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“Eu acho que nós não comunicamos bem nesses dois anos, é isso que nós estamos no esforço gigantesco”, afirmou o ministro da Casa Civil

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro da Casa Civil, Rui Costa,  minimizou a queda na aprovação do governo Lula em pesquisas recentes e afirmou que a comunicação tem sido um ponto fraco. Para o petista, quem governa precisa manter a serenidade diante dos números e entender os fatores que influenciam os índices de popularidade.

“Olha, eu digo sempre que quem governa nem pode ficar eufórico quando as pesquisas vêm boas e nem pode ficar em depressão quando as pesquisas não vêm boas. Quem governa tem que ter a serenidade de identificar, tanto no momento que está bom, o que está lhe fazendo ter avaliação positiva, e buscar com precisão identificar, no momento que as pesquisas não vêm boas, o que estão levando a isso”, afirmou o mnistro em entrevista para a GloboNews nesta quarta-feira (26).

Em relação a insatisfação da população com o governo, Rui reconheceu falhas na comunicação do governo. “Nós não comunicamos bem nesses dois anos, é isso que nós estamos em um esforço gigantesco para melhorar”, disse.

Sobre a inflação dos alimentos, o ministro classificou o problema como conjuntural e atribuiu a alta dos preços a fatores externos, como a valorização de commodities no mercado internacional. Ele citou produtos como carne, café, laranja, cacau, milho e açúcar, cujos preços subiram globalmente.

Apesar do cenário, o ministro afirmou que há uma expectativa de queda nos preços até o meio do ano, impulsionada por uma supersafra. “Ontem mesmo o presidente, numa atitude de buscar diálogo e entendimento com os setores, já organizou para a próxima semana um novo encontro com representantes de supermercados e setores produtivos para discutir medidas que possam acelerar essa redução”, concluiu.

Informações Revista Oeste


Pela primeira vez, desaprovação do petista passa a ser maioria na Bahia e em Pernambuco

Rejeição de Lula superou aprovação em Estados do Nordeste | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Rejeição de Lula superou aprovação em Estados do Nordeste | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira, 26, revela que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta rejeição superior a 50% em oito Estados analisados.

De acordo com o levantamento, a desaprovação ultrapassa 60% em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A aprovação também caiu mais de 15 pontos na Bahia e em Pernambuco, onde Lula venceu em 2022. Pela primeira vez, a reprovação do presidente superou numericamente a aprovação nesses dois Estados.

Contratada pela Genial Investimentos, a pesquisa Quaest foi realizada entre 19 e 23 de fevereiro e ouviu 6.630 brasileiros, nos seguintes Estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. 

A margem de erro é de 3 pontos porcentuais em sete Estados, exceto São Paulo, onde é de 2 pontos para mais ou menos.

Esta é a primeira vez que o levantamento inclui o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. As outras seis unidades federativas já haviam sido analisadas anteriormente.

Resultados da pesquisa por Estado

São Paulo

A desaprovação ao governo Lula subiu 14 pontos, passando de 55% em dezembro de 2024 para 69% na pesquisa atual. Já a aprovação caiu de 43% para 29%. Foram ouvidas 1.644 pessoas, com margem de erro de 2 pontos.

Rio de Janeiro

Esta foi a primeira pesquisa da Quaest no Estado: 64% dos entrevistados desaprovam a gestão de Lula, enquanto 35% a aprovam. O levantamento ouviu 1,4 mil pessoas, com margem de erro de 3 pontos.

Minas Gerais

A reprovação ao governo Lula atingiu 63%, um aumento de 16 pontos em relação aos 47% registrados em dezembro de 2024. A aprovação caiu 17 pontos, de 52% para 35%. Foram entrevistadas 1.482 pessoas, com margem de erro de 3 pontos.

Rejeição a Lula ultrapassa aprovação em Estados do Nordeste

Bahia

Pela primeira vez, a desaprovação ao presidente superou a aprovação no Estado: 51% dos entrevistados avaliam o governo de forma negativa, enquanto 47% o aprovam. Houve um aumento de 18 pontos na desaprovação e uma queda de 19 pontos na aprovação. Foram ouvidas 1,2 mil pessoas, com margem de erro de 3 pontos.

