Motoki Tonn/Unsplash
Imagem: Motoki Tonn/Unsplash

A saúde mental é composta pelo aspecto emocional, comportamental e cognitivo. Antes com um maior estigma, a normalização da psicoterapia foi um fenômeno pandêmico.

No Brasil, a procura por consultas psicológicas online cresceu 230% em 2021, segundo pesquisa da plataforma de atendimentos online Vittude. Mas nem todo mundo precisa fazer terapia. Segundo especialistas, há momentos de maior sofrimento que demandam, sim, um auxílio externo de um psicólogo, mas é possível manter a saúde mental em dia com uma rotina saudável.

Confira quais modos de pensar e ações são saudáveis para cuidar da saúde mental.

1. Questione os pensamentos negativos

Todo mundo tem pensamentos automáticos negativos, que nos levam para cenários ruins. Mas o que diferencia uma pessoa que consegue se autogerenciar bem no campo mental é o questionamento dessas ideias negativas. Isso porque os pensamentos são interpretações possíveis de uma situação, e não a verdade absoluta.

A dica é fazer uma lista de prós e contras das situações, imaginar cenários diferentes do negativo e ponderar os fatos. E, acima de tudo, ter consciência sobre o pensamento: ele é só uma das possibilidades sobre a realidade.

2. Planeje sua fala para momentos importantes

Precisa conversar com o chefe sobre alguma questão do trabalho? Pense nos argumentos antes, respire com calma e relaxe o tom de voz, falando sozinho antes do encontro. Tenha certeza das suas reivindicações e respeite o interlocutor. Trabalhe sua argumentação. Se quiser, faça uma lista no papel. Assim, na hora, você consegue se expressar, sem tanto estresse e ansiedade.

3. Pratique um exercício físico que goste

Não precisa ir à academia. Procure uma atividade corporal que possa fazer com frequência: caminhar, andar de bicicleta, nadar ou dançar, por exemplo. O movimento ajuda na saúde mental por produzir os quatro hormônios da felicidade: endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina. Meia hora de exercício por dia é um bom começo.

Quando estamos estressados, ativamos o sistema nervoso autônomo —que nos deixa estado de alerta, preparando-nos para o instinto de luta e fuga. Uma forma de ativar o sistema parassimpático, responsável pelo relaxamento, é o exercício físico, que diminui o cortisol e faz aumentar os níveis dos hormônios do bem-estar, prevenindo quadros de ansiedade e depressão.

amigos - iStock - iStock
Amigos acolhem e ajudam na tomada de decisõesImagem: iStock

4. Mantenha amigos por perto para compartilhar dificuldades e conquistas

Confiar em alguém para conversar sobre dificuldades e conquistas é muito importante para se sentir bem. Pode ser um amigo, parente ou uma rede de apoio. Faça uma seleção: há amigos que dão melhores direcionamentos do que outros. E não se preocupe com o julgamento deles, esteja aberto a orientações de fora.

5. Saiba dizer não

Sabe aquela sensação de cansaço permanente? Segundo psicólogos, ela se dá por não sabermos dizer não. Mesmo tendo diversas tarefas, as pessoas acumulam funções por não conseguirem recusar propostas.

Os especialistas dizem que há três grandes estilos de comportamento: passividade, agressividade e assertividade. O passivo geralmente guarda angústias para si. O agressivo explode, expressando-se de forma desrespeitosa. Já o assertivo tem uma maneira firme e respeitosa ao dar limites —forma ideal de se relacionar. A dica é ser sincero e saber recusar tarefas que você não quer ou não pode aceitar.

6. Não se importe tanto com a reação do outro

Ligada à dica anterior, esse desdobramento —a reação alheia— pode gerar ansiedade. Mas as reações dos outros não estão sob nosso controle, e é preciso estar em paz com isso.

Não tome as reações do outro para si. Entenda que todo mundo tem estilos de comportamento e que, de acordo com seus valores, você tomou a decisão certa.

