Nesta terça-feira, 21, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) dará continuidade à vacinação contra a Covid-19. A imunização acontece na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos distritos e em 21 Unidades de Saúde da Família (USF) – confira a relação no final da matéria.

ADOLESCENTES

A aplicação da primeira dose para adolescentes a partir de 15 anos (nascidos no ano de 2006) com ou sem comorbidade, acontece na UEFS, das 13h às 17h. É obrigatório que o jovem esteja acompanhado de um adulto responsável, cartão de vacinação (caso possua), além de RG, cartão do SUS e comprovante de residência.

SEGUNDA DOSE PFIZER

Também na UEFS será aplicada a segunda dose da vacina Pfizer, das 8h às 12h, para pessoas com aprazamento até o dia 23 de setembro. Vale salientar que não será possível o adiantamento da vacinação para além dessa data. Somente aqueles que estão no período recomendado, de acordo com a data na caderneta de vacinação, poderão receber a segunda dose.

18 ANOS OU MAIS, GESTANTES E PUÉRPERAS

A primeira dose também será direcionada para jovens de 18 anos (nascidos até 21 de setembro de 2003) ou mais; gestantes e puérperas (até 45 dias pós parto) maiores de 18 anos, nas UBS, nos distritos e em 21 (USF), das 8h às 16h.

É obrigatório apresentar RG, CPF e comprovante de residência no nome da pessoa a ser vacinada, de pai, mãe ou com alguma comprovação de vínculo. Se for aluguel, um documento que comprove a locação.

Nos casos em que a residência está no nome do cônjuge ou ex-cônjuge, é necessário apresentar a certidão de casamento ou divórcio. É exigido para as puérperas e gestantes uma prescrição médica após avaliação individualizada de risco e benefícios.

SEGUNDA DOSE CORONAVAC E OXFORD/ASTRAZENECA

A aplicação da segunda dose das vacinas CoronaVac e AstraZeneca/Oxford, para pessoas que estão no período recomendado, também será nas UBS, nos distritos e em 21 USF, das 8h às 16h.

Para receber a segunda dose é obrigatório levar o cartão de vacina com a comprovação da primeira dose, RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência.

Confira a lista das Unidades Básicas de Saúde (UBSs):

UBS Cassa / Endereço: rua Frei Aureliano Grotamares, S/N, Capuchinhos.

UBS Subaé / Endereço: rua 2ª Travessa Politeama, S/N, Subaé.

UBS Caseb 1 / Endereço: rua Japão, S/N, Caseb.

UBS Caseb 2 / Endereço: rua São Valentin, S/N, Caseb.

UBS Baraúnas / Endereço: rua Petronílio Pinto, 186, Baraúnas.

UBS Irmã Dulce / Endereço: rua Cupertino Lacerda, 1.759, Brasília.

UBS Mangabeira / Endereço: avenida Tupinambá, S/N, Mangabeira.

UBS Serraria Brasil / Endereço: rua Cupertino Lacerda, 297, Brasília.

UBS Jardim Cruzeiro / Endereço: rua Miguel Calmon, S/N, Jardim Cruzeiro.

UBS Dispensário Santana / Endereço: rua Mercúrio, 320, Jardim Acácia.

UBS Centro Social Urbano (CSU) / Endereço: rua Tostão, S/N, Cidade Nova.

Secom


Foto: Thiago Paixão

Feira de Santana começa a semana com 401.003 pessoas vacinadas com a primeira dose da vacina contra a Covid-19, o que corresponde a 64% da população. No total, o município aplicou 608.287 doses – deste quantitativo, 198.831 estão com o esquema vacinal completo, ou seja, receberam as duas doses, e 8.453 receberam a vacina de dose única.

“Alcançar a marca dos 400 mil vacinados com a primeira dose é a prova que a vacinação acontece de forma acelerada. Agradeço aos feirenses que compareceram, uma atitude que ajudou na redução de casos, óbitos e pacientes hospitalizados”, destaca o secretário de Saúde, Marcelo Britto.

Nesta segunda-feira (20), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) continua a vacinação para pessoas maiores de 18 anos, gestantes e puérperas, adolescentes de 16 anos e a aplicação da segunda dose para aqueles que estão no período recomendado.

