No Brasil, o medicamento chamado Ozempic, utilizado principalmente no tratamento da diabetes tipo 2, ganhou destaque também por seus efeitos na perda de peso. A Novo Nordisk, responsável pela produção do medicamento, viu seu produto ser amplamente utilizado não apenas pela comunidade médica, mas também por aqueles que buscam emagrecimento. Vale notar que o princípio ativo do Ozempic, chamado semaglutida, regula os níveis de glicemia e promove sensação de saciedade.
Nos últimos anos, o preço do Ozempic nas farmácias brasileiras variou entre R$ 929 a R$ 1.063, fazendo com que sua acessibilidade fosse comprometida para muitos. A chegada de versões genéricas promete alterar esse cenário ao oferecer o mesmo tratamento a um preço mais baixo, algo que vem sendo aguardado por pacientes e profissionais de saúde. Mas o que exatamente esse genérico significa para o mercado brasileiro?
O Que Esperar do Ozempic Genérico?
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De acordo com a farmacêutica Prati-Donaduzzi, a expectativa é que uma versão genérica do Ozempic chegue ao Brasil até 2026. Essa futura chegada se dá após a quebra da patente do medicamento original. A busca por uma alternativa mais em conta se tornou prioridade para empresas farmacêuticas no Brasil e no exterior.
A intenção de disponibilizar o genérico tem como base democratizar o acesso a este tratamento, oferecendo uma solução economicamente viável para pacientes. Até então, a prática tem mostrado que a farmacêutica planeja importar a matéria-prima da Ásia e trabalhar com dispositivos de aplicação europeus. Este movimento visa garantir que a eficácia e segurança do medicamento se mantenham intactas.
Como Funcionam os Genéricos no Combate à Diabetes?
Os medicamentos genéricos devem seguir rigorosos padrões de qualidade e eficácia. Com a semaglutida como seu componente ativo, a expectativa é que a versão genérica do Ozempic mantenha as mesmas propriedades terapêuticas e de controle glicêmico do medicamento de marca. Dessa forma, os pacientes poderiam obter os benefícios esperados sem pagar preços exorbitantes.
Qualidade: O genérico deve ter a mesma composição do medicamento de referência.
Preço: Tipicamente, os genéricos são mais baratos que os produtos de marca.
Anvisa: Todos os medicamentos genéricos precisam ser aprovados por agências reguladoras competentes para garantir sua segurança e eficácia.
Existe Algum Risco no Uso de Medicamentos para Emagrecimento?
A crescente popularidade de medicamentos como o Ozempic para emagrecimento levanta preocupações. Muitos indivíduos buscam o medicamento por conta própria, sem considerar os potenciais efeitos colaterais. A automedicação é perigosa e pode levar a complicações significativas. Nos EUA, por exemplo, um número expressivo de pessoas recorreu à Justiça depois de sofrer efeitos adversos.
Aconselhamento Médico: Sempre consulte um profissional de saúde antes de iniciar o uso de qualquer medicamento, inclusive genéricos.
Monitoramento: Acompanhamento regular com um especialista é crucial para ajustar as dosagens adequadamente.
Educação: Informar-se sobre possíveis efeitos colaterais e sinais de alerta pode prevenir complicações.
A possibilidade de tornar o Ozempic mais acessível com versões genéricas representa um marco importante no tratamento da diabetes. Entretanto, o surgimento de alternativas, como pílulas desenvolvidas pela farmacêutica suíça Roche, sugere que os avanços tecnológicos continuarão a revolucionar a medicina. A expectativa é que novos métodos de tratamento continuam a emergir, oferecendo esperança para pacientes de diversas partes do mundo.
Conforme pesquisa da agência Circ, medida poderia evitar cerca de 1,2 milhão de mortes por câncer de pulmão até o final do século
Os autores são de universidades da Espanha, África do Sul, Nova Zelândia, Brasil, Sociedade Americana de Câncer e Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças | Foto: Wirestock/Freepik
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um estudo em que sugere a proibição da venda de tabaco para jovens nascidos entre 2006 e 2010.
Conforme pesquisa da Circ, agência de câncer da OMS, tal medida poderia evitar cerca de 1,2 milhão de mortes por câncer de pulmão até o final do século. A publicação é desta quinta-feira, 3.
O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de pulmão — o tipo mais comum e mortal no mundo.
O estudo, divulgado na revista The Lancet Public Health, estima que, até o final do século, as mortes por câncer de pulmão podem ultrapassar 2,95 milhões entre aqueles nascidos de 2006 a 2010. Esta população representa mais de 650 milhões de pessoas.
Impacto do tabagismo e o câncer de pulmão
Paisagem panorâmica com grandes folhas de tabaco | Foto: Shutterstock
Além do tabaco, outras condições, como tabagismo passivo e poluição, também causam mortes relacionadas ao câncer de pulmão, segundo os pesquisadores.
No entanto, a proibição da venda de tabaco para essa geração poderia evitar 1,2 milhão das 2,95 milhões de mortes projetadas até 2095.
O estudo indica um impacto maior em homens, com 45,8% das mortes evitáveis, em comparação com 30,9% em mulheres. A pesquisa abrange 185 países e se baseia principalmente em dados de mortalidade e incidência de câncer em escala global.
