Foto: Reprodução/Blog da Saúde/Ministério da Saúde
O Dia Mundial do Coração, um dos órgãos mais importantes e responsável pelo bombeamento de sangue para todo o corpo humano, é comemorado neste domingo (29). Seu mau funcionamento traz graves consequências para a saúde. As doenças cardiovasculares causam a morte de 400 mil brasileiros todo ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
A cada 90 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país, totalizando 46 óbitos por hora. No entanto, 80% desses casos são evitáveis. O gerente de Atenção à Saúde e cardiologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Luiz Antonio Pertili Rodrigues de Resende, destaca que uma avaliação rotineira e sistemática de indivíduos assintomáticos é importante para identificar fatores de risco a partir da avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem.
“O check-up permite que medidas preventivas possam ser introduzidas precocemente. Ele também é importante para a conscientização do indivíduo sobre a sua saúde e sobre o seu importante papel no autocuidado. A periodicidade está condicionada ao estado clínico de cada paciente e deve ser individualizada. Porém, de uma forma geral, para pacientes com boa saúde e assintomáticos, recomenda-se a avaliação anual”, afirmou.
O cardiologista Fernando de Martino, do HC-UFTM, ressalta que, nos últimos anos, o número de pacientes jovens com doenças cardiovasculares tem aumentado. De acordo com ele, essa elevação guarda relação com o estilo de vida marcado pela rotina acelerada e pelo estresse.
“Os indivíduos têm se exposto a vários fatores de risco muito precocemente como o sedentarismo, o excesso de peso, a má alimentação, o tabagismo, e o consumo excessivo de álcool”, disse.
A orientação é para que as pessoas passem por avaliação médica anualmente ou sempre que apresentarem sintomas como falta de ar, dor no peito, inchaço, tontura, palpitações ou desmaio. As informações são da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares vinculada ao Ministério da Educação.
Dor e inchaço abdominal são alguns dos sinais de gordura no fígado – Shidlovski/istock
A esteatose hepática, mais conhecida como “gordura no fígado”, vem se tornando um problema cada vez mais frequente e conhecido pela população. É verdade que isso se deve, em parte, ao fato de mais médicos solicitarem ultrassonografias de abdômen e detectarem o problema. Outra razão que explica sua incidência cada vez mais comum é o aumento da obesidade na população.
Quando as células e os espaços do fígado são preenchidos por gordura, o órgão se torna volumoso e pesado. A comparação mais comum — impactante, porém didática, é com o famoso patê de foie gras (fígado de ganso), obtido a partir da dieta forçada e extremamente rica em calorias desses animais. Porém, o abuso de álcool, o uso de certos medicamentos e doenças como as hepatites virais também podem causar esse quadro, que só gera algum sintoma quando o dano ao fígado já é muito grave.
Fígado e suas funções
O fígado é uma glândula localizada no lado direito do abdômen que possui diversas funções, como desintoxicar o organismo, produzir colesterol, sintetizar proteínas e armazenar glicose (o açúcar do sangue). O órgão produz a bile, um composto que ajuda no processo de eliminação de toxinas e na digestão dos lipídios. Assim, a presença de um pouco de gordura no fígado é absolutamente normal. Mas quando o índice de infiltração ultrapassa 5% do seu volume, a situação começa a se complicar.
Evolução
Se não tratada ou controlada, a esteatose hepáticapode gerar uma inflamação, também chamada de esteatoepatite, que leva a morte celular e um processo de fibrose (cicatrização). Com o passar dos anos, a condição pode progredir para cirrose hepática e também pode resultar em câncer de fígado. Em situações mais graves, o transplante é necessário.
Causas e tipos
Existem dois tipos de esteatose, ou doença hepática gordurosa, de acordo com as causas:
Alcoólica: Provocada pelo consumo excessivo de álcool. O fígado tem a capacidade de metabolizar as moléculas de etanol para eliminar a substância do nosso organismo. Mas quando a dose é alta ou ingerida em pouco tempo, os subprodutos desse processo ficam concentrados, e eles são tóxicos para as células hepáticas. Com o passar do tempo, o dano passa interferir nas funções do órgão.
Não alcoólica: Provocada prioritariamente por má alimentação, sedentarismo, sobrepeso, obesidade, diabetes, colesterol e triglicérides alto, e perda ou ganho muito rápido de peso. Porém, também pode ser causada pelo uso de certos medicamentos (hormônios e corticoides, entre outros), ou por inflamações crônicas associadas, por exemplo, à hepatite C ou outras doenças hepáticas.
Prevalência
A esteatose é considerada a doença do fígado mais comum nos países industrializados ocidentais. Cerca de 70% dos casos referem-se à doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) e o restante é consequência do abuso de álcool. Estima-se que 20% a 40% da população sofra com o problema, sendo que o percentual é mais alto se considerarmos populações específicas, como a de obesos, diabéticos ou indivíduos com síndrome metabólica (quadro que envolve dislipidemia, resistência à insulina e obesidade abdominal).