Secom


Rio de Janeiro -  O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva inaugura ala com quatro novos leitos, no Centro de Transplante de Medula Óssea (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Foto: Tânia Rêgo

Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), apresenta neste sábado (18), no Rio de Janeiro, um novo aplicativo que vai agilizar a atualização de dados de doadores e facilitar o pré-cadastro de interessados na doação de órgãos.

O aplicativo está disponível para celulares com sistema iOS e Android. A apresentação do aplicativo faz parte da comemoração do Dia Mundial do Doador de Medula Óssea 2021 (WMDD, do nome em inglês) que, este ano, será festejado hoje.

Desde janeiro deste ano, o aplicativo está sendo usado em caráter experimental para pré-cadastro de novos inscritos no Redome nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará.

Os primeiros resultados mostram que foram feitos, até agosto, 13.021 downloads do aplicativo. Dos 486 pré-cadastros efetuados, 129 pessoas se dirigiram a um hemocentro para finalizar a inscrição.

A coordenadora técnica do Redome, médica Danielli Oliveira, destacou em entrevista à Agência Brasil que, para funcionar como pré-cadastro em nível nacional, o hemocentro estadual tem que fazer o cadastro também usando os dados do aplicativo. “A gente está convocando os nossos hemocentros para que entrem no aplicativo. Ele não é obrigatório”, afirmou.

Danielli observou que o aplicativo já permite a atualização de dados pessoais daqueles que estão há mais tempo no registro, como mudança de telefone e endereço, o que é fundamental para a rápida localização do doador compatível.

Reforçou que o aplicativo tem duas funções. “Para o pré-cadastro, depende do hemocentro do estado que está usando. O que qualquer doador já pode fazer no aplicativo é atualizar o seu cadastro. Isso é muito importante porque a gente tem sempre aquele desafio de atualização do cadastro para a localização do doador. E a gente sempre aproveita essa data do Dia Mundial do Doador para chamar a atenção para a necessidade de atualização do cadastro”, disse. A data mundial é comemorada sempre no terceiro sábado de setembro.

Redome
Atualmente, estão cadastrados no Redome 5,4 milhões de doadores, dos quais 120 mil entraram este ano. Em 2021, até agosto passado, foram feitos no Brasil 200 transplantes de medula óssea, sendo 140 com doadores brasileiros. Danielli salientou também que o banco de doadores do Brasil beneficiou este ano em torno de 20 pacientes de outros países.

A coordenadora técnica do Redome informou, também, que a atividade de transplante este ano está maior do que em 2020, quando sofreu impactos da pandemia de covid-19. Salientou, entretanto, que “o impacto não foi sobre os doadores, mas sobre os serviços. Os pacientes ficaram com medo de transplantar, os hospitais ficaram muito afetados. Isso aconteceu este ano também. Os doadores, apesar de todas as restrições, continuaram doando”, explicou.

Em 2020, foram efetuados 279 transplantes de medula óssea no país, contra 411 em 2019. “Na verdade, vínhamos numa crescente e fomos afetados pela pandemia. Mas não fomos atingidos porque houve menos doadores cadastrados. A redução do número de transplantes não afetou a chance de encontrar um doador, nem os doadores deixaram de doar. Foi uma conjuntura de fatores”, reforçou. “Os serviços foram muito atingidos”. De 2018 para 2019, o total de transplantes no Brasil subiu de 380 para 411.

Danielli admitiu que, este ano, o programa de transplantes de medula óssea no Brasil não será capaz de recuperar o ritmo de 2019. A meta é superar o total registrado em 2020. “Eu gostaria que passasse de 300 este ano”, frisou a médica do Inca/Redome. A expectativa é que os números melhorem ainda mais com a ampliação do uso do aplicativo por doadores de todo o Brasil.

Empatia
Moradora da cidade de Fernandópolis, interior de São Paulo, Lilian Alves de Lima, 34 anos, foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda em dezembro de 2019. Ela precisava de um transplante de medula óssea, porém, ninguém da família era compatível. Com alguns meses de espera, uma doadora foi localizada por meio do Redome e aceitou fazer o procedimento.