OMS mostra diferenças regionais no impacto da proibição
Apesar do impacto geral, a proibição poderia resultar em mais mortes evitáveis entre mulheres do que homens em regiões como América do Norte, Europa, Austrália e Nova Zelândia | Foto: Reprodução/IBGE
Os especialistas do estudo são de universidades da Espanha, África do Sul, Nova Zelândia e Brasil, além da Sociedade Americana de Câncer e do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças.
Apesar do impacto geral, a proibição poderia resultar em mais mortes evitáveis entre mulheres do que homens em regiões como América do Norte, Europa, Austrália e Nova Zelândia.
O estudo indica que, na Europa Ocidental, 77,7% das mortes evitáveis seriam entre mulheres, enquanto na Europa Central e Oriental, 74,3% seriam entre homens.
Essa variação se deve à maior prevalência e início mais precoce do tabagismo entre homens nessas regiões. A fonte da informação é a Circ, agência de câncer da OMS.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) levantou um alerta em decorrência de um surto do vírus Marburg em Ruanda, na África, uma infecção que infelizmente já resultou em pelo menos 11 mortes desde sua confirmação. A situação alarmante, relatada pela primeira vez na última sexta-feira (27), envolve 31 infecções, onde 19 pacientes permanecem em isolamento sob cuidados médicos.
Essa pandemia crescente desafia as autoridades de saúde a agirem rapidamente. O vírus Marburg, semelhante ao Ebola, demonstra alta virulência e manifesta sintomas que podem evoluir de forma crítica em questão de dias. Entre os mais preocupantes, estão os sinais hemorrágicos severos que os pacientes podem desenvolver em até sete dias após a infecção.
Qual a gravidade do vírus Marburg?
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Conhecido como “primo” do Ebola, o vírus Marburg é um dos mais letais do mundo e não deve ser subestimado. Sua origem se dá principalmente de morcegos, sendo transmitido para primatas e humanos. O contágio entre pessoas ocorre através de fluidos corporais ou contato direto com superfícies e materiais contaminados, como roupas de cama usadas por doentes.
Os sintomas da infecção pelo vírus Marburg incluem febre hemorrágica, dores de cabeça, abdominais, náuseas, vômitos e problemas respiratórios, como tosse e faringite. Apresentando altas taxas de mortalidade, a letalidade da doença pode chegar a 88%.
Medidas para conter o surto do Marburg
Diante da gravidade do surto em Ruanda, a OMS está intensificando esforços para conter a propagação do vírus. A entidade já mobilizou uma série de recursos, incluindo o envio de insumos médicos de emergência ao país africano, visando fortalecer as medidas de controle sanitário vigentes.
Além disso, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África também enviou uma equipe de especialistas para auxiliar diretamente nas ações de contenção. A cooperação não se limita a Ruanda, estendendo-se ainda às autoridades sanitárias dos países vizinhos, como Burundi, Uganda, Tanzânia e a República Democrática do Congo.
O que sabemos sobre as origens do vírus Marburg?
O vírus Marburg foi identificado pela primeira vez em 1967 na cidade alemã de Marburg, que dá nome à doença. Nesse período, surtos ocorreram simultaneamente em laboratórios de Marburg e em Belgrado, resultando na morte de sete pessoas. Desde então, houve casos esporádicos, principalmente na África, incluindo um surto mortal em Angola em 2005, que vitimou 200 pessoas.
Infelizmente, ainda não há vacinas ou medicamentos específicos autorizados para o tratamento do vírus Marburg. As ações médicas focam no alívio dos sintomas para aumentar as chances de sobrevivência dos infectados, destacando a necessidade urgente de avanços no tratamento dessa doença devastadora.
Os japoneses são conhecidos por sua longevidade, e muitos pesquisadores têm investigado o que está por trás dessa característica. Embora a dieta e os exercícios físicos sejam importantes, há um hábito que se destaca e vai além desses aspectos: o contato com a natureza.
O termo japonês Shinrin-yoku pode ser traduzido como “banho de floresta” ou “imersão na floresta”. Ele se refere à prática de estar em um ambiente natural, aproveitando tudo o que o local oferece: sons, cheiros e a tranquilidade proporcionada pela vegetação ao redor. Não é necessário fazer exercícios intensos, mas sim estar presente e absorver o ambiente.
O Que é o Shinrin-yoku?
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Shinrin-yoku é uma prática que envolve estar em contato com a natureza de forma imersiva. A ideia é simples: caminhar ou relaxar em um ambiente natural, como uma floresta ou parque, e absorver os benefícios desse ambiente. Este hábito não exige esforço físico intenso, mas sim uma presença consciente, aproveitando os sons, vistas e cheiros da natureza.
Benefícios do Shinrin-yoku Para a Saúde
Diversos estudos comprovam que essa conexão com a natureza traz benefícios significativos para a saúde. Pesquisadores da Universidade de Chiba, no Japão, descobriram que, após uma caminhada em meio à natureza, os participantes apresentaram uma redução de 12,4% nos níveis do hormônio do estresse e uma queda de 1,4% na pressão arterial.
