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Fotomontagem: Reprodução Internet
Fotomontagem: Reprodução Internet

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A notícia de que a primeira-dama do Brasil, Rosângela Lula da Silva, não foi recebida pela esposa do presidente americano Joe Biden, durante visita do ex-presidiário aos EUA, bombou nas redes, apesar da tentativa desesperada da velha mídia em não dar destaque para o fato.

De acordo com a agenda previamente acertada entre o cerimonial dos dois países, Jill Biden seguiria o protocolo e ‘tomaria um chá’ na Casa Branca com Janja, enquanto o molusco e o presidente anfitrião teriam um encontro reservado em outra ala da sede do governo americano.

Mas Jill alegou um mal estar e não deu as caras, ao contrário do que fez quando da visita de Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, em junho do ano passado, quando recebeu a ex-primeira dama brasileira com sorrisos e abraços, para uma longa conversa.

“Que mulher incrível”, disse Michelle, na época, após o encontro.

Fotomontagem: Michelle Bolsonaro e Jill Biden, em junho de 2022, nos EUA
Fotomontagem: Michelle Bolsonaro e Jill Biden, em junho de 2022, nos EUA

No episódio desta sexta-feira (10), coube ao próprio Joe Biden, vejam só, contornar a situação embaraçosa, e chamar Janja, visivelmente deslocada, para entrar na residência oficial, em cena registrada em vídeo.

Mais tarde, ela surge em uma foto, quando Lula e Biden se cumprimentam, quebrando novamente o protocolo e mostrando que não tem a mínima noção de seu papel.

O jornalista Thiago Asmar, o ‘Pilhado’, lamentou a falta de compostura da esposa do descondenado e a detonou em um comentário nas redes.

Veja o vídeo


Informações Jornal da Cidade


“Não se pode falar em inércia”, diz Aras ao negar omissões da PGR
Foto: Reprodução.

O procurador-geral da República, Augusto Aras (foto), afirmou em nota divulgada neste sábado (11) rejeitar “veementemente” qualquer imputação de omissão dirigida a ele e a seus colegas subprocuradores-gerais.

No texto, o PGR disse que os trabalhos do órgão estão “sendo realizados nos prazos legais, como nunca se deu”, apesar dos prazos de 24 horas, com frequência fixados pelo Supremo Tribunal Federal.

Afirmou ainda que sem, os subprocuradores-gerais da República, mais de 66 mil processos provenientes do STF não poderiam haver obtido manifestações do PGR em 2022“muito menos os 400 mil processos do STJ”.

Não se pode falar em inércia ministerial, pois, em se tratando da PGR, todos os processos retornam aos Tribunais Superiores com manifestações fundamentadas para julgamento dos respectivos feitos, em andamento, passíveis de conhecimento público, por quem quer que consulte seus autos físicos ou eletrônicos.”

Créditos: O Antagonista.

Lula está “loteando” a Amazônia
11 de Fevereiro de 2023

Lula está “loteando” a Amazônia
Foto: Montagem/TBN.

Com discurso pró-meio ambiente, Lula busca recursos financeiros e vai de encontro a uma das principais bandeiras de Bolsonaro: a soberania nacional sobre a Amazônia. Não é de hoje que o mundo olha pra Amazônia como uma floresta da humanidade que por “coincidência”, segundo eles, está dentro do território brasileiro, claro que esse pretenso bastão da salvação global surgiu após países desenvolvidos destruírem suas próprias reservas ambientais em prol desse desenvolvimento.

Lula, que não liga muito pra essa coisa de limitação territorial, desde que se pague bem, tem prometido entregar parte da maior floresta do mundo aos cuidados de alguns países que queiram ajudar financeiramente o Brasil. O chamado Fundo Amazônia simplesmente é uma contra partida para que as chamadas ONGs se apossem de partes desses territórios.

Lula já prometeu abrir as portas do Brasil para Alemanha e agora aos Estados Unidos, não liga que esses países tenham controle sobre áreas do território nacional brasileiro com uma visão de integração global da agenda ambientalista.