6. Tenha autocompaixão

Trate a si mesmo como você trataria um amigo. Acolha suas dores e erros como se estivesse fazendo com alguém que você gosta. Todo mundo erra, mas o julgamento pode ser muito maior consigo mesmo —tome cuidado com isso. Comece a se ver de forma gentil. Se tiver um pensamento julgador, concentre-se no momento presente e veja o erro como parte do seu processo.

7. Escreva um diário

Essa dica serve para pessoas que têm a personalidade mais disciplinada. Escrever um diário auxilia no autoconhecimento. O objetivo é o mesmo da terapia: colocar para fora os processos mentais. Se você não é tão organizado para escrever relatos todos os dias, a dica é criar uma agenda de pensamentos: um caderno ou arquivo para você descrever ideias angustiantes, anotando a data e a situação em que elas surgem. Assim, ao longo do tempo, você vai conseguir reconhecer seus padrões e lidar melhor com eles.

8. Aprenda novas atividades prazerosas

Tocar um instrumento, pintar, desenhar, costurar ou aprender uma nova língua. Concentrar-se em uma nova habilidade ativa o seu cérebro em regiões que são menos exploradas, geralmente. Essa expansão faz bem para a saúde mental.

9. Livre-se do excesso de telas

A luz azul e os estímulos dos aplicativos geram ansiedade e uma hiperatividade cerebral. A dica dos especialistas é ficar atento aos relatórios de tempo de uso do smartphone. Faça atividades essenciais sem o celular, como nas refeições e no convívio com os amigos e familiares.

10. Faça a psico-higiene do sono

É importante fazer uma limpeza mental antes de dormir. Pare de usar o celular ao menos meia hora antes de se deitar. Faça algo prazeroso corporalmente, como tomar um banho e passar um hidratante no corpo, conectando-se com o momento presente. Concentre-se na sua respiração e a acalme nesse momento de preparação para dormir.

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Ter um bichinho traz bem-estar e ajuda a pessoa a manter uma rotinaImagem: iStock

11. Tenha um pet

Ter um animal de estimação aumenta a produção dos hormônios de bem-estar e felicidade. Além de ser uma boa companhia, o pet é interessante para pessoas que sofrem de depressão, porque gera uma rotina de atividades por meio das responsabilidades que o animal traz, como passear, limpar a caixa de areia, dar comida e água.

12. Medite

“Mindfulness” é a ideia ocidental para a mesma prática conhecida no Oriente como meditação: estar consciente no momento presente. Não é preciso ficar horas meditando, mas alguns minutos por dia podem ajudar a aliviar as tensões. Na internet, é possível achar meditações guiadas, que narram como se concentrar na respiração. A meditação é uma grande aliada em casos de transtornos de ansiedade.

13. Tenha um projeto de vida além do trabalho

Qual seu maior sonho? Se a resposta está ligada apenas à carreira profissional, é melhor repensar. O trabalho, apesar de poder ser uma fonte de satisfação pessoal, é uma atividade que não dá conta da complexidade humana. Por isso, tenha um projeto de vida além do trabalho. Construa projetos por prazer, com metas de outra ordem.

Se precisar, busque ajuda profissional

De acordo com uma diretriz do MEC (Ministério da Educação), todas as faculdades de psicologia precisam ter uma clínica-escola para atendimento gratuito da comunidade, sejam elas públicas ou privadas. Apesar da alta demanda, as vagas para atendimento geralmente abrem duas vezes ao ano, ao começo de cada semestre letivo, já que envolve o trabalho dos estudantes do curso. É bom buscar ajuda profissional quando se observa que a qualidade de vida e das relações está afetada.

Além disso, as policlínicas das secretarias de saúde dos municípios têm psicólogos atendendo pelo SUS (Sistema Único de Saúde). É possível se informar sobre o atendimento nas UBS (Unidades Básicas de Saúde). Há também materiais de psicoeducação disponíveis gratuitamente nas UBS.

Fontes: Katie Almondes, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Psicologia e professora do departamento de psicologia e da pós-graduação em psicobiologia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte); Leonardo Pinho, presidente da Abrasme (Associação Brasileira de Saúde Mental), sociólogo e especialista em gestão pública pela PUC-SP; Maria Gabriela Ribeiro, doutora em psicologia social pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba) e integrante do grupo de pesquisa da instituição, coordenadora do curso de psicologia da Faculdade Três Marias, em João Pessoa.

