Marca representa 44% da população com mais de 18 anos
O Brasil superou nesse sábado (26) a marca de 70 milhões de pessoas imunizadas com a primeira dose das vacinas contra a covid-19, divulgou o Ministério da Saúde. Segundo a pasta, 71,152 milhões de brasileiros receberam a primeira dose. O total equivale a 45% das 158,095 milhões de pessoas com mais de 18 anos no país.
Um total de 25,583 milhões de brasileiros receberam a primeira e a segunda dose da vacina ou a dose única da Janssen, completando o ciclo de imunização. Isso equivale a 16,2% da população vacinável no país e a 36,2% do total de pessoas que receberam a primeira dose.
As informações estão no painel de vacinação do LocalizaSUS , plataforma do Ministério da Saúde que registra o andamento da campanha de imunização contra a covid-19. Os dados estão atualizados até ontem.
Ao todo, 96,736 milhões de doses, distribuídas entre primeira dose, segunda e dose única, foram aplicadas desde o início da vacinação, em janeiro. Nas últimas 24 horas, foram aplicadas 1,158 milhão de doses.
Distribuição
O Ministério da Saúde distribuiu 129,720 milhões de doses às unidades da Federação, desde o início da campanha de imunização. Até a semana passada, o Brasil contava apenas com vacinas de duas doses para conclusão do ciclo vacinal. Eram os imunizantes AstraZeneca, CoronaVac e Pfizer. Desde a última terça-feira (22), no entanto, o Brasil também passou a receber a vacina da Janssen, de dose única.
Mais de 1,8 milhão de doses da Janssen foram antecipadas no contrato de 38 milhões de unidades da pasta com a farmacêutica. As unidades estavam previstas para chegar somente a partir de outubro. Na última sexta-feira (25), mais 3 milhões de doses da Janssen foram doadas pelo governo dos Estados Unidos para a imunização da população brasileira.
Segundo decisão unânime, remédio não atendeu às expectativa da agência
Foto: Marcelo Camargo
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou hoje (22) o pedido de autorização temporária para uso emergencial do medicamento Avifavir (Favipiravir) no tratamento antiviral de pacientes hospitalizados com covid-19. A decisão unânime foi tomada durante a 12ª reunião pública da Diretoria Colegiada (Dicol), nesta terça-feira.
Segundo a relatora, a diretora da agência Meiruze Freitas, o remédio não atende às expectativas da agência quanto aos requisitos mínimos de segurança e eficácia no contexto do uso emergencial.
“A Anvisa deve usar de todas as vias possíveis para fazer com que novos tratamentos estejam disponíveis para os pacientes o mais rápido possível. Entretanto, não se pode autorizar o uso de um medicamento que não demonstrou benefício clínico no tratamento da covid-19 e ainda pode resultar em riscos à saúde dos pacientes”, afirmou Freitas.
A solicitação de autorização de uso emergencial do Avifavir foi feita pelo Instituto Vital Brazil, representante no Brasil do medicamento, fabricado pelas empresas russas API – Technologies LLC e Joint Stock Company Chemical Diversity Research Institute.
Em nota, a Anvisa justificou a decisão afirmando que o medicamento é produzido com matéria-prima ainda não registrada pela agência e que nenhuma outra autoridade regulatória de outros países aprovou o Avifavir para o tratamento da covid-19. Além disso, as áreas técnicas concluíram que as limitações, incertezas e riscos da aprovação do uso emergencial do medicamento superariam os benefícios no eventual tratamento de pacientes.
Pesquisa avaliou relação entre as taxas de suicídio, desemprego e relações familiares na população masculina de 20 países, incluindo Estados Unidos, Espanha, Japão, Reino Unido e Áustria
Homens que participam dos cuidados à família são menos propensos a suicídio (Foto: Anete Lusina/Pexels)
Homens que se dedicam mais aos cuidados familiares têm menor risco de cometer suicídio quando se veem diante de um cenário de desemprego ou instabilidade econômica. É o que conclui um estudo publicado em maio na revista médica Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology.
A pesquisa avaliou a relação entre as taxas de suicídio, desemprego e relações familiares na população masculina de 20 países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), incluindo Estados Unidos, Espanha, Japão, Reino Unido e Áustria.
