Por Felipe Pereira

(Foto: Freepik)

“Avanços significativos na ciência muitas vezes têm uma qualidade peculiar: contradizem opiniões óbvias e de senso comum.” – Salvador Luria, Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1969

O COVID-19 pode ser considerado a maior crise mundial desde a Segunda Guerra, e o grande divisor de águas no tratamento da infecção vai, quem sabe, ter origem nas pesquisas realizadas pelo endocrinologista e pesquisador brasileiro Flavio Cadegiani, com o fármaco proxulatamida.

Caros compatriotas, não se deixem enganar pelo incurável complexo de vira-latas que cultivamos.  Não se contaminem do ranço contra cientistas que as pataquadas dos autoproclamados arautos da “reta ciência” da velha mídia insistem em inspirar. A ciência brasileira é sim digna de admiração. Somos um país de terreno intelectual fértil. Na nossa pátria em se plantando ciência, tudo dá!

O Brasil é o país de Cesar Lattes que com idade inferior à do menino Neymar, quando foi contratado pelo Barcelona, já realizava experimentos que renderiam um Nobel de Física ao seu supervisor Cecil Powell. O Brasil é o país de um Carlos Chagas que sozinho descobriu o agente etiológico e o ciclo natural do parasita T. cruzi causador da doença que hoje leva seu nome.

A Terra de Santa Cruz é o país de Maurício Rocha e Silva e Sergio Ferreira, farmacologistas cujo pesquisas foram fundamentais no desenvolvimento de medicamentos contra hipertensão arterial como o captopril.

Tempos estranhos

O Brasil, caros leitores, que pese o atual cenário da ciência nacional, não é um “anão científico.” Temos muitos feitos grandiosos e uma notada vocação científica. O imperador Dom Pedro II dialogava com gente como Pasteur e Charles Darwin além de financiar ciência de diferentes áreas. Assim, a possibilidade de que uma estratégia terapêutica de ação efetiva no COVID-19 seja liderada por um cientista brasileiro não deveria causar espanto algum.  A palavra orgulho cabe bem na história da ciência brasileira.

Porém, vivemos tempos estranhos em que o debate científico foi completamente interditado. Tempos em que cientistas e médicos com notórias contribuições à sociedade são “cancelados”, perseguidos (algumas vezes por militantes disfarçados de burocratas1) e tratados como charlatões pelo simples motivo de realizarem a atividade cientifica de modo livre.

Dentro da miríade de ações perpetradas intencionalmente para silenciar cientistas que não abrem mão de atuarem livremente, um componente nada novo no mundo acadêmico, vem sendo utilizado exaustivamente: O viés contra pesquisas de países de baixa renda, que nada mais é do que o bom e velho preconceito.

Esse viés contra pesquisadores de países menos desenvolvidos é largamente documentado na literatura científica e tem implicações sérias para a difusão do conhecimento e das inovações desses países.2 Triste foi ler recentemente em uma revista tão prestigiosa quanto a Science um artigo opinativo que usa desse viés tão moralmente baixo para criticar os trabalhos do cientista brasileiro Flavio Cadegiani.3

Não me entendam mal, a dúvida sobre a essência do empreendimento científico é necessária. O que não é normal é usar de preconceito e interesses nada científicos para tentar descontruir um trabalho científico que não apresenta erros éticos ou metodológicos até o momento.

Um artigo de opinião publicado em uma revista científica na qual a maior premissa para crítica do trabalho de um par é a de que o “trabalho é bom demais para ser verdadeiro” abdicou completamente da imparcialidade e honestidade intelectual requeridas na boa ciência. Observem que a crítica pelos pares pode e deve ser feita de maneira ética questionando as limitações e incongruências no desenho experimental do trabalho.

Um exemplo disso é um outro artigo opinativo publicado em março desse ano na Science Translational Medicine4 curiosamente, também do grupo Science, em que o autor faz o dever de casa atendo-se às questões científicas da pesquisa e não aos preconceitos de quem na ânsia de “vencer” uma tese elimina todo rigor e imparcialidade que a análise científica exige.

