Pré-candidato ao Governo do Estado terá sua pauta mais extensa desde o início do movimento Pela Bahia
O pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) tem intensificado a sua pauta pelo interior da Bahia, e nesta semana visitará mais de 12 municípios em apenas quatro dias. A agenda começa quinta-feira (19), pelo Sudoeste baiano, e vai até domingo (22), estendendo o percurso até a região Centro-Norte. Será a pauta mais extensa do ex-prefeito de Salvador desde o início do movimento Pela Bahia, no ano passado.
O deputado federal Cacá Leão (PP), pré-candidato ao Senado, também participa das atividades nos 12 municípios. Nas visitas, ACM Neto terá a oportunidade de conversar com a população em encontros e reuniões políticas, a fim de conhecer os principais desafios para o desenvolvimento das cidades.
A agenda começa em Guajeru, às 12h30 de quinta-feira, com uma reunião na Câmara Municipal. No mesmo dia, Neto parte para duas cidades do território do Sertão Produtivo: às 15h, tem encontro com vereadores de Malhada de Pedras, na Câmara de Vereadores. Às 18h, chega a vez de Brumado, com uma entrevista coletiva e uma reunião na Câmara Municipal.
Na sexta-feira (20), é a vez de percorrer cinco municípios da Bacia do Paramirim. A agenda começa em Érico Cardoso, às 9h30, com uma reunião na Câmara Municipal. E, às 11h40, visita Caturama para participar de encontro no Thermas Club.
Às 13h20 de sexta-feira, Neto visita Rio do Pires, com reunião no Sítio Pinheiro. Ibipitanga é a cidade seguinte, com encontro às 15h25 na Câmara Municipal. E às 19h o pré-candidato chega a Macaúbas, com reunião na Casa de Show Barretão.
No sábado (21), ACM Neto volta ao Sudoeste da Bahia, iniciando o dia em Itapetinga. Às 10h a comitiva faz um percurso pela cidade e, às 11h30, visita o Parque de Exposições. A partir das 14h, a reunião será em Itambé, na Câmara Municipal. Na sequência, o pré-candidato sobe a Serra do Marçal e participa de reunião na Casa Rafiki, em Vitória da Conquista, às 18h.
No domingo (22), chega a vez de visitar Campo Formoso, no Centro-Norte baiano. ACM Neto tem um encontro político com lideranças regionais no Clube de Campo Juá a partir das 14h.
Cenário Eleitoral
Na última quarta-feira (18), a pesquisa Genial/Quaest, divulgada pela CNN Brasil, mostrou que ACM Neto segue na liderança, com vantagem de 61 pontos percentuais, da disputa ao governo da Bahia. Hoje, com 67% das intenções de votos do cenário estimulado, Neto ganharia as eleições em primeiro turno.
Enquanto isso, Jerônimo Rodrigues (PT) aparece com 6% das intenções de voto; João Roma (Republicanos) acumula 5%, e Kleber Rosa (PSOL) soma 1%.
O casamento do ex-presidente Lula (PT) com a socióloga Rosângela Silva, a Janja, em um casa de eventos na Avenida Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, não passou sem uma pitada de tom político na noite desta quarta-feira (18). Durante o evento, a canção Sem Medo de Ser Feliz, jingle eleitoral de Lula lançado no início de maio, foi apresentada em um telão.
Na lista de convidados estiveram políticos como a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, o pré-candidato a vice na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), e o deputado federal Marcelo Freixo (PSB).
Já entre os artistas e famosos, marcaram presença nomes como o cantor Gilberto Gil, as cantoras Duda Beat e Daniela Mercury, os advogados Augusto de Arruda Botelho e Cristiano Zanin Martins, a apresentadora Bela Gil e o ex-BBB Gilberto, o Gil do Vigor.
O casamento foi celebrado pelo bispo dom Angélico Sândalo Bernardino. Na cerimônia, houve apenas os votos católicos tradicionais. O cardápio teve massas e carne no bufê. A parte musical, por sua vez, foi feita por uma banda e por um DJ que tocou músicas de artistas como Ludmilla, Marina Sena, Lady Gaga, Molejo e Raça Negra.
Além dos convidados oficiais, um penetra, vestindo terno e gravata, teria participado da festa, de acordo com o site Metrópoles. Às 23h42, os seguranças tiraram o homem da casa de eventos onde a cerimônia aconteceu. Não foi informado como o penetra entrou, quanto tempo ele ficou na festa, nem quem era. Os seguranças pediram o documento dele, fizeram a checagem e o liberaram.