Pernambuco

Assim como na Bahia, a desaprovação superou a aprovação pela primeira vez, com 50% contra 49%, dentro da margem de erro de 3 pontos. Em dezembro de 2024, a desaprovação era de 33% (alta de 17 pontos), enquanto a aprovação caiu de 66% para 49% (recuo de 16 pontos). Foram ouvidas 1.104 pessoas.

Paraná

No Paraná, a rejeição ao governo Lula aumentou 15 pontos, atingindo 68% contra 53% em dezembro do ano passado. A aprovação recuou de 44% para 30%. Foram entrevistadas 1.104 pessoas, com margem de erro de 3 pontos.

Rio Grande do Sul

Na primeira pesquisa sobre o tema no Estado, 66% dos eleitores gaúchos desaprovam o governo, enquanto 33% o aprovam. Foram ouvidas 1.404 pessoas, com margem de erro de 3 pontos.

Goiás

A rejeição ao governo federal subiu 14 pontos no Estado, passando de 56% em dezembro de 2024 para 70%. Já a aprovação caiu de 41% para 28%, uma queda de 13 pontos. O levantamento ouviu 1.104 pessoas, com margem de erro de 3 pontos.

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O texto, de autoria da psolista Erika Hilton (SP), determina uma jornada de 4×3 e acaba com os demais formatos trabalhistas

Erika Hilton
Deputada Erika Hilton (Psol-SP) quer apoio do governo Lula | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Escala 6×1 protocolado nesta terça-feira, 25, segue com a última versão disponível no sistema da Câmara dos Deputados com um erro de matemática básica. 

De autoria da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), a redação a proposta que põe fim à escala 6×1 estabelece o seguinte:

“XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.

Diferente do que é apresentado, oito horas de trabalho por dia por quatro dias chegariam a 32 horas trabalhadas por semana, e não 36 horas, como indicado no texto da PEC.

O erro de matemática básica foi exposto em primeira mão pelo repórter Carlo Cauti, em reportagem de Oeste.

Trecho da PEC contra a escala 6X1

PEC da Escala 6×1 acaba com outras jornadas

O trecho da proposta também proíbe outros formatos de escalas trabalhistas, como a 5×2, por exemplo. Isso porque, determina-se a “jornada de trabalho de quatro dias por semana”. 

Erika Hilton não explica na proposta como ficam os serviços ou as atividades essenciais com o novo formato, como segurança pública e atendimento hospitalar. Também não é definido como ficam as escalas das escolas e, consequentemente, os impactos na educação.

Com a PEC protocolada, a parlamentar busca, agora, dialogar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em coletiva de imprensa, ela disse que vai procurá-lo “depois do Carnaval” para discutir a pauta. 

O Psol também sinalizaram que vão buscar o apoio do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para garantir a “aprovação da PEC”.

Lula com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que planeja criar novo imposto sindical
Psol busca apoio de Lula e do ministro do Trabalho, Luiz Marinho | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para ser aprovada, a proposta precisa obter no mínimo 308 votos (o equivalente a 3/5 dos deputados) em cada uma das votações. Caso seja aprovada na Câmara, a proposta é encaminhada ao Senado, onde passa pela análise da Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para o Plenário. Na Casa Alta também deve ser votada em dois turnos.

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A mudança no alto escalão ocorre depois de reunião com Lula e os dois ministros no Planalto nesta terça-feira, 25

Com os dias contados: crise sanitária, lentidão e falta de iniciativa colocar fim à gestão de Nísia Trindade à frente da Saúde, cuja pasta deve ir para Alexandre Padilha | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na foto, Alexandre Padilha e Nísia Trindade | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, faz mais uma mudança no alto escalão do Poder Executivo federal. Depois da saída de Paulo Pimenta da Secretaria de Comunicação da Presidência da República em janeiro, a segunda queda deste ano no governo é da ministra da Saúde, Nísia Trindade. 

Nísia foi demitida do Ministério da Saúde depois de uma reunião com Lula no Palácio do Planalto, nesta terça-feira, 25. O petista Alexandre Padilha sai da Secretaria de Relações Institucionais para assumir a pasta. A informação foi confirmada a Oeste por duas fontes.

Com a mudança, a representatividade feminina cai no governo petista. Agora, dos 38 ministérios, só nove são chefiados por mulheres. Nísia era cota da primeira-dama Janja na Esplanada dos Ministérios. 

A demissão já era especulada desde o ano passado, com a alta da dengue no país, a falta de imunizantes no Sistema Único de Saúde e depois da infecção de pelo menos seis pacientes por HIV depois receberem transplantes de órgãos.