Mas, afinal, do que se trata a pesquisa “tão boa para ser verdadeira” do brasileiro Cadegiani?

A linha de pesquisa do brasileiro tem incomodado os negacionistas do tratamento farmacológico que não vem das grandes indústrias farmacêuticas. Ela é baseada nas inúmeras evidências indicando que o sexo masculino é um fator de risco para um desenvolvimento mais grave da doença e morte por COVID-19. A maior mortalidade masculina na infecção por COVID-19 é observada em quase todos os países nos dados desagregados por sexo disponíveis. O risco de morte em homens é quase duas vezes maior do que em mulheres.5

Uma observação de Cadegiani e outros pesquisadores envolvidos no projeto denominado AndroCové de que essas diferenças de gênero e demográficas são muito semelhantes às observadas em condições dermatológicas que são mediadas por andrógenos, hormônios responsáveis por características biológicas do sexo masculino, por exemplo, alopecia androgenética que é a forma mais comum de calvície entre os homens.

O projeto AndroCOV investiga a associação entre andrógenos e patogênese do COVID-19. Dentre os diversos mecanismos que os andrógenos podem impactar a evolução do COVID-19 podemos destacar mecanismo de entrada do vírus em células pulmonares humanas. O SARS-CoV-2 infecta principalmente um tipo específico de células pulmonares, pneumócitos, e entra nas células hospedeiras ancorando-se no receptor de superfície celular chamado ACE2.

Para se ligar ao receptor, as proteínas da superfície viral requerem modificação de outra proteína pulmonar humana, a TMPRSS2.  Em humanos, o gene TMPRSS2 é regulado pelo receptor andrógeno. É nesse contexto que vieram as publicações com a proxalutamida, que é uma potente droga anti-androgênica atualmente em ensaios clínicos para o tratamento de câncer de próstata.

Sem financiamento estatal

O leitor pode perguntar qual o motivo de utilizar a proxalutamida, que é uma droga experimental, produzida pela empresa chinesa Kintor Pharmaceutical e não outra droga análoga? A resposta é simples: os estudos desenvolvidos por Cadegiani NÃO são financiados pelo governo brasileiro, ao contrário da infantil tentativa dos detratores do Cadegiani quando tentam associá-lo ao Governo Federal.

A Kintor foi a única indústria farmacêutica que disponibilizou gratuitamente uma molécula de ação anti-adrogênica para a realização de estudos clínicos que testassem a hipótese do AndroCov.

Para surpresa dos próprios pesquisadores envolvidos no projeto os resultados obtidos com a proxalutamida são muito promissores. Em março foi disponibilizada na versão pré-print, aguardando a revisão pelos pares para a publicação finalos dados do estudo realizado em Manaus. Nesse estudo 645 pacientes internados com covid-19 que respiravam sem ajuda de respirador receberam proxalutamida por 14 dias ou placebo, além de cuidados padrão. Após duas semanas, a taxa de recuperação foi de 81,4% para o grupo tratado com proxalutamida contra 35,7% dos tratados com placebo.7

Após quatro semanas, 49,4% no grupo placebo morreram, contra 11% com proxalutamida.  No último mês de julho, mais um trabalho com proxulatamida liderado pelo também brasileiro Carlos Gustavo Wambier foi publicado na revista Frontiers in Medicine.

Os dados deste estudo clínico randomizado, duplo-cego realizado em Brasília apenas com homens (268 pacientes) mostraram uma redução de 91% na taxa de hospitalização nos pacientes tratados com a droga em comparação ao grupo controle.8

Apesar do ataque ignóbil que a “teoria androgênica” do COVID-19 vem sofrendo por grande parte da imprensa, divulgadores científicos e parte da classe científica, publicações recentes corroboram os dados do projeto AndroCov, exemplo disse é o artigo publicado por um grupo britânico na excelente revista Nature Communications mostrando que a droga anti-androgênica enzalutamida (usada no tratamento de câncer de próstata) reduz os níveis de TMPRSS2 e a entrada do vírus SARS-CoV-2 em células pulmonares humanas.9

Além disso, a empresa Kintor Pharmaceutical recebeu autorização de uso emergencial da proxalutamida para COVID-19 no Paraguai; a Kintor também fechou uma parceria com a Fosun Pharma para comercialização da proxulatamida na Índia e África.