“Eu tive a vida salva por uma pessoa que não me conhece. É um peso muito grande, você sente muita empatia quando percebe que alguém que nunca te viu escolheu te salvar. Um ato tão simples, como se cadastrar em um aplicativo ou só atualizar seus dados, pode mudar a esperança e a vida de alguém”, acentuou.

Campanha 2021
A Associação Mundial de Doadores de Medula Óssea (WMDA, do nome em inglês World Marrow Donor Association) vai celebrar o Dia Mundial do Doador, neste sábado, com transmissão, durante 24 horas, de vídeos e fotos de homenagens e histórias inspiradoras de doadores, pacientes e familiares de todo o mundo. Por conta da pandemia, o Redome não fará nenhum evento presencial, mas enviou um vídeo à WMDA e está convocando toda a sua rede de hemocentros, centros de transplante e organizações não governamentais (ONGs), além de pacientes e doadores, para participar da campanha. A WMDA é uma organização global de registros, que representa mais de 38 milhões de doadores voluntários de 55 países.

Informações: Agência Brasil


Foto: Rafael Marques

O prefeito Colbert Martins Filho anunciou as obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h), no distrito de Humildes, na manhã deste sábado, 18. A construção da UPA é bastante esperada pelos moradores da localidade e foi comunicada no dia que Feira de Santana completa 188 anos de emancipação política.

“Fico feliz em realizar um sonho antigo da população. A expectativa é que em um ano teremos mais uma unidade de saúde pronta para o atendimento de casos de urgência e emergência. Esta será a terceira UPA do município e a primeira da zona rural”, afirmou Colbert.

A nova unidade terá sala de pronto atendimento, consultórios, leitos de observação e a realização de exames especializados. Os investimentos estimados são de R$ 2 milhões provenientes de emenda parlamentar.

O secretário de Saúde, Marcelo Britto, acompanhou o ato e destacou que a “Unidade de Pronto Atendimento vai funcionar em um local estratégico, justamente para facilitar o atendimento de milhares de pessoas que moram em Humildes e regiões próximas”.

Secom


'Bolsonaro não mandou nada', diz Queiroga sobre suspensão de vacinas em adolescentes
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nega que tenha seguido uma ordem do presidente Jair Bolsonaro para suspender a vacinação em adolescentes de 12 a 17 anos. A medida foi anunciada na quinta (16).
“Bolsonaro não mandou nada. O presidente não interfere nisso daí”, afirmou Queiroga à Folha de S.Paulo.

Segundo o ministro, o presidente apenas recebe informações que repassa a ele. “Bolsonaro é o presidente da República. Conversamos várias vezes por dia. E ele sabe de alguma coisa e me diz ‘Queiroga, veja isso aí”, diz o ministro.

Em declaração à imprensa na quinta-feira (16), Queiroga reconheceu que Bolsonaro fez questionamentos sobre a vacinação dos jovens.

“O presidente me cobra todo dia essas questões de vacinação, sobretudo com essa questão dos adolescentes”, disse o ministro.

“O presidente é muito preocupado com o futuro do país. Hoje mesmo ele me ligou: ‘Queiroga, olha aí’. Sim senhor, presidente, pode ficar tranquilo que vamos olhar isso aqui com cuidado”, afirmou ainda. O ministro não deu detalhes sobre o que pediu o presidente.

Em transmissão nas redes socais ao lado do ministro, Bolsonaro também admitiu que deu a ele suas “opiniões”.

Aliados de Queiroga e integrantes do governo que acompanharam o recuo afirmam que Bolsonaro fez cobranças a partir de declarações que circulavam nas redes sociais de supostas reações adversas das vacinas.

O ministro afirma que a suspensão da vacinação em adolescentes começou a ser discutida por ele na quarta (15). “Eu fui a São Paulo e tomei conhecimento de um evento adverso que pode estar relacionado à vacina. A minha obrigação é averiguar”, afirma ele.

O Centro de Vigilância Epidemiológica de SP investiga a morte de uma adolescente de 16 anos que estaria relacionada à aplicação da vacina da Pfizer. Moradora de São Bernardo do Campo (SP), ela recebeu o imunizante oito dias antes. O protocolo, nestes casos, é o de que haja uma apuração. Até o momento, não há comprovação de que o óbito esteja relacionado à vacina.

