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Meta do governo é aliviar impacto do ‘tarifaço’ e expandir relações comerciais com outros países

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As declarações de Alckmin foram feitas em São Paulo, durante evento do programa Carro Sustentável | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou, neste sábado, 23, que trabalha para derrubar as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. “Se depender de nós, (o tarifaço) acaba amanhã”, disse.

Alckmin, que também é ministro da Indústria e Comércio, afirmou que a estratégia é buscar alternativas. “O trabalho é esse. Diálogo e negociação”, disse. “Entendemos que tem espaço para ter mais produtos excluídos e para ter uma alíquota mais baixa.”

As declarações foram feitas em São Paulo, durante evento do programa Carro Sustentável, de redução de impostos para veículos menos poluentes.

Mais um dia de visita para acompanhar as vendas do carro de entrada no âmbito do Programa Carro Sustentável. Desde 11 de julho, quando lançamos o programa, as vendas dos veículos 1.0 cresceram mais de 16%, segundo a Anfavea. Aqui nesta concessionária da Volkswagen, em São Paulo,… pic.twitter.com/UbuSmHd50T— Geraldo Alckmin 🇧🇷 (@geraldoalckmin) August 23, 2025

Alckmin defende abertura maior do mercado

Nesta semana, ele anunciou que o Departamento de Comércio dos EUA enquadrou produtos brasileiros de aço e alumínio na mesma taxa aplicada ao restante do mundo, fora dos 50%. 

Alckmin afirmou ainda que busca “abrir mais mercado”. Na terça-feira 26, ele viajará ao México para ampliar as relações comerciais. “Nós temos uma corrente de comércio com o México significativa”, disse. “Podemos fazer crescer essa corrente, biocombustível, energia, SAF (combustível sustentável de aviação), aparelhos médicos, toda a parte de complexo de saúde, agroindústria.”

O governo também adotou medidas de apoio aos exportadores atingidos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aumentou em R$ 10 bilhões o crédito disponível, que passou de R$ 30 bilhões para R$ 40 bilhões.

Informações Revista Oeste


Petistas apostam na narrativa de que Eduardo teria, supostamente, participado da invasão ao Capitólio, em Washington D.C, em 6 de janeiro de 2021

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

As lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) articulam novas estratégias para tentar desgastar a imagem do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), apontado como principal responsável pelas sanções promovidas pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ao Brasil.

Os caciques do PT apostam na narrativa de que Eduardo teria, supostamente, participado da invasão ao Capitólio, em Washington D.C, em 6 de janeiro de 2021. Na época, o ato foi promovido por apoiadores de Donald Trump.

De acordo com informações da coluna Igor Gadelha, a ideia das lideranças da legenda é rebater que os ataques antidemocráticos do 8 de janeiro tenham sido um movimento isolado, narrativa adotada pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

A avaliação feita por integrantes do partido é que Eduardo teria participado das organizações dos atos nos Estados Unidos, e replicado a estratégia em Brasília. 

“Você sabia que Eduardo Bolsonaro estava em Washington no dia 6 de janeiro de 2021, quando ocorreu a invasão do Capitólio? Não foi coincidência. Antes disso, ele circulou pela Casa Branca, encontrou Ivanka Trump, se reuniu com trumpistas e há denúncias de que participou do ‘Conselho de Guerra’, um encontro preparatório para o ataque”, disse o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias no Instagram.

No entanto, a avaliação dos petistas é que são mínimas as chances de Eduardo Bolsonaro ser investigado nos EUA, uma vez que o filho “03” de Jair Bolsonaro mantém articulações junto ao governo Donald Trump.

Informações Bahia.ba


Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (22) aponta que 41% dos eleitores baianos têm intenção de votar em ACM Neto (União) para governador nas eleições de 2026. Atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT) tem 34%. Um ponto separa os candidatos de empate dentro da margem de erro.