Midas ao reverso

No Brasil, o maior adversário da proxulatamida chama-se Jair Bolsonaro. Infelizmente, a pior coisa que pode acontecer para um cientista hoje é ver o fármaco ou tratamento que estuda ser mencionado pelo presidente como uma esperança. Acredito que com boa intenção e algum cálculo político, também, para agradar a base que quer opções viáveis no tratamento do COVID-19 para não contar apenas com a sorte e dipirona, o presidente Bolsonaro provoca o que eu chamo de “fenômeno de midas ao reverso.”

Ele obtém a vilificação instantânea de qualquer assunto que promove. Não importa o tema: futebol, política ou a discussão técnica e complexa da utilização de fármacos numa doença.  Não interessa, se algo foi mencionado pelo Bolsonaro pode ter certeza de que será rechaçado e destruído, sem consideração alguma ao mérito da coisa em si.

Mas, como as contingências ideológicas e políticas, se apequenam diante de verdadeiros resultados científicos, com o tempo a história fará justiça aos médicos, pesquisadores e todos aqueles que lutam e doam suas vidas exercendo seu direito de perseguir o saber. Dr. Cadegiani, para a ordem e progresso da nossa ciência não desanime, não desista nosso país precisa de você!

Informações O Livre


Vírus é resistente às vacinas desenvolvidas até o momento

Foto: Guido Mieth/Getty Images

A cidade de São Paulo enfrenta um surto do vírus influenza A H3N2, vírus também associado à rápida disseminação da doença no Rio de Janeiro na última semana. A situação era inesperada por autoridades de ambos os locais, dado que o mês de dezembro não traz o pico de doenças como essas no país — que, frequentemente, têm seu ápice no inverno. Para ter uma ideia, em apenas uma semana, em SP, 19 casos da doença foram registrados, mais do que o pico de 12 casos registrados de março a junho, no pico da disseminação da doença (março a junho).

Além de São Paulo e Rio, Salvador também confirmou que a capital baiana passa por um surto de influenza. Segundo informações do G1, a cidade registrou 77 casos da doença, sendo 74 entre o final de novembro e início de dezembro. Do total registrado nos últimos dois meses, 56 são da nova cepa do vírus.

“Em função da grande circulação diária de passageiros entre os principais centros urbanos do País, especialmente a partir de Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, doenças infecciosas e, particularmente, vírus respiratórios têm uma facilidade muito grande de pular de um local para outro rapidamente”, afirmou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do Boletim InfoGripe da Fiocruz.

Especialistas explicam que, ao longo de 2020, a covid-19 dominou o cenário. Praticamente, não foram registrados casos de gripe no ano retrasado. A partir do segundo semestre de 2021, no entanto, com o avanço da vacinação contra a covid, outros vírus respiratórios começaram a reaparecer. Foi o que ocorreu com o sincicial, o bocavírus e, finalmente, o influenza no mês passado.

Informações divulgadas pela BBC na última semana mostram que, até o momento, tudo indica que a nova cepa de influenza que transita no Brasil veio do Hemisfério Norte — região que passa atualmente pelo inverno. A informação é confirmada pelo fato de que a cepa daqui é a mesma presente na Europa e nos Estados Unidos.

De acordo com informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, o vírus identificado é resistente às vacinas de Influenza aplicadas até o momento. Atualizadas anualmente, as vacinas do próximo ano devem contar com proteção para a nova cepa, chamada de Darwin, algo que ainda não foi contemplado.

