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Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) acredita que o presidente da Câmara ‘busca solução’ para barrar proposta, mas ‘não terá’

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (centro) ao lado de outros representantes da oposição | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (centro) ao lado de outros representantes da oposição | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), está tentando ganhar tempo para não pautar a anistia aos presos do 8 de janeiro.

Sóstenes obteve 178 assinaturas de parlamentares, das 257 necessárias, para fazer tramitar a urgência da proposta. Esse avanço ocorre apesar do recuo de Motta sobre a anistia.

“Na minha avaliação, o presidente Hugo Motta quer ganhar tempo para buscar uma solução que não terá”, disse o líder do PL na Câmara.Ele está esticando a corda do tempo e não vai resolver o problema. Esse é um assunto que o plenário precisa deliberar.”

O líder do PL afirmou, com exclusividade a Oeste, que Motta pediu a representantes de diferentes partidos que não assinassem o requerimento de urgência. “Enquanto isso, estou fazendo o trabalho formiguinha, um a um.”

Sóstenes aponta desgaste com Motta 

O parlamentar falou sobre a dificuldade para se reunir com o presidente da Câmara nesta semana. Depois de insistir por uma audiência que antecedesse a reunião de líderes, o deputado foi recebido, na quarta-feira 2, às 23h. O paraibano não fechou questão sobre a proposta, tampouco a defendeu diante do colégio de líderes.

Embora tenha evitado receber o deputado para uma conversa reservada no começo da semana, Motta posou para fotos ao lado dos ministros do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino e Alexandre de Moraes, em evento no Senado.

PP dividido

Enquanto Sóstenes mantém confiança no avanço das articulações pela anistia, líderes começam a dar sinais de que podem ceder à pressão da base governista e do lobby contra a proposta.

Partido presidido pelo senador Ciro Nogueira, o PP está dividido entre oposição e centrão. “O presidente do meu partido foi chefe da Casa Civil de Bolsonaro”, declarou o líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ). “A pauta tem apelo político, mas entendemos que extrapola nossa função constitucional.”

Luizinho também alegou falta de articulação prévia por parte do líder do PL, em relação à proposta. “Tinha de ter nos procurado antes.”

Informações Revista Oeste


Deputado lembrou uma declaração de Barroso contra o ex-presidente

Deputado José Medeiros foi o primeiro, entre os membros do Congresso, a ter redes sociais censuradas pelo ministro Alexandre de Moraes. | Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Deputado José Medeiros foi o primeiro, entre os membros do Congresso, a ter redes sociais censuradas pelo ministro Alexandre de Moraes. | Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O deputado federal José Medeiros (PL-MT), o primeiro entre os integrantes do Congresso a ter as redes sociais censuradas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), agora expressa pessimismo quanto ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Todos eles [ministros] têm falas muito parecidas com a do ministro Luís Roberto Barroso, em relação ao bolsonarismo”, disse. “Então, esse julgamento é o exaurimento do ‘derrotamos o bolsonarismo’”.

O parlamentar acredita que o julgamento do ex-presidente já está decidido e que a argumentação divergente do ministro Luiz Fux, durante a apreciação da 1ª Turma do STF sobre a admissibilidade do caso, não será revertida em voto favorável a Bolsonaro.

“Não tenho a menor expectativa de que tenhamos um julgamento juridicamente dentro do processo legal”, afirmou Medeiros. “Dadas as manifestações de diversos ministros, fica claro que eles entraram nesse julgamento com o convencimento já formado.”

“Derrotamos o bolsonarismo”

Para Medeiros, a deliberação do STF sobre os crimes atribuídos a Bolsonaro é um jogo de cartas marcadas. 

O deputado considera que a postura dos ministros reflete questões pessoais e ideológicas contra o ex-presidente. “Se tivermos mais de dois votos a favor, já será uma surpresa”, disse. “A esperança que tenho é que possamos levar esse julgamento para onde ele deve estar, que é a primeira instância.”

Medeiros fala em sinais estranhos” sobre a anistia

O parlamentar, veterano no Congresso, também abordou a questão da anistia para os condenados pelos atos do 8 de janeiro. Medeiros qualificou o comportamento dos presidentes da Câmara e do Senado como “sinais estranhos”.

