Fármaco é produzido pela farmacêutica Eli Lilly e já havia sido aprovado nos Estados Unidos em julho de 2023

Foto: Divulgação/
Eli Lilly

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso do donanemabe, medicamento indicado para retardar a progressão do Alzheimer em pacientes em estágio inicial da doença. Comercializado com o nome de Kinsula, o fármaco é produzido pela farmacêutica Eli Lilly e já havia sido aprovado nos Estados Unidos em julho de 2023.

Administrado por meio de injeções mensais, o donanemabe foi testado em um estudo com 1.736 pacientes que apresentavam comprometimento cognitivo leve e demência leve, além da presença de placas da proteína beta-amiloide no cérebro — um dos marcadores da doença.

Os resultados apontaram que o medicamento conseguiu retardar a progressão do Alzheimer em 35% nos pacientes com estágio menos avançado da doença e em 22% na população geral avaliada. Os participantes tratados com o donanemabe apresentaram desempenho superior na cognição e na função cerebral em comparação aos que receberam placebo.

Apesar de o Alzheimer ainda não ter cura, a aprovação do novo medicamento representa um avanço no tratamento da doença, que é neurodegenerativa e progressiva.

A Anvisa alerta que o uso do donanemabe é contraindicado para pacientes que fazem uso de anticoagulantes, como a varfarina, ou que tenham sido diagnosticados com angiopatia amiloide cerebral.

A agência informou que continuará monitorando rigorosamente a segurança e a eficácia do medicamento no Brasil.

Informações Bahia.ba


País registra 668 mortes confirmadas e outros 724 óbitos em investigação, segundo Painel de Monitoramento das Arboviroses

Lula e Padilha
Presidente Lula e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Desde 1º de janeiro de 2025, o Brasil registrou 1 milhão de casos prováveis de dengue. O número de mortes confirmadas chegou a 668, com outros 724 óbitos em investigação. Os dados são do Painel de Monitoramento das Arboviroses.

No mesmo período de 2024, o país enfrentava a pior epidemia de sua história, com 4 milhões de casos prováveis e 3,8 mil mortes confirmadas. Outros 232 óbitos ainda estavam sob análise. A ministra da Saúde na época era Nísia Trindade, que foi demitida do cargo em fevereiro deste ano.

Nísia Trindade e Lula
Nísia Trindade chefiou a Saúde na pior pandemia de dengue do país | Foto:José Cruz/ Agência Brasil

Atualmente, um ano depois e com um novo titular na pasta da Saúde, Alexandre Padilha, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva ainda não conseguiu enfrentar a doença. O índice de incidência da doença em 2025 é de 475,5 casos por 100 mil habitantes. 

A faixa etária com maior número de casos neste ano é a de 20 a 29 anos. Em seguida, aparecem as faixas de 30 a 39, 40 a 49 e 50 a 59 anos.

quadro dengue 2025
Divisão dos casos de dengue por sexo e raça/cor | Foto: Divulgação/ Painel de Monitoramento das Arboviroses

Mulheres representam 55% das pacientes com dengue, enquanto homens somam 45%. Quanto à raça/cor, os casos se distribuem entre brancos (50,4%), pardos (31,1%) e pretos (4,8%).

Casos de dengue se concentram em São Paulo

São Paulo lidera entre os Estados, com 585,9 mil casos prováveis. Minas Gerais (109,6 mil), Paraná (80,2 mil) e Goiás (46,9 mil) aparecem na sequência.

Quadro dengue 2025
Casos de dengue por Estado | Foto: Divulgação/ Painel de Monitoramento das Arboviroses

O maior coeficiente de incidência também está em São Paulo, com 1,2 mil casos por 100 mil habitantes. Acre (888), Paraná (679) e Goiás (639) completam a lista dos Estados com maiores índices.

Informações Revista Oeste


Governo colombiano planeja realizar vacinações em massa no país

De acordo com o ministro da Saúde da Colômbia, Guillermo Alfonso Jaramillo, houve 74 casos confirmados e 34 mortes no país desde o começo de 2024 | Foto: Reprodução/Freepik
De acordo com o ministro da Saúde da Colômbia, Guillermo Alfonso Jaramillo, houve 74 casos confirmados e 34 mortes no país desde o começo de 2024 | Foto: Reprodução/Freepik

O governo da Colômbia declarou, nesta quarta-feira, 16, uma emergência sanitária em razão do aumento dos casos de febre amarela. De acordo com o ministro da Saúde do país, Guillermo Alfonso Jaramillo, houve 74 casos confirmados e 34 mortes desde o começo de 2024.

