O presidente Jair Bolsonaro enviou comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) informando que pretende depor presencialmente à Polícia Federal, no inquérito que apura a suposta interferência dele na corporação. Inicialmente, Bolsonaro havia manifestado preferência por depor por escrito – prerrogativa prevista em lei para o presidente da República.
Com a mudança de preferência comunicada ao STF pela Advocacia-Geral da União, o Supremo adia a votação que ocorria nesta quarta e que iria definir o formato do depoimento do presidente.
A análise sobre como o presidente prestaria depoimento à PF teve início em outubro do ano passado. Na ocasião, o relator da ação, o então ministro Celso de Mello, manifestou-se pela inquirição presencial do presidente.
O inquérito foi aberto em abril do ano passado após o ex-ministro da Justiça Sergio Moro acusar Bolsonaro de interferir na Polícia Federal a favor de seus filhos.
Nesta quarta-feira (6) o vereador Paulão do Caldeirão registrou uma queixa no Complexo Policial do conjunto Jomafa, contra dois servidores da Prefeitura de Feira de Santana, sobre suposta tentativa de criação de escândalo contra ele. De acordo com Paulão, por meio de áudios, dois trabalhadores da administração pública estariam “armando” contratar uma mulher para armar um escândalo sexual e lhe prejudicar, a mando do prefeito Colbert Filho e do Procurador do município, Moura Pinho.
Em entrevista ao programa Rotativo News (Sociedade News), o prefeito afirmou que a denúncia é fantasiosa e falsa, e que está pronto para processar o autor.
“Estou pronto para combater à altura, e mais do que isso, processá-lo para que ele possa aprender a respeitar as pessoas. Irmão Fernando e todos eles, são pessoas respeitáveis. A denúncia é fantasiosa e não é verdadeira. No momento que estiver pronta, vou tomar conhecimento. Vou dar a resposta à altura, para mostrar o nível de irresponsabilidade. Eu não entendo ações pessoais, que mostram desequilíbrio, não participo delas. Quero o crescimento e desenvolvimento de Feira de Santana”, respondeu Colbert.
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto disse nesta quarta-feira (6) que o União Brasil espera ser exemplo e inspiração e nasce com a “missão de resgatar o otimismo, reavivar o espírito positivo e restaurar a confiança dos brasileiros na política, na Democracia, no Brasil”. A declaração foi dada por ele em discurso na convenção que formaliza a fusão entre Democratas e PSL, dando origem à nova legenda, em evento realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
“O União Brasil traz em seu nome a motivação, o embasamento e a finalidade que respondem pela sua criação. Nascido da fusão de dois partidos fortes e em ascensão – DEM e PSL –, o União Brasil é um somatório de forças que tem como propósito servir de base, de instrumento, de caminho para a pacificação, o entendimento, o diálogo construtivo, a conjunção de esforços que são imprescindíveis para a prosperidade e a paz que os brasileiros desejam e merecem ter”, afirmou.
Neto, que será o secretário-geral da nova agremiação partidária, afirmou que o União Brasil também antecipa o movimento “tão necessário de amadurecimento e fortalecimento da Democracia brasileira por meio da por meio da aglutinação de ideais e de propostas comuns em um menor número de partidos políticos”.
“Nossa Democracia é jovem e é natural que em sua trajetória de aprimoramento se computem acertos, erros, ajustes. A miríade de partidos que temos hoje confunde o eleitor, favorece o fisiologismo, dificulta enormemente a construção de consensos direcionados pelo interesse nacional e mina a confiança dos brasileiros na política e na própria Democracia”, acrescentou.
“O União Brasil espera ser exemplo e inspiração. DEM e PSL vinham de trajetórias de fortalecimento e crescimento recentes. O DEM cresceu em mais de 70% o número de prefeitos e vereadores eleitos no último pleito. O PSL triplicou seu número de prefeituras. Não se constrói uma fusão entre duas forças políticas expressivas sem renúncia, muita flexibilidade e compromisso com o futuro”, complementou.
No discurso, Neto ainda apresentou os 44 princípios abraçados pelo partido, em referência ao número que será utilizado pela nova sigla nas urnas. “Iniciamos a missão de resgatar o otimismo, reavivar o espírito positivo e restaurar a confiança dos brasileiros na política, na Democracia, no Brasil. Para isso, nossas principais ferramentas serão o diálogo, a transparência, o compromisso com a palavra empenhada, a excelência na formação de nossos quadros partidários, a prioridade do interesse coletivo, o amor pelo Brasil”, ressaltou.
