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Surgimento de variantes altamente transmissíveis impulsionam pesquisas nessa área

De spray a pílula, cientistas já miram 2ª geração de vacinas contra a Covid-19 Foto: EFE/Chema Moya

Em formato de pílulas, sprays nasais ou à prova de variantes: a segunda geração de vacinas contra a Covid-19 está a caminho. O surgimento de variantes altamente transmissíveis, como a Ômicron, e a perspectiva de que o mundo terá de conviver com o coronavírus impulsionam pesquisas nessa área.

Por outro lado, barreiras como a falta de insumos e até a dificuldade de recrutar voluntários atrasam resultados.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que há 140 imunizantes em fase de estudo clínico (quando a vacina é testada em humanos) e 194 em estágio pré-clínico, com testes em animais. A lista inclui candidatas brasileiras e, no caso das nacionais, a expectativa é de que fiquem prontas no início de 2023.

Imunizantes que, atualmente, estão à disposição, vêm cumprindo sua função principal: prevenir o adoecimento e a morte. Apesar disso, cientistas em todo o mundo veem um campo aberto para marcar novos gols contra a Covid-19.

O desenrolar da pandemia já deixou claro que as vacinas podem ser aprimoradas para reduzir infecções e transmissão.

No momento, especialmente com a Ômicron, vacinados se infectam e transmitem, ainda que em escala menor do que não imunizados. O avanço da variante fez a Coalizão Internacional de Autoridades Reguladoras de Medicamentos convocar uma reunião para debater “estratégias de longo prazo” sobre tipos de vacinas necessárias para gerenciar a Covid-19.

– Uma das razões pela qual a Ômicron é tão transmissível é que muita gente já vacinada tem o vírus (alojado) no nariz, mas é assintomático – disse o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Jorge Kalil.

O cientista quer armar o organismo contra o Sars-Cov-2 antes que ele invada e se multiplique pelo corpo. Por isso, ele desenvolveu uma vacina de spray nasal, e poucas com este método estão em teste no mundo.

– O gol final é ter uma vacina de imunidade esterilizante, aquela que gera tantos anticorpos na porta de entrada, de forma que o vírus praticamente não infecta. Mas isso é difícil de alcançar – afirmou o virologista Fernando Spilki, da Universidade Feevale.

Spilki também é membro do comitê de especialistas da Rede Vírus, do Ministério da Ciência e Tecnologia. Tecnologias como a do spray nasal podem, se não barrar totalmente a entrada do Sars-Cov-2, reduzir o alcance, diminuindo o contágio.

E, embora não tenham efeito direto no nariz, vacinas injetáveis, no braço, também diminuem a transmissão porque evitam a replicação do vírus dentro do corpo. Essa função é melhor desempenhada à medida em que o imunizante é capaz de atacar de forma certeira a variante em circulação.

– Vamos continuar dando dose de reforço a quem perde parte da proteção, mas o ideal é conseguir vacinas melhores, inclusive para prevenir formas leves – falou Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Com a Ômicron, é possível que vacinas disponíveis se atualizem para cumprir melhor esse papel, e as farmacêuticas já engatilharam isso.

MUTAÇÕES
Outros estudos em teste miram evitar o problema das mutações, com vacinas “à prova de variantes”, que é mais uma meta difícil de alcançar.

Uma das tentativas é da empresa americana Gritstone bio, que projetou um produto com foco nas células assassinas de estruturas infectadas pelo vírus. O CEO André Allen diz que a vacina é um primeiro passo para desenvolver um imunizante “pancoronavírus”.

Já em teste em brasileiros, uma vacina desenvolvida pelo Senai Cimatec, em parceria com a empresa americana HDT Bio Corp, aposta em alta proteção com baixíssimas doses, até 30 vezes menores do que a da Pfizer. Isso é possível porque o imunizante usa uma técnica para que o RNA, que contém informações para a síntese de proteínas, se autorreplique nas células.