Embora seja mais comum em adultos na faixa dos 40 ou 50 anos de idade, crianças pequenas podem ter esteatose, geralmente associada a doenças metabólicas. Entre as mais velhas e os adolescentes, o quadro também pode surgir como consequência de hábitos pouco saudáveis. E apesar da relação com a obesidade, indivíduos magros também podem fígado gorduroso.
Já em relação à esteatose hepática associada à bebida, estima-se que 90% dos indivíduos que fazem uso abusivo do álcool tenham a condição, dos quais 15% a 30% desenvolvem hepatitealcoólica e 10% a 20%, cirrose hepática.
Complicações
Cardiovasculares: A DHGNA é considerada o componente hepático da síndrome metabólica e também uma complicação da obesidade. Assim como esses quadros, constitui um fator de risco para infartos e derrames.
Cirrose :Toda doença crônica do fígado, que envolve uma inflamação persistente, pode resultar em cirrose, que é a alteração da arquitetura normal do órgão pela presença de cicatrizes e nódulos que envolvem as células hepáticas remanescentes. Estima-se que 30% dos pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica evoluam para esteatoepatite e cirrose. Uma das primeiras alterações provocadas por essa mudança de arquitetura do fígado é a chamada hipertensãoportal (aumento da pressão na veia porta, que drena o sangue proveniente dos intestinos). Quando a cirrose é avançada, há comprometimento de funções do fígado, como a formação de proteínas e neutralização de toxinas. Nesses casos, o transplante pode se tornar necessário.
Câncer de fígado: A cirrose e a própria esteatose são fatores de risco para o hepatocarcinoma, um tipo agressivo de câncer das células hepáticas que causa mais de 9.700 mortes ao ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Cerca de metade dos pacientes com esse tipo de câncer têm cirrose hepática, doença que pode ser consequência não apenas da esteatose e do alcoolismo, mas principalmente da infecção pelos vírus da hepatite B ou C. Vale lembrar que o tabagismo, a obesidade, a esquistossomose e a ingestão de grãos e cereais contaminados pelo fungo aspergilus flavus, que produz a aflatoxina, são outros fatores de risco importantes.
Fatores de risco para gordura no fígado
Uso abusivo de álcool:tanto a ingestão diária de mais de duas doses para mulheres, ou três, para os homens, quanto o excesso ocasional (ingestão de quatro ou mais doses para mulheres ou cinco ou mais doses para homens em duas horas) são associadas a maior risco de doença no fígado. Cada dose corresponde a aproximadamente a 350 ml de cerveja ou 150 ml de vinho ou 50 ml de bebida destilada;
Obesidade e sobrepeso com obesidade central;
Diabetes mellitus ou pré-diabetes (resistência insulínica);
Dislipidemia (aumento do colesterol e/ou triglicérides);
Genética: fatores genéticos podem estar envolvidos na tendência a obesidade, dislipidemias, diabetes e mesmo na dependência de álcool;
Medicamentos (como amiodarona, corticosteroides, estrógenos e tamoxifeno);
Esteroides anabolizantes;
Toxinas ambientais: produtos químicos;
Cirurgias para combater a obesidade (bypass jejuno-ileal, derivações bilio-digestivas);
Doenças que podem ser associadas à esteatose hepática;
Hepatite crônica pelo vírus C;
Síndrome de ovários policísticos;
Hipotiroidismo;
Apneia do sono;
Hipogonadismo;
Lipodistrofia e alterações metabólicas de origem hereditária.
Sintomas
Praticamente nenhm paciente com esteatose hepática apresenta sinais ou sintomas, ou seja, a condição é silenciosa, e só é identificada em exames de rotina. Quando surgem, os sintomas mais comuns são:
Fadiga;
Desconforto do lado direito superior do abdômen;
Aumento do fígado;
Já quando existe um grau elevado de inflamação (esteatoepatite), ou fibrose e cirrose, as manifestações podem incluir:
Fadiga;
Falta de apetite;
Coceira;
Aranhas vasculares (varizes finas em formato de teia de aranha);
Icterícia (pele e olhos amarelados);
Fezes esbranquiçadas;
Alterações do sono;
Uma das consequências possíveis da cirrose é chamada hipertensão portal, que tem como sintomas:
Acúmulo anormal de líquido dentro do abdômen (ascite);
Confusão mental;
Complicações neurológicas (já que as toxinas deixam de ser corretamente eliminadas);
Mudanças na coagulação;
Inchaço dos membros inferiores;
Hemorragias;
Presença de varizes no esôfago;
Queda no número de plaquetas sanguíneas.
