Ex-presidente Lula Foto: EFE/ Carlos Ezequiel Vannoni
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá à Europa para encontrar alguns dos principais líderes de países europeus.De acordo com informações da coluna de Jamil Chade, no UOL, o petista quer reforçar a ideia de que o “Brasil não é Bolsonaro”.
Na viagem pelo continente europeu que durará 10 dias, Lula passará por quatro países: Alemanha, Bélgica, França e Espanha.
Na Alemanha, o ex-presidente se encontrará com sindicalistas e com o SPD, partido de centro-esquerda. Na Bélgica, o encontro será com o bloco social-democrata do Parlamento Europeu.
Na França, Lula encontrará com a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, candidata à presidência no país. No último destino, a Espanha, Lula se encontrará com as lideranças do Partido Socialista.
Ainda de acordo com o colunista, Lula pretende mostrar no exterior que o Brasil é “maior” que o atual presidente no poder.
Em uma pesquisa mais recente de intenção de votos para as eleições presidenciais de 2022, divulgada na última quarta-feira (27) pelo site Poder360, indicou que o atual presidente Jair Bolsonaro venceria em mais regiões do Brasil do que o ex-presidente Lula, caso as eleições ocorressem no cenário atual. A análise foi realizada pela Poder Data, divisão de pesquisas do Poder360.
O Brasil vai sediar o encontro anual entre as 20 nações mais ricas do mundo (G20) em 2024. O anúncio foi feito neste domingo (31), durante a edição de 2021 que aconteceu em Roma, na Itália. As informações são do G1.
Indonésia deve sediar a edição de 2022 do encontro, enquanto Índia será sede em 2023. O acordo foi firmado pelos 20 líderes presentes na cúpula, que representam os seguintes países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia.
Na Itália desde a última sexta-feira (29) para participar do encontro do G20, o presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista à emissora local Sky TG24, que foi ao ar neste domingo (31). Para o presidente, seu governo “foi um milagre que salvou o Brasil”.
A entrevista tratou de temas como a pandemia, a CPI da Covid-19 e a economia brasileira. Bolsonaro também foi questionado sobre os ataques do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em sua resposta, o presidente afirmou que a CPI é composta “por partidos de esquerda na oposição ao meu governo”. Ele disse ainda que os senadores do G7 “não fizeram nada durante a pandemia”. Bolsonaro também lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu autonomia para que estados e municípios tomassem as próprias medidas na condução da pandemia.
– Nós gastamos cerca de 100 bilhões de dólares. Demos fundos, meios e também profissionais para combater a pandemia, além de medicamentos – afirmou.
Bolsonaro também lembrou que Lula “quase fez nossa maior empresa petrolífera falir”.
– Um milagre salvou o Brasil: a nossa chegada em 2018 – apontou.
Os líderes das 20 maiores economias do mundo aprovaram neste sábado (30) a criação de um imposto global único de 15% para as grandes empresas. A medida pretende reformular as regras internacionais de tributação, com o desestímulo à evasão de recursos para paraísos fiscais. O acordo foi formalizado hoje (31) no comunicado final da reunião do G20, que ocorre em Roma neste fim de semana.
A taxação de 15% havia sido aprovada pelos ministros de Finanças do G20 em julho, após 136 países, entre os quais o Brasil, assinarem um acordo mediado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A formalização do documento pelas 20 maiores economias do planeta era esperada na reunião de cúpula na capital italiana.
Pelo acordo, a partir de 2023, todos os países tributarão os lucros internacionais das empresas em pelo menos 15%. Os países que continuarem a aplicar impostos mais baixos serão retaliados. Segundo a OCDE, cerca de US$ 150 bilhões devem ser arrecadados por ano em todo o planeta de empresas que promovem a evasão fiscal e deixam de investir e gerar empregos.
Atualmente, multinacionais que apuram grandes lucros em áreas como licenciamento de marcas e propriedade intelectual transferem os recursos para subsidiárias em paraísos fiscais, onde pagam pouco ou nenhum imposto. Cada país terá de ratificar individualmente o novo acordo.
