Deputado Baleia Rossi afirmou que o MDB formou maioria pela candidatura de Simone Tebet à Presidência
Deputado Baleia Rossi Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Nesta segunda (11), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um jantar com a cúpula do MDB em Brasília no qual tratou de um apoio à sua pré-candidatura. Nesta terça-feira (12), no entanto, o presidente nacional do partido, deputado federal Baleia Rossi (SP), indicou que a legenda deve seguir com uma candidatura própria.
A pré-candidata do partido à Presidência é a senadora Simone Tebet.
– O MDB é um partido democrático. Toma as decisões por maioria e respeita as minorias. Há meses, mesmo com diferenças regionais, há uma ampla maioria formada a favor da candidatura própria – disse Baleia Rossi.
O encontro aconteceu na casa do ex-senador Eunício Oliveira (MDB-CE), em Brasília, Distrito Federal. Entre os presentes estava três senadores que integraram a cúpula da extinta CPI da Covid no ano passado: Omar Aziz (PSD-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
O prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (UB), participou ao vivo do programa Largando o Doce, na Rádio Sucesso, durante a manhã desta terça-feira (12). Na ocasião, ele revelou que torce para o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (UB), ser escolhido como vice de ACM Neto (UB) na busca pelo governo da Bahia.
O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins, emitiu um vídeo em que fala sobre o encerramento da greve dos professores da rede municipal. No vídeo, o prefeito pede que os professores retornem para as salas de aula, para que alunos não sejam prejudicados.
Para presidente, declarações recentes do petista são “antidemocráticas”
Bolsonaro durante coletiva de imprensa Foto: PR/Estevam Costa
O presidente Jair Bolsonaro classificou como “antidemocráticas” as falas recentes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocando militantes a se manifestarem diante da casa de parlamentares. O chefe do Executivo cobrou Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) responsável pelo inquérito dos atos antidemocráticos, a tomar providências sobre o caso.
– Tem imagem e vídeo dele [Lula] falando para ir procurar familiares de parlamentares para pressionar. Ah, meu Deus do céu, não interessa quem seja o deputado ou o senador, sua esposa e seus filhos não tem que estar nesse contexto todo. É forma de intimidar o cara. […] Não é de agora que PT pretende fazer isso aí. Pela intimidação […] Tem que fazer o que eles querem senão vão atazanar a vida da sua família. Isso é interferência. Isso é um crime, isso é um ato antidemocrático. Ô Alexandre de Moraes, isso é antidemocrático. Vai ficar quieto? É contra isso que nós lutamos – declarou o chefe do Executivo em entrevista ao jornal O Liberal.
Na última semana, Lula afirmou que protestos em frente ao Congresso não surtem mais efeito, e orientou sindicalistas a buscarem os endereços dos parlamentares para pressionar por pautas que eles consideram relevantes.
– Se a gente mapeasse o endereço de cada deputado e fossem 50 pessoas na casa, não é para xingar não, é para conversar com ele, com a mulher dele, com o filho dele, incomodar a tranquilidade dele, surte muito mais efeito do que fazer a manifestação em Brasília – declarou o petista, na Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Bolsonaro também criticou o seu rival nas urnas por defender a legalização do aborto no Brasil.
– Lula quer também, transformar o aborto como se você fosse no dentista tirar um dente ou vai no médico pra fazer um aborto, é a mesma coisa. Não tem qualquer respeito pela vida humana. O Lula é o genocida de inocentes quando ele prega abertamente o aborto no Brasil. Ele, inclusive, critica pastores e padres o tempo todo, querendo tirar a credibilidade que eles têm perante as suas comunidades – acrescentou o líder do Planalto.
Em Riachão do Jacuípe, acompanhando a final do Baianão, Lideranças políticas da região assistiram ao jogo, considerado um grande clássico do interior: Atlético de Alagoinhas X Jacuipense.
O ex-prefeito de Feira de Santana e possível candidato a vice-governador, José Ronaldo (DEM), esteve com amigos e prefeitos de diversas cidades: Everson Cerqueira de Candeal, Gonzaga de Ichu, Reginaldo de Quixabeira, Adriano de Nova Fátima e Fidel de Aramari.
“Agradeço ao convite do prefeito Carlinhos de Riachão do Jacuípe, que acompanhou o jogo, bem como o vice-prefeito, vereadores e secretários. Um grande jogo, uma grande festa da torcida. Parabéns aos dois times pelo grande jogo e ao Atlético de Alagoinhas pela vitória e a toda torcida por esta grande festa do esporte”, ressaltou Ronaldo.
O ex-prefeito de Feira de Santana e possível candidato a vice-governador, José Ronaldo, esteve com o pré-candidato a governador, ACM Neto (DEM) na cidade de Araçás neste domingo (09). Eles estiveram com outros políticos em evento organizado pelo prefeito da cidade.