O que muitos veem é que na verdade esses países visam o que há debaixo da floresta, uma fortuna de minérios valiosos com valores imensuráveis. Por isso a luta para que o próprio Brasil não se beneficie dessa riqueza sob a batuta do desmatamento exacerbado e que Bolsonaro contribuiu para a corrida de garimpeiros e práticas agropecuárias na região. Ou seja, o país não pode explorar suas riquezas, ainda que com o cuidado de manter a preservação do meio ambiente, pois os países que se beneficiaram das reservas deles não querem que o Brasil faça o mesmo. A continuidade de país subdesenvolvido é útil aos países desenvolvidos que querem comprar seu pedaço de Amazônia como um lote que está a disposição no mercado globalista e Lula usa aquela velha máxim: “Pagando bem, que mal tem?”.

Junior Melo (advogado e jornalista)


Tadeu Alencar afirma que o governo determinou o estabelecimento de uma política de desarmamento civil

Tadeu Alencar quer desarmar a população por meio do 'diálogo' | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O secretário nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar, revelou nesta sexta-feira, 10, os planos do governo de controlar a circulação de armas e munições no país. Ele proferiu a declaração no primeiro encontro do grupo de trabalho que pretende reestruturar a legislação sobre o tema.

“Vamos fazer isso com uma grande capacidade de diálogo e de audição, inclusive da sociedade civil e de atores no governo, especialmente o Exército e a Polícia Federal, que são responsáveis pelo cadastramento, pelo controle, pelo registro e até pela destruição das armas portadas irregularmente”, afirmou Alencar.

O grupo de trabalho tem representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Ministério da Defesa, do Ministério da Fazenda, da Polícia Federal, do Conselho Nacional de Justiça, do Conselho Nacional do Ministério Público, da Advocacia-Geral da União e de instituições sem fins lucrativos.

Alencar disse que a reestruturação das leis sobre armas é fundamental para a garantia da segurança pública. “É a diretriz política que deu o presidente da República e o ministro Flávio Dino”, acrescentou.

Diário Oficial da União publicou, em 3 de fevereiro, a portaria que designou o grupo de trabalho. Os integrantes analisam as leis e os decretos que suspendem a transferência de armas e munições de uso restrito por caçadores, colecionadores e atiradores. As normas restringem também a quantidade de aquisição de armas e munições e suspendem as concessões de novos registros de clubes e escolas de tiro.

Mitos e fatos

Entre 2019 e 2022, o número de pessoas com acesso a armas aumentou 473%, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em junho do ano passado. Antes de 2018, havia pouco mais de 117 mil certificados de registros ativos para caçadores, atiradores e colecionadores (CACs). Já no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), esse número saltou para cerca de 197 mil cadastros. Em junho de 2022, foram quase 674 mil pessoas com acesso a armamentos no país, segundo o Exército.

Nos dados da Polícia Federal, o número de armas registradas no país também disparou. Em 2017, eram aproximadamente 640 mil. Em 2021, passaram a ser 1,5 milhão — aumento de 133% em quatro anos.

A expansão fica evidenciada também no número de clubes de tiros esportivos. Em 2021, foram abertas 457 entidades do gênero, um crescimento de 34% em relação ao ano anterior. Ao todo, segundo dados do Exército, existem pouco mais de 2 mil unidades ativas no país.

Ao mesmo tempo em que houve o aumento da circulação de armas no país, ocorreu a diminuição dos indicadores de mortes violentas. Só em 2021, por exemplo, foram menos 6%: cerca de 47,5 mil pessoas, o que corresponde a 22,3 assassinatos para cada 100 mil habitantes. É a menor taxa desde 2011, primeiro ano em que o índice foi registrado no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Informações Revista Oeste


Obra finalizada no governo Bolsonaro estaria sendo sabotada   

Os parlamentares alegam que receberam denúncias de interrupção no fornecimento de água

Um grupo de deputados federais do Nordeste solicitou à Mesa Diretora da Câmara dos Deputadosa criação de uma comissão temporária para fiscalizar a transposição do Rio São Francisco. Os parlamentares alegam que receberam denúncias de interrupção no fornecimento de água depois do retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto.

Integram o grupo os deputados André Fernandes (PL-CE), General Girão (PL-RN), Sargento Gonçalves (PL-RN), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Rodrigo Valadares (União-SE), Capitão Alden (PL-BA), Dr. Jaziel (PL-CE), Clarissa Tércio (PP-PE) e Coronel Meira (PL-PE).

No documento apresentado à Mesa Diretora, os parlamentares argumentam que, apesar de a conclusão do projeto de integração do São Francisco ter ocorrido em 2022, com a entrega dos eixos Norte e Leste da transposição, há relatos de que alguns trechos da obra foram interditados, impossibilitando a passagem da água e prejudicando milhares de famílias. Os deputados se baseiam em alguns vídeos compartilhados por sertanejos nas redes sociais.