“Tínhamos uma expectativa muito forte de que eles [Hugo Motta e Davi Alcolumbre] pautassem isso com certa tranquilidade”, comentou o deputado. “Agora, o que vemos é que teremos de remar bastante para aprovar essa anistia.”

Medeiros destaca apoio do centrão 

O parlamentar destacou, no entanto, que a pauta da anistia tem ganhado o apoio de partidos do centrão. 

Bolsonaro e parte da sua equipe de advogados | Foto: Rosinei Coutinho/STF
Bolsonaro e parte da sua equipe de advogados | Foto: Rosinei Coutinho/STF

“O centrão também está se dando conta de que não se trata apenas de um movimento do STF contra os bolsonaristas, e a expectativa nossa é mais política do que jurídica”, afirmou Medeiros. “Não esperamos muito do julgamento; ele já está precificado.”

Informações Revista Oeste


A líder da minoria na Câmara afirma ser ‘evidente que estamos diante de uma perseguição política aos opositores’

carol de toni
A líder da minoria na Câmara, deputada Carol De Toni (PL-SC) | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A líder da minoria na Câmara, deputada Carol De Toni (PL-SC), afirma que o movimento de obstrução na Casa pode se intensificar se o PL da Anistia não avançar. A declaração foi dada com exclusividade a Oeste.

Nesta quinta-feira, 2, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu que os líderes partidários não assinassem o requerimento de urgência para acelerar a tramitação da anistia. 

Com esse pedido, a proposta que deve beneficiar os presos do 8 de janeiro de 2023 não será pautada no plenário da Casa na próxima semana – como era a expectativa da oposição. 

O Partido Liberal recalculou a rota e, agora, coleta assinaturas de deputados que apoiam o projeto. Para a proposta ser aprovada, são necessários 257 votos a favor da proposta. Até quinta-feira, 165 parlamentares tinham assinado o documento. 

De acordo com Carol De Toni, a anistia “é nossa prioridade número um, e não vamos recuar”. O objetivo é que, ao mostrar as assinaturas dos deputados, seja aumentada a pressão para que Motta paute a urgência da proposta.

“Os parlamentares que possuem o mínimo de sensibilidade e conhecimento jurídico sabem que essa pauta vai além de ideologias – trata-se de um princípio básico de justiça”, afirma. “Está mais do que evidente que estamos diante de uma perseguição política aos opositores. Quem realmente defende a democracia se posiciona contra essas arbitrariedades e apoia a anistia.”

Obstrução é mantida para pressionar pela anistia

Questionada se o movimento de obstrução do Partido Liberal pode ser intensificado caso a anistia não avance, Carol De Toni confirmou: “Sem dúvida”.

“A aprovação da anistia é uma questão de tempo, e seguiremos firmes até que essa matéria seja pautada e votada”, destacou. “A tendência é que a obstrução se intensifique com o passar das semanas, caso não haja avanços.”

“Temos sido a voz daqueles que foram silenciados nos autos”, destacou a líder. “Ao expor as histórias dessas pessoas, as acusações infundadas, as penas desproporcionais e as graves violações de direitos, a sociedade tem compreendido ainda mais a urgência da anistia.”

Informações Revista Oeste


Os atos pelos presos em 8 de janeiro devem ocorrer em 12 cidades do exterior

A manifestação pela anistia ocorreu neste domingo, 16, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro | Foto: Alex Ribeiro/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
A manifestação pela anistia ocorreu neste domingo, 16, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro | Foto: Alex Ribeiro/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

Brasileiros no exterior vão fazer manifestações na Europa e nos Estados Unidos pela anistia dos presos pelo 8 de janeiro de 2023. Os atos devem ocorrer no próximo domingo, 6, em pelo menos 12 cidades estrangeiras. Um dos organizadores do evento, Alexandre Kunz, participou do Jornal da Oeste, nesta quinta-feira, 3.

