Em um mês emblemático como o Outubro das Crianças, a pediatra e hebiatra Dra. Cintia Filomena reforça que promover saúde infantil vai além de consultas de rotina — passa por escolhas estruturadas e preventivas. Para ela, quatro pilares — nutrição, sono, atividade física e segurança física e emocional — são alicerces indispensáveis para um desenvolvimento pleno.
Dados nacionais recentes revelam que 14,2 % das crianças até cinco anos já apresentam excesso de peso ou obesidade, praticamente três vezes o percentual estimado global (5,6 %) . Entre adolescentes, esse cenário se agrava: cerca de 33 % estão acima do peso, frente a uma média mundial de 18,2 %. Essas estatísticas indicam que é urgente fortalecer ações preventivas desde cedo.
Nutrição: o combustível que molda corpo e mente
“Um prato colorido vale mais que medicação”, afirma Dra. Cintia Filomena. Para ela, estimular o consumo de frutas, verduras e proteínas variadas desde a infância não serve apenas para saciar: é nutrir ossos, músculos, inteligência e bem-estar emocional.
“Comer bem e saber fazer escolhas saudáveis é uma forma fácil e econômica de promover saúde”, diz. A médica defende ainda que “saber reconhecer alimentos e seus nutrientes deveria ser matéria obrigatória na educação doméstica e escolar”. A formação de hábitos alimentares saudáveis na infância tende a perdurar ao longo da vida, com retorno potencial em melhor qualidade de vida.
Sono: o “superpoder” que molda corpo e mente
Dra. Cintia alerta: “Enquanto a criança dorme, o corpo trabalha: libera hormônio do crescimento, fortalece a imunidade e organiza o que ela aprendeu no dia.”
Para dar sustentação a essa afirmação com base científica, há um estudo da USP que investigou os efeitos da restrição de sono sobre marcadores inflamatórios em crianças de 5 a 7 anos. O trabalho, com coleta de dados entre setembro de 2019 e março de 2020, avaliou 199 crianças de escolas públicas e privadas em São Paulo e Fortaleza, medindo o tempo de sono por dispositivo de actigrafia contínua e correlacionando com níveis de proteína C‑reativa (PCR) e outras variáveis inflamatórias . Os resultados indicaram que crianças com sono insuficiente tendiam a apresentar elevação de marcadores inflamatórios, o que pode sinalizar riscos futuros para condições cardiometabólicas.
No entanto, ao avaliar qualidade de sono e duração, é preciso observar não apenas horas completas dormidas, mas também fragmentações e despertares no período. Para promover um sono adequado, Dra. Cintia recomenda rotina organizada, proibição de telas ao menos 1 hora antes de dormir, ambientes tranquilos, horários estáveis e um ritual calmo antes do repouso.
A médica lembra que as faixas de sono ideais variam por idade: por exemplo, entre 6 a 12 anos são recomendadas de 9 a 12 horas por noite; em adolescentes, de 8 a 10 horas. Ela reforça: “O melhor termômetro é observar como a criança age durante o dia: se está ativa, bem-humorada e com apetite, é sinal de sono adequado.”
Atividade física: brincar é nutrir movimento
“A criança saudável é criança ativa”, afirma Dra. Cintia. Para ela, deixar espaço para correr, pular, andar de bicicleta ou simplesmente brincar é um investimento no sistema cardiovascular, nos ossos, nos músculos, na coordenação motora e no bem-estar emocional.
Estudos mostram que o excesso de tempo em telas — televisão, tablets, videogames, celulares — está associado a menor tempo de atividade física, pior qualidade de sono e risco aumentado de sobrepeso infantil. Trocar uma hora de tela por uma hora de brincadeira ativa, em ambientes seguros e supervisionados, pode trazer ganhos importantes. “Movimento é vida, movimento é saúde — e isso começa na infância”, diz.
Segurança física e emocional: as asas invisíveis do crescimento
Para Dra. Cintia, garantir segurança é tão fundamental quanto garantir alimentação e descanso. “Criança segura e acolhida cresce mais confiante”, afirma. Essa proteção inclui vigilância em brincadeiras, manutenção de ambientes seguros, uso de cinto e protocolos de segurança, mas também atenção ao universo emocional da criança.
