concentrou na população americana, mas os autores dizem que as descobertas se aplicam a grande parte do mundo ocidental e ressalta a importância de seguir hábitos de vida saudáveis para melhorar a longevidade na população. No entanto, afirmam que, como a adesão a essas práticas é muito baixa, as políticas públicas devem colocar mais ênfase na criação de ambientes saudáveis, para apoiar e promover uma dieta e um estilo de vida melhor.
Fonte: Frank Hu, presidente do Departamento de Nutrição da Harvard Chan School e autor sênior do estudo.
As hepatites virais são um conjunto de doenças que atacam o fígado e podem levar a sérios problemas de saúde, como cirrose e câncer. Para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, a Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está intensificando as atividades educativas, vacinação e testes rápidos nas unidades de saúde em alusão à campanha Julho Amarelo.
A ação oferece testes rápidos gratuitos para as hepatites B e C em todas as unidades de saúde do município. Além disso, estão sendo realizadas palestras, campanhas de conscientização e outras atividades voltadas para informar a população sobre os sintomas, formas de transmissão e prevenção das hepatites virais.
É importante destacar que existe vacina contra a hepatite B e que a hepatite C pode ser curada com o tratamento adequado. A secretária municipal de saúde, Cristiane Campos, reforça a importância da iniciativa.
“É fundamental que toda a população receba informações sobre a doença, suas formas de prevenção e tenha acesso ao teste rápido. Essa é a melhor forma de reduzir o contágio e promover o tratamento adequado aos pacientes”, destacou.
Em um mundo onde alimentação saudável é cada vez mais valorizada, o agrião surge como um destaque. Este vegetal tem conquistado cada vez mais espaço nas mesas de quem busca uma dieta equilibrada e rica em nutrientes. Recentemente, foi considerado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos como a verdura mais saudável, com uma pontuação perfeita em um estudo comparativo que analisou diversas frutas e vegetais.
Este superalimento, que outrora poderia ser visto apenas como um simples ingrediente de salada, é na verdade uma fonte incrível de vitaminas e minerais essenciais. Estudos científicos apontam que sua composição rica contribui de forma significativa para a manutenção da saúde e prevenção de doenças.
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Quais Nutrientes Fazem do Agrião uma Super Comida?
O agrião é repleto de vitaminas A, B6, B12, C, D, E, e K, além de minerais como ferro, cálcio e potássio. Estes nutrientes são vitais para diversas funções corporais, incluindo a visão, a força óssea e a imunidade. O CDC destaca o agrião não só pelo seu baixo conteúdo calórico, mas também pela concentração destes nutrientes essenciais que superam muitas outras verduras e frutas.
Como Integrar o Agrião na Dieta Diária?
Incorporar o agrião na alimentação diária não é apenas uma maneira de enriquecer suas refeições com nutrientes, mas também de adicionar sabor e frescor. Este vegetal versátil pode ser consumido tanto cru quanto cozido. Para aproveitar ao máximo seus benefícios, recomenda-se consumi-lo cru em saladas ou como um toque verde em sanduíches.
Quais são os Principais Benefícios do Consumo de Agrião?
Fortalecimento do sistema ósseo e melhoria da visão devido à rica presença de vitaminas.
Controle do diabetes através de seu baixo índice glicêmico.
Redução do nível de colesterol ruim, promovendo a saúde cardiovascular.
Proteção antioxidante que combate o envelhecimento precoce e a degeneração celular.
Além de suas propriedades nutricionais, o agrião também é conhecido por suas capacidades expectorantes que ajudam na limpeza das vias respiratórias, sendo um grande aliado durante a temporada de alergias e resfriados.
Há Restrições no Consumo de Agrião?
Embora seja um alimento extremamente benéfico, o agrião não é recomendado para todos. Pessoas em tratamento com anticoagulantes devem evitar o agrião, devido à sua alta concentração de vitamina K, que pode alterar a eficácia do medicamento. Da mesma forma, o consumo excessivo pode interferir na eficácia de outros remédios. Sempre é prudente consultar um médico antes de fazer mudanças significativas na dieta, principalmente para gestantes ou indivíduos com condições de saúde específicas.
