Pesquisadores de diferentes estados e instituições brasileiras publicaram, no fim do ano passado, o maior estudo do mundo sobre os principais efeitos do vírus Zika na infância. Com dados de 12 centros de pesquisa do país,o Consórcio Brasileiro de Coortes de Zika (ZBC-Consórcio) reuniu informações de 843 crianças brasileiras com microcefalia, nascidas entre janeiro de 2015 e julho de 2018, nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país.
A pesquisadora Maria Elizabeth Lopes Moreira, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), que integra o ZBC-Consórcio, destacou nesta terça-feira (6) à Agência Brasil a importância do estudo.
“Não há estudo anterior publicado com esse número de crianças”,
Os dados foram investigados para descrever os casos, uniformizar as informações e definir qual é o espectro da microcefalia causada por esse vírus.
Maria Elizabeth lembrou que a maior incidência de microcefalia por Zika do mundo ocorreu no Brasil, que viveu uma epidemia da doença entre 2015 e 2016.
Na avaliação da pesquisadora do IFF/Fiocruz, o resultado mais importante do estudo foi a definição de como era a morfologia dessa microcefalia, isto é, o que ela apresentava de diferente em relação a outras microcefalias por outras causas.
Segundo Maria Elizabeth, o que torna o estudo especial é que os pesquisadores pegaram o banco de dados original e separaram todos os casos. “Além do grande número, foram examinados os dados primários dos diferentes estudos no Brasil”.
Até então, a caracterização da Síndrome Congênita do Zika (SCZ) se baseava em séries de casos e estudos com poucos participantes ou em estudos individuais.
“Já o tamanho relativamente grande da amostra permitiu observar que, entre as crianças com microcefalia, existe um espectro de gravidade e diferentes tipos de manifestações da Síndrome”, completou.
“Agora, a gente tem mais capacidade de dar respostas para o sistema público de saúde”.
O professor da Universidade de Pernambuco (UPE), Demócrito Miranda, ressalta que a importância do estudo é consolidar um conhecimento que vem sendo construído nos últimos dez anos, desde o início da epidemia de microcefalia, identificada inicialmente no Nordeste brasileiro
Colapso
Maria Elizabeth explicou que, na maior parte das vezes, quando uma mãe era infectada no segundo ou no terceiro trimestres da gestação, a criança apresentava um cérebro que vinha crescendo normalmente e, de repente, começava a ter destruição celular e colapsava.
“É uma microcefalia diferente. É uma anatomia diferente, vamos dizer assim. É muito típica da doença por Zika na gravidez. Nas outras microcefalias, o cérebro fica pequeno. Na da Zika, não. Você vê claramente que tem algo diferente. O cérebro colapsa, e a estrutura óssea colapsa junto também”.
A pesquisadora acrescenta que isso vem associado a distúrbios neurológicos, auditivos e visuais. “E muita convulsão de difícil controle para essas famílias, relacionada à epilepsia causada pela Zika”.
Principais resultados
A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cristina Hofer, descreve que as sequelas mais frequentes foram as anormalidades estruturais do sistema nervoso central, detectadas por neuroimagem, além de anormalidades nos exames neurológico e oftalmológico. Destacam-se:
a microcefalia ao nascer, observada em 71,3% dos casos, dos quais 63,9% eram graves;
a microcefalia pós-natal, registrada em 20,4% das crianças;
a prematuridade, em 10% e 20%;
o baixo peso ao nascer, com média de 33,2%, variando de 10% a 43,8%;
e malformações congênitas, entre as quais as mais frequentes foram epicanto (40,1%), occipital proeminente (39,2%) e excesso de pele no pescoço (26,7%).
Entre as alterações neurológicas, as mais frequentes foram déficit de atenção social, em cerca de 50% das crianças; epilepsia, em 30% a 80%, com média de 58,3%; e persistência de reflexos primitivos, em 63,1%.
No que tange ao comprometimento sensorial, observou-se alterações oftalmológicas em até 67,1% dos casos; e alterações auditivas menos frequentes, mas presentes.
Exames de neuroimagem constataram ainda calcificações cerebrais em 81,7%; ventriculomegalia em 76,8%; e atrofia cortical em cerca de 50%.