Redução do estresse: o contato com a natureza ajuda a aliviar os sintomas de ansiedade e estresse, promovendo relaxamento.
Equilíbrio emocional: a prática proporciona uma pausa para o corpo e a mente, ajudando a equilibrar as emoções.
Benefícios físicos: além de reduzir a pressão arterial, o Shinrin-yoku melhora o sistema imunológico e a função cardiovascular.
Onde Praticar o Shinrin-yoku?
Não é preciso estar em uma floresta para aproveitar esses benefícios. Qualquer ambiente ao ar livre e cercado de árvores pode ser um local adequado, como parques, jardins ou até praças.
Tipos de Ambientes Para Praticar
Parques urbanos: áreas verdes dentro das cidades são ótimas opções para quem não pode se deslocar até uma floresta.
Jardins botânicos: oferecem uma grande diversidade de plantas e ambientes tranquilos para imersão.
Praças: mesmo pequenas, as praças podem proporcionar uma pausa na rotina ocupada da cidade.
Por Que o Shinrin-yoku Prolonga a Vida?
O Shinrin-yoku é uma prática eficaz para quem deseja melhorar a saúde e também prolongar a vida. As razões para isso são múltiplas:
Redução do estresse crônico: o estresse crônico está associado a inúmeras doenças, incluindo problemas cardíacos e depressão. Reduzindo o estresse, você melhora a saúde geral.
Conexão social: muitas vezes, essas práticas são realizadas em grupos, promovendo interações sociais benéficas.
Atenção plena: estar presente no momento ajuda a aumentar a consciência sobre si mesmo e o entorno, promovendo um estado mental positivo.
Portanto, o contato com a natureza através do Shinrin-yoku é uma ferramenta poderosa para quem busca uma vida mais equilibrada, saudável e longa. Experimente incluir essa prática na sua rotina e sinta os benefícios para o corpo e a mente.
O treino em jejum pode ser um hábito prático para algumas pessoas. No entanto, é crucial respeitar os limites do corpo
Treinar em jejum é uma prática comum para muitas pessoas, seja pela conveniência de não ter que se preocupar com a alimentação antes do treino, pela preferência por treinar cedo ou pela aversão à sensação de ter comida no estômago. No entanto, será que essa abordagem é realmente eficaz para emagrecer?
O personal trainer Stefan Gleissner, coordenador de musculação na Bodytech Eldorado, em São Paulo, explica que a ideia por trás do treino em jejum é aumentar a oxidação de gordura durante o exercício, já que os níveis de insulina estão mais baixos e a disponibilidade de glicose é reduzida.
Porém, ele alerta que essa estratégia não necessariamente leva a uma perda de peso significativa e pode representar riscos como tonturas e perda de massa muscular.
O professor Ney Felipe Fernandes, do curso de Nutrição Funcional na Faculdade Uniguaçu, no Paraná, destaca que o treino em jejum é uma maneira prática de criar um déficit calórico, mas é crucial que a pessoa respeite os limites do corpo. “Até que ela se adapte a isso, pode haver uma perda de desempenho e é fundamental evitar desmaios ou outros riscos”, afirma.
O nutricionista também ressalta que, para um emagrecimento sustentável, não adianta simplesmente ficar em jejum por longos períodos se a alimentação não for bem planejada. “O que realmente importa é que a estratégia de emagrecimento tenha aderência ao estilo de vida do paciente”, diz ele.
“O emagrecimento saudável e sustentável a longo prazo está relacionado ao balanço energético, por meio de uma dieta adequada ao indivíduo, além da adoção de um estilo de vida saudável com a prática regular de exercícios físicos”, ressalta o personal trainer Gleissner.
Desempenho físico no treino em jejum
Treinar em jejum pode afetar significativamente o desempenho físico. Gleissner explica que, quando estamos sem comer, os níveis de glicogênio estão reduzidos, o que compromete a performance.
“A falta de glicogênio leva à fadiga precoce e à diminuição da capacidade de resistência e força”, afirma. O personal trainer Gleissner também aponta que, a longo prazo, essa redução de desempenho pode prejudicar os resultados, uma vez que a intensidade e a carga de treino são essenciais para a evolução física e para a queima de gordura.
Já o professor de Educação Física Daniel Santos, da academia D’stak, em Brasília, ressalta que o treino em jejum impacta diretamente a intensidade do exercício.
“Com os estoques de energia baixos, não conseguimos nos exercitar na intensidade necessária para causar um impacto positivo no corpo. Cansamos antes de atingir o nível necessário para gerar mudanças no sistema músculo-esquelético”, explica.
Santos alerta ainda que a prática pode gerar riscos a longo prazo, como alterações na pressão arterial, o surgimento de diabetes e até distúrbios psicológicos, como ansiedade e depressão.
Sinais de alerta e grupos que devem evitar a prática
Quando o jejum não está sendo saudável, é possível perceber uma série de sintomas. De acordo com Santos, tonturas, perda de pressão, sonolência, fadiga, ansiedade, irritabilidade e dificuldades na concentração são sinais que indicam que o corpo está sob grande estresse e que a prática deve ser interrompida antes que maiores consequências ocorram.