“Vamos implantar um plano de contingência e vigilância intensificada em todo o país para que possamos detectar rapidamente qualquer surto que venha a ocorrer”, disse Jaramillo. “Teremos de impor a exigência do comprovante de vacinação, não apenas para sair do país, mas também para entrar em algumas zonas, como o Brasil.”

Vacinação em massa na Colômbia

Além disso, o governo colombiano planeja realizar vacinação em massa para cidadãos a partir dos 9 meses. Também vai impor um controle rigoroso nas zonas de maior risco e o deslocamento de mais de 10 mil equipes básicas de saúde. O objetivo é atender e vacinar a população.

Segundo Jaramillo, a situação mais crítica é em Tolima, na região centro-oeste da Colômbia, onde foram detectados 22 casos. Uma das principais preocupações do governo colombiano é o fato de os mosquitos portadores da doença alcançarem regiões que antes não alcançavam. 

A febre amarela é uma doença com alto índice de letalidade. Os sintomas incluem febre, dores no corpo, calafrios, náuseas, vômitos, dor de cabeça intensa, fadiga e fraqueza.

Informações Revista Oeste


O cardiologista Marcelo Bergamo frisa que cuidar da saúde do coração contribui — e muito — com a longevidade

mulher de cabelos brancos bebendo água

Considerado um dos principais órgãos da “engrenagem” chamada corpo humano, o coração tem como função bombear o sangue pelos vasos sanguíneos e regular a pressão arterial — ou seja, é essencial para a manutenção da vida. Quem deseja chegar ou ultrapassar os 100 anos deve cuidar do “chefe” do sistema cardiovascular, conforme aconselha o cardiologista Marcelo Bergamo.

De acordo com o médico, os hábitos de vida adotados definem “como está” a saúde de um indivíduo. “Pessoas com orientação do que é ou não saudável, e que sabem escolher bem, são aquelas que permitem ter uma qualidade de vida melhor e mais longeva”, exemplifica.

Hábitos

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o especialista elenca quatro hábitos diários, voltados à alimentação, bem-estar e nutrição, que ajudam a cuidar do coração e contribuem com a longevidade.

  • Alimentação: abuse de verduras e legumes. “A fruta deve ser consumida preferencialmente in natura, sem espremer e transformar em sucos”, recomenda o cardiologista.
  • Água: o corpo precisa dessa fonte para funcionar adequadamente. “Para a grande maioria das pessoas que não tem restrição por um problema específico, beba bastante água”, sugere.
  • Pratique atividade física: esteja em movimento. “O corpo foi feito para se mover. Escolha algo que te dá prazer ou o que é possível de ser executado dentro das possibilidades”, instrui o médico.
  • Gerencie bem o estresse do dia a dia: faça algum tipo de exercício físico, hobby ou meditação. “Não deixe que a correria do dia a dia influencie na jornada em busca de uma longevidade saudável”, salienta.

Marcelo Bergamo enfatiza sobre a adoção de hábitos saudáveis — a exemplo de manter uma alimentação balanceada, praticar atividade física seja qual for, dispor de uma boa noite de sono reparador e controlar o estresse — podem levar o indivíduo a “prosperar na questão da saúde do coração, corpo e mente.”

Foto colorida de mulher e homem com embalagens de suplementos. Eles estão em uma cozinha - Metrópoles
Marcelo Bergamo lista os quatro hábitos que ajuda uma pessoa a prosperar com relação à longevidade

Obesidade

Na avaliação do especialista, entre os principais fatores de risco que atrapalham a longevidade e podem ser evitados com mudanças no estilo de vida, consta a obesidade. Segundo o médico, outras condições são derivadas da doença crônica, como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia, ácido úrico e gordura no fígado, no caso, a esteatose hepática. Ao rol, ele acrescenta os problemas osteoarticulares, capazes de “comprometer a longevidade saudável.”

“O fato do ser humano buscar se manter dentro dos limites aceitáveis de peso, lembrando que, pelas novas diretrizes, não se aborda somente a balança, mas também a composição corporal (massa magra/gordura), o que já o coloca em uma posição favorável para conquistar uma longevidade saudável e sem restrições”, finaliza o cardiologista.

Foto colorida de homem, idoso e negro, caminhando em uma esteira - Metrópoles

Informações Metrópoles


Relatório mostra aumento de casos graves e revela que maioria poderia ser evitada

Saúde
A Anvisa afirma que protocolos seguros e práticas de prevenção poderiam evitar grande parte dos erros | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entre agosto de 2023 e julho de 2024, o sistema público e privado de saúde no Brasil contabilizou 396.629 erros ligados ao atendimento de pacientes.