Informações Viva Bem UOL


Paciente esteve em Portugal e Espanha antes do diagnóstico

Doença causa erupções cutâneas [Imagem Ilustrativa] Foto: CDC

Um brasileiro de 26 anos foi diagnosticado com varíola de macaco na Alemanha, representando a primeira confirmação da doença no país europeu. O paciente esteve em Portugal e também na Espanha antes de desembarcar em solo alemão. Atualmente, ele se encontra isolado na cidade de Munique.

Ao chegar ao hospital, o homem já apresentava as erupções na pele que são um dos sintomas da varíola. A doença é provocada por um vírus e, sendo assim, é contagiosa, podendo ser passada por meio de contato com fluidos corporais de pessoas infectadas ou por superfícies contaminadas.

Tanto Portugal quanto Espanha já possuem mais de 20 casos da doença. França, Bélgica, Itália, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália também registraram infectados.

Na República Democrática do Congo são mais de 1200 casos suspeitos e 58 mortes entre eles, segundo informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

– Precisamos entender melhor a extensão da varíola do macaco nos países endêmicos para entender a verdade sobre como está circulando e o risco que significa para as pessoas, bem como o risco de exportação – alertou a epidemiologista Maria Van Kerkhove.

Informações Pleno News


No dia a dia, comer de forma saudável sem precisar gastar tempo preparando refeições ou muito dinheiro é sempre um desafio. Por isso,
a empreendedora feirense Simone Macedo se propôs a criar um cardápio com saladas em potes de vidro com preços acessíveis.

O projeto “Simone Nature Fit” surgiu em 2018 como uma alternativa para as pessoas que vivem em Feira de Santana e querem se alimentar de forma mais saudável, mas não têm tempo para preparar uma alimentação balanceada.

São várias opções de saladas que possuem em sua composição carboidratos, proteínas e oleaginosas.

“Na rotina do dia a dia é difícil se manter saudável e esta é uma opção diferente, nutritiva e saborosa, e eu tenho recebido este feedback das pessoas. E você pode comer direto do pote, se não tiver prato, por exemplo”, afirma Simone.

Todas as saladas são armazenadas em potes de vidro, sendo um diferencial para o seguimento. Após o consumo, eles podem ser reaproveitados ou devolvidos à empresa, que se encarrega de reutilizá-los e o cliente possui também um desconto. Além das saladas, a Simone Nature Fit também trabalha com a produção de polpas detox, caldos, marmitas e bolos fit.

Mais informações pelo telefone (75) 9 8235-7991, WhatsApp (75) 98253-8989 ou Instagram @simonenaturefit.


Em Feira de Santana, as sete policlínicas municipais oferecem atendimentos ambulatoriais de urgência e emergência para crianças e adultos. Já nas duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), além desses serviços, também ofertam assistência de média e alta complexidade a casos leves e graves – exceto politraumatismo.

De 1º de janeiro deste ano até esta segunda-feira, 9, juntas, as policlínicas e UPAs registraram 100.836 atendimentos.

Segundo a coordenadora geral das policlínicas e UPAs da Secretaria Municipal de Saúde, Vera Lúcia Galindo, todas as unidades funcionam ininterruptamente, 24 horas por dia. No entanto, atualmente a principal dificuldade é a transferência dos pacientes mais graves por meio do Sistema de Regulação do Governo do Estado.

De acordo com a coordenadora, o paciente fica em média 4 a 35 dias nas policlínicas e UPAs, onde o atendimento é restrito aos primeiros socorros e estabilização até a transferência. A demora sobrecarrega o sistema de saúde municipal fazendo com que as unidades fiquem lotadas.

“Todos os esforços são feitos pela equipe de saúde, na tentativa de conseguir uma vaga. Exames de alta complexibilidade, laboratoriais ou de imagem são realizados para atualizar de forma minuciosa, diariamente, os relatórios para a regulação, direcionando os casos de acordo sua complexidade. Infelizmente, devido a espera exaustiva, muitos chegam a falecer sem a transferência”, afirma.