Ainda segundo as informações divulgadas pelo jornal, a letalidade é menor quando comparada aos grupos de risco da covid-19, mas os sintomas clínicos são piores: febre alta, calafrios, dor de cabeça e mal-estar. Em crianças, a doença pode evoluir para pneumonia e otite e os idosos apresentam o principal grupo de risco de sintomas graves, especialmente os que têm mais de 70 anos.

Como se prevenir?

Especialistas apontam, em informações à mídia, que a rápida disseminação pode estar associada ao relaxamento nas medidas contra a covid-19 (principalmente o uso de máscaras, fundamental para a prevenção de ambas as doenças) e a alta taxa de pessoas sem proteção a esse novo vírus. Portanto, o uso de máscaras e o distanciamento social são medidas que continuam válidas para evitar o contato com a doença. Outras medidas, disponíveis no site da Fiocruz, incluem: higienizar as mãos com frequência, alimentar-se bem e manter-se hidratado, além de não compartilhar itens de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros.

Estou com sintomas. O que fazer?

A infectologista Nancy Bellei, professora da Unifest e coordenadora de testagem do Hospital São Paulo, afirmou à Folha de S. Paulo que é necessário se isolar entre cinco e seis dias após apresentar os sintomas. Após esse período, é necessário esperar a febre cessar completamente por 24 horas e, só então, retomar o contato social. 

Se estiver em São Paulo, a prefeitura começou a fazer testes rápidos para síndrome gripal em suas unidades de Pronto Atendimento (UPA), de assistências Médica Ambulatorial (AMA), de prontos Atendimento (PA) e prontos-socorros. O teste está sendo feito no setor de triagem para identificar os casos positivos de covid-19. O método utilizado nos pacientes é o de antígeno, para identificar os casos com maior rapidez e manter o monitoramento do paciente na capital paulista.

Informações Exame


A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana já aplicou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em 482.060 pessoas. Desse total, 400.765 receberam a segunda dose e 45.650 a dose de reforço. Outros 8.612 estão imunizados com a dose única.

A aplicação da vacina continua nesta quinta-feira, 16, nas unidades de saúde da sede e dos distritos. Confira os grupos e locais de vacinação:

PRIMEIRA DOSE PARA MAIORES DE 18 ANOS (NASCIDOS ATÉ 16 DE DEZEMBRO DE 2003)

A vacinação para esse público deve ser realizada na Unidade de Saúde da Família Parque Ipê I, II e III, vinculada ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h. É necessário apresentar RG, CPF e comprovante de residência. Para puérperas e gestantes é necessário levar uma prescrição médica após avaliação individualizada de riscos e benefícios.

PRIMEIRA DOSE EM ADOLESCENTES ENTRE 12 E 17 ANOS

Adolescentes entre 12 e 17 anos podem receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nos distritos, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSS) Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 16h e nas Unidades de Saúde da Família, vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.

Também haverá imunização para esse público nas Unidades de Saúde da Família (USFs) Centro Social Urbano (CSU), Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Rua Nova II, III e Barroquinha, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, das 8h às 16h.

O adolescente tem que ter 12 anos completos, não sendo possível vacinar quem ainda não completou a idade recomendada pelo Ministério da Saúde. É obrigatório estar acompanhado de um adulto.

SEGUNDA DOSE DA PFIZER COM APRAZAMENTO ATÉ 19 DE DEZEMBRO

A segunda dose da vacina Pfizer será aplicada nas USFs dos distritos e nas UBSs Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 16h.

Também haverá imunização nas USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h e nas USFs Centro Social Urbano (CSU), Parque Ipê I, II e III, Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Rua Nova II, III e Barroquinha, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III.

É obrigatório levar o cartão de vacina com a comprovação da primeira dose, RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência. Vale salientar que não será possível antecipar a vacinação. Somente aqueles que estão no período recomendado, de acordo com a caderneta de vacinação, poderão receber a segunda dose.