Uma das possíveis vantagens seria juntar, em uma só injeção, doses projetadas para cada uma das variantes – o fato de cada dose ser pequena facilitaria, em tese, criar esse “combo” sem causar tanta reação.

– A expectativa para o futuro é que essa plataforma consiga ter o RNA de diferentes variantes por causa da tecnologia de baixíssimas doses. Talvez seja possível ter uma vacina multivalente – disse a pesquisadora Bruna Machado, líder técnica do projeto no Senai Cimatec.

Outras vacinas da segunda geração estão mais adiantadas: a da americana Novavax, por exemplo, foi aprovada na Europa. Sem usar tecnologia de RNA mensageiro, é uma aposta para convencer quem ainda resiste a se vacinar. Já contra o medo das agulhas, há propostas como a da Vaxart, na Califórnia, que criou uma vacina em forma de pílula e começou testes em humanos.

Além da possibilidade aumentar a proteção na mucosa da boca, outra vantagem seria a facilidade de transporte e administração. Desenvolvimentos de vacinas levam em conta, agora, não só o nível de proteção, mas o quanto podem melhorar as campanhas.

Novas vacinas para reforço com proteção de maior duração podem ampliar, por exemplo, os prazos para revacinação. A Agência Europeia de Medicamentos já deixou claro ao dizer, em comunicado semana passada, que aplicar doses de reforço em intervalos curtos não é uma “abordagem sustentável” a longo prazo. O reforço demanda alto investimento, e nem sempre tem boa adesão.

DESAFIOS
Pesquisas da 2ª geração de vacinas encontram entraves logísticos e financeiros. A pesquisa da vacina de spray nasal, por exemplo, do cientista da USP Jorge Kalil, está travada pela dificuldade de conseguir lotes piloto para ensaios em seres humanos. Não há como fabricá-los no Brasil.

Outra vacina em parceria com pesquisadores da USP, a Versamune, também atrasou.

– Houve escassez geral: de luvas a frascos para envases – contou Helena Faccioli, CEO da Farmacore.

Além disso, estudos precisam ser constantemente redesenhados diante da falta de voluntários não vacinados. Especialistas, no entanto, são otimistas: as pesquisas podem servir não só para a Covid, mas para melhorar vacinas que já temos e encontrar soluções para doenças ainda sem prevenção.

*AE


Documento foi divulgado na sexta-feira

Frasco da vacina da Pfizer Foto: EFE/EPA/Alessandro Di Marco

A nota técnica publicada na sexta-feira (21) pelo Ministério da Saúde para barrar as diretrizes que contraindicam o uso do chamado “kit covid” classifica a hidroxicloroquina como eficaz para o tratamento contra a Covid-19. O texto também afirma que as vacinas não demonstram a mesma efetividade, contrariando uma série de estudos e orientações sanitárias pelo mundo.

O documento é assinado apenas pelo secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde da pasta, Hélio Angotti Neto. A nota barra as diretrizes que contraindicam o “kit covid” no tratamento ambulatorial e hospitalar da doença e outras duas normas, mantendo o País sem uma recomendação oficial de como tratar pacientes de Covid-19 com quase dois anos de pandemia.

Na nota, o secretário apresentou uma tabela colocando a hidroxicloroquina em oposição às vacinas.

Uma das colunas pergunta se há demonstração de efetividade em estudos controlados e randomizados para a Covid-19. A resposta é “sim” para a hidroxicloroquina e “não” para as vacinas. A tabela contrapõe os dois métodos ao afirmar que o medicamento tem demonstração de segurança em estudos experimentais e observacionais contra a Covid e que a vacina não tem a mesma resposta.

Além disso, a cloroquina teria um custo baixo sem recomendação das sociedades médicas e sem financiamento da indústria, enquanto as vacinas representariam um custo alto com financiamento da indústria e recomendação dos especialistas. O uso da tabela causou críticas nas redes sociais.