Originalmente, o governo do presidente norte-americano, Joe Biden, defendia a fixação de uma alíquota global de 21%. Após a resistência de alguns países industrializados que cobram impostos em torno de 10%, os países concordaram em instituir o imposto global em 15%.
Apesar de não conseguir adotar a alíquota planejada, Biden comemorou a medida. “Aqui no G20, os líderes que representam 80% do PIB [Produto Interno Bruto] do planeta – aliados e concorrentes do mesmo lado – tornaram claro o apoio para um imposto mínimo global forte”, postou o presidente norte-americano na rede social Twitter.
O primeiro-ministro italiano Mario Draghi, que ocupa a presidência rotativa do G20, classificou a medida como um acordo histórico para um sistema tributário mais justo e equitativo.
Ministro do STF deu 48 horas para que a comissão preste as informações
Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: Fellipe Sampaio/STF
Neste sábado (30), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid que preste informações sobre uma ação que tem por objetivo banir o presidente Jair Bolsonaro das redes sociais. Moraes deu 48 horas para que as informações sejam enviadas.
No dia 26 deste mês, os senadores aprovaram um requerimento para afastar o presidente das redes após a live do dia 21 de outubro. Na ocasião, Bolsonaro citou uma matéria sobre a possível relação entre vacinas contra Covid-19 e a Aids.
Após o requerimento, Bolsonaro acionou o Supremo para derrubar a medida. Diante disso, Moraes determinou que a comissão envie as informações antes de tomar uma decisão.
No pedido feito ao STF, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirma que Bolsonaro não pode ser alvo de uma CPI e que o requerimento extrapola as competências da comissão. A AGU ainda ressalta que o presidente sequer participou da comissão como testemunha.
– É importante destacar que o impetrante [Bolsonaro] não participou da comissão sequer como testemunha. E nem poderia ser diferente, já que o presidente da República não pode ser investigado no âmbito de CPIs ou de qualquer outra Comissão Parlamentar, seja a que título for – diz.
Neste sábado (30), durante a reunião da cúpula do G20, na Itália, o presidente Jair Bolsonaro conversou com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. Ao turco, Bolsonaro disse que está bem politicamente devido ao fato de ter um “apoio popular muito grande”.
Bolsonaro iniciou a conversa falando sobre a Petrobras e disse que, no passado, ela foi uma empresa de um partido político, mas que seu governo “tirou isso”. Na sequência, Erdogan questionou quando seriam as eleições no Brasil, levando Bolsonaro a responder que ocorreriam em 11 meses.
Com os bastidores da política baiana aquecidos a pouco menos de um ano das eleições de 2022, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, disse que as arrumações para colocar seu time em campo começarão a partir do dia 2 de dezembro, data em que vai anunciar sua pré-candidatura ao governo da Bahia.
Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (29), o presidente do Democratas – e futuro secretário geral do União Brasil – foi questionado sobre diversos temas, inclusive a relação com o MDB no estado após a sinalização que o partido deixará seu grupo político para apoiar Rui Costa e Jaques Wagner.
“Não há que se especular nada até aqui, porque não comecei a conversar com ninguém. Mas se você perguntar se tenho disposição de conversar com o MDB, é total, claro que sim”, disse Neto.
ACM Neto também projeta que a regra de fim de coligação vai provocar um movimento de reforçar partidos que tem candidato próprio a governos locais.
REGISTRO DO UNIÃO BRASIL Após a divulgação de que o União Brasil, partido derivado da fusão entre DEM e PSL, ainda não havia solicitado a oficialização junto ao TSE, Neto confirmou que a solicitação não foi feita ao justificar que esse é o período de registro em cartório, já que trata-se de uma pessoa jurídica que precisa ser registrada. Segundo ACM Neto, a nova sigla deve ser oficializada em fevereiro.
“A janela se abre em março, então haverá saída e entrada, e como a saída só pode acontecer depois que o partido estiver oficializado, os prazos vão estar muito próximos. Vai ter muita gente saindo e entrando. A nossa atenção não está na fotografia de 2018, está nas projeções para 2022. Não vamos fazer nenhuma força para quem quiser sair pode sair, porta vai estar aberta”, disse ao comentar sobre a movimentação que deve ocorrer na legenda após a concretização.