Constatação foi feita com base na análise de vários fatores, incluindo problemas de localização, imagens de perfil padrão e novos usuários
Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Foto: EFE/EPA/STEVE POPE
Uma ferramenta de auditoria fornecida pela empresa de software SparkToro apontou que quase a metade dos 22,2 milhões de seguidores do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no Twitter são contas falsas. A informação foi divulgada pelo site norte-americano Newsweek.
De acordo com o veículo, a ferramenta indicou que 49,3% das contas que seguem a conta oficial do Twitter @POTUS são “seguidores falsos”. A constatação foi feita com base na análise de vários fatores, incluindo problemas de localização, imagens de perfil padrão e novos usuários.
A SparkToro define como seguidores falsos “contas inacessíveis e que não visualizaram os tuítes do perfil que seguem (seja porque são spam, bots, propaganda, ou porque não estão mais ativos no Twitter)”. As questões envolvendo os perfis falsos na rede social viraram o centro das discussões após o CEO da Tesla, Elon Musk, que está envolvido em um processo para comprar a plataforma, se mostrar preocupado com a quantidade real de contas falsas.
Na última sexta-feira (13), o bilionário afirmou que seu acordo de 44 bilhões de dólares (R$ 217 bilhões) para a aquisição do Twitter estava “temporariamente suspenso”. Em uma postagem na rede social, Musk afirmou que o acerto estava pausado por causa de detalhes a respeito do percentual de contas falsas na plataforma.
– O acordo [para a compra] do Twitter está temporariamente suspenso por pendências em detalhes que sustentem os cálculos de que contas falsas [do Twitter] de fato representem menos de 5% dos usuários – escreveu ele, na ocasião.
Nesta terça-feira (17), o CEO da Tesla reforçou que seu acordo para comprar a empresa de mídia social não poderá seguir enquanto os problemas com contas falsas não sejam resolvidos. De acordo com Musk, ao menos 20% dos perfis do Twitter seriam falsos/spam. O número é quatro vezes maior do que o apresentado pela plataforma, que é de aproximadamente 5%.
Pré-candidato ao governo atacou falta de assistência na região e problemas causados pela demora na fila de regulação
O pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) firmou, durante entrevista para a Rádio TransBrasil FM, nesta quarta-feira (18), o compromisso de construir um hospital para atender à região de Capim Grosso. Neto foi questionado sobre um problema vivido pela população de toda a Bahia, mas que atinge especialmente aquela região: a falta de um hospital regional e o atraso na fila de regulação.
O ex-prefeito de Salvador foi objetivo na resposta: “Só existe uma solução. Fazer o que o PT não fez em 16 anos, cumprir as promessas. Foi tempo o suficiente para que o governo construísse um hospital regional que atendesse todas as demandas da região”, ressaltou à rádio.
Para ele, a primeira questão fundamental é ter um hospital que possa atender a população com serviços de qualidade, que resolva os problemas dos municípios. “Senhor do Bonfim, Campo Formoso, Capim Grosso, Jacobina. Todos têm problemas assistenciais. Temos aí um raio muito grande de cidades nessa região que não têm um hospital preparado para atender às demandas. A primeira coisa é resgatar esse compromisso, não pode ser uma promessa, como fizeram, mas uma ação efetiva”, disse Neto.
Segundo o ex-prefeito de Salvador, por falta de um hospital os pacientes acabam sendo regulados para unidades distantes. Assim, surge outro problema: a falta de agilidade, muitas vezes, faz com que pessoas percam a vida esperando uma vaga na fila. “Hoje, o que funciona na Bahia é o sistema Q.I., ou seja, ‘quem indica’. Só consegue internamento quem tem um deputado aliado do governo para indicar. A maioria do povo, que não tem acesso a um político, morre na fila. Temos que tornar o sistema transparente, eficaz, resolutivo”, disse o pré-candidato.
“Do outro lado, tornar ‘fila zero’ procedimentos de socorro à vida. Precisamos organizar a rede para dar assistência imediata a quem teve infarto de miocárdio, politraumatismo, AVC. Além disso, ampliar a rede com hospitais regionais, unidades municipais em parceria e em convênios com entidades filantrópicas. Pretendo pegar os municípios que já possuem uma estrutura boa, ampliar essa estrutura e referenciar as cidades vizinhas àquele hospital. E vamos pagar a conta, não pode ficar para o prefeito”, completou ACM Neto.