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), anunciou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar o incentivo ao medicamento em oposição à vacinação.

A nota cita “treze estudos controlados e randomizados com direções de efeito favoráveis à hidroxicloroquina, com efeito médio de redução de risco relativo de 26% nas hospitalizações, altamente promissor para o uso discricionário e prosseguimento dos estudos”.

Para a falta de efetividade das vacinas, a referência citada são “dezoito ensaios não finalizados, dos quais, oito ainda em fase de recrutamento, nove ainda não finalizaram o seguimento e um finalizado, mas ainda em fase insuficiente para a avaliação de segurança, mas recomendado para ‘combate à pandemia’”.

QUEIROGA
O questionamento da eficácia das vacinas contraria políticas do próprio Ministério da Saúde. Neste sábado (22), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou de uma ação promovida pela pasta para incentivar a vacinação e a testagem da população nos estados da Região Norte com Angotti Neto, responsável pela nota técnica, e outros secretários do ministério.

Na ação, Queiroga esteve em Manaus (AM) e o secretário foi para Porto Velho (RO). O ministro pediu que as pessoas se vacinassem e afirmou que “não há um caminho mais eficiente para nos livrarmos dessa pandemia do que a vacinação da nossa população”. Por outro lado, ele voltou a criticar o passaporte vacinal e a exigência da imunização.

Durante o evento, Queiroga citou um estudo patrocinado pela secretaria de Angotti Neto e publicado na revista Lancet comprovando a efetividade das vacinas. O levantamento, de acordo com o ministro, mostrou que pessoas vacinadas com a Coronavac apresentaram nível de anticorpos “muito baixo” após seis meses da segunda dose e que a Pfizer registrou índices de anticorpos elevados “em mais de 150 vezes” após o esquema vacinal.

– O ministério tem acompanhado não só a eficiência das vacinas, mas também a efetividade – disse o ministro.

*AE


Exames da Covid-19 coletados entre os dias 15 de dezembro de 2021 e 18 de janeiro de 2022 que estavam aguardando resultado do laboratório, ou seja, mais de um mês, confirmaram 146 casos positivos nesta sexta-feira (21).


Devido o surgimento do surto de síndromes gripais, principalmente a Influenza, os laboratórios que realizam a coleta do exame RT-PCR no município ficaram sobrecarregados com o aumento da demanda de notificações, resultando no acúmulo de coletas e divulgação dos resultados.


A sobrecarga é evidente percebida nos boletins diários da Covid-19. Entre 01 de dezembro de 2021 e janeiro deste ano, 1.261 casos foram registrados.
Apesar do crescimento nos casos, Feira de Santana apresenta poucos leitos ocupados, com 12 pacientes internados tanto de enfermaria quanto de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Mais de 49,3 mil pessoas estão recuperadas.

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA SEXTA-FEIRA
21 de janeiro de 2022

Casos confirmados no dia: 146
Pacientes recuperados no dia: 50
Resultados negativos no dia: 87
Total de pacientes hospitalizados no município: 12
Óbito comunicado no dia: 0

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 290 (Dados da Sesab)
Total de casos confirmados no município: 53.434 (Período de 06 de março de 2020 a 21 de janeiro de 2022)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 3.078
Total de recuperados no município: 49.318
Total de exames negativos: 89.495 (Período de 06 de março de 2020 a 21 de janeiro de 2022)
Aguardando resultado do exame: 817
Total de óbitos: 1.026

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 26.223 (Período de 06 de março de 2020 a 21 de janeiro de 2022)
Resultado positivo: 5.144 (Período de 06 de março de 2020 a 21 de janeiro de 2022)
Em isolamento domiciliar: 0
Resultado negativo: 21.079 (Período de 06 de março de 2020 a 21 de janeiro de 2022)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Criança de 10 anos apresentou problema de saúde 12 horas após ser vacinada

Vacinação de crianças foi suspensa em município de SP Foto: EFE/EPA/Robin Van Lonkhuijsen

A Prefeitura de Lençóis Paulista, em São Paulo, anunciou a suspensão da vacinação de crianças contra a Covid-19 pelos próximos sete dias. A medida foi publicada nas redes sociais do governo local, que decidiu pela interrupção “após uma criança de 10 anos sofrer uma parada cardíaca 12 horas após receber a dose pediátrica da vacina Pfizer”.

