Os permitidos são o irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dois assessores do PL e um ex-assessor do gabinete presidencial

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O ex-presidente Jair Bolsonaro faz aparição no quintal da casa onde cumpre prisão domiciliar, em Brasília – 9/9/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o cadastramento de quatro pessoas indicadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para a entrega diária de alimentação especial durante o cumprimento da pena em Sala de Estado Maior na Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi proferida na sexta-feira 16.

Entre os autorizados estão Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dois assessores do PL e o ex-assessor do gabinete presidencial Sandro Daniel Soares. O grupo já realizava entregas de refeições a Bolsonaro quando ele estava custodiado na Polícia Federal (PF).

Segundo Moraes, o horário das entregas será definido pelo 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), responsável também por fiscalizar e registrar o material entregue.

A custódia de Bolsonaro na Papudinha

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso desde o último sábado, 22 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso desde novembro | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

De acordo com a decisão, presos em Sala de Estado Maior têm direito a protocolo especial, incluindo a entrega de comida caseira. Bolsonaro permanece nesse tipo de custódia por ter exercido a Presidência da República.

O despacho também autoriza assistência médica integral por profissionais particulares, 24 horas por dia, sessões de fisioterapia, deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência e a instalação de grades de proteção, barras de apoio e equipamentos médicos nas acomodações, conforme recomendações já apresentadas.

Bolsonaro foi transferido para a Papudinha por determinação do próprio Moraes. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado.

A unidade tem 64,83 m² de área total, sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² de área externa. A configuração inclui quarto, sala, banheiro, cozinha, lavanderia e área ao ar livre. O ambiente conta com cama de casal, armários, geladeira e televisão, além de banheiro privativo com água quente.

Informações Revista Oeste


Morreu neste sábado (17) o deputado estadual Alan Sanches, do União Brasil, vítima de um infarto fulminante, conforme apurado pela equipe do Metro1.

Médico formado pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), em Salvador, com especialização em Ortopedia, Sanches conciliou a atuação na área da saúde com a carreira política. Iniciou a trajetória eleitoral como vereador de Salvador pelo PMDB, entre 2005 e 2008, sendo reeleito para o mandato seguinte, de 2009 a 2012, período em que renunciou ao cargo.

Na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2010, para o mandato de 2011 a 2015. Reeleito em diferentes legendas, exerceu mandatos consecutivos pelo PSD (2015–2019), DEM (2019–2023) e, mais recentemente, pelo União Brasil, para o período de 2023 a 2027. Atualmente, ocupava o cargo de líder da oposição e vinha se preparando para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas próximas eleições.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o horário exato da morte, nem detalhes sobre velório e sepultamento.

Quem assume o cargo na Alba
Com a morte de Alan Sanches, a vaga na Alba será ocupada pelo suplente Luciano Ribeiro, filiado ao União Brasil. Luciano foi prefeito de Caculé por dois mandatos, entre 2005 e 2012, e exerceu mandato de deputado estadual de 2015 a 2019. No âmbito partidário, integrou a Executiva Estadual dos Democratas, foi presidente da sigla em Caculé entre 2003 e 2014, além de ter atuado como líder e vice-líder de blocos parlamentares na Assembleia Legislativa da Bahia.

*Metro1
Foto: Divulgação / AL-BA


Pastor pediu que ela mostre provas

Malafaia criticou falas da senadora Damares Crédito: Reprodução

Declarações da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) sobre um possível envolvimento de igrejas evangélicas em fraudes contra aposentados do INSS provocaram forte reação do pastor Silas Malafaia nesta quarta-feira (14). Ele cobrou que a parlamentar apresente nomes e provas das acusações.

Em entrevista ao SBT News, Damares afirmou que investigações identificaram a presença de instituições religiosas e líderes conhecidos em esquemas que teriam lesado beneficiários da Previdência. “Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. Há pastores que pedem para não investigar, não decepcionar os fiéis”, disse. Segundo a senadora, há pressão para que apurações não avancem quando envolvem nomes influentes. “Quando se fala em um grande pastor, vem a comunidade: ‘não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”.

As declarações repercutiram imediatamente. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Silas Malafaia reagiu de forma dura e exigiu esclarecimentos públicos. “Uma acusação gravíssima dessa e a senhora não dá os nomes dos grandes líderes evangélicos e das grandes igrejas que estão envolvidos na falcatrua da roubalheira dos aposentados do INSS? Ou a senhora dá os nomes, ou é uma leviana linguaruda. A acusação é grave e séria. E diga também quem pediu para a senhora calar a boca”, afirmou.

