O capítulo de Pantanal que foi ao ar no último sábado (23) teve ao menos duas cenas cortadas por decisão da direção da Globo, a fim de evitar polêmicas. Uma delas teria críticas ácidas a políticos de direita, tendo o presidente Jair Bolsonaro (PL) como o maior representante hoje.
De acordo com reportagem do Notícias da TV, que revela ter tido acesso ao roteiro original, o personagem José Leôncio (Marcos Palmeira) se recusaria a assistir propagandas do horário eleitoral, o que desencadearia as críticas em uma conversa com os personagens Mariana (Selma Egrei) e José Lucas (Irandhir Santos).
De acordo com o site, o cenário de polarização entre dois candidatos tão antagônicos como Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Bolsonaro, fez com que a Globo preferisse evitar acalorar os ânimos no período pré-eleição. Para a cúpula da emissora, a sequência da cena não acrescentaria em nada à trama e geraria um “barulho desnecessário”.
Outra cena controversa que foi vetada, no mesmo capítulo, seria a troca de beijos entre dois personagens que acreditam ser irmãos. Na cena censurada, Guta (Julia Dalavia) e Marcelo (Lucas Leto) iriam ignorar a crença de que estariam praticando incesto e se “renderiam ao amor”.
– Será que é pecado? Dois irmãos se amarem dessa maneira? (…) Se não fosse isso… – diria um dos personagens.
De quinta-feira a domingo, o pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto, acompanhado do possível candidato a vice-governador, José Ronaldo, visitaram os municípios de Iguaí. Ibicuí, Itororó, Itarantim, Potiraguá, Caatiba, Condeúba, Cordeiros, Piripá, Tremedal, Belo Campo, Itambé e Vitória da Conquista, onde cumpriram agenda da pré-campanha.
“Em todos os lugares por onde passamos, o sentimento é de muito alegria pela renovação que se aproxima. O povo da Bahia quer ACM Neto e Cacá Leão para a mudança acontecer em nosso estado”, disse Ronaldo.
As esperanças do Partido dos Trabalhadores (PT) por um eventual apoio do MDB no primeiro turno devem terminar frustradas. Em declaração neste domingo (24), o ex-presidente Michel Temer, que é uma das principais lideranças emedebistas, indicou afastamento da legenda após a ex-presidente Dilma Rousseff reagir mal a uma fala dele chamando-a de “honestíssima”.
Segundo Dilma, o emedebista tenta aliviar sua “inconteste condição de golpista” ao tecer elogios a ela. A ex-líder do Planalto sofreu um impeachment em 2016, e Temer, que era vice-presidente à época, assumiu o cargo de chefe do Executivo. Desde então, vem sendo acusado de promover um golpe contra sua ex-parceira de chapa.
Em entrevista à jornalista Andréia Sadi, do portal G1, Temer avaliou a fala de Dilma como “violenta” e “grosseira”.
– A grave acusação que fiz foi chamá-la de honesta. Eles mandam emissários, mas como vamos apoiar se eles falam que é golpe? Se falam que a reforma trabalhista, que eu fiz, é escravocrata? Querem destruir com meu governo – completou.
Na última semana, o emedebista já havia se queixado dos ataques do ex-presidente Lula e seu partido às reformas econômicas que ele promoveu.
– O ex-presidente Lula fala em todo momento em “golpe”, que a reforma trabalhista foi coisa de escravocrata, que o teto de gastos prejudicou o país. Então, como eu vou dizer que eu vou apoiar alguém que quer destruir um legado positivo para o nosso país? – assinalou na ocasião.
Ainda neste domingo, Temer também avaliou que seu partido deverá seguir trabalhando para lançar uma candidatura própria, tendo como cabeça de chapa a senadora Simone Tebet. A cerimônia de oficialização de sua candidatura ocorrerá na próxima quarta-feira (27).
– Pelo que tenho ouvido, o partido quer seguir com candidatura própria, não vejo condições para o apoio no primeiro turno – analisou.
Presidente falou em defesa da liberdade e da pátria e sobre jogar ‘dentro das quatro linhas’ da Constituição
Jair Bolsonaro participa de convenção nacional do PL
Em discurso no lançamento da sua candidatura à reeleição para a presidência da República, o presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou seus apoiadores a irem para as ruas no próximo 7 de setembro para mostrar aos “surdos de capa preta”, em uma clara referência aos ministros do Supremo Tribunal Federal(STF), que quem faz as leis são Executivo e Legislativo. “Nós não vamos sair do Brasil. Nós somos a maioria, nós somos do bem, temos disposição para lutar pela nossa liberdade e nossa pátria. Convoco todos vocês para que todo mundo, no 7 de setembro, vá às ruas pela última vez. Vamos às ruas pela última vez. Estes poucos surdos de capa preta têm que entender o que é a voz do povo, tem que entender que quem faz as leis é o poder Executivo e Legislativo. Todos têm que jogar dentro das quatro linhas da Constituição, interessa para todos nós”, afirmou.