O acolhimento emocional — ouvir, dialogar, validar sentimentos — é parte essencial do cuidado. “Amor forma caráter e cuidados salvam vidas”, reforça. Ao permitir que a criança se expresse sem julgamento e sentir respaldo, contribuímos para seu desenvolvimento de autonomia e autoestima.
Da prevenção ao protagonismo em saúde
A proposta de olhar a infância por meio desses quatro pilares — nutrição, sono, movimento e acolhimento — não é apenas uma orientação técnica, mas um chamado à responsabilidade compartilhada. “Saúde não é tratar doenças, mas escolher não as ter”, afirma Dra. Cintia Filomena.
“Cada refeição bem pensada, cada hora de sono valorizada, cada brincadeira incentivada e cada diálogo acolhedor fazem parte do caminho de construir uma vida com mais autonomia e resiliência. Neste outubro das crianças, cabe a pais, cuidadores e sociedade fortalecerem ambientes onde as crianças possam escolher ser saudáveis, com consciência e liberdade”, concluiu a médica.
A data reforça a importância da prevenção, combate ao estigma e acesso ao tratamento multidisciplinar
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, 31% dos adultos brasileiros vivem com obesidade e 68% apresentam excesso de peso. Um estudo apresentado no Congresso Internacional sobre Obesidade (ICO) 2024 apontou que até 2044, quase metade da população adulta (48%) viverá com obesidade e outros 27% com sobrepeso, o que significa que três quartos dos adultos brasileiros terão obesidade ou sobrepeso nas próximas décadas. Esses números reforçam a importância do Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, que busca promover conscientização, combater o preconceito e estimular políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento adequado da doença.
Segundo a psicóloga Andrea Levy, cofundadora da ONG Obesidade Brasil, ainda há muito desconhecimento sobre o tema. Ela explica que a obesidade é uma doença complexa, multifatorial e que não pode ser reduzida à força de vontade. Para Andrea, o sofrimento psicológico, a pressão estética e a culpa imposta às pessoas com obesidade são parte de um contexto de exclusão que agrava ainda mais a condição clínica e emocional desses pacientes. “A saúde mental tem papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento, já que muitos pacientes buscam ajuda apenas quando o sofrimento se torna insustentável, e é nesse momento que o acolhimento psicológico é determinante” diz ela.
Foto: divulgação
A nutróloga Dra. Andrea Pereira, também cofundadora da ONG, ressalta que a prevenção deve ir muito além de dietas restritivas. “Não se trata apenas de comer menos ou se exercitar mais, mas de mudar o ambiente alimentar e oferecer acesso a alimentos saudáveis e educação nutricional desde a infância. Além disso, fatores como sono inadequado, estresse, uso de medicamentos, aspectos genéticos e hormonais também influenciam diretamente no ganho de peso”, explica a médica. Para Andrea Pereira, a obesidade é e deve ser encarada como uma doença que requer acompanhamento médico, nutricional e psicológico contínuo.
O cirurgião bariátrico Dr. Carlos Schiavon, presidente do Instituto Obesidade Brasil, reforça que a obesidade deve ser tratada com a mesma seriedade que outras doenças crônicas. Ele lembra que a cirurgia bariátrica é um recurso seguro e eficaz para casos graves, mas precisa estar inserida em um contexto de acompanhamento multidisciplinar. “Não é uma solução estética, e sim uma ferramenta médica que pode salvar vidas”, explica. O médico destaca ainda que o Brasil precisa avançar no acesso ao tratamento, pois apesar dos números alarmantes, ainda há poucos centros públicos especializados e uma carência enorme de políticas que garantam tratamento digno e contínuo aos pacientes.
Ainda segundo o estudo apresentado no Congresso Internacional sobre Obesidade (ICO) 2024, diante do cenário de tendência atual, a obesidade e o sobrepeso poderão ser responsáveis por 1,2 milhão de mortes e 10,9 milhões de novos casos de doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e doença renal crônica. Além disso, o impacto econômico também é expressivo: pesquisas estimam que o custo global anual para tratar complicações relacionadas à obesidade pode superar US$ 4 trilhões em 2035.
