O atendimento especializado a pacientes portadores da doença de chagas ganhou um importante reforço com a implantação de um ambulatório, localizado no Centro de Saúde Especializada Dr. Leone Coelho Lêda (CSE). A inauguração ocorreu nesta quarta-feira, 13, em alusão ao Dia Mundial da Doença de Chagas que é celebrado hoje, 14.
Djanira da Silva Oliveira, 70 anos, foi a primeira paciente a ser atendida. Através de exames de rotina, foi diagnosticado a doença.
“Há dois anos enfrento um período com perda de peso e tenho dificuldades para comer. Ainda bem que vim aqui ao ambulatório para o médico tirar todas as minhas dúvidas”.
Para ser atendido é necessário que o paciente passe por uma triagem enquanto a equipe da Vigilância Epidemiológica faz a investigação do caso. Na unidade são realizadas consultas, exames e entre outros atendimentos que serão realizados todas às quartas-feiras pela manhã.
TRANSMISSÃO
Segundo a enfermeira referência técnica em Chagas, Thaís Peixoto, a principal forma de transmissão é pelo contato com o inseto barbeiro infectado pelo parasito.
“Pode ocorrer também pela ingestão de alimentos e bebidas contaminados ou fezes desse inseto, transfusão de sangue contaminado, transplante de órgãos e acidentes laboratoriais”, explica.
A enfermeira também pede para não matar o inseto, caso o encontre. A orientação é retirá-lo com luva ou saco plástico. Em seguida, colocá-lo num recipiente onde ele possa respirar e então acionar a Vigilância Epidemiológica.
“É importante que o saco ou luva não tenha rasgos ou furos para manuseá-lo. O inseto deve ser levado para uma unidade de identificação de triatomíneo [PIT], mas para isso, é preciso entrar em contato com a vigilância”, explica.
Para prevenir da Doença de Chagas, é importante manter casa, terreno ou quintal sempre limpos, usar repelentes e roupas de mangas longas em atividades noturnas, ingerir alimentos e bebidas em boas condições de higiene. Melhorar as condições de moradia, rebocando as paredes e tapando as rachaduras e frestas.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) registrou somente neste ano 484 atendimentos a motociclistas acidentados. No ranking, as colisões entre carros e motos lideram os chamados com 197. Em seguida, quedas de moto, que chegaram a 145. Em terceiro lugar, batidas entre motos com 64.
Segundo a coordenadora do SAMU, Maíza Macedo, as infrações de trânsito cometidas pelos motociclistas, a exemplo de ultrapassagens indevidas e o avanço do sinal vermelho são alguns dos fatores que causam acidentes envolvendo motociclistas.
“Estas ainda são as principais ocorrências atendidas pelo SAMU. Como forma de sensibilizar os condutores, promovemos ações de orientação no intuito de reduzir o índice”, afirma.
As estatísticas do SAMU de Feira de Santana são atualizadas diariamente e estão disponíveis no site da Prefeitura.
Entre janeiro e março deste ano, foram confirmados 233 casos de dengue grave (DG) e 2.435 casos de dengue com sinais de alarme (DSA) no Brasil. Ao todo, foram 258.917 casos prováveis de dengue. Em comparação com o mesmo período de 2021, houve um aumento de 72,1% no número de casos, conforme boletim publicado na última segunda-feira (4) pelo Ministério da Saúde.
Segundo o documento, a região Centro-Oeste foi a que apresentou a maior taxa incidência da doença, com 561,3 casos/100 mil habitantes, seguida das regiões Sul (135,6 casos/100 mil), Norte (117/100 mil), Sudeste (81,6/100 mil) e Nordeste (49,6/100 mil).
Os municípios que apresentaram os maiores registros de casos prováveis de dengue até o dia 26 de março foram Goiânia/GO, com 22.532 casos, Brasília/DF, com 15.850 casos, e Palmas/TO, com 7.087 casos.
Começa nesta segunda-feira (4) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. A meta do Ministério da Saúde é imunizar cerca de 76,5 milhões de pessoas até o dia 3 de junho, data prevista para encerramento da campanha.
