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Foto: Rotativo News

Nesta quinta-feira, 29 de maio, data em que se celebra o Dia Mundial da Saúde Digestiva, a médica Julian Galvão chama atenção para um problema que atinge milhares de brasileiros e que muitas vezes é negligenciado: a esofagite.

Em entrevista ao programa Rotativo News, da Sociedade News FM, Julian esclareceu as principais dúvidas sobre essa inflamação no esôfago, que pode comprometer a saúde e o bem-estar quando não tratada adequadamente.

“A esofagite é uma inflamação da mucosa do esôfago, o tubo que conecta a boca ao estômago. Em muitos casos, ela é causada pelo refluxo gastroesofágico, que é quando o conteúdo ácido do estômago volta para o esôfago, irritando a parede desse órgão”, explicou a médica.

Sintomas frequentes e sinais de alerta

Entre os sintomas mais comuns da esofagite estão a azia, dor ao engolir, sensação de queimação no peito, gosto amargo na boca e até dor no estômago. Em quadros mais graves, pode haver sangramento, úlceras ou estreitamento do esôfago.

“É muito comum as pessoas acharem que azia é algo normal do dia a dia e tomarem remédios por conta própria. Mas, quando isso se torna frequente, o ideal é procurar um especialista. A automedicação pode mascarar sintomas importantes e retardar o diagnóstico de condições mais sérias”, alerta Julian.

Alimentação, hábitos e tratamento

A médica também destaca que hábitos alimentares inadequados são grandes vilões. Excesso de café, frituras, bebidas alcoólicas, chocolate e alimentos muito condimentados favorecem o refluxo e a inflamação.

“Além da alimentação, fatores como obesidade, tabagismo, estresse e uso contínuo de certos medicamentos também podem contribuir para o surgimento da esofagite”, explica.

O tratamento inclui mudanças na alimentação, uso de medicamentos para reduzir a acidez estomacal e, em casos mais severos, acompanhamento com gastroenterologista e endoscopia.

Prevenção é o melhor caminho

“Cuidar da saúde digestiva é uma forma de prevenir não só a esofagite, mas outras doenças do trato gastrointestinal. A mensagem para hoje é clara: ouvir os sinais do seu corpo e procurar atendimento médico é um ato de autocuidado e prevenção”, finaliza Julian Galvão.


Foto: Arquivo

Conselho Federal de Medicina reconhece procedimento em jovens a partir de 14 anos com obesidade grave; especialista detalha avaliação, riscos e cuidados no pós-operatório

O Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou recentemente as regras para a realização de cirurgia bariátrica em adolescentes. Agora, o procedimento está autorizado para pacientes a partir de 14 anos de idade, desde que apresentem obesidade grave — definida por um índice de massa corporal (IMC) maior que 40, associado a complicações clínicas importantes — e que haja avaliação de uma equipe multidisciplinar e o consentimento dos responsáveis legais.

Para entender melhor essa nova resolução, o programa Rotativo News, apresentado por Emanueli Pilger, conversou nesta quarta-feira (28) com o médico cirurgião Dr. João Victor do Vale. Ele explicou que a mudança é um marco no tratamento da obesidade grave em adolescentes, mas exige atenção redobrada.

“A cirurgia bariátrica em adolescentes é uma alternativa segura e eficaz para casos muito específicos. Mas não é uma decisão simples. Ela só pode ser considerada após uma avaliação criteriosa da equipe médica, que envolve endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos, psiquiatras e o cirurgião responsável”, explicou

Critérios para avaliação e indicação

De acordo com o cirurgião, alguns critérios são fundamentais para definir a necessidade da cirurgia em adolescentes:

Riscos e benefícios

Embora seja uma ferramenta eficaz para o controle do peso e melhora das doenças associadas, a cirurgia bariátrica em adolescentes apresenta riscos que devem ser discutidos com clareza.

Segundo o médico, “o principal benefício é o controle precoce das comorbidades que, se não tratadas, podem impactar a saúde ao longo da vida. Mas existem riscos cirúrgicos, como sangramento, infecções, trombose e deficiência de nutrientes após a operação”.

