Ele disse saber que a categoria está chateada após o último reajuste dos combustíveis adotado pela Petrobras
Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Isac Nóbrega
O presidente Jair Bolsonaro disse, neste sábado (12), que não conversou com os caminhoneiros sobre reajustes nos preços de combustíveis, mas afirmou estar ciente de que eles estão “chateados”.
– Peço a compreensão deles. Entendo que a partir de hoje subiu, sim, R$ 0,90 o preço do diesel, mas hoje diminuiu R$ 0,60. Espero que na ponta aqui, na bomba, esse valor se faça presente – comentou ele sobre um Projeto de Lei Complementar (PLC), aprovado na sexta-feira pelo Congresso Nacional.
O chefe do Executivo disse torcer para que a categoria não se organize para fazer protestos contra o aumento dos combustíveis. No governo de Michel Temer, uma grande greve dos motoristas paralisou o país e fez com que o presidente buscasse recursos extraordinários para auxiliar os trabalhadores.
– Tem muito caminhoneiro que (…) alguns falam em greve. Sei disso. Lamento. Espero que não haja – afirmou.
Bolsonaro considerou também que há o pensamento entre alguns profissionais de que não é o ideal entrar em greve porque, com uma possível paralisação, o caminhão não pode sair de casa e o motorista não teria mais como honrar pagamentos, como o de combustíveis.
– Quer ver uma coisa? Você pega uma viagem daqui Brasília a São Paulo, mais ou menos mil quilômetros. Um caminhão grande gasta, a cada dois quilômetros, um litro de diesel. Então, ele gasta quinhentos litros para ir e quinhentos para voltar. Gasta mil litros de combustível. Se o aumento foi de R$ 900, o que não é verdade, então aumentou mais R$ 900 – calculou.
E continuou.
– Realmente é insuportável isso que está acontecendo. Nós temos que ter sensibilidade – ressaltou.
Petrobras Bolsonaro também afirmou que qualquer um pode ser trocado em seu governo, com exceção dele próprio e do vice-presidente Hamilton Mourão.
– Todo mundo pode ser trocado – disse, quando questionado por jornalistas sobre se existia a possibilidade de mudar o comando da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna, após o reajuste dos combustíveis anunciado esta semana.
Bolsonaro falou com repórteres após participar de um evento para “filiação em massa” de pré-candidatos a deputados federais do PL.
Na sequência, no entanto, Bolsonaro voltou ao tema.
– Ninguém falou em trocar (o presidente da Petrobras). Você perguntou se ele pode ser trocado. Qualquer um pode ser trocado no meu governo, menos eu e o vice-presidente da República, que têm mandato – ressaltou.
O chefe do Executivo lembrou que, pelo cargo que ocupa, se considera o acionista majoritário da estatal, que também possui ações no mercado financeiro.
– Então eu dou os meus palpites, minhas sugestões, diretamente ao presidente (da empresa) quando se faz necessário. Mas isso não é interferência. São sugestões apenas que eu faço – relatou.
O presidente também deu a entender que não conversou com o general Luna após a decisão do comandante da Petrobras de repassar o aumento dos custos dos combustíveis no mercado externo para o mercado doméstico.
– Certas coisas não precisam comentar. Ele vai ligar para mim para perguntar ‘está satisfeito com o reajuste?’, Não vai. Ele sabe o que eu penso disso e o que qualquer brasileiro pensa disso (…) Agora, o brasileiro tem que entender que quem decide esse preço não é o presidente da República. É a Petrobras com os seus diretores e o seu Conselho – explicou.
Da mesma forma, Bolsonaro também descartou, mais uma vez, a possibilidade de mudar os preços dos combustíveis “na caneta”.
– Não existe isso. Se você efetuar uma medida dessa aí, explode. Quando você fala, o preço do combustível está atrelado ao valor do petróleo lá fora e ao dólar aqui dentro. Se você tomar certas medidas, você simplesmente causa um caos na economia (…) Não adianta você reduzir na canetada em R$ 1 o preço do combustível se o dólar vai para R$ 7 – afirmou.