SEGUNDA DOSE CORONAVAC E ASTRAZENECA/OXFORD

A vacinação das pessoas que estão no período recomendado para aplicação na segunda dose das vacinas Coronavac e Astrazeneca/Oxford até o dia 19 de dezembro, será nos distritos e nas Unidades de Saúde da Família Centro Social Urbano (CSU), Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Rua Nova II, III e Barroquinha, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, das 8h às 16h.

Também haverá vacinação para esse grupo no Shopping Cidade das Compras, nas Unidades Básicas de Saúde Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 16h, e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h. É obrigatório apresentar o cartão de vacina com a comprovação da primeira dose, RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência.

DOSE DE REFORÇO PARA PESSOAS ACIMA DE 18 ANOS

A dose de reforço destinada a pessoas a partir de 18 anos, que tenham tomado a segunda dose há 5 meses (até o dia 16 de julho de 2021) será aplicada no Shopping Cidade das Compras, nos distritos e nas Unidades Básicas de Saúde Cassa, Caseb I, Dispensário Santana, Irmã Dulce, Mangabeira, Serraria Brasil e Subaé, das 8h às 16h.

Também haverá vacinação para este público nas Unidades de Saúde da Família Centro Social Urbano (CSU), Caseb II, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Rua Nova II, III e Barroquinha, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, a imunização acontece das 8h às 16h e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.

Para receber a terceira dose é preciso, além de estar no período recomendado pelo Ministério da Saúde, apresentar RG, CPF, caderneta de vacinação com a comprovação da segunda dose e comprovante de residência.

Pacientes imunossuprimidos, que tenham 28 dias que tomaram a segunda dose (é necessário apresentar relatório médico), também podem ser vacinados.

Confira o endereço das Unidades de Saúde da Família Saúde na Hora:

USF Campo Limpo I, V e VI: Rua Hosita Serafim, S/N, bairro Campo Limpo.
USF Liberdade I, II e III: Rua El Salvador, S/N, bairro Feira VII.
USF Queimadinha I, II e III: Rua Pernambuco, S/N, bairro Queimadinha.
USF Parque Ipê I, II e III: Rua Ilha do Retiro, S/N, bairro Parque Ipê.
USF Videiras I, II e III: Rua Iguatemi, S/N, bairro Mangabeira.

*Secom


Relatos foram feitos a médicos da África do Sul

Pacientes relatam novo sintoma na variante Ômicron da Covid-19 Foto: Freepik

Nas últimas semanas, o mundo assistiu à chegada de uma nova variante da Covid-19, a Ômicron, que foi considerada preocupante pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Além disso, a variante trouxe um novo sintoma que não havia sido relatado antes por pacientes da doença.

De acordo com médicos da África do Sul, país onde a variante foi identificada primeira, pessoas que foram infectadas com a Ômicron tiveram suores noturnos.

Além disso, outro sintoma relatado foi o de garganta arranhando, um sintoma diferente da variante Delta, onde pacientes relataram apenas sentirem dores no local.

Já outros sintomas comuns da Ômicron são fadiga, tosse seca e dores musculares.

Informações Pleno News


A fim de evitar um surto de gripe em Feira de Santana, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lança a campanha ‘Natal sem gripe’. A orientação é vacinar. Até o momento, no município, cerca de 180 mil pessoas foram vacinadas contra a influenza.

“Detectamos um aumento de internamentos por gripe e sabemos que a vacina é eficaz para estes casos. Por isso, aqueles que ainda não se vacinaram devem comparecer à unidade de saúde mais próxima para receber o imunizante”, afirma o secretário de Saúde, Marcelo Britto.

A vacina previne o surgimento de complicações decorrentes do vírus,óbitos, internações e a sobrecarga nos serviços de saúde, além de reduzir os sintomas que podem ser confundidos com os da Covid-19.

Durante todo o mês de dezembro, as pessoas a partir dos seis meses de idade podem ser vacinadas nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Aqueles que já foram vacinados em campanhas nos anos anteriores, deverão receber a dose novamente. É necessário apresentar RG, CPF, cartão do SUS e caderneta de vacinação.