Violência
ACM Neto afirmou que falta ao Governo do Estado a coragem necessária para enfrentar a crise de segurança que vive a Bahia, e que vai “jogar duro contra a violência” caso seja eleito. “A gente se depara hoje com problemas muito graves, que estão há muito tempo sem solução e que só fizeram piorar ao longo desses últimos 16 anos, como essa onda absurda de violência. É inaceitável que a Bahia seja campeã nacional de homicídios desde 2017. O que precisa é ter coragem para enfrentar o problema e ter um governador que deixe claro que lugar de bandido é na cadeia”, disse ACM Neto.
O pré-candidato criticou o marasmo do Governo do Estado e das tentativas de terceirizar o problema para a esfera federal: “Se eu for governador, vou jogar duro contra a violência. Usando inteligência, tecnologia, colocando delegados onde não tem e colocando as viaturas, que estão paradas por falta de combustível, para rodar nas ruas. Vamos contratar policiais, porque hoje mais de 290 municípios da Bahia têm apenas um policial trabalhando por turno. Vamos valorizar a carreira e botar bandido na cadeia, que é o lugar deles”.
Dois anos e meio após sua instalação, em dezembro de 2019, esvaziada pela pandemia e pelo ano eleitoral, e ainda sem pedidos de indiciamento, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Chapecoense teve o relatório final preliminar apresentado oficialmente nesta quarta-feira (18) pelo senador Izalci Lucas ( PSDB-DF).
O relator pretendia encerrar os trabalhos da CPI na semana que vem, com a votação do parecer final. Sem alcançar o objetivo principal – pagamento das indenizações à família das vítimas e punição dos responsáveis pelo acidente — um apelo feito pelo senador Esperidão Amin (PP-SC), com apoio dos demais integrantes e dos representantes das famílias, mudou os planos da comissão. A expectativa agora é a CPI seja encerrada perto do fim do prazo de funcionamento, 11 de julho. Até lá, novas contribuições devem ser incorporadas ao texto pelo relator.
“Se isso fosse o final da CPI, ou o final da negociação, seria muito frustrante. Então, temos que ter uma prorrogação para que se assentem as bases da negociação”, afirmou Amin. Para o senador, antes da conclusão dos trabalhos, é preciso ouvir o representante da Tokio Marine inglesa, cujo depoimento chegou a ser marcado para 31 de março de 2020, mas não ocorreu por causa da pandemia de covid-19. Amin convenceu os colegas a insistir em ouvir reapresentantes da corretora Aon e requereu que também sejam ouvidos os promotores de Justiça de Chapecó que estão no caso.
Por enquanto, em 1.149 páginas, uma das principais recomendações do relatório preliminar é o envio da íntegra do documento à Superintendência de Seguros Privados (Susep) para conhecimento “e adoção das medidas administrativas pertinentes”. O relatório sugere que a Susep analise a “possibilidade de adoção de medidas disciplinares, como multas ou suspensão das licenças das afiliadas para operar no mercado securitário brasileiro, obedecido o devido processo legal” sob o argumento de “falta de sensibilidade por parte da resseguradora Tokio Marine Kiln Limited e da corretora Aon UK Limited, resvalando muitas das vezes em condutas de má-fe”.
Preocupados com o atraso no pagamento das indenizações aos parentes das vítimas do acidente da Chapecoense, ao longo das investigações, os senadores pressionaram Petrobras, Caixa e outras estatais a reavaliar e suspender os contratos com a Tokio Marine, sob a justificativa de que a companhia estaria se furtando a honrar compromissos assumidos no caso do acidente da Chape.
Histórico Em fevereiro deste ano, em depoimento na CPI, o executivo de Finanças da Petrobras Ricardo Rodriguez Besada Filho manifestou solidariedade às famílias dos acidentados, mas ressaltou que não havia nenhuma informação factual jurídica para que a Caixa rejeitasse a participação da Tokio Marine em uma licitação. “Monitoramos permanentemente o mercado e, à luz da fatos novos, vamos tomar as ações necessárias para manter os contratos passados vigentes e futuros aderentes à legislação em vigor. Se qualquer informação nova surgir, seja ao fim dos trabalhos desta CPI, com o seu relatório, seja com outras informações factuais, jurídicas que servirem como subsídios, tomaremos a decisão prontamente”, disse o executivo na ocasião.