Cirurgião Bariátrico Carlos Schiavon
Presidente e cofundador da ONG Obesidade Brasil;
Médico Especialista em Cirurgia Bariátrica e Metabólica;
Formado em 1987 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo;
Doutor Cirurgião pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – São Paulo, SP;
Especialista em Cirurgia Bariátrica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;
Coordenador de Ensino e Pesquisa do Núcleo de Obesidade e Cirurgia Bariátrica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo;
Investigador principal do Trial GATEWAY – Gastric Bypass to Treat Obese Patients With Steady Hypertension.
SOBRE O INSTITUTO OBESIDADE BRASIL
O Instituto Obesidade Brasil é a primeira organização sem fins lucrativos do mundo direcionada a pessoas com obesidade e surge com o objetivo de conscientizar e trazer informações claras e objetivas, sempre com mentoria científica, com linguagem acessível sobre obesidade, prevenção, diagnóstico, tratamento, novas tecnologias e direcionamento aos centros públicos e gratuitos de atendimento, ajudando da melhor forma possível.
Ele foi fundado em fevereiro de 2020 para conscientizar pessoas de que a obesidade é uma doença multifatorial e crônica e conta com um Conselho Científico composto por especialistas colaboradores de todo o território brasileiro, de perfil multidisciplinar, que adota o conceito de saúde universal e trabalha para que todos tenham acesso à ajuda médica especializada.
Intervenção faz parte do pacote de investimentos da Secretaria Municipal de Saúde que contempla 40 unidades na rede municipal
Fotos: Renata Leite
A Unidade de Saúde da Família (USF) Rocinha I está de cara nova. O espaço passou por uma ampla reforma que proporcionou mais conforto aos usuários e melhores condições de trabalho aos profissionais. As melhorias incluem pintura, nova fachada, instalação de ar-condicionado na sala de vacina, substituição de mobiliário e bebedouro, além da revisão dos sistemas elétrico e hidráulico e troca do piso de acesso à unidade.
A médica Beatriz Cavalcanti, que atua na unidade, ressaltou o impacto positivo das mudanças. “É um novo espaço para acolher os nossos usuários, com mais conforto tanto para eles quanto para nós, profissionais”, destacou.
Na manhã desta quarta-feira (8), a dona de casa Denise Santana da Silva, 27 anos, levou a filha Miriam, de 6, para atualizar a caderneta de vacinação e se surpreendeu com o resultado. “Temos uma nova unidade!”, comemorou.
INVESTIMENTOS NA REDE DE SAÚDE
A reforma da USF Rocinha I integra o pacote de investimentos executado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que prevê melhorias em 40 unidades de bairros e distritos de Feira de Santana.
De acordo com o secretário de Saúde, Rodrigo Matos, a requalificação dos equipamentos é uma das principais prioridades da gestão. “As condições estruturais das unidades estavam entre as maiores queixas da comunidade, e por isso priorizamos esse investimento. São reformas que devolvem dignidade — algumas, praticamente novas, como as unidades de saúde da Fonte do Lili e do Oyama Figueiredo, já entregues à população”, afirmou.
O secretário enfatizou ainda que as intervenções visam garantir mais conforto e qualidade no atendimento aos usuários do SUS, além de melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde.
Com informações da Secretária Municipal de Comunicação (Secom)
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) derrubou nesta terça-feira (7) uma decisão liminar que tinha suspendido o andamento de um edital do curso de Medicina do campus de Caruaru da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O certame é voltado para a seleção de 80 alunos pertencentes ao público-alvo do Programa Nacional de Educação para Áreas de Reforma Agrária (Pronera), que inclui pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Pelas regras do edital, estão aptos a se candidatar ao processo: assentados da reforma agrária e integrantes de famílias beneficiárias do Crédito Fundiário; educandos egressos de cursos de especialização promovidos pelo Incra; educadores que exerçam atividades voltadas às famílias beneficiárias; acampados cadastrados pelo instituto; e quilombolas.
