A megaoperação ocorreu na terça-feira 28 e envolveu cerca de 2.500 policiais
Lula também disse que quer analisar as circunstâncias da realização da operação | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A recente operação policial contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro, realizada na semana passada, foi alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, 4.
Em entrevista concedida a correspondentes estrangeiros, Lula descreveu a ação como uma “matança” e afirmou que o episódio foi “desastroso” em relação à conduta do Estado.
Durante entrevista concedida em Belém (PA) às agências Associated Press e Reuters, Lula afirmou que pretende exigir uma investigação paralela sobre o caso.
“Vamos ver se a gente consegue fazer essa investigação”, afirmou o petista. “Porque a decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança, e houve matança”.
Lula também disse que quer analisar as circunstâncias da realização da operação.
No entanto, Lula demonstrou insatisfação com o saldo da ação.
“O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas, do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”, afirmou o petista.
Contexto da operação
A megaoperação, batizada de Operação Contenção, ocorreu na terça-feira 28 e envolveu cerca de 2.500 policiais.
O principal objetivo era conter o avanço do Comando Vermelho na região. De acordo com Felipe Curi, secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, os complexos teriam se tornado base estratégica da facção, utilizada para treinamentos e recrutamento de integrantes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama, Janja, estão hospedados no iate Iana 3, classificado como embarcação de luxo, durante a COP30, que ocorre em Belém, Pará. O barco está atracado na Base Naval de Val-de-Cans, e os custos da hospedagem serão pagos pela Presidência da República.
A decisão foi tomada após a equipe de Lula descartar o uso de um navio da Marinha, que havia sido oferecido inicialmente, por não atender às exigências de segurança e conforto da comitiva presidencial. Segundo o Planalto, a Casa Civil buscou uma alternativa que garantisse “segurança, preço e conforto, e não luxo”.
A hospedagem no iate ocorreu devido à dificuldade do governo em encontrar acomodações adequadas em Belém, pois o evento internacional fez com que os preços cobrados por hotéis e imóveis subissem de forma expressiva, o que levou o Planalto a buscar alternativas fora da rede hoteleira tradicional para abrigar o presidente e sua comitiva.
Lula havia afirmado que ficaria hospedado em um barco para mostrar que a COP30 “não seria a COP do luxo”. A escassez de hospedagem em Belém e os altos preços cobrados por hotéis e imóveis para locação levaram o governo a buscar outras opções para acomodar o presidente e sua equipe.
Parlamentares de diferentes partidos criticam medida que pode reduzir o papel das APAEs e de outras instituições especializadas
Rosana Valle (PL-SP) é uma das parlamentares que critica a medida de Lula | Foto: Divulgação/Agência Câmara de Notícias
Mais de 40 deputados federais protocolaram projetos na Câmara para sustar o Decreto nº 12.686/2025, que criou a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. A norma, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, determina que alunos com deficiência estudem exclusivamente na rede regular de ensino e reduz o papel de instituições especializadas.
Entre os autores das propostas estão parlamentares de PL, PSD, MDB, União Brasil, Republicanos, PSB, PP, PSDB e PDT. O grupo tenta revogar o decreto e restabelecer o modelo anterior, garantido pelo Decreto nº 7.611/2011, que assegurava liberdade de escolha às famílias sobre o tipo de ensino mais adequado.
Dentre as instituições que podem ser afetadas, estão as as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) e os Institutos Pestalozzi. Elas são entidades filantrópicas que oferecem atendimento educacional e terapêutico especializado a pessoas com deficiência intelectual, múltipla ou com transtorno do espectro autista. Essas instituições atuam há décadas no país e complementam o sistema público de ensino, com foco na autonomia e na inclusão social dos alunos.
Rosana Vale critica decreto de Lula
A deputada Rosana Vale (PL-SP), uma das autoras dos projetos, afirmou ao Jornal da Oeste que o decreto representa “mais um retrocesso patrocinado pelo governo petista”. Segundo ela, a medida enfraquece o ensino especializado e ameaça a continuidade de milhares de instituições que atendem alunos com deficiência.
“As famílias sabem que a inclusão, infelizmente, em muitas escolas públicas, não funciona como está no papel”, disse Rosana. “Faltam profissionais capacitados, e as crianças acabam sem o acompanhamento adequado.”
Professora e jornalista por formação, a deputada destacou que o país tem 4,2 mil APAEs em funcionamento, responsáveis pelo atendimento a milhares de crianças e jovens. Ela protocolou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 912/2025 e uma indicação ao presidente da República, pedindo que o governo reveja a decisão.
