Pelo menos por enquanto é assim

Lula está em Brasília

Jair Bolsonaro dá-se ao luxo de só bater em Lula, e de orientar sua tropa a fazer o mesmo. Lula é seu adversário preferido. Nas contas dele, seria o mais fácil de derrotar ano que vem.

De resto, bater em nomes que ainda carecem de apoio em massa só serviria para fortalecê-los. Seria uma jogada burra, primária, amadora, não à altura da experiência acumulada por ele.

O que Bolsonaro mais teme é um candidato da dita terceira via que venha a consolidar-se como tal. Porque, nesse caso, ele correria o risco de ficar de fora do segundo turno, quiçá do primeiro.

Pela terceira via, o nome que mais o ameaça é o do ex-juiz Sergio Moro, o paisano dono da maior coleção de condecorações militares desde que a Operação Lava-Jato foi deflagrada.

Bolsonaro torce para que venha pela terceira via o governador João Doria, de São Paulo, que a seu juízo teria dificuldades de unir seu próprio partido, o PSDB, quanto mais os outros.

Em resumo: é tempo de Bolsonaro seguir batendo em Lula, e só uma vez ou outra em quem mais puser a cabeça de fora. Lá pelo fim do primeiro trimestre de 2022, escolherá também outro alvo.

Informações Blog do Noblat – Metrópoles


Bolsonaro caminha na rua rodeado de assessores e seguranças
Bolsonaro em Roma; presidente receberá homenagens na Itália, ao mesmo tempo que é alvo de protestos

A concessão da cidadania honorária do vilarejo italiano de Anguillara Veneta ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, se tornou o mais recente símbolo da disputa histórica entre a extrema direita e a extrema esquerda na Itália. Manifestações foram marcadas para o mesmo dia (1º/11) em que o mandatário foi homenageado, logo após o encontro do G20 (20 maiores economias do mundo) em Roma.

A prefeitura de Anguillara Veneta, comandada por políticos considerados de direita e de extrema direita, acabou depredada por um grupo ambientalista como “resposta” à homenagem a Bolsonaro, que conseguiu atrair críticas de diversos grupos de esquerda na Itália por outros motivos, como o desmatamento da Amazônia e as acusações da CPI da Covid contra sua gestão da pandemia, todas refutadas pelo presidente.

Mas o que Bolsonaro tem a ganhar com todo esse imbróglio? Segundo David Magalhães, professor de relações internacionais da PUC-SP e da Faap e coordenador do Observatório da Extrema Direita, “receber uma homenagem de uma liderança política conservadora, por menor que seja a importância, ajuda a energizar a base radical interna de Bolsonaro, que de tempos em tempos precisa de combustível para manter sua militância engajada, principalmente nas redes sociais, enquanto constrói-se uma narrativa de que o presidente não está isolado, que ele é admirado e que quem o rejeita é uma elite progressista nacional e internacional”.

Para o cientista político italiano Fabio Gentile, professor da Universidade Federal do Ceará especializado em fascismo, a homenagem ao presidente brasileiro por causa de seu bisavô também é cercada de laços simbólicos e históricos relacionados a uma bandeira tradicional da direita e da extrema direita na Itália: a concessão de cidadania italiana a descendentes nascidos em outros países.

“Numa lógica de propaganda política, Bolsonaro seria o valor simbólico de uma italianidade no mundo, de um nacionalismo italiano que se espalhou há muitas décadas, e esse é um dos grandes temas da direita italiana. Tanto que ela criou há muitos anos as organizações dos italianos no mundo. Isso passa pela ideia de uma suposta raça italiana, como se eles tivessem herdado pelo sangue uma suposta raça italiana, seus valores e sua capacidade”, afirma Gentile.

Segundo ele, não é uma coincidência que a prefeita que concedeu a homenagem, Alessandra Buoso, seja filiada ao partido Liga, liderado por Matteo Salvini, senador nacionalista de direita próximo da família Bolsonaro. Essa sigla herdou a bandeira política da italianidade sanguínea defendida por outros partidos de direita e de extrema direita a partir dos anos 1980, como o Movimento Social Italiano, fundado por ex-integrantes do regime fascista liderado por Benito Mussolini.

Matteo Salvini de perfil, perto de holofote
Salvini é próximo da família Bolsonaro e está no mesmo partido de prefeita que concedeu homenagem ao presidente brasileiro

A cidadania italiana é regulamentada por uma lei de 1992. Baseia-se no princípio do jus sanguinis – termo em latim para direito de sangue – e pode ser transmitida a todos que têm ascendência italiana em todas as gerações. Podem ser filhos, netos, bisnetos ou mesmo descendentes de gerações mais distantes.

