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No Twitter/X, político voltou a falar em perseguição e reafirmou que pretende disputar novo mandato em 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro durante depoimento no STF que teve transmissão ao vivo pela TV Justiça | Foto: Reprodução/Twitter/X
O ex-presidente Jair Bolsonaro durante depoimento no STF que teve transmissão ao vivo pela TV Justiça | Foto: Reprodução/Twitter/X

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento nesta terça-feira, 10, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Investigado por suposta tentativa de golpe de Estado, ele afirmou, em publicação no Twitter/X, que compareceu ao tribunal “de cabeça erguida, com a consciência tranquila e o espírito sereno de quem sabe que é inocente”.

“Não invoquei silêncio. Não busquei subterfúgios. Respondi a cada pergunta com transparência e convicção”, escreveu. “Quem tem a verdade como companheira não teme ser questionado – e jamais se curva diante da injustiça”.

Bolsonaro destaca respeito à Constituição

Bolsonaro fez assim um balanço de sua gestão no Palácio do Planalto e disse ter enfrentado crises e “desmontado narrativas”, sempre “com fé em Deus e compromisso com o Brasil”. Afirmou, do mesmo modo, ter atuado com respeito à Constituição e “à vontade soberana do povo brasileiro”.

“Reduzimos a dívida pública, cortamos impostos, investimos em infraestrutura, modernizamos o Estado e protegemos as liberdades individuais e econômicas”, escreveu o político, repetindo sobretudo argumentos frequentemente usados por sua defesa pública e parlamentar.

Sem mencionar diretamente os inquéritos que tramitam contra ele no STF, Bolsonaro afirmou que “o que vivi – e o que ainda vivo – não é apenas um capítulo da minha vida. É parte de uma luta maior: a luta de milhões de brasileiros por um país mais livre, mais justo e mais forte; sem censura nem perseguição”.

A publicação também incluiu referências religiosas e simbólicas. “A verdade não teme o tempo, nem os tribunais. Ela é como o sol: pode ser ofuscada por nuvens, mas jamais apagada. Como diz a Escritura Sagrada, em João 8:32: ‘E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’”.

Ao final do texto, o ex-presidente sinalizou principalmente que mantém planos de disputar novamente a Presidência da República. “A História julgará cada um de nós. Que ela me encontre, como sempre estive, fiel à verdade, ao nosso Deus e ao povo brasileiro”.

“Hoje, saio do tribunal tranquilo e mais confiante de que serei o próximo presidente da República para ajudar a tirar nosso país dessa bagunça”, escreveu. Em um post por volta das 20h desta terça, Bolsonaro reproduziu trecho do seu depoimento em que defende seu ex-assessor para assuntos internacionais Filipe Martins.

Informações Revista Oeste


Brincadeira ocorreu durante depoimento do ex-presidente no STF sobre a suposta trama de golpe

Jair Bolsonaro no STF Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu licença ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para fazer uma “brincadeira” durante o interrogatório nesta terça feira (10), na ação da suposta trama golpista.

– Posso fazer uma brincadeira? – perguntou o ex-presidente.

– Eu perguntaria seus advogados antes – respondeu Moraes.

– Eu gostaria de convidá-lo pra ser meu vice em 2026 – brincou Bolsonaro, dando risada.

– Eu declino novamente – antagonizou Moraes.

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O ex-presidente está inelegível até 2030. Ele foi condenado por promover uma reunião com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, em 18 de julho de 2022, para criticar fragilidades do sistema de votação brasileiro e as urnas eletrônicas.

Em outro momento, Bolsonaro se desculpou com o ministro por ter sugerido, na reunião ministerial do dia 5 de julho de 2022, que Moraes e outros membros do TSE teriam recebido entre 30 milhões de dólares (R$ 167 milhões) e 50 milhões de dólares (R$ 278 milhões) para fraudar as eleições.

– Era uma retórica. Se fossem outros três ocupantes (do Tribunal Superior Eleitoral) eu teria a mesma conduta. Me desculpe. Não tinha intenção – se justificou.

O ex-presidente disse ainda que era “bastante desagradável” estar diante do ministro.

Bolsonaro e Moraes estão frente a frente na sala de sessões da Primeira Turma do STF. O interrogatório do líder conservador é o mais aguardado do processo da suposta trama golpista. Ninguém se exaltou durante a audiência.

