Advogados afirmam que exames realizados no domingo constataram ‘evolução objetiva e comprovada’ do quadro clínico do ex-presidente
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, depois de ter a prisão preventiva decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 15, autorização urgente para que o ex-presidente passe por cirurgia para corrigir duas hérnia inguinais, constatadas em exames de imagem realizados neste domingo, 14.
Segundo os advogados de Bolsonaro, houve recentemente uma “evolução objetiva e comprovada” do quadro clínico do ex-presidente, amparada por laudos médicos e exames de imagem. Eles afirmam que o quadro requer intervenção emergencial.
Bolsonaro passou por uma ultrassonografia neste domingo. Depois do exame, um dos advogados do ex-presidente, João Henrique Nascimento de Freitas, relatou que foi constatada uma hérnia inguinal bilateral, e que o quadro requer cirurgia emergencial.
“Os exames identificaram duas hérnias inguinais”, disse Freitas. “Os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro.”
Defesa de Bolsonaro teme agravamento do quadro
O relatório apresentado pela defesa nesta segunda-feira alega que o ex-presidente enfrenta dores e desconforto crescentes, além de frequentes crises de soluço.
Segundo o documento, estas crises “provocam aumento intermitente da pressão abdominal, elevando significativamente o risco de encarceramento ou estrangulamento intestinal — hipóteses que, se concretizadas, demandariam cirurgia de emergência, com riscos exponecialmente maiores”.
“Diante desse cenário, não se está diante de hipótese remota ou preventiva abstrata”, dizem os advogados do ex-presidente da República. “Mas de necessidade médica atual, objetiva e comprovada, cuja postergação expõe o Peticionário a risco real de agravamento súbito, internação emergencial e possíveis complicações cirúrgicas evitáveis.”
Os advogados do ex-presidente também afirmaram que é “indispensável” que o procedimento seja realizado de forma planejada, em ambiente hospitalar adequado, inclusive com cuidados pós-operatórios e fisioterapia. Segundo o relatório, essas intervenções demandam internação por cinco a sete dias.
Representação do senador alega envolvimento de Lulinha com ‘Careca do INSS’, e pede por auditoria ‘técnica e independente’ nos órgãos da Previdência
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é pré-candidato à Presidência da República I Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou, nesta segunda-feira, 15, uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir uma auditoria “técnica e independente” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Ministério da Previdência. O documento solicita que o órgão investigue influência política, fragilidades internas e eventuais favorecimentos ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a representação, há indícios de comunicações frequentes entre Lulinha e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, sem justificativa formal conhecida. O senador também cita relatos de pagamentos volumosos realizados ao filho de Lula, assim como a suspeita de que ele atuava como sócio oculto em empresas envolvidas no escândalo.
“É cabível e necessário que esta Corte determine a instauração de auditorias, voltadas à verificação de indícios de interferência indevida, favorecimento, desvio de finalidade e falhas nos mecanismos de controle interno e externo no âmbito do INSS e do Ministério da Previdência Social”, consta no documento.
Flávio Bolsonaro relaciona familiares de Lula ao escândalo do INSS
A representação destaca ainda a ligação familiar entre Lulinha, Lula e Frei Chico, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi) — que também é investigado no âmbito das fraudes do INSS. Para o senador, a “possível influência informal” sobre decisões administrativas do INSS exige um “controle externo reforçado”.
“Não se trata aqui de presumir responsabilidade pessoal pelo vínculo familiar”, afirma o senador, que é pré-candidato à Presidência da República. “Mas de reconhecer que, em uma república democrática, a proximidade entre ocupantes de altos cargos e eventuais beneficiários indiretos de decisões administrativas exige controle reforçado.”
De acordo com o documento, o objetivo da representação é garantir apuração técnica e independente para preservar a “legalidade e a impessoalidade” na administração da Previdência, diante de possíveis interferências externas e riscos de captura institucional.
Ultrassom realizado neste domingo, 14, detecta hérnias inguinais no ex-presidente; médicos dizem que intervenção cirúrgica é tratamento definitivo
Ex-presidente da República e atual presidente de honra do Partido Liberal, Jair Bolsonaro passou a cumprir prisão preventiva na Superintendência da Polícia Federal em 22 de setembro | Foto: Reprodução/Site oficial do PL
Médicos recomendaram que Jair Bolsonaro (PL-RJ) seja submetido a cirurgia depois que um ultrassom, feito na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, neste domingo, 14, revelou duas hérnias inguinais. O ex-presidente está detido no local desde 22 de novembro e passou pelo procedimento depois de solicitação de seus advogados.