Queiroga diz que a suspensão decidida agora é parecida com o da aplicação da vacina da AstraZeneca em grávidas, em maio, que ocorreu depois da morte de uma gestante que tinha recebido o imunizante.

“O gestor sou eu, e não o pessoal que dá entrevistas em TVs. Eu sou o responsável. Houve um evento adverso grave, eu tenho o compromisso de investigar”, diz ele. “Eu tenho que arbitrar essas questões. Sou o ministro e não vou me furtar”, segue.

Queiroga afirma que depois de tomar conhecimento da morte da adolescente, pediu à sua equipe que levantasse na base do SUS o número de pessoas de 12 a 17 anos que já tinham sido imunizadas. E diz que se espantou com o número de mais de 3,5 milhões de imunizados.

“A vacinação desta população começaria no dia 15 de setembro. Como tantos já tinham recebido doses?”, questiona. Surgiram também suspeitas de que municípios estavam aplicando vacinas não autorizadas para essa faixa etária. O único imunizante autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para esse público é o da Pfizer.

Ele afirma ainda que técnicos do Programa Nacional de Imunização (PNI) não foram ouvidos porque o órgão não é deliberativo. “É um órgão assessor”, afirma.

A decisão do ministro supreendeu e irritou gestores da rede pública. Os conselhos de secretários de saúde de estados (Conass) e municípios (Conasems) não recomendaram suspender a vacinação.

As entidades também cobraram posição da Anvisa, que aprovou o uso do imunizante da Pfizer para jovens de 12 a 17 anos mesmo sem comorbidade. No fim da tarde, a agência disse que investiga relatos de reações adversas, mas que não há razão para mudar a bula da vacina.?

Informações: Bahia Notícias


prefeito Colbert Filho autorizou na manhã desta sexta-feira, 17, abertura do processo licitatório para construção do berçário II do Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), o Hospital da Mulher, com capacidade para 12 leitos. Com isso, o número total de leitos sai de sete para 19.

Antecedendo as comemorações pelo aniversário da cidade, que transcorre neste sábado, 18, quando Feira completa 188 anos de emancipação, o prefeito também autorizou a licitação para reforma do espaço destinado à Casa da Puérpera [localizado nas dependências do hospital], que também beneficiará o método Mãe Canguru.

Outra novidade anunciada pelo gestor municipal foi a construção de mais 10 leitos para cirurgias ginecológicas. O valor estimado dos investimentos é de R$523.464, 58, cujo recurso é da Prefeitura Municipal através da Fundação Hospitalar de Feira de Santana.

“Estamos trabalhando para proporcionar um atendimento de qualidade, como ocorre em qualquer outra unidade da rede pública ou privada. O Hospital da Mulher não trabalha somente para Feira de Santana, são mais de 80 municípios que encaminham pessoas para esse hospital”, afirmou Colbert Filho.

Além disso, o chefe do Executivo Municipal autorizou a compra de equipamentos, por meio de emenda parlamentar, no valor de R$ 914 mil. Entre eles, cama hospitalar mecânica (35), aparelho de Raio X móvel (1), aparelho de anestesia com monitor (2), incubadora neonatal (4), ultrassom gineco/obstétrico (1), carro de emergência (4), eletrocardiógrafo portátil digital (2), cama de parto (8) e bisturi elétrico.

Assistência à saúde do homem

Na oportunidade, o prefeito também anunciou que, na próxima terça-feira, 14, vai autorizar o início dos serviços de especialidades para saúde do homem, no CMPC (Centro Municipal de Prevenção ao Câncer Romilda Maltez).

Os agendamentos poderão ser feitos nas unidades de saúde, via Central Municipal de Regulação. “O nosso objetivo é promover a melhoria da assistência ofertada à população masculina, na faixa etária de 20 a 59 anos”, afirmou a presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas.

As especialidades médicas ofertadas são urologia, gastroenterologia, cardiologia, proctologia, endocrinologia, clínica médica, oncologia, psicologia, dermatologia e nutrição. Também serão ofertados exames de imagem, biópsia de próstata e tireoide, ultrassom e exames de laboratório.