Ministro Alexandre Padilha é cotado para substituir Nísia Trindade na Saúde | Foto: Reprodução/Twitter/X
Ministro Alexandre Padilha já era cotado para substituir Nísia Trindade na Saúde | Foto: Reprodução/X

Padilha substitui Nísia

Alexandre Padilha já era o principal cotado para assumir o cargo no lugar de Nísia Trindade. A posse ocorrerá em 6 de março. Ele já foi ministro da Saúde durante o governo de Dilma Rousseff.

Por meio de nota na noite desta terça-feira, 25, o Palácio do Planalto oficializou a troca. A decisão foi comunicada por Lula à Nísia em reunião. 

“Na ocasião, comunicou a ela a substituição na titularidade da pasta, que passará a ser ocupada pelo atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha”, informou o governo. “O presidente agradeceu à ministra pelo trabalho e dedicação à frente do ministério.”

Com a saída de Padilha da Secretaria de Relações Institucionais, a pasta passa a ser disputada por nomes próximos de Lula, como a presidente nacional do PT e deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, e o deputado Pimenta (PT-RS). A pasta também é almejada por integrantes do centrão.

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Juscelino Filho estava de férias na Bahia e usou a aeronave para ir e voltar de Brasília, depois de participar de uma reunião com o presidente

À esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva; à direita, Juscelino Filho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Comunicações, Juscelino Filho | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), utilizou uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para um deslocamento entre o litoral da Bahia e Brasília. No período, estava em férias com a família. O voo ocorreu no dia 10 de janeiro, data em que ele precisou comparecer a uma reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto.

Juscelino afirmou que a convocação foi repentina e não encontrou outra opção viável para chegar a tempo à capital federal. Por essa razão, solicitou um avião da FAB. No mesmo dia, depois do encontro com Lula, utilizou novamente a aeronave para retornar a Porto Seguro (BA).

Durante todo o mês de janeiro, Juscelino Filho estava em período de férias

A regulamentação do uso de aviões da FAB por ministros determina que essas solicitações devem estar relacionadas a emergências médicas, segurança ou compromissos de trabalho. Durante todo o mês de janeiro, Juscelino Filho estava em período de férias, mas foi chamado para discutir as novas diretrizes de moderação de conteúdo da Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. O tema gerou repercussão internacional.

O gabinete do ministro enviou um ofício à FAB e justificou que o encontro estava agendado para as 10h e que não havia voos comerciais disponíveis no horário adequado. O documento informava que a convocação ocorreu por volta das 18h do dia anterior.

Levantamentos em sites de companhias aéreas indicam a existência de um voo às sextas-feiras, que partia de Porto Seguro às 3h40 e chegava a Brasília por volta das 9h, com uma escala. No entanto, não há informações sobre a disponibilidade de assentos para a data específica.

A Meta anunciou as novas diretrizes no dia 7, uma terça-feira. Na manhã de quinta-feira, dia 9, Lula declarou publicamente que convocaria uma reunião para tratar do tema. A aeronave da FAB foi enviada para buscar Juscelino em Porto Seguro. Ela transportava um assessor do ministro. Durante o voo, o assessor o atualizou sobre os últimos acontecimentos e o preparou para a reunião.

A reunião de Juscelino com Lula durou cerca de duas horas

A reunião com o presidente durou cerca de duas horas. Assim que terminou, Juscelino embarcou novamente no avião da FAB e voltou para Porto Seguro para continuar suas férias. 

Ao ser questionado pelo jornal Folha de S.Paulo, o Ministério das Comunicações alegou que a viagem para Brasília estava dentro da categoria de compromisso oficial e destacou a “necessidade de deslocamento imediato” para justificar o uso do transporte oficial. Segundo a pasta, a aeronave da FAB foi “a única maneira de chegar a tempo a Brasília para a reunião e retornar ao local onde estava com sua família”.

A assessoria do ministro não esclareceu o motivo pelo qual o retorno à Bahia ocorreu por meio de um voo da FAB, mesmo sem urgência no deslocamento e com voos comerciais disponíveis em outras datas.

Empresas aéreas oferecem voos de Brasília para Porto Seguro

Empresas aéreas oferecem voos comerciais entre Brasília e Porto Seguro nas tardes de sexta-feira, com uma escala. No sábado, há uma opção direta pela manhã, com duração inferior a duas horas. O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), que também participou da reunião, permaneceu em Brasília para outros compromissos e retornou a Salvador em um voo comercial no mesmo dia. O custo da viagem foi de R$ 2,6 mil.

