Segundo estatísticas recentes do Ministério da Saúde, o câncer de pênis ainda representa uma preocupante realidade entre os homens brasileiros. Embora corresponda a apenas 2% dos tipos de câncer masculino no país, a falta de conscientização sobre cuidados básicos de higiene íntima está diretamente relacionada ao desenvolvimento da doença.
No decorrer da última década, mais de 6 mil homens tiveram que passar por amputações do pênis devido ao câncer, conforme relatórios do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIS/SUS). Esses dados alarmantes evidenciam a necessidade urgente de educação e medidas preventivas.
Por que é Crucial Manter uma Higiene Adequada?
A higiene íntima masculina não é apenas uma questão de conforto ou estética, é uma medida preventiva essencial contra o câncer de pênis. O acúmulo de esmegma, uma secreção natural que pode se tornar perigosa quando não removida adequadamente, é uma das principais causas evitáveis da doença. Essa substância pode causar inflamações persistentes que, com o tempo, evoluem para o câncer.
Quais são os Principais Sintomas a Observar?
Lesão ou irritação na região genital que não desaparece;
Tumoração visível na pele que cobre a cabeça do pênis;
Inchaço ou mudanças na coloração da glande;
Presença de esmegma constante;
Formação de lumps (nódulos) na virilha que podem indicar a disseminação do câncer.
Ao identificar qualquer um desses sinais, é crucial buscar imediatamente a avaliação de um profissional. A persistência de sintomas por mais de uma semana deve ser motivo de ida ao urologista.
Como é Realizado o Diagnóstico?
O diagnóstico do câncer de pênis requer atenção especial às lesões que não se curam com tratamentos comuns para infecções ou outras condições simples. Em caso de suspeita, um urologista realizará uma biópsia do tecido afetado. Detecção precoce e o tratamento imediato são cruciais para evitar procedimentos mais drásticos, como a amputação.
Medidas Preventivas Contra o Câncer de Pênis
Manter uma rotina de limpeza diária é fundamental para prevenir o câncer de pênis. Além disso, o Ministério da Saúde enfatiza a importância de práticas como evitar o fumo e a utilização de preservativo em todas as relações sexuais. Também é recomendado a vacinação contra o HPV, vírus que está relacionado a diversos tipos de câncer, incluindo o de pênis.
A conscientização sobre essas práticas preventivas pode salvar vidas e evitar sofrimento físico e emocional para muitos homens e suas famílias. Dialogar abertamente sobre o assunto e educar os mais jovens sobre a importância da higiene íntima masculina contribui para uma sociedade mais saudável e informada.
As nutricionistas elencaram seis alimentos que devem ser “cortados” das refeições de quem recebeu o diagnóstico de dermatite
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologista (SBD), a dermatite atópica é um dos tipos mais comuns de eczema, principalmente na infância, embora alguns casos possam ter início na vida adulta. Estima-se que até 20% das crianças brasileiras apresentem a condição, que pode resultar em desconforto físico e emocional.
Entre os principais sintomas está a pele seca com prurido constante, conforme elenca a SBD. O indício faz com que o paciente tenha ferimentos devido ao ato de se coçar. Recorrer ao dermatologista para saber como tratar deve ser a primeira atitude do indivíduo. No rol de novos hábitos a serem adotados, consta também evitar determinados alimentos.
Os primeiros sintomas da dermatite costumam surgir na infância e continuam na fase adulta
De acordo com a nutricionista Ana Paula Arantes, do Instituto Nutrindo Ideias, pode haver associação entre dermatite atópica e alergia alimentar. “A exclusão de determinados alimentos pode reduzir as manifestações dermatológicas”, argumenta a profissional pós-graduada em nutrição esportiva e estética.
A coluna Claudia Meireles também conversou com a nutricionista Veridiana Sass, pós-graduanda em gastroenterologia e especializada em modulação intestinal. A dupla de experts elege seis alimentos que devem ser “cortados” das refeições de quem recebeu o diagnóstico de dermatite.