Maria Elizabeth destacou que em torno de 30% das 853 crianças objeto do estudo já morreram. As que permanecem vivas estão com idades entre 8 e 10 anos, e enfrentam dificuldades na inclusão escolar em muitos casos. “Algumas nem conseguem, porque têm problema de paralisia cerebral grave. As que vão, têm um déficit de atenção grande e de aprendizagem também”.
Recomendações
Não existe um tratamento específico para o zika vírus, reforçou a pesquisadora do IFF/Fiocruz. Diante disso, a primeira recomendação é a mulher grávida buscar evitar, o máximo possível, estar em zonas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, em épocas de epidemia, além de usar repelentes e roupas de mangas compridas, preferivelmente em ambientes com ar condicionado.
“Coisas bem complicadas para uma determinada faixa da população”, reconhece Maria Elizabeth, que afirmou que, ao nascer, as crianças devem iniciar estimulação precoce o mais rápido possíve, porque é característica da criança ter a capacidade de formar novas células.
“Ela tem essa possibilidade. Ainda está formando novas células, e essas novas células na criança são formadas por estimulação. Quanto mais você estimular com estimulação essencial, fisioterapia, fonoaudiologia, melhor vai ser o prognóstico da criança”, disse Maria Elizabeth.
Segundo ela, isso se aplica a qualquer criança. Se a mãe foi exposta ao vírus na gravidez, mesmo que a criança, ao nascer, não apresente microcefalia, ela deve ser mais estimulada.
“Porque as crianças cujas mães tiveram exposição (ao vírus), mas não tiveram microcefalia, também podem ter atraso de desenvolvimento. E essas respondem muito bem às estimulações precoces”.
Maria Elizabeth estima que, em tempos de epidemia, 70% das mulheres grávidas têm Zika e não sabem. “Ou seja, é assintomático. Até hoje, não existe um exame que distinga se uma grávida teve Zika ou não. Uma boa sorologia para Zika ainda não existe”.
A pesquisadora disse que uma mulher só vai saber se teve Zika quando os ultrassons durante a gravidez detectarem uma microcefalia, e algum tipo de intervenção só poderá ser feito depois do nascimento da criança, com estímulos. “O bebê tem uma coisa chamada neuroplasticidade, ou seja, ele é capaz de formar novas células”.
Cuidados permanentes
Uma criança que nasce com o vírus da Zika tem de ter cuidados a vida inteira, recomendou o pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da UPE, Ricardo Ximenes.
“Esses graves danos ao sistema nervoso central (SNC) exigem cuidados multidisciplinares e assistência de diferentes especialidades médicas e de outras áreas da saúde”.
Mais uma vez, a pesquisadora do IFF/Fiocruz ponderou que o acesso a esses cuidados tem obstáculos no Brasil, levando as mães a peregrinarem pelos diferentes serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
“É uma carga social muito grande para as famílias”, manifestou, acrescentando que, em muitos casos, o marido abandonou a família appos o diagnóstico, deixando todo o peso para uma mãe solo.
Maria Elizabeth salientou a necessidade de que seja desenvolvida no Brasil uma vacina para as mulheres em idade fértil, que as impeça de terem Zika.
Vida escolar
Após a publicação do estudo, os pesquisadores continuarão a acompanhar as crianças que tiveram Zika, investigando os impactos da doença na vida escolar.
“Essa é a maior dificuldade das crianças, principalmente das que não têm microcefalia, mas cujas mães tiveram Zika na gravidez comprovada. Quando nascem, um grupo dessas crianças tem microcefalia, e o outro, não. O grupo com microcefalia vai evoluir com muitos problemas. Mas o outro precisa ser acompanhado, porque também pode apresentar algum distúrbio de desenvolvimento”.
Esse acompanhamento é importante para permitir que estímulos precoces possam prevenir problemas mais graves, reforça. “Especialmente a geração que nasceu entre 2015 e 2018, deve ter o neurodesenvolvimento mais cuidadosamente investigado pela pediatria de forma geral”, sugeriu a pesquisadora.
Com selo QMentum International, a Unidade reforça a excelência em qualidade assistencial, segurança do paciente e gestão por processos
Fotos: Fotos: Edieric Magalhães
A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) da Santa Casa de Feira de Santana inicia 2026 com uma notícia sensacional: a conquista da certificação QMentum International, programa de acreditação de origem canadense que é reconhecido mundialmente pelo foco em três pilares: a qualidade, a segurança do paciente e a melhoria contínua das instituições de saúde.