Atualmente, no município, 30 pacientes aguardam por transferência para uma unidade hospitalar. Na policlínica de Humildes, um idoso de 71 anos, com quadro de hepatite viral crônica e pancreatite espera há 28 dias. Já na UPA Mangabeira, uma idosa de 72 anos, hipertensa e diabética, espera por vaga há 14 dias para tratar pneumonia.

*Secom


Cigarro eletrônico, Saúde

Sociedades médicas brasileiras esperam que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decida ainda este ano manter proibida a importação e venda de cigarros eletrônicos no Brasil. Em 2009, a agência publicou resolução proibindo os chamados Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), que agora passam por processo de discussão e atualização de informações técnicas. 

A Anvisa está na fase da Tomada Pública de Subsídios, aberta a receber informações técnicas a respeito dos cigarros eletrônicos. “Esperamos que até o fim do ano tenhamos essa decisão. Mas o nosso papel agora é entregar à Anvisa todas as evidências científicas comprovando os malefícios do cigarro eletrônico”, disse Ricardo Meirelles, da Associação Médica Brasileira (AMB).

A AMB, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), têm se unido em torno da proibição do comércio dos cigarros eletrônicos. Essas entidades alertaram a Anvisa sobre os prejuízos desse aparelho e têm lutado contra a informação falsa dos fabricantes, que afirmam que o cigarro eletrônico é alternativa mais saudável ao cigarro convencional.

“Vários estudos comprovam que os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) causam danos à saúde. Eles podem causar irritação brônquica, inflamação em quem tem doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc). Essas pessoas não podem usar o cigarro eletrônico de maneira nenhuma”, afirmou Meirelles.

Aristóteles Alencar, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, explicou que esses aparelhos produzem partículas ultrafinas. Essas partículas conseguem ultrapassar a barreira dos alvéolos do pulmão e caem na corrente sanguínea, provocando inflamação. “Quando essa inflamação ocorre no endotélio, que é a camada que reveste internamente o vaso, pode dar início a eventos cardiovasculares agudos, como o infarto e a síndrome coronariana aguda, a angina do peito”.

Esse tipo de cigarro, chamado de vapers pelos fabricantes, na intenção de desassociar à figura do cigarro, contém uma série de substâncias nocivas e cancerígenas. Eles trazem, em sua composição, substâncias como nicotina, propilenoglicol e glicerol, ambos irritantes crônicos; acetona, etilenoglicol, formaldeído, entre outros produtos cancerígenas e metais pesados (níquel, chumbo, cádmio, ferro, sódio e alumínio). Para atrair consumidores, são incluídos aditivos e aromatizantes como tabaco, mentol, chocolate, café e álcool.

“O efeito protetor que se atribuía ao cigarro eletrônico não existe. Em países que liberaram esses produtos há crescente aumento de doenças cardiovasculares na população abaixo de 50 anos”, disse Alencar. “Diferente do cigarro convencional, que demora às vezes 20 ou 30 anos para manifestar doença no usuário, o cigarro eletrônico tem mostrado essa agressividade em menos tempo”, completou.

Outra substância perigosa encontrada em muitos desses cigarros é o tetrahidrocarbinol, ou THC. “É a substância que leva à dependência do usuário da maconha”, explicou Meirelles. Segundo ele, os DEFs também podem conter óleo de haxixe e outras drogas ilícitas.

Jovens e propaganda

Adolescentes são alvos das fabricantes de cigarros eletrônicos. O design dos aparelhos e as essências oferecidas são pistas de que, apesar de indicarem o produto apenas a adultos, buscam chamar a atenção de jovens. A adoção de sabores mais infantis, a aplicação de cores na fumaça e até mesmo o design de alguns modelos não são atraentes ao público adulto.

“A estratégia do sabor, por exemplo. Por mais que digam que não é um produto para criança, eu não conheço um adulto que use o sabor algodão-doce. Ele é bem caracterizado com essa ideia da juventude”, afirmou Sabrina Presman, da Associação Brasileira de Estudo de Álcool e Outras Drogas (Abead).