Segundo o comunicado, “pais ou responsáveis que desejam vacinar seus filhos antes da retomada da aplicação devem ligar na Central Saúde para realizar agendamento”. A prefeitura também informou que, “segundo a família, a criança está estável e consciente”.

Apesar do ocorrido, o Executivo local destaca segue a orientação do seu comitê e “deixa claro que não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento”.

A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo também se pronunciou sobre o assunto, e reforçou que as vacinas aprovadas pela Anvisa são seguras e eficazes.

VEJA NA ÍNTEGRA A NOTA DA PREFEITURA
Vacinação infantil está suspensa por 7 dias; vacinação de adultos segue normalmente

O Comitê de Enfrentamento à Covid-19, em reunião extraordinária, realizada na tarde desta quarta-feira, 19 de janeiro, determinou a suspensão da vacinação de crianças entre 5 e 11 anos por sete dias, em livre demanda. Pais ou responsáveis que desejam vacinar seus filhos antes da retomada da aplicação, devem ligar na Central Saúde para realizar agendamento. A manifestação do Comitê acontece após uma criança de 10 anos sofrer uma parada cardíaca 12 horas após receber a dose pediátrica da vacina Pfizer. Segundo a família, a criança está estável e consciente.

O Comitê deixa claro que não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento. Além disso, esse prazo é necessário para aprofundamento sobre o caso de forma específica e envio de relatórios aos órgãos de controle federais e estaduais. A Secretaria de Saúde está solicitando autorização para acesso ao prontuário médico, uma vez que o atendimento ocorreu na rede privada.

Conforme Nota Oficial expedida anteriormente, na noite de ontem, aproximadamente 12 horas após ser vacinada, uma criança apresentou alterações nos batimentos cardíacos e desmaiou segundo o relato do pai, por isso, foi levada à rede de saúde particular para atendimento profissional, onde foi reanimada. Após ser estabilizada, a criança foi transferida para o Hospital da Unimed, em Botucatu, onde permanece sob observação.

Durante a reunião com o Comitê, a Prefeitura informou aos membros que, através da sua Secretaria de Saúde e da sua Vigilância Epidemiológica, já comunicou à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, através da Vigilância em Saúde e aguarda resposta e instruções dos órgãos responsáveis. A vacinação de adultos segue normalmente na Central de Vacinação e na ESF da Vila Maria Cristina nos horários previamente determinados.

Comitê de Enfrentamento à Covid-19
Secretaria de Saúde de Lençóis Paulista
Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista

Informações Pleno News


Antiviral tem 89% de eficácia na prevenção de hospitalizações e mortes de pacientes de alto risco, de acordo com a farmacêutica

Foto: Reprodução/Pfizer
Foto: Reprodução/Pfizer

O ministério da Saúde planeja encomendar da Pfizer a pílula antiviral Paxlovid, desenvolvida para o tratamento contra o coronavírus. O tratamento, segundo a fabricante, tem 89% de eficácia na prevenção de hospitalizações e mortes de pacientes de alto risco.

Ao site Metrópoles, a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informou que, para avançar nas tratativas e na avaliação de uso do Paxlovid na rede de saúde brasileira, é preciso que o medicamento tenha a autorização da Anvisa. O pedido ainda não foi feito.

O medicamento deve ser tomado por cinco dias, logo após os primeiros sintomas da doença. A pílula visa bloquear a replicação do vírus e impedir a evolução da Covid-19 para quadros graves.