O levantamento multinacional aponta que, ao contrário do que predizem a maior parte das teorias que tentam explicar por que as taxas globais de suícidio são maiores entre a população masculina, as adversidades econômicas e a consequente ameaça ao papel de “provedor” – historicamente atribuído aos homens – não são capazes de explicar totalmente a vulnerabilidade desse grupo ao ato de tirar a própria vida.
Os resultados foram obtidos a partir de uma investigação multidisciplinar dos dados de assistência familiar reunidos pelo Banco de Dados de Famílias da OCDE, que contém informações sobre 70 indicadores divididos em quatro categorias principais, incluindo estrutura das famílias dos países-membros e sua posição no mercado de trabalho.
Participaram do mapeamento cinco pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento: Ying-Yeh Chen, do Departamento de Saúde Pública da Universidade Nacional Yangming Jiaotong, em Taiwan; Silvia Sara Canetto, do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos; Qingsong Chang, da Escola de Sociologia e Antropologia da Universidade Xiamen, na China; ZiYi Cai e Paul S. F. Yip, ambos da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Hong Kong.
De acordo com a análise, nos países onde os homens relataram ter maior envolvimento com os cuidados à família, taxas de desemprego mais altas não foram associadas a índices mais elevados de suicídio. O oposto, no entanto, foi observado onde esse grupo alegou participar menos dos cuidados familiares: índices de desemprego mais altos foram relacionados a taxas superiores de suicídio, independentemente do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da nação.
Para os pesquisadores, esses dados sugerem que o maior envolvimento dos homens nas atividades familiares pode atuar como um fator protetor contra o suicídio, particularmente em circunstâncias financeiras menos favoráveis. “O trabalho de cuidar da família seria uma forma de o homem diversificar suas fontes de sentido e propósito, bem como seu capital social e redes [de socialização]”, avalia, em comunicado, Silvia Sara Canetto, psicóloga conhecida por suas pesquisas sobre padrões e significados do suicídio em diferentes culturas.
Igualdade de gênero e saúde
Ao mapear se haveria alguma relação entre os índices de seguro-desemprego da OCDE e as taxas de suicídio entre homens, o estudo constatou, ainda, que a disponibilidade do benefício não esteve associada a uma redução desse índice. Por isso, os especialistas sugerem que incorporar programas de apoio mais diversificados às políticas públicas de prevenção ao suicídio focadas nesse público pode ser mais eficaz do que limitá-las a projetos associados a busca por emprego, por exemplo.
Os achados reforçam a relação entre igualdade de gênero e saúde. “Esses resultados são consistentes com a evidência de que onde a igualdade de gênero é maior, o bem-estar, a saúde e a longevidade de homens e mulheres são maiores”, escreveram os cientistas no estudo.
A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, cancelou neste sábado (19) todos os locais de exibição pública da Olimpíada e alguns deles irão se tornar centros de vacinação contra a covid-19.
Torcedores estrangeiros não poderão comparecer aos Jogos, adiados por um ano devido à pandemia, mas o governo e os organizadores de Tóquio 2020 estão há meses adiando a decisão de permitir ou não a presença de espectadores japoneses nos estádios e arenas.
A proibição desses eventos com público ocorre após o governo metropolitano descartar planos de exibição pública da Olimpíada no Yoyogi Park, no centro de Tóquio, que será convertido em um centro de vacinação.
“Acredito que são medidas necessárias, olhando sob várias perspectivas, para uma Olimpíada e uma Paraolimpíada de sucesso”, afirmou Koike a repórteres, após reunião com o primeiro-ministro Yoshihide Suga.
Eles devem conversar na segunda-feira (21) com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Paraolímpico Internacional (CPB).
Fila na UBS Vila Aricanduva para vacinação de pessoas com 54 e 55 anos, na zona leste Imagem: Ana Paula Bimbati/UOL
Embora a orientação de autoridades da saúde seja a de que “a melhor vacina é a disponível”, paulistanos já autorizados a se imunizar contra a covid-19 estão adiando tomar a primeira dose porque o imunizante disponível é o da AstraZeneca, e não o da Pfizer ou a CoronaVac. O UOL presenciou a situação ontem com cerca de 12 pessoas em quatro UBS diferentes.
Essas três vacinas aplicadas atualmente no Brasil foram aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e têm eficácia comprovada contra o coronavírus.