Em seguida, Bolsonaro falou em harmonia entre os Poderes e exaltou novamente que o norte é o povo. “A maioria dessas pessoas querem o nosso bem, não podemos simplesmente deixar as coisas acontecerem. Não é fácil tentar mudar algo que vinha torto há décadas, mas dá para mudar”, reforçou. Pouco antes, o presidente já tinha citado diretamente a Suprema Corte, ao afirmar que, agora, o povo conhece o STF, sendo interrompido por vaias dos apoiadores que gritavam: “Supremo é o povo”. “O posso povo tem conhecimento, sabe pelo que deve lutar. O poder emana do povo se o povo bem escolher os seus representantes”, afirmou. Além de falar sobre a Suprema Corte, Bolsonaro também falou sobre ações feitas pelo governo nos últimos anos, enalteceu o presidente da Câmara, Arthur Lira, fez acenos a Tarcísio Gomes de Freitas, que é pré-candidato ao Governo de São Paulo, e fez contrapontos ao ex-presidente Lula, seu principal oponente nas eleições 2022, segundo as pesquisas eleitorais.
Durante convenção no Rio de Janeiro, neste domingo (24), o Partido Liberal (PL) anunciou oficialmente o presidente Jair Bolsonaro (RJ) como candidato à reeleição à Presidência da República.
O evento está sendo realizado no Maracanãzinho, Zona Norte do Rio. Bolsonaro subiu ao palco ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Michelle e o chefe do Executivo fizeram um breve discurso. Os apoiadores fizeram um momento de oração por eles e estenderam as mãos.
Ainda na convenção, o general Walter Braga Netto foi confirmado como vice da chapa de Bolsonaro.
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL)chegou ao Espírito Santo para participar da “Marcha para Jesus”. A chegada dele estava prevista para às 9h deste sábado (23), mas houve um pequeno atraso e desembarque no Aeroporto de Vitória aconteceu por volta das 9h30.
Após participar da motociata, que percorreu a Terceira Ponte, o presidente Jair Bolsonaro chegou à Praça do Papa, em Vitória. Aos gritos de “mito”, Bolsonaro foi recebido por apoiadores.
Após participar da motociata, que percorreu a Terceira Ponte, o presidente Jair Bolsonaro chegou à Praça do Papa, em Vitória. Aos gritos de “mito”, Bolsonaro foi recebido por apoiadores.
“Palavra prima Uma palavra só, a crua palavra Que quer dizer tudo” (Uma palavra, de Chico Buarque)
Sabem os leitores qual a palavra que o governador Rui Costa não pode ouvir sem sair do sério, sobretudo quando ela é proferida por várias pessoas, ou melhor, gritadas em coro, como naquelas boas manifestações de protesto que o PT fazia antigamente, antes de ser governo?
Não, gentil leitora. Não é o nome do candidato a governador da oposição. Ele mesmo até pronuncia o nome de ACM Neto. Para falar mal, é claro, afinal, são adversários políticos e estão em plena campanha eleitoral, embora oficialmente ela só deva começar em agosto.
Também errou, apressado leitor. Não é “Ideb”, aquele índice que mede a qualidade do ensino e no qual a Bahia tem o sexto pior desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, o segundo pior nos anos finais e o terceiro pior no ensino médio. Situação que a oposição não se cansa de ficar relembrando, como se não tivesse outra coisa para fazer.
Também não é “respiradores”, embora o governador não esconda a irritação quando os deputados da oposição, volta e meia, lhe cobram esclarecimentos sobre o intrincado caso da compra de um lote desse tipo de equipamento médico feita pelo governo baiano, que nunca recebeu a mercadoria, embora tenha feito o pagamento antecipadamente.
Como ocorre com qualquer pessoa, algumas palavras provocam irritação e outros sentimentos negativos em Rui Costa, além das já citadas. Bolsonaro, é uma delas. Leão, outra (esta, porém, só mais recentemente, depois que seu parceiro, o vice-governador João Leão, bandeou-se para a oposição).
Mas há uma que mais lhe desperta tais sentimentos de desagrado: “Cabula”, o nome de um bairro da capital. Isso mesmo: Cabula!
A origem de tal ojeriza está em uma operação da Polícia Militar ocorrida em 5 de fevereiro de 2015, que resultou na morte a tiros de 12 jovens negros, entre eles quatro adolescentes. Um fato que chocou a população, ficou conhecido como “a chacina do Cabula” e teve repercussão internacional.