Allan dos Santos mantinha conversas com estudante que trabalhava no gabinete do ministro do STF. Nas conversas obtidas pela PF, ela diz que seria ‘uma honra’ ajudá-lo
Uma ex-estagiária do ministro Ricardo Lewandowski foi usada como informante pelo blogueiro bolsonarista Allan dos Santos para repassar informações de dentro do gabinete. As mensagens foram coletadas pela Polícia Federal, obtidas por meio de quebra de sigilo telefônico que consta de relatório da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF. A revelação é do jornal Folha de S.Paulo.
Allan é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dois inquéritos: um para apurar disseminação de fake news e outro para identificar quem financia essas ações e os atos antidemocráticos. O documento da PF traz diálogos entre o blogueiro e Tatiana Garcia Bressan. Ela estagiou no gabinete de Lewandowski de 19 de julho de 2017 a 20 de janeiro de 2019, antes da abertura dos inquéritos contra o bolsonarista, em março daquele ano.
As conversas começaram em 23 de outubro de 2018 e vão até 31 de março de 2020. Na primeira troca de mensagens, Tatiana entra em contato com Allan, demonstrando interesse em trabalhar na equipe da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), e diz que está no gabinete de Lewandowski.
Nos diálogos, a estagiária relata ter dificuldade em trabalhar com o ministro, mas diz que está “lá para aprender”. A informação, segundo o relatório da PF, “naturalmente desperta o interesse de Allan”, que pede a colaboração de Tatiana. “Fique como nossa informante lá”, diz o blogueiro, cerca de duas horas depois do início da conversa. A estagiária responde prontamente: “Será uma honra. Estou lá kkk”.
Após a repercussão, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal ouça Tatiana Garcia Bressan. A PF deve marcar a data do depoimento, pois o ministro somente autoriza a medida.
Perfil fake
Nas primeiras conversas, segundo a Folha, a estagiária diz a Allan que tem uma página em uma rede social em que usa outro nome (@visittabb), após ter sido proibida por seu chefe no STF de fazer postagens. No perfil, há diversas publicações em favor de Bolsonaro e ataques contra a Corte e ministros.
“Não estou atuando no meu perfil do twitter pq meu chefe disse que não posso falar de política a não ser estando fora do STF, então estou nesse perfil aqui – @visittabb lá no twitter pq não aguento! Kkkkk”, diz.
No dia 17 de novembro de 2019, quando já não era mais estagiária, Tatiana divulgou no perfil uma foto de protesto em favor de Bolsonaro, e acrescentou: “FORAAAAAA GILMAR”, em referência ao ministro Gilmar Mendes.
Petista chegou a ficar preso por 580 dias após condenação na Lava Jato
Luiz Inácio Lula da Silva é considerado o mais apto a combater a corrupção no Brasil, diz pesquisa Foto: Divulgação/PT/Ricardo Stuckert
A pesquisa realizada pela Quaest Consultoria, por encomenda da Genial Investimentos, mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ficou preso pouco mais 1 ano e 5 meses, após ser condenado pela Lava Jato, é o melhor candidato para combater a corrupção na política brasileira.
Para 28% dos entrevistados, Lula é o nome ideal para acabar com a corrupção no país. Atrás dele aparecem o presidente Jair Bolsonaro (24%), e o ex-juiz Sergio Moro (14%). Curiosamente, Moro foi o responsável pela sentença que colocou Lula na cadeia por 580 dias.
Na visão dos entrevistados, Lula também é o nome mais capacitado para solucionar problemas da criminalidade e da segurança pública, com 29% da preferência. Bolsonaro e Moro marcam, respectivamente, 25% e 14%.
A Quaest Consultoria ainda indicou que o ex-presidente é o favorito dos entrevistados no tópico “saúde, pandemia e vacina”. O placar dá 37% de preferência a Lula, 19% a Bolsonaro e 4% a Moro.
Além disso, apesar da crise econômica deixada pelos governos do PT, Lula é visto por 44% dos abordados como o candidato ideal para alavancar a economia novamente. Bolsonaro é considerado desta maneira por 18% e Moro, 4%.