O próprio secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, reforçou recentemente o pedido para que a população não escolha qual vacina tomar. “A melhor vacina que existe é aquela que pode ser aplicada imediatamente e que imuniza as pessoas. Não é hora de as pessoas escolherem a vacina A ou a vacina B”, disse.
Na UBS Vila Santo Estevão, na zona leste da cidade, quatro pessoas passaram de carros por lá, até o momento que a reportagem esteve presente, para saber se a vacina do dia era Pfizer. Com a negativa, seguiam caminho para outro posto.
A empresária Alexandra Bernardi, 54, foi até o AE Mooca (Ambulatório de Especialidade) para receber a primeira dose, mas desistiu quando soube que não havia disponível a CoronaVac ou a da Pfizer. “A gente lê muita coisa sobre os efeitos colaterais, gente morrendo por causa dela [AstraZeneca]”, disse.
A vacina do laboratório britânico AstraZeneca foi desenvolvida em parceria com pesquisadores da Universidade de Oxford. O imunizante foi liberado em março pela Agência Europeia de Medicamentos liberou o uso do imunizante, dizendo que benefícios da vacina superam os riscos. O uso emergencial no Brasil foi autorizado em 17 de janeiro, mesma data da liberação da CoronaVac.
Segundo informação do site da Fiocruz(Fundação Oswaldo Cruz), “podem ocorrer reações temporárias após a vacinação”. Os sintomas mais comuns são: dor de cabeça, enjoo, fadiga, calafrios ou sensação febril, dor muscular e sintomas no local da injeção (como dor, sensação de calor, vermelhidão, coceira e inchaço).
A família de Alexandra já tomou a primeira dose de vacina, algumas receberam a AstraZeneca, mas apesar de não sofrerem nenhum tipo de efeito colateral, a empresária disse que iria refletir sobre a escolha antes de “tomar uma decisão”.
Ela disse que gostaria de tomar a CoronaVac, que, na capital paulista, está sendo reservada para imunizar grávidas. “A Pfizer tem menos efeitos colaterais, mas eu vi que ela é feita com RNA e vi que isso pode trazer problemas.”
A Agência Lupa chegou a checar essa informação e constatou que é falsa. Um texto que circula no Whatsapp diz equivocadamente que a vacina da Pfizer deixa nanopartículas no organismo que provocariam problemas, como a infertilidade.
Nas quatro UBS visitadas, a reportagem ouviu os agentes e enfermeiros orientarem as pessoas sobre possíveis sintomas após a primeira dose. Caso os sintomas permanecessem, os funcionários pediram para que houvesse o retorno ao posto de saúde.
Segundo a pasta da Saúde, a capital tem doses suficientes de vacina para aplicar no público elegível. O município tem:
Os imunizantes da Pfizer, Oxford/AstraZeneca e CoronaVac para a primeira dose de qualquer pessoa do grupo elegível;
Para gestantes e puérperas estão disponíveis exclusivamente os imunizantes da Pfizer e CoronaVac;
Para segunda dose, Oxford/AstraZeneca e Coronavac estão disponíveis dentro dos grupos elegíveis.
Até ontem, segundo a Prefeitura, foram aplicadas na capital, entre a 1ª e 2ª doses, 2.833.444 da CoronaVac; 2.245.400 da Oxford/AstraZeneca; e 858.732 da Pfizer.
O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse, em entrevista ao UOL News, que a escolha de vacina “não é cardápio de utilização“. “Precisamos de vacinas, independentes de qual”.
A partir de hoje, a pesquisadora Lucimara Lucca, 53, também pode tomar a vacina em São Paulo. Ontem ela chegou a ir até a mesma UBS em que esteve Alexandra para saber se havia doses da Pfizer para que já pudesse receber a primeira dose. Como o imunizante disponível era o da Astrazeneca, decidiu voltar nesta sexta-feira.
“Por preferência, queria a Pfizer, mas amanhã tomarei qualquer uma. A gente sabe que os efeitos colaterais são mínimos mas ficamos preocupados”, disse Lucimara.
Na UBS Vila Aricanduva, também na zona leste, outra pessoa de carro passou pelo local e questionou: “Uma fila dessa e é a AstraZeneca?”. E desistiu.
