Senador percorre capitais da região e evita críticas diretas ao governo Lula
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou, neste sábado (21), uma agenda de pré-campanha por estados do Nordeste. Durante a visita, o parlamentar utilizou uma camiseta com a frase “Nordeste é a solução”.
Até o momento, ele passou por Natal (RN) e João Pessoa (PB). Na capital paraibana, foi recebido pelo senador Efraim Filho (União Brasil) e pelo deputado Cabo Gilberto (PL), líder da oposição na Câmara.
Durante os compromissos, Flávio adotou um tom mais moderado nos discursos. Em uma região historicamente associada ao eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele falou em “romper as amarras do atraso”, evitando críticas diretas ao governo federal.
A principal declaração mais incisiva foi sobre o preço do diesel. No Rio Grande do Norte, o senador afirmou que o combustível estaria custando “R$ 10 e não há pandemia”. Atualmente, a alta do diesel está relacionada, sobretudo, à escalada do conflito no Oriente Médio, que impacta o preço do petróleo no mercado internacional.
Levantamento com 1,2 mil eleitores aponta alto conhecimento do caso e maioria contrária à indicação da deputada para o comando do colegiado
Erika Hilton foi escolhida para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data mostra que 84% dos brasileiros discordam da escolha da deputada Erika Hilton (Psol-SP) para presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. O levantamento ouviu 1,2 mil eleitores de 17 a 18 de março de 2026.
Segundo os dados, 82% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento da indicação da parlamentar, enquanto 18% disseram não saber do episódio.
Receba nossas atualizações
Entre os que avaliaram a escolha, apenas 16% disseram concordar com a indicação de Erika para comandar o colegiado.
Diferenças por idade, renda e religião
A pesquisa também mostra variações de opinião entre diferentes grupos sociais. Entre os mais jovens (16 a 34 anos), a concordância com a indicação chega a 25%. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, o índice cai para 8%.
No recorte religioso, católicos registram 23% de concordância, enquanto entre evangélicos o índice é de 5%.
Entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, 27% disseram concordar com a escolha da deputada. Já entre os que recebem até dois salários mínimos, o índice é de 15%.
Declaração de Ratinho
O levantamento também avaliou a repercussão de declarações do apresentador Ratinho, que criticou a escolha de Erika Hilton para o comando da comissão.
Segundo a pesquisa:
61% afirmaram que a fala do apresentador foi correta;
20% disseram que foi correta, mas exagerada;
19% avaliaram a declaração como preconceituosa.
Metodologia
A pesquisa ouviu 1,2 mil eleitores em todo o país e tem margem de erro de 3 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.
Entenda a polêmica entre Erika Hilton e Ratinho
A deputada Erika Hilton move uma ação contra o apresentador Carlos “Ratinho” Massa depois da repercussão de declarações feitas por ele durante seu programa exibido em 11 de março. Na ocasião, o apresentador criticou a escolha da parlamentar para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.
Ratinho afirmou que não considerava justo que o cargo fosse ocupado por uma mulher trans. Também disse que a comissão deveria ser presidida por “mulher mesmo”.
Depois da repercussão, Erika acusou o apresentador de transfobia e acionou diferentes órgãos públicos. A deputada apresentou denúncia ao Ministério Público Federal, pediu investigação criminal e também solicitou ao Ministério das Comunicações a suspensão do Programa do Ratinho por 30 dias.
O ministério confirmou o recebimento da representação administrativa e informou que a Secretaria de Radiodifusão analisará o caso e os pontos apresentados pela parlamentar.
O Ministério Público Federal decidiu acolher a denúncia e abriu a ação civil pública, que agora tramita na Justiça Federal. Entre os pedidos do órgão estão indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e retirada do programa da internet.
Ratinho, por sua vez, afirmou que não ofendeu a deputada e negou ter feito declarações transfóbicas. O apresentador também disse que pode processar quem o acusou desse tipo de conduta.
Boletim médico do hospital DF Star indica evolução laboratorial positiva no tratamento de pneumonia bacteriana bilateral
Jair Bolsonaro foi internado com broncopneumonia | Foto: GETTR/Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou sinais de recuperação em seu quadro de saúde nas últimas 24 horas. De acordo com a nota oficial divulgada pelo hospital DF Star nesta quinta-feira, 19, o paciente registrou avanços nos exames laboratoriais e mantém uma resposta clínica favorável. Apesar da melhora, a equipe médica optou por manter o ex-mandatário na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da instituição em Brasília, sem estipular um prazo para a saída do setor de cuidados críticos.
