O Ministério de Ciência e Tecnonologia apresentou os resultados da pesquisa sobre o uso da nitazoxanida, conhecida popularmente como Annita, no tratamento precoce de pacientes leves da Covid-19. O medicamento foi capaz de reduzir a carga viral em pacientes contaminados pela doença, o que, em tese, ajudaria a diminuir a possibilidade de contágio por meio de pacientes infectados pelo vírus. A droga, no entanto, não conseguiu evitar complicações da doença.
Com o estudo, que ainda não foi publicado em revistas científicas e não contou com a revisão de especialistas, o Ministério da Saúde deverá decidir se inclui a nitazoxanida no protocolo de tratamento da Covid-19.
“Nós fazemos a nossa parte, de pesquisa, depois vamos passar o bastão para o Ministério da Saúde. Eles que vão decidir sobre o uso ou não nos protocolos”, afirmou o ministro da ciência, tecnologia e inovações Marcos Pontes.
1575 voluntários iniciaram o estudo e apenas 392 concluíram. 194 receberam o antiviral, que também é usado como vermífugo, e 198 tomaram o placebo. Foram administradas três doses diárias de nitazoxanida em pacientes que apresentavam quadros mais leves da doença entre o primeiro e terceiro dias de sintomas. A pesquisa também indicou que o antiviral, sete dias depois do fim do tratamento, promoveu uma redução no número de pacientes com sintomas provocados pela infecção. Ao fim desse período, 78% dos pacientes que tomaram a droga estavam assintomáticos. Já entre os que ingeriram o placebo esse percentual foi de 57%.
Os pesquisadores também concluíram que o número de pacientes negativados para SARS-CoV-2 depois do tratamento de cinco dias foi de 30% para o grupo que tomou a medicação, contra 18% para os pacientes que ingeriram o placebo.
A nitazoxanida também se apresentou uma terapia segura, segundo os pesquisadores. “A substância não tem eventos adversos graves muito comuns na maioria dos antivirais que nós temos no mercado no momento”, afirmou a coordenadora da pesquisadora Patricia Rocco, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Outubro se tornou um mês conhecido para alerta e prevenção do câncer de mama. Por isso, a partir do dia 24 o IHEF Clínica de Imagem vai realizar um mutirão de mamografia para mulheres em situação de vulnerabilidade social. A ação acontecerá em quatro dias, sempre aos sábados, começando no dia 24 de outubro e indo até o dia 14 de novembro. Para ter acesso ao exame, as mulheres deverão se inscrever através de questionário que está disponível no site www.ihef.com.br. Este é o terceiro ano de realização do mutirão, que é uma parceria do IHEF com a clínica AMO.
Após completar o preenchimento do questionário, há um prazo de 72h em que o IHEF entrará em contato sobre a manutenção ou não da candidatura desta mulher ao mutirão. Em caso positivo, neste mesmo contato ela receberá orientação quanto ao dia e horário em que precisará comparecer na clínica para realização do exame. A expectativa é de realização de 25 mamografias por sábado, totalizando 100 atendimentos. Estes atendimentos gratuitos são viabilizados a cada 8 mamografias realizadas de forma particular ou via plano de saúde no IHEF Clínica de Imagem, durante os meses de outubro e novembro.
“O mutirão é o ponta pé para o rastreamento e tratamento do câncer caso a doença seja detectada. Algum exame mostrando alteração no resultado, encaminhamos a paciente para consulta com mastologista ou oncologista na Clínica AMO e, a partir daí, ela será direcionada para tratamento na UNACON, pela rede SUS”, explica Albert Brandão, gerente operacional do IHEF Clinica de Imagem.
“O ponto alto do nosso mutirão solidário é a abrangência do atendimento prestado ao paciente. A realização da mamografia, aliada ao atendimento em consulta com especialistas de mastologia e oncologia, prezam pela resolutividade, oferecendo ao paciente, desde a prevenção, diagnóstico até as melhores alternativas de tratamento”, afirma Adriana Saraiva, Coordenadora de operações da Clínica AMO de Feira de Santana.
Para Albert, a importância da realização desse tipo de ação num momento de pandemia é “justamente porque as outras doenças não pararam. Estudos apontam que algumas doenças até pioraram porque nesse período as pessoas deixaram de fazer seus exames de rotina. No caso do câncer, a prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais”, destaca.
Ele também salienta que este ano a ação precisou ser modificada pelos protocolos sanitários necessários. Para evitar aglomeração, a inscrição será realizada através de formulário online.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou,nesta sexta-feira (23), a importação de 6 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 CoronaVac.
A CoronaVac é uma vacina chinesa, criada pelo laboratório Sinovac e produzida em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.