“Quando se fala em manifestação no exterior, não é muito comum”, afirmou Kunz. “Lógico que a direita, nos últimos anos, vem ganhando espaço. Grupos aqui fora começaram a se envolver mais na política brasileira. Isso mostra que os brasileiros estão acompanhando o que está acontecendo do Brasil.”

As manifestações vão acontecer em 12 cidades da Europa e dos Estados Unidos:

Brasileiros no exterior apoiam anistia

As manifestações ocorrerão no mesmo dia em que o ex-presidente Jair Bolsonaro convocou um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. O protesto também pede a anistia dos presos pelo 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O organizador dos protestos no exterior diz que a anistia é necessária para trazer a normalidade ao Brasil. Ele disse que os brasileiros que moram em outros países estão atentos ao que acontece no território brasileiro e se solidarizam com os manifestantes presos em 8 de janeiro.

“Os brasileiros do exterior acreditam que a anistia é necessária para as coisas começarem a voltar à normalidade”, afirmou Kunz. “Em novembro de 2019, quando Lula foi solto, começou a criar uma frustração em diversos brasileiros, que acabou com várias pessoas presas. Nós de fora acreditamos no Brasil, na anistia, e faremos o que for possível para ajudar aqueles que estão sendo injustiçados.”

Informações Revista Oeste


A Justiça dos EUA marcou uma audiência para esclarecer supostas fraudes nos registros migratórios do ex-assessor especial da Presidência

PF manteve Filipe Martins preso para forçar delação, diz Bolsonaro
Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução

Jair Bolsonaro criticou a conduta da Polícia Federal no processo contra Filipe Martins, que foi assessor especial da Presidência durante seu governo. Em publicação no X nesta quinta-feira, 3, o ex-presidente diz que a PF queria usar a prisão de Martins para forçar uma delação.

“Por que a PF não buscou testemunhas para esclarecer se Filipe Martins estava ou não no avião presidencial no dia 30 de dezembro de 2022?”, questionou Bolsonaro. “O fato é que Filipe, mesmo sob tortura e preso por mais de seis meses, deixou claro que preferia seguir preso do que forjar uma delação e prejudicar outras pessoas.”

A declaração de Bolsonaro vem no contexto da decisão do juiz federal Gregory Presnell, dos Estados Unidos, que marcou para 9 de abril uma audiência para esclarecer supostos indícios de fraude nos registros migratórios de Filipe Martins. 

A defesa de Martins entrou com duas ações na Justiça dos EUA sobre o caso. A primeira será analisada na próxima semana.

Filipe Martins ficou preso por decisão de Moraes

O ex-assessor da Presidência para Assuntos Internacionais esteve preso por decisão do ministro do  do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com base na alegação de que teria ingressado nos EUA em 30 de dezembro de 2022. Martins não fez a viagem e também não estava proibido de fazê-la.

Na audiência, serão discutidas as alegações iniciais da ação, as datas e as etapas do processo, além de quando e por quem os dados foram inseridos nos sistemas do Departamento de Segurança Interna. 

Informações Revista Oeste


Apenas 35% dos entrevistados manifestaram apoio a uma nova candidatura do petista

Presidente Lula Foto: EFE/EPA/MINH HOANG/POOL

Uma pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (3) mostra que 62% dos brasileiros acham que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria se candidatar à reeleição em 2026. Outros 35% apoiam a ideia e 3% não souberam ou não quiseram responder.

O índice dos que acham que Lula não deve tentar um quarto mandato cresceu dez pontos percentuais desde o último levantamento do instituto, divulgado em dezembro do ano passado. Naquela pesquisa, o percentual estava em 52%, enquanto 45% achavam que o petista deveria se candidatar em 2026.

Em outro levantamento, divulgado nesta quarta (2), a Genial/Quaest mostrou que a aprovação de Lula voltou a cair, com a desaprovação atingindo um recorde neste terceiro termo de Lula à frente do Executivo. Para 56% dos brasileiros, o Brasil está indo na direção errada sob o comando do petista.

A pesquisa registrou aumento de 17 pontos percentuais entre os entrevistados que avaliam que a economia piorou nos últimos 12 meses: de 39% em janeiro, o grupo passou a 56% agora. Houve melhora para 16% e outros 26% consideram que o cenário econômico ficou do mesmo jeito.