Segundo a pasta, 80 milhões de doses da vacina Influenza trivalente, produzidas pelo Instituto Butantan e eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 e tipo B, estarão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
Etapas
Para evitar surtos da doença, que pode sobrecarregar os serviços de saúde e até levar à morte, a pasta alerta para a importância da vacinação dos grupos prioritários.
A campanha nacional ocorrerá em duas etapas. Na primeira, de hoje a 2 de maio, serão vacinados idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde. A segunda, que vai de 3 de maio a 3 de junho, tem como público-alvo crianças de 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes e puérperas; povos indígenas; professores; pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência permanente; membros de forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas; caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa e pessoas privadas de liberdade.
No caso das crianças de 6 meses a menores de 5 anos que já receberam ao menos uma dose da vacina influenza ao longo da vida, deve-se considerar o esquema vacinal com apenas uma dose em 2022. Para as crianças que serão vacinadas pela primeira vez, a orientação é agendar a segunda aplicação da vacina contra gripe para 30 dias após a primeira dose.
O ator Bruce Willis suspendeu sua carreira na última quarta-feira (30), após ter sido diagnosticado com a condição chamada afasia. O nome é dado para uma disfunção que faz com que o paciente tenha dificuldade de se comunicar adequadamente, afetando a compreensão de imagens e sons, bem como distintas modalidades de expressão.
O paciente com afasia pode enfrentar problemas para ler textos, entender falas e sons, falar e escrever. A condição não se confunde com outras, como disartria (dificuldade de articular palavras da forma correta), disfonia (que causa rouquidão) ou da doença de Alzheimer.
“Temos basicamente duas áreas principais relacionadas com a linguagem. A área primária, relacionada com a parte motora, que utiliza músculos apropriados para verbalização. Outra área é da compreensão. Entre elas há uma conexão. É bem comum que pacientes com lesões nessa localização apresentam alterações na linguagem”, explica o neurocirurgião Ricardo Santos de Oliveira.
Há dois tipos de afasia. A mais grave é denominada pelos médicos de primária. Ela está associada a doenças degenerativas e provoca a morte de neurônios. Neste caso, a evolução da condição é mais progressiva.
Segundo a neurologista Jane Machado de Castro, do Hospital Anchieta, em Brasília, neste tipo não há tratamento ou capacidade de recuperar o paciente mas de lidar com os desconfortos que ela produz.
“Geralmente é doença incurável, intratável e que requer tratamento multidisciplinar. Na afasia primária, um tratamento é tentar retardar os sintomas. Mas ela vai evoluir progressivamente”, explica a profissional.
Afasia secundária
O segundo tipo é nomeado de afasia secundária, e está relacionado a doenças ou episódios que ocasionam lesões no cérebro. São exemplos o traumatismo craniano, o acidente vascular cerebral (AVC) e doenças infecciosas.
Nessa situação, os pacientes sofrem também com os efeitos vinculados a dificuldades na compreensão da linguagem e em formas diferentes de expressão. Mas conforme a médica Jane de Castro é possível tratar a condição.
“Quando você tem AVC e o paciente não consegue falar, se ele tiver potencial para se recuperar da lesão ele pode conseguir. Mas ele vai precisar de acompanhamento fonoaudiológico e de outras áreas. Numa infecção localizada também pode acontecer de recuperar”, diz a médica.
Na afasia secundária, é possível adotar medidas para prevenir a lesão ou o episódio causador da condição. A profissional lembra que há práticas importantes para evitar AVCs ou doenças cardiovasculares, como controle de peso, hábitos saudáveis, o afastamento do tabagismo e comportamentos regulares do sono.
Os sintomas da doença vão aparecer na dificuldade de comunicação, como frases curtas ou com palavras, enunciados sem sentido, trocas de palavras e fonemas e incapacidade de entender conversas com outras pessoas.
O diagnóstico é clínico, depende da análise de um médico, especializados em neurologia. O neurocirurgião Ricardo dos Santos Oliveira recomenda a procura do profissional adequado assim que os sintomas se manifestarem.
“Qualquer alteração da linguagem é simples de se notar. Isso indica que possa estar ocorrendo algum problema na linguagem. Essas alterações assim que notadas precisam ser avaliadas. Fazemos um exame chamado ressonância nuclear magnética, que avalia com precisão todo o cérebro”, explicou.