O levantamento foi contratado pela Genial Investimentos e feito entre os dias 13 e 17 de agosto. Foram ouvidos 1.200 eleitores da Bahia com 16 anos ou mais, e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Intenção de voto para governador em 2026:
ACM Neto (União): 41%;
Jerônimo Rodrigues (PT): 34%;
João Roma (PL): 4%;
Kleber Rosa (PSOL): 2%;
José Aleluia (Novo): 1%;
Indecisos: 4%;
Branco/Nulo/Não vai votar: 14%.

A pesquisa Quaest aponta também que o governo Jerônimo Rodrigues (PT) é aprovado por 59% dos eleitores do estado, enquanto 33% desaprovam sua gestão.

O levantamento revela uma estabilidade da aprovação do governo ao longo deste ano. Na pesquisa realizada em fevereiro de 2025, Jerônimo teve 61% de aprovação, número superior aos 54% registrados no levantamento feito em dezembro de 2024.

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Foto: Divulgação | Joá Souza/Governo da Bahia | Arte/g1 BA


Deputado Eduardo reage a relatório e denuncia vazamento de conversa com o pai

Jair Bolsonaro moção solidariedade PL Câmara
Com o avanço do inquérito, o STF avalia os próximos passos do processo e aguarda os esclarecimentos da defesa | Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigiu uma resposta da defesa de Jair Bolsonaro em até 48 horas. A cobrança veio depois da Polícia Federal (PF) indicar supostas violações de medidas cautelares por parte do ex-presidente, além de apontar risco de fuga do país.

O relatório da PF menciona a existência de uma carta solicitando asilo político ao presidente argentino, Javier Milei. O estava no celular de Bolsonaro e teria sido editado em 2024, quando as investigações sobre a “trama de golpe” já estavam em curso.

No despacho, Moraes destacou a “reiteração de condutas ilícitas” e pediu explicações sobre o conteúdo reunido pela PF. A corporação indiciou tanto Bolsonaro quanto o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sob a acusação de obstruir o julgamento do caso.

“Diante de todo o exposto, intime-se a defesa de Jair Messias Bolsonaro para que, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, preste esclarecimentos sobre os reiterados descumprimentos das medidas cautelares impostas, a reiteração das condutas ilícitas e a existência de comprovado risco de fuga”, diz o despacho.

Eduardo Bolsonaro chama relatório da PF de “crime delirante”

A defesa do ex-presidente permaneceu em silêncio até a manhã desta quinta-feira, 21. Já Eduardo se manifestou por meio de nota. Ele classificou as acusações como “delírio” e negou qualquer intenção de interferir nos processos conduzidos no Brasil.

O parlamentar também condenou o vazamento de mensagens privadas trocadas com o pai. Ele chamou a exposição de “vergonhosa” e criticou o uso do conteúdo em um inquérito judicial. Em uma das conversas reveladas no relatório da PF, Eduardo xinga Bolsonaro depois de uma entrevista na qual o ex-presidente o teria descrito como “imaturo”.

Com o avanço do inquérito, o STF avalia os próximos passos do processo e aguarda os esclarecimentos da defesa. O caso segue sob relatoria de Moraes.

Informações Revista Oeste


Sob os gritos de “a roubalheira do PT tá acabando”, a oposição comemorou a escolha do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Ele derrotou Omar Aziz (PSD-AM), indicado de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e alinhado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Congresso finalizou no período da tarde desta quarta-feira (20) a sessão de instalação do colegiado para apurar descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Omar Aziz atribuiu a derrota ao fato de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ter encerrado a votação antes de todos terem registrado suas posições. Tereza afirmou que respeitou o regimento e que a maioria dos senadores já havia votado.

O governo sofreu uma segunda derrota com a decisão de Viana de escolher o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) como relator do colegiado. A escolha difere da indicação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que havia anunciado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para o posto.