*AE


'Golpe nunca existiu', afirma Bolsonaro ao chegar ao STF
Bolsonaro e outros réus no inquérito sobre a suposta trama de golpe de Estado voltam ao STF para o segundo dia de interrogatórios | Fotos: Gustavo Moreno/STF

Nunca houve um golpe de Estado, afirmou o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele falou à imprensa ao chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 10, onde a 1ª Turma retomou os interrogatórios dos réus na ação penal que investiga uma suposta trama golpista para reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022.

“Golpe não existiu”, disse aos jornalistas. Bolsonaro declarou à imprensa que a ideia de golpe seria apenas uma hipótese. “Eu tenho que provar que sou inocente ou eles têm que provar que sou culpado?” 

O ex-presidente afirmou a pretensão de apresentar 11 ou 12 vídeos em seu depoimento. Segundo a ordem estabelecida pela Corte, ele será o sexto a depor. “Se eu puder ficar à vontade, se preparem, vão ser horas.” A sessão desta terça-feira teve início às 9h, com a previsão de prosseguir com o depoimento do ex-comandante da Marinha almirante Almir Garnier Santos.

Interrogatórios dos réus da Ação Penal 2668 – 9/6/2025 | Foto: Fellipe Sampaio/STF

Mauro Cid nega que Bolsonaro tenha assinado minutas

Nesta segunda-feira, 9, prestaram depoimento o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem — atualmente deputado federal. Cid negou que o então presidente Jair Bolsonaro tenha assinado medidas para uma suposta tentativa de golpe de Estado. O objetivo seria impedir a posse de Lula.

A afirmação respondeu a uma pergunta de Luiz Fux. “Em várias ocasiões, o senhor falou que, nessa qualidade de anteparo de Bolsonaro, tinha função de pressionar o presidente para assinar minutas de estado de defesa, de sítio, etc.”, disse o ministro. “Esse documento foi assinado?”

Cid afirmou que não. “Inclusive, essa era a grande preocupação do comandante do Exército, Freire Gomes”, declarou Cid. “Por isso que ele me chamava várias vezes. O general tinha receio que o presidente assinasse qualquer coisa sem consultar e sem falar com ele antes.”

Informações Revista Oeste


Em mensagem, o tenente-coronel afirma que o então presidente da República ‘desistiu de qualquer coisa, de qualquer ação mais contundente’

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O advogado Celso Vilardi e o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante julgamento da denúncia do núcleo 1 da Pet 12.100 – 25/3/2025) | Foto: Gustavo Moreno/STF

Nesta segunda-feira, 9, o advogado Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro, confrontou o tenente-coronel Mauro Cid com um áudio.

A cena ocorreu durante interrogatório de Cid, no Supremo Tribunal Federal (STF). O militar falou primeiro, por ser o delator de uma suposta tentativa de golpe.

Vilardi reproduziu uma gravação obtida pela Polícia Federal no celular de Cid, na qual o tenente-coronel se dirige a um general para relatar as movimentações de Bolsonaro nas semanas que se seguiram ao anúncio da vitória de Lula.

No áudio, Cid afirma que Bolsonaro “desistiu de qualquer coisa, de qualquer ação mais contundente”.

Interpelado por Vilardi, Cid disse não se lembrar da gravação. “Foi para quem essa mensagem?”, perguntou o advogado. “Bom, possivelmente foi para o general Freire Gomes, então comandante do Exército, que era o general com quem eu tinha uma interlocução mais direta. Eu mostrava os altos e baixos das conversas que se tinham”, respondeu Cid. “Tanto que tem outra mensagem que eu peço o general]para vir falar com o presidente porque o presidente estava muito mal.”

Áudio de Mauro Cid

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O tenente-coronel Mauro Cid, durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro, no Senado – 11/7/2023 | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Eis o que diz Cid no áudio:

“Oi, general. Bom dia. Ontem, o presidente, eu senti que ele já praticamente. Acho que desistiu de qualquer coisa, de qualquer ação mais contundente. Ontem, por várias vezes, ele comentou que o governo Lula, que um possível governo Lula, como ele sempre fala, não daria certo. Lula vai meter o pé pelas mãos. Ele vai botar os seguidores todos contra ele. Tanto que ontem Bolsonaro comentou e pediu para deixar tudo andar, não quer que ninguém fique pressionando nada. Ele conversou bastante tempo com o Valdemar também. Ontem no começo da tarde, ontem, o general Pazuello esteve com ele dando sugestões, ideias de como ele podia de alguma forma tocar o artigo 142, uma coisa assim”. 