Os dois representantes da política de Feira de Santana, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), os deputados estaduais Angelo Almeida (PSB) e Carlos Geílson (PSDB), participaram de um debate promovido pelo programa Rotativo News (Sociedade News FM), nesta terça-feira (5). A entrevista foi mediada pelo jornalista e âncora, Joilton Freitas. Foram abordados diversos temas referentes a Feira, principal reduto de ambos os deputados, cenário político local, estadual e nacional, além de várias opiniões proferidas pelos parlamentares.
Entre os principais assuntos, estiveram temas relacionados ao aeroporto de Feira de Santana, ViaBahia, avaliação dos governos Colbert Filho (MDB), Rui Costa (PT) e Bolsonaro (Sem partido) bem como a expectativa para as próximas eleições, onde Angelo e Geílson concorrerão mais uma vez a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado.
Matéria em atualização. Em breve, link da entrevista completa, na íntegra.
Arthur Lira e Ciro Nogueira ofereceram, e Bolsonaro aparentemente aceitou, a candidatura pelo PP e uma agenda econômica alternativa para a reeleição
Jair Bolsonaro com Arthur Lira (à direita) e Ciro Nogueira, chefe da Casa Civil da Presidência: sem saída fácil para o inferno da vida real dos eleitores — Marcos Corrêa/PR/Divulgação
O deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, vendeu e Jair Bolsonaro aparentemente comprou a ideia de uma intervenção na política econômica.
As conversas começaram há cerca de três semanas, com a participação de Ciro Nogueira, chefe da Casa Civil e presidente licenciado do PP. Ganharam impulso na terça-feira passada em Maceió, na segunda viagem presidencial a Alagoas nos últimos quatro meses.
Lira e Nogueira ofereceram a Bolsonaro algo que ele deseja e precisa para se candidatar em 2022 — o partido, autonomia na escolha do candidato do Rio ao Senado e uma fatia do fundo eleitoral de R$ 140 milhões.
A oferta incluiu a liderança de Lira na condução de uma agenda econômica alternativa com foco na reeleição, com abordagem legislativa de tópicos com potencial repercussão no eleitorado. Entre os temas listados estão o reequilíbrio dos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, e, também, o início do programa de renda básica (Auxílio Brasil), além de ajustes marginais no Orçamento para obras no ano eleitoral.
Na prática, o presidente de uma das casas do Legislativo assumiria a negociação de soluções para problemas de competência privativa do Executivo, e que dizem respeito à condução da política econômica.
Não há indício de insatisfação do ministro da Economia, Paulo Guedes, atazanado nos últimos dias com revelações sobre sua riqueza no exterior acumulada antes de assumir o ministério. No entanto, a disposição de Lira ao protagonismo numa agenda econômica moldada para a campanha Bolsonaro tende a deixar sequelas dentro e fora do plenário da Câmara.
O maior adversário de Lira nessa empreitada talvez seja a própria ambição.
Ele propõe resolver nos 80 dias que restam de 2021 problemas pendentes na agenda governamental há pelo menos 48 anos, para os quais Bolsonaro só acordou agora. É o caso dos preços dos combustíveis.
Desde a primeira crise do petróleo, em 1973, quando o custo triplicou no espaço de 90 dias, se reconhece a necessidade de criação de meios para mitigar os efeitos da alta nos preços externos na inflação doméstica, e no bolso dos consumidores.
A questão é como financiar, quanto e por quanto subsidiar a diferença entre o preço de mercado e a capacidade de pagamento dos consumidores de um país que há décadas fundamenta sua economia no câmbio e nos salários desvalorizados em relação ao dólar.
A saída fácil é a do subsídio emergencial, se possível bancado pelo caixa da Petrobras, onde se fazem e desfazem governos. O problema desse receituário é aquele explicado pelo general Ernesto Geisel, presidente da estatal na crise do petróleo de 1973: “Se for assim, a Petrobras vai ficar sem caixa.”
Arthur Lira, Ciro Nogueira e Jair Bolsonaro, aparentemente, já sabem disso. Sem saída fácil para o inferno da vida real dos eleitores, culpam o imposto estadual (ICMS) pela carestia da gasolina e do diesel, do botijão de gás a R$ 130 nas cidades mais atingidas pelo “Bolsocaro”, como os insatisfeitos apelidaram a alta inflação. A política econômica alternativa do Centrão tem nome: eleição.