A conquista representa um avanço não apenas para a Bahia, pois a Unidade de Feira se torna a primeira Unacon do Brasil a conquistar a certificação. “É um selo de excelência alinhado a padrões internacionais de qualidade, que são referência na área de saúde”, comemora a provedora da Santa Casa, a médica Fernanda Reis, que vem há aproximadamente um ano e meio liderando o processo de certificação da entidade.
A QMentum utiliza e avalia padrões desenvolvidos globalmente por comitês técnicos altamente especializados. “A certificação representa muito por que é o reconhecimento do trabalho sério e dedicado dos profissionais de todos os setores que fazem a nossa Unacon, um atendimento que já era muito bem avaliado pelos nossos milhares de pacientes, mas que agora ganha uma chancela internacional, de um organismo sério e respeitado mundialmente”, destaca a provedora.
Fernanda Reis ressalta ainda o protagonismo da equipe, fundamental para esta conquista. “Apesar de todos os desafios comuns a uma instituição mantida pelo SUS, conseguimos avançar graças ao engajamento e dedicação das nossas equipes de gestão, de liderança e da assistência que não medem esforços para aprimorar os nossos processos e o atendimento de qualidade aos nossos pacientes”, observa.
Para a acreditação, a Quality Global Alliance, responsável pela certificação no Brasil, avaliou diversos setores e processos desenvolvidos pela Unacon, a exemplo de segurança do paciente e gerenciamento de riscos, governança e liderança, controle de infecção, gestão de medicamentos, cuidado centrado no paciente e na família, qualidade e indicadores de desempenho. A Unidade conquistou o selo QMentum International nível Platinum.
A Unacon da Santa Casa de Feira de Santana é referência em oncologia para toda a macrorregião centro-leste da Bahia, atendendo a pacientes de mais de 70 municípios. Em 2025, a Unidade realizou mais de 36 mil sessões de quimio e hormonioterapia; 32.500 sessões de radioterapia; e mais de 37.500 consultas oncológicas.
Especialista do Sírio-Libanês alerta que exposição prolongada a altas temperaturas pode desencadear desidratação e até falência térmica
Foto: Freepik
O Brasil vive uma escalada preocupante de calor extremo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)1, o número de dias com ondas de calor saltou de 7 para 52 ao longo de 30 anos, evidenciando que o fenômeno deixou de ser isolado para se tornar rotina. No cenário global, um relatório do World Weather Attribution2 aponta que, em apenas 12 meses, cerca de 4 bilhões de pessoas, quase metade da população mundial, enfrentaram ao menos 30 dias adicionais de calor extremo devido às mudanças climáticas induzidas pelo homem.
Diante desse cenário, Luis Fernando Penna, clínico-geral e coordenador do Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, reforça que o impacto das temperaturas elevadas na saúde ainda é subestimado. “Muitas pessoas acreditam que o calor causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais que incluem desde quedas de pressão até falência térmica. Em dias de temperaturas extremas, o corpo trabalha no limite”, afirma.
Penna explica que, para dissipar o calor, o organismo aumenta a sudorese, acelera os batimentos cardíacos e dilata os vasos sanguíneos. Esses mecanismos, porém, têm limite e, quando falham, instala-se a falência térmica, uma emergência médica caracterizada por confusão mental, fala arrastada, pele quente e seca, e temperatura corporal acima de 40°C. “Se esses sinais aparecem, é fundamental procurar atendimento imediato”, alerta o médico.
O calor extremo também agrava doenças crônicas como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e doença renal crônica. O uso de determinados medicamentos pode aumentar ainda mais a vulnerabilidade, já que diuréticos favorecem desidratação e queda de pressão; antihipertensivos somam seus efeitos à vasodilatação natural do calor; antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos podem reduzir a sudorese ou alterar a regulação térmica. “Para quem já tem uma condição de base, o calor impõe uma sobrecarga perigosa ao organismo”, explica o especialista.
Os efeitos, porém, não se restringem ao corpo. Altas temperaturas interferem no sono, prejudicam o humor, aumentam a irritabilidade e reduzem a produtividade, já que a privação de descanso adequada afeta a atenção, memória e tomada de decisão.
Nesse contexto, Penna explica que a hidratação apropriada, incluindo reposição de eletrólitos, é essencial, mas não suficiente. Segundo ele, a recomendação é evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, priorizar ambientes ventilados ou climatizados e evitar exercícios intensos durante períodos de calor extremo. “Trabalhadores expostos ao sol, como profissionais da construção civil, coleta de lixo e entregadores, devem fazer pausas frequentes nos horários mais quentes”, ressalta.