Uma ação popular questionava a validade da Resolução do Conselho Universitário da UFPE e a legalidade do edital. Os autores alegavam que a universidade teria extrapolado sua autonomia e que o método de seleção geraria tratamento discriminatório e depreciativo. Entre os nomes que encabeçavam a ação está Tadeu Calheiros (MDB), vereador do Recife.
– Vamos recorrer da decisão ainda hoje (…). Estamos bastante esperançosos que esse edital vá ser anulado e vamos seguir até a instância que for possível para corrigir esse absurdo – disse.
Há cerca de uma semana, a Justiça chegou a acatar os pedidos de suspensão do edital, concedendo a liminar. Nomes como Calheiros defendem que criar turmas específicas no curso de Medicina feria o “princípio da isonomia”.
A AGU, então, recorreu, defendendo a legalidade da política pública afirmando que se tornava urgente a reversão da decisão, uma vez que o cronograma do certame já está em fase avançada, com previsão de homologação de aplicação das provas em 12 de outubro. A AGU esclareceu, ainda, que a criação da turma especial de Medicina não prejudicaria nenhum candidato regular, já que as 80 vagas seriam suplementares.
No Outubro Rosa, além da prevenção e do diagnóstico precoce, é fundamental falar sobre o impacto emocional e relacional do câncer.
Foto: divulgação
O diagnóstico de um câncer de mama nunca chega sozinho. Ele vem acompanhado de medos, incertezas e, muitas vezes, do afastamento inesperado de pessoas antes consideradas essenciais. Mas também é nesse terreno árido que brotam laços de afeto, cumplicidade e redes de apoio que se revelam mais fortes do que a própria doença.
A psicóloga, escritora e autora do livro “Amizade ou Conveniência”, Katia Bellas traz para o Outubro Rosa uma reflexão sensível: por que alguns vínculos se rompem em meio à dor, enquanto outros se fortalecem e se transformam em porto seguro?
Katia Bellas | Foto: Divulgação
E nada ilustra isso melhor do que o relato de Ladjane Andrade, diagnosticada com câncer de mama em 2021, aos 38 anos.
“Quando recebi o diagnóstico, o chão parecia desaparecer sob meus pés. O medo, a incerteza e a dor se misturaram em um turbilhão difícil de descrever. Mas foi nesse momento que percebi o verdadeiro poder da rede de apoio que me cercava. Minha família esteve comigo em cada etapa, meus amigos me fizeram sentir muito amada, e médicos e psicólogos cuidaram da minha saúde física e emocional. Também encontrei no Instituto Doses de Amor um espaço de acolhimento onde mulheres compartilham não só dores, mas vitórias, sorrisos e fé. Algumas pessoas se afastaram, mas conheci pessoas incríveis, anjos que surgiram no caminho e me deram forças nos dias mais difíceis. Hoje, olhando para trás, sei que a minha cura não veio apenas dos tratamentos médicos, mas desse conjunto de mãos estendidas, palavras de afeto e presenças reais. A rede de apoio foi meu porto seguro.”
A pesquisa, conduzida por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com apoio da Royal Society e do CNPq, analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2019 e 2023, avaliando mais de 60 milhões de mulheres por ano.
Os pesquisadores observaram que o impacto da vacinação foi consistente mesmo antes da idade indicada para o rastreamento do câncer (25 anos). Segundo o estudo, o imunizante se mostra uma das estratégias mais eficazes de saúde pública para salvar vidas e reduzir desigualdades no acesso à saúde.
“O impacto observado no Brasil confirma que a vacinação contra o HPV é eficaz não apenas em países de alta renda, mas também em contextos com recursos limitados. Esse é um passo fundamental rumo à eliminação global do câncer do colo do útero”, afirmam os autores, Thiago Cerqueira-Silva, Manoel Barral-Netto e Viviane Sampaio Boaventura, da Fiocruz Bahia.