Desses incidentes, 2.363 terminaram em óbitos. O sistema Notivisa, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), reuniu as informações com base nas notificações usadas para monitorar riscos.

Minas Gerais lidera o ranking de falhas, com 68.873 notificações. São Paulo aparece em seguida, com 52.803 registros. Já em número de mortes, os paulistas ocupam o primeiro lugar: 452 ocorrências. Depois vêm Minas (312) e Santa Catarina (226).

As situações mais graves envolvem erros na administração de medicamentos, com troca de dosagem ou substância, e procedimentos cirúrgicos realizados em áreas erradas do corpo.

Casos de lesões por pressão também estão entre os mais reportados — incluindo contusões, entorses e luxações, sendo esta última a mais severa, por afetar diretamente a articulação óssea.

Anvisa quer usar notificações para reduzir falhas na saúde

A Anvisa afirma que protocolos seguros e práticas de prevenção poderiam evitar grande parte dos erros. Segundo a Gerência Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde (GGTES), os dados coletados devem servir como base para decisões que aumentem a segurança do paciente.

Desde 2013, a criação dos Núcleos de Segurança do Paciente é obrigatória em unidades de saúde de todo o país, conforme determina a RDC nº 36.

Esses núcleos são responsáveis por registrar mensalmente os eventos no Notivisa, dentro do módulo de Assistência à Saúde, que integra o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

As notificações buscam identificar e evitar falhas durante o atendimento, reduzindo danos ao paciente. Entre os registros mais frequentes estão erros de medicação, falhas de comunicação entre equipes médicas, cirurgias em locais incorretos e negligência nos cuidados básicos.

Informações Revista Oeste


Nutricionista explica os diversos benefícios dessa planta medicinal; confira e saiba os motivos para tomar o chá saudável

chá de cravo

O chá de folha de cravo tem propriedades que beneficiam, de diferentes formas, o corpo humano. Com destaque para suas ações anti-inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas, ele é um verdadeiro aliado para a saúde.

A nutricionista Juliana Andrade, do Metrópoles, compartilhou os benefícios e cuidados no consumo dessa planta.

De acordo com a especialista, o chá de folha de cravo pode ajudar no alívio de sintomas de resfriados e gripes, além de melhorar a digestão e auxiliar no controle da pressão arterial.

“Ele é excelente para problemas intestinais, como prisão de ventre, náuseas e gases. As folhas de cravo têm compostos bioativos que ajudam na desintoxicação do organismo, o que pode contribuir para a saúde da pele”, explica.

Embora muitos busquem o chá como uma alternativa para emagrecer, a nutricionista esclarece que ele não deve ser visto como uma solução milagrosa.

“O chá de folha de cravo pode ser um ótimo aliado no processo de perda de peso, principalmente por melhorar a digestão e reduzir o inchaço abdominal, que são fatores importantes no controle do peso. Suas propriedades antioxidantes ajudam a combater a retenção de líquidos e a melhorar a saúde intestinal”, afirma.

folha de cravo
O chá de folha de cravo é rico em potentes antioxidantes

Outro ponto positivo do chá é a riqueza de nutrientes que ele oferece. “As folhas de cravo são ricas em antioxidantes, que ajudam a proteger as células do envelhecimento precoce e doenças crônicas, como doenças cardíacas e diabetes. Também contém minerais essenciais, como cálcio, ferro e magnésio, importantes para a saúde óssea e muscular”, detalha a nutricionista.

Contraindicações

Entretanto, como toda planta medicinal, o chá de folha de cravo apresenta algumas contraindicações. Juliana alerta que pessoas com problemas no fígado ou úlceras gástricas devem consumi-lo com cautela.

“Gestantes, mulheres em fase de amamentação e pessoas que utilizam anticoagulantes devem consultar um médico antes de consumir o chá, para evitar possíveis efeitos adversos”, orienta.

Quanto à preparação, o chá é simples de fazer:

  • Ferva 1 litro de água;
  • Adicione de 4 a 6 folhas de cravo.
  • Após ferver por cerca de 10 minutos, é só coar e consumir.

A especialista sugere que, para quem busca benefícios digestivos, o ideal é tomar uma ou duas xícaras após as refeições, mas, para quem deseja efeitos relaxantes, consumir à noite pode ser uma excelente opção.

Informações Metrópoles


Projetos de lei e consultas públicas buscam melhorar o acesso e o controle de produtos à base de cannabis

Cannabis no Brasil: Anvisa abre consulta para regulamentação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) abriu uma nova consulta pública para atualizar a regulamentação sobre o uso de cannabis no Brasil. A consulta ficará disponível por 60 dias, permitindo que qualquer pessoa ou organização envie sugestões ou críticas sobre o tema.