Realizado com aparelho portátil, o exame só foi possível em razão de uma autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado avaliou que os laudos médicos apresentados pela defesa estavam desatualizados. O pedido para nova avaliação teve como objetivo atualizar o quadro clínico e embasar decisões sobre possíveis intervenções.
Recomendação médica a Bolsonaro e próximos passos
Fachada do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF
O advogado João Henrique de Freitas informou, pela rede social X, que “os exames identificaram duas hérnias inguinais”. “Os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”, afirmou a defesa.
Ainda não houve decisão sobre o pedido dos advogados para que a cirurgia, caso autorizada, ocorra em hospital e com permanência de Bolsonaro pelo período necessário à recuperação. O ex-presidente segue sob custódia no Distrito Federal enquanto aguarda resposta judicial.
Defesa se manifesta
O advogado Paulo Cunha Bueno disse, em uma postagem no X, que deve requerer nesta segunda-feira, 15, ao ministro Alexandre de Moraes, autorização para a cirurgia de Bolsonaro. “Amanhã [nesta segunda] será renovado o pedido de autorização de hospitalização para realização da intervenção cirúrgica, esperando-se que, diante do resultado da ultrassonografia, seja, finalmente, deferido o pedido, independentemente de ‘perícia policial’.”
No post, Bueno manifestou estranhamento em relação à “perícia” determinada à PF por Moraes, já que desconhecia “a expertise médica da Polícia Federal”. Ele também disse que a ultrassonografia afastou qualquer dúvida sobre a veracidade da recomendação feita anteriormente pela equipe médica de Bolsonaro. “Ou seja, se havia alguma dúvida sobre a veracidade das razões para o pleito cirúrgico, resta assente que os profissionais que lideram o tratamento — Drs. Leandro Echenique e Claudio Birolini —, jamais emitiram recomendações que não fossem verídicas e fruto de suas convicções médicas, honrando seu juramento hipocrático, como seria esperado”, escreveu.
Na última sexta-feira, 12, o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro divulgou um vídeo inédito em que Jair Bolsonaro aparece ao soluçar enquanto dorme. O filho do ex-presidente afirmou que “ele precisa de cuidados especiais 24 horas por dia” e que, “se ele broncoaspirar por causa do refluxo constante, ele pode morrer com a crescente pressão sofrida paulatinamente nos últimos tempos”.
O ex-vereador carioca afirmou ainda que “existem episódios muito mais graves do que os que aparecem nesse vídeo” e que eles representam “risco real e imediato” à vida do ex-presidente. Além disso, Carlos reiterou que, “sem cuidados médicos contínuos, acompanhamento ininterrupto e ambiente adequado, estamos diante de uma tragédia anunciada”.
Uma reviravolta impressionante deu o que falar nesta sexta-feira (12/12), após o governo dos Estados Unidos retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Viviane Barci de Moraes, sua esposa, também foi beneficiada, e Martin de Luca, advogado da Trump Media e da rede social Rumble, enviou um recado.
O comunicado partiu do Departamento do Tesouro dos EUA, e um porta-voz informal da decisão esclareceu alguns detalhes. “As sanções não são um fim em si mesmas. Elas são uma forma de pressão para produzir mudanças”, afirmou durante a declaração.
O advogado ressaltou que Washington espera agora reciprocidade. “As autoridades brasileiras vêm tentando negociar e sinalizando disposição para recuar em práticas de censura e de lawfare”, acrescentou. Antes de concluir, Martin de Luca fez outro alerta, sugerindo que o governo americano ficará vigilante: “O que vem a seguir dependerá de saber se essa correção de rumo será real”.
*Portal Léo Dias Foto: Reprodução YouTube/ABC News
Presidente comemora saída de ministro da lista da Lei Magnitsky
Foto: Frame/ Canal GOV
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta sexta-feira (12), em São Paulo, a decisão do governo norte-americano de retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Para Lula, a aplicação da lei era injusta e a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar as sanções ao ministro do Supremo “é bom para o Brasil e para a democracia brasileira”.