Ela também cita a semelhança do aparelho com itens de uso diário de um estudante, como canetas ou pen drives. “O próprio formato do cigarro eletrônico se confunde com as coisas do jovem. Ele é mais moderno e muitos pais não conseguem identificar o que é caneta, o que é lápis e o que é cigarro”.

Paulo César Corrêa, coordenador da comissão de tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), destacou que esses produtos são apresentados com slogans que tratam o cigarro convencional como ultrapassado e nocivo. A ideia é afastar essa má publicidade dos cigarros eletrônicos. Segundo ele, existem evidências de que há três vezes mais chances de pessoas que nunca fumaram passarem a fumar regularmente cigarros convencionais depois de usarem esses aparelhos.

Corrêa também alertou sobre a estratégia da indústria de cigarros eletrônicos em vender uma informação de que esse tipo de produto é menos nocivo que o cigarro convencional e que, portanto, trocar para os cigarros eletrônicos seria uma alternativa mais saudável. Ele, no entanto, alerta: cigarros eletrônicos não são apenas feitos de vapor e água.

“Ainda que não tenhamos a descrição completa dos riscos epidemiológicos, as evidências já existentes permitem dizer que o produto é extremamente perigoso e danoso à saúde individual e à saúde pública”.

Cigarro eletrônico

Os cigarros eletrônicos são aparelhos alimentados por bateria de lítio e um cartucho ou refil, que armazena o líquido. Esse aparelho tem um atomizador, que aquece e vaporiza a nicotina. O aparelho traz ainda um sensor, que é acionado no momento da tragada e ativa a bateria e a luz de led. Mas nem todos os cigarros eletrônicos vêm com luz de led.

A temperatura de vaporização da resistência é de 350°C. Nos cigarros convencionais, essa temperatura chega a 850°C. Ao serem aquecidos, os DEFs liberam um vapor líquido parecido com o cigarro convencional.

Os cigarros eletrônicos estão em sua quarta geração, onde é encontrada concentração maior de substâncias tóxicas. Existem ainda os cigarros de tabaco aquecido. São dispositivos eletrônicos para aquecer um bastão ou uma cápsula de tabaco comprimido a uma temperatura de 330°C. Dessa forma, produzem um aerossol inalável.

“Esses aparelhos expõem o usuário a emissões tóxicas, muitas das quais causam câncer”, explicou Cláudio Maierovitch, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva.

Outro tipo de DEF se parece com um pen drive. São os sais de nicotina (nicotina + ácido benzóico). Esse tipo de cigarro provoca menos irritação no usuário, facilitando a inalação de nicotina. E, assim, provoca maior dependência. Os usuários desse aparelho têm pouca resposta ao tratamento convencional da dependência da nicotina. “Usar um dispositivo desse com 3% a 5% de nicotina equivale a fumar de dez a 15 cigarros por dia. Dispositivos com 7% de nicotina equivalem a mais de 20 cigarros por dia, cerca de um maço de cigarros”, disse Meirelles.

Informações Pleno News


Em parceria com o Hospital Dom Pedro de Alcântara, a Escola de Ecocardiografia da Bahia realiza um mutirão para selecionar pacientes que realizarão o exame Doppler de Carótidas e Vertebrais durante o curso.


Os exames serão realizados por médicos em treinamento sendo, em seguida, revisados pelos professores do curso.

Os laudos dos exames serão entregues aos pacientes a partir do dia 17/05/2022.


REQUISITOS PARA PARTICIPAÇÃO NO MUTIRÃO:

  • Idade acima de 50 anos
  • Ambos os sexos
  • Diagnóstico de Diabetes e/ou Infarto do Miocárdio e/ou AVC

Os pacientes selecionados farão o exame Doppler de Carótidas e Vertebrais, de forma gratuita, durante o mutirão.