Sobre a questão do seguro, também em fevereiro, em depoimento na CPI do Senado, o vice-presidente de Logística e Operações da Caixa Econômica Federal, Antônio Carlos Ferreira, disse que “nem a Caixa, nem as empresas do conglomerado têm qualquer conexão com os contratos de seguros e resseguro em questão. [O banco] desconhece os termos e condições deste instrumento ou de qualquer outro acordo comercial firmado entre as empresas envolvidas”.
À época, integrantes da CPI pressionavam a Caixa a rescindir contrato com a Tokio Marine, que é sócia de outra seguradora, a XS3 Seguros S.A, pelo fato de a companhia não cumprir compromissos. “Nós queremos o olhar da Caixa Econômica e da Petrobras se indignando, como nós estamos indignados, para atender às vítimas”, disse, na ocasião, o presidente da CPI, senador Jorginho Melo (PL-SC), citando empresas brasileiras clientes da seguradora.
Providências No documento preliminar, o relator sugere o encaminhamento do resultado final da CPI a diversos órgão do governo federal e da Justiça e a autoridades bolivianas e colombianas para conhecimento e adoção de medidas que possam aperfeiçoar normas e protocolos operacionais relativos às suas atribuições legais, de modo a inibir a ocorrência de casos semelhantes.
Entre autoridades brasileiras, o parecer preliminar sugere o encaminhamento das conclusões da CPI à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para adoção de medidas atinentes às suas respectivas atribuições legais. A expectativa é que, com isso, evite-se a ocorrência de fatos como os relatados na investigação.
O Ministério das Relações Exteriores também é citado para que encaminhe cópias da investigação parlamentar às autoridades bolivianas e colombianas para conhecimento e adoção de medidas que contribuam para aperfeiçoar normas e protocolos operacionais relativos a suas atribuições legais.
Processo A disputa judicial pelo pagamento de indenizações arrasta-se há seis anos. As famílias culpam tanto o clube quanto as empresas seguradoras pelo fracasso nas negociações. A Chapecoense alega dificuldades financeiras, em parte provocadas pelo desastre aéreo. No fim do ano passado, o clube entrou com pedido de recuperação judicial – regime em que o pagamento de dívidas é suspenso para impedir a entidade de fechar as portas. Já os representantes da Tokio Marine dizem que não são responsáveis pelo resseguro cobrado.
Na queda do voo da Chapecoense, em novembro de 2016, na Colômbia, morreram 71 pessoas entre tripulantes, jogadores e comissão técnica do clube catarinense e jornalistas. A comitiva seguia para a disputa da final da Copa Sul-A mericana, na cidade colombiana de Medellín.
O Presidente da República, Jair Bolsonaro, acionou o STF nesta terça-feira (17). Segundo a ação:PÃO DE AÇÚCAR Festival de Whiskies no Pão de Açúcar. Uma bebida marcante e deliciosa. Vai bem…
– Ajuizei ação no STF contra o Ministro Alexandre de Moraes por abuso de autoridade, levando-se em conta seus sucessivos ataques à Democracia, desrespeito à Constituição e desprezo aos direitos garantias fundamentais.
1- Injustificada investigação no inquérito das Fake News, quer pelo seu exagerado prazo, quer pela ausência de fato ilícito;
2- Por não permitir que a defesa tenha acesso aos autos;
3- O inquérito das Fake News não respeita o contraditório;
4- Decretar contra investigados medidas não previstas no Código de Processo Penal, contrariando o Marco Civil da Internet; e
5- Mesmo após a PF ter concluído que o Presidente da República não cometeu crime em sua live, sobre as urnas eletrônicas, o ministro insiste em mantê-lo como investigado.
Fachada do edifício sede do TSE Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um novo pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) para remover outdoors de apoio ao presidente Jair Bolsonaro em Mato Grosso (MT). A decisão foi do ministro Raul Araujo, que já havia negado um pedido do partido em fevereiro.
A ação foi apresentada pelo PT em parceria com produtores rurais do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e apontava que a instalação dos outdoores configuraria campanha eleitoral antecipada e abuso de poder econômico.