Por outro lado, não há o princípio do jus soli, ou direito de solo, em que a nacionalidade é concedida de acordo com o lugar de nascimento. Filhos de estrangeiros que nasceram na Itália podem pedir cidadania após completarem 18 anos, mas precisam atender a diversos pré-requisitos. Em geral, são políticos de esquerda que defendem cidadania mais ampla para esses imigrantes, como o deputado ítalo-brasileiro Fausto Longo (Partido Democrático).

Gentile afirma que esses dois princípios de cidadania estão na raiz da relação entre o identitarismo racista dos últimos anos contra imigrantes (em especial da África e do Oriente Médio) e a defesa de uma suposta raça italiana se espalhando no mundo, mesmo que o povo italiano seja um dos mais miscigenados da Europa em sua origem.

Segundo o pesquisador, o partido nacionalista Liga, que chegou a adotar um lema de raiz fascista para se defender das críticas à sua posição anti-imigratória (“muitos inimigos, muita honra”), conseguiu mobilizar a seu favor a insatisfação racista de parte da população italiana contra o conflituoso processo de integração de cidadãos de ex-colônias, agravado pela recente crise dos refugiados.

Esse tema, aliás, foi tratado em encontro na Itália entre Salvini e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Questionado pelo filho do presidente sobre os dois princípios de cidadania, o italiano respondeu que os únicos imigrantes que interessam à Itália são os descendentes de italianos que vivem em outros países, como Brasil e Argentina.

Essa reunião foi intermediada pelo deputado ítalo-brasileiro Luis Roberto Lorenzato (Liga), que apoia o presidente Bolsonaro e a concessão do título de cidadão honorário a ele e critica o uso do termo “extrema direita” para caracterizar políticos de seu partido.

O parlamentar defende o direito de sangue e refuta o direito de solo porque “se nasce italiano”. 

“A verdadeira riqueza da Itália são os 60 milhões de italianos por direito de sangue (jus sanguinis), que vivem particularmente no Brasil, e são bem qualificados na classe média brasileira e que devem poder criar um verdadeiro relacionamento com a pátria mãe nossa Itália investindo, realizando negócios e até o sonho de ter a ‘prima casa’ na Itália e assim garantir de forma perene a identidade cultural e histórica do povo italiano”, disse em sua campanha eleitoral.

Bolsonaro caminha de máscara em tapete vermelho, rodeado por militares
Recepção a Bolsonaro no palácio Quirinale, em Roma

Para se ter uma ideia, a grande imigração italiana no final do século 19 levou para o Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 1,2 milhão de pessoas no período de 1876 a 1920. Um deles foi Vittorio Bolzonaro, que nasceu em Anguillara Veneta e emigrou para o Brasil em abril de 1888, aos dez anos, na companhia do pai, da mãe e de outros dois irmãos.

Angelo, filho de Vittorio nascido no Brasil anos mais tarde, casou-se com uma brasileira descendente de alemães, e em 1927 o casal teve Percy Geraldo. Vinte e oito anos depois, nascia o terceiro dos seis filhos de Percy, Jair Messias Bolsonaro.

Protestos de movimentos de esquerda e extrema-esquerda ao título de Bolsonaro

A homenagem a Bolsonaro tem gerado fortes reações de grupos de esquerda e representantes da Igreja Católica desde que foi anunciada pela prefeita Alessandra Buoso e aprovada pela Câmara Municipal. A mandatária negou motivações políticas no ato, mas isso não foi suficiente para desmobilizar os opositores.

O episódio serviu de estopim para aglutinar diversos grupos de extrema esquerda críticos do presidente. Outros dois combustíveis para movimentos contra ele foram as acusações da CPI da Covid, que repercutiram muito na imprensa italiana, e a ausência de Bolsonaro na COP26, cúpula do clima na Escócia que discute medidas e metas concretas contra o aquecimento global.

“Sua presença nesta cidade é indesejável; basta lembrar a gestão criminosa da pandemia realizada pelas autoridades brasileiras, e a comissão parlamentar de inquérito que pediu que ele fosse julgado por crimes contra a humanidade. Nos últimos anos, Bolsonaro se tornou um dos principais baluartes da negação – tanto pandêmica quanto climática – do racismo mais vulgar, colonialismo e sexismo”, afirma um grupo que convoca protestos contra Bolsonaro em Pádua e em Anguillara Veneta, no norte da Itália. 