Os sintomas mais comuns do câncer de fígado são:
Dor abdominal;
Massa e distensão abdominal;
Acúmulo de líquido no abdômen (ascite);
Perda de peso inexplicada;
Perda de apetite;
Mal-estar;
Icterícia (pele e olhos amarelados);
Diagnóstico de esteatose hepática
Na maioria das vezes, a esteatose é identificada de forma incidental em uma ultrassonografia de abdômen solicitada pelo médico num exame de rotina. Esse exame pode ser pedido quando o profissional identifica um ou mais fatores de risco. Para completar o diagnóstico, é importante conhecer o histórico do paciente, avaliar pressão arterial, peso, altura, IMC (índice de massa corporal) e circunferência abdominal. Além disso, devem ser pedidos exames laboratoriais para avaliar os níveis de colesterol, triglicérides, glicose, insulina; teste homa (que determina o grau de resistência à insulina); e enzimas hepáticas. Outros exames de imagem, como tomografia, ressonância magnética e elastografia hepática (procedimento parecido com a ultrassonografia) podem ajudar a confirmar o diagnóstico. Em alguns casos, porém, a biópsia de fígado é necessária.
Os exames e/ou a biópsia podem indicar a gravidade da esteatose, geralmente classificada em:
Grau 1 ou leve Quando há pequeno acúmulo de gordura;
Grau 2 Quando há um acúmulo moderado de gordura no fígado;
Grau 3 Quando ocorre grande acúmulo de gordura no fígado.
Tratamento
O combate ao problema envolve prioritariamente mudanças no estilo de vida, com dieta saudável e prática de atividade física, a fim de se controlar o excesso de peso, a resistência à insulina, os níveis de colesterol e triglicérides e a pressão arterial. O consumo de álcool deve ser evitado mesmo para quem essa não é a principal causa do problema, já que a bebida sobrecarrega o fígado e contribui para a obesidade.
Embora emagrecer seja considerado o principal pilar do tratamento, é importante que a perda de peso seja gradual. O emagrecimento rápido pode agravar a esteatose porque, antes de ser “queimada”, a gordura armazenada no corpo também passa pelo fígado —é por isso que as cirurgias da obesidade são um fator de risco.
Quando a doença é causada por medicamentos, é necessário avaliar custo-benefício e estudar a possibilidade de substituição. O uso de esteroides anabolizantes deve ser interrompido e, no caso de a esteatose ser associada a outras doenças, como hipotireoidismo ou ovário policístico, essas condições devem ser tratadas adequadamente.
Não existe nenhum medicamento específico para a esteatose, porém alguns medicamentos costumam ser indicados pelos médicos para alguns pacientes. É o caso de drogas para o controle do colesterol e do diabetes (como metformina, pioglitazona e rosiglitazona), ou drogas para controle da obesidade, como o orlistat(Xenical). A vitamina E e o ácido ursodesoxicólico também costumam ser indicados quando há sinais de esteatoepatite e fibrose, e alguns profissionais podem indicar alguns suplementos, como a silimarina (fitoterápico) e a N-acetilcisteína, embora os resultados sejam inconclusivos.
Para casos de cirrose avançada, que não respondem ao tratamento de controle, o transplante de fígado tem o potencial de aumentar a sobrevida e qualidade de vida dos pacientes. Na cirrose alcoólica é necessária a abstinência alcoólica de pelo menos seis meses antes do procedimento.
Como deve ser a dieta de quem tem fígado gorduroso?
A alimentação deve ser orientada por médicos e nutricionistas, para levar em conta questões individuais, como o diabetes ou a hipertensão.
O que priorizar:
Verduras, legumes, frutas e grãos integrais, que são ricos em fibras, antioxidantes e nutrientes benéficos para o fígado, como a betaína;
Peixes, carnes brancas e ovos (na quantidade permitida pelo seu profissional de saúde), que contém colina e metionina, também importantes para a função hepática;
Itens ricos em gordura “do bem”, como salmão, sardinha, azeite extravirgem, abacate e amêndoas podem e devem ser consumidos, já que têm efeito anti-inflamatório, desde que o excesso de calorias seja evitado.
Atividades aeróbicas (cerca de 30 minutos pelo menos cinco vezes por semana) e exercícios de resistência muscular (pelo menos duas vezes por semana) também são medidas que auxiliam o metabolismo e a queima de gordura.
O que evitar:
Excesso de gordura animal (presente principalmente na carne vermelha, no leite integral e nos queijos amarelos);
Gordura trans (a gordura vegetal modificada e presente em industrializados como margarinas, sorvetes e biscoitos);
Frituras (mesmo quando se usa apenas óleos vegetais, o aquecimento a altas temperaturas torna o alimento prejudicial à saúde);
Enlatados, embutidos e comida industrializada em geral (esses itens costumam ser ricos em gordura e sódio, e podem ter efeito inflamatório);
Excesso de açúcar e itens com alto índice glicêmico (como batata, pão e macarrão brancos), já que podem interferir nos níveis de insulina e contribuir para a inflamação;
Bebidas alcoólicas ou ricas em açúcar.
Prevenção
Todas as medidas acima, indicadas para o controle da esteatose, também ajudam indivíduos saudáveis a evitar a condição. Lembre-se que toda doença capaz de causar inflamação crônica no fígado deve ser diagnosticada e tratada a fim de evitar a progressão para a cirrose hepática.