O Ministério das Comunicações afirmou que todo o procedimento seguiu princípios de “total transparência e de forma estritamente legal”. Também destacou que, em outras três ocasiões, Juscelino interrompeu suas férias para compromissos em Brasília. Nesses casos, utilizou voos comerciais, pois havia disponibilidade e tempo hábil para o deslocamento.

Em agosto de 2023, a Comissão de Ética da Presidência da República arquivou uma investigação contra Juscelino Filho. O motivo da investigação foi o uso de um avião da FAB para viajar a São Paulo e participar de um leilão de cavalos.

Juscelino Filho é criador da raça quarto de milha, voltada para vaquejadas e competições esportivas. O colegiado o absolveu por unanimidade. A decisão considerou que ele seguiu as diretrizes legais para o uso da aeronave.

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O presidente da República falou sobre os programas Pé-de-Meia e Farmácia Popular, em pronunciamento na cadeia de rádio e televisão, nesta segunda-feira, 24

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante pronunciamento oficial | Foto: TV Brasil | Divulgação
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante pronunciamento oficial | Foto: TV Brasil | Divulgação

Em um pronunciamento oficial em cadeia nacional de rádio e televisão nesta segunda-feira, 24, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o pagamento da poupança estudantil do programa Pé-de-Meia e a ampliação do Farmácia Popular, que agora oferecerá todos os seus 41 medicamentos de forma totalmente gratuita.

O governo confirmou que a partir desta terça-feira, 12, os alunos que concluíram o ensino médio já poderão sacar a poupança de R$ 1 mil do programa Pé de Meia, destinado a auxiliar na permanência estudantil e reduzir a evasão escolar.

“O pagamento da poupança de R$ 1 mil do programa Pé-de-Meia entra amanhã na conta e rendendo”, declarou o presidente. O incentivo também beneficia aqueles que passaram de ano: segundo Lula, mais de 90% dos contemplados foram aprovados para a próxima etapa do ensino médio.

No entanto, esta conquista é pouco meritória: com o atual regime de progressão continuada nas escolas públicas de todo o Brasil, basta que o aluno tenha frequência mínima nas aulas para ser aprovado para o próximo ano. O programa Pé-de-Meia não estipula qualquer meta de desempenho escolar aos estudantes.

O programa também prevê pagamentos mensais de R$ 200 para os estudantes que frequentam as aulas regularmente, além de um bônus de R$ 200 para quem realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — também sem exigir bons resultados.

No total, o valor recebido pode chegar a R$ 9,2 mil ao longo dos três anos do ensino médio. Ao todo, são contemplados cerca de 4 milhões de jovens, segundo Lula.

Para incentivar o ingresso de novos professores na educação básica, o governo também anunciou o Pé-de-Meia Licenciatura, um benefício adicional voltado para estudantes que tiveram bom desempenho no Enem e desejam seguir a carreira de professor.

Em janeiro deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) bloqueou R$ 6 bilhões do programa do Pé-de-Meia por suspeita de irregularidades. Entre os problemas encontrados, destacam-se gastos sem autorização do Congresso e inclusão de verbas do FG-Educ e do Fies sem passar pelo Orçamento. Para o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), trata-se de uma “pedalada fiscal clássica”.

No entanto, no dia 12 deste mês, o TCU decidiu liberar os recursos para assegurar a continuidade das mesadas e deram 120 dias ao governo Lula para corrigir irregularidades e integrar o programa ao Orçamento de 2025. A ação contraria o desejo da gestão, que pretendia incluir o pagamento no Orçamento apenas em 2026.

Lula anuncia remédio de graça e diz que o Brasil estava “destruído”

Outro ponto do discurso foi a ampliação do Farmácia Popular. O programa, que já disponibilizava medicamentos gratuitos para algumas doenças, agora oferecerá 100% dos seus 41 medicamentos de graça.

“Agora, todos os 41 medicamentos do programa serão de graça”, anunciou Lula. A gratuidade se aplica a tratamentos essenciais para doenças crônicas. “Quem tem doenças como diabetes, hipertensão ou asma, vai poder tirar a sua medicação numa farmácia conveniada apenas apresentando a receita médica e o seu documento de identidade.”