A organização do mutirão solicita, como contribuição, 01 Kg de alimento não perecivel. Os alimentos arrecadados serão doados ao Dispensário Santana (Irmã Rosa) ao final do curso

Interessados ligar para 75-98298.8798 (Sandra)


Amostras estudadas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) indicaram uma prevalência de quase 43% de resultados positivos

A capital baiana, Salvador, observa um aumento no número de casos de norovírus, espécie de vírus resistente e com alta capacidade infecciosa, segundo aponta análise da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O laboratório de virologia da instituição identificou que, entre o fim de abril e a primeira semana de maio, das 35 amostras colhidas ao menos 15 testaram positivo, uma prevalência de quase 43%. 

“Isso chama atenção porque ele não é um vírus comum de aparecer, nem que está sempre presente na população. Quando ele aparece a tendência é aumentar e causar um grande surto”, alertou o virologista do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA, Gúbio Soares, ao portal g1.

SINTOMAS DO NOROVÍRUS

Pacientes infectados apresentam os primeiros sinais no período entre 24h e 48h após a contaminação. Os sintomas podem persistir por um a três dias.

O norovírus pode provocar:

  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Febre alta;
  • Dores no corpo e no estômago. 

TRANSMISSÃO DO NOROVÍRUS

Conforme a publicação, é possível ser infectado pelo vírus através da ingestão de água e alimentos contaminados ou contato com pessoas infectadas. 

Pacientes com norovírus podem transmitir a doença até dois dias após o desaparecimento dos sintomas. 

COMO SE PREVENIR CONTRA O NOROVÍRUS

Gúbio Soares indica que os indivíduos devem adotar alguns cuidados básicos para evitar ser infectados pela doença. São eles: 

  • Evitar contato com pessoas que estejam vomitando ou com diarreia;
  • Lavar as mãos com frequência;
  • Usar água sanitária no local atingido pelo vômito;
  • Usar máscara ao cuidas de pessoas contaminas;
  • Evitar ter contato com a saliva de indivíduos infectados.

SECRETARIA DESCARTA SURTO

Na tarde de quarta-feira (4), todos os 15 leitos de UTI pediatria da UPA dos Barris estavam ocupados por pacientes diagnosticados com diversas doenças. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, há um aumento na demanda por atendimento em Upas e em gripários de Salvados, mas a Pasta descarta hipótese de surto de virose causada pelo norovírus. 

“Nós ainda não temos nenhuma informação a respeito disso, mas caso seja confirmado, com certeza a secretaria irá intervir. Nós não temos como lutar contra vírus, o que podemos fazer é minimizar as situações de transição, fazer o uso da máscara ainda continua sendo uma medida extremamente efetiva para todos os vírus de transmissão respiratória”, disse ao portal.

Informações Macajuba Acontece


Genótipo foi identificado em Aparecida de Goiânia, em Goiás

Mosquitos de Aedes aegypti são vistos no laboratório da Oxitec em Campinas

Pesquisadores detectaram, pela primeira vez, o genótipo cosmopolita do sorotipo 2 do vírus da dengue no Brasil. A linhagem, que é a mais disseminada no mundo e está presente na Ásia, no Oriente Médio e na África, nunca havia sido encontrada no território brasileiro. O genótipo foi identificado em Aparecida de Goiânia (GO).

A informação foi divulgada hoje (5) no portal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A detecção do genótipo da dengue foi liderada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás (Lacen-GO) e ocorreu em fevereiro a partir de uma amostra de um caso de dengue do final de novembro do ano passado.

De acordo com a Fiocruz, para os pesquisadores, a chegada dessa cepa ao Brasil preocupa, porque existe a possibilidade de ela se disseminar de forma mais eficiente do que a linhagem asiático-americana, também conhecida como genótipo 3 do sorotipo 2, que atualmente circula no país.

A linhagem, no entanto, de acordo com a equipe, não é a responsável pelo surto de dengue em Goiás e tudo indica que ela foi identificada rapidamente, o que pode ajudar no controle dessa cepa.

Origem

O achado representa o segundo registro oficial desse genótipo nas Américas, após um surto no Peru, em 2019. As análises feitas no Brasil mostram que a linhagem encontrada é semelhante a dois microrganismos isolados durante o surto registrado na província de Madre de Dios, no Peru. Porém, ainda não é possível dizer que o genótipo cosmopolita foi introduzido no Brasil a partir do país vizinho. A suspeita é que tenha chegado a partir da Ásia, por meio de viagens intercontinentais.