Prognóstico
A esteatose pode ser revertida ou pelo menos estabilizada quando diagnosticada em estágios leves ou moderados, desde que a pessoa siga todas as orientações médicas. Já nos casos de cirrose, o tratamento visa ao controle do quadro, sendo que nos casos avançados o transplante de fígado pode ser necessário.
Como ajudar um familiar com gordura no fígado?
Modificar hábitos é um desafio enorme, especialmente porque vivemos expostos a alimentos calóricos e o consumo de álcool é algo aceito na nossa sociedade. Por isso quem tem um familiar com a condição pode ajudar com apoio emocional e incentivo de hábitos saudáveis. O combate à obesidade e ao alcoolismo com frequência envolvem suporte psicológico.
Fontes:Edvânia Soares, nutricionista clínica; Isaac Altikes, gastroenterologista; Renato Zilli, endocrinologista; American Liver Foundation; Instituto Nacional de Câncer (Inca); Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Hepatologia.
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), localizado em Feira de Santana, se destaca como a unidade com o maior número de notificações de morte encefálica e captações de órgãos na Bahia. Entre janeiro e julho de 2024, o HGCA registrou 67 notificações de morte encefálica (ME), ultrapassando o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, que contabilizou 51 notificações. Dentre as 65 unidades notificantes no estado, o Clériston Andrade se mantém como referência, liderando também no número de doações de múltiplos órgãos, com 16 procedimentos realizados nesse período.
Na opinião da diretora-geral do HGCA, Cristiana França, esse desempenho reforça o compromisso do HGCA com a promoção da vida. “Através da doação de órgãos, uma prática que tem possibilitado a transformação da dor da perda em esperança para muitos pacientes na fila de espera por um transplante”. Em todo o estado, 3.555 pessoas aguardam por um transplante, sendo a maior demanda por rins, com 1.908 pacientes na fila, seguido de córneas, fígado e coração, conforme dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Como parte das ações do Dia Nacional de Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, o Hospital Clériston Andrade, em parceria com a Organização de Procura de Órgãos (OPO), realizou uma série de atividades voltadas à conscientização da população sobre a importância desse gesto solidário. O evento incluiu rodas de conversa com pacientes, acompanhantes e servidores, além da distribuição de material informativo sobre o processo de doação.
Tayara Sampaio, enfermeira da OPO do HGCA, ressaltou o valor simbólico da data e o impacto que a doação de órgãos pode ter na vida de milhares de pessoas. “Celebramos o Dia Nacional de Doação de Órgãos dentro do Setembro Verde, um mês dedicado à reflexão sobre a importância desse ato de amor e solidariedade. A doação de órgãos não apenas salva vidas, mas transforma famílias e comunidades inteiras, oferecendo uma nova chance para quem está à espera de um transplante.”
A importância da decisão familiar
Tayara também destacou que a decisão familiar é crucial no processo de doação, e reforçou a necessidade de mais informações e diálogo sobre o tema. “Ser doador é um gesto generoso que impacta diretamente a vida de outras pessoas. É fundamental que as famílias conversem sobre o assunto e estejam cientes da importância de respeitar a vontade de quem deseja doar.”
O Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo, com todos os procedimentos regulados e realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse sistema robusto assegura a transparência em todas as etapas, desde a captação até a doação e o transplante de órgãos e tecidos.
Para o médico Eraldo Moura, coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, o aumento na lista de espera por transplantes também reflete a crescente mobilização da sociedade em torno da doação de órgãos. “O número crescente de pessoas aguardando por um transplante é resultado do aumento do acesso à saúde e da conscientização da população sobre a importância desse ato.”
Tayara Sampaio concluiu as atividades do evento reafirmando o compromisso do HGCA com a doação de órgãos: “Estamos de braços abertos para dialogar com a sociedade. O Hospital Geral Clériston Andrade tem se destacado em todo o estado pela quantidade de notificações de morte encefálica e pela captação de múltiplos órgãos, e seguiremos trabalhando para salvar mais vidas.”
Existem hábitos que podem nos ajudar a prolongar os anos de vida, e um deles é reduzir o consumo de açúcar. Mas como fazer isso? Por que é importante? E quantos anos a mais podemos ganhar caso decidirmos seguir essa recomendação? Vamos explorar esses pontos com base em estudos científicos e especialistas na área da saúde.
Segundo a Benefit Health, “o aumento global no consumo de açúcar que triplicou nos últimos 50 anos levou a ciência a investigá-lo, confirmando que não tem valor nutricional e múltiplos danos ao organismo”. Portanto, é crucial entender os impactos desse vilão da nossa alimentação.
A recomendação dos nutricionistas é clara: caso não seja possível eliminá-lo, comece reduzindo-o ao mínimo ou evitando-o por determinados períodos. Eles ressaltam que resistir ao açúcar por um mês fará com que você perceba mudanças significativas na sua saúde.
Quais São os Benefícios de Reduzir o Açúcar?
Gowri Reddy Rocco, especialista em longevidade e fundador da Optimum Wellness and Longevity Inc., explica que a dieta é essencial para iniciar mudanças no corpo e está intimamente relacionada à expectativa de vida. Ele garante que, se aos 50 anos você busca melhorar sua qualidade de vida, é fundamental eliminar o açúcar da alimentação diária.