Papel da equipe multidisciplinar

A decisão sobre a cirurgia bariátrica em adolescentes não cabe apenas ao cirurgião. Dr. João Victor destacou que o papel da equipe multidisciplinar é essencial: “São profissionais que avaliam o grau de obesidade, as doenças associadas, as questões emocionais e comportamentais. Isso garante que a cirurgia só ocorra quando realmente for a melhor opção e que o paciente tenha suporte antes e depois da operação. ”

Complicações clínicas e o pós-operatório

Entre as complicações clínicas mais comuns que justificam a cirurgia, estão diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemias (colesterol e triglicerídeos elevados), apneia obstrutiva do sono e problemas ortopédicos severos. O pós-operatório exige acompanhamento rigoroso.

“No pós-operatório, o adolescente precisa seguir orientações alimentares, suplementar vitaminas e minerais, além de manter acompanhamento psicológico e endocrinológico. O objetivo é garantir que ele tenha uma boa evolução e que não ocorra reganho de peso ou deficiências nutricionais”, concluiu

A nova resolução do CFM representa um avanço no tratamento da obesidade grave, mas também um alerta para que pais, médicos e pacientes compreendam que a cirurgia é apenas parte de um processo que exige comprometimento, diálogo e responsabilidade.


Campanha em Feira de Santana promove triagem e conscientização sobre a Esofagite Eosinofílica

Dificuldade para engolir, queimação, dor ou a sensação de que o alimento ficou preso atrás do peito são sinais que merecem atenção. Muitas vezes confundidos com refluxo, esses sintomas podem estar associados a uma condição ainda pouco conhecida: a Esofagite Eosinofílica (EoE), uma doença inflamatória crônica do esôfago que vem sendo cada vez mais reconhecida no meio médico.

Causada pelo acúmulo anormal de eosinófilos, células de defesa envolvidas em reações alérgicas, a doença pode comprometer significativamente a qualidade de vida e costuma ser diagnosticada tardiamente. Isso porque, segundo especialistas, muitos pacientes se adaptam aos sintomas sem perceber que enfrentam uma condição que exige acompanhamento especializado.

“Dor no peito, sensação de alimento parado, azia que não melhora com o tratamento habitual. São sinais que podem indicar muito mais do que um simples desconforto digestivo”, explica o gastroendoscopista Dr. Fábio Teixeira, credenciado à União Médica. “A Esofagite Eosinofílica ainda é pouco reconhecida, mas seu impacto é real. Com o diagnóstico precoce, conseguimos mudar completamente a trajetória do paciente.”

Como parte do Maio Roxo, mês voltado à conscientização sobre doenças inflamatórias do trato gastrointestinal, e em alusão ao Dia Mundial da Conscientização sobre a EoE, celebrado em 22 de maio, a clínica Gastros, parceira da União Médica, está promovendo em Feira de Santana uma ação especial do projeto EoE Experience, que segue até o dia 18 de junho.

A campanha inclui a instalação de um totem interativo de triagem nas duas unidades da Gastros, permitindo que pacientes com sintomas típicos da doença possam ser identificados e encaminhados para avaliação médica. A iniciativa é acompanhada de um protocolo que envolve gastroenterologistas, endoscopistas e patologistas, desde o acolhimento até o diagnóstico, por meio de biópsias realizadas durante endoscopia.

Entre os sintomas mais frequentes da EoE estão disfagia, dor torácica, azia persistente e impacto alimentar. “Alguns pacientes criam estratégias para aliviar os sintomas, como cortar os alimentos em pedaços muito pequenos ou tomar muito líquido durante as refeições. Mas isso pode mascarar a doença por anos”, alerta Dr. Fábio.

O tratamento pode incluir ajustes na dieta, uso de inibidores de bomba de prótons, corticoides tópicos e, em casos mais graves, dilatação do esôfago. Em situações específicas, medicamentos imunomoduladores também podem ser utilizados com bons resultados.

Mais informações sobre a campanha estão disponíveis em:
www.sanoficonecta.com.br/campanha/pode-ser-eoe

“A informação certa no momento certo pode evitar anos de sofrimento. Por isso, convidamos os pacientes a participarem dessa jornada de cuidado e diagnóstico”, finaliza o especialista.

Assessoria de Comunicação – União Médica


A normativa foi elaborada de forma conjunta pela Anvisa e pelos ministérios da Saúde, da Justiça, e da Agricultura e Desenvolvimento Agrário

Foto: Reprodução/Twitter

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou um projeto interministerial que visa regulamentar o uso medicinal da cannabis no Brasil. A proposta foi protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU) em resposta à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a regulamentação do cultivo e da produção nacional de medicamentos feitos à base da planta, ainda em novembro de 2024.