O leite e derivados ocupam a primeira posição das listagens das duas nutricionistas
Leite de vaca e derivados
Unanimidade, o topo das listas elaboradas pelas duas nutricionistas traz o leite e derivados como os principais alimentos a serem evitados pelos pacientes que enfrentam a condição dermatológica. “Os produtos lácteos podem desencadear reações alérgicas e inflamatórias em indivíduos suscetíveis”, aponta Ana Paula.
Veridiana, por sua vez, faz a seguinte explicação: “Indivíduos alérgicos a proteína do leite, principalmente à caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina, o consumo de lácteos pode comprometer o sistema imunológico contribuindo para a instalação de inflamações sistêmicas, liberação de histaminas e, consequentemente, o surgimento de reações alérgicas, incluindo as dermatites.”
As coceiras da dermatite podem ser mais intensas nas dobras do corpo, como atrás do joelho e braço
A especialista em modulação intestinal ressalta que a intolerância e a má digestão da lactose — ou seja, o açúcar presente no leite e derivados — também tende a contribuir com a inflamação da pele e dermatites.
Glúten
Enquanto para Ana Paula o glúten é o segundo alimento a ser cortado da dieta, Veridiana Sass o numera como quarto. “Encontrado no trigo, cevada e centeio, pode causar inflamações em pessoas sensíveis e intolerantes”, esclarece a pós-graduada em nutrição esportiva e estética.
Ana Paula acrescenta que o consumo de glúten tende a agravar os sintomas dos pacientes com dermatite. Pós-graduanda em gastroenterologia, Veridiana frisa sobre existir muitos indivíduos com dificuldade em digerir a proteína do trigo.
“Associado a má digestão, a alta frequência e quantidade de consumo [do glúten] podem gerar uma quebra da tolerância imunológica ocasionando uma resposta inflamatória da pele e outros sintomas alérgicos”, sustenta Veridiana Sass.
Algumas pessoas têm intolerância ao glúten, composto de proteínas encontrado no trigo
Alimentos processados e ricos em açúcar
Na terceira colocação do rol de Ana Paula Arantes aparecem os alimentos industrializados e com alto índice glicêmico. Essas opções tendem a aumentar a inflamação no organismo, conforme endossa a nutricionista: “A ingestão excessiva de açúcar pode elevar os níveis de insulina, resultando em inflamações e erupções cutâneas”.
Ovos
Veridiana Sass salienta o motivo dos ovos oferecerem “perigo” para quem tem dermatite atópica. “As proteínas presentes principalmente na clara — como albumina, ovomucoide e ovoalbumina — também desencadeiam sintomas alérgicos em indivíduos que apresentam hipersensibilidade aos componentes do alimento quando consumido”, elucida. A nutricionista evidencia que isso tende a afetar a pele.
Proteínas presentes no alimento tendem a desencadear sintomas alérgicos em quem tem hipersensibilidade
Amendoim
Especialista em modulação intestinal, Veridiana enfatiza sobre o amendoim ser um dos alimentos prejudiciais aos pacientes de dermatite. “Em sua composição, há um grupo de proteínas, sendo as mais importantes Ara H 2 e Ara H 8, que também pode desencadear sensibilidades, alergias e reações sistêmicas”, menciona.
A nutricionista explana que o alimento favorece “além da sensibilidade proteica”. “Existe um alto índice de contaminação do amendoim por aflotoxinas, substância tóxica produzida por fungos, que quando ingeridos também tendem a manifestar reações alérgicas, incluindo dermatites”, declara. Veridiana complementa sobre esses compostos serem encontrados no trigo, nozes e milho.
Frutos do mar
A nutricionista Ana Paula Arantes finaliza com frutos do mar o rol de alimentos a serem evitados pelos pacientes com dermatite. Comê-los favorece o surgimento de reações alérgicas em algumas pessoas, o que leva a erupções cutâneas e a piora da condição dermatológica. “A histamina liberada durante essas reações causam prurido e inflamação na pele”, finaliza a especialista.
Considerada uma das consequências mais marcantes do envelhecimento, a demência afeta um número significativo de pessoas pelo mundo. Com pelo menos 1,76 milhão de brasileiros diagnosticados, esta condição não se limita apenas à perda de memória, mas envolve uma série de sintomas que alteram profundamente a vida dos pacientes e de suas famílias.