O ex-prefeito de Salvador também foi questionado sobre a relação com Guilherme Bellintani e João Roma, quadros importantes na política da Bahia. Neto rechaçou conversas sobre estremecimentos com o presidente do Bahia, a quem ele chamou de amigo, e evitou comentar o flerte de Bellintani com o grupo político de Rui Costa. “Ele ainda tem muita contribuição a dar na vida publica, não sei jogando em que posição”, afirmou.
Sobre João Roma, seu ex-aliado e apadrinhado político, ele resumiu a relação ao dizer que havia uma necessidade de marcar sua posição após Roma ter aceitado o convite para ministro da Cidadania e cada um seguiu seu caminho. “Deixou de ser uma questão para mim, estou tocando minha vida e ele a dele lá. Efetivamente, nesses últimos meses, não há contato entre nós”, pontuou.
DEU SAUDADE? E por falar em aliados e ex-aliados, Neto aproveitou a conversa para fazer afagos e descer o tom adotado nos últimos meses ao falar de Rodrigo Maia. Os dois romperam as relações após a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, em fevereiro, quando Maia articulou a candidatura de Baleia Rossi (MDB) e viu boa parte de seu partido apoiar Arthur Lira (PP), candidato do Planalto. Maia chegou a ser expulso do DEM após duras declarações contra ACM Neto.
Segundo Neto, o desentendimento com Rodrigo Maia ficou no passado e agora há uma janela de reconciliação entre os dois. “Relação de 20 anos, dos quais nove meses extremamente turbulentos. Nesses 20 anos eu prefiro ficar com os 19 de relação de amizade. Eu tive um diálogo com o Rodrigo, voltamos a nos falar e para mim são assuntos que estão no passado. Você tem ali dois amigos que viveram a vida toda juntos, se desentenderam, tomaram posições que não deviam, mas existe ali uma janela de reconciliação”, comentou.
Apesar da retomada na relação, ACM Neto disse que não há conversas para uma eventual filiação de Rodrigo Maia ao União Brasil.
Câmara dos Deputados adotou a exigência do passaporte sanitário
Presidente Jair Bolsonaro Foto: José Dias/PR
A Câmara dos Deputados retomou os trabalhos presenciais no último dia 25 de outubro, com a adoção da exigência da apresentação da carteira de vacinação contra a Covid-19, o chamado passaporte sanitário. De acordo com Guilherme Amado, do Metrópoles, a Casa afirmou à coluna nesta sexta-feira (29) que a medida vale para todos, incluindo o presidente Jair Bolsonaro.
A medida atendeu a um pedido da oposição, formalizado pelas bancadas do PSOL, PT, PSB, PDT, Rede e PCdoB. Funcionários que apresentam o documento recebem um pequeno adesivo para o crachá.
De acordo com órgão, parlamentares ou servidores têm a opção de apresentar um laudo laboratorial que comprove a imunização, em vez do comprovante de vacinação.
Por mais de uma vez, Jair Bolsonaro afirmou que não se vacinou e que tampouco pretende fazê-lo. A ultima declaração foi em um evento na última semana.
– Nós jamais defenderemos a obrigatoriedade da vacina. Não tomei a vacina Quem quiser seguir o meu exemplo, que siga. Quem não quiser, que não siga. Isso é exemplo de liberdade – ressaltou o chefe do Executivo.
Na Câmara dos Deputados, além do passaporte sanitário foram adotadas as medidas de praxe como aferição da temperatura e uso de máscara.
Seis ex-funcionárias revelaram esquema dentro da gabinete do senador
Senador Davi Alcolumbre é alvo de denúncia de rachadinha Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy
O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi alvo de uma denúncia de seis ex-funcionárias que acusaram o parlamentar de praticar a chamada “rachadinha” em seu gabinete. Em reportagem da revista Veja, divulgada nesta sexta-feira (29), seis mulheres afirmam que foram empregadas no gabinete do senador durante muito tempo, mas nunca receberam o devido salário.