A ingestão excessiva de açúcar é um dos piores hábitos para alcançar a longevidade, pois causa altos níveis de inflamação que deprimem a nossa saúde geral. Rocco indica que dietas com alto teor de açúcar são aquelas baseadas em alimentos ultraprocessados e que podem deteriorar o tempo e a qualidade de vida.
Impactos Negativos do Consumo de Açúcar
Pesquisas mostram que altos níveis de açúcar nutrem as células cancerígenas, fazendo com que cresçam. Isto tem efeitos negativos, como aumento do risco de Alzheimer, doenças cardíacas, hipertensão e obesidade. Portanto, reduzir o consumo de açúcar após os 50 anos traria muitos benefícios para a saúde.
Quantos Anos a Mais Podemos Ganhar ao Reduzir o Açúcar?
De acordo com Rocco, reduzir o consumo de açúcar na dieta tem um impacto significativo na saúde, tanto que pode aumentar a nossa expectativa de vida em até 10 anos. É um dado surpreendente que nos motiva a repensar nossos hábitos alimentares.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que um adulto com peso saudável deve ingerir no máximo 10% de açúcar da ingestão calórica diária total, o que corresponderia a aproximadamente 50 gramas ou doze colheres de chá. Contudo, ressalta que o ideal é um consumo inferior a 5% (25 gramas ou seis colheres de chá), principalmente em casos de excesso de peso.
Como Iniciar a Redução do Açúcar na Sua Dieta?
Comece substituindo o açúcar refinado por opções mais saudáveis como mel ou estévia.
Evite bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos industrializados.
Prefira alimentos naturais e minimamente processados.
Leia atentamente os rótulos alimentares para identificar a quantidade de açúcar nos produtos.
Faça a troca gradual para facilitar a adaptação do paladar.
Adotar essas simples mudanças pode proporcionar melhorias significativas na saúde e aumentar a longevidade. Que tal começar hoje mesmo?
O biomédico e especialista em biologia molecular Matheus Henrique Dias desenvolveu uma técnica inovadora que estimula e “sobrecarrega” células cancerígenas, levando-as à desestabilização e morte. Diferente das terapias convencionais, sua abordagem busca hiperestimular o mecanismo de divisão celular descontrolada, ao mesmo tempo em que inibe as vias de regulação do estresse celular.
Os resultados mostraram que o tratamento é altamente letal para células cancerígenas, sendo capaz de reduzir tumores em animais com câncer colorretal sem prejudicar células saudáveis. Além disso, o estudo indicou que células tumorais que desenvolvem resistência ao tratamento, embora não morram, se tornam menos malignas.
Como Funciona a Nova Técnica de Tratamento do Câncer?
A técnica desenvolvida por Matheus Henrique Dias é revolucionária devido ao seu foco em sobrecarregar as células cancerígenas. Ao contrário das terapias tradicionais que tentam destruir diretamente as células do tumor, esta abordagem inova hiperestimulando a divisão celular descontrolada das células cancerígenas.
Esse método funciona em duas frentes principais:
Hiperestimulação Celular: A técnica promove uma divisão celular excessiva, além do que as células cancerígenas podem suportar.
Inibição das Vias de Estresse Celular:Simultaneamente, a técnica bloqueia vias que ajudariam a regular esse estresse, levando à morte celular.
Quais são os Resultados Frente aos Tumores Colorretais?
Os testes iniciais em modelos animais mostraram resultados promissores, especialmente em tumores colorretais. O tratamento conseguiu reduzir significativamente os tumores sem causar danos às células saudáveis adjacentes. Essa seletividade é crucial para minimizar os efeitos colaterais, comuns em outras formas de tratamento como a quimioterapia e a radioterapia.
Resistência e Malignidade
Outra descoberta notável é o efeito da técnica em células cancerígenas que desenvolvem resistência ao tratamento. Embora essas células não morram imediatamente, elas se tornam menos malignas. Isso significa que mesmo quando o tratamento não consegue eliminar todas as células cancerígenas, ele ainda as enfraquece consideravelmente.
Qual é o Próximo Passo para Essa Pesquisa?
Matheus Henrique Dias iniciou essa linha de pesquisa durante seu doutorado e pós-doutorado no Laboratório de Ciclo Celular do Instituto Butantan. Atualmente, ele prossegue com seu pós-doutorado no Instituto do Câncer da Holanda, em Amsterdã, um dos principais centros de pesquisa oncológica da Europa.
A terapia desenvolvida por Matheus está prestes a entrar na fase inicial de testes em pacientes nos próximos meses. Esta fase é crucial para avaliar a segurança e a eficácia do tratamento em humanos. Posteriormente, mais algumas etapas estão planejadas antes que a técnica possa ficar disponível para uso clínico.