A princípio, os remédios dessa compra serão destinados às unidades do SUS, não à rede particular de farmácias e hospitais.

Informações Bahia.ba


Latam ainda aguarda resposta; pedidos são consequência do aumento de casos da variante Ômicron no setor

Foto: Divulgação/GOL
Foto: Divulgação/GOL

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a Azul e a Gol a voar com três ao invés de quatro comissários de bordo. A Latam fez o mesmo pedido e aguarda resposta da agência.A autorização da Anac à Azul foi dada em 12 de janeiro; o aval à Gol, naa segunda-feira (17).

Os pedidos estão relacionadas ao avanço da variante ômicron, que tem causado afastamento de tripulantes das escalas e cancelamentos de voos. Juntas, as três empresas detêm 98,2% do mercado doméstico de aviação no Brasil, segundo dados da agência relativos a novembro.

As empresas são obrigadas a manter um comissário para cada 50 passageiros. Assim, para voar com três tripulantes, os voos passam a ter número no máximo 150 passageiros. 

Informações Bahia.ba


Segundo a EMA, o imunizante pode causar mielite transversa

Agência pediu a inclusão do efeito na bula do fármaco Foto: Marco Verch/Pixabay

A agência regulatória de medicamentos da União Europeia (EMA) recomendou, na última sexta (14/1), que a bula da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 seja modificada para incluir “mielite transversa” na lista de efeitos colaterais raros.

Trata-se de uma inflamação que afeta a medula espinhal e pode causar fraqueza nos braços ou pernas, sintomas sensoriais, problemas na bexiga ou dificuldade na função intestinal. A complicação rara também pode acometer pessoas não vacinadas que contraírem o coronavírus.

A mesma recomendação foi feita pelo comitê de segurança do órgão em relação à bula da vacina da Janssen. Neste caso, o pedido havia sido feito em novembro do ano passado, mas foi reforçado.

Apesar da descoberta, a agência segue recomendando a utilização das vacinas contra a Covid-19 o quanto antes, para evitar que o quadro dos pacientes evolua para grave e que haja necessidade de internação. Segundo o órgão, os benefícios das vacinas são maiores do que os riscos.

Informações Pleno News


As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado

Dezenas de feirenses lutam contra a morte na fila da famigerada Regulação

Nada menos que 38 pacientes lutam pela vida nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas municipais de Feira de Santana. Aguardam a famigerada transferência para uma unidade hospitalar. Os dados são desta segunda-feira (17). As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado. 

Do total, 15 pacientes estão na UPA Queimadinha, 7 na UPA Mangabeira e 16 distribuídos nas Policlínicas da Rua Nova, George Américo, São José, Parque Ipê e Feira X.  

Aos 63 anos, o paciente A.F.S. espera por uma vaga há seis dias para tratar uma obstrução intestinal. Outro paciente, A. R. N. aguarda há oito, com quadro de colecistite – inflamação na vesícula biliar. O paciente T. O. R. aguarda há quatro dias transferência para tratar uma pneumonia bacteriana não especificada – os nomes foram preservados por sigilo médico.

Segundo a coordenadora das Policlínicas e UPAs da Secretaria Municipal de Saúde, Vera Lúcia Galindo, são em média 4 a 35 dias para conseguir a transferência e quando se trata de saúde, cada minuto é valioso para manter a vida. 

A demora para a transferência sobrecarrega o sistema de saúde municipal, fazendo com que as unidades fiquem lotadas. Ainda expõe os pacientes a uma espera exaustiva por tratamento adequado. 

REGULAÇÃO ESTADUAL

O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.

Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas. 

Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema, para que o paciente tenha a assistência adequada.

Informações Protagonista


Há três dimensões que compõem a condição

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A síndrome de Burnout passou a ser reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A assunção dessa condição passou a valer neste mês de janeiro, com a vigência da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11).