“O Silvio Santos faria 95 anos [hoje] e o Alexandre de Moraes faz 57 amanhã. E eu transmito de presente para ele o reconhecimento de que não era justo um presidente de um outro país punir o ministro da Suprema Corte brasileira só porque estava cumprindo a Constituição brasileira”, disse Lula durante um evento no SBT, na capital paulista.
“E eu fiquei muito feliz com o fato e esse reconhecimento, mas ainda faltam mais pessoas [para serem retiradas da aplicação da lei] porque não é possível admitir que um presidente de um país possa punir com as leis dele autoridades de outro país que estão exercendo a democracia. Portanto, a tua vitória [Alexandre de Moraes] é a vitória da democracia brasileira”, acrescentou o presidente.
A Lei Magnitsky é aplicada pelo governo norte-americano como sanções a estrangeiros. O ministro Alexandre de Moraes foi incluído na lista de punidos em julho deste ano.
Mais cedo, Alexandre de Moraes também comentou sobre a decisão norte-americana. “A verdade prevaleceu. E nós podemos dizer com satisfação e com humildade, que foi uma tripla vitória. Primeiro a vitória do Judiciário brasileiro, que não se vergou a ameaças, a coações e não se vergará e continuou com imparcialidade, seriedade e coragem. Também é a vitória da soberania nacional. O presidente Lula, desde o primeiro momento, disse que o país não iria admitir qualquer invasão na soberania brasileira. E mais do que tudo isso, foi a vitória da democracia”, afirmou Moraes.
Lula participou nesta sexta-feira da cerimônia de inauguração do canal SBT News, que estreia na próxima segunda-feira (15). A cerimônia de inauguração ocorreu no mesmo dia em que o fundador do SBT, o ex-apresentador Silvio Santos, morto no ano passado, completaria 95 anos de idade.
Durante o evento, o presidente também falou sobre a importância de uma imprensa livre para a democracia brasileira.
“Um jornalista não existe para julgar. Quem julga é um juiz. O jornalista existe para informar e informar com base na verdade. Doa a quem doer. E falo isso com muita autoridade, porque completei 80 anos no dia 27 de outubro, sobrevivendo pelo terceiro mandato e nunca liguei para um jornalista, para um dono de televisão ou para um dono de jornal para pedir que não publicasse tal matéria contra o governo. A imprensa só é útil se ela for livre. Se ela for partidária ou se ela for ideologizada, ela não cumpre com papel de bem informar a sociedade”, afirmou.
Também estiveram presentes ao evento a primeira-dama Janja Lula da Silva; o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; os ministros Fernando Haddad (Fazenda); Sidônio Pereira (Comunicação Social); Frederico Siqueira (Comunicações) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública); os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes; o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes; e o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), André Basbaum.
Eduardo Bolsonaro Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou tão logo anunciado pelo governo dos Estados Unidos a retirada do nome do ministro Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. A medida ocorreu na tarde desta sexta-feira (12).
Por meio de um texto nas redes sociais, Eduardo, que se encontra no Estados Unidos, disse ter recebido a notícia com pesar, mas demonstrou gratidão a Donald Trump, presidente dos EUA.
– Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil – escreveu.
O deputado indicou que a sanção ao ministro do STF não perdurou pela falta de “unidade política necessária” da sociedade brasileira.
– Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual.
Eduardo concluiu pedindo que “Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro”. O jornalista Paulo Figueiredo é signatário da nota.
Confira:
O nome de Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, havia sido incluído na lista em julho deste ano. A Lei Magnitsky é usada pelo país norte-americano para punir e sancionar estrangeiros que, segundo o governo, violem direitos humanos. A sanção a Moraes havia sido imposta na esteira do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Pesquisa compreende avaliação de 167 parlamentares em exercício, equivalente a 33% da Câmara
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Atualizado: no dia 12 de dezembro de 2025 às 14:42
O presidente da câmara de deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) é avaliado positivamente por 55% dos parlamentares. As avaliações negativas somam 13%, segundo dados da pesquisa divulgados nesta sexta-feira (12).
A avaliação foi feita por 167 deputados federais em exercício — 33% dos parlamentares da Câmara — entre os dias 29 de outubro e 11 de dezembro de 2025. O presidente Lula também foi avaliado e superou os números de avaliações positivas por parte dos parlamentares, em comparação a junho, quando a última pesquisa foi realizada.