Em fevereiro, Raul Araujo havia negado o pedido de forma liminar sem ouvir todas partes envolvidas, de acordo com a CNN Brasil. Em sua nova decisão, no entanto, ele analisou todas as provas apresentadas pelo PT e apontou que não existe “qualquer elemento de convicção que estabeleça conexão entre eles e o promotor dos materiais publicitários, o que desautoriza a atribuição de responsabilidade e imposição de multa a esses representados”.
O ministro do TSE apontou também que “mensagem de felicitação, agradecimento ou homenagem, sem relação direta ou indireta com a disputa eleitoral que se aproxima, não configura propaganda eleitoral antecipada, pois se trata de indiferente eleitoral”.
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou hoje (17), em plenário, a cassação do mandato do ex-deputado estadual Arthur do Val (União Brasil) por quebra de decoro parlamentar. A cassação foi aprovada por unanimidade, pelos 73 deputados que estavam presentes à votação. Com a aprovação da cassação, Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, fica inelegível pelo período de oito anos.
Para o pedido de cassação ser aprovado, era necessária maioria simples de votos, ou seja, 48 dos 94 deputados deveriam votar sim.
A sessão que aprovou a cassação começou às 16h45 e durou menos de duas horas. Ao transmitir o resultado da votação, o presidente da Casa, Carlão Pignatari (PSDB), disse que casos como o do ex-deputado serão “punidos com rigor” pela assembleia. “Fico muito triste que ainda estamos ouvindo sobre assédio, machismo, sexismo, não só contra mulheres, mas contra crianças e idosos. Espero que possamos, aqui na Assembleia Legislativa, dar um grande exemplo de que isso não irá mais acontecer e que será punido com todo o rigor”. Pignatari aproveitou para pedir desculpas às mulheres ucranianas que foram ofendidas por Arthur do Val.
Em abril deste ano, Arthur do Val renunciou ao cargo após o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alesp ter aprovado o relatório que pedia sua cassação. Apesar da renúncia, ele ainda teve que enfrentar o processo que o tornou inelegível. Pelas regras da Alesp, a renúncia ao mandato não interrompe o processo de cassação.
Defesa
Antes da votação e das manifestações dos parlamentares, o advogado Paulo Henrique Franco Bueno subiu ao plenário para a defesa do cliente. Segundo Bueno, esta seria a “última tentativa para causar reflexão quanto ao julgamento do processo”.
O advogado reclamou que as formalidades legais não foram cumpridas durante o processo de cassação. “Por mais abjetas e repugnantes que sejam as falas do deputado, no nosso entender, isso não é suficientemente grave para a cassação do mandato parlamentar”, afirmou Bueno, que comparou o processo de Arthur do Val com o do deputado Fernando Cury (União Brasil), que foi flagrado por câmeras da Alesp apalpando a deputada Isa Penna (PCdoB).
“Não posso deixar de lembrar aqui o caso recente do deputado Fernando Cury, que foi julgado e apenado para [cumprir] pena de 180 dias de suspensão após ter assediado, nesta mesa, neste plenário, ao vivo, uma colega deputada. Ele foi apenado com 180 dias e o ex-deputado Arthur do Val, por ter enviado um áudio privado, em um grupo privado e vazado sem seu consentimento, está sendo cassado”, reclamou o advogado.
De acordo com Bueno, a cassação de Arthur do Val pode abrir precedentes na história da Assembleia. “Ao julgarem aptas essas provas para cassar o mandato, julgam apto que vossos telefones celulares e mensagens sirvam de provas ainda que, em conversas privadas, em grupos privados e vazadas sem seu consentimento”, disse ele.
O advogado acrescentou que os atos de Arthur do Val foram praticados fora do país e criticou o fato de ele estar sendo julgado mesmo já tendo renunciado ao cargo. “Há impossibilidade jurídica do pedido, uma vez que ele praticou os atos enquanto licenciado do cargo e, mais ainda, como todos sabem, está sendo julgado após ter renunciado. Ele está duplamente fora do cargo e está sendo julgado por atos que cometeu fora do cargo, fora do país, e que não podem provar se ocorreram ou não. Há flagrantes vícios e graves nulidades nesse processo”, afirmou o advogado.
Entenda o caso
O então deputado Arthur do Val foi à fronteira entre a Eslováquia e a Ucrânia, país em situação de guerra, para, segundo ele, ajudar os ucranianos contra a Rússia. Ele enviou áudios a amigos, divulgados posteriormente pela imprensa, em que elogiava a beleza das refugiadas ucranianas e dizia que as mulheres de lá são “fáceis” por serem pobres.
