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Em entrevista ao programa Rotativo News, nesta segunda-feira (30), a psicóloga Lismara Moreira trouxe reflexões contundentes sobre a saúde mental masculina e os desafios que ainda cercam o tema. Segundo Lis, o principal obstáculo é o estigma social, que ainda impõe aos homens a necessidade de parecerem “fortes” e inabaláveis — o que os leva a reprimir emoções e a evitar a busca por ajuda profissional.

“Desde pequenos, os homens são ensinados a não chorar, a não demonstrar sentimentos. Isso gera um acúmulo emocional perigoso, que pode se manifestar em doenças ou até em comportamentos violentos”, alertou a psicóloga.

Lis explicou que, ao contrário das mulheres, que costumam extravasar suas emoções de formas menos autodestrutivas, como conversar com amigas ou cuidar da própria aparência, muitos homens acabam recorrendo ao álcool ou à pornografia para tentar aliviar suas angústias. A especialista destacou ainda que a sociedade precisa incentivar os homens a falar sobre seus sentimentos: “Não existe força sem organização emocional. Para ser um bom marido, um bom pai ou um bom profissional, o homem precisa conhecer suas emoções e lidar com elas. ”

Outro ponto importante abordado na entrevista foi o papel das mulheres, esposas, namoradas, mães ou amigas, em perceber sinais de sofrimento e estimular os homens a buscar ajuda especializada. Lis ressaltou que muitas vezes, é essa figura próxima que se torna a chave para que o homem aceite iniciar um tratamento: “Naquele momento, ele não é apenas o marido ou companheiro, é um ser humano que precisa de suporte. ”

A psicóloga também chamou atenção para a influência das redes sociais na saúde mental masculina, principalmente quando o homem já está emocionalmente desorganizado. Ela explicou que imagens sexualizadas podem gerar frustrações, comparações e afastamento dentro dos relacionamentos, além de agravar quadros de baixa autoestima ou compulsões.

“É essencial promover o diálogo no relacionamento, criar intimidade e entender o que falta, para que o homem não busque fora de casa aquilo que poderia encontrar em um relacionamento saudável”, enfatizou Lis.

A entrevista reforçou a importância de quebrar o tabu que ainda envolve a saúde mental dos homens e de promover ambientes de acolhimento para que eles possam se expressar sem medo de julgamentos. “O silêncio do homem pode parecer força, mas, na verdade, é um pedido de ajuda disfarçado”, concluiu a psicóloga.


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Durante os festejos juninos de 2025, o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, registrou um aumento de 32% nos atendimentos de vítimas de acidentes relacionados ao trânsito, em comparação com o mesmo período do ano passado. O levantamento da unidade considerou os atendimentos realizados entre os dias 19 e 24 de junho.

Neste ano, foram contabilizados 93 atendimentos por acidentes com veículos — em 2024, esse número foi de aproximadamente 70 ocorrências. Das situações registradas, 75 envolveram motocicletas, 12 foram atropelamentos e 6 acidentes automobilísticos. O balanço também apontou um aumento expressivo nos casos de agressões físicas, muitas delas provocadas por brigas em municípios vizinhos.

Além da alta nos atendimentos por traumas, o hospital atendeu dois casos de queimaduras durante o período junino. Vale lembrar que o HGCA não é unidade de referência para queimados, realizando apenas o primeiro atendimento e, quando necessário, transferindo os pacientes para hospitais especializados como o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ) ou o, Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador.

A diretora-geral do HGCA, que esteve de plantão durante todo o período do São João, acompanhando de perto o funcionamento da unidade, reforçou a importância do planejamento para garantir a assistência à população mesmo diante do aumento da demanda.