Além disso, existem grupos específicos de pessoas que devem evitar fazer atividade física sem se alimentar. Entre eles, estão:
Pessoas com distúrbios na pressão arterial;
Portadores de diabetes e cardiopatias;
Sedentários com sobrepeso;
Idosos;
Gestantes;
Atletas de alto rendimento.
Para esses grupos, Santos recomenda sempre consultar profissionais da área médica, de educação física e nutrição antes de iniciar qualquer prática de jejum.
Foto: Reprodução/Blog da Saúde/Ministério da Saúde
O Dia Mundial do Coração, um dos órgãos mais importantes e responsável pelo bombeamento de sangue para todo o corpo humano, é comemorado neste domingo (29). Seu mau funcionamento traz graves consequências para a saúde. As doenças cardiovasculares causam a morte de 400 mil brasileiros todo ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
A cada 90 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país, totalizando 46 óbitos por hora. No entanto, 80% desses casos são evitáveis. O gerente de Atenção à Saúde e cardiologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Luiz Antonio Pertili Rodrigues de Resende, destaca que uma avaliação rotineira e sistemática de indivíduos assintomáticos é importante para identificar fatores de risco a partir da avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem.
“O check-up permite que medidas preventivas possam ser introduzidas precocemente. Ele também é importante para a conscientização do indivíduo sobre a sua saúde e sobre o seu importante papel no autocuidado. A periodicidade está condicionada ao estado clínico de cada paciente e deve ser individualizada. Porém, de uma forma geral, para pacientes com boa saúde e assintomáticos, recomenda-se a avaliação anual”, afirmou.
O cardiologista Fernando de Martino, do HC-UFTM, ressalta que, nos últimos anos, o número de pacientes jovens com doenças cardiovasculares tem aumentado. De acordo com ele, essa elevação guarda relação com o estilo de vida marcado pela rotina acelerada e pelo estresse.
“Os indivíduos têm se exposto a vários fatores de risco muito precocemente como o sedentarismo, o excesso de peso, a má alimentação, o tabagismo, e o consumo excessivo de álcool”, disse.
A orientação é para que as pessoas passem por avaliação médica anualmente ou sempre que apresentarem sintomas como falta de ar, dor no peito, inchaço, tontura, palpitações ou desmaio. As informações são da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares vinculada ao Ministério da Educação.
Dor e inchaço abdominal são alguns dos sinais de gordura no fígado – Shidlovski/istock
A esteatose hepática, mais conhecida como “gordura no fígado”, vem se tornando um problema cada vez mais frequente e conhecido pela população. É verdade que isso se deve, em parte, ao fato de mais médicos solicitarem ultrassonografias de abdômen e detectarem o problema. Outra razão que explica sua incidência cada vez mais comum é o aumento da obesidade na população.
Quando as células e os espaços do fígado são preenchidos por gordura, o órgão se torna volumoso e pesado. A comparação mais comum — impactante, porém didática, é com o famoso patê de foie gras (fígado de ganso), obtido a partir da dieta forçada e extremamente rica em calorias desses animais. Porém, o abuso de álcool, o uso de certos medicamentos e doenças como as hepatites virais também podem causar esse quadro, que só gera algum sintoma quando o dano ao fígado já é muito grave.
Fígado e suas funções
O fígado é uma glândula localizada no lado direito do abdômen que possui diversas funções, como desintoxicar o organismo, produzir colesterol, sintetizar proteínas e armazenar glicose (o açúcar do sangue). O órgão produz a bile, um composto que ajuda no processo de eliminação de toxinas e na digestão dos lipídios. Assim, a presença de um pouco de gordura no fígado é absolutamente normal. Mas quando o índice de infiltração ultrapassa 5% do seu volume, a situação começa a se complicar.
Evolução
Se não tratada ou controlada, a esteatose hepáticapode gerar uma inflamação, também chamada de esteatoepatite, que leva a morte celular e um processo de fibrose (cicatrização). Com o passar dos anos, a condição pode progredir para cirrose hepática e também pode resultar em câncer de fígado. Em situações mais graves, o transplante é necessário.
Causas e tipos
Existem dois tipos de esteatose, ou doença hepática gordurosa, de acordo com as causas:
Alcoólica: Provocada pelo consumo excessivo de álcool. O fígado tem a capacidade de metabolizar as moléculas de etanol para eliminar a substância do nosso organismo. Mas quando a dose é alta ou ingerida em pouco tempo, os subprodutos desse processo ficam concentrados, e eles são tóxicos para as células hepáticas. Com o passar do tempo, o dano passa interferir nas funções do órgão.
Não alcoólica: Provocada prioritariamente por má alimentação, sedentarismo, sobrepeso, obesidade, diabetes, colesterol e triglicérides alto, e perda ou ganho muito rápido de peso. Porém, também pode ser causada pelo uso de certos medicamentos (hormônios e corticoides, entre outros), ou por inflamações crônicas associadas, por exemplo, à hepatite C ou outras doenças hepáticas.
Prevalência
A esteatose é considerada a doença do fígado mais comum nos países industrializados ocidentais. Cerca de 70% dos casos referem-se à doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) e o restante é consequência do abuso de álcool. Estima-se que 20% a 40% da população sofra com o problema, sendo que o percentual é mais alto se considerarmos populações específicas, como a de obesos, diabéticos ou indivíduos com síndrome metabólica (quadro que envolve dislipidemia, resistência à insulina e obesidade abdominal).