Ele disse ainda que o presidente da Petrobras está realizando investimentos a médio e longo prazo.
– Estive com ele no Comperj, em Itaboraí (RJ). Estamos investindo em outras refinarias, pelo Brasil, para aumentar a sua produtividade – ressaltou.
O presidente comentou que, para construir uma refinaria, além de ser uma obra demorada, é precisamos estimular a iniciativa privada para que parta para a construção de refinarias no Brasil.
– Esse [processo] é longo, não é coisa rápida. É demorado – calculou.
Bolsonaro ilustrou, dizendo que há minirrefinarias no mundo e que a China, inclusive, tem expertise nessa área. Comentou ainda que tratou do tema com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e que recebeu como resposta que os projetos são possíveis, mas que podem levar de três a quatro anos para ser construídos.
Informações foram prestadas ao ministro Alexandre de Moraes, a pedido do senador Randolfe Rodrigues
Vereador Carlos Bolsonaro acompanhou comitiva presidencial à Rússia Foto: PR/Alan Santos
A Câmara Municipal do Rio informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que sabia da viagem do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) para a Rússia no mês passado. Ele participou da comitiva presidencial ao leste europeu.
As informações foram prestadas por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que recebeu uma representação para investigar a presença do vereador na viagem. O pedido é para apurar se Carlos Bolsonaro foi ao país para pesquisar métodos hackers.
Em resposta ao STF, a Câmara do Rio diz que o vereador avisou sobre a viagem e que os gastos não foram custeados pela Casa Legislativa.
– O regimento interno da Câmara Municipal do Rio de Janeiro não exige prévia autorização para realização de viagens internacionais que não configurem missão oficial ou gastos para Casa – observa o ofício.
De acordo com os documentos encaminhados ao STF, o convite para a viagem partiu do parlamentar Leonid Slutsky, presidente do Comitê de Assuntos Internacionais do Parlamento da Rússia.
Ao comunicar formalmente a ausência durante a viagem, em ofício enviado à Presidência da Câmara Municipal do Rio no dia 11 de fevereiro, Carlos Bolsonaro avisou que as despesas não gerariam qualquer ônus para a Casa Legislativa. Ele também pediu anuência da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática e da Comissão de Turismo, que integra como vice-presidente.
A Presidência da República também foi notificada pelo STF e ainda precisa se manifestar sobre as condições oficiais de participação do filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) na viagem, incluindo gastos, eventuais diárias pagas e a agenda cumprida.
INVESTIGAÇÃO O pedido de investigação foi feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) no inquérito das milícias digitais, que se debruça sobre a atuação de grupos organizados na internet para promover desinformação e ataques contra a democracia.
Ao acionar o STF, o senador afirmou que os principais ataques hackers têm origem na Rússia. Também lembrou que Carlos Bolsonaro foi apontado na CPMI das Fake News como integrante do chamado “gabinete do ódio”.
Cobrada a dizer se vê ou não elementos para abrir uma investigação sobre a viagem, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu para ouvir o Planalto antes de apresentar seu parecer. Em manifestação preliminar, no entanto, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo sinalizou que não encontrou indícios de crime para instaurar um inquérito.
Com a derrocada das negociações por uma federação com o PT, o PSB pode ver até 10 dos seus 30 deputados irem para outras legendas.
É o caso de Júlio Delgado (MG), que analisa a possibilidade de sair após 13 anos de partido. Ele disse que iria para o seu estado neste final de semana avaliar a situação da sua candidatura.
Liziane Bayer (RS) é outra que aguarda as composições nos estados para definir para qual legenda irá. Marcelo Nilo (BA) anunciou a desfiliação. Jefferson Campos (SP), também de saída, disse que não cogita “em hipótese alguma” ir para um partido de esquerda.