“O Clériston Andrade é o maior hospital do interior da Bahia e está em um ponto de ligação entre diversas regiões. Com o aumento no fluxo de pessoas nas estradas e nas cidades durante os festejos, era esperado que houvesse maior número de ocorrências, e infelizmente isso se confirmou. Tivemos muitos casos envolvendo motociclistas e também agressões físicas. Por isso, reforçamos o pedido de que haja mais fiscalização e ações preventivas, para que os festejos continuem sendo uma celebração e não terminem em tragédia. Quero também agradecer à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que esteve presente e nos deu todo o suporte necessário durante esse período,” declarou a diretora-geral Cristiana França.

A direção também destacou o empenho de toda a equipe do HGCA, que se manteve mobilizada em regime de plantão, garantindo atendimento humanizado e resolutivo para a população de Feira de Santana e região.

Assessoria de Comunicação – Hospital Geral Clériston Andrade


Medida da Anvisa busca frear uso indiscriminado de medicamentos usados contra diabetes e obesidade

Ozempic

Ozempic Crédito: Shutterstock

A partir desta segunda-feira (23), medicamentos com ação análoga ao GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, só poderão ser comprados nas farmácias mediante retenção da receita médica. A exigência foi estabelecida pela Anvisa em abril com o objetivo de coibir o uso sem orientação profissional e fora das indicações previstas nas bulas.

A nova regra vale para medicamentos de tarja vermelha, que já exigem prescrição médica, mas que vinham sendo adquiridos com facilidade sem a devida receita. Agora, esses fármacos seguirão os mesmos critérios aplicados aos antibióticos: a receita médica será obrigatoriamente retida na farmácia.

Nos casos de tratamentos prolongados, será permitido o uso da mesma prescrição por até 90 dias, desde que o médico detalhe a posologia mensal. O farmacêutico não poderá aceitar documentos com prazo de validade vencido, conforme as diretrizes da agência.

Apesar da mudança, a Anvisa esclarece que médicos continuam tendo liberdade para prescrever os remédios em situações não previstas na bula, o chamado uso off-label, desde que entendam que os benefícios superam os riscos. As indicações oficiais dos medicamentos são para o tratamento de diabetes tipo 2, mas eles também vêm sendo utilizados contra obesidade sob orientação médica.

A decisão foi tomada diante do aumento do consumo irregular dos chamados agonistas do GLP-1 para fins estéticos, o que gerou preocupação entre autoridades de saúde. Segundo a Anvisa, esses medicamentos ainda são considerados novos e o perfil de segurança a longo prazo não é totalmente conhecido. A agência informou que, até setembro de 2024, 32% dos efeitos adversos notificados relacionados à semaglutida no Brasil estavam ligados a usos não autorizados, número muito acima da média global de 10% apontada pela OMS.

“Chama a atenção que a pancreatite correspondeu a 5,9% das notificações para a semaglutida no Brasil, mais que o dobro da porcentagem na base global, que foi de 2,4% das notificações para o mesmo princípio ativo até o final de setembro de 2024”, destacou a Anvisa no processo que embasou a decisão.

Entidades médicas como a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), além de sociedades de endocrinologia e diabetes, apoiaram a nova regra por meio de uma carta aberta. “A compra irregular para automedicação coloca em risco a saúde das pessoas e dificulta o acesso de quem realmente precisa de tratamento”, afirmaram as instituições.

Informações Correio


Infecção causada por vírus, o herpes genital não tem cura, mas pode ser controlado com antivirais. Veja sintomas, formas de contágio e como se proteger.

O que se sabe sobre a herpes genital — Foto: Reprodução/Canva Pro

O que se sabe sobre a herpes genital — Foto: Reprodução/Canva Pro 

O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por vírus. Existem dois tipos de vírus: HSV-1, mais comum na boca, mas que também pode afetar a região genital; e HSV-2, geralmente associado ao herpes genital. A infecção é permanente, mas os sintomas podem aparecer em surtos intermitentes. 

Quais são os sintomas do herpes genital?

Os principais sintomas incluem: 

Muitas pessoas podem não apresentar sintomas visíveis, o que favorece a transmissão do vírus sem saber. 

Como o vírus é transmitido?