O pastor também criticou o fato de Damares, segundo ele, generalizar o meio evangélico. “Se já não bastasse Satanás e os ímpios que nos odeiam para nos caluniar, vem alguém dita evangélica para uma denúncia dessa gravidade sem dar nomes. A senhora não aprendeu com Jesus, não?”, declarou.

As investigações da Polícia Federal apontam que o esquema de fraudes no INSS teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

Diante da pressão, Damares divulgou a relação de requerimentos apresentados por integrantes da CPMI do INSS que tratam do tema. A lista inclui pedidos de transferência de sigilo e convites ou convocações de líderes religiosos e igrejas, entre eles: Adoração Church; Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo; Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch); Igreja Evangélica Campo de Anatote; além de líderes como Cesar Belucci do Nascimento, André Machado Valadão, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Campos Zettel e André Fernandes.

Em nota, a senadora afirmou que os pedidos foram formulados a partir de “indícios concretos” encontrados em documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e dados da Receita Federal. O comunicado também reconhece o impacto das suspeitas. “A senadora já manifestou que a eventual participação de igrejas ou líderes religiosos em esquemas de fraude no INSS causa profundo desconforto e tristeza, considerando o relevante papel social e espiritual dessas instituições. Ainda assim, a CPMI tem o dever constitucional de apurar os fatos com responsabilidade, imparcialidade e base documental”.

Mesmo após a divulgação dos requerimentos, Malafaia voltou a criticar a postura da parlamentar e minimizou o alcance das citações. “Ela publica uma nota que tem o nome de 1 grande líder e nenhum nome de grande igreja. Todos os outros nomes citados não representam grandes igrejas e não são líderes Renomados. A acusação que ela fez usou o plural e o nome do líder mencionado já tinha saído na imprensa. A SUA ACUSAÇÃO FOI LEVIANA E DENIGRE DE MANEIRA GERAL A IGREJA EVANGÉLICA!”, escreveu.

Com informações do Correio da Bahia.


Segundo a assessoria de comunicação do parlamentar, o motociclista não teve qualquer responsabilidade no ocorrido

O vereador licenciado Jurandy Carvalho (PSDB) se envolveu em um acidente de trânsito ao retornar de Salvador, após cumprir uma agenda de reuniões políticas. Ele foi atingido por uma motocicleta, mas, segundo esclarecimento divulgado pela assessoria de comunicação, o motociclista não teve qualquer responsabilidade no ocorrido.

De acordo com a nota, no momento do acidente Jurandy não percebeu a aproximação da motocicleta, atravessou a via e acabou sendo atingido, o que provocou a fratura do braço direito. O vereador foi prontamente socorrido e recebeu atendimento médico imediato.

Ainda conforme a assessoria, Jurandy Carvalho está internado no Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA), encontra-se consciente, com estado de saúde estável e sem gravidade. Ele deverá passar por uma cirurgia de pequeno porte.


Nesta quinta-feira (15), horas após determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal (PF) para o 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade que integra o Complexo Penitenciário da Papuda e é conhecido como Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ter feito “o que tinha que fazer”.

A fala foi proferida durante a formatura da 194ª turma de Direito da Universidade de São Paulo, que aconteceu no Teatro Vibra São Paulo, em Vila Almeida, na Zona Sul da capital paulista. No momento em que deu a declaração, Moraes, que foi patrono da turma, comentava a duração das falas proferidas no evento.

– Vocês percebem que ninguém cumpriu os três minutos, quase tive que tomar algumas medidas. Mas me contive hoje, acho que hoje já fiz o que tinha que fazer – disse, em fala que foi recebida com gritos de empolgação e aplausos do público presente ao evento.

Algumas horas antes, o ministro determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse transferido da sede da Polícia Federal, em Brasília, para o batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), mais conhecido como Papudinha.

Preso na Superintendência desde novembro do ano passado, o político conservador vinha reclamando das condições da cela, principalmente pelo barulho do ar-condicionado que o impedia de dormir. A PF chegou a lhe entregar um tampão de ouvido para abafar o ruído e, dias depois, concordou em desligar o equipamento no período da noite.