O Futuro do Tratamento do Câncer
Este avanço representa uma nova esperança na luta contra o câncer. Com uma abordagem inovadora que visa “sobrecarregar” as células cancerígenas até a sua morte, a técnica desenvolvida por Matheus Henrique Dias tem o potencial de revolucionar o tratamento do câncer, tornando-o mais eficaz e menos danoso para os pacientes.
O campo da oncologia está em constante evolução, e descobertas como esta trazem uma nova perspectiva de tratamento, oferecendo maior esperança para aqueles que lutam contra essa doença desafiadora. Os próximos anos serão decisivos para a validação e possível aplicação clínica desta técnica inovadora.
Nos tempos atuais, é bastante comum passarmos longas horas sentados, seja no trabalho, em casa ou durante o lazer. Embora possa parecer uma prática inofensiva, a verdade é que esse comportamento sedentário pode trazer sérios riscos à nossa saúde. Diversas pesquisas mostram que a falta de movimentação regular está associada a uma série de problemas de saúde, desde doenças do coração até complicações na saúde mental.
Quando passamos muito tempo sentados, nosso corpo entra em um estado de inatividade que desacelera o metabolismo. Isso prejudica a forma como processamos açúcares e gorduras, o que pode resultar em problemas graves de saúde. Ficar sentado por longos períodos pode, por exemplo, promover o acúmulo de gordura nas artérias e aumentar os níveis de colesterol, elevando o risco de doenças cardiovasculares.
Como o Sedentarismo Afeta o Corpo?
Um dos principais problemas de ficar muitas horas sentado é o risco aumentado de desenvolver doenças metabólicas, como obesidade e diabetes tipo 2. A falta de movimento reduz a queima de calorias, facilitando o ganho de peso, especialmente na região abdominal. Estudos indicam que pessoas que permanecem sentadas a maior parte do dia têm uma probabilidade significativamente maior de desenvolver diabetes tipo 2, comparadas àquelas que se movimentam com frequência.
A saúde mental também sofre com o sedentarismo. Pesquisas apontam que longos períodos sem atividade física estão ligados ao aumento do risco de depressão e ansiedade. Isso ocorre porque a inatividade reduz a liberação de endorfinas, os chamados hormônios do bem-estar, afetando diretamente nosso humor e disposição. Ficar sentado por muito tempo também está associado a níveis elevados de estresse e piora na qualidade do sono.
Impactos do Sedentarismo na Saúde Mental
Além dos problemas metabólicos e mentais, o comportamento sedentário pode causar dores musculoesqueléticas, como dor nas costas e no pescoço. Má postura ao sentar e falta de exercícios de fortalecimento e alongamento podem resultar em tensão muscular e compressão de nervos, levando a condições crônicas como hérnia de disco. A adoção de práticas ergonômicas e movimentação regular são essenciais para evitar essas complicações.
Soluções Simples para Combater o Sedentarismo
Felizmente, existem várias medidas práticas que podemos adotar para reduzir os riscos associados ao sedentarismo. Incorporar pequenas mudanças na rotina diária pode fazer uma diferença significativa. Por exemplo, levantar-se e caminhar brevemente a cada hora pode ajudar a manter o corpo ativo. Utilizar mesas ajustáveis que permitem trabalhar em pé também é uma excelente solução, assim como adicionar exercícios leves ao longo do dia.
Dicas para se Movimentar Mais
Para combater os problemas causados pelo sedentarismo, aqui estão algumas sugestões práticas:
Faça pausas regulares: Levante-se e alongue-se a cada hora ou faça pequenas caminhadas.
Utilize uma mesa elevável: Alternar entre trabalhar sentado e em pé pode ser muito benéfico.
Exercite-se durante o dia: Inclua alongamentos ou exercícios leves na sua rotina diária.
Dormência, dificuldade para andar e inchaço na língua podem indicar deficiência de vitamina B12. Vegetarianos, veganos e idosos estão mais propensos a apresentar deficiência de vitamina B12, pois essa vitamina, essencial para o funcionamento do organismo, é obtida apenas por meio da alimentação ou suplementação.
O corpo necessita de 2,4 microgramas diários para realizar funções vitais, e quando essa quantidade não é atingida, os efeitos podem ser sentidos de várias formas. Confira a seguir alguns sinais inesperados que indicam baixos níveis dessa vitamina.
Dormência e dificuldades motoras
Um dos sintomas incomuns da deficiência de vitamina B12 é a dormência nos membros, principalmente nas mãos e nos pés. Isso ocorre por conta da neuropatia periférica, condição que danifica os nervos e interfere na transmissão de sinais nervosos.
Pessoas com deficiência grave dessa vitamina podem enfrentar dificuldades para andarcorretamente, também devido ao comprometimento dos nervos periféricos, o que afeta a sensibilidade e o controle motor.
Problemas na língua e na memória
Outro sintoma pouco conhecido é o inchaço da língua, condição chamada glossite, que faz com que a língua fique mais avermelhada e cause coceira ou sensação de queimação na boca.
Além disso, a vitamina B12 desempenha um papel crucial na cognição. A falta dela pode prejudicar a memória, afetando a capacidade de raciocínio e pensamento, o que torna a perda de memória um sintoma frequente que muitas pessoas acabam ignorando.