A ampliação do programa inclui também a oferta gratuita de fraldas geriátricas para idosos que necessitam desse item essencial para o cuidado diário. “Além dos remédios, a Farmácia Popular trouxe outra novidade: a oferta de fraldas geriátricas, tudo de graça”, destacou.

O aumento na oferta de medicamentos gratuitos ocorre meses depois de o governo Lula congelar R$ 1,7 bilhão de seu orçamento, a fim de cumprir as regras do arcabouço fiscal. As pessoas afetadas pelos cortes eram as integrantes do Cadastro Único. Esse grupo tem uma renda familiar mensal, por pessoa da família, menor ou igual a meio salário mínimo — hoje em R$ 1,4 mil.

O discurso ressaltou que essas iniciativas fazem parte do esforço contínuo do governo para reconstruir políticas sociais após um período de dificuldades. “Depois de dois anos de reconstrução de um país que estava destruído, estamos trabalhando muito pra trazer prosperidade para todo o Brasil, principalmente para quem mais precisa.”

Economicamente, a afirmação não se sustenta. O governo anterior, de Jair Bolsonaro, deixou um superávit de R$ 54,1 bilhões quando deixou a Presidência, depois de oito anos de déficit fiscal.

O resultado superou a projeção estimada pelo próprio Paulo Guedes, então ministro da Economia, que esperava que o superávit primário fechasse o ano de 2023 com um alcance de R$ 34,1 bilhões.

Informações Revista Oeste


Ambos os ministros já ajuizaram ações conta o ex-presidente anteriormente

Ministros do STF: Cristiano Zanin e Flávio Dino Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pedirão ao Supremo Tribunal Federal (STF) o impedimento dos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin no julgamento do famigerado “Inquérito do Golpe”.

A intenção já foi anunciada pelo advogado Celso Vilardi ao presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, em uma reunião entre ambos na tarde desta segunda-feira (24), na sede do STF, em Brasília.

A defesa do líder conservador entende que Dino e Zanin, como foram indicados por Lula à Suprema Corte, terão de ser impedidos de julgar Bolsonaro, porque já ajuizaram ações conta o ex-presidente anteriormente.

Uma vez que o STF defira o pedido da defesa de Bolsonaro, ambos os ministros não poderão participar do julgamento do ex-presidente na Primeira Turma da Corte, onde o caso será apreciado.

A defesa do presidente de honra do Partido Liberal já pediu duas vezes ao STF o impedimento do ministro Alexandre de Moraes no inquérito, mas todos os pedidos foram negados.

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Presidente do banco dos Brics cancelou viagem à África do Sul

Dilma Rousseff Foto: EFE/ Andre Borges

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi internada na última sexta-feira (21) em um hospital de Xangai, na China, após sentir um mal-estar. Chefe do Banco dos Brics, ela teve pressão alta, tontura e vômito.

As informações foram confirmadas pelo Shangai East International Center ao jornal Folha de S.Paulo.

Presidente do Banco dos Brics desde 2023, Dilma, que está com 77 anos, cancelou a ida à reunião de ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais que ocorre na África do Sul.

O mandato de Rousseff à frente do banco seria até julho de 2025. No entanto, o governo brasileiro negociou uma exceção para que a petista continue à frente da instituição por mais cinco anos.

Informações Pleno News


Petista coleciona série de declarações controversas nos dois primeiros meses do ano

Lula Foto: EFE/ Andre Borges

O segundo mês do ano ainda nem chegou ao fim, mas o presidente Lula (PT) já acumula uma coleção de gafes que passa de uma dezena em menos de 60 dias de 2025. De declarações sobre não comprar alimentos caros a exposição pública de falta de comunicação em seus ministérios, as “caneladas” do petista crescem exponencialmente a cada evento de governo ou coletiva de imprensa.

Confira algumas das frases controversas de Lula em 2025:

30 DE JANEIRO – “Se depender de mim, não haverá mais corte de gastos“.
Em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Lula contrariou totalmente a lógica econômica atual ao dizer que, se dependesse dele, não haveria mais qualquer corte de gastos. A afirmação, no entanto, se dá em um momento no qual, segundo analistas econômicos, novos cortes precisarão ser feitos diante de uma relação crescente entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB).