“Em Araçás fomos recebidos com muito calor pela população que demonstra fortemente o desejo da mudança para a Bahia representada por ACM Neto, num grande evento organizado pelo prefeito Agamenon Coelho, vice-prefeito e vereadores do município”, afirmou Ronaldo em suas redes sociais.
Participaram, o vice-governador, João, Leão, pré-candidato ao Senado Federal, os deputados federais Paulo Azi e Marcelo Nilo, os pré-candidatos à Assembleia Legislativa, Luciano Filho e Paulo César.
Adilson Leite é do Avante; Neto visitou o município no último sábado (09)
O prefeito de Jandaíra, Adilson Leite (Avante), declarou apoio ao projeto eleitoral de ACM Neto ao Governo da Bahia. Neto visitou o distrito de Coqueiro, em Jandaíra, no último sábado (09).
O Avante, partido de Leite, compõe a base do atual governo. Entretanto, o prefeito de Jandaíra já garantiu que vai caminhar ao lado de Neto nas Eleições de 2022.
Atriz disse que quer fazer a diferença e deixar um legado
Luiza Brunet Foto: Wallace Barbosa / AgNews
Conhecida por seus trabalhos como modelo e atriz, Luiza Brunet se prepara para ingressar na política. Aos 59 anos, ela é pré-candidata ao posto de deputada federal pelo PSDB, e disse ao portal Metrópoles que quer usar sua experiência como ativista dos direitos das mulheres para fazer algo concreto.
Em 2016, Luiza foi vítima de agressão pelo então companheiro, Lírio Parisotto. O empresário foi enquadrado na Lei Maria da Penha.
– Essa experiência pode ser usada em favor das mulheres e, como deputada, vou ter mais oportunidade de alavancar políticas públicas nesse sentido. Quero fazer diferença, deixar um legado e por isso resolvi me candidatar a deputada federal – falou.
– A violência contra a mulher é democrática. Afeta mulheres de todas classes sociais e idades, sem distinção, embora as estatísticas mostrem que as negras e pobres sofram mais com isso. Essa problemática é muito complexa e exige atuação em diversos campos, mas acredito que o fator fundamental seja a educação. Além disso, é importante ampliar o número de mulheres na política, melhorar esses indicadores de representatividade nos espaços de poder. Fui bastante clara quando decidi me filiar: estou aqui para fazer algo concreto pelas mulheres. Se não, continuo como ativista – acrescentou.
Brunet contou que recebeu convites de vários partidos, mas escolheu o PSDB “pela prioridade às pautas femininas não apenas no discurso”.
Ela faz planos de também atuar em políticas voltadas aos homens, “com o acolhimento e tratamento de doenças como o alcoolismo e doenças e mentais”.
Segundo turno das eleições acontecerá no próximo dia 24
Emmanuel Macron Foto: EFE/EPA/BENOIT TESSIER / POOL MAXPPP OUT
Neste domingo (10), o presidente da França, Emmanuel Macron, celebrou o primeiro lugar no primeiro turno das eleições francesas, segundo várias projeções. Ele enfatizou, no entanto, que “nada está decidido”.
Macron enfrentará a candidata de extrema-direita Marine Le Pen. Pesquisas apontam que a disputa no segundo turno, que acontecerá no próximo dia 24, desenha-se bastante disputada, com vantagem estreita para o atual líder do país.
O presidente francês disse que a disputa será “decisiva” para a França e também para a Europa. Ele pediu a todos os eleitores que atuem para “barrar a extrema-direita” e agradeceu o fato de que vários de seus rivais no primeiro turno já declararam voto nele, pedindo a derrota de Le Pen.
A candidata do partido Reagrupamento Nacional, por sua vez, celebrou, em discurso a correligionários, o fato de ter passado ao segundo turno da disputa presidencial da França.
Marine Le Pen afirmou ser a candidata da “justiça social e da proteção” dos cidadãos e disse que há duas visões opostas em jogo, a “injustiça e a desordem” com o atual presidente, Emmanuel Macron, e o projeto dela, “nacional e popular”. Ela aparece um pouco atrás de Macron nas pesquisas para o segundo turno.
Em sua fala neste domingo, Marine Le Pen disse que pretende ser “a presidente de todos os franceses”, repetindo pontos de sua plataforma como a defesa de melhorias no sistema de saúde e no setor de habitação.
Le Pen também afirmou ser o nome que defende “a laicidade” do Estado e que protege os mais vulneráveis, além de pedir mudanças na legislação imigratória. A candidata é acusada de xenofobia por rivais.