Desde 2019, a ANVISA autoriza o uso de produtos à base de cannabis apenas para fins medicinais, com prescrição médica e documentação comprobatória. Paralelamente, o Senado também discute a regulamentação por meio de projetos de lei, que propõem, entre outras coisas, o cultivo controlado para fins medicinais.

Um desses projetos, do senador Flávio Arnes (PSB-PR), permite o plantio da planta exclusivamente por pessoas jurídicas, mantendo a proibição para o uso recreativo. O projeto também sugere que os produtos derivados de cannabis sejam vendidos apenas em farmácias ou por associações específicas.

A regulamentação da cannabis é debatida em outros projetos no Senado, visando controle rigoroso da produção e do uso de seus derivados na medicina e na indústria, como no caso do cânhamo, utilizado para tecidos e alimentos.

Informações Metro1


Dor intensa, ciclos menstruais irregulares e dificuldades para engravidar. Estes são sinais de alerta para uma condição que afeta milhões de mulheres no mundo inteiro: a endometriose. A afirmação é da ginecologista Dra. Simone Portugal, especialista em Reprodução Humana, que salienta a necessidade de um diagnóstico precoce e destaca os impactos dessa doença crônica na saúde das mulheres. É importante frisar que a endometriosa afeta uma a cada 10 mulheres. O mês de março foi todo dedicado à conscientização sobre esta patologia, porém, Dra. Simone Portugal, enfatiza que estas campanhas de divulgação sobre essa condição são cruciais para a qualidade de vida das mulheres que a desenvolvem.

A endometriose é caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, atingindo a órgãos como ovários, trompas, intestino e bexiga. Embora possa afetar mulheres de todas as idades, a patologia é mais comum naquelas em idade reprodutiva, especialmente entre 25 e 35 anos.

A causa exata da endometriose ainda é desconhecida, mas fatores genéticos, imunológicos e ambientais podem contribuir para o seu desenvolvimento. Os principais sintomas incluem cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais e urinárias durante o período menstrual e infertilidade. “Muitas mulheres sofrem em silêncio com dores incapacitantes, afetando sua qualidade de vida e bem-estar”, ressalta Dra. Simone Portugal, salientando que o diagnóstico precoce é de fundamental importância para um tratamento com êxito.

A endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina, afetando até 50% das mulheres inférteis. “A doença pode levar à formação de aderências e alterações anatômicas que dificultam a concepção natural”, explica Dra. Simone Portugal. O tratamento da endometriose varia conforme a gravidade dos sintomas e o desejo reprodutivo da paciente, podendo incluir medicamentos hormonais, analgésicos e, em casos mais severos, intervenções cirúrgicas para remoção do tecido endometrial ectópico. “É fundamental um diagnóstico precoce e um plano de tratamento individualizado para minimizar os impactos da doença na vida da mulher”, explica Dra. Simone Portugal.

A falta de conhecimento sobre a doença dificulta o diagnóstico precoce, levando muitas mulheres a conviverem com sintomas sem receber o tratamento adequado. No Brasil, a endometriose afeta cerca de 10% das mulheres em idade fértil, o que representa aproximadamente 7 milhões de brasileiras. No Nordeste, foram registradas 32.465 internações por endometriose entre 2012 e 2021, com os estados do Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte apresentando as maiores prevalências. Na Bahia, estima-se que 60% das mulheres inférteis enfrentam a endometriose.

De acordo com a ginecologista Dra. Simone Portugal, “a conscientização sobre a endometriose é essencial para reduzir o tempo de diagnóstico e proporcionar um tratamento adequado às pacientes, melhorando sua qualidade de vida e preservando sua fertilidade”.

Por Adriana Matos
AMA Comunicação Integrada
Contato 75998465463 – Email: adrianamatos.ama@gmail.com


Durante este mês de março, dedicado à conscientização sobre a importância da saúde do sono, muito tem se falado sobre a importância de uma boa noite de sono para a qualidade de vida das pessoas. O cirurgião bucomaxilofacial Dr. Thiago Leite também aproveita para alertar acerca dos perigos da apneia do sono, um distúrbio que afeta milhões de brasileiros e que pode levar a sérias complicações de saúde.