“Assim que essa guerra passar, eu vou voltar pra cá. Detalhe: elas olham. E são fáceis, porque elas são pobres. E aqui minha carta do Instagram, cheia de inscritos, funciona demais. Não peguei ninguém, a gente não tinha tempo, mas colei em dois grupos de minas, e é inacreditável a facilidade”, disse Arthur do Val em um trecho do áudio enviado em um grupo privado no WhatsApp.
Na chegada ao Brasil, o deputado deu entrevistas confirmando ser o autor dos áudios e retirou a pré-candidatura ao governo do estado de São Paulo e admitiu ter cometido um erro. “Não é isso que eu penso. O que eu falei foi um erro em um momento de empolgação. A impressão que está passando aqui é que eu cheguei lá, tinha um monte de gente, e eu falei: ‘quem quer vir comigo que eu vou comprar alguma coisa’. Não é isso. Eu fui para fazer uma coisa, mandei um áudio infeliz, e a impressão que passou é que fui fazer outra coisa”, disse ele, na ocasião.
Após os áudios terem ganhado enorme repercussão nas redes sociais e na imprensa, o Conselho de Ética começou a receber dezenas de representações de parlamentares pedindo a cassação do mandato do deputado. O processo tramitou na Comissão de Ética, e o relatório que pediu a cassação do mandato de Arthur do Val foi aprovado por unanimidade no colegiado. O pedido foi, então, transformado em projeto de resolução e, com isso, foi necessária uma votação em plenário para que a cassação fosse aprovada, por maioria simples de votos.
O prefeito de Santaluz, Arismário Júnior (Avante), surpreendeu e declarou apoio ao pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil), apesar de fazer parte da base aliada do governador Rui Costa (PT). O anúncio, com direito a foto em rede social, ocorreu nesta segunda-feira (16).
A notícia provocou grande repercussão política na região do sisal, devido à posição estratégica do município no estado. Arismário Júnior foi eleito prefeito de Santaluz em 2020 com 13.644 votos, o que representou 54,59% dos votos válidos.
A mudança de rumo, segundo o prefeito de Santaluz, teria sido motivada, entre outras coisas, pela falta de compromisso do Governo do Estado com as demandas do município, a exemplo de obras de infraestrutura.
“Essa foi uma decisão tomada com o apoio de nosso grupo político de Santaluz. Mas vale ressaltar, que desde o início de nosso mandato, por várias vezes, tentamos uma agenda com o governador para tratar de demandas do município, mas somente agora, há cerca de 20 dias, conseguimos ter esse acesso”, disse o prefeito.
REPERCUSSÃO
Arismário Júnior aproveitou a oportunidade para avaliar a repercussão da decisão junto aos seus eleitores e seu grupo político. “A repercussão foi bastante positiva. Boa parte de nosso grupo era a favor dessa mudança. Isso fortaleceu ainda mais nosso grupo”, avaliou.
Apesar de declarar apoio ao pré-candidato ACM Neto, o prefeito de Santaluz espera que a população do município não seja penalizada com esta decisão. “Temos alguns pedidos junto ao Governo do Estado, a exemplo do asfalto para Várzea da Pedra, pavimentação de ruas, além de casas populares para aquelas pessoas atingidas pelas chuvas e estão morando com auxílio do aluguel social”, acredita.
As eleições gerais no Brasil em 2022 estão agendadas para o dia 2 de outubro, em primeiro turno, e 30 de outubro em segundo turno, onde houver.
O atual governador da Bahia, Rui Costa (PT), não preparou um bom nome para ser seu sucessor no Palácio de Ondina. A afirmação é do vereador José Carneiro (MDB), que se pronunciou sobre o assunto na tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (17). Segundo ele, a escolha do nome do professor Jerônimo Rodrigues não foi adequada.
“Rui Costa não preparou um bom nome para ser seu sucessor, porque escolher Jerônimo como seu substituto não foi a melhor escolha. Ele não foi preparado, como Rui Costa foi por (Jaques) Wagner”, disse. O vereador Fernando Torres (PSD) discordou do colega e disse que o problema não é esse; a questão é que Rui e Jerônimo apenas têm “perfis diferentes”.