Entre os grupos mais vulneráveis estão: idosos, que têm menor percepção de sede e regulação térmica menos eficiente; crianças, que desidratam mais rapidamente; gestantes; pessoas com doenças crônicas; e indivíduos em situação de vulnerabilidade social. Hábitos comuns como dormir pouco, manter ambientes fechados sem ventilação, ignorar sinais de sede ou tontura e aumentar o consumo de álcool ampliam ainda mais os riscos. Para Penna, a prevenção continua sendo a principal ferramenta diante de altas temperaturas. “Não existe adaptação completa para ondas de calor extremas e repetidas. Acima de 35°C com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue funcionar como deveria. Reconhecer sinais precoces e adotar medidas preventivas é essencial para evitar situações de risco”, conclui.
Erros mais frequentes ao tentar se refrescar
Deixar de priorizar a hidratação adequada ao longo do dia, confiando apenas em soluções imediatistas como ventiladores ou duchas.
Usar roupas escuras e tecidos pesados, que retêm calor e dificultam a ventilação;
Tomar banhos gelados, que provocam efeito rebote e fazem o corpo aumentar a produção de calor;
Exagerar no uso do ar-condicionado, criando ambientes excessivamente frios e favorecendo choques térmicos;
Aumentar o consumo de álcool acreditando que ajuda a relaxar, quando na verdade ele acelera a desidratação;
Permanecer em ambientes fechados e sem circulação de ar, onde o calor se acumula e pode ser mais intenso do que ao ar livre;
Sobre o Sírio-Libanês
A Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, instituição filantrópica que completou 100 anos em 2021, atua diariamente para oferecer e compartilhar com a sociedade uma assistência médico-hospitalar de excelência, com atendimento humanizado e individualizado em mais de 60 especialidades. Desde 2007, é reconhecida pela Joint Commission International (JCI), principal órgão mundial em qualidade e segurança hospitalar, e é a única instituição no Brasil a possuir também a acreditação da JCI em Atenção Primária à Saúde.
Por meio da Faculdade Sírio-Libanês, contribui para a formação de profissionais de saúde éticos e preparados para atuar com base em boas práticas, além de fomentar o desenvolvimento científico com estudos e pesquisas nacionais e internacionais. A instituição oferece graduação, pós-graduação lato sensu e stricto sensu, residências médicas e multiprofissionais, cursos de atualização, estágios, seminários e reuniões científicas.
O Sírio-Libanês foi pioneiro na criação de programas de Saúde Populacional, que reúnem empresas, operadoras e equipes de Atenção Primária no cuidado contínuo e qualificado, apoiando a gestão do benefício do plano de saúde e promovendo qualidade de vida e produtividade. Atualmente, está presente com dois hospitais e cinco unidades em São Paulo e Brasília. Saiba mais em nosso site: https://hospitalsiriolibanes.org.br/
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) passou a noite junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Hospital DF Star, em Brasília, e atualizou o estado de saúde do pai nesta terça-feira (30). Em publicação no X, ele informou que os soluços voltaram nesta manhã, mesmo após dois procedimentos para bloquear o nervo frênico e amenizar as crises.
– Seus soluços, infelizmente, novamente voltaram nesta manhã, após dois procedimentos para correção. Os níveis de ferro no sangue continuam sendo controlados devido à sua ineficiência – escreveu.
Carlos também informou que o líder conservador iniciou o tratamento para apneia do sono com aparelho próprio e se encontra em fase de adaptação.
– Ele iniciou o tratamento para apneia do sono com aparelho próprio e está em fase de adaptação. Sua flora digestiva apresenta boa evolução após as novas cirurgias de hérnias realizadas no último dia 25, e sua pressão segue sendo monitorada após novos picos – adicionou.
Segundo o ex-vereador, Bolsonaro irá para uma área restrita para tomar banho de Sol, algo que de acordo com Carlos, lhe foi “praticamente impossibilitado” durante sua prisão na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde “sobrevive em um cubículo de 8 metros quadrados, com ar-condicionado central ligado e colado à parede de seu quarto o perturbando o dia inteiro”.