Ainda na economia, 53% responderam que está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano, um aumento de oito pontos percentuais. A variação foi a mesma no sentido contrário: há três meses, 43% consideravam que estava mais fácil conseguir um emprego, percentual que agora é de 35%.

A Genial/Quaest fez entrevistas presenciais com 2.004 eleitores de 120 municípios entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o índice de confiabilidade é de 95%.

*AE


Aprovação do presidente caiu para 41%, menor patamar desde a posse, em janeiro de 2023

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 56% entre os eleitores brasileiro, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). É a pior marca do índice desde o início do terceiro mandato do petista. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, enquanto o nível de confiança é de 95%.

O levantamento também aponta que aprovação do governo registrou queda e atinge agora 41%. É o menor patamar desde a posse, em janeiro de 2023. Não sabe ou não respondeu ficou em 3% contra 4% da sondagem anterior.

A pesquisa Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 27 a 31 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil.

Informações Bahia.ba


O governo brasileiro teria realizado uma invasão hacker para conseguir informações privilegiadas dos paraguaios

Chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez, em coletiva de imprensa
Chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez, concedeu uma coletiva de imprensa nesta terça-feira — 1/4/2025 | Foto: Reprodução/YouTube

O governo do Paraguai convocou, nesta terça-feira, 1º, o embaixador do Brasil, José Antônio Marcondes, para esclarecer alegações de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estaria envolvida em operações de invasão hacker a sistemas governamentais paraguaios.

A convocação ocorreu depois de um funcionário da Abin afirmar, em depoimento à Polícia Federal, que a atual gestão manteve essas operações com autorização expressa dos diretores Luiz Fernando Corrêa e Saulo de Cunha Moura. O objetivo era obter dados sigilosos sobre as negociações do Anexo C do Tratado de Itaipu.

O Anexo C, atualmente em fase de renegociação, define as condições de comercialização da energia gerada pela Usina de Itaipu. Essa questão é vista como sensível pelo governo paraguaio, que suspendeu as negociações até que o caso seja esclarecido.

Em coletiva de imprensa, o chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez, afirmou que há a necessidade de explicações detalhadas por parte do Brasil, classificando o caso como “delicado”.

“Convocamos o embaixador do Brasil no Paraguai, José Antônio Marcondes, para que ele ofereça explicações detalhadas sobre a ação de inteligência conduzida pelo Brasil”, afirmou Ramírez.

Ministro do Paraguai suspende negociações com o Brasil

O ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Javier Giménez García de Zúñiga, afirmou que a suspensão das negociações do Anexo C é por tempo indefinido até que a confiança entre os países seja restaurada.

“O governo do Paraguai está pedindo explicações”, afirmou Zúñiga. “Ao mesmo tempo, suspendemos de forma indefinida as negociações do Anexo C porque temos que restituir aquilo que é fundamental para a relação, que é a confiança.”

A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar possíveis vazamentos de informações e a existência de uma estrutura paralela dentro da Abin. Essa estrutura teria utilizado ferramentas da agência para obter dados sobre os valores em negociação no Anexo C do Tratado de Itaipu.

O governo brasileiro alegou ter interrompido as atividades em maio de 2023, assim que tomou conhecimento delas. Segundo o depoimento, as invasões incluíram sistemas do governo paraguaio, como o Congresso e a Presidência da República.

A expectativa do Paraguai com a renegociação do Anexo C é poder vender o excedente de energia no mercado livre, ao encerrar a obrigação de compra pelas distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Informações Revista Oeste


Petista e seus correligionários colecionam inverdades ao longo dos últimos anos

As mentiras de Lula relembradas em 1° de abril Foto: PR/Ricardo Stuckert (editada por IA)

Neste 1° de abril, que marca o Dia da Mentira, nada mais oportuno do que relembrar algumas das inverdades contadas pelo presidente Lula (PT) e seus aliados nos últimos tempos. Entre discursos contraditórios e narrativas distorcidas, não foram poucas as vezes em que o petista e seus correligionários fizeram jus ao primeiro dia de abril. Por isso, o Pleno.News listou dez falas enganosas e você as confere nesta matéria.