30 DE JANEIRO – “Vocês [jornalistas] foram tão gentis que acho que vão ser repreendidos pelos editores”.
Na mesma entrevista, Lula explicitou que a imprensa estava pegando leve demais com ele. Na coletiva, o petista respondeu a perguntas sobre a área econômica que foram feitas por jornalistas de veículos da mídia tradicional, como o Estadão, jornal O Globo, R7, jornal Valor Econômico e UOL, mas também de portais abertamente de esquerda, como o Brasil247 e o ICL Notícias.

5 DE FEVEREIRO – “A inflação está razoavelmente controlada”.
Brigando contra a realidade, Lula disse há cerca de três semanas que a taxa de inflação estava “razoavelmente controlada”, apesar de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, ter ficado em 4,83% em 2024, acima da meta de 3% e do teto de 4,5%.

6 DE FEVEREIRO – “Nós precisamos regular essa chamada imprensa digital”.
Em entrevista às rádios Metrópole e Sociedade, da Bahia, Lula se posicionou abertamente no sentido de regular as redes sociais, ao dizer que “não é possível que em uma imprensa escrita ou em uma televisão, ele [o jornalista] é punido. Tem lei para isso. E no digital, não tem. Os caras acham que podem o que quiserem. Provocar, xingar, incentivar a morte”.

6 DE FEVEREIRO – “[Bolsonaro] deixou um déficit de 2,6% para mim”.
Também às rádios Metrópole e Sociedade, Lula acusou falsamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter deixado o governo com um rombo de 2,6% nas contas públicas em 2022. No entanto, o líder conservador deixou seu último ano de governo com um superávit de R$ 54 bilhões (o equivalente a 0,5% do PIB). Na verdade, foi sob Lula que houve déficit primário de 2,1% em 2023.

6 DE FEVEREIRO – “Se você vai ao supermercado e desconfia que tal produto está caro, você não compra”.
A entrevista para as rádios baianas Metrópole e Sociedade foi, definitivamente, um show de gafes de Lula. Foi nesse dia que o petista cometeu aquela que talvez esteja no top 3 das maiores caneladas verbais de sua gestão. Na ocasião, enquanto comentava a alta no preço dos alimentos, o petista pediu para a população não comprar um alimento caso ele esteja caro demais.

12 DE FEVEREIRO – “O que não dá é para ficar nesse lenga-lenga, o Ibama é um órgão do governo parecendo ser um órgão contra o governo”.
Em entrevista à Rádio Diário FM, do Amapá, Lula exerceu uma clara pressão sobre trabalho do Ibama ao dizer que o órgão tinha que autorizar a pesquisa da Petrobras por petróleo na Foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial, área que possui um grande potencial de exploração petrolífera. O assunto segue como centro de uma briga entre forças políticas de Ibama e Petrobras.

12 DE FEVEREIRO – “Quando nós decidimos fazer a COP no Amapá”.
Na mesma entrevista, Lula confundiu o Pará, que vai receber a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) com o Amapá.

13 DE FEVEREIRO – “Como você é uma senhora de 50 anos, você já não tem vergonha. Você abre a boca, fala e não tem vergonha, mas não é correto”.
O último dia 13 de fevereiro foi outro daqueles dias em que Lula desandou a cometer gafes. Em um evento de entrega de chaves de uma unidade habitacional do Minha Casa, Minha Vida, no Amapá, o petista explorou publicamente a falta de dentes de uma apoiadora e disse para ela procurar o Programa Brasil Mais Sorridente.

13 DE FEVEREIRO – “Agora estou comendo ovo de ema”.
Também no Amapá, o petista afirmou que mudou sua dieta e que agora estava ingerindo ovo de pata e ema por ter mais “sustância”. A fala, porém, gerou reação de parlamentares de oposição a Lula, como o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que enviou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o chefe do Executivo por crime ambiental.

13 DE FEVEREIRO – “As mulheres estão ficando muito inteligentes, muito sabidas”.
No rol de falas polêmicas sobre mulheres, Lula disse, durante um evento em Belém, no Pará, que elas estão “ficando muito inteligentes” e deixando de ser “escravas” de seus maridos. Segundo o presidente, a maior inserção no mercado de trabalho possibilitou que mulheres estudassem e escolhessem a carreira que desejassem.