– Parece tudo proposital, mas é só coincidência democrática. O acompanhamento integral faz-se permanente e necessário para manutenção de sua vida, e os médicos continuam trabalhando para melhoria de sua saúde. Tudo muito cansativo, mas vale cada segundo ao seu lado. Seguimos mais um dia. Um grande abraço a todos! – concluiu Carlos.
A estratégia de vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante foi ampliada até o primeiro semestre de 2026. A medida foi definida pelo Ministério da Saúde ao considerar que ainda há pessoas nessa faixa etária sem a dose de proteção em todo o país.
A vacina contra o HPV é capaz de prevenir o câncer de colo do útero e outros tipos da doença, como os cânceres de garganta, reto e pênis, além de outras lesões genitais. Em Feira de Santana, as doses estão disponíveis em todas as 103 salas de imunização da Atenção Primária à Saúde, localizadas na sede do município e nos distritos.
No município, entre 1º de janeiro e 28 de dezembro deste ano, foram aplicadas 9.024 doses do imunizante em meninos e meninas de 9 a 19 anos, sendo 4.689 em meninos e 4.335 em meninas. Especificamente na faixa etária de 15 a 19 anos, foram aplicadas 647 doses, das quais 310 em mulheres e 337 em homens.
PROTEÇÃO
Conforme o Calendário Nacional de Imunização, a vacina contra o HPV é ofertada rotineiramente a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. No entanto, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, o Ministério da Saúde estendeu temporariamente o público-alvo para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que nunca receberam nenhuma dose do imunizante. Inicialmente prevista até dezembro deste ano, a estratégia foi prorrogada e seguirá válida até o primeiro semestre de 2026.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, a imunização contra o HPV é uma das principais estratégias de prevenção ao câncer. “Hoje nós temos uma vacina que protege em mais de 90% dos casos de câncer de colo do útero”, destacou.
O titular da pasta ressalta ainda que o esquema vacinal foi simplificado. Antes, a vacina contra o HPV era aplicada em duas doses; atualmente, é dose única, o que facilita o acesso e aumenta a adesão.
“É importante que todos sejam vacinados para que, no futuro, possamos evitar o desenvolvimento de cânceres relacionados ao HPV”, completou Rodrigo Matos.
A Santa Casa de Feira de Santana inaugura nesta segunda-feira (29), às 10:00, seu novo serviço de endoscopia. Amplo e moderno, o novo espaço conta com tecnologia avançada que permite o diagnóstico e o tratamento de doenças do sistema digestivo, com impacto direto na qualidade do atendimento à população.
O setor terá capacidade para realizar aproximadamente 300 atendimentos a cada mês, ampliando o acesso da população a exames modernos e de alta complexidade, na área de endoscopia. Para a provedora da Santa Casa, a médica Fernanda Reis, o novo atendimento reforça o compromisso da instituição com inovação, segurança e excelência nos serviços de saúde.
O novo serviço está capacitado para realizar endoscopia, colonoscopia, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) – procedimento utilizado no tratamento de doenças das vias biliares e do pâncreas – e ecoendoscopia, exame que combina endoscopia com ultrassom para avaliar lesões mais profundas.
A ecoendoscopia conta ainda com recursos avançados, como elastografia e punção guiada, fundamentais para o diagnóstico de doenças do pâncreas, das vias biliares e de tumores do trato digestivo.
A unidade de atendimento terá atenção especial à prevenção, ao diagnóstico precoce, ao tratamento e à paliação do câncer, consolidando a instituição como referência em endoscopia oncológica. “Teremos a primeira unidade especializada em endoscopia oncológica das regiões norte e nordeste, uma conquista imensurável tanto para a nossa instituição como para a população”, comemora Fernanda.
O investimento em equipamentos de última geração da Fujifilm, empresa especializada na fabricação de produtos e serviços na área de saúde, garante a utilização de aparelhos de imagem em alta definição e de sistemas de inteligência artificial que proporcionam aos médicos recursos para identificar lesões de forma muito mais precoce e precisa.
Entre as inovações estão os novos endoscópios e colonoscópios com cromoscopia digital, tecnologia que realça alterações na mucosa do aparelho digestivo, facilitando a identificação de lesões e de câncer ainda em fases iniciais. Também foram incorporados equipamentos com magnificação de imagem, capazes de ampliar detalhes em até 145 vezes, permitindo diagnósticos mais precisos e tratamentos menos invasivos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou na manhã desta quarta-feira (24) ao Hospital DF Star, após deixar o prédio da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde 22 de novembro. A distância entre os locais é de três quilômetros.