Durante o debate realizado nesta terça-feira (5), pelo programa Rotativo News, entre os deputados estaduais Angelo Almeida (PSB) e Carlos Geílson (PSDB), parlamentares feirenses, a deputada federal foi desaprovada. Ângelo, inclusive, nem quis avaliar a atuação de Dayane.
“A deputada Dayane Pimentel está devendo a Feira de Santana. Na verdade, tanto ela quanto Zé Neto. Nosso município está pobre de representantividade na Câmara dos Deputados, em Brasilia. Já tivemos grandes deputados federais de Feira na Câmara. Zé Neto, por exemplo, faz oposição simplesmente por fazer. Bem ao estilo do PT. Já Dayane errou em ter se afastado do presidente Bolsonaro. Não ficou bem claro o motivo. Ela precisa viver mais a cidade, estar mais presente. Esperava-se mais dela, mesmo quando ainda estava na base de Bolsonaro”, avalia Geilson.
Já o deputado Ângelo Almeida, provavelmente mais um que reprova a atuação da deputada Dayane na Câmara Federal, preferiu nem falar. Perguntado por Joilton Freitas sobre a atuaçlão da deputada e sua avaliação, Ângelo disparou: “sem comentários”.
Quando o assunto foi o petista Zé Neto, surpreendentemente Ângelo foi comedido. “O deputado tem seguido a linha de lutar pelos trabalhadores, como foi a tônica de sua carreira política”, diz, bem diferente do que dizia sobre o deputado federal petista há alguns meses.
O cantor Nego do Borel foi encontrado, na tarde desta terça-feira (5), em um motel em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na companhia de duas mulheres. A informação foi confirmada pela Delegacia da Descoberta de Paradeiros.
Ao ser levado à Cidade da Polícia para depor, o funkeiro fez gestos obscenos para a imprensa que se encontrava no local.
O sumiço do cantor, que durou menos de 24 horas, foi registrado por sua mãe, Roseli Viana, na segunda-feira (4), na 42ª Delegacia Policial (DP), no bairro do Recreio dos Bandeirantes (RJ).
A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) assumiu as buscas e concentrou equipes em Itacuruça, na Costa Verde, após relatos de que Borel teria sido visto na região, na segunda-feira.
De acordo com a colunista Fábia Oliveira, do jornal O Dia, a mãe do cantor contou aos policiais que foi alertada por amigos da família de que ele andava bem depressivo nos últimos dias e de que tinha ligado para algumas pessoas se despedindo. Roseli também relatou ter encontrado um bilhete dizendo: “A Fazenda vai me pagar, fez minha mãe chorar…”.
O desaparecimento de artista ocorreu após polêmicas envolvendo a participação dele no reality show da Record TV, A Fazenda. Nego do Borel é suspeito de estupro de vulnerável, a modelo Dayane Mello, que estava embriagada quando se deitou com o funkeiro. O episódio resultou na expulsão dele do programa.
Presidente do Democratas falou sobre a explosão da única agência bancária de Chorrochó
O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, disse nesta terça-feira (5) que a violência tomou conta da Bahia de todas as formas, ao comentar a explosão da única agência bancária de Chorrochó. “Infelizmente, os baianos têm convivido com o aumento da violência em nosso estado. As explosões de agências bancárias, principalmente em cidades menores, que prejudicam a população mais carente, têm acontecido com muita frequência, e o governo pouco faz para conter a onda de violência”, disse o ex-prefeito de Salvador.
De acordo com o Sindicato dos Bancários da Bahia, a destruição da agência do Bradesco de Chorrochó foi o 40º ataque do tipo no estado desde o começo do ano, contra 17 registrados em 2020, um aumento de 135%. “Faltam pouco menos de três meses para acabar o ano e a tendência é que o número de explosões cresça ainda mais”, afirmou ACM Neto.
Além dos ataques a agências bancárias, ACM Neto disse ainda que a Bahia registra a maior quantidade de mortes violentas em todo o país (somente no ano passado foram 5.276 assassinatos). Outro dado que demonstra o aumento da violência no estado é o número de policiais assassinados este ano – 18, contra 13 no ano passado, de acordo com a Polícia Militar. “É uma vergonha a Bahia liderar as estatísticas de violência. Enquanto o país teve redução de 8%, na Bahia, o número de assassinatos só faz aumentar”, disse ACM Neto.