Segundo a Fiocruz, as secretarias municipal e estadual de Saúde e o Ministério da Saúde foram comunicados. Os pesquisadores publicaram um artigo na plataforma de pré-print medRxiv.

Os pesquisadores ressaltam que entre as principais ações para conter a disseminação da dengue está a eliminação de depósitos de água parada, que podem se tornar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Além das ações de combate à dengue, os pesquisadores enfatizam a importância de intensificar a vigilância genômica do agravo para mapear a possível circulação da linhagem cosmopolita e compreender melhor as rotas de introdução do vírus no país.

Vigilância

A identificação do genótipo cosmopolita do vírus da dengue foi realizada a partir de um projeto de vigilância genômica de arbovírus em tempo real, liderado pelo Laboratório de Flavivírus do IOC/Fiocruz. Na iniciativa, os pesquisadores se deslocam para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública dos estados (Lacens) e realizam a decodificação de genomas com equipamentos portáteis para sequenciamento genético. Desde 2020, o trabalho contempla também a vigilância genômica do Sars-CoV-2, causador da covid-19, recebendo o nome de VigECoV-2.

 O projeto tem colaboração do Ministério da Saúde – por meio das coordenações Gerais das Arboviroses (CGArb) e de Laboratórios de Saúde Pública (CGLab) –, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), ambos dos Estados Unidos.

Informações Agência Brasil


O prefeito Colbert Filho empossou mais 50 agentes de combate às endemias, nesta quarta-feira, 04, aprovados na seleção pública simplificada para contratação temporária. O ato foi realizado no auditório da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e contou com as presenças do titular da pasta, Marcelo Britto, e do secretário de Administração, José Marcondes.

Ao dar as boas-vindas aos novos profissionais, o prefeito destacou a importância do serviço que os agentes de endemias desempenham.

“Eles estão na linha de frente da Secretaria de Saúde e são responsáveis por identificar e combater riscos, orientando as famílias e visitando as casas sempre oferecendo os melhores cuidados de prevenção. Desejo boa sorte e muito sucesso nessa nova etapa da vida de cada um”, afirmou.

Os novos agentes de endemias devem passar por uma série de treinamentos teóricos e práticos, o que inclui desde o preenchimento de fichas até os procedimentos adotados ao visitar as residências e outros locais.

A contratação será de dois anos, contados da data de sua homologação, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. O salário inicial é de R$ 1.553,14, mais insalubridade. A carga horária é de 40 horas semanais. Os aprovados vão atuar pela Secretaria Municipal de Saúde.

*Secom


Foto: Thiago Paixão

Inaugurado em agosto do ano passado, o Centro de Tratamento Pós-Covid de Feira de Santana já realizou 8.237 mil atendimentos. A unidade oferece serviço especializado nas áreas de Neurologia, Fonoaudiologia, Homeopatia, Urologia, Cardiologia, Pneumologia e Psiquiatria, além de Nutrição, Psicologia e Fisioterapia.

Segundo a coordenadora da unidade, Marluce Oliveira, a maior procura é pela fisioterapia, somando 2.420 atendimentos até o momento.

“Temos uma equipe multidisciplinar que busca oferecer o melhor aos pacientes que chegam com dificuldades motoras e diversas sequelas da doença”, afirma.

Para ser atendido é necessário agendar nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos bairros – via Central Municipal de Regulação. Pacientes que foram internados de forma grave têm marcação garantida assim que receberem alta hospitalar.

O Centro de Tratamento Pós-Covid é um projeto do Governo Municipal, mantido pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). A unidade funciona no Centro Social Urbano (CSU), localizado na rua Tostão, bairro Cidade Nova. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

“Esse acompanhamento é essencial na recuperação, não só na questão física, mas também psicológica. Foram 377 atendimentos com psicólogo nesse período, evidenciando a importância que a saúde mental tem na recuperação daquele paciente”, pontua a coordenadora.

*Secom