Na época, numa tentativa canhestra de livrar a cara dos policiais, Rui Costa disse que a polícia age como um artilheiro na frente de um gol, que tem de decidir, em alguns segundos, como é que ele vai botar a bola dentro. E comparou:
“Depois que a jogada termina, se foi um golaço, todos os torcedores da arquibancada irão bater palmas e a cena vai ser repetida várias vezes na televisão. Se o gol for perdido, o artilheiro vai ser condenado, porque se tivesse chutado daquele jeito ou jogado daquele outro, a bola teria entrado.”
A Polícia Civil concluiu que os nove policiais que participaram da operação foram recebidos a bala e agiram em legítima defesa, mas uma investigação paralela do Ministério Público, com base em laudos técnicos, indicou que foram execuções sumárias.
O inquérito foi encaminhado à Justiça e julgado em menos de um mês – um raríssimo caso de celeridade no Judiciário baiano –, com a absolvição dos nove policiais. O Ministério Público, porém, conseguiu anular a sentença, alegando irregularidades no julgamento, e o processo segue mofando nas prateleiras do Tribunal de Justiça.
Desde então, tornou-se comum alguém ou um grupo de pessoas, em aparições públicas do governador, gritar: Cabula! Cabula! Cabula! Até mesmo em eventos internos do PT, como na etapa do 5º congresso nacional do partido realizada em Salvador, em junho de 2015.
Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outros figurões do comando nacional do PT, um constrangido governador Rui Costa atravessou a plateia lotada do centro de convenções do Hotel Pestana ouvindo “Cabula! Cabula! Cabula!…”, gritado em coro por um grupo de filiados negros.
Também desde então, a Polícia baiana segue se comportando como um artilheiro em frente ao gol. A Bahia é o segundo estado que mais mata em operações policiais, atrás somente do Rio de Janeiro, segundo pesquisa realizada pela Rede de Observatórios da Segurança do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).
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Em tempo: Nei Lopes, no Dicionário Banto do Brasil, diz que cabula tem a mesma raiz de encabular, este relacionado ao quimbundo kulebula, no sentido de “envergonhar”.
*José Carlos Teixeira é jornalista, graduado em comunicação social pela Universidade Federal da Bahia e pós-graduado em marketing político pela Universidade Católica do Salvador.
A deputada federal Carla Zambelli (PL) enviou representação à Polícia Federal, nesta quarta-feira (20), para que a corporação investigue uma tentativa de “sabotagem” ao evento do Partido Liberal que vai lançar oficialmente a candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL) à presidência da República.
“Ontem mesmo a gente entrou com uma representação na Polícia Federal para que sejam investigados os perfis das pessoas que fizeram a inscrição no evento do Maracanãzinho, somente para poder ter pessoas inscritas e na verdade não ir ninguém pessoalmente”, disse a deputada em um vídeo compartilhado nas redes sociais.
A convenção nacional do partido está marcada para o próximo domingo (24) e será realizada no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Os ingressos para a convenção estavam disponibilizados gratuitamente pela plataforma digital Sympla e a garantia de entrada no evento exigia um cadastro prévio.
“Vários utilizaram criação de e-mails fake e criação de CPF fake, que é crime pela nossa constituição, então a Polícia Federal já foi avisada, nós já printamos todos os perfis. Teve deputado pedindo para sabotar o evento também. Esse daí a gente ta avaliando se vamos levar para a Comissão de Ética ou se eventualmente nessas eleições o povo vai se encarregar de tirá-los da política”, acrescentou Zambelli.
Na convenção, é esperado que Bolsonaro anuncie o nome do general Braga Netto (PL), ex-ministro chefe da Casa Civil e da Defesa, como candidato a vice na sua chapa. Várias lideranças partidárias, ex-ministros, influencers e outros políticos devem comparecer ao evento.
“Não vai ter sabotagem não e vai ter lugar para todos os bolsonaristas estarem no evento conosco. Eu estarei lá, meu marido vai estar lá, e vários outros deputados do brasil inteiro”, concluiu a deputada, após afirmar que o acesso ao Maracanãzinho será permitido sem a necessidade do ingresso.
O presidente Jair Bolsonaro ironizou a tentativa de boicote, nas redes sociais, na noite desta quarta-feira (20). “Então militantes e parlamentares de esquerda, como suprademocráticos que são, estavam adquirindo ingressos do nosso evento, que ocorrerá dia 24 no Rio de Janeiro, para não comparecer e esvaziá-lo? Será que é isso que estão fazendo nos atos públicos do descondenado? Kkkkkk”, escreveu no Twitter.
Marcada para domingo (24), a convenção que vai oficializar a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição registrou as inscrições de 10.000 pessoas, lotação máxima do evento. A informação é da coluna Radar, da revista Veja.
Integrantes da campanha dizem que as inscrições para o encontro no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, seguirão abertas, mas a entrada será por ordem de chegada.