Vale destacar que o Ministério da Saúde não recomenda a aplicação das vacinas contra a gripe e contra a Covid simultaneamente. Portanto, deve ser respeitado o intervalo mínimo de 15 dias entre a aplicação de cada uma dessas vacinas.

*Secom


Foto: Isac Nóbrega/PR

presidente Jair Bolsonaro (PL) foi intimado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento acerca do vazamento do inquérito sobre o ataque hacker no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ocorrido em 2018. Ainda não há, porém, confirmação sobre a data da oitiva. As informações são da CNN.

Em agosto deste ano, o presidente citou o inquérito durante entrevista no dia 4 e também compartilhou a íntegra dele em suas redes sociais. No mesmo mês, o TSE enviou ao Supremo Tribunal Federal uma notícia-crime sobre o caso e negou que a invasão tenha posto em risco as eleições de 2018.

Na ocasião, a Corte eleitoral afirmou que um delito havia sido cometido “por parte do delegado de Polícia Federal que preside as investigações, do deputado federal Filipe Barros (PSL) e do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro” ao vazarem “informações confidenciais contidas no inquérito da Polícia Federal que investiga o ataque hacker sofrido pelo Tribunal em 2018”.

Como resultado, o ministro do STF Alexandre de Moraes abriu uma investigação sobre a conduta do presidente e do parlamentar e afastou o delegado da PF Victor Neves Feitosa. A Suprema Corte determinou ainda que os links divulgados pelo chefe do Executivo fossem removidos.

Na avaliação de Moraes, o compartilhamento dos documentos pode representar crime de divulgação de segredo com potencial prejuízo à administração pública.

*Pleno.News


Decisão estabelece transferência imediata ao credor da ação trabalhistaA Justiça determinou o bloqueio e penhora de R$ 289.674,04 da Casa de Saúde Santana que seriam repassados pela Secretaria Municipal de Saúde. 

O despacho emitido hoje, 13, pelo juiz Gilmar Carneiro de Oliveira, da 3ª Vara do Trabalho de Feira de Santana, atende à execução de valores devidos pela unidade de saúde a Jane Madalena Amaral da Silva, credora que ajuizou a ação.


A decisão do magistrado, além de citar o “bloqueio e penhora”, estabelece a imediata transferência dos créditos para a Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil por meio de depósito judicial. Ainda autoriza requisitar a prerrogativa da autoridade policial para que seja efetivada a diligência de penhora de bens.  

Atendimento suspenso
No mês passado, a falta de documentação impediu a renovação do contrato da Casa de Saúde com o poder público municipal. À época, foi dado mais de um mês de prazo para entrega do contrato social, alvará de funcionamento, registro no conselho de medicina e certidões de negativas de débito.


Com isso, os serviços de saúde a pacientes do SUS foram suspensos pela falta do cumprimento da lei.


Exames da Covid-19 coletados entre os dias 06 de novembro e 09 de dezembro confirmaram 35 casos positivos e 202 negativos em Feira de Santana nesta segunda-feira (13).
O município não registrou nenhuma morte causada pela doença nos últimos quatro dias e atingiu a marca de 48.726 curados da doença, índice que representa 94% dos casos confirmados. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 10 pacientes internados no município.

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA SEGUNDA-FEIRA
13 de dezembro de 2021

Casos confirmados no dia: 35
Pacientes recuperados no dia: 7
Resultados negativos no dia: 202
Total de pacientes hospitalizados no município: 10
Óbito comunicado no dia: 0

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 154 (Dados da Sesab)
Total de casos confirmados no município: 51.821 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de dezembro 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 2.076
Total de recuperados no município: 48.726
Total de exames negativos: 83.597 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de dezembro de 2021)
Aguardando resultado do exame: 71
Total de óbitos: 1.009

