Intervenção faz parte do pacote de investimentos da Secretaria Municipal de Saúde que contempla 40 unidades na rede municipal

Fotos: Renata Leite

A Unidade de Saúde da Família (USF) Rocinha I está de cara nova. O espaço passou por uma ampla reforma que proporcionou mais conforto aos usuários e melhores condições de trabalho aos profissionais. As melhorias incluem pintura, nova fachada, instalação de ar-condicionado na sala de vacina, substituição de mobiliário e bebedouro, além da revisão dos sistemas elétrico e hidráulico e troca do piso de acesso à unidade.

A médica Beatriz Cavalcanti, que atua na unidade, ressaltou o impacto positivo das mudanças. “É um novo espaço para acolher os nossos usuários, com mais conforto tanto para eles quanto para nós, profissionais”, destacou.

Na manhã desta quarta-feira (8), a dona de casa Denise Santana da Silva, 27 anos, levou a filha Miriam, de 6, para atualizar a caderneta de vacinação e se surpreendeu com o resultado. “Temos uma nova unidade!”, comemorou.

INVESTIMENTOS NA REDE DE SAÚDE

A reforma da USF Rocinha I integra o pacote de investimentos executado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que prevê melhorias em 40 unidades de bairros e distritos de Feira de Santana.

De acordo com o secretário de Saúde, Rodrigo Matos, a requalificação dos equipamentos é uma das principais prioridades da gestão. “As condições estruturais das unidades estavam entre as maiores queixas da comunidade, e por isso priorizamos esse investimento. São reformas que devolvem dignidade — algumas, praticamente novas, como as unidades de saúde da Fonte do Lili e do Oyama Figueiredo, já entregues à população”, afirmou.

O secretário enfatizou ainda que as intervenções visam garantir mais conforto e qualidade no atendimento aos usuários do SUS, além de melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde.

Com informações da Secretária Municipal de Comunicação (Secom)


O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) derrubou nesta terça-feira (7) uma decisão liminar que tinha suspendido o andamento de um edital do curso de Medicina do campus de Caruaru da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O certame é voltado para a seleção de 80 alunos pertencentes ao público-alvo do Programa Nacional de Educação para Áreas de Reforma Agrária (Pronera), que inclui pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Pelas regras do edital, estão aptos a se candidatar ao processo: assentados da reforma agrária e integrantes de famílias beneficiárias do Crédito Fundiário; educandos egressos de cursos de especialização promovidos pelo Incra; educadores que exerçam atividades voltadas às famílias beneficiárias; acampados cadastrados pelo instituto; e quilombolas.

Uma ação popular questionava a validade da Resolução do Conselho Universitário da UFPE e a legalidade do edital. Os autores alegavam que a universidade teria extrapolado sua autonomia e que o método de seleção geraria tratamento discriminatório e depreciativo. Entre os nomes que encabeçavam a ação está Tadeu Calheiros (MDB), vereador do Recife.

– Vamos recorrer da decisão ainda hoje (…). Estamos bastante esperançosos que esse edital vá ser anulado e vamos seguir até a instância que for possível para corrigir esse absurdo – disse.

Há cerca de uma semana, a Justiça chegou a acatar os pedidos de suspensão do edital, concedendo a liminar. Nomes como Calheiros defendem que criar turmas específicas no curso de Medicina feria o “princípio da isonomia”.

A AGU, então, recorreu, defendendo a legalidade da política pública afirmando que se tornava urgente a reversão da decisão, uma vez que o cronograma do certame já está em fase avançada, com previsão de homologação de aplicação das provas em 12 de outubro. A AGU esclareceu, ainda, que a criação da turma especial de Medicina não prejudicaria nenhum candidato regular, já que as 80 vagas seriam suplementares.

*AE
Foto: José Cruz/Agência Brasil


No Outubro Rosa, além da prevenção e do diagnóstico precoce, é fundamental falar sobre o impacto emocional e relacional do câncer.

Foto: divulgação

O diagnóstico de um câncer de mama nunca chega sozinho. Ele vem acompanhado de medos, incertezas e, muitas vezes, do afastamento inesperado de pessoas antes consideradas essenciais. Mas também é nesse terreno árido que brotam laços de afeto, cumplicidade e redes de apoio que se revelam mais fortes do que a própria doença.