– Foi algo não imaginado: uma união de todos da oposição que lutaram para que esse momento fosse possível e assertivo. A CPMI não pode começar com vícios e já estava iniciada viciada na fala do outrora presidente e relator que já vinham dando indícios de como conduziriam os trabalhos – afirmou Zé Trovão (PL-SC).

O colegiado é formado por 32 titulares, sendo 16 senadores e 16 deputados. Entre os integrantes estão os líderes de algumas das maiores bancadas, como os líderes no Senado do PT, Rogério Carvalho; do MDB, Eduardo Braga; do PP, Tereza Cristina, além de Aziz, que comanda o PSD – além de nomes influentes, como Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-ministro Paulo Pimenta (PT-RS).

Internamente, parlamentares consideram que o reforço da composição reflete a preocupação com a repercussão e a exploração política dos trabalhos da comissão.

*Com informações AE
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado


O governo Lula (PT) é desaprovado em seis dos oito estados analisados pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (20). A avaliação positiva da gestão supera a negativa apenas na Bahia e em Pernambuco. Já em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, a desaprovação é majoritária. Juntos, esses oito estados representam 66% do eleitorado brasileiro.

Em São Paulo, 65% desaprovam o governo e 34% aprovam. Em Minas, a desaprovação é de 59% e a aprovação de 40%. No Rio, 62% desaprovam e 37% aprovam. No Paraná, 64% desaprovam e 34% aprovam. No Rio Grande do Sul, 62% desaprovam e 37% aprovam. Já em Goiás, 66% rejeitam o governo e 33% aprovam.

Nos dois estados nordestinos incluídos no levantamento, os números se invertem. Na Bahia, são 60% os que aprovam a gestão Lula e 39% os que desaprovam. Em Pernambuco, por sua vez, a aprovação é de 62% e a desaprovação é de 37%.

A pesquisa entrevistou 1.104 pessoas por estado em GO, PR, RS e PE; 1.200 pessoas na Bahia; 1.404 no Rio de Janeiro; 1.482 em Minas; e 1.644 em São Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais estados, com nível de confiança de 95%.

Além das sondagens regionais, a Genial/Quaest realizou um levantamento nacional, com 2 mil entrevistados adicionais, totalizando 12 mil pessoas ouvidas.

Nesse recorte, o governo Lula registrou 46% de aprovação e 51% de desaprovação, mantendo a tendência de melhora observada em julho. O avanço foi puxado pelo Nordeste, onde a aprovação cresceu sete pontos, passando de 53% para 60% no período analisado.

*AE
Foto: EFE/EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON / POOL


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse, nesta segunda-feira (19), que trabalha com foco na gestão do estado e que não gasta tempo pensando numa candidatura a presidente da República no ano que vem. O governador afirmou ainda que vai focar em entregar um bom trabalho no estado e “ajudar quem vai vir, quem vai ser candidato no nosso campo” da direita, no que diz respeito às eleições de 2026.

– Sabe quanto tempo eu perco pensando nisso? Zero. Estou extremamente focado no projeto de São Paulo, extremamente focado. Até porque o que nos preocupa é o legado, o que a gente pode deixar. A população confiou a nós o mandato, deu uma confiança para nós extraordinária. Sou muito grato à população de São Paulo por isso – declarou Tarcísio ao responder sobre planos para uma candidatura ao Planalto durante evento da Warren Investimentos.

Tarcísio salientou que pensar num projeto de país é mais importante do que pensar numa candidatura de centro-direita.

– O meu objetivo agora é ajudar quem vai vir, quem vai ser candidato no nosso campo, tentar ajudar com um projeto de Brasil. (…) Meu grande objetivo é participar de um projeto que seja vencedor, um projeto que transforme esse Brasil. O piloto, pouco importa. O projeto é que é importante – disse o governador de São Paulo.

Ao falar da “mística” de que o governador de São Paulo é sempre um presidenciável, Tarcísio lembrou que o último político que se tornou presidente após ocupar o posto foi Jânio Quadros, no início da década de 60.