É crucial estar informado sobre os sinais de alerta e o impacto crescente da demência, especialmente com o avanço da idade da população, que poderia elevar os casos para cerca de 5,5 milhões até 2050 no Brasil. Neste artigo, exploraremos os principais sintomas da doença e como eles impactam o cotidiano das pessoas.
Quais são os primeiros sinais de alerta de demência?
Os sintomas da demência são variáveis e podem envolver dificuldades cognitivas e mudanças comportamentais significativas. Especialistas alertam para alguns sintomas chave que podem indicar o início da doença:
Problemas significativos para planejar ou seguir instruções
Dificuldade frequente em encontrar as palavras certas durante uma conversa
Alterações no padrão de sono, como insônia ou sono fragmentado
Mudanças notáveis de humor ou comportamento, como depressão ou irritabilidade
Como a demência impacta o dia a dia?
A demência provoca uma deterioração na função executiva do cérebro, o que afeta a capacidade de realizar tarefas diárias simples, como cozinhar ou organizar atividades. Esse declínio na função cognitiva leva a uma maior confusão e a uma redução na velocidade com que as tarefas são concluídas, gerando frequentemente sentimentos de frustração e desorientação.
Como lidar com as mudanças de humor associadas à demência?
Um dos aspectos mais desafiantes da demência é o impacto emocional e comportamental que pode surgir. Conhecida como demência frontotemporal, essa variação específica da doença afeta diretamente os lobos frontais do cérebro, responsáveis por controlar nossas emoções e inibições. A perda dessas capacidades frequentemente resulta em comportamentos agressivos ou depressivos, dificultando ainda mais a interação social e o bem-estar do paciente.
Entender esses sinais e sintomas não apenas ajuda a reconhecer a doença em seus estágios iniciais, mas também prepara as famílias e cuidadores para os desafios associados ao cuidado dos pacientes. É essencial buscar orientação médica qualificada para um diagnóstico correto e para discutir as melhores estratégias de manejo e tratamento.
Os beneficiários do Programa Bolsa Família receberam mais uma oportunidade para fazer o acompanhamento obrigatório de saúde. O prazo que encerraria nesta sexta-feira (12) foi prorrogado para o dia 19 deste mês.
Sendo assim, aqueles que ainda não fizeram a atualização, devem procurar as unidades de saúde, pois o fato de não comparecer pode gerar o cancelamento do benefício.
Para fazer o acompanhamento, o beneficiário deve procurar a unidade de saúde na qual é atendido e ao chegar na recepção deve informar que foi para fazer o acompanhamento. Também é necessário apresentar cartão do programa que possui o número do NIS, além de documento de identidade e caderneta de vacina de todos os residentes da casa.
Aos menores de sete anos, deverá ser medido o peso e a altura; e as mulheres entre 14 e 44 anos, que forem gestantes, precisam manter a frequência de consultas pré-natal.
A Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana realizará na próxima quinta-feira, 18, um mutirão para triagem e diagnóstico de osteoporose em mulheres.
O atendimento é gratuito. Podem participar mulheres com idade acima de 60 anos ou que estejam na menopausa e tenham histórico de fraturas ósseas no punho, coluna, colo do fêmur ou úmero.
O atendimento será oferecido no Centro Médico HCardio, unidade de atendimento ambulatorial da Santa Casa. As pacientes passarão por triagem e terão acompanhamento junto ao HCardio, se necessário. O mutirão será realizado das 8:00 às 18:00.
Para garantir a participação, as mulheres devem se dirigir ao próprio Centro Médico HCardio até às 17:00 do próximo dia 17 ou até acabarem as vagas. É necessário apresentar RG, CPF e cartão do SUS.
A osteoporose acelera a perda de massa óssea, facilitando a ocorrência de fraturas. A doença atinge principalmente as mulheres, destaca o provedor da instituição, o ortopedista Rodrigo Matos.