Fora isso, a defesa do ex-presidente também solicitava prisão domiciliar, por entender que o estado de saúde de Bolsonaro exige acompanhamento constante. Mas, ao contrário do pedido, Moraes decidiu enviá-lo ao batalhão da PM-DF, onde outros condenados por tentativa de golpe de Estado também estão presos.

Assim, Bolsonaro passará a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão onde estão o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Ao decidir pela transferência, inclusive, Moraes chegou a usar um tom sarcástico em relação ao líder conservador ao dizer que o cumprimento de pena não era “uma estadia hoteleira” ou uma “colônia de férias”.

– Ressalte-se, entretanto, que essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Messias Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias – disse Moraes.

*Pleno.News
Foto: Reprodução/Print Instagram Toy Formaturas


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um novo inquérito para investigar o suposto vazamento de dados fiscais de ministros da Corte, possivelmente ocorrido por meio de órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal.

A apuração, relatada pelo próprio Moraes, foi instaurada sem provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF), um procedimento considerado incomum, embora autorizado pelo Regimento Interno do STF. A investigação tramita sob sigilo e teve sua existência revelada pelo portal Poder360, com confirmação da Agência Brasil.

A iniciativa ocorre após reportagens apontarem relações entre familiares de ministros do Supremo e o Banco Master, instituição envolvida em um escândalo de fraude financeira que também é objeto de investigação no STF, sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

Entre as informações divulgadas, está a venda de participação em um resort no Paraná por irmãos e primos de Toffoli a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado e sócio de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Ambos já foram alvo de mandados de busca e de prisão temporária no âmbito do inquérito conduzido pelo próprio Toffoli.

Em dezembro, o jornal O Globo revelou ainda que o escritório de advocacia administrado por Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, firmou um contrato de R$ 129 milhões para representar o Banco Master, antes de o escândalo vir a público. Moraes suspeita que detalhes dessas relações tenham sido vazados a partir do Coaf ou da Receita Federal.

O ministro nega ter atuado em favor do Banco Master junto ao Banco Central. Segundo ele, uma reunião com o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, tratou exclusivamente da Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra o magistrado.

No dia 27 de dezembro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes e sua esposa no caso envolvendo o Banco Master. Para Gonet, há “absoluta ausência de lastro probatório mínimo” que sustente as acusações.

Segundo o procurador-geral, as reportagens não apresentaram elementos concretos ou indícios materiais que confirmem a tese de intimidação, permanecendo no campo das suposições. Em relação ao contrato firmado entre o escritório de Viviane Barci e o banco, Gonet afirmou não haver, a princípio, qualquer indício de ilegalidade que justifique intervenção.

“A representação fundamenta-se estritamente em matérias jornalísticas – fontes secundárias destituídas de confirmação probatória autônoma – e carece de diligências prévias que lhes confiram consistência jurídica”, concluiu.

Apesar das críticas de membros do Ministério Público, juristas e especialistas, a abertura de inquéritos de ofício por ministros do Supremo está prevista no Regimento Interno da Corte. O Artigo 43 estabelece que, ocorrendo infração penal na sede ou dependências do Tribunal, o presidente pode instaurar investigação ou delegar a atribuição a outro ministro.

Atualmente, Alexandre de Moraes exerce interinamente a presidência do STF, em razão do recesso do Judiciário e da ausência do presidente Edson Fachin. As revelações relacionadas ao caso Banco Master levaram Fachin a defender a criação de um código de conduta para ministros de tribunais superiores.

Em discurso de encerramento do ano de 2025, o ministro afirmou que o tema está entre as prioridades do Supremo para este ano.

*Metro1
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil


Ex-presidente pediu atendimento médico e foi acompanhado por profissional de saúde durante a noite

Bolsonaro deixa UTI cirurgia Brasília
Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar (PMDF), conhecido como Papudinha | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil 

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar uma forte crise de soluços antes de sua transferência da Superintendência da Polícia Federal (PF) para o 19º Batalhão da Polícia Militar (PMDF), conhecido como Papudinha, em Brasília. De acordo com a emissora SBT, ele pediu que chamassem um médico.

A transferência ocorreu ainda sob a crise de soluços. Ao chegar na Papudinha, Bolsonaro realizou exames de corpo de delito e retornou à prisão. Durante a madrugada desta sexta-feira, 16, porém, ele ainda não havia melhorado.

Ainda de acordo com a emissora, Bolsonaro recebeu tratamento cordial ao chegar à nova prisão. Uma médica tenente, de plantão no local, acompanhou o ex-presidente durante a noite. Já o médico pessoal que o acompanha deve visitá-lo nesta sexta-feira.