A Anvisa, no entanto, só liberou a importação. A distribuição do imunizante depende ainda da autorização do final dos testes.
A expectativa é que, até o fim do ano, o instituto consiga produzir outras 40 milhões de doses.
A questão da obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 será analisada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta sexta-feira (23), o ministro Ricardo Lewandowski decidiu levar diretamente ao plenário três ações relatadas por ele que tratam do tema.
Em sua decisão, Lewandowski apontou a “importância da matéria e emergência de saúde pública decorrente do surto do coronavírus”.
Além disso, o ministro também pediu manifestações da Presidência da República, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre o tema.
A polêmica sobre a vacina da Covid-19 envolve a questão da obrigatoriedade da imunização. Um dos mais vocais nesta direção é o governador de São Paulo, João Doria, que disse que pretende obrigar a população a se imunizar. O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, é contra a obrigatoriedade.
Atualmente, são quatro ações sobre o tema no STF: uma do PDT; uma da Rede; uma apresentada por vários partidos de oposição (PSOL, Cidadania, PT, PSB e PCdoB) e uma do PTB.
A taxa de mortos entre os infectados pelo novo coronavírus é inferior a 0,20% na maioria dos locais do mundo, indica trabalho recém-publicado por um dos principais especialistas em epidemiologia e em medicina baseada em evidências, o professor de Stanford John Ioannidis.
O cálculo da chamada taxa de letalidade por infecção é importante, diz o professor, porque baseia políticas públicas de grande impacto na vida das pessoas e na evolução social e econômica dos países, como confinamentos, toques de recolher e fechamento de escolas.
“Algumas intervenções rigorosas podem ser apropriadas se a letalidade for alta. Se essa taxa for baixa, porém, essas medidas podem ficar aquém dos limites aceitáveis de risco-benefício”, diz Ioannidis.
Os cálculos foram feitos com base em estudos de soroprevalência, que medem a proporção de pessoas que desenvolveram anticorpos para o Sars-Cov-2. Esses números indicam com mais precisão quantos foram infectados, pois incluem também os que não tiveram sintomas ou não perceberam que haviam sido contaminados.
Ioannidis partiu de 61 estudos e 8 pesquisas nacionais, num total de 82 estimativas em 51 locais diferentes. Com base nelas, projetou que havia mais de meio bilhão de pessoas infectadas até 12 de setembro de 2020, 17 vezes os 29 milhões de casos confirmados na ocasião.
O trabalho do pesquisador (no original) encontrou uma taxa mediana de letalidade por infecções de 0,23%, ou seja, houve 23 mortes para cada 10 mil pessoas contaminadas pelo Sars-Cov-2.
Como já há muitas evidências de que a doença mata idosos em proporção muito maior, ele calculou também a taxa de letalidade considerando apenas menores de 70 anos. Nessa faixa etária, o índice é de 0,05% (ou 5 mortos a cada 10 mil infectados), na mediana.
Os números, porém, variaram bastante de local para local. Entre os menores de 70 anos, a variação foi de 0,00% a 0,31% nos 51 locais estudados.
Na população como um todo, o resultado foi menor (0,09%, ou 9 a cada 10 mil infectados) em locais com taxas de mortes por população menores do que a média global (menos de 118 mortes por 1 milhão de habitantes).
Já nos que registravam mortes por Covid-19 acima da média (mais de 500 mortos/milhão de habitantes), a taxa de letalidade foi bem maior: 0,57%, ou 57 mortos a cada 10 mil infectados.
Segundo Ioannidis, a disparidade pode refletir diferenças na estrutura de idade da população e na idade dos infectados e mortos, entre outros fatores. Ainda assim, diz ele, todas as taxas inferidas ficaram muito abaixo das estimadas no início da pandemia, de mais de 4%, embora pesquisadores, entre eles o próprio Ioannidis, apontassem para a baixa qualidade dos dados disponíveis.
Modelos matemáticos sugeriram que, com o avanço da pandemia, o número seria reduzido para algo mais próximo de 1,0% ou 0,9%.
Os cuidados tomados por Ioannidis na seleção dos estudos e dados usados em seus cálculos foram conservadores, ou seja, excluíram casos que poderiam subestimar a letalidade e incluíram alguns em que ela pode ter sido superestimada.
O pesquisador observa também que a maioria dos estudos usados em seu trabalho é de locais com taxas de mortalidade por Covid-19 superiores à média global, e não são totalmente representativos de todos os países e locais no mundo.
“Se uma amostra pudesse ser igual em todos os locais do mundo, a taxa média de mortalidade por infecção pode ser substancialmente inferior aos 0,23% observados em minha análise, e pode ser ainda mais reduzida com medidas que protejam seletivamente populações vulneráveis e ambientes de alto risco”, diz ele.