A Secretaria Municipal de Saúde disse que não “recomenda a escolha de um imunizante nem que a vacinação seja atrasada por isso”.
Importante é controlar pandemia, diz imunologista
O biólogo e imunologista, Gustavo Cabral, considera “ridícula” a preferência de pessoas pela vacina da Pfizer e alertou, em entrevista ao UOL News, que neste momento o foco deve ser em controlar a pandemia.
“Isso é ridículo, o que a gente precisa é controlar a pandemia. Com todo o respeito, o que a gente precisa agora é controlar essa pandemia para salvar vidas e poder levar às atividades que mantenham a vida e que evitem mais pessoas passarem fome”, Gustavo Cabral, colunista de VivaBem do UOL.
Em depoimento na CPI da Covid, a microbiologista Natalia Pasternak comparou uma boa vacina com um bom goleiro.
“Como é que a gente sabe que um goleiro é um bom goleiro? A gente olha o histórico dele, que é a eficácia, a frequência com que ele pega a bola. Se ele tem uma boa eficácia nos testes clínicos, ele é um bom goleiro. Mas isso não quer dizer que ele é infalível”, explicou.
A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do prazo de validade da vacina da Janssen contra a covid-19 de três para quatro meses e meio, sob temperatura de 2ºC a 8ºC.
A aprovação ocorre após a publicação da informação de que doses previstas para este mês têm prazo de validade até dia o 27. Um lote de 3 milhões de doses estava previsto para chegar amanhã (14), mas foi adiado.
A decisão respondeu a um pedido da farmacêutica, subsidiária do grupo Johnson & Johnson, protocolado no dia 10 de junho. A Janssen possui autorização para uso em caráter emergencial no Brasil.
Em nota, a Anvisa afirma que a medida foi baseada em “criteriosa avaliação dos dados de qualidade dos estudos que demonstrou que a vacina tende a se manter estável pelo período (4,5 meses) bem como considerou decisão da agência norte-americana (Food and Drug Administration – US FDA), que também aprovou a referida alteração em 10 de junho de 2021”.
Bem no início de sua carreira, Gayatri Devi, neurologista do Hospital Lenox Hill, em Nova York, e seus colegas diagnosticaram erroneamente com Alzheimer uma paciente que estava na menopausa.
Após uma série de tratamentos (o último incluindo estrogênio), a mulher melhorou, e Devi descobriu que os sintomas que ela apresentava inicialmente — perda de memória e desorientação — tinham, na verdade, uma causa muito diferente.
O declínio cognitivo da paciente estava diretamente ligado a uma redução drástica nos níveis de estrogênio, o hormônio cuja produção começa a flutuar e diminuir durante os anos que antecedem a menopausa, que começa oficialmente um ano após a última menstruação.
Foi um ponto de inflexão que levou Devi a investigar um dos sintomas talvez menos conhecidos da menopausa: o nevoeiro mental ou cerebral, que muitas mulheres sofrem sem saber do que se trata.
“Muitas mulheres que passam pela pré-menopausa — o período de sete anos em torno da época em que param de menstruar (o que na maioria dos países ocidentais acontece por volta dos 52 anos) — começam a ter dificuldade para lembrar e encontrar palavras, se concentrar em várias tarefas ao mesmo tempo”, explica Devi à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.
“Elas relatam problemas com a fluência verbal, algo em que geralmente são muito habilidosas”, acrescenta.
Algumas mulheres têm dificuldade de lembrar palavras ou conversas
Em seguida, podem proferir frases com palavras trocadas, ou se referir a objetos que desejam nomear como “aquilo” ou “aquela coisa”.
Essa condição afeta o tipo de memória que as mulheres usam, por exemplo, quando vão à loja e tentam lembrar o que queriam comprar, ou quando contam histórias, ou participam de uma conversa e depois querem recordá-la, explica à BBC News Mundo Pauline Maki, professora de psiquiatria, psicologia e obstetrícia e ginecologia na Universidade de Illinois, em Chicago, e ex-presidente da Sociedade Americana de Menopausa.
É também um problema mais difundido do que se pensava anteriormente.
“Em nossos estudos, encontramos deficiências clinicamente significativas, nas quais 10% das mulheres obtiveram pontuação consideravelmente menor do que o esperado para sua idade”, diz Maki.