“A verdadeira inclusão deve respeitar a pluralidade de meios e de modelos educativos”, afirmou. “O governo precisa pôr a mão na consciência e sustar os efeitos desse decreto.”
Projetos tramitam na Câmara
Os projetos de decreto legislativo contrários à medida de Lula foram apresentados entre 22 de outubro e 3 de novembro. O texto de Rosana Vale foi um dos primeiros. Também assinam propostas os deputados Delegado Marcelo Freitas (União-MG), Amom Mandel (Cidadania-AM), Clarissa Tércio (PP-PE), Luisa Canziani (PSD-PR), Delegado Ramagem (PL-RJ) e Rosângela Moro (União-SP), entre outros.
As iniciativas aguardam análise da Mesa Diretora da Câmara e, depois, seguem para votação nas comissões internas da Casa.
Conferência do clima ocorre no início de novembro | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Depois de uma solicitação do governo do Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o uso de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em Belém (PA) durante a realização da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025.
A medida foi oficializada em decreto publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 3. O decreto também inclui ações em áreas com infraestruturas críticas nos municípios de Altamira e Tucuruí, abrangendo as usinas hidrelétricas de Belo Monte e Tucuruí.
De caráter excepcional e temporário, a GLO é acionada em situações de perturbação da ordem quando há esgotamento das forças de segurança convencionais, permitindo que militares atuem com poder de polícia.
O instrumento já foi usado em grandes eventos internacionais no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014, a Olimpíada de 2016 e as Cúpulas do Brics e do G20.
Detalhes da GLO para a COP30
Peça de divulgação da COP30 em Belém, no Pará | Foto: Reprodução/Agência Pará
O texto do decreto estabelece que o objetivo é garantir a segurança dos eventos e dos participantes da Cúpula de Líderes e da COP30.
As Forças Armadas atuarão conforme o plano estratégico integrado de segurança da presidência brasileira da conferência, com ações nas seguintes localidades:
Portos do Outeiro e de Belém;
Aeroporto Internacional de Belém;
Porto e terminal petroquímico de Miramar;
Vias entre o Parque da Cidade e o Porto de Outeiro;
Rotas de deslocamento das comitivas entre o aeroporto, a base aérea e os locais de evento e hospedagem;
Áreas fluviais, como rios e baías.
O ministro da Defesa, José Múcio, será responsável por definir a alocação dos meios e os comandos da operação. A ação será coordenada com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com os órgãos de segurança locais.
Primeira-dama afirmou que representantes políticos “estão de joelhos” para o Poder Judiciário
Michelle Bolsonaro Foto: Divulgação/Partido Liberal
Durante evento do PL Mulher em Sorriso, no Mato Grosso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que grande parte dos representantes legislativos está “de joelhos para o Judiciário”, e que quem legisla atualmente no Brasil são juízes, criando um clima de “medo” sobre as famílias brasileiras.
– Não é esse clima de medo e amedrontamento que o Judiciário tentou impor sobre as famílias brasileiras que vai nos calar. Nós vamos nos erguer, vamos orar e falar mais sobre política. As pessoas precisam entender que o gás de cozinha delas passa pelo Congresso Nacional. É a segurança pública, é aquela mãe que perdeu um filho no assalto, levou o celular e esfaqueou o seu filho. É sobre isso. Precisamos entender que todos esses temas que impactam as nossas vidas passam pelo Congresso e a arma mais poderosa que nós temos nas nossas mãos é o voto. E chega, chega de moeda de troca, chega de negociar o seu voto – frisou.
– Elegemos homens e mulheres fracos, que estão de joelhos para o Judiciário. Hoje, quem legisla, infelizmente, é o Judiciário. Todo mundo está vendo porque aprova no Congresso e o Judiciário derruba. Essa é a realidade da nossa nação – acrescentou.
Michelle ainda fez críticas à atual primeira-dama Janja da Silva, embora não tenha citado seu nome diretamente. A esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sugeriu que a mulher do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “torra o dinheiro do contribuinte em viagens”.
– Fui primeira-dama, vocacionada para trabalhar. Infelizmente, outras são vocacionadas somente para torrar o dinheiro do contribuinte em viagens, mas eu posso falar para vocês que, como primeira-dama, eu trabalhei todos os dias da minha vida para dar visibilidade para a comunidade surda, para trabalhar pelas pessoas que mais precisavam, para amadurecer o tema das doenças raras no Brasil, para cuidar das nossas mamães atípicas. As mães que cuidam, e quantas coisas nós fizemos – relembrou.