Segundo matéria do InfoMoney, a normativa foi elaborada de forma conjunta pela Anvisa e pelos ministérios da Saúde, da Justiça, e da Agricultura e Desenvolvimento Agrário. O texto deve ser publicado até setembro e conterá as regras para todas as etapas, do cultivo à distribuição, destacando a urgência em ampliar o acesso aos tratamentos.

O uso de medicamentos à base de cannabis é autorizado no Brasil desde 2015, tendo sido liberado inicialmente apenas o uso por importação. Já em 2019, a Anvisa regulamentou a comercialização no Brasil, mas apenas com insumos estrangeiros. Atualmente, a maioria dos pacientes precisa recorrer à Justiça para obter acesso.

“O alto custo dos produtos medicinais à base de canabidiol no Brasil produz graves iniquidades no acesso aos tratamentos, já que a obrigatoriedade de importar os insumos encarece a produção e os preços”, aponta o plano entregue pela AGU.

De acordo com dados do governo Federal, mais de 670 mil brasileiros utilizam do canabidiol para o tratamento de condições como epilepsia refratária, dor crônica e esclerose múltipla. Desde 2022, o Ministério da Saúde recebeu 820 ordens judiciais exigindo fornecimento dos medicamentos.

Informações Bahia.ba


Emagrecer é, para muitos brasileiros, um verdadeiro desafio — físico, emocional e até social. A ideia de que basta “fechar a boca” ou “ter força de vontade” está cada vez mais ultrapassada. Quem explica isso é o médico Dr. Igor Nery, especialista em emagrecimento, que conversou com o Rotativo News nesta segunda-feira (19) sobre os obstáculos reais enfrentados por quem tenta perder peso, as estratégias de reeducação alimentar e o papel dos medicamentos como aliados no tratamento da obesidade.
Segundo Dr. Igor, há uma série de fatores que dificultam a perda de peso — e grande parte deles está além do controle individual. “O organismo tem mecanismos de defesa contra o emagrecimento. Quando você começa a perder peso, o corpo reage com mecanismos hormonais que tentam recuperar esse peso perdido. É um instinto de sobrevivência”, explica o médico.

Além disso, fatores genéticos, psicológicos, hormonais e o ambiente obesogênico — que estimula o consumo de alimentos ultraprocessados e o sedentarismo — tornam o processo ainda mais desafiador.

Reeducação alimentar: o caminho sustentável

Apesar dos desafios, Dr. Igor Nery reforça que a reeducação alimentar é a base para um emagrecimento duradouro. “Não existe fórmula mágica. Dietas extremamente restritivas podem até funcionar a curto prazo, mas geram efeito rebote. O ideal é criar uma relação mais equilibrada com a comida, priorizando alimentos naturais, comendo com atenção plena e respeitando os sinais do corpo”, afirma. O acompanhamento de profissionais como nutricionistas e psicólogos também é fundamental nesse processo, ajudando o paciente a entender seus hábitos e gatilhos.

O papel dos medicamentos: Semaglutida, Mounjaro e Ozempic

Nos últimos anos, medicamentos como a semaglutida (vendida sob nomes como Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida (conhecida como Mounjaro) têm ganhado destaque no tratamento da obesidade. Essas medicações agem no sistema digestivo e no cérebro, promovendo maior saciedade, menor apetite e melhora no controle da glicose.

“Esses medicamentos revolucionaram a forma como tratamos a obesidade. A semaglutida, por exemplo, tem mostrado resultados significativos, com pacientes perdendo entre 10% e 15% do peso corporal. Já a tirzepatida, por sua vez, vem apresentando eficácia ainda maior, em alguns casos passando de 20%”, destaca o médico.

Dr. Igor, no entanto, alerta que o uso dessas substâncias deve ser sempre supervisionado por um médico, já que existem riscos, contraindicações e efeitos colaterais que precisam ser avaliados individualmente.

Nova exigência da Anvisa: retenção de receita para compra de medicamentos

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma medida que torna obrigatória a retenção da receita médica para a compra de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e similares. A decisão visa aumentar o controle sobre o uso desses medicamentos, especialmente diante do aumento de eventos adversos relacionados ao uso fora das indicações aprovadas.