“Mas muitas outras apresentam dificuldades mais sutis, no sentido de que sua capacidade de realizar seu trabalho não é afetada, mas percebem as diferenças”, acrescenta.
De acordo com Devi, “cerca de 60% das mulheres na pré-menopausa ou na menopausa vivenciam essas mudanças cognitivas de forma subjetiva, mas quase sempre podem ser corroboradas com evidências”.
Sensibilidade ao estrogênio
Um dos principais problemas é que o cérebro possui receptores de estrogênio, e muitos deles estão localizados no hipocampo, região cerebral que é importante tanto para fixar como para recuperar certos tipos de memória.
O cérebro tem receptores de estrogênio, e é por isso que ele é afetado quando os níveis desse hormônio começam a flutuar
“Ao haver uma queda abrupta de estrogênio durante a menopausa, parte dessa atividade no hipocampo é afetada”, explica Devi.
Estudos em que as participantes haviam removido os ovários (que produzem a maior parte do estrogênio) mostram que a capacidade cognitiva foi recuperada quando receberam estrogênio, diz Maki.
O que significa que nem todas as mulheres perto da menopausa sofrem de nevoeiro mental — termo que o médico britânico Edward Tilt (1815-1893) começou a usar em meados do século 19 para se referir à condição que envolvia os cérebros das mulheres, que não se lembravam onde tinham deixado a bolsa ou como voltar para casa, na menopausa —, já que existem níveis muito diferentes de sensibilidade aos estrogênios.
O impacto das ondas de calor na memória
“Mas não é apenas o estrogênio que é importante. Devemos também considerar outros fatores, como problemas de sono”, diz à BBC News Mundo Rebecca Thurston, professora de psiquiatria da Universidade de Pittsburgh, nos EUA.
“Até 60% das mulheres durante a transição para a menopausa relatam problemas com o sono, e isso está associado à memória e ao funcionamento e estrutura do cérebro”, indica a pesquisadora.
Algumas mulheres sofrem com ‘fogachos’ até os 60 ou 70 anos
A falta de sono interfere nos circuitos de memória, assim como as ondas de calor ou fogachos (o calor intenso que surge repentinamente principalmente no rosto, no pescoço e no peito, e que pode ruborizar a pele e causar transpiração abundante), que em casos extremos pode durar até os 60 ou 70 anos.
Além de ter um impacto profundo no sono (algumas mulheres relatam não só acordar no meio da noite por causa das ondas de calor, como ter que trocar de roupa devido à transpiração), são em si um problema.
“Costumávamos pensar que os fogachos eram sintomas benignos que as mulheres tinham que suportar, mas agora vemos que estão associados ao risco cardiovascular e que são marcadores de doenças de pequenos vasos cerebrais, de menor eficiência conectiva entre (as duas partes do) hipocampo, e mudanças na memória”, afirma Thurston.
Mudanças de humor, ansiedade e depressão, que aumentam durante a pré-menopausa, também afetam a memória.
Tabu e falta de conhecimento
Se é um sintoma que aparece com tanta frequência, é interessante se perguntar por que há tanto desconhecimento sobre sua relação com a menopausa.
“O problema é que isso pode ocorrer em um intervalo de muitos anos, e as mulheres não sabem que estão na pré-menopausa, e também é o tipo de problema que você pode atribuir a outros fatores”, diz à BBC News Mundo Karyn Frick, professora de psicologia da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, nos EUA.
Em uma idade em que as mulheres costumam estar bastante atarefadas — com filhos, carreira e pais idosos — é fácil associar os problemas de memória ao estresse
Imunizantes chegam na terça-feira e serão distribuídas nas capitais
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA, sigla em inglês) aprovou neste sábado (12) o envio de 3 milhões de doses da vacina da Janssen, da Johnson & Johnson, ao Brasil. De acordo com ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, os imunizantes chegarão na terça-feira (15) no país.
O prazo de validade da vacina aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de três meses. A agência reguladora brasileira analisa a possibilidade de ampliar para quatro meses e meio. A decisão de estender a validade foi aprovada pelo FDA na última quinta-feira (10).
Segundo Queiroga, as vacinas serão distribuídas para as capitais por conta da logística e têm validade até o dia 27 de junho, que poderá ser estendido até o dia 8 de agosto caso seja prorrogado pela Anvisa.