Secom


Segundo o órgão, agora são 21 casos notificados, três descartados e outros dois sob investigação. Não foram detalhados os municípios onde os novos casos surgiram. Ao todo, 16 casos foram registrados este ano no estado.

Foto: Divulgação

Três novos casos da doença de Haff, também conhecida como “doença da urina preta”, foram confirmados no estado, segundo informações da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgadas nesta quinta-feira (16).

Segundo o órgão, agora são 21 casos notificados, três descartados e outros dois sob investigação. Não foram detalhados os municípios onde os novos casos surgiram.

No dia 10 de setembro, a Sesab já havia confirmado 13 casos da doença. Ao todo, 16 casos foram registrados este ano no estado.

A doença de Haff se caracteriza por ocorrência de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, além de falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, podendo causar falência renal. Pessoas com a doença apresentam urina na cor de café, causada pela elevação da enzima CPK, associada à ingestão de pescados.

Entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017 foram notificados 71 casos de doença de Haff nos municípios de Salvador, Vera Cruz, Dias D’Ávila, Camaçari, Feira de Santana e Alcobaça. Foram registrados dois óbitos, sendo um de residente de Salvador e outro residente de Vera Cruz, ambos com comorbidades.

Em 2018 e 2019, conforme o órgão de saúde, não houve notificações da doença relatadas pelas instituições de saúde.

Já no ano de 2020, a partir do mês de agosto surgiram casos da doença de Haff nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Camaçari, Entre Rios, Dias D’Ávila e Candiba, totalizando 45 casos notificados. Destes, 40 foram confirmados e cinco foram descartados, sem registro de óbitos.

A Sesab recomenda que ao sentir dores musculares e apresentar urina escura após o consumo de peixes ou crustáceos, as pessoas procurem imediatamente uma unidade de saúde.

A doença não possui tratamento específico. No entanto, na ocorrência de casos suspeitos, é recomendado buscar atendimento imediato, exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) ou TGO para observação do aumento das enzimas musculares.

Além disso, é necessário observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 ou 72 horas. Não é indicado o uso de antiinflamatórios.

Evite comer pescados crus; Não consumir pescados ou crustáceos cuja origem, transporte ou armazenamento sejam desconhecidos. O ideal é comprar esses produtos em locais cuja a procedência ofereça segurança;

Recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) e TGO para observação da alteração dos valores normais nos exames;

Observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois, nestes casos, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 ou 72 horas;

Não é indicado uso de antiinflamatórios;

Orientar a população a buscar uma unidade de saúde no caso de aparecimento dos sintomas;

Identificar outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença;

Recomenda-se coleta de amostras de alimentos para o setor de microbiologia de alimentos.

Informações G1


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Imagem: iStock

Mais de um ano e meio após o início da pandemia, e a abordagem sobre as preocupações, danos e cuidados com a saúde mental nunca esteve tão em alta. Alguns sintomas e quadros, como ansiedade e depressão, ficaram mais evidentes nessa fase complexa que estamos vivendo, mas é importante dizer que os transtornos mentais não acontecem “do nada”, pelo contrário, eles tendem a surgir de forma gradual, desde cedo, o que nos leva a direcionar um olhar mais atento para a infância e adolescência.

Mudanças de humor e de comportamento, alterações de apetite, no padrão de sono, irritabilidade, redução do rendimento escolar, desinteresse em atividades habituais, de lazer, e isolamento —muitos adolescentes passam a ficar longas horas em seu quarto — são sinais que podem indicar algum problema de saúde mental, afirma Gabriela Crenzel, psiquiatra de crianças e adolescentes, mestre em saúde da criança, presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro e uma das autoras do livro “Saúde Mental da Criança e do Adolescente”.

“Crianças e adolescentes que vêm desenvolvendo um transtorno mental apresentam emoções, pensamentos e comportamentos que geram algum tipo de sofrimento contínuo, como a dificuldade de interação social, seja por falta de motivação, seja por não conseguir gerenciar as habilidades que são necessárias para que isso aconteça”, alerta Gustavo Estanislau, médico psiquiatra, especialista em psiquiatria da infância e da adolescência pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre, pesquisador do Instituto Ame Sua Mente e organizador do livro “Saúde Mental na Escola: O Que os Educadores Devem Saber”.