“A osteoporose é uma condição que faz com que os ossos se tornem mais porosos e percam a densidade, o que acaba gerando fraturas. Apesar de afetar pessoas de ambos os sexos, é mais comum em mulheres depois da menopausa. Além disso, é capaz de causar perda de densidade em todo o esqueleto, mas especialmente nos ossos do punho, da coluna, úmero e colo do fêmur”, alerta.
O diagnóstico da doença é essencial para evitar lesões graves e melhorar a qualidade de vida de quem convive com essa doença, observa o provedor. “Por isso, nossa equipe está empenhada em oferecer este atendimento amplo e de qualidade às mulheres de Feira de Santana”, destaca.
Serviço Mutirão de Osteoporose – Atendimento Gratuito 18 de julho, das 8:00 às 18:00
Agendamento: Centro Médico HCardio;/Santa Casa de Feira de Santana — Rua Profa. Edelvira de Oliveira, entrada à esquerda logo após o Hospital Dom Pedro de Alcântara
Frio, chuva, janelas de casa fechadas, escritórios, trens e ônibus sem ventilação. Tudo isso é propício para falarmos de gripes e resfriados. Mas saiba que, infelizmente, esse pode ser o menor dos problemas.
Em grandes centros e cidades, onde construções são mais antigas e o fluxo de pessoas por metro quadrado é ainda maior, com o frio e a umidade, é normal que muitas pessoas tenham sintomas de resfriados, mas a causa pode ser a Síndrome do Edifício Doente, uma realidade preocupante —que pode acontecer também em casas, não só em prédios.
A Síndrome do Edifício Doente (SED) começou a ser reconhecida na década de 1970, quando a construção de edifícios hermeticamente fechados e altamente eficientes em termos de energia se tornou mais comum. A preocupação com a eficiência energética levou à criação de prédios com ventilação reduzida, o que resultou em menor renovação do ar interno e, obviamente, aumento da concentração de poluentes.
Os multifatores que contribuem para a síndrome são diversos e, hoje em dia, ela é cada vez mais presente e mal-interpretada. Afinal, é muito comum apresentarmos certos sintomas e tratar como “gripes”, “resfriados” ou “alergias”, mas sem buscar um diagnóstico definitivo.
Os primeiros estudos sobre a SED surgiram a partir de relatos de trabalhadores em edifícios de escritórios que começaram a apresentar sintomas como dores de cabeça, irritações nos olhos, nariz e garganta, fadiga e dificuldades de concentração. Esses sintomas eram geralmente aliviados quando os indivíduos deixavam o ambiente de trabalho e, veja bem, isso ainda é tão comum hoje em dia —provavelmente, você conhece alguém que sofre o mesmo problema, caso não aconteça com você.
Tanto é verdade sobre essas condições que, em 1984, a OMS reconheceu a Síndrome do Edifício Doente como uma condição de saúde pública, estimando que até 30% dos novos e remodelados edifícios ao redor do mundo poderiam estar sujeitos a problemas de qualidade do ar interno.
Afinal, o que é?
É uma condição em que os ocupantes de um edifício experimentam problemas de saúde e desconfortos típicos de resfriados e alergias, mas sem uma causa específica identificável. Esses sintomas geralmente diminuem ou desaparecem quando a pessoa deixa o edifício ou a casa em que se encontra.
O que pode contribuir?
Falta de renovação do ar interno pode levar ao acúmulo de poluentes, produtos de limpeza, tintas, mobiliário, carpetes e até mesmo equipamentos eletrônicos podem liberar compostos orgânicos voláteis (VOCs) e outras substâncias nocivas que se acumulam nos espaços internos.
Mofo, umidade, bolor: a umidade excessiva pode levar ao crescimento de mofo, que libera esporos e micotoxinas no ar. Bactérias, vírus e ácaros também podem se proliferar em ambientes fechados mal ventilados.
Os sintomas comuns da SED são muito bem conhecidos pela população, o que torna difícil o diagnóstico, como falado anteriormente. Os sinais comuns são:
Dores de cabeça
Tonturas
Náuseas
Irritação nos olhos, nariz e garganta
Pele seca ou com coceira
Fadiga
Dificuldades de concentração
Alergias e reações asmáticas.
Como é o tratamento
O tratamento individualizado envolve a saída do paciente do prédio, de imediato, e então o inicio do tratamento dos sintomas, como forma de amenizar os desconfortos.