Segundo Luca Dall’Agnol, representante do sindicato ADL Cobas, sua entidade participará dos protestos contra Bolsonaro e a decisão da prefeitura de conceder o título honorário a ele como um ato de solidariedade a todos que tem se mobilizado no Brasil contra o presidente nos últimos anos. “Suas políticas levaram à aceleração do desmatamento da Amazônia e a uma escalada de ataques contra comunidades indígenas, e sua resposta negacionista à pandemia de covid-19 levou à perda de muitas vidas.”

Para o sindicalista, Bolsonaro é um “fascista de nosso tempo”. “Fica claro pelo seu desprezo pela democracia que a única coisa que o impede de assumir poderes autoritários é o equilíbrio social de poder existente hoje e a resistência que vem sendo feita pelos cidadãos brasileiros”.

Fabio Gentile, da Universidade Federal do Ceará, afirma que o antifascismo permeia a Constituição italiana desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. “Existe uma cultura antifascista dentro da formação do Estado italiano republicano contemporâneo, que se tornou também uma rede de associações que, a partir das décadas de 1940, 1950, estão defendendo os valores antifascistas da Constituição italiana. A maior delas é a Anpi (Associação Nacional dos Partisans da Itália, que também protestará contra Bolsonaro).”

Segundo o pesquisador, a luta entre fascismo e antifascismo se arrasta há décadas no país, mas “é claro que existe um uso bastante ideológico desses conceitos, porque nem tudo que a extrema-esquerda está combatendo é fascismo”.

De todo modo, Gentile avalia que os atos contra Bolsonaro também possam estar sendo usados como uma resposta desses movimentos à invasão da sede da Confederação-Geral Italiana do Trabalho, o principal sindicato italiano, no início de outubro.

O local foi invadido em ato liderado pelo partido de extrema direita Força Nova e por manifestantes antivacina, que criticavam o sindicato por não ter lutado contra a obrigatoriedade de vacina para todos os trabalhadores do país. “A meu ver, o que os movimentos antifascistas estão pensando? É realmente uma coisa absurda dar uma cidadania para um cara como Bolsonaro, que é contra vacina, associa vacina à Aids e fala outras coisas sem embasamento científico que acabam incentivando e mobilizando movimentos negacionistas e antivacinas.”

Bolsonaro foi o único líder do G20 que declarou não ter se vacinado contra a covid-19.

Informações BBC News


Foto: Reprodução/Record TV

presidente da República, Jair Bolsonaro, recebeu nesta segunda-feira (1°) o título de cidadão honorário de Anguillara Veneta, comuna da província de Pádua, no interior da Itália, onde nasceram e viveram os antepassados do chefe do Executivo.

A outorga da homenagem foi aprovada pelo Poder Legislativo local. Após a cerimônia, que contou com a presença de parentes distantes do presidente, Bolsonaro foi recebido em um almoço organizado pela prefeita Alessandra Buoso, filiada ao partido de direita Liga e autora do projeto de homenagem.

Antes da cerimônia, o presidente atendeu um grupo numeroso de apoiadores que o aguardavam aos gritos de “mito”. No local, o líder acenou para o grupo em registro que foi filmado e compartilhado nas redes sociais do presidente.

*Pleno.News


Petista passará por quatro países

Ex-presidente Lula Foto: EFE/ Carlos Ezequiel Vannoni

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá à Europa para encontrar alguns dos principais líderes de países europeus.De acordo com informações da coluna de Jamil Chade, no UOL, o petista quer reforçar a ideia de que o “Brasil não é Bolsonaro”.

Na viagem pelo continente europeu que durará 10 dias, Lula passará por quatro países: Alemanha, Bélgica, França e Espanha.

Na Alemanha, o ex-presidente se encontrará com sindicalistas e com o SPD, partido de centro-esquerda. Na Bélgica, o encontro será com o bloco social-democrata do Parlamento Europeu.

Na França, Lula encontrará com a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, candidata à presidência no país. No último destino, a Espanha, Lula se encontrará com as lideranças do Partido Socialista.

Ainda de acordo com o colunista, Lula pretende mostrar no exterior que o Brasil é “maior” que o atual presidente no poder.

Em uma pesquisa mais recente de intenção de votos para as eleições presidenciais de 2022, divulgada na última quarta-feira (27) pelo site Poder360, indicou que o atual presidente Jair Bolsonaro venceria em mais regiões do Brasil do que o ex-presidente Lula, caso as eleições ocorressem no cenário atual. A análise foi realizada pela Poder Data, divisão de pesquisas do Poder360.

Informações Pleno News


Foto: Divulgação / G20 Italy

O Brasil vai sediar o encontro anual entre as 20 nações mais ricas do mundo (G20) em 2024. O anúncio foi feito neste domingo (31), durante a edição de 2021 que aconteceu em Roma, na Itália. As informações são do G1.