De acordo com a deputada Clarissa Tércio, as informações recebidas pelos parlamentares suscitaram a necessidade de uma fiscalização dos equipamentos que integram os eixos de distribuição de água nos Estados contemplados com a transposição. “O governo Bolsonaro trouxe avanços incríveis para a transposição do Rio São Francisco, que beneficia 12 milhões de pessoas em Pernambuco, na Paraíba, no Ceará e no Rio Grande do Norte, contemplando 390 municípios com o acesso à água”, disse a parlamentar a Oeste. “Estamos falando de uma obra extremamente importante para os sertanejos.”

Clarissa foi informada sobre problemas de abastecimentos que teriam ocorrido sem nenhuma explicação. A parlamentar alega que há urgência em verificar in loco o status de funcionamento dos eixos que integram o projeto de irrigação do São Francisco. “As informações que recebemos de problemas nos abastecimentos são um sinal de alerta para todos nós”, afirmou. “Por isso, vamos fiscalizar a transposição de perto. O povo sertanejo não pode retroceder com problemas básicos e que já foram solucionados.”

Para o Coronel Meira, os Estados que enfrentam a pior crise de abastecimento de água são Ceará e Pernambuco. Ele disse que há informações de sabotagem nos canais de irrigação nos municípios contemplados com a transposição. Ainda segundo o deputado, a comissão terá o papel de apurar os indícios de interrupção do abastecimento dos canais de irrigação. Meira afirma que vai pressionar os ministros do governo federal, para que apurem os problemas no fornecimento de água aos sertanejos.

“Vamos buscar com o presidente Arthur Lira a criação formal dessa comissão, que também vai contar com uma equipe técnica nessas visitas”, contou o parlamentar a Oeste. “Iremos apurar as irregularidades, documentar os indícios de sabotagem e solicitar investigação da Polícia Federal, visto que essa obra foi viabilizada com recursos do governo federal.”

Informações Revista Oeste


Magno Malta propõe Projeto de Lei que criminaliza troca de sexo de crianças e adolescentes

O senador Magno Malta (PL-ES), que faz oposição ao governo federal, criou um Projeto de Lei que criminaliza as pessoas que submeterem crianças ou adolescentes à troca de sexo. Confira detalhes do PL:

➡️ O PL criminaliza com uma pena de 4 a 12 anos, e multa quem submeter criança ou adolescente a intervenção cirúrgica de transexualização.

➡️ Se a criança ou o adolescente for submetido a terapia hormonal, ensino educacional, tratamento psicológico ou qualquer outro meio não cirúrgico relativo à transexualização a pena será de reclusão de 1 a 4 anos e multa. Quando isso ocorrer for praticado em instituição de ensino, a pena será aplicada em dobro, sem prejuízo da interdição do estabelecimento ou cassação da autorização de seu funcionamento.

➡️O projeto busca impedir que crianças e adolescentes, que estão em evidente estágio de formação – portanto sem maturidade suficiente para a tomada de decisão – sejam submetidas a tratamentos com efeitos imprevisíveis e, muitas vezes, irreversíveis em suas vidas.

https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/155847

Na sua opinião, Malta acredita que a regra da boa convivência entre os que pensam diferente é o respeito. Em seguida, frisou algumas pautas que defenderá durante seu mandato.

— Volto para esta Casa para dar continuidade à minha luta em defesa das crianças. Trabalharei contra a pedofilia, contra o abuso que querem implantar contra os nossos pequenos. A minha luta é contra o aborto, porque nós somos fruto do nascituro. Nascemos! Se não tivéssemos nascido, aqui não estaríamos; se tivéssemos sido abortados, nenhum de nós seria o senador que somos, mas o somos porque não fomos abortados. Não fomos! Somos tudo a partir do nascituro — disse.

Enfatizou, ainda, que continuará sua luta de mais de 40 anos contra a legalização das drogas no Brasil. Segundo ele, apenas os que desconhecem os sofrimentos de uma mãe que precisa lidar com um filho usuário de drogas são capazes de defender a legalização.

— Quem sabe sobre lágrima é uma mãe que tem um filho drogado. A minha luta contra a legalização da maconha vai continuar.