Em paralelo a isso, deve ser feita a correta inspeção e tratamento do prédio ou da casa, envolvendo: melhora da ventilação, medição do ar interno, manutenção do sistema HVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado), troca de filtros, purificadores de ar, controle de umidade interna para evitar crescimento de mofo.
Um dos importantes pontos aqui que você deve ficar atento são sinais de bolor que a casa alugada ou o edifício que você está apresenta, principalmente após enchentes ou infiltrações.
Você já sentiu cansaço sem motivo aparente, dores nas juntas ou até mesmo distúrbios digestivos? Estes podem ser indicativos de um problema de saúde muitas vezes ignorado: a inflamação. Este fenômeno, embora seja uma reação natural do organismo contra intrusos nocivos, quando ocorre de forma contínua pode resultar em várias doenças crônicas.
A resposta inflamatória é, essencialmente, uma ferramenta de defesa do corpo. No entanto, quando desencadeada sem controle, abre caminho para uma variedade de condições de saúde adversas. Por isso, é primordial entender as causas e saber como manejar a alimentação para atenuar seus efeitos.
Foto: Jannis Brandt via Unsplash
O que é exatamente a inflamação corporal?
A inflamação pode se manifestar de duas formas: aguda e crônica. A primeira é uma reação imediata a um agressor, bastante intensa mas de curta duração, enquanto a crônica se desenvolve silenciosamente e pode persistir por longos períodos. Essa última é particularmente perigosa, pois está ligada a doenças como diabetes, problemas cardíacos e até alguns tipos de câncer.
Quais são os principais causadores da inflamação?
Alimentos ultraprocessados ricos em açúcar, gorduras e conservantes;
Excesso de peso e obesidade;
Estresse constante;
Hábitos de vida não saudáveis;
Consumo elevado de álcool e tabagismo.
Como sua dieta pode combater a inflamação?
Modificar sua alimentação é uma das estratégias mais eficazes para minimizar os impactos da inflamação. Incluir alimentos naturais e ricos em nutrientes anti-inflamatórios pode fazer uma grande diferença. Além de ajustar a dieta, manter-se hidratado, dormir bem e praticar exercícios regulares são essenciais para a manutenção de um corpo saudável e resistente às inflamações.
Alimentos para incluir na sua dieta anti-inflamatória:
Frutas vermelhas: Ricas em antioxidantes, como as antocianinas, que ajudam a combater os radicais livres;
Verduras escuras: Fontes de vitaminas A, C e K, que são cruciais no combate à inflamação;
Peixes gordurosos: Salmão, atum e sardinha são excelentes fontes de ômega-3;
Azeite de oliva extra virgem: Contém polifenóis, poderosos anti-inflamatórios;
Especiarias como cúrcuma e gengibre:Possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias notáveis;
Nozes e sementes: Oferecem fibra, vitaminas e também ômega-3.
Reconhecer os sinais de alerta da inflamação e adotar um estilo de vida saudável pode prevenir muitas complicações. Consultar um especialista e realizar exames regulares também são práticas recomendadas para monitorar e manter sua saúde em equilíbrio. Através desses hábitos, é possível não só combater a inflamação, mas também melhorar a qualidade de vida de forma geral.
Neste período de inverno e das baixas temperaturas, é comum que os casos de alergias respiratórias e dermatológicas aumentem, exigindo atenção redobrada para evitar crises e garantir uma boa qualidade de vida. O Dr. José Neto, médico pneumologista credenciado à União Médica, oferece importantes recomendações sobre como lidar com essas condições durante o período de frio.
Segundo Dr. José Neto, a alergia pode se manifestar através de sintomas respiratórios como rinite e asma, sintomas dermatológicos como coceira, vermelhidão e sintomas gastrointestinais. “A rinite alérgica, caracterizada por coceira no nariz, espirros e coriza, e a asma, que afeta os pulmões, são queixas frequentes nos consultórios durante o inverno”, disse o médico.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), caracterizada por uma resposta exagerada do sistema imunológico após exposição ou contato a um determinado antígeno, a alergia atinge cerca de 40% da população em todo o mundo. As reações podem ser leves, intermediárias, graves e até fatais. O diagnóstico médico torna-se, deste modo, essencial para a realização da prevenção e tratamentos que podem minimizar os sintomas da patologia.