Bolsonaro será internado e passará por uma cirurgia, nesta quinta-feira (25), para tratar uma hérnia inguinal bilateral.
A autorização para o procedimento foi dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Moraes permitiu que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seja a acompanhante principal do ex-presidente enquanto ele estiver no DF Star.
O ministro não atendeu ao pedido da defesa para visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL).
Moraes determinou ainda medidas de segurança no hospital. Uma delas exige que ao menos dois policiais federais permaneçam na porta do quarto durante toda a internação. Foi proibida a entrada de celulares e demais equipamentos eletrônicos no quarto que receberá o ex-presidente; apenas aparelhos médicos estão liberados no local.
O cirurgião-geral que acompanha Bolsonaro, Claudio Birolini, disse que a cirurgia à qual o líder conservador será submetido é “padronizada, com menor risco de complicações”.
A expectativa é que o procedimento dure de três a quatro horas.
Os jovens de 15 a 19 anos que ainda não tomaram a vacina contra o HPV ganharam mais 6 meses para se imunizarem. O Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal (retomada da cobertura vacinal) para essa faixa etária.
O prazo para a imunização acabaria agora em dezembro. Segundo o Ministério da Saúde, a medida tem como objetivo reforçar a proteção desse público em todo o país.
A estratégia seguirá vigente até a próxima Campanha de Vacinação nas Escolas, permitindo que adolescentes e jovens que perderam a oportunidade de vacinar-se dos 9 aos 14 anos ainda possam garantir a imunização.
Meta
Segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é alcançar cerca de 7 milhões de jovens nessa faixa etária que ainda não foram vacinados contra o papilomavírus humano (HPV).
Até dezembro deste ano, a estratégia de resgate aplicou 208,7 mil doses da vacina, dos quais 91 mil em meninas e 117,7 mil em meninos. De acordo com o ministério, a ampliação do prazo possibilita que adolescentes e jovens garantam a proteção individual e contribuam para reduzir a circulação do vírus na população.
Onde se vacinar
A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser encontrada:
nas Unidades Básicas de Saúde (UBS);
em ações externas, como vacinação em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings
As ações têm o apoio de estados e municípios para ampliar o alcance e facilitar o acesso do público-alvo.
A vacina é considerada segura e é fundamental na prevenção de diversos tipos de câncer associados ao HPV, como:
câncer do colo do útero;
câncer de vulva;
câncer de pênis;
câncer de garganta e pescoço.
A estratégia de resgate vale para todos os 5.569 municípios brasileiros e busca reduzir os impactos do vírus a longo prazo.
Esquema vacinal
A vacinação contra o HPV faz parte do calendário nacional de imunização para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil passou a adotar o esquema de dose única, substituindo o modelo anterior de duas doses e facilitando o acesso à vacina.
Atenção a exceções
Para alguns grupos, o esquema continua sendo de três doses, como:
pessoas imunocomprometidas (vivendo com HIV/Aids, pacientes oncológicos e transplantados);
usuários de PrEP de 15 a 45 anos;
vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.
Em caso de dúvida, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação e atualização da carteira de vacinação.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta terça-feira (23) o comércio e a propaganda de todos os medicamentos das marcas Bwell e Needs, controladas pelo grupo RD Saúde, mesma controladora das drograrias Raia e Drogasil.
Os produtos não podem ser vendidos nas lojas, nos sites e nem por terceiros.
De acordo com a agência reguladora, a empresa não tem autorização para produzir medicamentos.
A determinação da Anvisa vale apenas para remédios. As marcas produzem outros itens, como de higiene e beleza. Estes continuam sendo comercializados normalmente.
Em nota enviada ao site Poder360, a RD Saúde informou que “não é indústria e não produz medicamentos”, e vai recorrer da decisão.
“Os medicamentos das marcas Bwell e Needs são produzidos por indústrias farmacêuticas devidamente licenciadas e autorizadas pela Anvisa, seguindo rigorosamente as normas regulatórias aplicáveis. Os produtos das duas marcas estão devidamente registrados na agência reguladora. A empresa vai detalhar seus procedimentos em recurso administrativo a ser apresentado à Anvisa”, afirma….
Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério.
Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país.
A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa.
“Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.”
A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade:
“Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.”
Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.