Indonésia deve sediar a edição de 2022 do encontro, enquanto Índia será sede em 2023. O acordo foi firmado pelos 20 líderes presentes na cúpula, que representam os seguintes países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia.


Foto: Reprodução

Na Itália desde a última sexta-feira (29) para participar do encontro do G20, o presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista à emissora local Sky TG24, que foi ao ar neste domingo (31). Para o presidente, seu governo “foi um milagre que salvou o Brasil”.

A entrevista tratou de temas como a pandemia, a CPI da Covid-19 e a economia brasileira. Bolsonaro também foi questionado sobre os ataques do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em sua resposta, o presidente afirmou que a CPI é composta “por partidos de esquerda na oposição ao meu governo”. Ele disse ainda que os senadores do G7 “não fizeram nada durante a pandemia”. Bolsonaro também lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu autonomia para que estados e municípios tomassem as próprias medidas na condução da pandemia.

– Nós gastamos cerca de 100 bilhões de dólares. Demos fundos, meios e também profissionais para combater a pandemia, além de medicamentos – afirmou.

Bolsonaro também lembrou que Lula “quase fez nossa maior empresa petrolífera falir”.

– Um milagre salvou o Brasil: a nossa chegada em 2018 – apontou.

*Pleno.News


Os líderes das 20 maiores economias do mundo aprovaram neste sábado (30) a criação de um imposto global único de 15% para as grandes empresas. A medida pretende reformular as regras internacionais de tributação, com o desestímulo à evasão de recursos para paraísos fiscais. O acordo foi formalizado hoje (31) no comunicado final da reunião do G20, que ocorre em Roma neste fim de semana.

A taxação de 15% havia sido aprovada pelos ministros de Finanças do G20 em julho, após 136 países, entre os quais o Brasil, assinarem um acordo mediado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A formalização do documento pelas 20 maiores economias do planeta era esperada na reunião de cúpula na capital italiana.

Pelo acordo, a partir de 2023, todos os países tributarão os lucros internacionais das empresas em pelo menos 15%. Os países que continuarem a aplicar impostos mais baixos serão retaliados. Segundo a OCDE, cerca de US$ 150 bilhões devem ser arrecadados por ano em todo o planeta de empresas que promovem a evasão fiscal e deixam de investir e gerar empregos.

Atualmente, multinacionais que apuram grandes lucros em áreas como licenciamento de marcas e propriedade intelectual transferem os recursos para subsidiárias em paraísos fiscais, onde pagam pouco ou nenhum imposto. Cada país terá de ratificar individualmente o novo acordo.

Originalmente, o governo do presidente norte-americano, Joe Biden, defendia a fixação de uma alíquota global de 21%. Após a resistência de alguns países industrializados que cobram impostos em torno de 10%, os países concordaram em instituir o imposto global em 15%.

Apesar de não conseguir adotar a alíquota planejada, Biden comemorou a medida. “Aqui no G20, os líderes que representam 80% do PIB [Produto Interno Bruto] do planeta – aliados e concorrentes do mesmo lado – tornaram claro o apoio para um imposto mínimo global forte”, postou o presidente norte-americano na rede social Twitter.

O primeiro-ministro italiano Mario Draghi, que ocupa a presidência rotativa do G20, classificou a medida como um acordo histórico para um sistema tributário mais justo e equitativo.

*Agência Brasil


Ministro do STF deu 48 horas para que a comissão preste as informações

Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: Fellipe Sampaio/STF

Neste sábado (30), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid que preste informações sobre uma ação que tem por objetivo banir o presidente Jair Bolsonaro das redes sociais. Moraes deu 48 horas para que as informações sejam enviadas.

No dia 26 deste mês, os senadores aprovaram um requerimento para afastar o presidente das redes após a live do dia 21 de outubro. Na ocasião, Bolsonaro citou uma matéria sobre a possível relação entre vacinas contra Covid-19 e a Aids.

Após o requerimento, Bolsonaro acionou o Supremo para derrubar a medida. Diante disso, Moraes determinou que a comissão envie as informações antes de tomar uma decisão.

No pedido feito ao STF, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirma que Bolsonaro não pode ser alvo de uma CPI e que o requerimento extrapola as competências da comissão. A AGU ainda ressalta que o presidente sequer participou da comissão como testemunha.

– É importante destacar que o impetrante [Bolsonaro] não participou da comissão sequer como testemunha. E nem poderia ser diferente, já que o presidente da República não pode ser investigado no âmbito de CPIs ou de qualquer outra Comissão Parlamentar, seja a que título for – diz.