Confira abaixo os números totais das avaliações para Motta:
Positivo: 55% (eram 68% em junho de 2025)
Regular: 30% (eram 25%)
Negativo: 13% (eram 6%)
Não sabem/Não responderam: 2% (era 1%)
Segundo pesquisa, a margem de erro é de sete pontos percentuais.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), acionou o ministro Alexandre de Moraes com um mandado de segurança para anular a sessão da Câmara realizada na madrugada desta quinta-feira (11), que havia decidido manter o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Após o envio da ação, dirigentes petistas telefonaram ao ministro pedindo a invalidação da votação.
Moraes atendeu, embora sua decisão – publicada às 19h12 – não mencione o mandado, protocolado às 16h38. As informações são do site Poder360.
Na decisão, o ministro determinou a perda imediata do mandato de Zambelli, afirmando que a Câmara contrariou a Constituição ao preservar o cargo de uma parlamentar condenada criminalmente por tentar invadir o sistema do CNJ. Ele reiterou que, nesses casos, cabe ao Judiciário decretar a perda do mandato e à Mesa da Câmara apenas formalizá-la.
O mandado de Lindbergh acusou a direção da Casa de descumprir ordem judicial ao submeter a cassação de Zambelli à deliberação política. Para o deputado, a Mesa extrapolou suas atribuições e feriu a separação dos Poderes ao transferir ao plenário uma decisão já definida pelo STF.
Moraes classificou a votação da Câmara como “ato nulo” por violar a Constituição e determinou que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), emposse o suplente Adilson Barroso (PL-SP) em até 48 horas. Ele enviou sua decisão para análise da 1ª Turma do STF, que julga o caso nesta sexta-feira (12) em sessão virtual.
Controladoria disse que documentos da PF são essenciais para investigar agentes federais ligados aos certificados ideologicamente falsos
O ex-presidente Jair Bolsonaro faz aparição no quintal da casa onde cumpre prisão domiciliar, em Brasília – 9/9/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Nesta quinta-feira, 11, a Controladoria-Geral da União (CGU) pediu novamente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o envio de documentos da Polícia Federal (PF) sobre a suposta fraude no cartão de vacina que envolve Jair Bolsonaro e ex-assessores.
Conforme o o ofício, a CGU disse que recebeu apenas os autos principais dos inquéritos e de uma petição, faltando os anexos produzidos pela PF, como relatórios, laudos e arquivos considerados essenciais para concluir as investigações administrativas.
De acordo com o órgão, o mesmo pedido foi feito em 30 de agosto de 2024, mas negado por Moraes em 19 de setembro daquele ano, em razão de diligências ainda em andamento. Em virtude do tempo decorrido, a CGU reiterou a solicitação para prosseguir nas apurações internas.
A CGU ponderou que não precisa de todo o material dos processos, mas apenas dos itens listados em uma nota técnica, que delimita os documentos necessários para a análise de condutas atribuídas a quatro agentes vinculados ao Executivo federal: Luis Marcos dos Reis, Marcelo Costa Câmara, Max Guilherme Machado de Moura e Sérgio Rocha Cordeiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que se fosse presidente da república na época da pandemia de Covid-19, teria salvo 80% das pessoas que morreram devido à doença.
A declaração foi feita durante a inauguração de um centro de radioterapia no município de Itabira, em Minas Gerais. O presidente também mencionou o ministro da saúde, Alexandre Padilha: “Se eu fosse presidente da República naquela época e o Padilha fosse ministro da Saúde, eu duvido que a gente não tivesse salvo 70%, 80% das pessoas”.
Lula diz que as vítimas da Covid morreram “por falta de vergonha, de responsabilidade de um presidente que ficava na televisão imitando as pessoas que estavam com Covid, tossindo e zombando da saúde das pessoas que morreram nesse país”, fazendo referência ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.
Gestão Bolsonaro na Covid-19 Durante a pandemia da Covid-19 — período em que Bolsonaro era presidente — 700 mil pessoas vieram a óbito pela doença. A declaração de Lula faz referência a um episódio em que o ex-presidente imitou pessoas com falta de ar, um dos principais sintomas que acometem os infectados.