1. NO G20, LULA MENTE SOBRE DADOS DA FOME
No dia 18 de novembro do ano passado, na abertura do primeiro dia da Cúpula de Líderes do G20, Lula divulgou dados falsos sobre ter acabado com a fome no Brasil. Leia a matéria completa aqui.

– Conseguimos sair do Mapa da Fome da FAO em 2014, para o qual voltamos em 2022, em um contexto de desarticulação do Estado de bem-estar social. Foi com tristeza que, ao voltar ao governo, encontrei um país com 33 milhões de pessoas famintas (…). Em um ano e 11 meses, o retorno desses programas já retirou mais de 24,5 milhões de pessoas da extrema pobreza – disse.

Os dados da ONU, porém, são bem menores do que o exposto pelo presidente brasileiro: entre os anos de 2021 e 2023, cerca de 8,4 milhões de pessoas passavam fome no Brasil. Esse estudo usa dados de cinco agências ligadas à ONU. O mesmo relatório fala que 39,7 milhões de pessoas vivem em insegurança alimentar e 14,3 milhões vivem em estado severo de fome.

2. MENTIRA SOBRE OBRA SIGILOSA DE JANJA
A jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, expôs a primeira-dama Janja em julho de 2024 ao revelar contradições do atual governo quanto a uma reforma no terceiro andar do Palácio do Planalto. Na época, a jornalista usou seu perfil na rede social X para exibir o print de uma conversa via mensagens de texto que teve com a assessoria de Janja.

Bergamo questionou se estava em andamento uma reforma no terceiro andar do Planalto com a finalidade de ampliar a sala de Janja, produzindo maior conforto à acomodação da primeira-dama. A assessoria negou. A colunista disse, porém, que apesar da negativa a reforma estava, sim, em curso. Confira aqui a matéria completa.

3. GOVERNO MENTE SOBRE REJEITAR AJUDA PARA O RS
Em uma nota oficial divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) no dia 8 de maio de 2024, o governo mentiu ao afirmar que não recusou oferta de ajuda do Uruguai para operações de socorro aos afetados pela enchente no Rio Grande do Sul. Apesar de ter aceitado um helicóptero uruguaio, a gestão petista rejeitou sim outras ofertas do país vizinho.

Leia a reportagem completa aqui.

4. LULA MENTE SOBRE O ENEM
Lula cometeu alguns erros, em novembro de 2023, durante transmissão ao vivo do extinto Conversa com o Presidente. Uma das falas controversas foi sobre a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O petista declarou que, naquele ano, não houve intercorrências com a prova e que o exame “foi feito sem nenhum problema”.

No entanto, na ocasião, a Polícia Federal (PF) precisou apurar o vazamento de imagens da prova nas redes sociais. No dia 5 de novembro, a primeira parte da prova e fotos dos cadernos de questões passaram a circular nas redes assim que se iniciou o exame. Foi o próprio Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), por sinal, quem acionou a PF para investigar o caso.

A investigação conseguiu encontrar oito pessoas em vários estados que teriam compartilhado imagens da prova. Clique aqui e confira a matéria completa.

5. GDIAS MENTE AO MENOS 11 VEZES EM DEPOIMENTO À PF SOBRE O 8/1
Não foi apenas Lula quem colecionou mentiras na atual gestão. O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, mentiu ao menos 11 vezes durante seu depoimento à Polícia Federal (PF), em abril de 2023. As declarações, facilmente desmentidas, deixaram claro aos investigadores que não se podia confiar nas palavras do ex-membro da gestão petista.

Na lista de inverdades ditas pelo militar às autoridades, está a de que ele não tinha conhecimento dos atos que estavam sendo programados para o dia 8 de janeiro de 2023. Tanto não é verdade a fala que o próprio GDias encaminhou à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) uma convocação, que circulava em grupos nas redes sociais, com planejamentos de invasão à Praça dos Três Poderes. Leia a matéria aqui.