Embora seja mais comum em adultos na faixa dos 40 ou 50 anos de idade, crianças pequenas podem ter esteatose, geralmente associada a doenças metabólicas. Entre as mais velhas e os adolescentes, o quadro também pode surgir como consequência de hábitos pouco saudáveis. E apesar da relação com a obesidade, indivíduos magros também podem fígado gorduroso.
Já em relação à esteatose hepática associada à bebida, estima-se que 90% dos indivíduos que fazem uso abusivo do álcool tenham a condição, dos quais 15% a 30% desenvolvem hepatitealcoólica e 10% a 20%, cirrose hepática.
Complicações
Cardiovasculares: A DHGNA é considerada o componente hepático da síndrome metabólica e também uma complicação da obesidade. Assim como esses quadros, constitui um fator de risco para infartos e derrames.
Cirrose :Toda doença crônica do fígado, que envolve uma inflamação persistente, pode resultar em cirrose, que é a alteração da arquitetura normal do órgão pela presença de cicatrizes e nódulos que envolvem as células hepáticas remanescentes. Estima-se que 30% dos pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica evoluam para esteatoepatite e cirrose. Uma das primeiras alterações provocadas por essa mudança de arquitetura do fígado é a chamada hipertensãoportal (aumento da pressão na veia porta, que drena o sangue proveniente dos intestinos). Quando a cirrose é avançada, há comprometimento de funções do fígado, como a formação de proteínas e neutralização de toxinas. Nesses casos, o transplante pode se tornar necessário.
Câncer de fígado: A cirrose e a própria esteatose são fatores de risco para o hepatocarcinoma, um tipo agressivo de câncer das células hepáticas que causa mais de 9.700 mortes ao ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Cerca de metade dos pacientes com esse tipo de câncer têm cirrose hepática, doença que pode ser consequência não apenas da esteatose e do alcoolismo, mas principalmente da infecção pelos vírus da hepatite B ou C. Vale lembrar que o tabagismo, a obesidade, a esquistossomose e a ingestão de grãos e cereais contaminados pelo fungo aspergilus flavus, que produz a aflatoxina, são outros fatores de risco importantes.
Fatores de risco para gordura no fígado
Uso abusivo de álcool:tanto a ingestão diária de mais de duas doses para mulheres, ou três, para os homens, quanto o excesso ocasional (ingestão de quatro ou mais doses para mulheres ou cinco ou mais doses para homens em duas horas) são associadas a maior risco de doença no fígado. Cada dose corresponde a aproximadamente a 350 ml de cerveja ou 150 ml de vinho ou 50 ml de bebida destilada;
Obesidade e sobrepeso com obesidade central;
Diabetes mellitus ou pré-diabetes (resistência insulínica);
Dislipidemia (aumento do colesterol e/ou triglicérides);
Genética: fatores genéticos podem estar envolvidos na tendência a obesidade, dislipidemias, diabetes e mesmo na dependência de álcool;
Medicamentos (como amiodarona, corticosteroides, estrógenos e tamoxifeno);
Esteroides anabolizantes;
Toxinas ambientais: produtos químicos;
Cirurgias para combater a obesidade (bypass jejuno-ileal, derivações bilio-digestivas);
Doenças que podem ser associadas à esteatose hepática;
Hepatite crônica pelo vírus C;
Síndrome de ovários policísticos;
Hipotiroidismo;
Apneia do sono;
Hipogonadismo;
Lipodistrofia e alterações metabólicas de origem hereditária.
Sintomas
Praticamente nenhm paciente com esteatose hepática apresenta sinais ou sintomas, ou seja, a condição é silenciosa, e só é identificada em exames de rotina. Quando surgem, os sintomas mais comuns são:
Fadiga;
Desconforto do lado direito superior do abdômen;
Aumento do fígado;
Já quando existe um grau elevado de inflamação (esteatoepatite), ou fibrose e cirrose, as manifestações podem incluir:
Fadiga;
Falta de apetite;
Coceira;
Aranhas vasculares (varizes finas em formato de teia de aranha);
Icterícia (pele e olhos amarelados);
Fezes esbranquiçadas;
Alterações do sono;
Uma das consequências possíveis da cirrose é chamada hipertensão portal, que tem como sintomas:
Acúmulo anormal de líquido dentro do abdômen (ascite);
Confusão mental;
Complicações neurológicas (já que as toxinas deixam de ser corretamente eliminadas);
Mudanças na coagulação;
Inchaço dos membros inferiores;
Hemorragias;
Presença de varizes no esôfago;
Queda no número de plaquetas sanguíneas.