A Veja aponta que Marina, Lilian, Erica, Larissa, Jessyca e Adriana, mulheres pobres da periferia do Distrito Federal, foram contratadas por pessoas de confiança de Alcolumbre. Elas eram orientadas a abrir uma conta no banco e, em seguida, entregar o cartão e a senha a um intermediário. Os salários, em folha, variavam de R$ 4 a R$ 14 mil, mas elas recebiam apenas uma fração do montante.
– O senador me disse assim: “Eu te ajudo, e você me ajuda”. Estava desempregada. Meu salário era mais de R$ 14 mil, mas topei receber apenas R$ 1.350. A única orientação era para que eu não dissesse a ninguém que tinha sido contratada no Senado – denunciou a diarista Marina Ramos Brito dos Santos, de 33 anos.
Segundo a reportagem, o esquema de Alcolumbre perdurou de janeiro de 2016 a março deste ano. Calcula-se que a fraude tenha gerado um rombo de pelo menos R$ 2 milhões aos cofres públicos.
Uma outra ex-funcionária revelou ainda que, além do salário, o gabinete do senador se apropriava das verbas rescisórias e até de benefícios previstos em lei, como a gratificação de Natal.
– Meu salário era acima dos R$ 14 mil reais, mas eu só recebia R$ 900. Eles ficavam até com a gratificação natalina. Na época, eu precisava muito desse dinheiro. Hoje tenho vergonha disso – disse a estudante Erica Almeida Castro, de 31 anos.
ALCOLUMBRE NEGA Procurado pela reportagem, o senador Davi Alcolumbre negou as acusações e disse que está concentrado nos trabalhos legislativos. Ainda segundo ele, as atividades de cunho administrativo eram de responsabilidade de seu então chefe de gabinete, Paulo Boudens.
Alcolumbre também afirmou que não se recorda das mulheres citadas na reportagem e que ninguém de seu gabinete estava autorizado a reter os salários delas.
Boudens foi exonerado em 2020 e não se manifestou sobre as denúncias.
O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (DEM), em entrevista ao programa Rotativo News com Joilton Freitas, destacou suas andanças em municípios baianos. Ronaldo, também, teceu críticas ao atual governo estadual e reforçou seu desejo de ser candidato a senador da República.
“As viagens têm sido positivas, como no escritório recebendo as pessoas do interior, as lideranças políticas, uma receptividade muito boa e calorosa que tem nos estimulado pela Bahia a fora.
Educação e segurança pública
“A pior educação, a pior segurança pública, o estado com mais desempregados e nós não podemos aceitar isso, mostrando ao cidadão políticos bem sucedidos, com experiência na vida pública”, disse.
Sobre a situação da saúde na Bahia, Zé Ronaldo revelou ser uma das principais reclamações dos moradores dos município que ele visita.
“As pessoas falam de forma incansável da regulação do estado. Todos falam mal da central da regulação, da segurança ou do desemprego. A gente não pode viver de fazer críticas, temos que levar as nossas opiniões, nossas ideias e o que podemos fazer para melhorar. A segurança pública, ele [Rui Costa] colocou a culpa em Brasília. A Polícia Militar, eles colocam dez litros de gasolina para fazer a segurança do cidadão. São as queixas maiores. As pessoas estão cansadas. Elas estão vendo que aqueles problemas que mais perturbam as famílias, não foram resolvidos”.
Fusão entre o DEM e o PSL
“Foi um acerto muito grande a união desses dois partidos. Extremamente positiva. Não há a menos dúvida que algum deputado possa sair”.
João Roma
“Eu acho um erro político. O presidente da república, que quer ser candidato novamente, lança um novo candidato a governador, ele está errado. Se você lança um governador dentro de um estado, você bloqueia outros candidatos para lhe apoiar num segundo turno. Eu enxergo assim. No lugar dele, não lançaria candidato a governador. João tem um caminho, deve preservar a história política dele que é tão jovem e está no primeiro mandato de deputado federal, acho que ele deveria manter o mandato como deputado. É isso que ando ouvindo pela Bahia”.