Com uma pontuação de 100 em uma escala de avaliação nutricional e no topo da lista do CDC como a verdura mais saudável, o agrião é sem dúvida uma excelente escolha para aqueles que buscam melhorar sua alimentação e, consequentemente, sua qualidade de vida.
O consumo frequente de carnes processadas vem sendo associado a um crescente risco do desenvolvimento de câncer de intestino. Esta doença, que figura entre as mais comuns em várias partes do mundo, incluindo Brasil, suscita preocupações quanto aos hábitos alimentares modernos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as carnes processadas são consideradas um fator de risco “certo” para câncer de intestino, enquanto as carnes vermelhas são classificadas como um risco “provável”. Essa diferenciação importante faz parte de um conjunto de diretrizes emitidas para alertar sobre os perigos potenciais à saúde associados ao consumo deste tipo de alimento.
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Quais são os processos que tornam as carnes risco à saúde?
As carnes processadas são aquelas preservadas por métodos como defumação, cura, salga, ou através da adição de conservantes químicos. Exemplos comuns incluem salsichas, bacon, mortadelas e até conservas de carnes como sardinha e atum.
Impacto das carnes brancas processadas
Não apenas as carnes vermelhas, mas também as brancas processadas, como o peito de peru defumado, têm implicações negativas para a saúde devido aos processos de conservação semelhantes. A OMS sugere que mesmo estas devem ser consumidas com moderação.
Relação entre carnes processadas e o câncer de intestino
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Estudos apontam que a ingestão de 50 gramas diárias de carne processada pode elevar o risco de câncer colorretal em até 18%. Além disso, aqueles produtos enfatizam um armazenamento mínimo de vitaminas e nutrientes essenciais, apresentando, assim, baixo valor nutritivo.
O perigo se encontra principalmente nas substâncias usadas para a preservação e melhoria do sabor, que no decorrer do tempo, podem causar danos ao DNA das células do intestino, potencializando o risco de transformações malignas.
Dicas para reduzir o consumo de carnes processadas
Alternativas mais saudáveis: Substituir carnes processadas por carnes brancas, ovos, legumes ou outras fontes de proteínas na alimentação diária.
Limitação: Reduzir o consumo de carne vermelha para no máximo duas vezes por semana, como sugerido pela OMS.
Consciência e escolha: Optar por produtos certificados ou de origem conhecida, que garantam um método de preparo menos prejudicial.
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Reconhecer e adaptar hábitos alimentares pode ser um passo significativo na prevenção dessa doença grave que é o câncer de intestino. Além de uma dieta balanceada, é crucial realizar exames periódicos, como a colonoscopia, a partir dos 45 anos, para uma detecção precoce e eficaz deste tipo de câncer.
O mundo da ciência está em constante evolução, e as descobertas recentes da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), abriram novas discussões sobre produtos cotidianos. Numa recente publicação na revista The Lancet Oncology, a Iarc fez alterações significativas em sua lista de componentes potencialmente cancerígenos.
Uma das mudanças que mais chamou atenção foi a inclusão do talco mineral na categoria 2A, que engloba ingredientes “provavelmente cancerígenos para humanos”. Essa revisão foi motivada pelas evidências encontradas em estudos feitos tanto em animais quanto, em menor escala, em humanos, sobre os riscos especialmente associados ao câncer de ovário.
Por que o talco foi classificado como potencialmente cancerígeno?
O talco, amplamente utilizado em cosméticos e produtos de higiene pessoal, especialmente na forma de pó para aplicação na região perineal, foi posto sob escrutínio científico após suspeitas levantadas desde a década de 1970. Estudos anteriores indicaram que minerais utilizados na obtenção do talco poderiam estar contaminados com amianto, conhecido por seu alto risco carcinogênico.
Apesar de medidas regulatórias que reduziram a presença de amianto nos produtos de talco, a Iarc aponta que não é possível descartar completamente a possibilidade de contaminação. Além disso, há um risco aumentado para pessoas envolvidas diretamente com sua extração e processamento, ressaltando a importância de políticas de segurança mais rigorosas nesses ambientes de trabalho.
Quais outros produtos foram classificados na mesma categoria?