Os sintomas mais comuns do câncer de fígado são:
Dor abdominal;
Massa e distensão abdominal;
Acúmulo de líquido no abdômen (ascite);
Perda de peso inexplicada;
Perda de apetite;
Mal-estar;
Icterícia (pele e olhos amarelados);
Diagnóstico de esteatose hepática
Na maioria das vezes, a esteatose é identificada de forma incidental em uma ultrassonografia de abdômen solicitada pelo médico num exame de rotina. Esse exame pode ser pedido quando o profissional identifica um ou mais fatores de risco. Para completar o diagnóstico, é importante conhecer o histórico do paciente, avaliar pressão arterial, peso, altura, IMC (índice de massa corporal) e circunferência abdominal. Além disso, devem ser pedidos exames laboratoriais para avaliar os níveis de colesterol, triglicérides, glicose, insulina; teste homa (que determina o grau de resistência à insulina); e enzimas hepáticas. Outros exames de imagem, como tomografia, ressonância magnética e elastografia hepática (procedimento parecido com a ultrassonografia) podem ajudar a confirmar o diagnóstico. Em alguns casos, porém, a biópsia de fígado é necessária.
Os exames e/ou a biópsia podem indicar a gravidade da esteatose, geralmente classificada em:
Grau 1 ou leve Quando há pequeno acúmulo de gordura;
Grau 2 Quando há um acúmulo moderado de gordura no fígado;
Grau 3 Quando ocorre grande acúmulo de gordura no fígado.
Tratamento
O combate ao problema envolve prioritariamente mudanças no estilo de vida, com dieta saudável e prática de atividade física, a fim de se controlar o excesso de peso, a resistência à insulina, os níveis de colesterol e triglicérides e a pressão arterial. O consumo de álcool deve ser evitado mesmo para quem essa não é a principal causa do problema, já que a bebida sobrecarrega o fígado e contribui para a obesidade.
Embora emagrecer seja considerado o principal pilar do tratamento, é importante que a perda de peso seja gradual. O emagrecimento rápido pode agravar a esteatose porque, antes de ser “queimada”, a gordura armazenada no corpo também passa pelo fígado —é por isso que as cirurgias da obesidade são um fator de risco.
Quando a doença é causada por medicamentos, é necessário avaliar custo-benefício e estudar a possibilidade de substituição. O uso de esteroides anabolizantes deve ser interrompido e, no caso de a esteatose ser associada a outras doenças, como hipotireoidismo ou ovário policístico, essas condições devem ser tratadas adequadamente.
Não existe nenhum medicamento específico para a esteatose, porém alguns medicamentos costumam ser indicados pelos médicos para alguns pacientes. É o caso de drogas para o controle do colesterol e do diabetes (como metformina, pioglitazona e rosiglitazona), ou drogas para controle da obesidade, como o orlistat(Xenical). A vitamina E e o ácido ursodesoxicólico também costumam ser indicados quando há sinais de esteatoepatite e fibrose, e alguns profissionais podem indicar alguns suplementos, como a silimarina (fitoterápico) e a N-acetilcisteína, embora os resultados sejam inconclusivos.
Para casos de cirrose avançada, que não respondem ao tratamento de controle, o transplante de fígado tem o potencial de aumentar a sobrevida e qualidade de vida dos pacientes. Na cirrose alcoólica é necessária a abstinência alcoólica de pelo menos seis meses antes do procedimento.
Como deve ser a dieta de quem tem fígado gorduroso?
A alimentação deve ser orientada por médicos e nutricionistas, para levar em conta questões individuais, como o diabetes ou a hipertensão.
O que priorizar:
Verduras, legumes, frutas e grãos integrais, que são ricos em fibras, antioxidantes e nutrientes benéficos para o fígado, como a betaína;
Peixes, carnes brancas e ovos (na quantidade permitida pelo seu profissional de saúde), que contém colina e metionina, também importantes para a função hepática;
Itens ricos em gordura “do bem”, como salmão, sardinha, azeite extravirgem, abacate e amêndoas podem e devem ser consumidos, já que têm efeito anti-inflamatório, desde que o excesso de calorias seja evitado.
Atividades aeróbicas (cerca de 30 minutos pelo menos cinco vezes por semana) e exercícios de resistência muscular (pelo menos duas vezes por semana) também são medidas que auxiliam o metabolismo e a queima de gordura.
O que evitar:
Excesso de gordura animal (presente principalmente na carne vermelha, no leite integral e nos queijos amarelos);
Gordura trans (a gordura vegetal modificada e presente em industrializados como margarinas, sorvetes e biscoitos);
Frituras (mesmo quando se usa apenas óleos vegetais, o aquecimento a altas temperaturas torna o alimento prejudicial à saúde);
Enlatados, embutidos e comida industrializada em geral (esses itens costumam ser ricos em gordura e sódio, e podem ter efeito inflamatório);
Excesso de açúcar e itens com alto índice glicêmico (como batata, pão e macarrão brancos), já que podem interferir nos níveis de insulina e contribuir para a inflamação;
Bebidas alcoólicas ou ricas em açúcar.
Prevenção
Todas as medidas acima, indicadas para o controle da esteatose, também ajudam indivíduos saudáveis a evitar a condição. Lembre-se que toda doença capaz de causar inflamação crônica no fígado deve ser diagnosticada e tratada a fim de evitar a progressão para a cirrose hepática.
Prognóstico
A esteatose pode ser revertida ou pelo menos estabilizada quando diagnosticada em estágios leves ou moderados, desde que a pessoa siga todas as orientações médicas. Já nos casos de cirrose, o tratamento visa ao controle do quadro, sendo que nos casos avançados o transplante de fígado pode ser necessário.