A quantia permanece penhorada em execução fiscal de 2014, movida contra a TV Gazeta, afiliada da Globo em Alagoas

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Collor cumpre pena domiciliar em Maceió | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado 

Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional(PGFN) pediu à Justiça que mantenha bloqueados R$ 2,1 milhões requisitados pela Organização Arnon de Mello (OAM), grupo de comunicação controlado pelo ex-presidente Fernando Collor. A solicitação ocorreu no processo de recuperação judicial da empresa, que inclui rádios, TVs, portais, jornal e gráfica.

Segundo a PGFN, a quantia permanece penhorada em execução fiscal de 2014, movida contra a TV Gazeta, afiliada da Globo na região. O valor serve como garantia caso a OAM não cumpra os acordos de parcelamento de dívidas com a União. O órgão alega também que o montante busca recompor perdas causadas por um erro judicial que permitiu liberação superior a R$ 5 milhões acima do autorizado à emissora em 2023.

O órgão, que integra a Advocacia-Geral da União e administra a dívida ativa da União e do FGTS, formalizou o pedido em 29 de maio. Trata-se de uma resposta à solicitação da OAM ao juiz Erick Costa de Oliveira Filho, da 10ª Vara Cível da Capital. O grupo pretendia acessar os valores de aluguéis pagos pelo Tribunal Regional Eleitoral pelo uso do prédio entre outubro de 2023 e novembro de 2024, com a finalidade de quitar dívidas trabalhistas.

A justificativa para bloquear o dinheiro de Fernando Collor

A OAM alegou, em novembro de 2024, que os R$ 2,1 milhões seriam destinados ao pagamento de 250 credores trabalhistas que aderiram a acordos de transação homologados pela Justiça, fora do plano principal de recuperação judicial. A Justiça chegou a aprovar a liberação dos recursos em 7 de maio, depois de pareceres favoráveis do Ministério Público de Alagoas e do administrador judicial José Luiz Lindoso, sob condição de comprovação dos pagamentos.

Integrantes do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas promoveram uma manifestação contra o ex-presidente Fernando Collor, em 2022 | Foto: Divulgação/Sindicato dos Jornalistas de Alagoas
Integrantes do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas promoveram uma manifestação contra o ex-presidente Fernando Collor, em 2022 | Foto: Divulgação/Sindicato dos Jornalistas de Alagoas

No entanto, dez dias depois, a decisão foi revertida pelo mesmo juiz depois da manifestação de credores trabalhistas que questionaram a permanência de Collor e do diretor-executivo Luís Amorim na gestão da OAM. O grupo também pediu a revisão da decisão que autorizava o acesso aos valores.

O ex-presidente, condenado a oito anos e dez meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro entre 2010 e 2014, no caso que envolve a BR Distribuidora, cumpre pena domiciliar em Maceió. As condenações motivaram novo pedido dos credores para barrar a liberação do montante.

“Collor vai no Brasil uma grande Maceió”, disse o jornalista Augusto Nunes, em participação no podcast OesteCast. “Quando Collor ia para o cabaré com os amigos, gastava dinheiro e justificava o gasto como se estivesse ido ao posto ao lado do Palácio da Prefeitura.”

Processos trabalhistas

Para a PGFN, a quantia deve continuar bloqueada para recompor a penhora, já que houve liberação indevida de valores por falha processual, e não pode ser liberada para outros fins. Em maio de 2021, decisão no processo de recuperação judicial permitiu o desbloqueio de aluguéis retidos até então, no valor de R$ 2,5 milhões, com substituição da garantia pelo imóvel da OAM.

No entanto, segundo os autos, uma falha resultou na liberação de aluguéis até setembro de 2023, totalizando R$ 8 milhões — cerca de R$ 5 milhões a mais do que o autorizado. O saldo do débito, conforme a Justiça Federal, estava em aproximadamente R$ 15 milhões até 30 de dezembro de 2024, enquanto o depósito em juízo era menor, cerca de R$ 12 milhões, segundo decisão de fevereiro do juiz Sérgio de Abreu Brito, da 5ª Vara Federal de Alagoas.