– Sendo presidente do programa Pátria Voluntária, quantas ajudas chegaram nos ribeirinhos, nos municípios, quantas ajudas chegaram nas ONGs. Eu posso falar para você que só no nosso trabalho, nós conseguimos investir R$ 5,7 bilhões em tratamento, em farmacotécnicas para atendimento de pessoas com doenças raras. Quem quer faz – completou.
O investimento em publicidade política nas redes sociais cresce e torna a União o maior financiador de conteúdo impulsionado no Facebook e Instagram
O presidente Lula, durante um evento na Petrobras | Foto: Ricardo Stuckert/PT
O governo Lula tem ampliado o uso de influenciadores digitais para divulgar suas ações e fortalecer sua imagem, com o objetivo de alcançar diferentes segmentos da população. Essa prática, semelhante à adotada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Partido dos Trabalhadores (PT), intensificou-se no segundo semestre, quando produtores de conteúdo de estilos variados foram contratados para disseminar informações sobre políticas públicas e, em muitos casos, adotar posturas favoráveis à esquerda e críticas à direita.
O investimento em publicidade nas redes sociais cresce de forma expressiva, tornando o Governo Federal o principal financiador de conteúdo impulsionado sobre política na plataforma Meta, responsável pelo Facebook e Instagram. Em setembro, os gastos chegaram a R$ 8,4 milhões em anúncios, volume 360% maior que os R$ 4,7 milhões registrados nos dois meses anteriores.
Oposição questiona contratos e transparência
Esse aumento nas despesas gerou questionamentos da oposição, que cobrou da Secretaria de Comunicação explicações sobre o real propósito dos contratos, principalmente em meio à análise do projeto que propõe isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Até o momento, a Secom não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre critérios, valores ou períodos dos acordos com influenciadores.
Entre os nomes escolhidos, há perfis que tratam de temas cotidianos, cultura regional e humor, sem menções explícitas à política, como o publicitário Paulo Victor “PV” Freitas e a atriz Isis Vieira, conhecidos por conteúdos sobre o Nordeste e o Norte, conforme noticiou o jornal Gazeta do Povo. Outros influenciadores preferem comentar questões políticas e econômicas do momento, adotando tom analítico, mas deixando suas posições ideológicas menos evidentes. Uma parcela significativa já apoiava o governo antes das parcerias ou mantinha postura crítica em relação à direita.
Os laços entre governo e influenciadores não se restringem às postagens patrocinadas. Alguns deles também colaboram com o Instituto Conhecimento Liberta (ICL Notícias), site de viés progressista. Em setembro, participaram do evento “Desperta 2025 – A Revolução Necessária”. Na semana passada, parte desse grupo esteve em um encontro promovido na Usina Binacional de Itaipu, ação organizada pelo governo federal.
Estratégia se alinha a outros órgãos e partidos
A aproximação com influenciadores segue tendência dos últimos meses, como observado no convite do STF, que em agosto reuniu 26 criadores de conteúdo em Brasília, e no seminário PTech, realizado em outubro pelo PT, com o objetivo de aprimorar a atuação do partido nas redes sociais.
Lauany Schultz, especialista em Direito do Estado, possui 170 mil seguidores no Instagram. Inicialmente, publicava conteúdos sobre leitura, feminismo e comportamento, com críticas ao governo anterior. Atualmente, é parceira do ICL e divulga programas como Luz para Todos e o PL 1087/2025, que trata da isenção do IR. Suas críticas recentes a líderes religiosos e influenciadores cristãos a tornaram mais conhecida. Em relação a Lula, depois de um comentário polêmico, afirmou: “um senhor de 80 anos que às vezes acaba extrapolando, mas precisa se atualizar”, completando que mantém respeito às mulheres.
Carolline Sardá, publicitária catarinense de 28 anos, destaca-se por abordar temas feministas e direitos das mulheres, além de pautas progressistas como a defesa do aborto e críticas à direita. Desde março, passou a comentar polêmicas do momento em vídeos e, em seguida, foi contratada para divulgar o Luz para Todos.