Pesquisas indicam que atual chefe de Estado da França, Emmanuel Macron, deve ser o mais votado, seguido pela candidata da extrema direita Marine Le Pen
Os eleitores franceses irão hoje (10) às urnas para escolher seu novo presidente da República. Segundo as principais pesquisas, a decisão deve ficar para um segundo turno entre o atual chefe de Estado francês, Emmanuel Macron (República em Marcha), e a candidata da extrema direita Marine Le Pen (Reagrupamento Nacional).
Embora Macron seja o favorito desde o início da campanha, a vantagem do atual presidente no primeiro turno diminuiu em todas as principais pesquisas, enquanto as intenções de voto à Le Pen aumentaram.
Uma vitória do representante da República em Marcha significaria continuidade em políticas atualmente vigentes na França. Caso o assento presidencial seja assumido por Le Pen importantes mudanças em política externa, relação com a União Europeia e políticas para imigrantes devem ser sentidas no país.
Como funciona a eleição na França?
No primeiro turno, que acontece hoje, 12 candidatos se enfrentarão. Para participar da disputa, todos eles tiveram de garantir o apoio de 500 prefeitos e/ou vereadores de todo o país.
Se nenhum dos 12 conseguir 50% dos votos nesta primeira rodada, como sugerem as pesquisas, os eleitores irão às urnas novamente daqui duas semanas, no dia 24 de abril. Nesse caso, a votação será entre os dois nomes mais votados hoje.
Cerca de 48,7 milhões de franceses estão registrados para votar, dado que o voto não é obrigatório no país. Por lá, a votação é feita por meio de cédulas de papel, de maneira direta e secreta. É esperado que até o fim da noite os franceses saibam o resultado da apuração.
Confira a programação geral de horários para o pleito francês, conforme o horário de Brasília:
3h: começa a votação em toda a França
Entre 7h e 12h: são divulgadas as primeiras estimativas de comparecimento às urnas
12h: termina a votação
A partir das 15h: são publicadas as primeiras apurações de boca-de-urna
Quem são os candidatos?
Neste ano, disputam a presidência da França, além de Emmanuel Macron e Marine Le Pen, Jean-Luc Mélenchon; Valéria Pécresse, Éric Zemmour, Yannick Jador; Jean Lassalle; Fabien Roussel; Anne Hidalgo; Nicolas Dupont-aignan; Philippe Poutou e Nathalie Arthaud.
Ainda que não tenha grandes chances de ir para o segundo turno, o terceiro colocado, Jean-Luc Mélenchon, representante da extrema esquerda, cresceu nas pesquisas com o passar das semanas. O candidato reúne cerca de 17% das intenções de voto, segundo pesquisas do Instituto Ifop e da Harris Interactive-Toluna.
Emmanuel Macron
Presidente da França, Emmanuel Macron, no Vaticano / Yara Nardi/Reuters (26.nov.2021)
O ex-banqueiro de investimentos e atual presidente da França, Emmanuel Macron, está disputando a sua segunda corrida eleitoral. Na primeira, saiu vencedor. O candidato, fundador do partido centrista República em Marcha, tenta assumir o papel de líder da Europa.
Assim como para todos os líderes mundiais nos últimos dois anos, a pandemia da Covid-19 foi um dos principais desafios de seu mandato. Antes da crise sanitária, ainda no início do mandato, uma onda de protestos invadiu a França. O movimento dos “coletes amarelos” levou milhares de pessoas às ruas, engatilhado por uma medida de Macron que aumentou o preço do diesel, no fim de 2018.
Dentre as propostas da campanha atual, o presidente prometeu o aumento da aposentadoria para os 65 anos, reformas no seguro-desemprego e mercado de trabalho, relançamento de reatores nucleares, além de investimento em energia ecológica e objetivo de alcançar a neutralidade carbônica até 2050.
Marine Le Pen
Marine Le Pen, candidata presidencial de extrema-direita na França / Albert Gea/Reuters (07.abr.2022)
A atual deputada Marine Le Pen ingressou na política ainda jovem, aos 18 anos. Filha de Jean-Marie Le Pen, fundador do Frente Nacional – atual Reagrupamento Nacional, partido de Le Pen – a candidata representa a extrema direita francesa.
Apesar de tentar suavizar a imagem de sua sigla, conhecida pela política nacionalista e anti-imigrante, Le Pen mantém alguns pontos emblemáticos em seu programa, como enrijecimento da política de imigração e proposta de erradicação do Islamismo.
Além disso, a segunda colocada intensificou suas propostas no campo econômico, visando aumentar o poder de compra do povo francês e reduzir impostos.
Datas-chave para as eleições da França
10 de abril: primeiro turno das eleições presidenciais
24 de abril: segundo turno realizado entre os dois primeiros candidatos
13 de maio: prazo final para novo presidente tomar posse