Uma falha resultou na liberação de aluguéis até setembro de 2023, totalizando R$ 8 milhões — cerca de R$ 5 milhões a mais do que o autorizado | Foto: Divulgação/Arquivo pessoal
Uma falha resultou na liberação de aluguéis até setembro de 2023, totalizando R$ 8 milhões — cerca de R$ 5 milhões a mais do que o autorizado | Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

A PGFN também critica a liberação inicial dos recursos sem sua notificação prévia, ao alegar descumprimento do acordo firmado em dezembro de 2022 para parcelamento das dívidas da OAM com a União. O acordo excluiu apenas os débitos ligados ao FGTS, que somam mais de R$ 30 milhões, segundo a lista de devedores da PGFN.

Os procuradores destacam que o acerto de 2022 obriga a manutenção de todas as garantias já formalizadas nas execuções fiscais até a quitação total dos valores negociados. Alegam ainda que aluguéis penhorados não são bens de capital e só podem ser liberados caso haja substituição adequada das garantias.

A penhora de bens de Collor

O imóvel do TRE, segundo a PGFN, já foi alvo de outras penhoras fiscais e não representa garantia real para eventual inadimplência da OAM. As dificuldades financeiras da organização se intensificaram desde que entrou em recuperação judicial, em 2019, para negociar um passivo de R$ 64 milhões.

Apesar de o plano de recuperação ter sido aprovado pelos credores em julho de 2022, suspeitas de crimes falimentares, como possíveis práticas de “compra de votos”, motivaram o envio do caso à polícia. Ex-funcionários recorreram à Justiça do Trabalho para cobrar direitos, o que levou à despersonalização da pessoa jurídica e bloqueio de bens de Collor e da mulher dele, Caroline Serejo.

Em julho do ano passado, Caroline teve quase R$ 500 mil retirados de sua conta para quitar dívida com uma jornalista acometida por câncer e que não recebeu verbas trabalhistas da TV Gazeta. Imóveis de alto padrão de Collor, incluindo uma cobertura em Maceió e uma chácara em Campos do Jordão (SP), também sofreram penhora judicial.

Informações Revista Oeste


Parlamentar foi condenada a 10 anos de reclusão em regime fechado

Recentemente, Zambelli foi assediada por um militante de esquerda | Foto: Pablo Valadres/Câmara dos Deputados
Carla Zambelli é considerada foragida desde que deixou o país para evitar a aplicação da pena | Foto: Pablo Valadres/Câmara dos Deputados 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão definitiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada a dez anos de reclusão em regime fechado.

A parlamentar é considerada foragida desde que deixou o país para evitar a aplicação da pena. Conforme a Polícia Federal, Zambelli encontra-se na Itália. O STF já acionou a Interpol e solicitou formalmente ao Ministério da Justiça o começo do processo de extradição com base no tratado bilateral Brasil-Itália.

Zambelli foi condenada por 13 invasões aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por 16 inserções de documentos falsos, incluindo mandados de prisão falsificados, um deles em nome de um ministro do STF. As ações foram executadas em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto, também condenado a oito anos e três meses de prisão.

Os argumentos contra Carla Zambelli

A Corte rejeitou por unanimidade os embargos de declaração apresentados pela defesa, classificando-os como “protelatórios”. O relator, ministro Alexandre de Moraes, determinou a imediata comunicação à Câmara dos Deputados sobre a perda do mandato de Zambelli, com base no artigo 55 da Constituição Federal.

Além das penas de prisão e multa, os réus deverão indenizar o Estado em R$ 2 milhões por danos morais coletivos e prejuízos materiais.

A extradição de Zambelli será formalizada com documentação traduzida ao italiano e enviada ao governo daquele país. A decisão do STF também autorizou a expedição de guias para execução penal e informou a Interpol sobre o paradeiro da parlamentar via difusão vermelha.

Informações Revista Oeste


Ex-presidente diz que a atuação do deputado em território americano é independente

Bolsonaro após prestar depoimento à Polícia Federal Foto: EFE/ Andre Borges

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (5), ter conversado com seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ou mesmo com autoridades norte-americanas, sobre sanções do governo dos Estados Unidos a autoridades brasileiras, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes da Polícia Federal e membros da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em depoimento à Polícia Federal, o político conservador afirmou que nunca tratou do assunto. Também negou ter entregado qualquer dossiê ou documento a Eduardo sobre decisões do STF. Bolsonaro ainda disse que as ações do deputado são “independentes e realizadas por conta própria” e negou auxiliar ou determinar “qualquer tipo de ação nos Estados Unidos”.