A psicóloga, escritora e autora do livro “Amizade ou Conveniência”, Katia Bellas traz para o Outubro Rosa uma reflexão sensível: por que alguns vínculos se rompem em meio à dor, enquanto outros se fortalecem e se transformam em porto seguro?

Katia Bellas | Foto: Divulgação

E nada ilustra isso melhor do que o relato de Ladjane Andrade, diagnosticada com câncer de mama em 2021, aos 38 anos.

“Quando recebi o diagnóstico, o chão parecia desaparecer sob meus pés. O medo, a incerteza e a dor se misturaram em um turbilhão difícil de descrever. Mas foi nesse momento que percebi o verdadeiro poder da rede de apoio que me cercava. Minha família esteve comigo em cada etapa, meus amigos me fizeram sentir muito amada, e médicos e psicólogos cuidaram da minha saúde física e emocional. Também encontrei no Instituto Doses de Amor um espaço de acolhimento onde mulheres compartilham não só dores, mas vitórias, sorrisos e fé. Algumas pessoas se afastaram, mas conheci pessoas incríveis, anjos que surgiram no caminho e me deram forças nos dias mais difíceis. Hoje, olhando para trás, sei que a minha cura não veio apenas dos tratamentos médicos, mas desse conjunto de mãos estendidas, palavras de afeto e presenças reais. A rede de apoio foi meu porto seguro.”

Com informações da assessoria de comunicação


Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A pesquisa, conduzida por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com apoio da Royal Society e do CNPq, analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2019 e 2023, avaliando mais de 60 milhões de mulheres por ano.

Os pesquisadores observaram que o impacto da vacinação foi consistente mesmo antes da idade indicada para o rastreamento do câncer (25 anos). Segundo o estudo, o imunizante se mostra uma das estratégias mais eficazes de saúde pública para salvar vidas e reduzir desigualdades no acesso à saúde.

“O impacto observado no Brasil confirma que a vacinação contra o HPV é eficaz não apenas em países de alta renda, mas também em contextos com recursos limitados. Esse é um passo fundamental rumo à eliminação global do câncer do colo do útero”, afirmam os autores, Thiago Cerqueira-Silva, Manoel Barral-Netto e Viviane Sampaio Boaventura, da Fiocruz Bahia.

Fonte: agência Brasil


Crianças e adolescentes com idade até 15 anos já podem atualizar a caderneta. Mais de 6,8 milhões de doses vacinas serão disponibilizadas.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

 Crianças e adolescentes com idade até 15 anos já podem atualizar a caderneta nacional de vacinação. Até o dia 31 de outubro, todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação 2025 estarão disponíveis em todo o país.

Segundo o Ministério da Saúde, neste mês das crianças foram disponibilizadas mais de 6,8 milhões de doses, além do repasse de R$ 150 milhões às gestões de saúde locais, para organização das ações nos territórios.

Durante o lançamento da campanha de 2025, no início do mês, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a segurança e a eficácia das doses utilizadas no país para o controle de doenças preveníveis pela vacinação.

“Quero relembrar aos pais e mães que eles só não tiveram paralisia infantil, só não tiveram meningite, só não tiveram doenças extremamente graves porque, um dia, seu pai e sua mãe enfrentaram situações muito mais difíceis do que hoje para te vacinar – numa época em que as vacinas não estavam todos os dias nas unidades básicas de saúde e, muitas vezes, só chegavam no dia da campanha nacional daquela doença”, disse o ministro.

Agora, foram disponibilizadas doses das vacinas:

BCG

Hepatite B

Penta (DTP/Hib/HB)

Poliomielite inativada

Rotavírus

Pneumocócica 10 valente (conjugada)

Meningocócica C (conjugada) / Meningocócica ACWY (conjugada)

Influenza

Covid-19

Fonte: Agência Brasil


Confira quantos casos foram registrados e como está a situação da Bahia nesse cenário

João Valério/Governo do Estado de SP

O Ministério da Saúde divulgou, no domingo (5), um novo boletim sobre os casos de intoxicação por metanol no Brasil. De acordo com o documento, o número de notificações chegou a 225, sendo que 209 são casos suspeitos e 16 foram confirmados.  