Crianças e adolescentes com idade até 15 anos já podem atualizar a caderneta. Mais de 6,8 milhões de doses vacinas serão disponibilizadas.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
Crianças e adolescentes com idade até 15 anos já podem atualizar a caderneta nacional de vacinação. Até o dia 31 de outubro, todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação 2025 estarão disponíveis em todo o país.
Segundo o Ministério da Saúde, neste mês das crianças foram disponibilizadas mais de 6,8 milhões de doses, além do repasse de R$ 150 milhões às gestões de saúde locais, para organização das ações nos territórios.
Durante o lançamento da campanha de 2025, no início do mês, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a segurança e a eficácia das doses utilizadas no país para o controle de doenças preveníveis pela vacinação.
“Quero relembrar aos pais e mães que eles só não tiveram paralisia infantil, só não tiveram meningite, só não tiveram doenças extremamente graves porque, um dia, seu pai e sua mãe enfrentaram situações muito mais difíceis do que hoje para te vacinar – numa época em que as vacinas não estavam todos os dias nas unidades básicas de saúde e, muitas vezes, só chegavam no dia da campanha nacional daquela doença”, disse o ministro.
Agora, foram disponibilizadas doses das vacinas:
BCG
Hepatite B
Penta (DTP/Hib/HB)
Poliomielite inativada
Rotavírus
Pneumocócica 10 valente (conjugada)
Meningocócica C (conjugada) / Meningocócica ACWY (conjugada)
Confira quantos casos foram registrados e como está a situação da Bahia nesse cenário
João Valério/Governo do Estado de SP
O Ministério da Saúde divulgou, no domingo (5), um novo boletim sobre os casos de intoxicação por metanol no Brasil. De acordo com o documento, o número de notificações chegou a 225, sendo que 209 são casos suspeitos e 16 foram confirmados.
Apesar do aumento nos números de notificações, a lista de estados com que registraram suspeitas de envenenamento pelo produto tóxico caiu para 13. A Bahia, que havia registrado dois casos suspeitos, e o Espírito Santo saíram do grupo, após descartar a possibilidade de intoxicação.
Já o Ceará, neste fim de semana, registrou sua primeira suspeita. A maioria dos casos foi registrado em São Paulo, que teve 14 confirmações da intoxicação e 178 casos seguem sob investigação.
Dos 225 casos notificados, 15 investigações tratam sobre mortes suspeitas, mas, até o momento, apenas duas mortes foram confirmadas que ocorreram pela intoxicação.
Bahia descarta casos
A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) descartou, após exames laboratoriais, que ambos os casos suspeitos na Bahia foram descartados. Os casos se tratavam de um homem que morreu em Feira de Santana, e de uma mulher que havia sido internada em Salvador.
A confirmação do descarte dos casos foi feita pela secretária de saúde, Roberta Santana, durante reunião para abordar a atuação e combate contra a intoxicação por metanol. Participaram desta reunião o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems-BA), o Departamento de Polícia Técnica (DPT), a Polícia Civil, além das secretárias municipais de Saúde e vigilâncias sanitárias de Salvador e Feira de Santana.
A Bahia ainda recebeu um carregamento de 90 ampolas e etanol farmacêutico, principal medicamento usado no combate de intoxicação por metanol. Os remédios foram distribuídos pelo Ministério da Saúde, como forma de prevenção e combate a crise de saúde.
Especialista em Educação Física do CEUB revela que esse músculo ajuda a reduzir inchaços, evitar cãibras e prevenir a trombose
Muitas vezes esquecida nos treinos, a panturrilha exerce função vital para a circulação e vai muito além da estética. Conhecida como o “segundo coração” do corpo humano, ela atua como uma bomba que ajuda a impulsionar o sangue de volta ao peito, podendo ser decisiva na prevenção de varizes, trombose e até problemas cardiovasculares. A professora de Educação Física do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Leandra Batista, revela os impactos dessa musculatura sobre a circulação sanguínea e a saúde vascular.