Em outro ponto da oitiva, Bolsonaro disse também que Eduardo “não reporta às pessoas com quem se encontra nos Estados Unidos”. Ao final das perguntas, o ex-presidente pediu para acrescentar que “os Estados Unidos não aplicariam sanções por lobby de terceiros”.

Bolsonaro foi ouvido no inquérito aberto por ordem do ministro Alexandre de Moraes, a pedido da PGR, para investigar Eduardo pela suposta atuação dele nos EUA contra autoridades brasileiras.

A PGR atribui ao deputado uma campanha de intimidação e perseguição contra integrantes do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal envolvidos em investigações e processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados dele.

*AE


STF ordena bloqueio de bens, contas bancárias e redes sociais da deputada

Carla Zambelli
A Polícia Federal tem dez dias para ouvir a deputada, mesmo que seja por escrito | Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados formalizou nesta quinta-feira, 5, o afastamento de Carla Zambelli (PL-SP). Com a licença publicada, a deputada deixa de receber qualquer valor como parlamentar. O suplente Coronel Tadeu (PL-SP) já assumiu a vaga.

O pedido de Zambelli chegou à Casa antes mesmo da ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinava o bloqueio de sua remuneração. A parlamentar está fora do Brasil e, segundo o ex-apresentador Paulo Figueiredo, teria viajado à Itália depois de passar pelos Estados Unidos.

“Considere-se afastada a senhora deputada Carla Zambelli a partir de 29 de maio de 2025, data indicada ao atestado médico constante no processo”, informou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no despacho. “Convoque-se o respectivo suplente.”

O ministro Alexandre de Moraes ordenou o bloqueio integral de salários, verbas de gabinete e demais repasses pagos pela Câmara. O objetivo é quitar a multa de R$ 2 milhões imposta a Zambelli por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça, em 2023.

Como a deputada já se encontra licenciada, não há valores disponíveis para confisco. Ainda assim, o STF acionou o Banco Central para bloquear todas as contas, investimentos e transações da congressista, incluindo transferências via Pix.

O pedido foi incluído na decisão que decretou a prisão preventiva da deputada, além da suspensão de seus perfis em redes sociais, confisco de passaporte e inclusão na lista da Interpol. A Corte também abriu novo inquérito para apurar tentativa de obstrução de Justiça e coação.

Sem advogado, Zambelli passa a ter DPU como representante legal

Zambelli segue sem advogado constituído no processo. Sua última defesa abandonou o caso com alegação de motivos pessoais. Diante do cenário, Moraes designou a Defensoria Pública da União (DPU) para representá-la.

A Polícia Federal tem dez dias para ouvir a deputada, mesmo que seja por escrito. A corporação também deverá preservar os conteúdos removidos das redes sociais da parlamentar na quarta-feira 4.

Zambelli vinha solicitando doações a seguidores e chegou a divulgar seus dados bancários nos perfis, alegando necessidade de arrecadação para pagar sanções judiciais. Moraes exigiu que o Banco Central informe todos os recebimentos por Pix nos últimos 30 dias.

Informações Revista Oeste


Empresa do presidente dos EUA acusa ministro do STF de violar liberdade de expressão e aciona Justiça norte-americana

À esquerda, presidente dos EUA, Donald Trump; à direita, ministro do STF, Alexandre de Moraes
À esquerda, presidente dos EUA, Donald Trump; à direita, ministro do STF, Alexandre de Moraes | Fotos: Reprodução/X – Antonio Augusto/STF

A Trump Media protocolou uma ação na Justiça dos Estados Unidos nesta sexta-feira, 6. No processo, a empresa busca responsabilizar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por medidas que, segundo a acusação, configuram censura contra cidadãos e companhias norte-americanas.

O processo foi registrado no Tribunal do Distrito Central da Flórida. A iniciativa partiu da plataforma Rumble, que integra o grupo Trump Media. O documento, com 62 páginas, foi obtido pela emissora CNN e acusa Moraes de violar a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

De acordo com a Trump Media, o ministro teria emitido “ordens secretas de censura extraterritorial” contra usuários e empresas sediadas nos Estados Unidos. A empresa afirma que tais decisões ultrapassam os limites da jurisdição do STF e contrariam os direitos de liberdade de expressão protegidos pela Constituição norte-americana.