O diagnóstico aponta uma pneumonia bacteriana bilateral, quadro que se desenvolveu logo que o ex-presidente sofreu um episódio de broncoaspiração. O corpo clínico, composto por especialistas em cirurgia geral e cardiologia, administra atualmente um protocolo de antibioticoterapia por via endovenosa. O tratamento inclui ainda suporte intensivo contínuo para monitorar as funções vitais e estabilizar o sistema respiratório.
A rotina de Bolsonaro no hospital envolve sessões diárias de fisioterapia motora e respiratória para auxiliar na plena recuperação dos pulmões. O documento assinado pelos diretores e coordenadores da UTI reforça que o estado de saúde do ex-presidente demanda vigilância constante, embora os indicadores de infecção demonstrem recuo.
A internação ocorre em um período de atenção redobrada à saúde do ex-chefe do Executivo, que já enfrentou outros procedimentos médicos em Brasília. Até o momento, a direção geral da unidade hospitalar não sinalizou mudanças no itinerário terapêutico, mantendo o foco na estabilização completa antes de qualquer movimentação para a unidade de internação regular.
Petista voltou a colaborar com o regime socialista
Lula, em encontro com o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Em mais um gesto de aproximação com a ditadura cubana, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estruturou uma operação para enviar ajuda à ilha caribenha, que enfrenta uma crise marcada por apagões frequentes, escassez de alimentos e colapso de serviços básicos. Segundo apurou a Oeste, o Brasil enviará toneladas de alimentos e medicamentos à ilha.
Esta não é a primeira remessa recente. Há cerca de 15 dias, o governo brasileiro já havia encaminhado antibióticos, antiparasitários e vitaminas ao país. De acordo com interlocutores, a nova operação amplia o alcance da ajuda e inclui, além de remédios, grandes volumes de alimentos.
Veja o que o governo Lula enviará a Cuba:
80 toneladas de medicamentos, incluindo antifúngicos e itens para combate a arboviroses;
20 mil toneladas de arroz com casca;
150 toneladas de feijão preto; e
200 toneladas de arroz polido.
Os insumos foram reunidos pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, comandados por Alexandre Padilha e Paulo Teixeira, respectivamente. O governo afirma que as doações não afetam o abastecimento interno.
A iniciativa ocorre em meio ao agravamento da crise na ilha, onde a população convive com longos apagões, falta de alimentos e deterioração das condições de vida — fruto do modelo econômico centralizado e da condução do regime.
Situação econômica de Cuba
Cuba enfrenta uma crise prolongada. O regime, no entanto, costuma atribuir o insucesso econômico exclusivamente às restrições norte-americanas.
Na sexta-feira 13, Díaz-Canel afirmou que autoridades iniciaram negociações com Washington. Em declaração exibida na televisão estatal, disse que o objetivo é buscar “soluções” para as divergências entre os dois países.
Apesar disso, os EUA não têm se mostrado dispostos a negociar. Trump afirmou que “pode ser uma tomada de controle [de Cuba] amigável, pode não ser uma tomada de controle amigável”. “Eles não têm energia, eles não têm dinheiro”, disse o chefe da Casa Branca. “Eles estão com grandes problemas a nível humanitário.”
Cardiologista Brasil Caiado afirmou que ex-presidente ‘sentiu o peso da patologia’, mas que equipe ‘já tem um quadro bom, com tendência de melhora’
Ex-presidente Jair Bolsonaro na frente do hospital DF Star, em Brasília | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A evolução clínica do ex-presidente Jair Bolsonaro foi considerada positiva nas últimas horas, segundo o cardiologista Brasil Caiado, nesta quarta-feira, 18. Apesar da melhora, ele permanece internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta médica.
Filho do presidente Lula abriu empresa que ainda não tem atuação efetiva
Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha Foto: Juca Varella/Estadão
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registrou uma empresa na Espanha em meio ao avanço das investigações sobre fraudes no INSS que apuram eventual ligação dele com o esquema.
A companhia, chamada Synapta, teve início de operação em janeiro de 2026 e foi formalmente registrada em fevereiro no Registro Mercantil de Madri. Lulinha aparece como administrador único do negócio, que foi constituído com capital social mínimo de 3 mil euros (R$ 18 mil), conforme exigido pela legislação espanhola.
O endereço informado pela empresa fica no distrito de Chamartín, área de alto padrão na capital espanhola. No local, funciona um escritório de advocacia especializado em assessorar empresas estrangeiras. A Synapta utiliza esse mesmo endereço como sede fiscal, prática permitida pela legislação, mesmo sem a presença física da empresa no local.