Apesar do aumento nos números de notificações, a lista de estados com que registraram suspeitas de envenenamento pelo produto tóxico caiu para 13. A Bahia, que havia registrado dois casos suspeitos, e o Espírito Santo saíram do grupo, após descartar a possibilidade de intoxicação.  

Já o Ceará, neste fim de semana, registrou sua primeira suspeita. A maioria dos casos foi registrado em São Paulo, que teve 14 confirmações da intoxicação e 178 casos seguem sob investigação.  

Dos 225 casos notificados, 15 investigações tratam sobre mortes suspeitas, mas, até o momento, apenas duas mortes foram confirmadas que ocorreram pela intoxicação.  

Bahia descarta casos 

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) descartou, após exames laboratoriais, que ambos os casos suspeitos na Bahia foram descartados. Os casos se tratavam de um homem que morreu em Feira de Santana, e de uma mulher que havia sido internada em Salvador.  

A confirmação do descarte dos casos foi feita pela secretária de saúde, Roberta Santana, durante reunião para abordar a atuação e combate contra a intoxicação por metanol. Participaram desta reunião o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems-BA), o Departamento de Polícia Técnica (DPT), a Polícia Civil, além das secretárias municipais de Saúde e vigilâncias sanitárias de Salvador e Feira de Santana.  

A Bahia ainda recebeu um carregamento de 90 ampolas e etanol farmacêutico, principal medicamento usado no combate de intoxicação por metanol. Os remédios foram distribuídos pelo Ministério da Saúde, como forma de prevenção e combate a crise de saúde.  

Informações Bahia.ba


Especialista em Educação Física do CEUB revela que esse músculo ajuda a reduzir inchaços, evitar cãibras e prevenir a trombose

Muitas vezes esquecida nos treinos, a panturrilha exerce função vital para a circulação e vai muito além da estética. Conhecida como o “segundo coração” do corpo humano, ela atua como uma bomba que ajuda a impulsionar o sangue de volta ao peito, podendo ser decisiva na prevenção de varizes, trombose e até problemas cardiovasculares. A professora de Educação Física do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Leandra Batista, revela os impactos dessa musculatura sobre a circulação sanguínea e a saúde vascular.

Segundo Leandra, não fortalecer a musculatura da panturrilha pode gerar consequências que vão muito além do desconforto estético. Entre elas, a insuficiência venosa periférica, edemas nos pés e tornozelos, sensação de peso nas pernas ao final do dia e até maior risco de varizes e trombose venosa profunda. A imobilidade prolongada em viagens, longos períodos sentado ou hospitalização intensificam esse risco. “Uma panturrilha ativa diminui o inchaço, reduz cãibras noturnas e contribui diretamente para a saúde vascular”, ressalta a professora.

Se engana quem pensa que trabalhar a panturrilha interessa apenas a atletas ou fisiculturistas. De acordo com a professora de Educação Física do CEUB, o fortalecimento dessa musculatura é fundamental para trabalhadores sedentários ou que permanecem horas em pé, e para idosos, que sofrem com a perda natural de massa muscular. “Trata-se de um cuidado que garante autonomia, equilíbrio e previne quedas, além de proteger contra problemas circulatórios”, explica.

Como fortalecer?

A panturrilha é formada em grande parte por fibras de contração lenta, resistentes à fadiga, ideais para atividades de longa duração, como caminhar. Por isso, caminhar apenas não é suficiente para garantir hipertrofia. “Para fortalecer de verdade, é preciso incluir exercícios com maior intensidade, amplitude de movimento e, em alguns casos, sobrecarga. A orientação de um profissional faz toda a diferença para adaptar o treino a cada pessoa”, recomenda Leandra.

O fortalecimento pode ser feito de forma segura e eficiente com exercícios simples de elevação de calcanhar, realizados em pé, sentado ou em aparelhos específicos de academia. A especialista recomenda atenção ao controle do movimento, sobretudo na fase de descida. “Além dos treinos, hábitos cotidianos ajudam a ativar a chamada “bomba da panturrilha”, como caminhar alguns minutos a cada hora, realizar pequenas elevações na ponta dos pés durante o dia e elevar as pernas acima do coração ao final da jornada”, acrescenta a docente do CEUB.