Esses deputados contavam com a formação da federação para formar suas alianças. Alguns podem migrar para o PV, que fechou a federação com o PT, como forma de garantir a presença nesse guarda-chuva. Mas por conta das especificidades locais de cada candidatura, os deputados afirmam que dificilmente haverá uma saída em bloco para uma mesma legenda.
Parlamentares que ficarão afirmam que a cúpula do partido tem tentado ajudar caso a caso para ajudar na formação das chapas e com fornecimento de recursos. Alguns já deveriam sair, com ou sem federação. Mas a debandada não mudará a posição do PSB sobre a federação. Um deputado disse que o partido não quer abrir mão da sua autonomia e virar uma “tendência dentro do PT”, fazendo alusão às correntes internas da legenda.
Depois de cerca de quatro meses de negociações, PT, PC do B e PV decidiram formar uma federação partidária.
O PSB, que negociava até então com as siglas, optou por ficar de fora da união de partidos, pelo menos por enquanto.
A federação prevê que as siglas ficarão unidas ao longo de quatro anos em âmbito nacional, estadual e municipal.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (11) que recusou o convite para se reunir com o senador e ex-presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM). O parlamentar havia enviado uma solicitação de audiência com o presidente para tratar do decreto federal que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Em declaração à CNN Brasil, Bolsonaro ironizou o pedido do senador: “Ele [Aziz] pode divulgar o dia [da audiência], que eu divulgo o ano”, disse o chefe do Planalto.
– Há um ano Aziz estava batendo no governo e agora fala em ‘diálogo harmonioso’? Se ele estivesse preocupado com o estado dele, ele poderia ter se antecipado de outra forma. O povo já paga muito imposto. Ele deveria ser a favor da redução de imposto – afirmou.
No último dia 2, o senador Aziz encaminhou um requerimento de audiência em nome de sua bancada do Amazonas, do governador do estado e do prefeito de Manaus.
– Solicito reunião para dialogarmos a respeito da redução da alíquota de IPI promovida pelo decreto n° 10.979 de 25 de fevereiro de 2022. É fundamental que encontremos, em diálogo harmonioso e polido, uma solução tempestiva que não afete, sobretudo, os empregos da Zona Franca de Manaus. Aproveito o ensejo para estender os votos de estima e elevada consideração – finaliza o pedido.
O decreto editado pelo governo federal em fevereiro deste ano estabeleceu uma redução de até 25% para automóveis e eletrodomésticos classificados como “linhas branca”, que incluem geladeiras, secadoras, freezers e máquinas de lavar.
Nos últimos dias, os preparativos para a eleição na Bahia ganhou contornos até então não imaginado por nenhum analista político de plantão.
O PT já tinha decidido que Jaques Wagner seria seu candidato a governador. Depois, que seria Otto Alencar. Nenhum dos dois aceitaram a indicação. Estava assim, estabelecida uma luta interna no partido. As várias tendências que abrigam a agremiação entraram em guerra. Os caciques partidários sentiram o perigo. Era preciso conseguir um nome que pudesse acalmar os ânimos e evitar um estrago maior. Mas quem seria o candidato, para dentro dessas tendências, enfrentar o favoritismo de ACM Neto?
Os petistas sabem que Neto tem a sua maior força na região Metropolitana de Salvador. Portanto, Moema Gramacho e Luiz Caetano, colocados como nomes para a disputa, não preenchem os requisitos.
Portanto, a saída foi buscar um nome de fora dessa região. É aí que entra Feira de Santana. A cidade é o segundo maior colégio, depois de Salvador, do estado. Feira é um polo irradiador para mais de duzentas cidades. Então, é de lá que tem que sair o nome. Eis, portanto, a candidatura de Jerônimo Rodrigues, secretário de Educação do Estado. Rodrigues é professor da UEFS e tem toda a sua vida voltada para Feira de Santana.
Com essa decisão, só cabe a ACM Neto indicar José Ronaldo para senador ou vice, se quiser neutralizar o candidato de Rui, Wagner e Otto.
O secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues, foi confirmado, na tarde desta sexta-feira (11), após uma reunião da executiva estadual do PT, como o pré-candidato do partido ao governo da Bahia nas eleições de outubro. De acordo com o presidente da sigla no estado, Éden Valadares, a escolha foi unânime.
Na quinta (10), o Bahia Notícias já havia antecipado que o nome do secretário da Educação seria o escolhido pelo partido, após o governador Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) chegarem a um acordo sobre a candidatura (veja aqui).
Jerônimo é engenheiro agrônomo e, desde 1995, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Ele chegou ao governo do estado já em 2007, no primeiro mandato de Wagner, como Assessor Especial da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Em 2010, Jerônimo se tornou Assessor Especial da Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia. Depois, também foi membro do Conselho Nacional de Economia Solidária, do Conselho Curador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), do Conselho do Fundo de Combate à Pobreza do Estado e do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Baiano.
Túlio Gadêlha pedia exclusão de postagem feita pela deputada sobre projeto de lei que estabelecia novo formato de família
Túlio Gadêlha Foto: Marcelo Sa Barreto/AgNews
A Justiça de Pernambuco negou um pedido apresentado pelo deputado federal Túlio Gadêlha(Rede-PE) para que um conteúdo publicado pela deputada Carla Zambelli (União Brasil-SP) fosse excluído das redes sociais. A postagem em questão, feita em 2019, trazia críticas da parlamentar a um projeto de lei que propõe um novo conceito de família, cuja relatoria é de Gadêlha.
Na publicação alvo da ação na Justiça, Zambelli compartilhou uma imagem do autor do projeto, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), junto da frase: “Gravíssimo! Projeto do PCdoB considera ‘família’ a poligamia e o incesto!”. Já na legenda, além das críticas contra a proposição, Zambelli questionou a postura do deputado Túlio Gadêlha, como relator, de concordar com a proposta.
– O relator Túlio Gadelha? Concorda com o projeto, já elaborou seu voto favorável, para quarta-feira, 21/08 na Comissão de Direitos Humanos. É a típica situação hipócrita: “Família tradicional com a Fátima Bernardes pra mim, e p****** pra vocês”. Desculpem o palavrão. Estou no limite já – afirmou Zambelli, na ocasião.
Postagem de Carla Zambelli Foto: Reprodução/Instagram
NA JUSTIÇA Após a publicação, ainda em 2019, Gadêlha acionou a Justiça contra a deputada e contra o Facebook pedindo a exclusão da postagem. Em seu pedido, ele alegou que Zambelli teria usado as redes sociais para disseminar notícias falsas, deturpando o teor do projeto de lei em questão. Em primeira instância, o pedido foi negado.
Gadêlha então recorreu da decisão, que foi analisada em fevereiro deste ano pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Na análise, os desembargadores entenderam, por unanimidade, que o pedido do deputado também não deveria ser atendido, concordando com a decisão tomada em primeira instância.
O relator do processo, desembargador Eurico de Barros Correia Filho, ressaltou que a postagem de Zambelli constitui “exercício regular da liberdade de expressão”, conforme estabelecido na Constituição. Correia Filho também destacou que, pelo fato de Zambelli possuir imunidade parlamentar, a exclusão da postagem não poderia ser atendida.
– Embora indesejáveis, as ofensas pessoais proferidas no âmbito da discussão política, respeitados os limites trazidos pela própria Constituição, não são passíveis de reprimenda judicial, pois a imunidade se caracteriza como proteção adicional à liberdade de expressão, visando a assegurar a fluência do debate público – apontou o desembargador.
O PROJETO Protocolado pelo deputado Orlando Silva, o projeto de lei 3.369/2015 afirma que são “reconhecidas como famílias todas as formas de união entre duas ou mais pessoas que para este fim se constituam e que se baseiem no amor, na socioafetividade, independentemente de consanguinidade, gênero, orientação sexual, nacionalidade, credo ou raça”.