São números comparáveis às taxas de letalidade da gripe sazonal e da pneumonia: 0,13% e 0,2%, respectivamente, em países de alta renda.
O artigo de Ioannidis, já revisado por pares, foi publicado na quarta-feira passada (14) no boletim da Organização Mundial da Saúde. Entre os trabalhos analisados estavam seis estudos feitos no Brasil, no Maranhão, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e em 133 cidades diferentes.
(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira duvidar que a Justiça determine vacinação obrigatória contra Covid-19 no país, ao criticar o que afirmou ser articulação feita por um governador para apresentar ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que force a imunização.
Em aparente referência ao governador de São Paulo e seu rival político, João Doria, Bolsonaro disse que um governador “que está buscando maioria no cenário estadual” quer ingressar no Supremo para que cada Estado determine se a vacina vai ser obrigatória.
“São Paulo, não temos dúvida que, se isso acontecer, será obrigatória. Se o Supremo vai decidir desta maneira, tenho minhas dúvidas”, disse Bolsonaro em transmissão semanal ao vivo nas redes sociais.
“Enquanto eu for presidente da República não vai ser desta forma, isso é democracia, é liberdade, ninguém vai obrigar ninguém a tomar vacina”, acrescentou.
Bolsonaro aproveitou para fazer duras críticas a gestores públicos no enfrentamento à Covid-19.
“O que serviu muito essa pandemia foi para revelar os aprendizes de ditadores, figuras nanicas, hipócritas, idiotas, boçais, achando que manda no Estado dele… Eu duvido que a Justiça –não interessa a esfera que seja– vá obrigar alguém a tomar a vacina um dia, isso não existe, isso não existe. Brasileiro tem liberdade e ponto final”, afirmou.
Na quarta-feira, os partidos Rede e PDT ingressaram com ações separadas no STF referentes à vacinação. A ação da Rede pede a concessão de liminar para obrigar o governo federal a assinar protocolo de intenções para comprar 46 milhões de doses da vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, que está sendo produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, enquanto o PDT recorreu ao Supremo para garantir a competência de Estados e municípios de promover a vacinação obrigatória contra Covid-19.
Na transmissão, Bolsonaro disse que uma vacina para ser apta para a população precisa ser certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e ressalvou que o órgão regulador não vai apressar qualquer decisão.
Segundo ele, o diretor-presidente da agência, Antonio Barra, assegurou-lhe que não haverá pressa na liberação de qualquer imunizante contra Covid-19. “Ele não vai correr, não vai ser em 72 horas –que ele me disse- que vai autorizar a distribuição no Brasil”, afirmou, ressalvando que a Anvisa não é subordinada a ele.
(Reuters) – Depois de ser publicamente desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu o presidente em casa, nesta quinta-feira, e durante uma live, minimizou a crise e disse que “um manda, outro obedece”.
Pazuello está em casa depois de ter sido diagnosticado com Covid-19 na terça-feira e o presidente foi visitá-lo nesta quinta, em uma tentativa de demonstrar que não há crise entre eles.
Depois de Pazuello comentar que estava tomando o tradicional coquetel bolsonarista contra a Covid –hidroxicloroquina, azitromicina e, agora, o vermífugo nitazoxanida, nenhum deles com eficácia comprovada contra a doença– e se sentia bem, Bolsonaro perguntou se ele voltaria ao trabalho na semana que vem.
“Pois é, tão dizendo que não, né?”, respondeu Pazuello, referindo-se às informações de que poderia ser demitido depois de ter assinado um protocolo de intenções para compra de 46 milhões de doses da Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan com apoio do governo de São Paulo.
A decisão de Pazuello irritou Bolsonaro, que anunciou na quarta que o governo não compraria a vacina e chegou a dizer, em entrevista à rádio Jovem Pan, que o medicamento não transmite segurança “pela sua origem”.
“Falaram até que a gente estava brigado. No meio militar, é comum acontecer isso aqui, não teve problema nenhum”, disse Bolsonaro, ao que Pazuello respondeu: “É simples assim, um manda e outro obedece. Mas a gente tem carinho, dá para desenrolar.”
Na quarta-feira, Bolsonaro demonstrou irritação depois da divulgação do protocolo, assinado na segunda. Ao longo do dia, conversou várias vezes com o ministro e teria ficado satisfeito com a reposta rápida do ministro.
No início da tarde, o secretário-executivo do ministério, Elcio Franco, leu uma nota afirmando que o protocolo “não era vinculante”, vacinas seriam compradas apenas depois do registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não seria obrigatória.
À noite, na entrevista à Jovem Pan, perguntado se Anvisa concedesse o registro à Coronavac o governo compraria a vacina, Bolsonaro repetiu que o governo federal não irá comprar o medicamento.