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 26.221 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de dezembro de 2021)
Resultado positivo: 5.142 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de dezembro de 2021)
Em isolamento domiciliar: 0
Resultado negativo: 21.079 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de dezembro de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Alta de casos de Influenza na véspera do verão é atípica, apontam especialistas

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Brasil deve ter epidemia de gripe Foto: Unsplash | Egin Akyurt

O Brasil corre o risco de começar o ano de 2022 com duas epidemias simultâneas: a de Covid-19 e a de gripe (influenza A), alertam especialistas. A epidemia de gripe que assola o Rio de Janeiro pode se alastrar para outras capitais e grande centros urbanos, juntamente com novos casos de infecção pelo Sars-CoV-2, o novo coronavírus. Estes casos apresentam tendência de alta no longo prazo, conforme revelou o último Boletim InfoGripe da Fiocruz, de quinta-feira (9).

Alguns fatores podem explicar o cenário de disseminação da gripe. Infectologistas apontam como causas do alastramento da doença o relaxamento das medidas restritivas contra o novo coronavírus (que também reduziram a circulação de outros vírus respiratórios, como o da gripe), a baixa cobertura vacinal contra a Influenza e o grande número de pessoas vulneráveis ao vírus. A imunização contra a gripe só foi retomada no Rio nesta sexta (10). Tinha ficado quase uma semana interrompida.

– Em função da grande circulação diária de passageiros entre os principais centros urbanos do país, especialmente a partir de Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, doenças infecciosas e, particularmente, vírus respiratórios têm uma facilidade muito grande de pular de um local para outro rapidamente – afirmou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do Boletim InfoGripe da Fiocruz.

Especialistas explicam que, ao longo de 2020, o Sars-CoV-2 dominou o cenário. Praticamente, não foram registrados casos de gripe no ano retrasado. Mas, a partir do segundo semestre de 2021, com o avanço da vacinação contra a Covid, outros vírus respiratórios começaram a reaparecer. Foi o que ocorreu com o sincicial, o bocavírus, e finalmente com o da Influenza, no mês passado.

No Rio, o vírus da gripe se espalhou rapidamente. Nas últimas três semanas foram registrados 23 mil casos na cidade, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

ATÍPICA
Normalmente, a gripe aparece entre os meses de abril e julho, na passagem do outono para o inverno. Na época mais fria do ano, as pessoas tendem a ficar mais próximas umas das outras e em ambientes fechados. Essas atitudes facilitam a transmissão dos vírus respiratórios. Uma epidemia de gripe às vésperas do início do verão é totalmente atípica.

– O Sars-CoV-2 deslocou a sazonalidade de todos os vírus respiratórios, um fenômeno muito intrigante, então ninguém foi exposto. Além disso, de 2015 para cá tivemos uma queda muito significativa dos níveis de cobertura vacinal, o que foi ainda mais agravado com a pandemia – afirmou o infectologista Márcio Nehab, do Instituto Fernandes Figueira e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Pesquisadores acreditam que o H3N2 (vírus da gripe) em circulação no Brasil veio do Hemisfério Norte, que está perto do inverno. Ao chegar, encontrou baixa cobertura vacinal e o relaxamento das medidas de prevenção. Com maior controle da Covid-19 nos últimos meses, houve queda no uso de máscaras e o aumento da circulação de pessoas e de aglomerações. Tudo isso facilitou a disseminação da gripe, com características epidêmicas.

Outro fator que favoreceu o avanço da gripe foi o baixo índice de imunização atingido pela campanha de vacinação deste ano. Segundo o Ministério da Saúde, menos de 80% do público-alvo (crianças, idosos e grávidas) tomou a vacina. O ideal seria que superasse 90%. No Rio, a situação foi pior. O indicador ficou abaixo de 60% dos vacináveis. Como na Covid-19, a vacinação antigripal é crucial para prevenir casos graves e complicações que levam a internações.