Atualmente, o projeto segue aguardando um novo parecer do relator Túlio Gadêlha na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Apesar de o deputado já ter apresentado um parecer pela aprovação do projeto, um voto em separado foi apresentado pelo deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) e o projeto foi devolvido para Gadêlha.
O deputado estadual Carlos Geilson (PSDB) está articulando uma possível filiação ao PDT, do deputado federal Félix Jr.. Suplente do secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, ele perderá o mandato em breve, já que o pedetista deixará a prefeitura da capital e voltará para o Legislativo baiano.
As conversas entre Geilson e Prates estão avançadas, mas o tucano só tomará uma decisão entre os dias 15 e 20 de março. Leo Prates é pré-candidato a deputado federal e presidente do PDT de Salvador. Atualmente, é um dos maiores incentivadores da filiação do tucano ao partido.
Divulgada nesta sexta-feira (11), a mais recente edição da pesquisa XP/Ipespe sobre as intenções de voto para presidente apontou que houve uma queda na diferença entre o ex-presidente Lula (PT) e o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL). Em comparação com a análise anterior, divulgada em 25 de fevereiro, o intervalo entre Lula e Bolsonaro caiu dois pontos percentuais.
Os números noticiados indicam que Lula teria 43% da preferência do eleitorado, enquanto Bolsonaro estaria com 28%. O índice de intenção de votos do atual ocupante do Palácio do Planalto na pesquisa anterior era de 26%, enquanto o petista estava com o mesmo percentual registrado na análise atual.
Na comparação com a pesquisa XP/Ipespe divulgada semanas antes, em 11 de fevereiro, é possível ver que Bolsonaro avançou três pontos percentuais no intervalo de um mês (28% atuais contra 25% no dia 11 de fevereiro). Enquanto Lula, assim como nas duas últimas avaliações, estava com 43%.
A pesquisa Ipespe foi realizada entre os dias 7 e 9 de março de 2022 com mil entrevistados de 16 anos e mais, de todas as regiões do país, por telefone. A margem de erro é de até 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,5%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03573/2022.
Foto: Reprodução/Twitter/ArquivoJair Bolsonaro e João Roma 10 de março de 2022
O presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou, na noite desta quinta-feira (10) durante live transmitida pelas redes sociais, que o ministro João Roma (Cidadania) vai se desincompatibilizar até o dia 2 de abril para disputar o governo da Bahia. Ao todo, serão oito ministros que deixarão a titularidade de suas pastas para disputar eleições para governador, senador ou deputado federal. O presidente e o ministro Roma têm agenda na Bahia na quarta-feira (10) em Feira de Santana, pela manhã, e em Salvador, à tarde.
Além de Roma, devem deixar o governo Damares Alves (Direitos Humanos), que disputará o governo do Amapá; Gilson Machado (Turismo), Senador por Pernambuco; Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), governo de São Paulo; Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Senado pelo Rio Grande do Norte; Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), governo pelo Rio Grande do Sul; Tereza Cristina (Agricultura), Senado pelo Mato Grosso do Sul; Flávia Arruda (Secretaria de Governo), Senado pelo Distrito Federal; e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), deputado federal por São Paulo.
“Temos sete ministros confirmados que se afastarão para se desincompatibilizar e concorrer ao Senado ou ao governo do Estado”, disse Bolsonaro, que mencionou posteriormente o ministro Marcos Pontes, somando oito ministros que deixarão os cargos. “Temos muita esperança no Tarcísio em São Paulo, mas todos esse aqui [que foram citados] têm chances de se eleger porque saem mostrando alguma coisa, o que ele fez”, disse o presidente da República.
Jair Bolsonaro ainda complementou: “Teve muita exposição, teve muito momento difícil na pandemia e todos os ministros se apresentaram para fazer uma coisa ou outra e continuam até o dia 2 de abril; mas espero que até o dia 31 todos estejam desincompatibilizados”. O presidente ainda anunciou a pré-candidatura de ex-ministros como Ricardo Salles (Meio Ambiente), que também tentará a Câmara Federal por São Paulo.