A transmissão ocorre por contato direto com a pele ou mucosas durante relações sexuais — incluindo oral, vaginal e anal. Mesmo sem sintomas, a pessoa infectada pode transmitir o vírus. Herpes oral também pode infectar a região genital e vice-versa. 

Tem cura? Como é o tratamento?

Não existe cura para o herpes genital, mas é possível controlar os sintomas com medicamentos antivirais, como o aciclovir. Esses remédios ajudam a reduzir a duração dos surtos, aliviar os sintomas e diminuir o risco de transmissão. 

É possível prevenir o herpes genital?

Sim. Algumas formas de prevenção incluem: 

Gravidez e riscos para o bebê

Se a gestante tiver um surto ativo próximo ao parto, há risco de transmissão para o bebê, o que pode ser muito grave. Por isso, é fundamental o acompanhamento médico durante toda a gestação. 


Informações G1


Lote W07310 da toxina botulínica da Dysport foi suspensa após um comunicado da Beaufour Farmacêutica, informou a agência em comunicado

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Avisa) determinou nesta sexta-feira (30) a apreensão do lote W07310 da toxina botulínica, também conhecida como botox, Dysport, após ter identificado que o carregamento não havia sido produzido pela fabricante do produto e, portanto, trata-se de um medicamento falsificado.

Segundo matéria do InfoMoney, a suspensão atinge apenas o lote falsificado e proíbe seu armazenamento, comercialização, distribuição, exportação, fabricação, importação, propaganda, transporte e uso de qualquer produto que o tenha como componente.

“A medida foi motivada após um comunicado da Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., em que a empresa, detentora do registro do medicamento, informou que desconhece a originalidade do lote W07310 do produto DYSPORT”, diz a Anvisa.

Em nota, divulgada pela autarquia após a apreensão, é reforçado que os produtos do lote não devem ser utilizado “em hipótese alguma, já que seu conteúdo e origem são desconhecidos”. Destaca também que a falsificação e o comércio de medicamentos falsificados são crimes tipificados no Código Penal.

Informações Bahia.ba


Foto: Rotativo News

Nesta quinta-feira, 29 de maio, data em que se celebra o Dia Mundial da Saúde Digestiva, a médica Julian Galvão chama atenção para um problema que atinge milhares de brasileiros e que muitas vezes é negligenciado: a esofagite.

Em entrevista ao programa Rotativo News, da Sociedade News FM, Julian esclareceu as principais dúvidas sobre essa inflamação no esôfago, que pode comprometer a saúde e o bem-estar quando não tratada adequadamente.

“A esofagite é uma inflamação da mucosa do esôfago, o tubo que conecta a boca ao estômago. Em muitos casos, ela é causada pelo refluxo gastroesofágico, que é quando o conteúdo ácido do estômago volta para o esôfago, irritando a parede desse órgão”, explicou a médica.

Sintomas frequentes e sinais de alerta

Entre os sintomas mais comuns da esofagite estão a azia, dor ao engolir, sensação de queimação no peito, gosto amargo na boca e até dor no estômago. Em quadros mais graves, pode haver sangramento, úlceras ou estreitamento do esôfago.

“É muito comum as pessoas acharem que azia é algo normal do dia a dia e tomarem remédios por conta própria. Mas, quando isso se torna frequente, o ideal é procurar um especialista. A automedicação pode mascarar sintomas importantes e retardar o diagnóstico de condições mais sérias”, alerta Julian.

Alimentação, hábitos e tratamento

A médica também destaca que hábitos alimentares inadequados são grandes vilões. Excesso de café, frituras, bebidas alcoólicas, chocolate e alimentos muito condimentados favorecem o refluxo e a inflamação.

“Além da alimentação, fatores como obesidade, tabagismo, estresse e uso contínuo de certos medicamentos também podem contribuir para o surgimento da esofagite”, explica.