O documento menciona o inquérito das fake news como ferramenta utilizada pelo ministro para perseguir adversários do presidente Lula (PT)

O documento menciona o inquérito das fake newscomo ferramenta utilizada pelo ministro para perseguir adversários do presidente Lula (PT). Também destaca a recente investigação aberta contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente reside nos Estados Unidos.

Os autores do processo afirmam que Moraes atuou de forma ilegal ao tentar aplicar leis brasileiras relacionadas à liberdade de expressão em solo norte-americano. Segundo a argumentação, o ministro pressionou empresas, entre elas a Rumble, a removerem conteúdos e bloquear usuários por ordem do Supremo Tribunal Federal.

“Alexandre de Moraes direcionou propositalmente sua conduta para empresas sediadas na Flórida e seus servidores, data centers, operações e relacionamentos com usuários localizados neste Distrito”, diz o documento. “As Ordens de Silêncio exigem a suspensão e proíbem a criação de contas, exigem que a Rumble forneça informações sobre os titulares das contas, impõem multas diárias e obrigam o fechamento da Rumble no Brasil — uma empresa da Flórida com servidores localizados neste Distrito — e potencialmente em outros lugares.”

Outro pedido busca proibir Moraes de envolver empresas como Apple e Google na tentativa de remover o aplicativo Rumble das lojas virtuais.

A empresa pleiteia ainda indenizações por danos comerciais, reputacionais e à liberdade de expressão. Solicita também que o tribunal reconheça a responsabilidade pessoal do ministro e avalie outras formas de reparação que julgar apropriadas.

Segundo a Trump Media, Moraes tentou obrigar a Rumble a aceitar notificações judiciais brasileiras e a nomear um representante legal no Brasil, mesmo sem operar diretamente no país

Segundo a Trump Media, Moraes tentou obrigar a Rumble a aceitar notificações judiciais brasileiras e a nomear um representante legal no Brasil, mesmo sem operar diretamente no país. A empresa acusa o ministro de agir “ultra vires“, ou seja, além de sua autoridade legal.

A petição enfatiza que nem ditames extraterritoriais nem interferência judicial internacional podem suprimir liberdades garantidas pela Constituição norte-americana.

“Permitir que ele silencie um usuário barulhento em um canal digital norte-americano colocaria em risco o compromisso fundamental do nosso país com o debate aberto e robusto”, declarou o texto.

Desde 2022, Moraes teria determinado a suspensão de cerca de 150 contas em redes sociais, envolvendo políticos eleitos, jornalistas, advogados, artistas e cidadãos comuns. De acordo com a empresa, a maioria dessas pessoas se posiciona criticamente em relação ao governo Lula e ao próprio Moraes.

Entre os nomes citados como alvo das decisões judiciais estão os jornalistas Paulo Figueiredo e Rodrigo Constantino, além da ex-juíza Ludmila Grilo. A empresa denuncia que todos enfrentaram bloqueios de contas, congelamento de bens ou inclusão em investigações sigilosas com motivações políticas.

Informações Revista Oeste


Foto: Divulgação

Em evento que reuniu cerca de 3.000 pessoas na noite desta quinta-feira (5), o União Brasil e a Fundação Índigo, braço de formação política do partido, divulgaram uma Carta Compromisso (íntegra no final) com propostas para solucionar os problemas da segurança pública na Bahia, estado mais violento do Brasil em números absolutos. Somente no ano passado, de acordo do Atlas da Violência, 6.616 pessoas foram assassinadas em território baiano – média de 18 homicídios por dia.

Realizado no hotel Fiesta, o Fórum “SOS Bahia – Caminhos para mudar a segurança pública do nosso estado”, contou com as participações do vice-presidente nacional do UB, ACM Neto, do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do senador Sergio Moro, do prefeito de Salvador, Bruno Reis, do deputado federal Capitão Alden, do ex-capitão do BOPE e especialista em segurança, Rodrigo Pimentel, e do comentarista político Caio Copolla.

Ao chegar ao hotel, ACM Neto falou sobre a importância do Fórum. “Os números sobre violência na Bahia são vergonhosos. Pelo 10º ano consecutivo, nosso Estado é líder em homicídios, estamos em segundo lugar em taxa de morte entre jovens e temos 7 das 10 cidades mais violentas do país. Isso só acontece porque o governador Jerônimo Rodrigues não trata a segurança pública com prioridade e não tem competência para enfrentar os bandidos”.