Acrescente exercícios à sua rotina ou ao seu treino:

Elevação de calcanhar em pé
Fique de pé, apoie-se em uma parede ou cadeira, e suba na ponta dos pés. Segure 2 segundos e desça devagar. Repita 3 séries de 15 a 20 repetições.

Elevação de calcanhar sentado
Sente-se em uma cadeira, apoie os pés no chão e levante apenas os calcanhares, mantendo as pontas dos pés fixas. Ideal para trabalhar o músculo sóleo, profundo e essencial para resistência.

Degrau ou step
Faça o movimento de subir na ponta dos pés em cima de um degrau, deixando o calcanhar descer bem antes de subir novamente. Esse alongamento extra dá mais eficiência ao exercício.

Leg press
Na posição de leg press, empurre a plataforma apenas com a ponta dos pés, levantando e abaixando os calcanhares. Excelente para ganhar força com sobrecarga controlada.

Fonte: assessoria de comunicação


O médico Cláudio Birolini explicou que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofre crises recorrentes de soluços que podem provocar reflexos de vômito. Ele acompanha Bolsonaro desde a última cirurgia abdominal, realizada em abril deste ano.

– Ele persiste com crises de soluços, mais intensas quando se exalta ou fala muito. O vômito ocorre de forma reflexa quando as crises ficam muito fortes, e auxilia na interrupção dos soluços. Estamos insistindo em tratamento medicamentoso para controle e profilaxia dessas crises. Não tem uma causa definida – explicou Birolini ao jornal O Globo.

Pessoas próximas relataram que Bolsonaro tem se mostrado abatido nos últimos dias. A família chegou a cogitar internação na segunda-feira (30), após pelo menos quatro episódios seguidos de vômito. Birolini passou a noite em sua casa e descartou hospitalização imediata.

No dia seguinte, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse que os soluços haviam dado uma “trégua” e agradeceu pelas orações recebidas.

Apesar da fragilidade, Bolsonaro tem recebido aliados em sua residência no Jardim Botânico. Entre os que já o visitaram estão Tarcísio de Freitas, Caroline de Toni, Esperidião Amin, Magno Malta e Delegado Caveira.

Além dessas visitas, a defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para que Bolsonaro receba também Valdemar Costa Neto, Sóstenes Cavalcante, Márcio Bittar e Gilson Machado Neto. A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes.

*Pleno.News
Foto: Ton Molina/STF


Dr. Renato Chaves explica como o álcool afeta o cérebro e detalha os riscos das bebidas adulteradas

Foto: divulgação

Por Manu Pilger

O consumo de bebidas alcoólicas, hábito comum em diferentes contextos sociais, pode trazer sérias consequências para a saúde do cérebro. Em entrevista ao Programa Rotativo News, o neurocirurgião Dr. Renato Chaves destacou os efeitos tóxicos do álcool nos neurônios e fez um alerta ainda mais grave: o risco de adulterações com substâncias como o metanol, que podem levar à cegueira e até à morte.

Como o álcool age no cérebro

Segundo o especialista, o álcool atinge diretamente as células neuronais, comprometendo o equilíbrio, a coordenação motora e podendo provocar sintomas semelhantes à labirintite, já que o cerebelo é uma das áreas mais afetadas.

“Agudamente, esses efeitos podem ser reversíveis. No entanto, o uso crônico leva à diminuição de vitaminas essenciais, como a B12, à atrofia cerebral e até a lesões na medula, comprometendo movimentos e funções neurológicas”, explicou.

Com o passar do tempo, o consumo frequente também resulta na morte irreversível de neurônios, gerando alterações de memória, dificuldades cognitivas e dependência química, já que o cérebro passa a exigir doses cada vez maiores para liberar dopamina.

O perigo do metanol

O risco aumenta de forma significativa quando há adulteração das bebidas com metanol. De acordo com Dr. Renato, o metabólito dessa substância é o ácido fórmico, altamente tóxico e capaz de causar grande acidez no organismo, afetando principalmente células sensíveis como as da visão e do cerebelo.

“É por isso que os casos de intoxicação por metanol podem levar à cegueira e até à morte”, alertou.