14 DE FEVEREIRO – “Me comprometo a dormir uma noite de papo para o ar em Belém”.
Em 14 de fevereiro, em Belém, Lula disse que não se importaria de dormir uma noite “olhando para as estrelas” durante a COP30, marcada para novembro. Apesar de ter sido escolhida para receber o evento internacional, a cidade enfrenta problemas com a falta de leitos de hotel para receber as delegações dos países que virão ao Brasil.

17 DE FEVEREIRO – “Não defendo a Petrobras, porque eu como petróleo? Não como. Porque eu bebo gasolina? Não bebo. Eu bebo outro álcool, mas gasolina, não”.
Ao discursar em um evento de anúncio do Programa de Renovação da Frota Naval do Sistema da Petrobras, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, o petista reforçou seu gosto por bebidas alcoólicas ao dizer que não bebia gasolina, mas que consumia “outro álcool”.

17 DE FEVEREIRO – “O povo é assaltado pelo intermediário [que compra combustível da Petrobras], ele é assaltado e a fama fica nas costas do governo”.
Lula jogou a culpa nas costas dos chamados intermediários, que são aqueles que compram os combustíveis da Petrobras e revendem ao consumidor, pelo preço de itens como gasolina, álcool e diesel. No entanto, o petista omitiu o fato de que os impostos são atualmente um dos maiores responsáveis pelo encarecimento dos combustíveis.

19 DE FEVEREIRO – “O que eu posso dizer é que tenho mandato até 31 de dezembro de 2010”.
Em Brasília, depois de assinatura de atos com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, Lula errou completamente a data do fim de seu mandato como presidente, citando o ano de 2010, que foi quando sua segunda gestão chegou ao fim. O terceiro período do petista no Planalto se encerrará, na verdade, em 5 de janeiro de 2027.

22 DE FEVEREIRO – “O ministério do meu governo não sabe o que estamos fazendo“.
Durante o aniversário de 45 anos do PT, no Rio de Janeiro, Lula reclamou publicamente de problemas de comunicação dentro de sua gestão. Com um tom duro e bastante crítico contra a cúpula de seu governo, o petista reclamou que seus ministérios não têm conhecimento das ações que eles mesmos realizam.

22 DE FEVEREIRO – “Lá em casa, foi assim com a Marisa e é assim com ela. Cada uma fala o que quiser, na hora que quiser. Eu não sou obrigado a concordar”.
Ainda no aniversário do PT, Lula admitiu a influência de sua esposa, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, nas decisões de seu governo. O petista também disse que sua ex-esposa Marisa, que morreu em 2017, também se comportava da mesma maneira.

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Pesquisa Datafolha divulgada no dia 14 apontam que a aprovação do presidente desabou de 35% para 24%, menor patamar em seus três mandatos

Foto: Matheus Morais/bahia.ba

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa que a queda brusca na avaliação positiva do presidente Lula (PT) entre os eleitores do Nordeste acendeu o alerta de aliados na região, impulsionou cobranças por mudanças de rota no governo e promete mexer no xadrez eleitoral de 2026.

Dados da pesquisa Datafolha divulgada no dia 14 apontam que a aprovação do presidente desabou nos últimos dois meses, saindo de 35% para 24%, menor patamar em seus três mandatos.

No Nordeste, principal reduto eleitoral do presidente, a avaliação ótima e boa de Lula caiu de 49% para 33%, maior queda regional. A região concentra um em cada quatro eleitores brasileiros e foi determinante para a vitória do petista em 2022.

A redução da popularidade acontece na esteira de uma série de desgastes do Planalto, incluindo as idas e vindas do governo na “crise do Pix” e alta na inflação dos alimentos. Esta última teve impacto na população mais pobre, refletindo em uma queda da avaliação positiva de Lula de 45% para 29% dentre os eleitores que ganham até dois salários mínimos.

No meio político, a leitura é que a memória positiva de seus dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010, pode ser insuficiente para garantir uma margem de votos ampla do petista na região.

De acordo com a Folha, o novo cenário também põe em xeque o potencial de transferência de votos do presidente em 2026, considerado essencial para a vitória de aliados nos estados em eleições anteriores.

Oito dos nove governadores de estados do Nordeste foram eleitos com o apoio de Lula em 2022. A exceção é Raquel Lyra (PSDB), de Pernambuco, que tem feito movimentos de aproximação com o petista.

Em entrevistas recentes, governadores nordestinos classificaram a queda de popularidade de Lula como passageira e reversível. Mas enfileiraram uma série de ressalvas para que a retomada aconteça.

Informações Bahia.ba

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