Influenciadores progressistas ampliam alcance das políticas do governo Lula
Laura Sabino, criadora de conteúdo e autodeclarada marxista, soma 618 mil seguidores e utiliza suas redes para defender ideias progressistas, indicar livros e abordar temas políticos, sempre com crítica à direita. Ela já colaborou com o MST de Minas Gerais e o Sindipetro do Espírito Santo e participou de eventos como o Cria G20 e o G20 Social, além de apoiar propostas como mudanças no Imposto de Renda.
Thiago Foltran mantém um canal dedicado a políticas públicas de esquerda, com vídeos em defesa do governo e críticas à direita, especialmente a Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele já manifestava apoio ao governo antes de ser contratado para promover o Luz para Todos e a isenção do IR. Em uma publicação, criticou um caso de nepotismo que envolvia o repasse de R$ 400 mil do PT ao filho do presidente do partido.
Beatris Brantes, atriz que ganhou notoriedade com vídeos de humor, já realizou publicidades para marcas como iFood, Bis e Itaú, além de ter participado de campanhas com o STF e, posteriormente, com o governo federal. Em uma interação, respondeu sobre o ministro Alexandre de Moraes: “É sim, e digo mais. A careca dele é tão hidratada e aparentemente macia que o brilho que reluz dela não é de oleosidade, é de hidratação”,. Ao ser questionada sobre Michelle Bolsonaro, afirmou: “Eu prefiro nadar no Tietê de boca aberta”, disse Beatris Brantes.
Martina Giovanetti, estudante de Relações Internacionais da Unifesp e natural de Belo Horizonte, produz conteúdos sobre geopolítica, economia e educação. Ela utiliza linguagem acessível para tratar de temas como o sistema eleitoral dos EUA e crises internacionais e já publicou um e-book sobre o Brics e lançou um podcast. Desde 2023, seus vídeos destacam acontecimentos internacionais sob perspectiva favorável ao governo Lula (PT-RS), mantendo posicionamento crítico à gestão anterior.
O parlamentar baiano afirmou que a escolha representa um erro estratégico do governo federal
Foto: Reprodução / Assessoria
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) criticou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de designar o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), para coordenar as discussões sobre a crise de segurança pública no Rio de Janeiro, após a megaoperação policial que deixou mais de 150 mortos.
Nas redes sociais, o parlamentar baiano afirmou que a escolha representa um erro estratégico do governo federal, citando o histórico da segurança pública na Bahia durante a gestão de Rui Costa como governador.
“Lula entrega a crise no Rio de Janeiro para o ministro Rui Costa, o mesmo que transformou a Bahia em campeã nacional de homicídios. Foram mais de 47 mil assassinatos em oito anos de seu desgoverno. E agora quer exportar esse desastre para o Rio de Janeiro. O modelo de segurança de Rui Costa foi bala perdida, facções criminosas tomando conta de territórios e polícia sem condições de trabalho”, declarou Alden.
O deputado também mencionou o avanço da criminalidade e as paralisações da Polícia Militar no estado. “Durante a sua gestão, a Bahia saiu de cinco facções para 22 facções criminosas, e ainda tem em seu currículo duas grandes greves da Polícia Militar da Bahia. Se isso é currículo para chefiar uma crise de segurança pública no Rio de Janeiro então o crime organizado já pode comemorar”, disse.
“Com Rui, é como contratar um incendiário para ser chefe do Corpo de Bombeiros. Se Rui Costa foi a melhor escolha de Lula para enfrentar o crime no Rio de Janeiro, então não estamos diante de uma solução, mas sim da repetição de um desastre anunciado”, condenou.
O parlamentar contou ainda que o país precisa de lideranças com “resultados concretos na área da segurança”. “O Brasil não precisa de gestores que colecionam greves e cadáveres no currículo, mas sim de uma liderança firme e com coragem para zelar a vida do cidadão de bem. Exportar o fracasso da Bahia para o Rio de Janeiro é brincar com a vida de milhões de brasileiros. O crime agradece e a população paga a conta”, completou.
Em sua primeira manifestação após a realização da megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não fez qualquer menção de solidariedade aos agentes de segurança mortos na operação ou seus familiares. O posicionamento veio por meio de uma nota publicada nas redes do chefe do Executivo nesta quarta-feira (29).
No comunicado, Lula disse que é preciso trabalho coordenado para combater o crime organizando, evitando que policiais, crianças e famílias inocentes sejam colocados em risco. O petista disse ainda que pediu que o Ministério da Justiça e a Polícia Federal auxiliassem nas ações no Rio de Janeiro.
– Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco – declarou.