Fonte: Agência Senado


30.mar.2022 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff - João Gabriel Alves/Enquadrar/Estadão Conteúdo
30.mar.2022 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff Imagem: João Gabriel Alves/Enquadrar/Estadão Conteúdo

A ex-presidente Dilma Rousseff vai dirigir o NBD (Novo Banco de Desenvolvimento), instituição dos Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Com sede em Xangai, o NBD – também conhecido como Banco dos Brics – visa financiar obras para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países que compõem o colegiado de economias emergentes.

Lula irá para Pequim na segunda quinzena de março e a expectativa é de que leve Dilma com ele na viagem. O Estadão apurou que a indicação da ex-presidente para comandar o NDB já conta com a aprovação de todos os integrantes dos Brics.

O governo pediu que o diplomata Marcos Troyjo, atual presidente do NBD, renuncie ao comando da instituição. Indicado para o cargo pelo então presidente Jair Bolsonaro, Troyjo teria mandato até 2025 e já está no Brasil. O diplomata foi convidado para fazer parte da equipe do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Impeachment

Dilma sofreu impeachment em 2016 e, desde então, não voltou a ocupar cargos públicos. Em 2018, ela tentou se eleger senadora por Minas Gerais e foi derrotada.

Durante a campanha eleitoral do ano passado, circularam rumores de que Lula esconderia a ex-presidente para que a rejeição dela não colasse nele, mas isso não ocorreu.

Desde a vitória de Lula, Dilma tem participado de cerimônias em Brasília e chegou a discursar na posse do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. No Palácio do Planalto, toda vez que teve o nome anunciado, Dilma foi saudada pela plateia como “guerreira do povo brasileiro”.

Antes de indicar a aliada para o Banco dos Brics – criado em 2014, quando a petista era presidente -, Lula cogitou a possibilidade de nomeá-la para a embaixada do Brasil em Portugal, mas ela não quis.

Informações UOL


Lula é chamado de ladrão por manifestantes nos EUA,   VEJA VÍDEO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou na manhã desta sexta-feira (10) com o senador americano Bernie Sanders na residência onde está hospedado em Washington.

Na saída do local onde está hospedado, Lula ouviu gritos de: ”Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”, ASSISTA:

Informações TBN


Foto – Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está morando no Palácio da Alvorada. Deixou de ser um sem teto, finalmente. A mudança ocorreu na segunda-feira passada, exatos 36 dias após a posse. Até então, ele e Janja, a primeira-dama, estavam morando em um hotel de luxo na região central de Brasília, desde o início dos trabalhos de transição do governo, no final de novembro.

A demora para a mudança foi atribuída à situação da residência oficial encontrada pelo novo presidente da República. A primeira-dama chegou a convidar a reportagem da Globo News para uma visita ao local, quando foram mostradas infiltrações nas paredes, janelas quebradas, tapetes rasgados, móveis danificados. Na mesma situação, informou o governo, estava a Granja do Torto, a outra residência oficial do presidente, uma espécie de casa de campo, que fora ocupada no governo anterior pelo ministro da Fazenda, Paulo Guedes.

Lula, porém, nunca deixou de se queixar da situação. Por diversas vezes disse, em tom de brincadeira, que era o único presidente do mundo que não tinha onde morar. A última reclamação foi no dia 31 de janeiro, durante a cerimônia de assinatura dos decretos que criam o Conselho de Participação Social e o Sistema de Participação Social Interministerial.

No início do discurso para representantes de movimentos sociais, Lula disse que não aguentava mais morar em hotel e que eles precisavam ajudá-lo a reivindicar o direito de morar:“Eu, na verdade, sou um sem-casa, um sem-palácio. Vocês precisam me ajudar a reivindicar o direito de morar. Porque já faz mais de 45 dias que eu estou no hotel, e não é brincadeira”.

E emendou com um recado, em tom de brincadeira, ao chefe da Casa Civil: “Lembrar ao Rui Costa que eu preciso morar. Se não, vou abandonar minha causa daqui para frente”.É quase certo que Lula não sabia, mas, para os bem informados, foi como falar em corda na casa de enforcado. É que Rui Costa, que governou a Bahia até o dia 31 de dezembro, até hoje, passados 40 dias, ainda não desocupou o Palácio de Ondina, a residência oficial dos governadores baianos.O novo governador, Jerônimo Rodrigues, segue morando em seu próprio apartamento no Caminho das Árvores, bairro nobre de Salvador, distante 10 km do Palácio de Ondina. Até hoje, porém, ao que se sabe, não fez nenhuma reclamação pública sobre sua condição de sem-teto, ou melhor, sem-palácio.