Informações Pleno News


Neste sábado (30), durante a reunião da cúpula do G20, na Itália, o presidente Jair Bolsonaro conversou com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. Ao turco, Bolsonaro disse que está bem politicamente devido ao fato de ter um “apoio popular muito grande”.

Bolsonaro iniciou a conversa falando sobre a Petrobras e disse que, no passado, ela foi uma empresa de um partido político, mas que seu governo “tirou isso”. Na sequência, Erdogan questionou quando seriam as eleições no Brasil, levando Bolsonaro a responder que ocorreriam em 11 meses.

*Pleno.News


ACM Neto se lança ao governo em dezembro, evita provocações e fala de ex-aliados
Foto: Anderson Ramos

Com os bastidores da política baiana aquecidos a pouco menos de um ano das eleições de 2022, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, disse que as arrumações para colocar seu time em campo começarão a partir do dia 2 de dezembro, data em que vai anunciar sua pré-candidatura ao governo da Bahia.

Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (29), o presidente do Democratas – e futuro secretário geral do União Brasil – foi questionado sobre diversos temas, inclusive a relação com o MDB no estado após a sinalização que o partido deixará seu grupo político para apoiar Rui Costa e Jaques Wagner.

“Não há que se especular nada até aqui, porque não comecei a conversar com ninguém. Mas se você perguntar se tenho disposição de conversar com o MDB, é total, claro que sim”, disse Neto.

ACM Neto também projeta que a regra de fim de coligação vai provocar um movimento de reforçar partidos que tem candidato próprio a governos locais.

REGISTRO DO UNIÃO BRASIL
Após a divulgação de que o União Brasil, partido derivado da fusão entre DEM e PSL, ainda não havia solicitado a oficialização junto ao TSE, Neto confirmou que a solicitação não foi feita ao justificar que esse é o período de registro em cartório, já que trata-se de uma pessoa jurídica que precisa ser registrada. Segundo ACM Neto, a nova sigla deve ser oficializada em fevereiro.

“A janela se abre em março, então haverá saída e entrada, e como a saída só pode acontecer depois que o partido estiver oficializado, os prazos vão estar muito próximos. Vai ter muita gente saindo e entrando. A nossa atenção não está na fotografia de 2018, está nas projeções para 2022. Não vamos fazer nenhuma força para quem quiser sair pode sair, porta vai estar aberta”, disse ao comentar sobre a movimentação que deve ocorrer na legenda após a concretização.

O ex-prefeito de Salvador também foi questionado sobre a relação com Guilherme Bellintani e João Roma, quadros importantes na política da Bahia. Neto rechaçou conversas sobre estremecimentos com o presidente do Bahia, a quem ele chamou de amigo, e evitou comentar o flerte de Bellintani com o grupo político de Rui Costa. “Ele ainda tem muita contribuição a dar na vida publica, não sei jogando em que posição”, afirmou.

Sobre João Roma, seu ex-aliado e apadrinhado político, ele resumiu a relação ao dizer que havia uma necessidade de marcar sua posição após Roma ter aceitado o convite para ministro da Cidadania e cada um seguiu seu caminho. “Deixou de ser uma questão para mim, estou tocando minha vida e ele a dele lá. Efetivamente, nesses últimos meses, não há contato entre nós”, pontuou.

DEU SAUDADE?
E por falar em aliados e ex-aliados, Neto aproveitou a conversa para fazer afagos e descer o tom adotado nos últimos meses ao falar de Rodrigo Maia. Os dois romperam as relações após a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, em fevereiro, quando Maia articulou a candidatura de Baleia Rossi (MDB) e viu boa parte de seu partido apoiar Arthur Lira (PP), candidato do Planalto. Maia chegou a ser expulso do DEM após duras declarações contra ACM Neto.

Segundo Neto, o desentendimento com Rodrigo Maia ficou no passado e agora há uma janela de reconciliação entre os dois. “Relação de 20 anos, dos quais nove meses extremamente turbulentos. Nesses 20 anos eu prefiro ficar com os 19 de relação de amizade. Eu tive um diálogo com o Rodrigo, voltamos a nos falar e para mim são assuntos que estão no passado. Você tem ali dois amigos que viveram a vida toda juntos, se desentenderam, tomaram posições que não deviam, mas existe ali uma janela de reconciliação”, comentou.

Apesar da retomada na relação, ACM Neto disse que não há conversas para uma eventual filiação de Rodrigo Maia ao União Brasil.

Informações Bahia Notícias