Quem está mais vulnerável à deficiência de vitamina B12?
Determinações dietéticas e fatores etários desempenham um papel significativo na predisposição à deficiência de vitamina B12. Vamos explorar quem são os mais suscetíveis:
Vegetarianos e veganos: A vitamina B12 é encontrada principalmente em produtos de origem animal, como carne, leite e ovos. Aqueles que seguem uma dieta baseada em plantas podem ter dificuldades de obter quantidades suficientes desta vitamina sem suplementação.
Idosos: Com o avanço da idade, a capacidade do organismo de absorver vitamina B12 de fontes alimentares pode diminuir, tornando suplementos ou alimentos fortificados mais importantes.
Pessoas com condições médicas específicas: Doenças como anemia perniciosa, doenças gastrointestinais crônicas e cirurgias bariátricas podem afetar a absorção adequada de vitamina B12.
Como diagnosticar e tratar a deficiência de vitamina B12?
É crucial procurar um médico ao perceber qualquer um dos sinais mencionados. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada podem evitar complicações graves. Aqui estão algumas etapas comuns no diagnóstico e tratamento:
Exames de sangue: Um simples exame de sangue pode medir os níveis de vitamina B12 no organismo, ajudando a detectar a deficiência.
Suplementação: Dependendo da gravidade da deficiência, o médico pode recomendar suplementos orais ou injeções de vitamina B12.
Ajustes dietéticos: Incorporar alimentos ricos em vitamina B12, como carnes, peixes, ovos e laticínios, pode ajudar a manter níveis adequados.
Manter os níveis adequados de vitamina B12 é essencial para evitar esses problemas de saúde. Portanto, atente-se a esses sinais e, ao perceber qualquer um deles, procure um médico para avaliação e tratamento adequados.
Além dos tipos A, B, AB e O, as pessoas também podem ser positivas ou negativas para o antígeno AnWj
A pesquisa que descobriu o AnWj foi publicada no periódico Blood, na última segunda-feira, 16 | Foto: Reprodução/Freepik
Cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, descobriram um novo grupo sanguíneo. A descoberta resolveu um mistério que durou 50 anos e afetou a eficácia das transfusões de sangue em hospitais espalhados pelo mundo. Além dos tipos A, B, AB e O, as pessoas também podem ser positivas ou negativas para o antígeno AnWj. A pesquisa foi publicada no periódico Blood, na última segunda-feira, 16.
O AnWj e suas implicações
Os cientistas concluíram que algumas pessoas não possuem o novo grupo sanguíneo, em virtude das doenças como câncer ou desordens hematológicas. Contudo, há casos raros em que a pessoa nasce sem ele. A existência do AnWj era conhecida desde 1972, mas sua origem genética era desconhecida até agora.
Os cientistas chegaram a essas conclusões enquanto estudavam uma amostra de 2015 do sangue de uma paciente. Também pesquisaram outros quatro casos raros de pessoas geneticamente AnWj negativas. “O trabalho foi difícil, porque casos genéticos são raros”, afirmou Louise Tilley, pesquisadora sênior do Grupo de Sangue e Transplante.
Os cientistas concluíram que algumas pessoas não possuem o novo grupo sanguíneo em virtude das doenças como câncer ou desordens hematológicas | Foto: Reprodução/Freepik
Nicole Thornton, chefe do laboratório de serviço, acredita que a descoberta permitirá melhorar os testes de compatibilidade sanguínea antes de transfusões.
“Testes de genótipos agora podem ser desenvolvidos para identificar geneticamente os pacientes e os doadores AnWj negativos”, afirmou Thornton. “Esses exames podem ser adicionados às plataformas já existentes de testes de genótipos.”
Depois de uma noite de bebedeira, que tal um sorvete de Paracetamol para ajudar? O doce diferentão aparece em uma imagem que viralizou nas redes sociais. Alguns perfis dizem que o sorvete especial é vendido na Holanda.
A imagem famosa foi feita em 2016. Naquele ano, a sorveteria holandesa Maddy’s produziu o sorvete com infusão de paracetamol para o carnaval de uma vila. O doce foi produzido pelo dono da loja, Jan Nagelkerke.
Reprodução/Instagram
“Uma novidade mundial! Sorvete de Paracetamol. É delicioso e refrescante e ajuda com ressacas durante o carnaval. Está em exposição, mas, é claro, não vendemos esse sorvete. Só queremos deixar vocês animados para os próximos cinco dias de carnaval! Divirtam-se, pessoal”, dizia um post da sorveteria na rede social.
Segundo publicações da loja, o sorvete foi feito como uma brincadeira e exibido na vitrine da loja. No entanto, ele nunca foi comercializado. Isso não impediu que a ideia inusitada chamasse atenção e se tornasse um fenômeno nas redes sociais.
Quem Está por Trás Dessa Inovação?