O tratamento inclui mudanças na alimentação, uso de medicamentos para reduzir a acidez estomacal e, em casos mais severos, acompanhamento com gastroenterologista e endoscopia.

Prevenção é o melhor caminho

“Cuidar da saúde digestiva é uma forma de prevenir não só a esofagite, mas outras doenças do trato gastrointestinal. A mensagem para hoje é clara: ouvir os sinais do seu corpo e procurar atendimento médico é um ato de autocuidado e prevenção”, finaliza Julian Galvão.


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Conselho Federal de Medicina reconhece procedimento em jovens a partir de 14 anos com obesidade grave; especialista detalha avaliação, riscos e cuidados no pós-operatório

O Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou recentemente as regras para a realização de cirurgia bariátrica em adolescentes. Agora, o procedimento está autorizado para pacientes a partir de 14 anos de idade, desde que apresentem obesidade grave — definida por um índice de massa corporal (IMC) maior que 40, associado a complicações clínicas importantes — e que haja avaliação de uma equipe multidisciplinar e o consentimento dos responsáveis legais.

Para entender melhor essa nova resolução, o programa Rotativo News, apresentado por Emanueli Pilger, conversou nesta quarta-feira (28) com o médico cirurgião Dr. João Victor do Vale. Ele explicou que a mudança é um marco no tratamento da obesidade grave em adolescentes, mas exige atenção redobrada.

“A cirurgia bariátrica em adolescentes é uma alternativa segura e eficaz para casos muito específicos. Mas não é uma decisão simples. Ela só pode ser considerada após uma avaliação criteriosa da equipe médica, que envolve endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos, psiquiatras e o cirurgião responsável”, explicou

Critérios para avaliação e indicação

De acordo com o cirurgião, alguns critérios são fundamentais para definir a necessidade da cirurgia em adolescentes:

Riscos e benefícios

Embora seja uma ferramenta eficaz para o controle do peso e melhora das doenças associadas, a cirurgia bariátrica em adolescentes apresenta riscos que devem ser discutidos com clareza.

Segundo o médico, “o principal benefício é o controle precoce das comorbidades que, se não tratadas, podem impactar a saúde ao longo da vida. Mas existem riscos cirúrgicos, como sangramento, infecções, trombose e deficiência de nutrientes após a operação”.

Papel da equipe multidisciplinar

A decisão sobre a cirurgia bariátrica em adolescentes não cabe apenas ao cirurgião. Dr. João Victor destacou que o papel da equipe multidisciplinar é essencial: “São profissionais que avaliam o grau de obesidade, as doenças associadas, as questões emocionais e comportamentais. Isso garante que a cirurgia só ocorra quando realmente for a melhor opção e que o paciente tenha suporte antes e depois da operação. ”

Complicações clínicas e o pós-operatório

Entre as complicações clínicas mais comuns que justificam a cirurgia, estão diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemias (colesterol e triglicerídeos elevados), apneia obstrutiva do sono e problemas ortopédicos severos. O pós-operatório exige acompanhamento rigoroso.

“No pós-operatório, o adolescente precisa seguir orientações alimentares, suplementar vitaminas e minerais, além de manter acompanhamento psicológico e endocrinológico. O objetivo é garantir que ele tenha uma boa evolução e que não ocorra reganho de peso ou deficiências nutricionais”, concluiu

A nova resolução do CFM representa um avanço no tratamento da obesidade grave, mas também um alerta para que pais, médicos e pacientes compreendam que a cirurgia é apenas parte de um processo que exige comprometimento, diálogo e responsabilidade.


Campanha em Feira de Santana promove triagem e conscientização sobre a Esofagite Eosinofílica

Dificuldade para engolir, queimação, dor ou a sensação de que o alimento ficou preso atrás do peito são sinais que merecem atenção. Muitas vezes confundidos com refluxo, esses sintomas podem estar associados a uma condição ainda pouco conhecida: a Esofagite Eosinofílica (EoE), uma doença inflamatória crônica do esôfago que vem sendo cada vez mais reconhecida no meio médico.