Com a nova regra, a prescrição médica deverá ser feita em duas vias, e a venda só poderá ocorrer com a retenção da receita na farmácia ou drogaria, assim como acontece com os antibióticos. A validade das receitas será de até 90 dias a partir da data de emissão. A exigência se inicia em 26 de junho de 2025.

Mais saúde, menos preconceito

Para o especialista, é fundamental quebrar o estigma em torno da obesidade. “É preciso parar de enxergar o excesso de peso como uma falha de caráter. Obesidade é uma doença crônica, multifatorial, que merece ser tratada com respeito, ciência e acolhimento”, conclui.


Mais da metade da população desconhece quais exames detectam a condição, que pode evoluir para doenças graves como cirrose e câncer hepático

Conceito de ilustração 3D da anatomia do fígado do órgão digestivo interno humano. Metrópoles

Seis em cada dez brasileiros são com 16 anos ou mais não sabem qual exame é necessário para identificar a gordura no fígado, segundo uma nova pesquisa conduzida pela Novo Nordisk em parceria com o Instituto Datafolha divulgada nesta segunda (19/5).

A condição, chamada de esteatose hepática, afeta cerca de 30% da população mundial e pode evoluir para problemas sérios como cirrose hepática e câncer de fígado quando não tratada.

Apesar da falta de conhecimento sobre o diagnóstico, 62% dos entrevistados afirmaram que ficariam muito ou extremamente preocupados ao receber um diagnóstico de gordura no fígado. Ainda assim, apenas 7% relataram ter recebido o diagnóstico formal.

“A discrepância nos dados revela uma lacuna alarmante entre o conhecimento sobre os riscos e a falta de ação preventiva. A pesquisa joga luz sobre os desafios enfrentados pela população brasileira em relação às doenças crônicas, reforçando a importância de ampliar o conhecimento e conscientizar que qualquer nível de gordura no fígado já é um sinal de alerta para a saúde”, comenta a endocrinologista Priscila Mattar, vice-presidente da área médica da Novo Nordisk no Brasil.

Fatores de risco

O levantamento, realizado com 2.013 pessoas em todo o país, apontou que 66% dos brasileiros apresentam sobrepeso ou obesidade, um aumento de 11% em relação ao ano anterior. Além disso, mais da metade da população afirma consumir bebida alcoólica (55%), número que sobe para 57% entre os que têm excesso de peso.

Segundo Claudia Oliveira, professora de gastroenterologia da USP, o acúmulo de gordura no fígado ocorre principalmente por fatores metabólicos como obesidade visceral e resistência à insulina. “Essas condições favorecem a quebra de gordura no organismo e fazem com que o excesso seja direcionado ao fígado, contribuindo para a esteatose hepática”, explica.

O consumo de álcool é outro fator de risco importante. “Quando associado à obesidade e à diabetes tipo 2, o álcool potencializa o risco de desenvolver esteato-hepatite, fibrose e cirrose”, acrescenta a professora.

Falta de rastreio e de orientação atrasa diagnóstico

Atualmente, a investigação da esteatose hepática é recomendada para pessoas com obesidade ou fatores de risco como diabetes tipo 2, alterações nos exames do fígado ou histórico familiar de cirrose . Mesmo entre os que recebem o diagnóstico, a percepção da gravidade ainda é limitada.

Entre os entrevistados que sabiam ter gordura no fígado, 46% relataram que a condição foi atribuída ao excesso de peso e 65% disseram estar em estágio leve da doença. Quando questionados sobre onde buscariam ajuda, 44% responderam que procurariam um clínico geral.

Claudia explica que o diagnóstico geralmente é feito por exames de imagem, como a ultrassonografia, mas também pode ser identificado por métodos mais avançados, como tomografia, ressonância magnética ou o aparelho Fibroscan. Ela reforça que o rastreio precoce é essencial, sobretudo em pessoas com fatores de risco, para evitar o avanço da doença.

Para Cristiane Villela, professora titular de clínica médica e hepatologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é fundamental que os pacientes sejam orientados corretamente desde o início.

“A análise reforça a importância de conscientizar a população sobre a necessidade de buscar orientação médica adequada quando houver o diagnóstico, evitando soluções alternativas como chás, ervas ou suplementos”, alerta.