A apneia do sono é caracterizada por interrupções repetidas na respiração durante o sono, resultando em despertares frequentes e sono não reparador. Essas pausas respiratórias podem durar de alguns segundos a minutos e ocorrer várias vezes por noite. “Muitos pacientes que chegam ao meu consultório relatam que não percebem que sofrem de apneia do sono. Mas sintomas como ronco alto, sonolência diurna excessiva, dificuldade de concentração e irritabilidade podem ser indicativos desse distúrbio”, explica Dr. Thiago Leite.

Embora a apneia do sono possa afetar pessoas de todas as idades, essa patologia é mais comum em indivíduos acima dos 40 anos e com sobrepeso. Outros fatores de risco incluem alterações anatômicas craniofaciais, como retrognatismo (pessoas que têm o queixo para traz), e condições como obesidade e hipertensão. “É importante a gente lembrar que a apneia do sono não tratada pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, depressão e também aumentar o risco de acidentes devido à sonolência diurna”, alerta Dr. Thiago Leite, acrescentado que não é raro muitas pessoas ficarem estressadas e irritadas facilmente devido ao cansado, às noites mal dormidas.

O tratamento varia conforme a gravidade do caso. Mudanças no estilo de vida, como perda de peso e evitar o consumo de álcool antes de dormir, podem ser eficazes em casos leves. Para casos moderados a graves, o uso de dispositivos de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) é frequentemente recomendado, mas não há a cura. “Em situações onde há alterações anatômicas significativas, a cirurgia ortognática é considerada a melhor opção, pois reposiciona os ossos da face, ampliando as vias aéreas e melhorando significativamente a qualidade do sono”, destaca Dr. Thiago Leite.

De acordo com dados recentes, a apneia do sono afeta aproximadamente 8% a 16% dos adultos no Brasil. No Nordeste, estima-se que cerca de 12% da população sofra desse distúrbio, com a Bahia apresentando números semelhantes. “É crucial que as pessoas estejam atentas aos sintomas e busquem avaliação médica, pois o diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para prevenir complicações graves”, enfatiza Dr. Thiago Leite.

Por Adriana Matos
AMA Comunicação Integrada
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O câncer renal, uma das dez neoplasias malignas mais comuns entre homens e mulheres, ganhou destaque neste mês de março, dedicado à conscientização sobre a doença. O cirurgião urologista Dr. Eduardo Cerqueira reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos modernos para aumentar as chances de cura. O câncer renal é uma doença silenciosa e pode ter consequências graves se não for diagnosticada e tratada a tempo.

Segundo estimativas do INCA, o Brasil deve registrar aproximadamente 704 mil novos casos de câncer por ano entre 2023 e 2025. Na região Nordeste, os números também são expressivos, com destaque para a Bahia, que deve registrar cerca de 38.840 novos casos anuais, totalizando mais de 116 mil diagnósticos no período.

“O câncer renal, na maioria dos casos, não apresenta sintomas em estágios iniciais, tornando essencial a realização de exames preventivos, especialmente para pessoas com fatores de risco”, explica Dr. Eduardo Cerqueira. “A conscientização da população é o primeiro passo para um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz.”, alertou.

O câncer renal se desenvolve nos rins, órgãos responsáveis pela filtragem do sangue e pela produção de substâncias essenciais para o equilíbrio do organismo. O tipo mais comum da doença é o carcinoma de células renais, representando cerca de 90% dos casos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença, como idade acima dos 60 anos, tabagismo, obesidade, hipertensão e histórico familiar. Os sintomas costumam aparecer em estágios mais avançados e incluem sangue na urina, dor lombar persistente, fadiga, perda de peso inexplicável e febre frequente.

O principal tratamento para o câncer renal é a remoção cirúrgica do tumor. A cirurgia robótica tem se destacado como a melhor alternativa para casos selecionados, oferecendo mais precisão, menor tempo de internação e recuperação mais rápida para o paciente. “A cirurgia robótica nos permite remover o tumor preservando ao máximo o rim saudável, o que é fundamental para a qualidade de vida do paciente”, ressalta o urologista Dr. Eduardo Cerqueira.

Medidas simples podem ajudar a diminuir o risco de desenvolver a doença, como evitar o tabagismo, manter um peso saudável, praticar atividades físicas regularmente e controlar a pressão arterial. “A prevenção é sempre o melhor caminho. Pequenas mudanças no estilo de vida podem fazer uma grande diferença na saúde renal e na redução do risco de câncer”, alerta Dr. Eduardo Cerqueira. Neste mês de conscientização, especialistas reforçam a necessidade de consultas regulares com o urologista e a realização de exames de imagem para detecção precoce da doença. Para mais informações e agendamento de consultas, procure um especialista de confiança.

Por Adriana Matos
Contato Assessoria: 75 998465463 / Email: adrianamatos.ama@gmail.com