Ao BN DeStem, canal de notícias local, Nagelkerke explicou que o sorvete de seis litros continha 20 pílulas do remédio, além de suco de limão para dar sabor. Ele, claro, experimentou, mas achou melhor deixar aquele sorvete só na brincadeira. “Joguei fora o resto do sorvete; definitivamente não era um dos meus melhores”, disse.
Por Que o Sorvete de Paracetamol Não é Vendido?
Ele também disse que nunca pensou em vender esse sorvete e que só achou que seria uma piada divertida para o carnaval. Mas, depois, ficou preocupado com a mistura de remédios com o doce e entrou em contato com autoridades de saúde.
Ele descobriu que a prática é ilegal e removeu o produto de exposição. O mesmo canal publicou uma outra reportagem com a Autoridade Holandesa de Segurança de Alimentos e Produtos de Consumo, explicando que o sorvete de Paracetamol não poderia ser vendido, e, se contivesse uma grande quantidade de paracetamol, seria necessária autorização especial para seu uso.
Por outro lado, se contivesse apenas uma pequena quantidade, ainda seria considerado um novo alimento, exigindo aprovação da Comissão Europeia. Além disso, utilizar medicações em alimentos, sem controle rigoroso, pode trazer riscos à saúde, o que motivou Nagelkerke a descartar a ideia.
Dificuldade para iniciar a micção (hesitação), fluxo urinário fraco ou um jato urinário que interrompe e recomeça, gotejamento no final da micção, incapacidade para esvaziar completamente a bexiga, esforço para urinar, vontade de urinar novamente logo após terminar de urinar, dor durante a micção (disúria). Estes são os principais sintomas de quem apresenta a hiperplasia prostática benigna, mais conhecida como o aumento benigno da próstata, uma doença que não se trata de câncer, mas que representa um desconforto importante para o paciente. O tratamento a laser para hiperplasia prostática, chamado de Holep, bem como atualização em Câncer de Próstata e Câncer de Bexiga, e Cirurgia Robótica e novas tecnologias para o tratamento do Câncer de Próstata levaram o Cirurgião Urologista Dr. Eduardo Cerqueira a participar do XVIII Congresso Paulista de Urologia que aconteceu emtre os dias 3 e 7 de setembro em São Paulo.
De acordo com Dr. Eduardo Cerqueira, o HoLEP, Enucleação da Próstata por Laser Holmium, é o novo procedimento muito pouco invasivo e sem cortes e que é considerado um dos mais modernos do mundo para tratamento cirúrgico de Hiperplasia Prostática Benigna. Esta é uma doença que atinge 50% dos homens acima dos 50 anos , ou seja, “trata-se de um tumor não cancerígeno comum na população masculina, o qual acaba reduzindo o calibre da uretra prostática, dificultando o escoamento da urina”, explicou o especialista. Durante o evento, o cirurgião urologista pode ouvir profissionais de referência do Brasil e de outros países da América Latina e também Europa. “O HoLEP é o que há de mais moderno e eficaz. Permite, inclusive, o tratamento de cálculos que, por ventura estejam também presentes na bexiga do paciente. Já temos excelentes resultados no curto e longo prazos, ao permitir a retirada completa do adenoma prostático, o que torna a possibilidade de nova operação quase nula”, ressaltou. As maiores vantagens desta técnica é a cirurgia realizada pela uretra. O corte é realizado a laser na área da próstata que sofreu aumento. A precisão é muito grande e há ausência de sangramento. “Ao final da enucleação, o material é enviado para análise, a fim de afastar a presença de câncer de próstata”, explicou Dr. Eduardo Cerqueira.
Os cinco dias de atualização em São Paulo também geraram discussões em uma das suas principais áreas de atuação que é a Cirurgia Robótica voltada para o Câncer de Próstata. “Durante o evento, o que os pesquisadores mais ressaltaram foi justamente o que já enfatizamos aqui na Bahia: a cirurgia robótica tem se mostrado mais segura, mais detalhada, com menor risco de infecção e oferece uma recuperação melhor, já que o paciente tem menos dor no pós-cirúrgico. No caso das cirurgias oncológicas, para cirurgia de próstata, por exemplo, em que a inervação é poupada, há a diminuição das chances de impotência do paciente no pós-operatório. E isso é fantástico”, explica o médico. Segundo ele, a cirurgia robótica possui diversas vantagens em relação à cirurgia feita por videolaparoscopia, aquela realizada por meio de pequenas incisões, com auxílio de uma câmera, sem a necessidade de grandes cortes.
Dr. Eduardo Cerqueira lembra que para realizar a cirurgia robótica é necessário fazer treinamentos complexos e que o robô não opera sozinho. “Todos os seus movimentos são realizados sob o comando do cirurgião, que é auxiliado por outro cirurgião que fica em sala ao lado do paciente. O robô proporciona maior estabilidade à nossa mão, removendo pequenos tremores. Para cirurgias de alta complexidade, este é um grande diferencial”, finaliza.
Por Adriana Matos AMA Comunicação Integrada – Email adrianamatos.ama@gmail.com Contato. 75991319845