Para ampliar a capacidade de atendimento no Rio, a Secretaria Municipal abriu três polos de atendimento exclusivamente para gripe, mas com direito a testagem para Covid-19. Além disso, estão sendo montadas tendas ao lado das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para tratar dos infectados. A vacinação, que havia sido suspensa por falta de doses, foi retomada na última sexta-feira (10).

– Não adianta esperar a epidemia chegar ao seu estado para só então reforçar a campanha de vacinação contra a gripe e os cuidados necessários. Ainda mais nesse período do ano em que temos muitas aglomerações em centros comerciais, mercados públicos e festas – afirmou Gomes, referindo-se ao restante do país.

Embora a gripe seja menos agressiva do que a Covid-19, ela é considerada uma doença grave, relacionada a uma alta taxa de hospitalizações e mortes. Os casos graves de Covid, que chegam aos hospitais, têm uma mortalidade de 25%, contra 12% e 15% nos casos graves de Influenza. Segundo a OMS, cerca de 650 mil pessoas morrem por ano no mundo vítimas de complicações relacionadas ao vírus da gripe.

– A gripe é menos letal do que a Covid-19 felizmente, mas está longe de ter uma mortalidade baixa. É importante mantermos o trabalho de conscientização, sobretudo com as festas de fim de ano, para evitar um cenário de entrarmos no novo ano com duas epidemias simultâneas.

*AE


Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

É inacreditável, mas gradativamente a verdade está aparecendo.

Aqueles que implantaram o terror estão sendo obrigados a reconhecer os seus erros.

E não foram poucos…

O editorial de “O Globo” deste domingo (12) considera que foi um “crime” manter as crianças fora da escola por tantos meses.

Na realidade, muitos foram os crimes praticados.

O texto, aliás, é muito claro e elucidativo:

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“Foi um crime — não há outra palavra — manter as crianças longe da escola por tantos meses. Um crime de reparação longa e custosa, que deixará marcas profundas em toda uma geração. É essa a conclusão inescapável a tirar do relatório ‘A path to recovery’ (Um caminho para a recuperação), iniciativa conjunta de Unesco, Unicef e Banco Mundial publicada neste mês.”

E prossegue o texto:

“O fechamento das escolas, avalia o relatório, afetou 1,6 bilhão de crianças em 188 países. Na média, foram 121 dias de aula totalmente perdidos e 103 parcialmente. O ensino remoto ou híbrido apresentou resultados insatisfatórios, e a perda de aprendizado foi brutal. Quase dois anos depois da eclosão da pandemia, as aulas não tinham voltado ao normal para mais de 400 milhões. O documento estima em US$ 17 trilhões, ou 14% do PIB mundial, as perdas ao longo da vida dos afetados. Obviamente, os danos não se resumem ao custo econômico.”

E diz mais o editorial do jornal:

“A questão agora é como resgatar o que foi perdido. ‘As consequências para a geração atual de crianças e jovens serão duradouras se não agirmos rápido’, afirma o documento. A primeira — e mais óbvia — medida é reabrir as escolas imediatamente. Nesse ponto, apesar das resistências e exceções, até que o Brasil já tomou a atitude sensata. Mas só isso não basta. ‘Para evitar que as perdas se tornem permanentes, é essencial que os países implementem um pacote de recuperação do aprendizado; mesmo que o conjunto específico de intervenções possa ser diferente, o objetivo deveria ser garantir que as crianças e adolescentes fiquem na escola e alcancem pelo menos o mesmo nível de competência das gerações que não foram expostas à pandemia’.”

E a conclusão:

“As ferramentas sugeridas pelo relatório para isso vão da ampliação da carga horária à revisão de metodologia e pedagogia. Mas primeiro é preciso entender a urgência da questão. Ela deveria ser a prioridade imediata não apenas do ministério ou das secretarias estaduais e municipais de educação, mas de todos os candidatos que tentarão conquistar o voto dos brasileiros nas urnas no ano que vem. Ignorá-la seria cometer um novo crime contra as mesmas vítimas: nossas crianças e nosso futuro.”

Informações Jornal da Cidade