“Assim temos mais agilidade em entregar essas doses à população brasileira”, explicou Queiroga. De acordo com ministro, o imunizante assegura 85% de segurança em casos severos de covid-19.
A vacina da Janssen é aplicada em dose única. A previsão é que o imunizante comece a ser distribuído aos estados em 48 horas, ou seja, a partir de quinta-feira (17). O ministro da Saúde informou ainda que houve um desconto de 25% no valor dos imunizantes e que o pagamento acontecerá apenas pelas doses, de fato, aplicadas.
Copa América
Segundo Queiroga, os membros da delegação venezuelana que estão no Brasil para participar da Copa América foram testados positivos para covid-19 estão em quarentena, isolados. Ao todo, oito jogadores e quatro integrantes da equipe permanecerão no país até testarem negativo para a doença.
A competição começa neste domingo (13), a partir das 18h (horário de Brasília), com Brasil e Venezuela se enfrentando no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.
Há suspeita de quatro casos de covid-19 entre jogadores da seleção da Bolívia. No entanto, a Conmembol ainda aguarda os resultados dos exames tipo RT-PCR para confirmar ou não os casos. A seleção boliviana joga contra o Paraguai na segunda-feira, às 18h, em Goiânia.
A prefeitura de Feira de Santana, através da Procuradoria Geral do Município e do Procurador Geral Alberto Moura Pinho, entrou com uma ação na justiça com um pedido liminar no Tribunal de Justiça da Bahia contra o ato do secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas Boas, de negar distribuição de vacinas da Janssen para Feira.
O motivo da ação é a informação divulgada pelo Governo do Estado, de que a Bahia receberá 180.600 (cento e oitenta mil e seiscentas) doses de Vacinas Janssen contra o COVID-19, no entanto, nenhuma dessas doses será destinada para Feira de Santana.
Segundo o governo do estado,
“O quantitativo será destinado 50% para a capital e a outra metade será distribuída proporcionalmente para os demais municípios da região metropolitana de Salvador, além de Santo Amaro, Conde e Saubara. As vacinas serão utilizadas para dar prosseguimento ao plano de vacinação que está sendo executado pelos municípios”, disse o comunicado nas redes sociais.
A alegação da procuradoria é de que o Feira de Santana é o segundo maior município do estado, e precisa também receber doses de vacinas, assim como a capital e outras cidades menores, além de requerer a entrega das vacinas para o município assim que o estado receber as doses da Janssen do Ministério da Saúde.
“Em razão de tal fato, requer a medida liminar determinando a impetrada redistribuir 20.239 (vinte mil e duzentas e trinta e nove) doses da Vacina JANSSEN para o Município de Feira de Santana, assim que o imunizante for entregue pelo Ministério da Saúde ao Governo da Bahia”, diz o pedido de limitar.
A Pfizer anunciou nessa terça-feira (8) que vai começar a testar sua vacina contra a covid-19 em um grupo maior de crianças com menos de 12 anos, após selecionar uma dose menor da vacina em um estágio mais inicial do estudo.
A pesquisa vai envolver até 4.500 crianças em mais de 90 clínicas nos Estados Unidos, na Finlândia, Polônia e Espanha, segundo a empresa.
Considerando segurança, tolerância e a resposta imunológica gerada por 144 crianças em um estudo de fase 1 da vacina de duas doses, a Pfizer disse que irá testar uma dose de 10 microgramas em crianças com idades entre 5 e 11 anos, e de 3 microgramas para o grupo etário entre 6 meses e 5 anos de idade.
Um porta-voz da Pfizer afirmou que a farmacêutica espera os dados para o grupo entre 5 e 11 anos em setembro e que provavelmente solicitará às agências reguladoras a autorização para uso emergencial no mesmo mês. Os dados para crianças entre 2 e 5 anos de idade podem chegar logo depois, disse.
A Pfizer espera ter os dados para o grupo entre 6 meses e 2 anos entre outubro e novembro.
A vacina – desenvolvida em parceria com a empresa alemã BioNTech – foi autorizada para uso em crianças com 12 anos ou mais na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Elas recebem a mesma dose que os adultos: 30 microgramas.
Quase 7 milhões de adolescentes receberam ao menos a primeira dose da vacina nos Estados Unidos, de acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças do país.