6. LULA MENTE AO NEGAR “PEDALADAS” DE DILMA
As mentiras de Lula não ficaram restritas a declarações feitas no Brasil. Em agosto de 2023, em Angola, o petista mentiu ao dizer que as “pedaladas”, que levaram ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), não existiram. Em 2016, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou a prática e concluiu que o governo Dilma repetiu as “pedaladas” no primeiro ano de seu segundo mandato.

Confira a matéria neste link.

7. LULA MENTE SOBRE CALOTE DE PAÍSES “AMIGOS” DO PT
Em 2023, Lula mentiu ao dizer que Cuba e Venezuela deram calotes no Brasil por culpa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, os países tinham dívidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde 2018, quando o presidente ainda era Michel Temer (MDB). Veja a reportagem aqui.

8. LULA MENTE AO DIZER QUE MEIs ERAM CONTADOS COMO EMPREGOS
Durante o debate presidencial realizado na Rede Globo, em outubro de 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo de Jair Bolsonaro (PL) contava os microempreendedores individuais (MEIs) como empregos formais

A informação, porém, era falsa. Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) contabilizam apenas empregos com carteira assinada. Confira neste link a matéria completa.

9. LULA MENTE AO DIZER QUE CRIOU LEI DE LIBERDADE RELIGIOSA
Ainda na campanha presidencial de 2022, durante uma caminhada em Salvador, na Bahia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que havia criado, durante seu governo, uma lei que garantia a liberdade religiosa. No entanto, ao contrário da fala do petista, a norma em questão não tratava especificamente de liberdade religiosa e tampouco foi criada por Lula.

Confira a informação correta neste link.

10. EM 2022, LULA MENTIU AO DIZER QUE O SALÁRIO MÍNIMO NÃO AUMENTAVA HÁ CINCO ANOS
Também enquanto candidato, Lula mentiu aos seus apoiadores ao falar sobre o aumento de salário. Durante um encontro com pessoas com deficiência em São Paulo, em 2022, o petista declarou que há cinco anos o salário mínimo não aumentava. Quando assumiu a presidência, em 2019, porém, o então presidente Jair Bolsonaro tornou real o aumento de 1,14% já votado pelo Congresso Nacional.

Em 2020, o salário aumentou para R$ 1.039 em janeiro e no mês seguinte foi corrigido para R$ 1.045, sendo o aumento real estimado em 0,39%. Confira a informação completa aqui.

Informações Pleno News


Cármen Lúcia dá 15 dias para Silvio Almeida explicar acusação a Me Too

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo de 15 dias para que o ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, responda a uma queixa-crime apresentada pela organização Me Too Brasil, que o acusou de difamação.

Segundo a ONG, o ex-ministro acusou, sem provas, a instituição de tentar interferir no processo de licitação do Disque Direitos Humanos, dando a entender que poderia haver um possível superfaturamento. O caso está relacionado às acusações de assédio e importunação sexual feitas por diversas mulheres contra Almeida, inclusive pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. No mesmo dia em que o escândalo veio à tona, quando Almeida ainda comandava a pasta, o Ministério dos Direitos Humanos (MDH) publicou nota oficial, sem assinatura, em que acusava a Me Too Brasil e sua advogada e diretora-presidente, Marina Ganzarolli, de tentarem interferir em licitações do Disque 100.

A Me Too Brasil confirmou que presta auxílio psicológico e jurídico a mulheres que relataram serem vítimas do advogado e professor, que acabou demitido pelo presidente Lula. Na época da publicação da acusação da ONG, a defesa de Silvio Almeida disse que “Silvio jamais afirmou que a ONG fraudou licitação” e que na postagem ele “fez referência a tentativas de contatos informais feitos por representantes da ONG para tratar do contrato do disque 100, conduta no mínimo inapropriada, e que efetivamente ocorreu”.

Recentemente, em um post no Instagram, Silvio Almeida voltou levantar suspeitas sobre a atuação da ONG. “Outros, por disputa política ou por ressentimento, ladeados por ONGS suspeitíssimas, ainda fazem pressões indevidas sobre instituições do Estado para me prejudicar”, escreveu.

Informações Metro1

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