Causada pelo acúmulo anormal de eosinófilos, células de defesa envolvidas em reações alérgicas, a doença pode comprometer significativamente a qualidade de vida e costuma ser diagnosticada tardiamente. Isso porque, segundo especialistas, muitos pacientes se adaptam aos sintomas sem perceber que enfrentam uma condição que exige acompanhamento especializado.

“Dor no peito, sensação de alimento parado, azia que não melhora com o tratamento habitual. São sinais que podem indicar muito mais do que um simples desconforto digestivo”, explica o gastroendoscopista Dr. Fábio Teixeira, credenciado à União Médica. “A Esofagite Eosinofílica ainda é pouco reconhecida, mas seu impacto é real. Com o diagnóstico precoce, conseguimos mudar completamente a trajetória do paciente.”

Como parte do Maio Roxo, mês voltado à conscientização sobre doenças inflamatórias do trato gastrointestinal, e em alusão ao Dia Mundial da Conscientização sobre a EoE, celebrado em 22 de maio, a clínica Gastros, parceira da União Médica, está promovendo em Feira de Santana uma ação especial do projeto EoE Experience, que segue até o dia 18 de junho.

A campanha inclui a instalação de um totem interativo de triagem nas duas unidades da Gastros, permitindo que pacientes com sintomas típicos da doença possam ser identificados e encaminhados para avaliação médica. A iniciativa é acompanhada de um protocolo que envolve gastroenterologistas, endoscopistas e patologistas, desde o acolhimento até o diagnóstico, por meio de biópsias realizadas durante endoscopia.

Entre os sintomas mais frequentes da EoE estão disfagia, dor torácica, azia persistente e impacto alimentar. “Alguns pacientes criam estratégias para aliviar os sintomas, como cortar os alimentos em pedaços muito pequenos ou tomar muito líquido durante as refeições. Mas isso pode mascarar a doença por anos”, alerta Dr. Fábio.

O tratamento pode incluir ajustes na dieta, uso de inibidores de bomba de prótons, corticoides tópicos e, em casos mais graves, dilatação do esôfago. Em situações específicas, medicamentos imunomoduladores também podem ser utilizados com bons resultados.

Mais informações sobre a campanha estão disponíveis em:
www.sanoficonecta.com.br/campanha/pode-ser-eoe

“A informação certa no momento certo pode evitar anos de sofrimento. Por isso, convidamos os pacientes a participarem dessa jornada de cuidado e diagnóstico”, finaliza o especialista.

Assessoria de Comunicação – União Médica


A normativa foi elaborada de forma conjunta pela Anvisa e pelos ministérios da Saúde, da Justiça, e da Agricultura e Desenvolvimento Agrário

Foto: Reprodução/Twitter

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou um projeto interministerial que visa regulamentar o uso medicinal da cannabis no Brasil. A proposta foi protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU) em resposta à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a regulamentação do cultivo e da produção nacional de medicamentos feitos à base da planta, ainda em novembro de 2024.

Segundo matéria do InfoMoney, a normativa foi elaborada de forma conjunta pela Anvisa e pelos ministérios da Saúde, da Justiça, e da Agricultura e Desenvolvimento Agrário. O texto deve ser publicado até setembro e conterá as regras para todas as etapas, do cultivo à distribuição, destacando a urgência em ampliar o acesso aos tratamentos.

O uso de medicamentos à base de cannabis é autorizado no Brasil desde 2015, tendo sido liberado inicialmente apenas o uso por importação. Já em 2019, a Anvisa regulamentou a comercialização no Brasil, mas apenas com insumos estrangeiros. Atualmente, a maioria dos pacientes precisa recorrer à Justiça para obter acesso.

“O alto custo dos produtos medicinais à base de canabidiol no Brasil produz graves iniquidades no acesso aos tratamentos, já que a obrigatoriedade de importar os insumos encarece a produção e os preços”, aponta o plano entregue pela AGU.