Mãe e filho adolescente - John Howard/Getty Images - John Howard/Getty Images
Além de buscar ajuda profissional, os pais devem prontamente se aproximar e conversar com os filhosImagem: John Howard/Getty Images

Percebeu alguma alteração? Veja o que fazer

Ao prestar atenção a esses sinais, pais e cuidadores —o que inclui professores e familiares como avós e tios — podem detectar problemas em uma fase em que eles são mais leves e menos frequentes na vida da criança e do adolescente, permitindo cuidados que serão de mais baixa complexidade e com melhores resultados.

Em muitos casos, pais demoram para buscar ajuda por acreditarem que tais problemas irão desaparecer, mesmo que já venham durando há longos períodos de tempo. Por outro lado, ainda vivemos em uma sociedade que não compreende plenamente que transtornos mentais estão relacionados ao funcionamento cerebral, e não dependem apenas da força de vontade da pessoa para melhorar”. Gustavo Estanislau, médico psiquiatra, especialista em psiquiatria da infância e da adolescência pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Uma intervenção baseada na detecção precoce proporciona um melhor uso da rede de apoio de especialistas voltados à saúde mental. Quando temos esse olhar preventivo, o papel de terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogas, psicopedagogas, entre outros, tende a ser mais valorizado, segundo Estanislau.

Além de buscar ajuda profissional, os pais devem prontamente se aproximar e conversar com os filhos. “O diálogo, ouvir, olhar nos olhos, conhecer os amigos, vivenciar a família são protetores e ajudam a diminuir a incidência dos transtornos. Os adolescentes estão numa fase de transformação de aspectos biológicos, psicológicos e sociais. É uma fase de identificação com o eu, saber quem é, o que deseja ser e o que os outros esperam dele. É fundamental o apoio e vigilância dos responsáveis”, afirma a pediatra, hebiatra e presidente do Departamento de Adolescência da Sociedade Baiana de Pediatria, Sandra Plessim.

Transtornos mais frequentes

Entre os transtornos mentais mais frequentes que podem se manifestar na infância estão os de ansiedade, sendo que os mais comuns são transtornos de ansiedade de separação e as fobias, dificuldades de aprendizagem, TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade), TOD (transtorno opositivo desafiador), transtornos de linguagem.

Entre os adolescentes, os mais comuns são: TDAH, transtorno de conduta —quando o jovem apresenta um comportamento desafiador ou transgressor, sem sinais de empatia ou arrependimento —, transtornos de ansiedade, transtorno do pânico, transtornos de humor, como depressão, transtorno de alimentação, como quadros de anorexia e bulimia.

Sem ajuda o problema piora

Segundo Crenzel, antes de atribuir diagnósticos relacionados a problemas de saúde mental a uma criança ou adolescente, é necessário identificar o contexto em que surgem e se não são temporários ou circunstanciais.

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Deve-se evitar a atribuição de culpas entre pais e filhos a respeito das causas ou razões do quadro do pacienteImagem: iStock

Os pais e cuidadores precisam separar os problemas circunstanciais dos estruturais. Existem sinais mais silenciosos, como uma criança que fica vidrada na tela do celular ou computador e que tem pouca comunicação com o mundo exterior. Se for algo circunstancial, ao propor uma mudança de rotina com a inclusão de outras atividades, a criança imediatamente apresentará uma melhora significativa. “Quando se trata de algo estrutural, a proposta de mudança será recusada e aí estaremos diante de uma situação mais preocupante”, afirma Claudia Mascarenhas, psicanalista e diretora clínica do Instituto Viva Infância, localizada em Salvador (BA).

Caso não recebam o suporte e tratamento adequado, crianças e adolescentes podem apresentar agravamento dos sintomas, cronificação de problemas que poderiam ser enfrentados, aumento da sensação de desesperança, fazer o uso de álcool e de outras substâncias, de acordo com Crenzel. “Sem a devida supervisão, eles têm maior risco de buscar apoio em redes sociais e acabam sendo influenciados de forma perniciosa. Nos últimos anos vêm surgindo na internet grupos que promovem o suicídio, automutilação, anorexia, que “ensinam” técnicas de purgação, formas de se machucar e estratégias para driblar a vigilância da família”, diz.