A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo e Influenza começa nesta segunda-feira, 4. A estratégia adotada pelo Ministério da Saúde determina que os imunizantes sejam ofertados no mesmo dia para evitar o adiamento da aplicação, interrompendo a circulação dos vírus e protegendo os grupos mais vulneráveis. Confira o calendário no final da matéria.
“Com a pandemia da Covid-19 as pessoas deixaram de tomar outras vacinas importantes e, por isso, estamos dando uma ênfase maior nessa campanha para que a cobertura vacinal seja ampliada”, explica a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia.
Para receber a dose da vacina é necessário apresentar documento de identidade, caderneta de vacinação e o cartão SUS. Todas as unidades básicas de saúde serão abastecidas com doses da vacina. O município de Feira de Santana não registrou casos positivos para o sarampo nos últimos anos. Apenas um caso foi confirmado na cidade, no ano de 2019, após um período de 21 anos sem registros de casos positivos para a doença. A meta é imunizar 95% do público-alvo formado por crianças a partir dos 5 anos de vida.
CALENDÁRIOSARAMPO – A partir do dia 4, serão vacinadas crianças acima de 5 anos ou que estejam com a caderneta de vacinação desatualizada para tríplice viral e trabalhadores da Saúde. Para os profissionais da Saúde não há meta de cobertura vacina. O objetivo é proteger esse público considerando o risco diante da maior exposição no ambiente de trabalho.
INFLUENZA – A primeira etapa da vacinação contra a Influenza, realizada durante todo o mês de abril, irá abranger idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da área de Saúde.
Estimativa é que 4,6 milhões de brasileiros acima dos 80 anos sejam imunizados
Saúde anuncia 4ª dose contra a Covid para idosos acima de 80 anos em todo o país Foto: EFE/EPA/ROLEX DELA PENA
O Ministério da Saúde anunciou, na tarde desta quarta-feira (23), a recomendação para a aplicação da quarta dose da vacina contra a covid-19 em idosos acima de 80 anos de todo o país. A nova orientação já consta em nota técnica publicada pela pasta. Conforme o Estadão antecipou na segunda-feira (21), fontes do governo disseram que uma nova rodada deveria ser divulgada em breve.
A estimativa é que 4,6 milhões de brasileiros sejam imunizados. São Paulo e Mato Grosso do Sul já se anteciparam e estão imunizando essa faixa etária. A partir de agora, outros Estados já podem iniciar essa etapa da campanha nacional de vacinação para esse público.
A recomendação é que o imunizante aplicado deve ser, preferencialmente, da Pfizer e de maneira alternativa usadas as vacinas da Janssen e Astrazeneca, independentemente da dose utilizada anteriormente. A aplicação deve ocorrer quatro meses após a administração da terceira dose.
De acordo com o ministério, a recomendação foi discutida pelos especialistas da Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), que consideraram a situação epidemiológica do Brasil e a redução da efetividade das vacinas, principalmente entre as faixas etárias mais avançadas.
“Segundo os estudos, a diminuição da efetividade das vacinas em idosos, a partir de três a quatro meses depois da aplicação, também pode ser explicada pelo envelhecimento natural do sistema imunológico, o que exige uma estratégia diferenciada para a proteção desse grupo”, disse, em nota.
O Ministério da Saúde já recomenda a aplicação da quarta dose para pessoas imunossuprimidas com mais de 12 anos.
A pasta afirma ainda que acompanha a necessidade da aplicação da segunda dose de reforço em outras faixas etárias e as recomendações podem ser revistas a qualquer momento.
Estados se antecipam O governo de São Paulo iniciou na segunda-feira (21), a aplicação da quarta dose da vacina contra covid-19 em idosos com mais de 80 anos. O estado paulista recomenda a administração da dose apenas em idosos acima de 80 anos e em pessoas com comorbidades que têm mais de 12 anos. Segundo o governador João Doria, novas faixas etárias devem ser anunciadas na próxima semana.
Desde sexta-feira, 18, porém, os idosos acima de 80 anos estão recebendo o segundo reforço na capital paulista. O município também se antecipou e anunciou que na próxima terça-feira, 29, começa a imunizar o público de 70 anos. A vacinação será feita com os imunizantes disponíveis.