De acordo com dados do governo Federal, mais de 670 mil brasileiros utilizam do canabidiol para o tratamento de condições como epilepsia refratária, dor crônica e esclerose múltipla. Desde 2022, o Ministério da Saúde recebeu 820 ordens judiciais exigindo fornecimento dos medicamentos.

Informações Bahia.ba


Emagrecer é, para muitos brasileiros, um verdadeiro desafio — físico, emocional e até social. A ideia de que basta “fechar a boca” ou “ter força de vontade” está cada vez mais ultrapassada. Quem explica isso é o médico Dr. Igor Nery, especialista em emagrecimento, que conversou com o Rotativo News nesta segunda-feira (19) sobre os obstáculos reais enfrentados por quem tenta perder peso, as estratégias de reeducação alimentar e o papel dos medicamentos como aliados no tratamento da obesidade.
Segundo Dr. Igor, há uma série de fatores que dificultam a perda de peso — e grande parte deles está além do controle individual. “O organismo tem mecanismos de defesa contra o emagrecimento. Quando você começa a perder peso, o corpo reage com mecanismos hormonais que tentam recuperar esse peso perdido. É um instinto de sobrevivência”, explica o médico.

Além disso, fatores genéticos, psicológicos, hormonais e o ambiente obesogênico — que estimula o consumo de alimentos ultraprocessados e o sedentarismo — tornam o processo ainda mais desafiador.

Reeducação alimentar: o caminho sustentável

Apesar dos desafios, Dr. Igor Nery reforça que a reeducação alimentar é a base para um emagrecimento duradouro. “Não existe fórmula mágica. Dietas extremamente restritivas podem até funcionar a curto prazo, mas geram efeito rebote. O ideal é criar uma relação mais equilibrada com a comida, priorizando alimentos naturais, comendo com atenção plena e respeitando os sinais do corpo”, afirma. O acompanhamento de profissionais como nutricionistas e psicólogos também é fundamental nesse processo, ajudando o paciente a entender seus hábitos e gatilhos.

O papel dos medicamentos: Semaglutida, Mounjaro e Ozempic

Nos últimos anos, medicamentos como a semaglutida (vendida sob nomes como Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida (conhecida como Mounjaro) têm ganhado destaque no tratamento da obesidade. Essas medicações agem no sistema digestivo e no cérebro, promovendo maior saciedade, menor apetite e melhora no controle da glicose.

“Esses medicamentos revolucionaram a forma como tratamos a obesidade. A semaglutida, por exemplo, tem mostrado resultados significativos, com pacientes perdendo entre 10% e 15% do peso corporal. Já a tirzepatida, por sua vez, vem apresentando eficácia ainda maior, em alguns casos passando de 20%”, destaca o médico.

Dr. Igor, no entanto, alerta que o uso dessas substâncias deve ser sempre supervisionado por um médico, já que existem riscos, contraindicações e efeitos colaterais que precisam ser avaliados individualmente.

Nova exigência da Anvisa: retenção de receita para compra de medicamentos

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma medida que torna obrigatória a retenção da receita médica para a compra de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e similares. A decisão visa aumentar o controle sobre o uso desses medicamentos, especialmente diante do aumento de eventos adversos relacionados ao uso fora das indicações aprovadas.

Com a nova regra, a prescrição médica deverá ser feita em duas vias, e a venda só poderá ocorrer com a retenção da receita na farmácia ou drogaria, assim como acontece com os antibióticos. A validade das receitas será de até 90 dias a partir da data de emissão. A exigência se inicia em 26 de junho de 2025.

Mais saúde, menos preconceito

Para o especialista, é fundamental quebrar o estigma em torno da obesidade. “É preciso parar de enxergar o excesso de peso como uma falha de caráter. Obesidade é uma doença crônica, multifatorial, que merece ser tratada com respeito, ciência e acolhimento”, conclui.

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