O governador Ronaldo Caiado responsabilizou as gestões petistas na Bahia pelo aumento da criminalidade. “Há quase 20 anos o PT governa a Bahia. É inacreditável que não tenham feito nada de efetivo para a redução dos crimes. E não fizeram porque não têm atitude, não têm nenhum compromisso”, ressaltou.

“Quando assumi o governo pela primeira vez, Goiás também ostentava índices vergonhosos na segurança pública. Implantei a política de tolerância zero com a bandidagem e os resultados estão à vista de todos: reduzimos em mais de 90% os roubos a veículos e cargas, zeramos os roubos a bancos e houve uma diminuição drástica nos homicídios. Hoje temos o controle total de todo território goiano”, disse Caiado.

Em sua palestra, Rodrigo Pimentel, ex-policial que inspirou o personagem Capitão Nascimento no aclamado Tropa de Elite, afirmou que a Bahia está no caminho do caos em relação à segurança pública. “A Bahia está na contramão do Brasil. Enquanto o Brasil registrou uma redução média de 25% na taxa de homicídios, na Bahia os crimes só crescem. Há 22 anos, a Bahia era um dos Estados mais seguros do Brasil, ocupava a 23ª colocação. Como é que passa a primeiro lugar em pouco tempo?”, indagou o ex-capitão do BOPE.

“Ao mesmo tempo em que a violência avança, os profissionais que deveriam estar na linha de frente do combate ao crime enfrentam um cenário de completo abandono. Em muitas cidades, não há sequer uma delegacia funcionando. Em outras, existe apenas uma viatura – muitas vezes quebrada ou sem combustível”, diz um trecho da Carta Compromisso, documento síntese publicado ao final do evento, com ações concretas que podem reverter a situação de calamidade pública na Bahia.

Em outro trecho, a Carta do União Brasil e Fundação Índigo fala que a tragédia na segurança pública da Bahia não está limitada aos números. “Ela está presente no cotidiano de milhões de baianos que vivem sob ameaça constante. Assaltos, roubos de cargas, estupros, sequestros, violência doméstica, facções armadas controlando territórios inteiros, ataques a ônibus, bancos e presídios – o medo virou parte da rotina”, diz o texto.

Bahia mais Segura – Além de apontar problemas crônicos, o Fórum S.O.S Bahia buscou orientação de especialistas para reduzir a criminalidade no estado, garantir a vida de jovens e trabalhadores, bem como reconquistar a liberdade e o direito de ir e vir do cidadão baiano. Algumas propostas que compõem a Carta de Compromisso nasceram de ideias já implementadas com sucesso pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás.

A liderança direta do governador sobre as corporações e a busca de uma gestão guiada por resultados apareceram com frequência como parte das soluções para a violência na Bahia. Com presença constante e empenho do chefe do Executivo, é possível unir as forças policiais, alinhar estratégias, cobrar resultados e garantir que as decisões saiam do papel e cheguem na ponta.

A integração das forças de segurança – Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Técnica, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Guardas Municipais -, em articulação com Ministério Público, Judiciário e forças de segurança federais, é capaz de desestruturar as organizações criminosas. Essa integração prevê, entre outras coisas, banco de dados unificado e operações conjuntas em tempo real, com apoio de tecnologia de ponte e inteligência artificial.

Tolerância Zero – O crime organizado, por suas características de hierarquia, comando e redes de apoio dentro e fora dos presídios, exigirá a criação de unidades de elite, voltadas para o combate às facções criminosas e ao tráfico de drogas. Diante da característica sistêmica da Segurança Pública, será fundamental integrar ação policial com políticas de educação, cultura, esporte, saúde mental e oportunidades de emprego, a partir de programas específicos para jovens em territórios vulneráveis, com foco em cidadania e pertencimento.

Valorização do Policial – Todos os especialistas envolvidos na elaboração da Carta de Compromisso são unânimes em afirmar a necessidade de valorização do agente de segurança policial. Assim, entre as ações propostas, destacam-se a reestruturação de carreiras, promoção por mérito e formação continuada; novos concursos para todas as polícias; modernização de equipamentos e armamentos; aumento na remuneração dos profissionais da segurança pública.

A seguir, a integra da Carta:

1 62 63 64 65 66 613