Transferência de Bolsonaro da prisão

No início da noite de quinta-feira, Bolsonaro recebeu a visita de advogados e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela levou comida para o ex-presidente.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Bolsonaro de prisão, que ficará em uma sala de Estado-maior no local. O batalhão fica localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. 

Segundo o STF, a cela ocupada pelo ex-presidente é igual à que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, cumprem pena. O espaço comporta 4 pessoas, mas será usado exclusivamente para o ex-presidente.

Informações Revista Oeste


Ex-presidente está em uma ala separada do presídio comum, com estrutura e rotina diferentes da maioria das celas do sistema prisional

Jair Bolsonaro 1 mês prisão Brasília
Moraes determinou o envio de Bolsonaro para a Papudinha nesta quinta-feira, 15 | Foto: Reprodução/Instagram/Jair Bolsonaro 

Em decisão proferida nesta quinta-feira, 15, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para uma Sala de Estado-Maior localizada no Complexo Penitenciário da Papuda. O despacho, que manteve o regime fechado, detalha minuciosamente as condições do local conhecido informalmente como “Papudinha” — uma ala separada do presídio comum, com estrutura e rotina diferentes da maioria das celas do sistema prisional brasileiro.

O que é a Papudinha

A Papudinha não é um pavilhão coletivo nem uma cela convencional. Trata-se de uma Sala de Estado-Maior instalada no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, dentro do complexo da Papuda, destinada a custódias excepcionais. O espaço é isolado dos demais presos, com controle próprio e regras específicas. 

Estrutura e espaço

Segundo a decisão judicial, a unidade tem 64,83 m² de área total, sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² de área externa. A configuração inclui quarto, sala, banheiro, cozinha, lavanderia e área ao ar livre. O ambiente conta com cama de casal, armários, geladeira e televisão, além de banheiro privativo com água quente.

Alimentação e rotina

O local oferece cinco refeições diárias — café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia — preparadas pela unidade custodiante. Há ainda possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos na própria cozinha do espaço, algo inexistente no regime fechado comum.

Banho de sol e exercícios

Um dos pontos centrais destacados no despacho é o banho de sol em área externa privativa, sem limitação rígida de horário. O espaço permite a instalação de equipamentos de exercício, como esteira e bicicleta, para atividades físicas e fisioterapia, conforme recomendação médica.

Visitas ampliadas

As visitas ocorrem em ambiente amplo, podendo ser realizadas tanto na área coberta quanto na externa. O regime prevê janelas mais extensas de visitação, em até três horários diferentes, durante dois dias da semana, com possibilidade de visitas simultâneas — padrão acima do permitido a presos do regime fechado tradicional.

Atendimento médico

A Papudinha dispõe de posto de saúde próprio, com equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, fisioterapeuta, psiquiatra, farmacêutico e assistente social. O atendimento é exclusivo para os custodiados do local, além da autorização para acompanhamento por médicos particulares.

“Benefícios” de Bolsonaro na Papudinha

Alexandre de Moraes, ministro do STF - 17/12/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/STF
Alexandre de Moraes, ministro do STF – 17/12/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/STF

No dispositivo, Moraes determina autoriza “assistência integral, nas 24 horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados” e “o deslocamento imediato para os hospitais em caso de urgência”, com comunicação em até 24 horas. 

O ministro também autoriza “a realização das sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos” e “a entrega diária de alimentação especial”. 

O despacho mantém “a visitação semanal permanente” da mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e familiares próximos, dentro das faixas de horário previstas, e determina que “as demais visitas deverão observar as normas” do sistema penitenciário do DF, com cadastro prévio e autorização da Corte. 

A decisão autoriza ainda “assistência religiosa (…) uma vez por semana” e “a participação do sentenciado no programa de remição de pena pela leitura”. 

Também prevê a instalação de “grades de proteção e barras de apoio” e de aparelhos para fisioterapia “tais como esteira e bicicleta”, ambos “a critério da Defesa”. 

Moraes declara prejudicados pedidos de vistoria e de ajustes no ar-condicionado da PF e reafirma: “Indefiro o pedido de autorização para acesso a aparelho de televisão do tipo Smart TV”. 