Segundo Leandra, não fortalecer a musculatura da panturrilha pode gerar consequências que vão muito além do desconforto estético. Entre elas, a insuficiência venosa periférica, edemas nos pés e tornozelos, sensação de peso nas pernas ao final do dia e até maior risco de varizes e trombose venosa profunda. A imobilidade prolongada em viagens, longos períodos sentado ou hospitalização intensificam esse risco. “Uma panturrilha ativa diminui o inchaço, reduz cãibras noturnas e contribui diretamente para a saúde vascular”, ressalta a professora.
Se engana quem pensa que trabalhar a panturrilha interessa apenas a atletas ou fisiculturistas. De acordo com a professora de Educação Física do CEUB, o fortalecimento dessa musculatura é fundamental para trabalhadores sedentários ou que permanecem horas em pé, e para idosos, que sofrem com a perda natural de massa muscular. “Trata-se de um cuidado que garante autonomia, equilíbrio e previne quedas, além de proteger contra problemas circulatórios”, explica.
Como fortalecer?
A panturrilha é formada em grande parte por fibras de contração lenta, resistentes à fadiga, ideais para atividades de longa duração, como caminhar. Por isso, caminhar apenas não é suficiente para garantir hipertrofia. “Para fortalecer de verdade, é preciso incluir exercícios com maior intensidade, amplitude de movimento e, em alguns casos, sobrecarga. A orientação de um profissional faz toda a diferença para adaptar o treino a cada pessoa”, recomenda Leandra.
O fortalecimento pode ser feito de forma segura e eficiente com exercícios simples de elevação de calcanhar, realizados em pé, sentado ou em aparelhos específicos de academia. A especialista recomenda atenção ao controle do movimento, sobretudo na fase de descida. “Além dos treinos, hábitos cotidianos ajudam a ativar a chamada “bomba da panturrilha”, como caminhar alguns minutos a cada hora, realizar pequenas elevações na ponta dos pés durante o dia e elevar as pernas acima do coração ao final da jornada”, acrescenta a docente do CEUB.
Acrescente exercícios à sua rotina ou ao seu treino:
Elevação de calcanhar em pé Fique de pé, apoie-se em uma parede ou cadeira, e suba na ponta dos pés. Segure 2 segundos e desça devagar. Repita 3 séries de 15 a 20 repetições.
Elevação de calcanhar sentado Sente-se em uma cadeira, apoie os pés no chão e levante apenas os calcanhares, mantendo as pontas dos pés fixas. Ideal para trabalhar o músculo sóleo, profundo e essencial para resistência.
Degrau ou step Faça o movimento de subir na ponta dos pés em cima de um degrau, deixando o calcanhar descer bem antes de subir novamente. Esse alongamento extra dá mais eficiência ao exercício.
Leg press Na posição de leg press, empurre a plataforma apenas com a ponta dos pés, levantando e abaixando os calcanhares. Excelente para ganhar força com sobrecarga controlada.
O médico Cláudio Birolini explicou que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofre crises recorrentes de soluços que podem provocar reflexos de vômito. Ele acompanha Bolsonaro desde a última cirurgia abdominal, realizada em abril deste ano.
– Ele persiste com crises de soluços, mais intensas quando se exalta ou fala muito. O vômito ocorre de forma reflexa quando as crises ficam muito fortes, e auxilia na interrupção dos soluços. Estamos insistindo em tratamento medicamentoso para controle e profilaxia dessas crises. Não tem uma causa definida – explicou Birolini ao jornal O Globo.
Pessoas próximas relataram que Bolsonaro tem se mostrado abatido nos últimos dias. A família chegou a cogitar internação na segunda-feira (30), após pelo menos quatro episódios seguidos de vômito. Birolini passou a noite em sua casa e descartou hospitalização imediata.
No dia seguinte, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse que os soluços haviam dado uma “trégua” e agradeceu pelas orações recebidas.
Apesar da fragilidade, Bolsonaro tem recebido aliados em sua residência no Jardim Botânico. Entre os que já o visitaram estão Tarcísio de Freitas, Caroline de Toni, Esperidião Amin, Magno Malta e Delegado Caveira.
Além dessas visitas, a defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para que Bolsonaro receba também Valdemar Costa Neto, Sóstenes Cavalcante, Márcio Bittar e Gilson Machado Neto. A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes.