O uso indiscriminado de paracetamol para alívio de dores e febre após a vacinação contra covid-19 pode levar a eventos adversos graves, incluindo hepatite medicamentosa e morte. O alerta é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com a Agência, o paracetamol deve ser usado com cautela, “sempre observando a dose máxima diária e o intervalo entre as doses, conforme as recomendações contidas na bula, para cada faixa etária”.
A Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária recomenda aos profissionais de saúde e à população que notifiquem à Anvisa os casos de reações indesejadas após o uso do medicamento.
As principais reações observadas após a vacinação contra covid-19 são febre e dores de cabeça e no corpo, que variam de leves a moderadas. Mas é bom lembrar que esses efeitos devem desaparecer em poucos dias.
Notificação
A ocorrência de quaisquer efeitos indesejados após a utilização de paracetamol e de outros medicamentos deve ser imediatamente registrada por meio do VigiMed, sistema da Anvisa destinado às notificações de eventos adversos, tanto por cidadãos quanto por serviços de saúde. Já as suspeitas de desvios de qualidade (queixas técnicas) referentes a fármacos em instituições de saúde devem ser registradas por meio do Notivisa.
A Anvisa orienta ser de suma importância que a notificação contenha um conjunto de informações, como a identificação detalhada do medicamento suspeito, dados do fabricante, concentração e lote, bem como a dose e o seu tempo de uso.
Atenção ao uso correto
De acordo com a Gerência-Geral de Monitoramento, o paracetamol vem sendo utilizado para aliviar sintomas de eventos adversos pós-vacinais, como febre e dores de cabeça. Entretanto, a utilização incorreta pode causar eventos adversos graves, incluindo hepatite medicamentosa com desfecho fatal, quando o uso é prolongado ou acima da dose máxima diária.
Deve-se ter em mente que para qualquer medicamento existe um risco associado ao seu consumo. Por isso, é fundamental que o produto seja utilizado de forma correta, seguindo as recomendações da bula e as orientações dos profissionais de saúde.
Recomendações
Confira abaixo as informações sobre a dose máxima diária de paracetamol para cada faixa etária, conforme a bula do medicamento:
Adultos e crianças acima de 12 anos: dose máxima de 4 gramas em um dia.
Crianças entre 2 e 11 anos: não devem ser utilizados mais de 50-75 mg/kg em um dia (24 horas).
Para crianças abaixo de 11 kg ou 2 anos ou com menos de 20 kg: consulte o médico antes de usar.
Para mais informações sobre as recomendações de uso dos medicamentos, consulte a bula disponível no Bulário Eletrônico da Anvisa.
Professora cheia de expectativa, Fabiana Moreira, de 37 anos, contava os minutos para tomar a primeira dose contra a Covid-19. Como integrante do grupo de trabalhadores da Educação, acima de 30 anos, ela fez parte dos vacinados na UniFTC, nesta segunda-feira, 24.
“A gente toma essa primeira dose e já fica feliz, uma sensação muito boa. Quando chegar em casa vou marcar no calendário o dia da próxima dose”, disse a professora.
Além deste público-alvo, nascidos em 1964, sem comorbidades, trabalhadores da Limpeza Pública e do Transporte Rodoviário – ambos a partir de 30 anos – e pessoas com comorbidades, a partir de 18 anos, também foram vacinados.
Antes mesmo de abrir os portões, a fila quilométrica já formada foi sendo reduzida pela agilidade dos profissionais de saúde na vacinação, distribuídos em 24 postos de imunização que garantiram o atendimento do público. Mais de 2,7 mil pessoas foram vacinadas até a metade do dia com a vacina da Pfizer. A programação segue até 17h.
O secretário de Saúde, Marcelo Britto, acompanhou todo o processo de imunização e explicou a necessidade de centralizar as vacinas na UniFTC.
“Estamos utilizando uma vacina com características especiais e que precisa de rapidez na aplicação em comparação às outras, pois precisa ser diluída. Neste momento, a nossa equipe está totalmente preparada, porém nas próximas remessas existe a possibilidade de a campanha ser descentralizada”, disse o titular da Saúde.
O Ministério da Saúde e as prefeituras da capital paulista e de Guarulhos estão discutindo ações conjuntas para tentar evitar que novas variantes da covid-19 se espalhem pelo país.
Segundo o Ministério da Saúde, as cidades de Guarulhos, sede do aeroporto internacional mais movimentado do país, e de São Paulo são focos de maior preocupação em relação a uma possível disseminação de mutações do vírus causador da covid-19, em particular, a cepa recentemente identificada na Índia (B.1.617)
Neste sábado (22), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, conversou, conjuntamente, por videochamada, com o prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, e com o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido. Também participaram da conversa técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da coordenadoria de Vigilância em Saúde da capital paulista, além do secretário-executivo da secretaria estadual de Saúde, Eduardo Ribeiro Adriano .
Aparecido apresentou ao ministro o plano de ações municipais para tentar prevenir, identificar e controlar a disseminação de eventuais novas variantes do novo coronavírus na cidade de São Paulo. O plano prevê medidas como a tentativa de identificar pessoas com sintomas da doença em aeroportos, terminais rodoviários e rodovias de acesso a São Paulo. Uma vez identificadas por meio da aferição da temperatura, as pessoas sintomáticas serão testadas e, em caso positivo para covid-19, deverão ser isoladas.
Foto: Vladimir Gerdo/TASS/REUTERS/Direitos Reservados
Os governos da Bahia e do Maranhão apresentaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) novos documentos dentro de um processo de pedido de importação de doses da vacina Sputnik V.
Os dois estados entraram com a solicitação baseados na legislação que permite a importação pelo Brasil, em caráter excepcional, de vacinas permitidas por outras autoridades sanitárias. A Sputnik V já foi autorizada em diversos países, entre eles, a Rússia.
A nova requisição foi apresentada depois que um pedido anterior, feito pelos governos do Maranhão, da Bahia, do Ceará, de Sergipe e de Pernambuco, foi negado pela Diretoria Colegiada da Anvisa em abril. Segundo a diretoria da agência, não houve comprovação de segurança e eficácia, especialmente que não houve evidência de que o adenovírus usado na fabricação do imunizante não teria capacidade de replicação no corpo dos pacientes.
Os representantes da Sputnik V, o Instituto Gamaleya e o Fundo de Investimento Direto da Rússia, questionaram a decisão. Eles afirmaram que há segurança e eficácia e que o imunizante não possui risco de replicação do adenovírus.
Governadores de diversos estados que participaram da negociação das dosesreuniram-se com os responsáveis pela fabricação da vacina para ter mais informações e discutir como atender às demandas da Anvisa, viabilizando a importação.
Nesta quarta-feira, 19, Dia Nacional de Doação de Leite Humano, o Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher) homenageou as mães doadoras e a equipe do Banco de Leite Humano. O prefeito Colbert Filho participou do ato.
“Esse é um importante equipamento municipal, cuja finalidade é salvar a vida de crianças prematuras”, afirmou. Na ocasião, Colbert Filho agradeceu as mulheres que se dispõem em doar o leite excedente para que outras crianças possam crescer saudáveis.
Entre os homenageados, o capitão Leonardo Monte Nero, representando o 2º Grupamento de Bombeiros Militar – 2º GBM, e Vanessa Barros, coordenadora do BLH do Hospital Estadual da Criança e a equipe do BLH do Hospital da Mulher.
A diretora presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, destacou que essa data requer uma atenção especial. “Nós precisamos da solidariedade das mães doadoras. O Hospital da Mulher tem uma taxa de 9% de bebês prematuros, sendo que em média 25 deles se alimentam desse leite, por dia”.
Estoque reduzido
Somente entre janeiro a abril deste ano, 494 recém-nascidos foram alimentados pela doação de leite materno de 633 mães. “A quantidade do nosso estoque ainda está muito abaixo do necessário. Por isso, fazemos um apelo para as mulheres que tenham leite excedente que façam a doação”.
Em 2020, o Banco de Leite Humano do Hospital da Mulher atendeu mais de mil recém-nascidos. Para isso, contou com a solidariedade de 2.031 doadoras. Cada litro de leite materno é capaz de beneficiar dez crianças. Quem quiser doar deve ligar para o telefone (75) 3602-7156 ou 3602-7182.
Com 1.401 doadoras cadastradas, mais de 800 litros de leite doados e 700 bebês beneficiados, o Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Estadual da Criança (HEC) comemora nesta quarta-feira (19) um ano de funcionamento, data marcada também pela comemoração do dia mundial da doação de leite materno.
“Fundamental para o crescimento e desenvolvimento das crianças entre 0 a 6 meses de vida, o leite materno é um alimento completo, além de auxiliar na prevenção de muitas doenças. O BLH do HEC, que neste 1 ano de funcionamento dá seguimento à premissa da Liga Álvaro Bahia de defender a vida das crianças, cumpre com este papel fundamental de incentivo e garantia de oferta do leite humano de forma segura para os recém-nascidos da Bahia”, afirma Brunno Barros, Diretor Médico do HEC.
Inaugurado no contexto de Pandemia e, por isso, “enfrentando diversos desafios”, como afirma Wanessa Ribeiro, coordenadora do BLH, foi preciso algumas readequações para evitar impacto no quantitativo do estoque. “Seguindo as recomendações de distanciamento social da Rede Brasileira de Bancos de Leite e da OMS, adquirimos um telefone móvel para melhorar a comunicação entre o BLH e as doadoras, ampliamos as rotas da coleta domiciliar, com a chegada de um veículo específico para esse fim, dentre outras ações como treinamento com as equipes e cursos com as mães doadoras”, explica a coordenadora.
O BLH do HEC está localizado no térreo, ao lado da recepção geral do hospital, para melhorar o atendimento de todas as mulheres que estejam precisando de apoio em relação à amamentação, que estejam com alguma dificuldade para amamentar ou até que tenham uma produção excessiva de leite e queiram fazer a doação. “Toda mulher saudável e em período de amamentação pode ser doadora de leite materno, independentemente da idade da criança”, acrescenta Brunno Barros.
As mulheres que tenham interesse em atendimento e/ou contribuir com o BLH do HEC podem se dirigir à unidade, das 07h às 19h, todos os dias da semana (incluindo os sábados e domingos), ou entrar em contato pelo (75) 3602-0630 ou (75) 9 9164-0217 para receber orientações de como deve ser feita a doação, sobretudo diante da pandemia. É preciso ressaltar que o leite materno deve ser colocado apenas em recipientes de vidro com tampa plástica.
Além disso, o BLH é abastecido com o serviço da Rota (coleta domiciliar), realizado também conforme o protocolo de combate à COVID-19. Em média, por dia, são atendidas na sala de ordenha do BLH 24 doadoras, além de cerca de oito coletas domiciliares.
O HEC é uma unidade do Governo do Estado da Bahia gerida pela Liga Álvaro Bahia – mantenedora do Hospital Martagão Gesteira.
Émille Cerqueira – Assessora de Comunicação do Hospital Estadual da Criança (75) 99258-3597 / (75) 3602-0355
Anderson Sotero – Assessor de Imprensa Hospital Martagão Gesteira / Liga Álvaro Bahia (71) 99113-2370 / (71) 3032-3770
A procura pela realização do exame RT-PCR, que possibilita o diagnóstico da Covid-19, caiu de 6.652 em março, para 6.415 em abril. Somente este ano foram 23.720 exames realizados. O secretário de Saúde, Marcelo Britto, atribui a redução ao avanço da vacinação contra a doença.
“À medida que a vacinação avança, reduz as chances dessa parcela da população, que recebeu as duas doses, ficarem doentes, afetando na redução da realização do exame. Estamos ansiosos para imunizar toda a população, só assim ficaremos seguros”, explica o secretário de Saúde.
As pessoas que apresentarem sintomas gripais ou da Covid-19 devem se dirigir à uma unidade de saúde, onde será avaliada. Casos de falta de ar ou sintomas mais graves podem ser atendidos nas policlínicas ou Unidades de Pronto Atendimento. O período dos primeiros sintomas é o que determina se será feito o exame PCR ou teste rápido.
Em Feira de Santana são 7 policlínicas, 2 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), drive-thru na sede da Secretaria de Saúde, Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro Social Urbano (CSU) e as Unidades de Saúde da Família Rua Nova I e II, Barroquinha, Corredor dos Araçás e Liberdade I, II e III que realizam o exame PCR – um total de 15 unidades.
“Caso o paciente vá a uma unidade em que não é realizado o PCR, ele será monitorado e agendado para o Drive-thru da Secretaria Municipal de Saúde. É um exame delicado e deve ser feito da maneira mais segura possível para o paciente e o profissional”, acrescentou.
O exame é feito com amostras de secreções respiratórias retiradas do nariz ou garganta por swab – espécie de bastonete gigante. A coleta é feita por profissionais da Saúde. Todos eles com os equipamentos de proteção individual para evitar contaminação.
O PCR comprova a infecção nos dias iniciais. Os critérios para a notificação são determinados pelo Ministério da Saúde, através do relato de sintomas que o paciente apresenta. Todas as orientações para isolamento domiciliar, cuidados respiratórios e entre outros são prestadas nas unidades.
O Ministério da Saúde autorizou mais 212 leitos de suporte ventilatório pulmonar para 13 Unidades da Federação. Serão investidos R$ 3 milhões no custeio parcial dessas estruturas, que ocorrem por meio de pagamentos mensais.
Os leitos foram autorizados para o Distrito Federal e para os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.
Leitos de suporte ventilatório são aqueles utilizados em pacientes que ainda não evoluíram para um quadro grave, que demande a transferência para leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Os leitos foram autorizados para diferentes modalidades de unidades de saúde como hospitais de grande e pequeno portes, pronto-socorro e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Até o momento, foram autorizados 3,3 mil leitos de suporte ventilatório pulmonar. Com a nova modalidade de apoio financeiro dada pelo Ministério da Saúde, o governo federal arca com parte das despesas, com pagamentos mensais.
Com uma média diária de 25 bebês prematuros internados na Unidade de Neonatologia, o Banco de Leite do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher) se esforça para atender essa demanda. É que o estoque do alimento está abaixo do necessário. Por causa da pandemia, a coleta diminuiu. O principal desafio tem sido conscientizar as mães doadoras.
De acordo com a coordenadora do Banco de Leite, Nadja Vieira, a quantidade de leite materno distribuído está sendo maior do que a coleta. O cálculo é feito de acordo com a demanda média dos recém-nascidos que recebem leite no hospital.
“Hoje temos 165 litros disponíveis, sendo que para manter os estoques estáveis deveríamos dispor de no mínimo 200 litros”, afirma a enfermeira que reforça o apelo: “Neste mês coletamos cerca de 40 litros de leite materno, mas foram distribuídos quase 58 litros”.
Apesar da redução nos estoques, a equipe do BLH do Hospital da Mulher percebeu uma maior confiança das mães no processo de doação, uma vez que o número de doadoras ativas se manteve estável. São em média 55 doadoras.
“Tivemos uma perda menor de mães doadoras devido ao acolhimento que é feito a elas e as orientações que são passadas pelo Banco de Leite, desde a importância da coleta adequada, o uso de toucas e máscaras no momento da ordenha e o local apropriado para retirar e armazenar”, avalia Nadja. “Mesmo assim, é necessário a ajuda de mais pessoas para atingirmos nossa meta mensal”.
Toda mulher saudável e em período de amamentação pode ser doadora de leite materno, independentemente da idade da criança. Quem quiser doar deve ligar para o telefone (75) 3602-7156 ou 3602-7182.
A Hipertensão Arterial é uma doença silenciosa, e seus sintomas muitas vezes passam despercebidos. Ter hábitos saudáveis pode controlar a doença e garantir uma melhor qualidade de vida para o paciente. Em Feira de Santana cerca de 26% da população tem diagnóstico.
Em 2019 foram 67.660 hipertensos atendidos pelo Município. Ano passado esse número caiu para 41.005. O Dia Mundial da Hipertensão Arterial, celebrado nesta segunda-feira, 17, pretende alertar para os perigos da falta de acompanhamento.
Segundo a enfermeira referência técnica em Hipertensão Arterial, Isabela Machado, a redução está associada à pandemia da Covid-19. Isso porque muitos pacientes, por pertencerem ao grupo de risco para o vírus, deixaram de procurar atendimento médico.
No entanto, mesmo com a pandemia, o Município continua realizando toda a oferta de serviços, exames e consultas com as especialidades.
“Esses pacientes contam com uma rede de atenção formada por equipes multiprofissionais nas unidades de saúde para o acompanhamento, são enfermeiros, médicos e nutricionistas. Além da oferta de exames e outras especialidades médicas”, afirma Isabela Machado.
Complicações agravadas pela doença, associadas à diabete, podem ser tratadas pelo Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso (CADH).
Evitar o tabagismo, diminuir o consumo de álcool, praticar atividades físicas e utilizar a medicação corretamente – quando o seu uso é contínuo e necessário – são algumas das formas de controlar a hipertensão e garantir uma melhor qualidade de vida para o paciente.