“Cerca de 30% da população brasileira sofre com algum tipo de alergia, sendo que a rinite alérgica atinge aproximadamente 20% dos brasileiros. No inverno, a umidade e a poeira acumulada em ambientes fechados agravam esses quadros, tornando essencial a adoção de medidas preventivas”, enfatiza o pneumologista.
Dr. José Neto destaca a importância de evitar substâncias que desencadeiam alergias e manter os ambientes limpos. “Manter a casa e o ambiente de trabalho livres de mofo e objetos desnecessários, realizar limpezas diárias e permitir a entrada de luz solar são práticas fundamentais para reduzir as crises alérgicas”, afirma.
No inverno, é comum que peças de vestuário mais pesadas, como casacos e cobertores, que ficam guardados por longos períodos, sejam utilizadas. Antes de usá-los, é bom fazer uma limpeza adequada para remover poeira e ácaros que podem desencadear alergias. “Esses cuidados simples podem diminuir significativamente as manifestações alérgicas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, reforça o Dr. Neto.
Além das medidas não medicamentosas, existe a possibilidade de tratamento com medicações específicas para controlar os sintomas das alergias. O acompanhamento médico é essencial para identificar o tipo de alergia e determinar o tratamento mais adequado para cada caso.
A conscientização sobre a prevenção de alergias no inverno é fundamental para evitar complicações e garantir o bem-estar dos pacientes. A União Médica, através de seus especialistas, reforça a importância de cuidados contínuos e personalizados para cada indivíduo, promovendo uma saúde de qualidade para todos.
Para mais informações sobre prevenção e tratamento de alergias, consulte um especialista da União Médica.
Rodrigo Fraga Silva apresenta o CaverSTIM, um dispositivo para tratar a disfunção erétil
Segundo Fraga, 150 milhões de pessoas no mundo sofrem de disfunção erétil, com 66 milhões delas na Europa e nos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Freepik
O brasileiro Rodrigo Fraga Silva, CEO e cofundador da Comphya, desenvolveu o dispositivo CaverSTIM, uma espécie de “viagra eletrônico”. O tratamento é uma alternativa para tratar a disfunção erétil.
O aparelho está em fase de testes tanto no Brasil quanto na Austrália. Em entrevista à Rádio França Internacional, Fraga, natural de Belo Horizonte, comparou o funcionamento do “viagra eletrônico” ao de um marcapasso.
“É um neuroestimulador, em que os eletrodos são implantados na região pélvica, que entrega estímulos nervosos para ativar e reabilitar os nervos”, explicou. o CEO.
Impacto global da disfunção erétil
Segundo Fraga, 150 milhões de pessoas no mundo sofrem de disfunção erétil, com 66 milhões delas na Europa e nos Estados Unidos.
O aparelho está em fase de testes tanto no Brasil quanto na Austrália | Foto: Reprodução/Freepik
Ele destacou que 30% desses pacientes não respondem às terapias orais e recorrem a injeções ou implantes penianos.
O público-alvo principal do CaverSTIM, de acordo com Fraga, são os pacientes que passaram por uma prostatectomia para tratar o câncer de próstata.
Testes do “viagra eletrônico” em andamento no Brasil e na Austrália
“A gente começou dois testes até agora”, relatou Fraga. “Um na Austrália, onde estamos testando em pacientes que fizeram prostatectomia. A gente implanta o dispositivo no momento da prostatectomia e aí os resultados são fantásticos.”
No Brasil, os testes se deram em pacientes com lesão medular, com resultados também promissores, de acordo com Fraga. “A gente implanta esse dispositivo e observa também uma melhora na função sexual desses pacientes.”
Os testes brasileiros partem do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Detalhes do procedimento
Os médicos implantam o dispositivo durante a prostatectomia, sem necessidade de cirurgia adicional. Segundo o CEO brasileiro, no momento em que o paciente trata o câncer com a cirurgia de próstata e a remove, o dispositivo é implantado.