O governador da Bahia aguarda pacientemente que o antecessor, seu padrinho político, a quem deve o cargo, se decida a, finalmente, arrumar as malas e mudar-se do palácio. Mas, no íntimo, deve dizer todos os dias: “Desapega, Rui!”.

*Informe Baiano


Ministro da articulação política afirma que há um debate amplo sobre a taxa de juros e ressaltou que pedido para presidente do Banco Central ir ao Congresso explicar suas decisões ‘não deve ser um tabu’

Alexandre Padilha

O ministro Alexandre Padilha durante coletiva de imprensa, realizada na cidade de Brasília, DF, nesta quinta-feira, 09

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), concedeu uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, 9, e afirmou desconhecer qualquer debate no governo federal que envolva a mudança na meta de inflação. Segundo o petista, responsável pela articulação política do governo Lula 3, não houve tratativa a este respeito em nenhuma das reuniões entre ele e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. “Em nenhum momento isso foi trazido para mim”, disse após pontuar que o assunto sobre projeções inflacionárias diz respeito ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Atualmente, as metas de inflação projetadas para este ano são de 3,25% e de 3% em 2024 e 2025. Há uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Em entrevista à GloboNews, no dia 18 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também criticou o panorama inflacionário da atual economia. Segundo o chefe do Executivo, quando se estabelece uma meta de inflação de 3,7%, é preciso “arrochar a economia” para atingir o resultado esperado. “Por que precisava fazer 3,7%? Por que não faz 4,5%, como fizemos [nos mandatos anteriores]? A economia brasileira precisa voltar a crescer”, declarou. De acordo com Padilha, a discussão sobre uma possível redução da taxa de juros “é um debate que empresários e parlamentares têm feito, por ser um esforço para que o Brasil não tenha uma taxa de juros tão elevada”, já que isso “atrapalha a geração de empregos”.

Além das declarações sobre a decisão do Banco Central de manter a taxa de juros em um patamar elevado, Padilha comentou sobre a possibilidade do presidente do BC ser convidado a ir ao Congresso Nacional dar explicações sobre a condução da política econômica pelo órgão. “Faz parte da democracia, faz parte da lei de independência do Banco Central prestar contas. O governo, quando quer conversar com o presidente do Banco Central, convida, dialoga. No mundo inteiro, as autoridades monetárias vão ao Congresso Nacional, vão para seminários, debatem publicamente. Acho que não deve ser nenhum tabu que qualquer parlamentar faça um convite ao presidente do Banco Central”, pontuou o petista.

Segundo apurou o site da Jovem Pan, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), deve chamar Campos Neto para prestar esclarecimentos após o Carnaval. A manifestação de Padilha ocorre após semanas de críticas de Lula a Roberto Campos Neto.

Na mesma entrevista ao canal de notícias da TV paga, Lula apontou a falta de inflação por demanda e disse não ser possível que o país volte a crescer com a atual taxa de juros. “Eu acho que esse cidadão [Campos Neto], indicado pelo Senado, tenha possibilidade de maturar, de pensar e de saber como vai cuidar deste país”, completou.

Em outras manifestações públicas, o presidente considerou a decisão do Bacen em manter os juros em 13,75% como “uma vergonha”, e afirmou que não irá “pedir licença para governar”. “Não temos que tentar agradar ninguém, temos que agradar o povo brasileiro, que acreditou em um programa que nos trouxe até aqui e é esse programa que nós vamos cumprir”, completou. A fala, no entanto, não encontra respaldo entre os presidentes da Câmara e do Senado. 

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que comanda a Casa Alta do legislativo, defendeu Campos Neto, a quem chamou de “homem preparado” e de “muito bom trato”, e afirmou que a independência do Bacen é um “avanço” por afastar “critérios políticos de algo que tem um aspecto técnico muito forte”.

Arthur Lira(PP-AL) também seguiu linha semelhante e afirmou que passou a escutar “a tendência do que a maioria do plenário pensa” e, com relação à independência do Banco Central, “esse assunto não retroagirá”. “O Banco Central independente é uma marca mundial, o Brasil precisa se inserir neste contexto”, pontuou.

Informações Jovem Pan

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