Como ajudar um familiar com gordura no fígado?
Modificar hábitos é um desafio enorme, especialmente porque vivemos expostos a alimentos calóricos e o consumo de álcool é algo aceito na nossa sociedade. Por isso quem tem um familiar com a condição pode ajudar com apoio emocional e incentivo de hábitos saudáveis. O combate à obesidade e ao alcoolismo com frequência envolvem suporte psicológico.
Fontes:Edvânia Soares, nutricionista clínica; Isaac Altikes, gastroenterologista; Renato Zilli, endocrinologista; American Liver Foundation; Instituto Nacional de Câncer (Inca); Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Hepatologia.
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), localizado em Feira de Santana, se destaca como a unidade com o maior número de notificações de morte encefálica e captações de órgãos na Bahia. Entre janeiro e julho de 2024, o HGCA registrou 67 notificações de morte encefálica (ME), ultrapassando o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, que contabilizou 51 notificações. Dentre as 65 unidades notificantes no estado, o Clériston Andrade se mantém como referência, liderando também no número de doações de múltiplos órgãos, com 16 procedimentos realizados nesse período.
Na opinião da diretora-geral do HGCA, Cristiana França, esse desempenho reforça o compromisso do HGCA com a promoção da vida. “Através da doação de órgãos, uma prática que tem possibilitado a transformação da dor da perda em esperança para muitos pacientes na fila de espera por um transplante”. Em todo o estado, 3.555 pessoas aguardam por um transplante, sendo a maior demanda por rins, com 1.908 pacientes na fila, seguido de córneas, fígado e coração, conforme dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Como parte das ações do Dia Nacional de Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, o Hospital Clériston Andrade, em parceria com a Organização de Procura de Órgãos (OPO), realizou uma série de atividades voltadas à conscientização da população sobre a importância desse gesto solidário. O evento incluiu rodas de conversa com pacientes, acompanhantes e servidores, além da distribuição de material informativo sobre o processo de doação.
Tayara Sampaio, enfermeira da OPO do HGCA, ressaltou o valor simbólico da data e o impacto que a doação de órgãos pode ter na vida de milhares de pessoas. “Celebramos o Dia Nacional de Doação de Órgãos dentro do Setembro Verde, um mês dedicado à reflexão sobre a importância desse ato de amor e solidariedade. A doação de órgãos não apenas salva vidas, mas transforma famílias e comunidades inteiras, oferecendo uma nova chance para quem está à espera de um transplante.”
A importância da decisão familiar
Tayara também destacou que a decisão familiar é crucial no processo de doação, e reforçou a necessidade de mais informações e diálogo sobre o tema. “Ser doador é um gesto generoso que impacta diretamente a vida de outras pessoas. É fundamental que as famílias conversem sobre o assunto e estejam cientes da importância de respeitar a vontade de quem deseja doar.”
O Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo, com todos os procedimentos regulados e realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse sistema robusto assegura a transparência em todas as etapas, desde a captação até a doação e o transplante de órgãos e tecidos.
Para o médico Eraldo Moura, coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, o aumento na lista de espera por transplantes também reflete a crescente mobilização da sociedade em torno da doação de órgãos. “O número crescente de pessoas aguardando por um transplante é resultado do aumento do acesso à saúde e da conscientização da população sobre a importância desse ato.”
Tayara Sampaio concluiu as atividades do evento reafirmando o compromisso do HGCA com a doação de órgãos: “Estamos de braços abertos para dialogar com a sociedade. O Hospital Geral Clériston Andrade tem se destacado em todo o estado pela quantidade de notificações de morte encefálica e pela captação de múltiplos órgãos, e seguiremos trabalhando para salvar mais vidas.”
Existem hábitos que podem nos ajudar a prolongar os anos de vida, e um deles é reduzir o consumo de açúcar. Mas como fazer isso? Por que é importante? E quantos anos a mais podemos ganhar caso decidirmos seguir essa recomendação? Vamos explorar esses pontos com base em estudos científicos e especialistas na área da saúde.
Segundo a Benefit Health, “o aumento global no consumo de açúcar que triplicou nos últimos 50 anos levou a ciência a investigá-lo, confirmando que não tem valor nutricional e múltiplos danos ao organismo”. Portanto, é crucial entender os impactos desse vilão da nossa alimentação.
A recomendação dos nutricionistas é clara: caso não seja possível eliminá-lo, comece reduzindo-o ao mínimo ou evitando-o por determinados períodos. Eles ressaltam que resistir ao açúcar por um mês fará com que você perceba mudanças significativas na sua saúde.
Quais São os Benefícios de Reduzir o Açúcar?
Gowri Reddy Rocco, especialista em longevidade e fundador da Optimum Wellness and Longevity Inc., explica que a dieta é essencial para iniciar mudanças no corpo e está intimamente relacionada à expectativa de vida. Ele garante que, se aos 50 anos você busca melhorar sua qualidade de vida, é fundamental eliminar o açúcar da alimentação diária.
A ingestão excessiva de açúcar é um dos piores hábitos para alcançar a longevidade, pois causa altos níveis de inflamação que deprimem a nossa saúde geral. Rocco indica que dietas com alto teor de açúcar são aquelas baseadas em alimentos ultraprocessados e que podem deteriorar o tempo e a qualidade de vida.