A médica destaca que qualquer grau de gordura no fígado já representa risco à saúde, aumentando a chance de desenvolver doenças cardiovasculares e outros tipos de câncer, além das formas progressivas de doença hepática. Por isso, a prevenção deve ser prioridade.

Mudança de hábitos pode reverter o quadro em muitos casos

O tratamento da esteatose envolve principalmente mudanças no estilo de vida, como perda de peso, alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e redução no consumo de álcool. “Perder de 5% a 10% do peso corporal já pode ter um impacto significativo na reversão da condição”, afirma Claudia.

Embora ainda não haja um medicamento aprovado no Brasil especificamente para a esteatose hepática, há avanços promissores.

“Estudos recentes demonstraram que a semaglutida pode reduzir a esteato-hepatite e a fibrose, e outras medicações em fase de pesquisa têm mostrado bons resultados”, explica Claudia, que é líder nacionado do estudo Essence, publicado no New England Journal of Medicine.

Ela reforça que, quando não tratada, a esteatose pode progredir silenciosamente ao longo de 10 a 15 anos. “A condição pode evoluir para cirrose, câncer de fígado e necessidade de transplante. Além disso, aumenta o risco de morte por doenças cardiovasculares, diabetes e outros tipos de câncer”, finaliza.

Informações Metrópoles


Uso do remédio exige prescrição médica, segundo o órgão

Metbala é uma bala feita com tadalafila | Foto: Metbala/Reprodução
Metbala é uma bala feita com tadalafila | Foto: Metbala/Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição, a fabricação, a manipulação, a propaganda e o uso de todos os lotes do medicamento Metbala, à base de tadalafila, da empresa FB Manipulação Ltda.

Em nota, a agência reguladora informou que a medida foi adotada porque o produto em questão, uma bala do tipo gummy, não tem nenhum tipo de regularização na Anvisa. “Além disso, a empresa identificada não tem autorização para fabricar medicamentos”, completou o comunicado.

A proibição, segundo a agência, também se aplica a qualquer pessoa, física ou jurídica, ou veículos de comunicação que comercializem ou divulguem o produto. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 14.

“De acordo com a legislação, medicamentos só podem ser comercializados por farmácias e drogarias e precisam estar registrados na agência”, destacou a Anvisa. “O registro é a comprovação de que o produto possui eficácia, segurança e qualidade.”

No comunicado, a agência reforçou que a tadalafila, indicada para tratar disfunção erétil, é um medicamento sujeito à prescrição médica e que seu uso depende de avaliação clínica sobre condições específicas do paciente.

“A automedicação coloca sua vida em risco”, alerta a Anvisa. “Esses produtos não são inofensivos. Quem faz a propaganda de produtos irregulares também comete infração sanitária e está sujeito a penalidades, incluindo multas.”

O que é a tadalafila, vendida como bala

A tadalafila é um medicamento utilizado para tratar a disfunção erétil. O comprimido deve ser usado por homens adultos e vendido somente com receita médica. A tadalafila só funciona quando há estímulo sexual, ou seja, ela não causa ereção sozinha.

Seu funcionamento se baseia no aumento do fluxo sanguíneo durante a excitação, o que permite uma ereção mais eficaz e duradoura. O efeito do comprimido pode começar a partir de 30 minutos depois da ingestão e durar até 36 horas. O medicamento não deve ser usado mais de uma vez por dia.

A tadalafila não deve ser usada por pessoas alérgicas à substância ou por quem toma medicamentos à base de nitrato (como certos remédios para o coração), pois a combinação pode causar queda perigosa da pressão arterial. Também é contraindicada para homens que não sofrem de disfunção erétil. Mulheres, especialmente grávidas, não devem usar o medicamento.

Pfizer remédio obesidade efeitos colaterais - perda de peso - remédio | A farmacêutica espera que uma mudança no mecanismo de liberação do remédio possa reduzir os colaterais | Foto: Wirestock/Freepik
A tadalafila é um medicamento utilizado para tratar a disfunção erétil | Foto: Wirestock/Freepik

Alguns cuidados são necessários antes do uso. Pacientes com problemas cardíacos, de pressão, fígado, rins ou visão devem informar o médico. Também é importante relatar o uso de outros medicamentos, como antibióticos ou remédios para o estômago, pois podem interferir nos efeitos da tadalafila.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem dor de cabeça, dores nas costas, tontura e vermelhidão no rosto. Há também reações mais raras, como alterações na visão e audição, dor abdominal, ereção prolongada e reações alérgicas na pele. Em caso de sintomas mais graves, é fundamental buscar atendimento médico imediato.