Além do talco, diversos outros produtos comuns foram avaliados e incluídos em várias categorias de risco pela Iarc. Por exemplo, as carnes vermelhas e os alimentos fritos também estão listados como prováveis causadores de câncer em humanos. Essas classificações ajudam a orientar políticas de saúde pública e escolhas de estilo de vida mais seguras.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), classifica substâncias e agentes em grupos com base no potencial carcinogênico para humanos. Aqui estão alguns produtos e agentes considerados potencialmente cancerígenos:
Grupo 1: Carcinogênicos para humanos
Tabaco: Inclui cigarros, charutos, tabaco de mascar e fumo passivo.
Amianto (asbesto): Usado em materiais de construção e outros produtos.
Sílica Cristalina: Encontrada em atividades de mineração e construção.
Bebidas Alcoólicas: Consumo regular de álcool.
Radiação Solar: Exposição excessiva à radiação ultravioleta.
Carne Processada: Carnes defumadas, curadas, fermentadas ou que passaram por outros processos que aumentam sua conservação.
Formaldeído: Utilizado em produtos de construção e preservativos.
Grupo 2A: Provavelmente carcinogênicos para humanos
Carne Vermelha: Consumo regular de carne bovina, suína, ovina, etc.
Glifosato: Um herbicida amplamente utilizado.
Exposição Profissional em Salões de Beleza: Exposição a produtos químicos em tinturas e outros produtos cosméticos.
Radiação Ultravioleta A (UVA) e Ultravioleta B (UVB): Exposição artificial, como em camas de bronzeamento.
Emissões de Alta Temperatura de Óleos de Cozinha: Exposição a vapores e fumos durante o cozimento em altas temperaturas.
Grupo 2B: Possivelmente carcinogênicos para humanos
Exposição Profissional ao Cloreto de Vinila: Utilizado na produção de plásticos.
Extrato de Aloe Vera: Quando ingerido.
Radiação Eletromagnética de Baixa Frequência (como de celulares): Potencial exposição prolongada.
Exposição Profissional a Gases de Escapamento de Motores a Gasolina: Presente em oficinas mecânicas e rodovias.
Exposição Profissional a DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano): Pesticida banido em muitos países, mas ainda presente em alguns locais.
Grupo 3: Não classificável quanto à sua carcinogenicidade para humanos
(Para referência, o Grupo 3 inclui agentes para os quais a evidência de carcinogenicidade é inadequada em humanos e em animais de laboratório. Alguns exemplos são cafeína, sacarina e cloreto de sódio).
Essa classificação é baseada em revisões contínuas da literatura científica e pode ser atualizada à medida que novas evidências surgem. Para informações detalhadas e atualizadas, a consulta direta às publicações da IARC é recomendada.
Qual é a Situação da Acrilonitrila Segundo o Iarc?
Outra substância que entrou para a lista, desta vez na categoria mais grave (1A – carcinogênicos para humanos), foi a acrilonitrila. Presente no processo de fabricação de diversos polímeros, essa substância é parte essencial na produção de componentes para roupas, carpetes, cigarros e plásticos. As evidências atuais são suficientes para associá-la diretamente ao desenvolvimento de câncer de pulmão, e também há suspeitas de que possa aumentar os riscos de câncer de bexiga.
O conhecimento contínuo sobre essas substâncias é crucial para ajustar as regulamentações e proteger melhor a saúde pública. Além de nos manter informados, as revisões e pesquisas da Iarc colaboram amplamente para práticas mais seguras em relação ao uso de produtos químicos em nossa vida cotidiana.
Evite o uso excessivo de talco, especialmente em áreas sensíveis.
Esteja atento às etiquetas dos produtos para identificar possíveis componentes prejudiciais.
Busque alternativas mais seguras para substituir produtos que possam conter substâncias listadas como cancerígenas.
Continuar informado sobre as mais recentes pesquisas científicas e mudanças nos regulamentos é essencial para manter uma vida mais saudável e segura. Siga as atualizações da área de Saúde para mais informações relevantes.
Recentemente, tem-se destacado um ingrediente comum, mas extraordinariamente poderoso na luta contra o câncer: a cebola. Este alimento, presente em quase todas as cozinhas, está provando ser muito mais do que um simples condimento. Além de adicionar sabor aos pratos, a cebola pode jogar um papel crucial na prevenção de diversas formas de câncer.