– Esse negócio de governar estado não é de Deus, não – brincou.

TARIFAÇO
Tarcísio também disse que o governo de São Paulo continua estudando eventuais novas medidas para contenção de efeitos em setores atingidos pelo tarifaço.

– Mas mais do que isso, continuamos fazendo contato lá [nos Estados Unidos], continuamos tentando falar com alguém, sensibilizar alguém. Trabalho de formiguinha mesmo.

A grande preocupação, segundo ele, é que o Brasil perca mercados relevantes a empresas que empregam muitas pessoas, por causa da taxação.

– Agora, eu sou otimista. Sempre otimista. Então, eu acho que vamos conseguir resolver em algum momento – disse.

Durante o evento, o gestor paulista defendeu uma agenda de desvinculação e desindexação do orçamento e revisão de benefícios tributários, junto com reforma administrativa, baseada na meritocracia, e programas de concessões e privatizações.

– Se eu gasto muito, estou comprometendo as próximas gerações. Estamos falando de aumento de imposto, de atacar produtividade e de não crescer – afirmou Tarcísio, numa crítica à política fiscal do governo federal.

*AE
Foto: Mônica Andrade/Governo do Estado de SP


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que o governo enviará ao Congresso dois projetos de lei para regular as big techs, um com foco na regulação de conteúdo e outro na área econômica. As propostas foram elaboradas pelos ministérios da Justiça e da Fazenda, além da Secretaria de Comunicação Social (Secom).

O projeto sobre conteúdo mira plataformas com mais de três milhões de usuários, impondo regras mais rígidas, enquanto as menores terão obrigações mais leves.

Já a proposta econômica é direcionada às gigantes como Google, Amazon, Apple, Meta e Microsoft, com medidas para coibir práticas de concorrência desleal. Lula também pretende articular o envio com os presidentes do Senado e da Câmara para garantir apoio às propostas.

*Metro1
Foto: iStock


Decisão judicial impõe prazo e ameaça Dnit com multa de R$ 50 mil por dia

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A juíza determinou a notificação pessoal do ministro da Casa Civil, Rui Costa, para que acompanhe o caso | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A juíza Diana Wanderlei, da 5ª Vara Federal de Brasília, ordenou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva religue os radares de controle de velocidade em rodovias federais que estavam desligados por falta de verba.

A decisão obriga o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e as concessionárias a reativarem os equipamentos no prazo de 24 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia para cada parte.

O despacho atende a uma ação popular de 2019 movida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), quando o então presidente Jair Bolsonaro tentou suspender o uso de radares em rodovias federais.

Na época, a Justiça impôs um acordo que estabelecia a permanência dos equipamentos em trechos com maior índice de acidentes.

Neste ano, porém, o Dnit alegou não ter verba suficiente para manter os contratos. O órgão solicitou R$ 364 milhões para 2025, mas recebeu apenas R$ 43,3 milhões no Orçamento da União.

O corte levou ao desligamento de radares em cerca de 4 mil pontos distribuídos ao longo de 45 mil quilômetros de rodovias federais. Wanderlei classificou a paralisação dos serviços como um risco direto à segurança pública.

“É inconteste que o não adimplemento dos contratos e a ausência de prestação do serviço atingem diretamente o interesse primário da sociedade pela segurança”, disse a magistrada.

Justiça ressalta contradição na narrativa do governo sobre segurança em rodovias

A juíza determinou que o Dnit notifique imediatamente as concessionárias sobre a reativação dos equipamentos conforme o Acordo Nacional dos Radares. O prazo para cumprimento começou a contar depois da intimação do órgão nesta segunda-feira, 18.

Além disso, a Justiça exigiu que o Dnit apresente, em até 72 horas, um diagnóstico dos impactos causados pelo “apagão” dos aparelhos. Também cobrou da União um plano emergencial, a ser entregue em até cinco dias, com a previsão de recursos para retomar a execução do acordo.