Por fim, o comprimido deve ser ingerido inteiro, por via oral, sempre sob orientação médica. Não deve ser partido nem mastigado. Deve ser armazenado em temperatura ambiente e fora do alcance de crianças. Em caso de ingestão em excesso, o ideal é procurar socorro médico rapidamente.

Informações Revista Oeste


Crescimento de infecções entre adultos faz Ministério da Saúde ampliar a faixa de vacinação contra hepatite A. Saiba quem pode tomar

Ilustração mostra um fígado feito de linha - Metrópoles

Embora os dados consolidados de 2024 ainda não tenham sido divulgados, o crescimento de casos de hepatite A entre adultos no Brasil que vem sendo observado desde 2023 já bastou para o Ministério da Saúde decidir ampliar a faixa de público que pode ter acesso à vacina contra a infecção viral.

O foco dos casos agora é na população adulta. Nas últimas décadas, crianças com pouco acesso a redes de saneamento básico costumavam ser o público mais vulnerável à doença, que tem como principal forma de transmissão a fecal-oral.

Nos últimos anos, porém, a transmissão sexual,especialmente no sexo anal, ganhou protagonismo como vetor. Atualmente, homens adultos são os principais afetados, representando 69,5% dos infectados em 2023 (dado mais recente).

“Estamos percebendo um grande aumento nos casos, mas o que preocupa mesmo é a gravidade deles”, relata a hepatologista Cláudia Pontes Ivantes, do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. “A hepatite A, antigamente, se manifestava em geral nas crianças, de forma leve. E, em 99,9% dos casos, o paciente ficava curado. Agora, o perfil mudou. Ela está atingindo adultos jovens, com alguns casos evoluindo para forma grave e até óbito. Entre os graves, alguns precisam de transplante de fígado”, alerta.

Transmissão por via sexual em evidência

A mudança de perfil levou o governo federal a expandir a oferta da vacina contra a hepatite A. Desde sexta-feira (2/5), as doses passaram a ser recomendadas não só para menores de quatro anos, mas também a quem utiliza a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV, medicamento usado para prevenção do vírus.

A medida visa conter surtos em um novo grupo de risco. “Essa mudança de público tem um impacto na gravidade da doença, pois os casos graves acontecem, em geral, em adultos. Com essa ampliação, vamos conseguir reduzir os riscos de internação, casos graves e óbitos por Hepatite A no SUS, protegendo a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A meta do governo é vacinar 80% dos mais de 120 mil usuários da PrEP no país. A imunização será feita com duas doses, com seis meses de intervalo. A aplicação ocorrerá nos serviços de saúde onde o medicamento é distribuído.


Quem pode vacinar contra a hepatite A?


A hepatite A

A hepatite A é causada por um vírus transmitido principalmente pela via fecal-oral, mas práticas sexuais também podem representar risco. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o aumento de casos por essa via em países com baixa endemicidade.

Muitas vezes, o indivíduo contaminado não apresenta sintomas e quando os primeiros aparecem, são inespecíficos. Com sinais como fadiga, febre, náuseas e icterícia, a infecção pode passar despercebida inicialmente, o que torna a transmissão sexual ainda mais perigosa.

“O vírus tem um período de incubação que varia de 15 dias a 2 meses, geralmente com os sintomas aparecendo só depois do primeiro mês. Com isso, a pessoa passa até 30 dias transmitindo a doença sem se dar conta”, explica a hepatologista Liliana Mendes, do Hospital DF Star, em Brasília.

Na maioria dos casos, a hepatite A se resolve em até seis meses, sem necessidade de medicação específica. No entanto, pode evoluir para formas graves, como hepatite fulminante, mais comum em adultos e que exige transplante de fígado.

Prevenção depende de higiene e imunização

Além da vacinação, medidas de higiene são fundamentais. Lavar as mãos, cozinhar bem os alimentos e higienizar frutas e verduras são práticas essenciais para evitar o contágio.

Também é recomendado o uso de preservativos durante o sexo, especialmente o anal, e a atenção redobrada com o consumo de água potável em viagens.