Depois da fase de testes para obter a segurança necessária, solicita-se uma autorização às agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Europeia de Medicamentos. O objetivo é comercializar o procedimento em 2027.
Trajetória do fundador do “viagra eletrônico”
Rodrigo Fraga, formado em Farmácia pela UFMG, fez doutorado no Brasil e pós-doutorado nos EUA. Em 2011, mudou-se para a Suíça para estudar biologia vascular e disfunção erétil, onde conheceu seu sócio, Nikos Stergiopulos.
Escolher corretamente o que comer antes de dormir tem um papel importante para evitar a insônia e não atrapalhar o seu sono. Também pode ser uma maneira de evitar pesadelos e até o ganho de peso. O ideal é apostar em alimentos leves que sejam de fácil digestão e não comer comidas muito pesadas ou calóricas.
Comer muita gordura durante a noite requer uma resposta eficiente do sistema digestivo em um momento em que ele deveria diminuir sua atividade. Logo, se o organismo está empenhado em digerir uma refeição muito calórica, terá dificuldades para relaxar.
Isso provavelmente ocorre porque, assim como a quantidade de luz no ambiente, a atividade do sistema digestivo e a quantidade de energia nas células do corpo ajudam o tal ciclo circadiano a descobrir se é dia ou noite —hora de dormir ou de descansar.
Excesso de calorias e sono
Um estudo, feito em parceria entre as universidades da Pensilvânia e Harvard, nos Estados Unidos, e publicado no American Journal of Clinical Nutrition, em 2016, analisou mais de 15 mil homens com idades entre 58 e 93 anos. Os pesquisadores descobriram que os insones e os que se sentiam mais cansados consumiam mais calorias durante o dia. Essas duas turmas também tinham uma dieta pobre em frutas, legumes e verduras.
“Notamos que a insônia está associada a uma maior ingestão de gorduras trans, embora não saibamos os mecanismos por trás disso”, explica Xiang Gao, diretor do Laboratório de Epidemiologia Nutricional da Universidade da Pensilvânia e um dos autores da investigação.
O que parece haver é um ciclo vicioso: quem dorme mal come pior e quem come pior costuma dormir mal. E não é só o descanso que sai prejudicado nessa história. “Outros trabalhos mostraram que petiscos calóricos e refeições tarde da noite podem estar relacionados à obesidade e a um maior risco de doenças cardiovasculares”, comenta Gao.
O que não comer ou beber antes de dormir
O álcool pode até dar a impressão de que “apaga” o boêmio, mas esse efeito é ilusório. Na verdade, os drinques em excesso acabam piorando significativamente a qualidade do sono, em especial o REM, onde ocorrem os sonhos e a consolidação das memórias.
Café e bebidas energéticas, por serem estimulantes, também devem ser evitados quando a noite cai. Há ainda um terceiro grupo de alimentos que tem potencial para perturbar a paz noturna, os que aumentam a produção de calor no corpo, que precisa resfriar para embalar no sono. São as comidas como a pimenta, que aumentam nossa atividade metabólica, assim como alimentos e bebidas muito quentes.
Alimentos que estão liberados
Por outro lado, há nutrientes que ajudam a relaxar. Banana, abacate e leite são fontes de triptofano, substância que ajuda na liberação de melatonina, o hormônio do sono.
Outros grupos interessantes de incluir aqui são os carboidratos complexos, como os cereais integrais, e as gorduras insaturadas, como o ômega 3 dos peixes.
Mas, de novo, o que vale é o equilíbrio durante o dia todo. Não adianta comer uma banana antes de dormir se ao longo do dia há um consumo em excesso de gorduras, poucas fibras e um estilo de vida inadequado.
Por último, saiba que o tempo faz diferença. O recomendado é que as refeições sejam feitas até 3 horas antes de deitar. Se você sente fome, contudo, não precisa ficar preso a esse limite.
Fontes: Carolina Escobar, diretora do Laboratório de Ritmos Circadianos, Alimentação e Metabolismo, da Universidade Autônoma do México; Camila Kümmel, nutricionista professora da UFMG.