De acordo com uma revisão de 26 estudos significativos, a ingestão frequente de cebolas junto com alho pode reduzir as chances de desenvolver câncer de estômago em até 22%. Este dado sozinho já seria suficiente para incentivar o consumo regular deste vegetal, mas as vantagens não param por aí.
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O que faz da cebola um aliado contra o câncer?
Pesquisas indicam que incluir cebolas na dieta não só pode diminuir o risco de câncer de estômago, mas também apresenta uma redução de 15% nas chances de câncer colorretal, conforme estudo com mais de 13 mil participantes. Além disso, compostos específicos encontrados na cebola, como a quercetina, estão associados a uma menor incidência de câncer de pulmão e ovário.
Quais são os componentes anticâncer da cebola?
Os cientistas acreditam que os benefícios da cebola na prevenção do câncer podem ser atribuídos a dois componentes principais: seus antioxidantes e o enxofre. Os antioxidantes ajudam a desacelerar ou até mesmo impedir o crescimento de tumores, protegendo as células contra danos que podem levar a mutações cancerígenas. O enxofre, por sua vez, tem um papel vital na proteção das células contra agentes cancerígenos.
Benefícios além do combate ao câncer
Não é só na prevenção do câncer que as cebolas se destacam. Estudos publicados também mostram que a quercetina, um flavonoide presente nas cebolas, pode ter efeitos benéficos na saúde cardíaca. Ela atua como um antioxidante poderoso, ajudando na redução da pressão arterial, melhorando a função cardíaca e protegendo o endotélio vascular.
Importante ressaltar que o tipo de cebola e a forma como ela é consumida podem influenciar diretamente esses benefícios. As cebolas vermelhas, por exemplo, são mais ricas em quercetina do que as brancas. Além disso, cozinhar pode reduzir os níveis deste importante flavonoide, tornando o consumo em estado cru, como em saladas, a forma mais benéfica.
Em suma:
Consumo regular de cebola diminui o risco de vários tipos de câncer.
Os antioxidantes e o enxofre na cebola protegem contra mutações celulares.
A ingestão de cebola crua, especialmente a vermelha, maximiza os benefícios.
Ao incorporar cebolas na sua dieta, você não só enriquecerá seus pratos com sabor, mas também estará contribuindo significativamente para a prevenção de doenças. Nunca subestime o poder que vem dentro de cada camada de uma simples cebola!
Ao decidir iniciar uma rotina de exercícios, caminhar surge como uma das opções mais acessíveis e eficientes. Considerada um excelente exercício cardiovascular, a caminhada não só eleva a aptidão física como também traz uma gama de outros benefícios, como controle do peso, fortalecimento muscular e melhora na saúde mental. Mas, quando se trata de caminhada na esteira versus caminhada na rua, qual será que oferece mais vantagens para quem deseja melhorar sua saúde?
O professor Raphael Carvalho, especializado em Educação Física, aponta que ambas as práticas oferecem benefícios cardíacos, respiratórios, metabólicos e musculares semelhantes. No entanto, a principal diferença entre caminhar na esteira e ao ar livre, segundo ele, está na “capacidade de controlar a intensidade do exercício”. A esteira permite a manutenção constante de velocidade, um fator que pode influenciar diretamente o resultado dos treinos.
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O Ambiente Influencia o Rendimento da Caminhada?
Para aqueles que preferem a caminhada ao ar livre, a mudança de cenário é um incentivo a mais. Caminhar ao ar livre pode quebrar a monotonia dos exercícios, fornecendo estímulos visuais variados e a chance de interagir com a natureza e outras pessoas. Esta interação pode elevar o prazer associado ao exercício, facilitando a regularidade e a longevidade na prática do mesmo.
Qual das opções oferece melhores resultados em relação à perda de peso?
Segundo Carvalho, tanto caminhar na esteira quanto nas ruas aumenta o gasto calórico, essencial tanto para a perda de peso quanto para a saúde cardiovascular e muscular em geral. O mais importante, ele observa, é a consistência e o aumento progressivo da intensidade dos exercícios, especialmente para quem está começando ou voltando de um período de inatividade.