Informações Metrópoles


Medir a pressão em casa pode ajudar a identificar alterações precocemente, mas o procedimento exige cuidados

Imagem mostra idosa asiática aferindo a pressão com aparelho que prende no braço - Metrópoles

A hipertensão arterial atinge uma em cada três pessoas no mundo, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). No Brasil, mais de 36 milhões vivem com a doença, muitas vezes sem saber, o que aumenta o risco de infarto, AVC e outras complicações graves.

Aferir a pressão em casa pode ajudar a identificar alterações precocemente, mas o procedimento exige cuidados. “É preciso seguir um protocolo para garantir resultados confiáveis”, afirma Leonardo Duarte, cardiologista do Hospital Alvorada, da rede Américas.

O que é hipertensão?


Como medir corretamente?

Segundo Duarte, a medição deve ser feita com aparelhos certificados e calibrados pelo Inmetro, preferencialmente de braço. O ambiente precisa estar calmo, e a pessoa deve permanecer sentada, com o braço apoiado na altura do coração, após pelo menos cinco minutos de repouso. “Evite cafeína, álcool ou cigarro antes da aferição”, orienta.

A recomendação é realizar três medições com intervalos de um a dois minutos, descartando valores fora da curva. O posicionamento também faz diferença. “Uma pequena variação na altura do braço pode alterar significativamente o resultado”, alerta Elisa Frattini, cardiologista do Hospital Brasília. Por isso, ela desaconselha o uso de aparelhos de pulso, que tendem a ser menos precisos.

Outros erros comuns são medir a pressão com a bexiga cheia, logo após a atividade física ou sem preparo adequado. “Esses fatores interferem nos resultados e podem gerar diagnósticos equivocados”, ensina Elisa.

Novas diretrizes e importância do acompanhamento

As diretrizes europeias de 2024 introduziram um novo conceito de pressão “não elevada”, com valores inferiores a 120/70 mmHg. “Indivíduos com essa pressão têm risco reduzido de eventos cardiovasculares e devem manter hábitos saudáveis para preservar o padrão”, explica Duarte.

Ele ressalta que o controle da hipertensão não se limita à medição caseira. Alimentação balanceada, atividade física regular, redução do sal e controle do peso são fundamentais. “A pressão alta é silenciosa, mas hábitos preventivos têm grande impacto na saúde cardiovascular”, afirma.

A cardiologista Elisa acrescenta que o diagnóstico deve considerar também o risco cardiovascular global, que envolve fatores como colesterol, tabagismo e diabetes. Em alguns casos, exames como escore de cálcio cardíaco ou ultrassom de carótidas ajudam a avaliar lesões silenciosas.

“Pressão alterada em casa ou dúvidas sobre os valores devem ser levados a um cardiologista, que fará a avaliação completa e indicará a melhor conduta para cada caso”, orienta.

Informações Metrópoles


Fármaco é produzido pela farmacêutica Eli Lilly e já havia sido aprovado nos Estados Unidos em julho de 2023

Foto: Divulgação/
Eli Lilly

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso do donanemabe, medicamento indicado para retardar a progressão do Alzheimer em pacientes em estágio inicial da doença. Comercializado com o nome de Kinsula, o fármaco é produzido pela farmacêutica Eli Lilly e já havia sido aprovado nos Estados Unidos em julho de 2023.

Administrado por meio de injeções mensais, o donanemabe foi testado em um estudo com 1.736 pacientes que apresentavam comprometimento cognitivo leve e demência leve, além da presença de placas da proteína beta-amiloide no cérebro — um dos marcadores da doença.

Os resultados apontaram que o medicamento conseguiu retardar a progressão do Alzheimer em 35% nos pacientes com estágio menos avançado da doença e em 22% na população geral avaliada. Os participantes tratados com o donanemabe apresentaram desempenho superior na cognição e na função cerebral em comparação aos que receberam placebo.

Apesar de o Alzheimer ainda não ter cura, a aprovação do novo medicamento representa um avanço no tratamento da doença, que é neurodegenerativa e progressiva.

A Anvisa alerta que o uso do donanemabe é contraindicado para pacientes que fazem uso de anticoagulantes, como a varfarina, ou que tenham sido diagnosticados com angiopatia amiloide cerebral.

A agência informou que continuará monitorando rigorosamente a segurança e a eficácia do medicamento no Brasil.

Informações Bahia.ba

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