Segundo a decisão, os valores arrecadados com as multas superam em três vezes o custo da manutenção dos radares.

Nesse sentido, Wanderlei acusou o Executivo de negligência dupla: abrir mão de receita e comprometer a segurança em rodovias. Ela ainda destacou a contradição entre o discurso atual do governo e sua postura no passado.

“Para surpresa deste juízo, o atual governo federal, grupo que, à época da retirada dos radares nas rodovias federais, foi um dos grandes críticos daquela medida, agora age de forma oposta, o que soa como contradição e retrocesso na proteção social, no cuidado com as pessoas”, argumentou Wanderlei.

Como resultado, a juíza determinou a notificação pessoal do ministro da Casa Civil, Rui Costa, para que acompanhe o caso e busque uma solução consensual sobre a alocação de recursos. A Advocacia-Geral da União também foi intimada.

A tendência, segundo técnicos do Dnit, é que os dados de infrações aumentem vertiginosamente desde o anúncio do desligamento dos aparelhos de monitoramento. A juíza manteve a ação judicial aberta para evitar novos descumprimentos.

Informações Revista Oeste


Legenda possui o maior número de assentos no colegiado, responsável por analisar quatro pedidos de cassação do deputado licenciado

As denúncias contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram apresentadas por PT e Psol, que o acusam de agir contra os interesses do país | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
As denúncias contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram apresentadas por PT e Psol, que o acusam de agir contra os interesses do país | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O futuro do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) será decidido por um Conselho de Ética que traz ampla presença do Partido Liberal (PL).

A legenda possui o maior número de assentos no colegiado, responsável por analisar quatro pedidos de cassação encaminhados na sexta-feira 15, pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O PL ocupa oito das 42 vagas no conselho, representando 19% do total, e lidera tanto entre titulares quanto na suplência. Entre os titulares estão:

Na lista de suplentes figuram:

PT ocupa três cadeiras

O colegiado conta com 21 vagas efetivamente preenchidas, enquanto dez permanecem abertas e dez suplentes já foram nomeados. O Partido dos Trabalhadores (PT), detentor de três cadeiras, ocupa todas com seus próprios representantes, enquanto o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) tem apenas um titular.

União Brasil, por sua vez, controla cinco posições — uma na suplência, além de dois deputados nas chefias: Fabio Schiochet (União Brasil-SC), presidente, e Marcelo Freitas (União Brasil-MG), vice-presidente.

As denúncias contra Eduardo foram apresentadas por PT e Psol, que o acusam de agir contra os interesses do país. Integrantes dos partidos citaram o suposto envolvimento na articulação de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. 

O processo de cassação de Eduardo Bolsonaro

Qualquer cidadão, deputado ou comissão pode protocolar denúncia por quebra de decoro, que segue para análise da Mesa Diretora antes de chegar ao Conselho de Ética.

O processo começa com uma avaliação preliminar e, se avançar, a relatoria é sorteada entre três nomes pelo presidente do conselho. Caso a análise de mérito seja aprovada, o colegiado discute a conduta do parlamentar e pode sugerir punições. O domínio do PL e a tradicional resistência da Câmara a cassações podem beneficiar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nessa etapa.

Eduardo Bolsonaro desmente eventual recuo na aplicação de sanções ao STF | Foto: Reprodução/Twitter/X
Eduardo Bolsonaro desmente eventual recuo na aplicação de sanções ao STF | Foto: Reprodução/Twitter/X

Mesmo assim, qualquer decisão punitiva precisa de aprovação em plenário, por votação aberta e nominal. É, portanto, necessária maioria simples dos presentes. O PL continua como a maior bancada da Câmara dos Deputados.

Desde que Eduardo Cunha perdeu o mandato em 2016, nenhum deputado foi cassado pelo Conselho de Ética. O ex-presidente da Câmara foi o último a ser punido pelo colegiado, depois de haver mentido sobre contas bancárias na Suíça.

Informações Revista Oeste

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