O presidente afirmou que o trabalho de repressão ao crime no Rio deve seguir o modelo de operação realizada em agosto contra quadrilhas que atuam na venda de drogas, adulteração de combustível e lavagem de dinheiro. Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública que foi enviada por seu governo ao Congresso.
– Com a aprovação da PEC da Segurança, que encaminhamos ao Congresso Nacional, vamos garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas – completou.
Nesta quarta-feira (29), o vereador Lucas Pavanato (PL-SP) impediu que fosse realizado um minuto de silêncio para os criminosos mortos na megaoperação que ocorreu no Rio de Janeiro, na terça (28). A reação gerou um bate-boca na Câmara Municipal de São Paulo.
O pedido da “homenagem” foi feito pela vereadora Luna Zarattini (PT-SP), mas Pavanato, Rubinho Nunes e Adrilles Jorge defenderam que os únicos que merecem honrarias são os policiais mortos em combate.
Pavanato disparou que “lugar de bandido é na cadeia ou na vala”. Ele destacou ainda que as únicas vítimas são os policiais que morreram em combate.
*Pleno.News Foto: Reprodução/ Print de vídeo redes sociais
A Casa também votou favoravelmente à proposta que endurece punição para adulteração de bebidas e alimentos; projetos seguem para análise do Senado
Plenário da Câmara durante sessão desta terça-feira, 28 | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou durante sessão plenária desta terça-feira, 28, o Projeto de Lei n° 5041/25, que garante o despacho gratuito de bagagem de até 23 quilos em voos nacionais e internacionais operados no Brasil.
Ao todo, foram 361 votos a favor e 77 contra a proposta, de autoria do deputado Alex Manente (Cidadania-SP). A proposta, que agora segue para o Senado, restabelece um direito que havia sido retirado em 2017, quando as companhias aéreas passaram a cobrar pelo transporte de malas despachadas – sob a justificativa de redução no preço das passagens, o que não ocorreu.
Cobrança pelo despacho de bagagem
Ao defender a proposta, Manente argumentou que, desde o início da cobrança, em 2017, as empresas acumularam mais de R$ 5 bilhões sem que houvesse redução nos preços das passagens.
No parecer aprovado, o relator da matéria, deputado Neto Carletto (Avante-BA), manteve a possibilidade de cobrança apenas em voos internacionais de companhias de baixo custo, em razão da competitividade do setor.
Segundo Neto Carletto, elevar o benefício ao nível da lei garante “segurança jurídica e impede práticas abusivas” por parte das companhias. Com o texto aprovado, o passageiro poderá levar gratuitamente uma mala de bordo de até 12 quilos e uma bolsa ou mochila sob o assento.
O despacho sem custo será obrigatório também quando não houver espaço suficiente na cabine para acomodar a bagagem. Se também for aprovada no Senado, as novas regras passarão a integrar o Código Brasileiro de Aeronáutica.
Marcação gratuita de assentos
A proposta também derruba a atual cobrança para a seleção de assentos em voos | Foto: Divulgação/TUI Airways
A Câmara também aprovou a proibição da cobrança pela marcação de assentos-padrão, apresentada pelo deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA). A emenda, aprovada por 426 votos a 17, determina que o passageiro possa escolher gratuitamente o assento comum no check-in ou antes, sem custo adicional.
Outra medida de destaque foi a emenda da deputada Renata Abreu (Podemos-SP) que proíbe o cancelamento do trecho de volta quando o passageiro não comparecer ao embarque de ida — o chamado “no show” — salvo se houver autorização expressa do consumidor. A proposta obteve 445 votos favoráveis e apenas 10 contrários.
Penas mais duras para adulteração de bebidas
No Brasil já foram registradas 15 mortes por adulteração de bebidas alcóolicas | Foto: Reprodução/Freepik
Também na sessão desta terça-feira, os deputados aprovaram o Projeto de Lei n° 2.307/07, que estabelece pena de cinco a 15 anos de reclusão para quem modificar alimentos, bebidas ou suplementos alimentares de forma que causem morte ou lesão grave. A matéria segue para o Senado.
A proposta ganhou força na Casa depois dos casos recentes de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, que provocaram 15 mortes no país. A adulteração passará a ser classificada como crime hediondo quando resultar em morte ou cegueira.
O texto também aumenta a pena para crimes econômicos com combustíveis, prevê confisco de equipamentos usados em falsificação e inclui embalagens de vidro não retornáveis no sistema de logística reversa da Política Nacional de Resíduos Sólidos.