Na trajetória de um transtorno mental é comum que crianças e adolescentes não apresentem recursos para conseguir compreender o que está se passando, gerenciar o sofrimento ou buscar ajuda. Quando não recebem auxílio, eles podem ter condutas mais impulsivas. Essas situações podem gerar uma desconexão da família”, pondera o médico Estanislau.

Um ponto importante desse processo é evitar a atribuição de culpas entre pais e filhos a respeito das causas ou razões do quadro do paciente. “É imprescindível não fazer julgamentos e valorizar o que a criança ou adolescente diz estar sentindo. Ninguém tem como avaliar se o sofrimento é desproporcionalmente intenso ou não. Receber apoio e estímulo favorece o desenvolvimento da autonomia, segurança, criatividade, capacidade de adaptação e autoestima”, diz Crenzel, mestre em saúde da criança.

Informações UOL


Ministro diz que vacinação foi suspensa por cautela, após registro caso adverso grave
Foto: Reprodução YouTube

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou em coletiva na tarde desta quinta-feira que a campanha de vacinação para adolescentes de 12 a 17 anos foi suspensa por cautela, após a notificação de um caso adverso grave, com a morte de um adoelscente que tomou a vacina da Pfizer.

A campanha de vacinação para os adolescentes sem comorbidades estava programada pelo Ministério da Saúde para começar nesta quarta-feira (15), mas muitos municípios já haviam iniciado a vacinação desse público, a exemplo de Salvador. O ministro informou que, por questão de cautela, o esquema vacinal desses adolescentes deve ser suspenso.

“Aqueles sem comorbidades, independente da vacina que tomaram, param. Não tomam a segunda dose, por questão de cautela. Aqueles com comorbidade que tomaram a Pfizer vão continuar o programa vacinal”, disse Queiroga.

O ministro ainda destacou que apenas a vacina da Pfizer está autorizada pela Anvisa para aplicação nos adolescentes, mas algumas cidades aplicaram imunizantes de outros laboratórios. “Os adolescentes com comorbidade que tomaram vacina diferente da Pfizer param por aí. Independente da vacina. Não vou autorizar a intercambialidade de vacinas para esse público”, declarou Marcelo Queiroga.

Ainda conforme Queiroga, o Ministério da Saúde pode rever a sua posição desde que haja evidências científicas sólidas. “Em relação à vacinação em adolescentes sem comorbidades, temos esse efeitos adversos que precisam ser investigados e os adolescentes que tomaram outras vacinas precisamos acompanhar esses casos”, disse.
Segundo dados apresentados na coletiva, 3.538.528 de adolescentes já foram vacinados no Brasil. Na Bahia, foram 101.033 jovens entre 12 e 17 anos imunizados.

Informações: Metro1


Pacientes que chegam de outros municípios, sem regulação, têm causado transtornos no fluxo de atendimento no Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher). Somente no primeiro semestre deste ano, cerca de 1.050 dessas gestantes deram entrada na unidade hospitalar.

Segundo a diretora presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, a situação está “insustentável” para os profissionais de saúde. São pacientes que chegam no hospital sem a documentação necessária e muitas delas sem fazer o pré-natal completo.

“O Hospital da Mulher é uma maternidade porta aberta para as feirenses. Demais municípios devem seguir os critérios da regulação e pactuação estadual”, afirma. Gilberte Lucas destacou a intenção em adotar medidas judiciais a fim de inibir essas irregularidades.

De janeiro a agosto deste ano, o Hospital da Mulher realizou 37.186 atendimentos, sendo que desse total 7.403 pacientes necessitaram de internamento para o parto.

Entre as cidades não pactuadas à rede municipal de Saúde e que ainda assim buscaram assistência na unidade hospitalar foram: Saubara, Piritiba, Santo Amaro, Ibiquera, Mata de São João, Inhambupe, Itaparica, Camaçari, Cruz das Almas, Amargosa, Itapetinga e Tapiramutá.

Secom