Impactos Negativos do Consumo de Açúcar
Pesquisas mostram que altos níveis de açúcar nutrem as células cancerígenas, fazendo com que cresçam. Isto tem efeitos negativos, como aumento do risco de Alzheimer, doenças cardíacas, hipertensão e obesidade. Portanto, reduzir o consumo de açúcar após os 50 anos traria muitos benefícios para a saúde.
Quantos Anos a Mais Podemos Ganhar ao Reduzir o Açúcar?
De acordo com Rocco, reduzir o consumo de açúcar na dieta tem um impacto significativo na saúde, tanto que pode aumentar a nossa expectativa de vida em até 10 anos. É um dado surpreendente que nos motiva a repensar nossos hábitos alimentares.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que um adulto com peso saudável deve ingerir no máximo 10% de açúcar da ingestão calórica diária total, o que corresponderia a aproximadamente 50 gramas ou doze colheres de chá. Contudo, ressalta que o ideal é um consumo inferior a 5% (25 gramas ou seis colheres de chá), principalmente em casos de excesso de peso.
Como Iniciar a Redução do Açúcar na Sua Dieta?
Comece substituindo o açúcar refinado por opções mais saudáveis como mel ou estévia.
Evite bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos industrializados.
Prefira alimentos naturais e minimamente processados.
Leia atentamente os rótulos alimentares para identificar a quantidade de açúcar nos produtos.
Faça a troca gradual para facilitar a adaptação do paladar.
Adotar essas simples mudanças pode proporcionar melhorias significativas na saúde e aumentar a longevidade. Que tal começar hoje mesmo?
O biomédico e especialista em biologia molecular Matheus Henrique Dias desenvolveu uma técnica inovadora que estimula e “sobrecarrega” células cancerígenas, levando-as à desestabilização e morte. Diferente das terapias convencionais, sua abordagem busca hiperestimular o mecanismo de divisão celular descontrolada, ao mesmo tempo em que inibe as vias de regulação do estresse celular.
Os resultados mostraram que o tratamento é altamente letal para células cancerígenas, sendo capaz de reduzir tumores em animais com câncer colorretal sem prejudicar células saudáveis. Além disso, o estudo indicou que células tumorais que desenvolvem resistência ao tratamento, embora não morram, se tornam menos malignas.
Como Funciona a Nova Técnica de Tratamento do Câncer?
A técnica desenvolvida por Matheus Henrique Dias é revolucionária devido ao seu foco em sobrecarregar as células cancerígenas. Ao contrário das terapias tradicionais que tentam destruir diretamente as células do tumor, esta abordagem inova hiperestimulando a divisão celular descontrolada das células cancerígenas.
Esse método funciona em duas frentes principais:
Hiperestimulação Celular: A técnica promove uma divisão celular excessiva, além do que as células cancerígenas podem suportar.
Inibição das Vias de Estresse Celular:Simultaneamente, a técnica bloqueia vias que ajudariam a regular esse estresse, levando à morte celular.
Quais são os Resultados Frente aos Tumores Colorretais?
Os testes iniciais em modelos animais mostraram resultados promissores, especialmente em tumores colorretais. O tratamento conseguiu reduzir significativamente os tumores sem causar danos às células saudáveis adjacentes. Essa seletividade é crucial para minimizar os efeitos colaterais, comuns em outras formas de tratamento como a quimioterapia e a radioterapia.
Resistência e Malignidade
Outra descoberta notável é o efeito da técnica em células cancerígenas que desenvolvem resistência ao tratamento. Embora essas células não morram imediatamente, elas se tornam menos malignas. Isso significa que mesmo quando o tratamento não consegue eliminar todas as células cancerígenas, ele ainda as enfraquece consideravelmente.
Qual é o Próximo Passo para Essa Pesquisa?
Matheus Henrique Dias iniciou essa linha de pesquisa durante seu doutorado e pós-doutorado no Laboratório de Ciclo Celular do Instituto Butantan. Atualmente, ele prossegue com seu pós-doutorado no Instituto do Câncer da Holanda, em Amsterdã, um dos principais centros de pesquisa oncológica da Europa.
A terapia desenvolvida por Matheus está prestes a entrar na fase inicial de testes em pacientes nos próximos meses. Esta fase é crucial para avaliar a segurança e a eficácia do tratamento em humanos. Posteriormente, mais algumas etapas estão planejadas antes que a técnica possa ficar disponível para uso clínico.
O Futuro do Tratamento do Câncer
Este avanço representa uma nova esperança na luta contra o câncer. Com uma abordagem inovadora que visa “sobrecarregar” as células cancerígenas até a sua morte, a técnica desenvolvida por Matheus Henrique Dias tem o potencial de revolucionar o tratamento do câncer, tornando-o mais eficaz e menos danoso para os pacientes.
O campo da oncologia está em constante evolução, e descobertas como esta trazem uma nova perspectiva de tratamento, oferecendo maior esperança para aqueles que lutam contra essa doença desafiadora. Os próximos anos serão decisivos para a validação e possível aplicação clínica desta técnica inovadora.