Por fim, determina: “O réu Jair Messias Bolsonaro seja submetido imediatamente à junta médica oficial”, com laudo em até 10 dias. Depois da transferência, o ministro autoriza, “excepcionalmente, a visita” da esposa e familiares “por 3 (três) horas”, dividida entre os visitantes. 

Com a decisão, Bolsonaro passa a cumprir pena no Complexo da Papuda sob regras do próprio estabelecimento, e Moraes determina comunicação imediata às autoridades responsáveis: “Comunique-se, imediatamente, à Polícia Federal e ao 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF”.

Informações Revista Oeste


O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido nesta quinta-feira (15) da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF, conhecido como Papudinha.
A transferência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que cuida da execução da pena do ex-presidente. O batalhão fica localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, também o Distrito Federal. Bolsonaro deverá ser alocado em uma sala de Estado-maior no local.
Segundo o STF, a cela ocupada por Bolsonaro é igual a que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, cumprem pena. O espaço comporta 4 pessoas, mas será usada exclusivamente para o ex-presidente.
Anderson Torres e Silvinei Vasques dividem outra unidade semelhante a que o ex-presidente está custodiado.
Moraes também determinou que Bolsonaro tenha “assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”.
O ministro também autorizou que o deslocamento imediato de Bolsonaro para os hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo máximo de 24 (vinte quatro) horas da ocorrência.

Bolsonaro também poderá realizar sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao STF.
O ex-presidente receberá diariamente alimentação especial, devendo a defesa indicar o nome da pessoa que ficará responsável pela entrega das refeições.
Além disso, Moraes também autorizou:
atendimento médico em tempo integral pelo sistema penitenciário, em regime de plantão, 24h por dia;
visitas semanais da esposa e filhos;
assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni;
autorização para leitura;
grades de proteção e barras de apoio na cama;
instalação de aparelhos de fisioterapia, como esteira e bicicleta.

Bolsonaro também deve ser submetido à junta médica oficial, composta por médicos da própria PF, para avaliação de seu quadro clínico.
O ministro também rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro de acesso à smart TV.
Como é a Papudinha?
O edifício fica a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos. Até o começo de novembro, 52 pessoas cumpriam pena no 19º BPM.
O batalhão tem oito celas, todas no formato de alojamentos coletivos, compostos por banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala.

Segundo a Polícia Militar, todas essas instalações foram reformadas em 2020.

Todos os presos podem receber itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas definidos pela administração penitenciária, de forma igual para todos.

Também é permitido acesso a televisores e equipamento de ventilação mecânica, de acordo com o regramento da unidade prisional.

*g1
Foto: Pablo Porciuncula/AFP


O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), afirmou que não pretende repetir a postura de neutralidade adotada nas eleições de 2022 e defendeu a construção de um projeto nacional de oposição, além de comentar sua as chances de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência. A declaração foi dada em entrevista nesta quinta-feira (15), durante o cortejo da Lavagem do Bonfim.

“A ideia é ter candidato a presidente da República. Nós pretendemos ter candidato. Em 2022 eu não tinha alternativa, e aquela foi a única alternativa que eu tive diante de mim. Mas a minha ideia é ter candidato a presidente. Vamos fazer um enfrentamento ao PT. Vamos trabalhar um projeto de oposição. E vamos mostrar que a Bahia e o Brasil precisam e podem ter mudança”, disse.

Ao abordar alianças e possíveis apoios, ACM Neto destacou que o União Brasil já possui um nome colocado no cenário nacional e evitou antecipar posicionamentos. Segundo ele, o momento é de diálogo com diferentes correntes políticas, respeitando as pré-candidaturas existentes e buscando convergência em torno de um projeto comum.

“Olha, a União Brasil hoje tem um pré-candidato, que é Ronaldo Caiado. Então, eu acho que nesse momento a gente não pode especular. Temos que conversar com todo mundo. Eu pessoalmente tenho uma boa relação com o senador Flávio Bolsonaro. Respeito a candidatura dele, a pré-candidatura dele pelo PL, assim como nós temos a nossa pré-candidatura pela União Brasil”, acrescentou.

O ex-prefeito de Salvador também comentou que tem uma amizade de longa data com Caiado. “Então, Caiado, dentro desse processo eleitoral, todo mundo sabe qual é a minha posição, não pode ser outra. E aí a gente vai conversar e dialogar com todas as correntes que vão do centro até a direita, num propósito maior de garantir essa mudança que a gente deseja para a Bahia e para o Brasil”, concluiu.

Metro1
Foto: Metropress