O Mato Grosso do Sul também já começou a vacinar idosos acima de 60 anos e profissionais de saúde com a quarta dose.
O Ministério da Saúde (MS) recomenda segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19 para idosos com mais de 80 anos. A aplicação deve ser feita quatro meses após a primeira dose de reforço e a orientação é que o imunizante seja preferencialmente da Pfizer.
“Ministério da Saúde recomenda a aplicação de uma segunda dose de reforço aos idosos acima de 80 anos. A imunização deve ser feita quatro meses após a primeira dose de reforço e a orientação é que a aplicação seja efetuada, preferencialmente, com a Pfizer”, informou a pasta por meio das redes sociais.
Desde dezembro, o ministério já orientava a aplicação de uma dose de reforço apenas para as pessoas maiores de 18 anos imunossuprimidas. Com a nova informação, a pasta amplia o público-alvo para este novo esquema vacinal.
Além da Pfizer, o ministério disse que as vacinas da Janssen e AstraZeneca também podem ser utilizadas na aplicação da segunda dose de reforço, independentemente do imunizante anterior.
A pasta reforça que há doses suficientes da Pfizer para aplicação neste grupo de idosos.
“Janssen e AstraZeneca também podem ser utilizadas no novo reforço, independentemente do imunizante anterior. O MS reforça que há vacinas da Pfizer suficientes para aplicação neste grupo. Vários estados informam que também têm esses imunizantes em estoque”, disse o ministério.
Doze planos de saúde, administrados por seis operadoras, têm sua comercialização suspensa a partir de hoje (22). A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 16, devido a reclamações relacionadas à cobertura assistencial no último trimestre do ano passado.
Os planos atendem, juntos, a 83.286 beneficiários, de acordo com a ANS, e só poderão ser vendidos a novos clientes caso apresentem melhora no resultado do monitoramento trimestral da agência.
Onze planos de saúde, administrados por quatro operadoras, suspensos anteriormente, conseguiram apresentar essa melhora e tiveram liberação para voltar a ser comercializados hoje.
No site da ANS, é possível conferir as listas dos planos com comercialização suspensa e daqueles com a venda liberada.
Veja a seguir os Planos com comercialização suspensa – 4º trim/2021:
Atenção: Não contrate os planos de saúde da lista abaixo. Se receber oferta para adquirir um desses planos, denuncie à ANS.
UNIMED DE MANAUS COOP. DO TRABALHO MÉDICO LTDA
Registro ANS: 311961
REGISTRO PRODUTO
NOME COMERCIAL
458461089
Ambul+Hospit sem Obstet Apartament sem Franquia Sem Co-parti
464565111
Unipart Empresarial Enfermaria Com Obstetrícia
UNIMED VERTENTE DO CAPARAÓ – COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO LTDA
Um novo medicamento, disponível na rede pública de saúde, pode beneficiar pacientes com hepatite B que têm contraindicação ao tratamento ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS). Incorporado pelo Ministério da Saúde, o uso do tenofovir alafenamida (TAF), irá promover uma terceira opção de tratamento da doença para pessoas em que o uso de tenofovir convencional e entecavir não for possível.
“A incorporação ocorreu visto que, para alguns pacientes específicos, o TAF se mostrou mais seguro em relação a disfunções ósseas e renais, quando comparado ao fumarato de tenofovir desoproxila (TDF), um medicamento antirretroviral e antiviral usado também para Aids no Brasil. Entretanto, o mesmo não se mostrou tão significativo quando comparado aos resultados do entecavir.
Por isso, a partir de agora, pacientes que fazem tratamento para hepatite B e apresentam contraindicação no uso dos medicamentos existentes, podem fazer uso da nova opção”, informou o Ministério da Saúde, em nota, nesta terça-feira (22) .
A previsão é que o Ministério da Saúde distribua, até o final de abril, mais de 1 milhão de comprimidos do novo medicamento, de acordo com o quantitativo solicitado por cada secretaria estadual ou distrital de Saúde. O investimento é de mais de R$ 18 milhões na aquisição dos lote.
O tenofovir alafenamida (TAF) foi recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável pela incorporação de tratamentos, tecnologias e insumos no SUS.