A síndrome é definida pela OMS como “resultante de um estresse crônico associado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado”. Conforme a caracterização da entidade, há três dimensões que compõem a condição.

A primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia. A segunda são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho. A terceira é a sensação de ineficácia e falta de realização.

A OMS esclarece que a síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente vinculado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida dos indivíduos.

Segundo o advogado trabalhista Vinícius Cascone, no Brasil, o Ministério da Saúde reconhece desde 1999 a síndrome como condição relacionada ao trabalho.

Caso um trabalhador reconheça os sintomas, deve buscar um médico para uma análise profissional. O médico avalia se o funcionário deve ou não ser afastado de suas funções. A empresa deve custear o pagamento caso o afastamento seja de até 15 dias.

Depois deste período, o empregado será submetido a uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que o órgão analise e, confirmando o diagnóstico, arque com o custeio do afastamento durante mais tempo. É preciso também abrir uma comunicação de acidente de trabalho.

Cascone explica que se o empregador não der o encaminhamento em caso de afastamento, o trabalhador pode buscar diretamente o INSS ou entrar com ação judicial caso ocorra uma negativa do órgão.

À Agência Brasil, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que o início da vigência da nova lista de doenças demandará uma atualização de normativos internos, o que ocorrerá “aos poucos”.

Conforme o órgão, o direito a benefícios associados ao afastamento temporário é garantindo a quem comprovar incapacidade de realizar o trabalho.

Ambiente de trabalho

A advogada Lívia Vilela teve a síndrome diagnosticada em 2019. Ela trabalhava em uma empresa pública desde 2011. Segundo Lívia, ocorreu um processo de sucateamento da companhia e o ambiente de trabalho não era bom.

Lívia conta que após assumir o cargo encontrou um espaço desestruturado, com alta carga de trabalho e grande responsabilidade, sem apoio dentro da direção da empresa. Essa situação gerou muito desgaste a ela. Além disso, havia uma disparidade salarial expressiva entre os trabalhadores da área que ela integrava.

“O burnout veio em 2018. Eu percebi que não estava bem. Comecei a ter problemas para dirigir, pois associava ao ambiente do trabalho. Fiquei desmotivada e não queria estar lá. Comecei a ter fortes crises de depressão e de ansiedade, insônia”, relata.

A advogada foi levada ao médico e foi afastada do trabalho. Em seguida, passou a atuar de forma remota, o que seguiu em razão da pandemia. Com a privatização da empresa pública, ela decidiu largar a carreira.

Informações Bahia.ba


Neste primeiro mês do ano atividades dedicadas às questões e necessidades relacionadas à saúde mental e emocional das pessoas estão sendo postas em prática no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, reforçando a campanha nacional Janeiro Branco.

Ações integradas com palestras, distribuição simbólica de laços brancos, rodas de conversa, mensagens de reflexão em balões e murais evidenciam a pacientes e colaboradores sobre a necessidade do autocuidado e autoconhecimento, importantes na prevenção ao adoecimento emocional.

Campanhas como esta combatem tabus, mudam paradigmas e orientam as pessoas, principalmente neste momento em que a pandemia impôs novos desafios à sociedade.

Segundo a psicóloga Vanti da Conceição Silva, o Janeiro Branco faz parte do calendário colorido das campanhas de conscientização, a exemplo do Novembro Azul e Outubro Rosa.

“Nosso corpo está ligado à mente e, por isso, é importante a atenção não só em janeiro, mas durante todo o ano no cuidado à saúde mental”, ressalta.

Gilberte Lucas, diretora da Fundação Hospitalar, afirma que a Prefeitura de Feira prioriza programações como esta a fim de “sensibilizar a comunidade dos sinais de alerta emitidos por pacientes e acompanhantes que precisam da rede de apoio do poder público e toda empatia das equipes de saúde”.

*Secom

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