Os sintomas também se diferenciam dos efeitos comuns do álcool.

“Na intoxicação por álcool, os sintomas tendem a desaparecer após 10 ou 12 horas. Já quando persiste a embriaguez, acompanhada de dor de cabeça intensa, alteração da visão, redução do nível de consciência e até arritmias, é preciso suspeitar da presença de metanol”, destacou o médico. Casos graves podem evoluir para cegueira irreversível.

Diagnóstico e tratamento

O especialista explicou que é possível identificar a intoxicação através de exames laboratoriais, mas nem sempre os serviços estão preparados para realizar a dosagem do metanol no sangue.

“Na suspeita clínica, é possível solicitar o exame. Mas, mesmo antes do resultado, o importante é corrigir a acidose metabólica, proteger os rins e o sistema neurológico, além de notificar o caso às agências competentes, já que se trata de notificação compulsória”, reforçou.Efeitos irreversíveis

Dr. Renato também chamou a atenção para os danos permanentes causados pelo metanol:

“O uso crônico de álcool já causa morte irreversível de neurônios, levando à atrofia cerebral. Com o metanol, os danos são ainda mais severos, porque seu metabólito gera grande acidez no organismo. Isso atinge especialmente células mais sensíveis, como as da visão e do cerebelo, resultando em sequelas que podem se prolongar no tempo. ”

Atenção redobrada

Por fim, o neurocirurgião deixou uma recomendação clara: “É fundamental que a população esteja atenta aos riscos do consumo excessivo de álcool e, sobretudo, ao perigo das bebidas adulteradas, que podem causar sequelas irreversíveis.”


No Dia Mundial do Idoso especialistas destacam o perfil de uma geração mais ativa e engajada no Brasil

O Brasil vive uma transformação demográfica sem precedentes. Segundo projeções populacionais do IBGE, a população idosa (60+) deverá ultrapassar a de crianças (0 a 14 anos) por volta de 2031. Essa tendência, conhecida como “inversão da pirâmide etária”, já se reflete no presente: de acordo com o Censo 2022, pessoas com 60 anos ou mais representam 15,6% da população brasileira.
Esse cenário revela que envelhecer hoje não significa parar. Os novos 60+ estão mais ativos, cuidam da saúde, praticam atividades físicas, mantêm vida social intensa e, em muitos casos, seguem no mercado de trabalho ou iniciam novos projetos. Para especialistas, o Dia Mundial do Idoso (1º de outubro) é uma oportunidade de ressignificar o envelhecimento e valorizar essa fase da vida.
“A imagem do idoso frágil e dependente não traduz a realidade da maioria. Cada vez mais pessoas chegam aos 60 anos com autonomia, disposição e projetos de vida. Envelhecer é também sobre descobrir novos caminhos e cultivar qualidade de vida, algo que precisa ser valorizado pela sociedade e pelas políticas públicas”, explica a médica geriatra Dra. Polianna Souza, cofundadora do canal Longidade.


Esse movimento também se reflete no comportamento. Muitos idosos continuam empreendendo, ocupando cargos em empresas, investindo em estudos ou se dedicando a causas sociais. “O idoso de hoje não aceita mais o rótulo de que envelhecer é o fim. Ao contrário: essa é uma fase de potência. Eles querem aproveitar oportunidades, viajar, aprender coisas novas, manter a vida social e, principalmente, sentir-se úteis e produtivos”, afirma Jotta Junior, especialista comportamental, membro da Neurobusiness Society e cofundador do Longidade.
Do ponto de vista psicológico, o envelhecimento também traz novos desafios e possibilidades. “É fundamental que os idosos encontrem propósito e mantenham vínculos afetivos. A saúde mental nessa fase está ligada ao sentimento de pertencimento, à autonomia e à capacidade de continuar sonhando. O idoso que se sente ativo emocionalmente enfrenta melhor as mudanças naturais da idade e encontra mais bem-estar na vida cotidiana”, destaca o psicólogo Francisco Carlos Gomes, cofundador do Longidade.
Para os especialistas, o Dia Mundial do Idoso é uma oportunidade de ressignificar a longevidade, mostrando que a maturidade pode ser vivida com saúde, engajamento e autonomia.