Vantagens e Desvantagens de Caminhar na Esteira e na Rua
Vantagens da caminhada na rua:
Contato com a natureza, proporcionando relaxamentoMelhora na oxigenação devido ao ar frescoVariedade do terreno, que trava diversos músculos
Desvantagens da caminhada na rua:
Condições climáticas adversas podem impedir a práticaRiscos de lesões por superfícies irregularesPreocupações com segurança em certas áreas
As esteiras, por outro lado, embora possam parecer monótonas para alguns, oferecem um ambiente controlado que garante a prática constante independentemente das condições climáticas. Ademais, a superfície uniforme diminui riscos de lesões que terrenos irregulares podem causar.
Desde o início de 2024, o Brasil vem enfrentando uma das mais graves crises de saúde pública de sua história recente devido ao aumento alarmante da dengue. Os números são assustadores, com um recorde de 4.367 mortes registradas apenas nos primeiros meses do ano, ultrapassando a soma de fatalidades ocorridas de 2017 a 2023.
A situação requer uma atenção especial das autoridades e da população, pois além dos óbitos, o número de casos prováveis da doença continua crescendo. Segundo o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, já são mais de 6 milhões de casos prováveis apenas este ano, marcando 2024 como o ano com os números mais altos na série histórica.
O que Revelam os Dados Atuais?
Fazendo um comparativo com os anos anteriores, observamos um salto preocupante nos indicadores. Para se ter uma ideia, em 2023, foram registrados 1.179 óbitos, significativamente menos que os números da atualidade. Essas estatísticas calamitosas já ultrapassaram os limites de todos os alertas anteriores e evidenciam a gravidade do quadro enfrentado.
Quais Estados São Mais Afetados?
De acordo com as últimas informações, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Distrito Federal e Goiás são os estados com maior número de óbitos, correspondendo a 77% dos casos. Esses dados refletem não apenas as dificuldades regionais de combate à doença mas também a vasta distribuição geográfica da epidemia.
Podemos Esperar Melhorias?
A despeito das estratégias implementadas até agora, os esforços parecem insuficientes face ao avanço da doença. A circulação intensa do mosquito transmissor, combinada com períodos de chuvas e a necessidade de uma conscientização maior da população sobre prevenção, são desafios que ainda precisam ser superados.
Estatísticas Detalhadas De 2020 a 2024
2024: 4.367 óbitos até agora
2023: 1.179 óbitos
2022: 1.053 óbitos
2021: 315 óbitos
2020: 583 óbitos
Diante deste panorama, é fundamental que cada cidadão contribua, eliminando os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue. Além disso, é crucial que as autoridades intensifiquem as campanhas de conscientização e prevenção para que possamos reverter este quadro devastador.
Recentemente, uma discussão importante veio à tona na comunidade médica, envolvendo medicamentos amplamente utilizados no tratamento de diabetes e obesidade. Ozempic e Wegovy, medicamentos baseados na substância semaglutida, estão sob observação devido à possível ligação com um aumento no risco de desenvolver uma condição de cegueira conhecida como neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA-NA).
Um estudo realizado por especialistas do Mass Eye and Ear, afiliado à Harvard Medical School, identificou um número elevado de casos de NOIA-NA entre pacientes que utilizavam estas medicações. Apesar de a condição ser relativamente rara, a correlação observada despertou preocupações significativas sobre os riscos associados a esses tratamentos populares.
Qual é o verdadeiro risco de NOIA-NA com o uso de semaglutida?
A NOIA-NA é um tipo de ataque isquêmico que afeta o nervo óptico e pode levar à perda súbita da visão. Diagnosticada em apenas cerca de 10 em 100 mil pessoas da população geral, esta condição foi identificada com uma frequência incomum entre os consumidores dos fármacos semaglutida. De acordo com os dados analisados, pessoas com diabetes são quatro vezes mais suscetíveis à condição, e aqueles com sobrepeso ou obesidade, mais de sete vezes.
O risco parece ser mais acentuado no primeiro ano de tratamento com semaglutida, levantando a necessidade de mais estudos para uma melhor compreensão desta associação. Mesmo assim, a Novo Nordisk, fabricante dos medicamentos, defende que os benefícios oferecidos por Ozempic e Wegovy na gestão da diabetes e da obesidade são significativos, e que os dados atuais ainda não comprovam uma relação causal direta entre o medicamento e a NOIA-NA.
Como os especialistas estão reagindo a estas descobertas?
Joseph Rizzo, diretor de neuro-oftalmologia no Mass Eye and Ear e líder do estudo, destaca que os achados são importantes, embora preliminares. Recomenda-se que futuras consultas médicas incluam discussões sobre o risco potencial de NOIA-NA. Médicos e pacientes devem pesar os benefícios do tratamento com semaglutida frente aos possíveis riscos.
Susan Mollan, oftalmologista do University Hospitals Birmingham, também comenta sobre a importância da vigilância. Com um aumento nas prescrições de semaglutida, a atenção a novas associações de doenças torna-se crucial para proteger os pacientes.
Precauções a serem consideradas por usuários dos medicamentos Ozempic e Wegovy
A recomendação é que usuários de Ozempic e Wegovy falem com seus médicos sobre qualquer mudança na visão, especialmente aqueles que já possuem condições pré-existentes relacionadas ao nervo óptico. Além disso, é fundamental que os profissionais de saúde estejam preparados para discutir os possíveis riscos de tratamentos de longo prazo com seus pacientes, garantindo uma escolha informada sobre o uso dessas medicinas.
O estudo e as declarações dos especialistas sugerem uma aproximação cautelosa e bem-informada ao uso de semaglutida. Enquanto aguardamos mais investigações, o diálogo aberto entre médico e paciente sobre todas as possíveis repercussões se faz essencial para a segurança e a eficácia no tratamento de condições tão sérias quanto diabetes e obesidade.
Rico em cálcio, potássio e fibras e com poucas calorias, o melão ajuda a fortalecer os ossos e a reduzir a pressão arterial
Entre as frutas mais refrescantes e saborosas, o melão é um aliado da saúde. Rico em vitaminas e minerais, ele proporciona benefícios consistentes ao corpo se consumido diariamente.
A nutricionista Carla de Castro, que atende em Brasília, afirma que o melão pode ser consumido sem contraindicações e que, inclusive, cai bem em planos alimentares de emagrecimento. No entanto, é preciso ter cuidado para não comer demais.
“O excesso dele pode causar desconforto gástricoou digestivo. Justamente por ter muita fibra e muita água, igual à melancia. Esses alimentos não devem ser consumidos em grandes quantidades”, explica.
Em relação à quantidade, a nutricionista indica uma média diária de 100 a 120 gramas de melão.
Confira os benefícios de comer melão todos os dias:
1 – Controle da pressão arterial
A fruta é uma das mais ricas em potássio. A regulação entre sódio e potássio ajuda a fazer o controle da pressão arterial. “O consumo regular de melão pode equilibrar a quantidade de sódio no organismo e auxiliar no controle da pressão arterial”, acrescenta.
2 – Manutenção da saúde óssea
O melão é fonte de magnésio, cálcio e vitamina K. Esses três nutrientes fazem parte do processo de formação óssea e, por isso, ajudam na regeneração feita pelo corpo.
3 – Hidratação do corpo
Cerca de 90% do melão é água, então a fruta ajuda a manter a hidratação do corpo.
“Sempre falamos da melancia como uma fruta rica em água, mas o melão também é. O melão contém eletrólitos, além de potássio, magnésio e cálcio. A fruta ajuda na hidratação e é recomendada também após a prática de atividades físicas, justamente para repor esses minerais”, afirma Carla de Castro.
O melão e a melancia são frutas ricas em água, que colaboram para a hidratação do corpo
4 – Melhora a digestão
As fibras presentes no melão, principalmente a pectina, auxiliam no processo digestivo.
“A pectina faz como se fosse uma película no estômago. Costumo indicar para pacientes que têm muitas queixas de azia, má digestão, refluxo. Para aqueles pacientes que tem o estômago mais sensível, a pectina ajuda”, acrescenta Carla.
5 – Colabora com a saúde ocular
O melão possui em sua composição dois antioxidantes importantes para a visão: luteína e a zeaxantina. Essas substâncias ajudam na prevenção das doenças oculares.