O uso do plasma humano em Feira de Santana, terapia alternativa que vem sendo testada no tratamento da Covid-19, por não ter comprovação científica de eficácia, depende da aprovação do Conselho de Ética.
A infectoligista Melissa Falcão, que coordena o Comitê Gestor Municipal de Controle ao Coronavírus, afirmou em entrevista coletiva virtual, na manhã desta terça-feira (20), que a aplicação do plasma, em pacientes com Covid-19, vem sendo estudada em Feira de Santana desde o início da pandemia.
O serviço de saúde local tem como fazer a coleta e a aplicação da nova terapia, destinada para pacientes internados na UTI e em estado grave, com indicação para receber o plasma por outras situações de saúde.
Ela explica que a nova terapia ainda é experimental, como a hidroxicloroquina – que teve a aplicação liberada, mas que apenas deverá ser usada depois da liberação do Comitê de Ética e que ainda são necessários a observação de detalhes clínicos.
A necessidade da aprovação, diz, impede que não se faça o uso do plasma em grande escala. “Devido a demanda de serviços, não tivemos como dar continuidade. Agora vamos tentar dar continuidade para que este protocolo seja aplicado em Feira de Santana”.
Os anticorpos das pessoas que se recuperam da Covid-19 se concentram no componente líquido do sangue, chamado de plasma. São coletados e injetados no sangue para ajudar a combater a doença.
No Texas, Estados Unidos, uma estudante de 14 anos venceu o Desafio Jovem Cientista 3M após descobrir um possível antiviral que pode inviabilizar o vírus da Covid-19. Na última quarta-feira (15), a jovem Anika Chebrolu recebeu 25 mil dólares (cerca de R$ 139 mil) da comissão do prêmio.
A premiação, organizada pela 3M Company em parceria com o Discovery Education, tem o objetivo de motivar jovens a trabalharem com tecnologia. As informações são do portal UOL.
Durante sua pesquisa, a estudante fez uso do método in-silico, de simulações no computador, para tentar rastrear moléculas que conseguiriam se ligar à proteína Spike do vírus e bloqueá-la. Os organizadores do prêmio consideraram que a descoberta de Anika pode ser uma medicação eficaz no tratamento do novo coronavírus.
– Meu esforço para encontrar um composto principal para se ligar à proteína de pico do vírus SARS-CoV-2. Pode parecer uma gota no oceano, mas ainda contribui para todos esses esforços. O modo como desenvolvo essa molécula com a ajuda de virologistas e especialistas em desenvolvimento de medicamentos determinará o sucesso desses esforços – disse a jovem à CNN.
A família da pequena Kyara Lis de Carvalho Rocha, de 1 ano e 2 meses de idade, recebeu nesta quarta-feira (21), do Ministério da Saúde, os R$ 6,6 milhões que faltavam para a compra do remédio Zolgensma, considerado o mais caro do mundo, que será usado para tratar a Atrofia Muscular Espinhal (AME) diagnosticada na criança. O medicamento custa cerca de R$ 12 milhões por dose.
A transferência, determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi feita primeiramente na tarde da última quinta-feira (15). Após a emissão da ordem bancária, no entanto, o ministério constatou um “erro material” no número da conta informada para o depósito, situação que levou ao atraso no repasse do valor aos pais da bebê.
Após conseguir o dinheiro necessário para a compra do remédio, a mãe da menina, Kayra Dantas, afirmou que se sente aliviada com a notícia e que a família vive um momento de alívio e gratidão.
– É muita emoção e alegria. Aquilo que parecia impossível enfim foi alcançado, com muita luta e benção de Deus. Estamos muito felizes, porque já não estávamos dormindo direito. É muita gratidão a Deus e a todos os envolvidos por sabermos que agora a gente pode comprar esse medicamento – disse.
A família passou os últimos dias decidindo o hospital em que a medicação será ministrada. Segundo a mãe de Kyara, o local escolhido foi Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Procurada, a unidade de saúde confirmou a realização do tratamento no local.
– Na segunda (19), a Kyara fez um exame chamado AAV9, que dirá se ela está apta ou não para receber o medicamento. Saindo o resultado (na próxima semana), a gente efetua o pagamento para o laboratório e começa a importação do medicamento – relatou Kayra.
De acordo com a mãe de Kyara, a estimativa é que o tratamento comece no próximo mês de novembro. Kayra também informou que a médica que está acompanhando a filha já fez a aplicação da Zolgensma em outras crianças.
– Ela já fez aplicação em outras crianças que precisavam do remédio. Então, agora estamos desenvolvendo os trâmites junto ao hospital – completou.