Até o momento, não há registro de atividades operacionais relevantes da companhia. Além da nomeação de procuradores legais vinculados ao escritório espanhol, não foram identificadas movimentações, o que caracteriza o negócio como uma empresa “de gaveta”, criada formalmente, mas ainda sem atuação efetiva.
Segundo a defesa de Lulinha, a empresa foi aberta dentro das exigências legais e tem como objetivo viabilizar projetos futuros no exterior. Os advogados afirmam que ele atualmente atua como pessoa física fora do Brasil, mas não detalham contratos ou clientes, alegando questões de privacidade.
A criação da empresa ocorre em um momento em que o filho do presidente Lula é alvo de apurações conduzidas pela Polícia Federal e acompanhadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela CPMI do INSS. As investigações buscam esclarecer se houve a participação de Lulinha em um esquema de fraudes contra aposentados.
Dados obtidos pela investigação indicam que, ao longo de quatro anos, ele movimentou cerca de R$ 19,5 milhões em transações bancárias, incluindo entradas e saídas de valores próximos a R$ 9,7 milhões. Seus sigilos bancário e fiscal foram quebrados por decisão do STF, a pedido da PF, além de medida semelhante aprovada pela CPMI, posteriormente suspensa pelo ministro Flávio Dino.
As apurações também analisam a relação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador do esquema. Uma das linhas investigativas envolve repasses financeiros que teriam sido feitos por meio da empresária Roberta Luchsinger, amiga da esposa de Lulinha.
A defesa da empresária afirma que os valores recebidos têm origem em um negócio ligado ao setor de canabidiol e não possuem relação com irregularidades. Já os advogados de Lulinha confirmaram que ele chegou a viajar ao exterior com despesas custeadas pelo lobista, mas sustentam que o encontro teve caráter profissional.
Ex-presidente da República permanece na UTI, sem previsão de alta
O ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado nesta terça-feira 17. De acordo com a equipe médica, houve nova queda nos marcadores inflamatórios durante o período.
Bolsonaro segue internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.
Ontem, ele foi transferido para uma nova acomodação de terapia intensiva, considerada mais adequada ao quadro clínico. O tratamento inclui antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI.
A internação de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está de volta à UTI | Foto: Reprodução/Redes sociais
A equipe médica diagnosticou o ex-mandatário com uma pneumonia bacteriana bilateral provocada por broncoaspiração. Esse diagnóstico motivou a entrada urgente no hospital na sexta-feira 13, quando ele deixou o 19º Batalhão da Polícia Militar ao apresentar calafrios, náuseas e deficiência na oxigenação sanguínea.
Durante a permanência na UTI, o ex-presidente recebeu doses reforçadas de antibióticos e iniciou um cronograma rigoroso de fisioterapia para recuperar a capacidade pulmonar e a mobilidade física.
O boletim médico da segunda-feira 16 detalhou que os rins de Bolsonaro voltaram a funcionar com normalidade. Esse dado técnico trouxe alívio aos profissionais de saúde, que haviam intensificado o monitoramento neste domingo, 15, devido a uma oscilação preocupante nos marcadores inflamatórios.
A estabilidade laboratorial verificada nesta manhã deu o suporte necessário para que os especialistas autorizassem a redução do nível de vigilância sobre o paciente.
Deputados da oposição protocolaram, nesta segunda-feira (16), na Câmara dos Deputados, um projeto de resolução para alterar o regimento interno da Casa e estabelecer que a presidência e as vice-presidências da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher sejam ocupadas apenas por deputadas do sexo feminino. A proposta foi apresentada pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
Leiliane Lopes – 16/03/2026 21h39 | atualizado em 17/03/2026 12h06
Nova presidente da Comissão de Defesa das Mulheres, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Deputados da oposição protocolaram, nesta segunda-feira (16), na Câmara dos Deputados, um projeto de resolução para alterar o regimento interno da Casa e estabelecer que a presidência e as vice-presidências da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher sejam ocupadas apenas por deputadas do sexo feminino. A proposta foi apresentada pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
O texto prevê a inclusão de um novo parágrafo no Artigo 39 do regimento da Câmara. Pela regra proposta, os cargos de comando da comissão deverão ser preenchidos exclusivamente por parlamentares mulheres indicadas pelos líderes partidários.
A iniciativa ocorre após a eleição da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que é uma mulher trans, para presidir o colegiado. O episódio gerou debate entre parlamentares sobre quem deve ocupar a direção do grupo responsável por tratar de políticas voltadas às mulheres.
Na justificativa do projeto, o autor argumenta que outros órgãos ligados à pauta feminina na Câmara já são compostos apenas por deputadas, como a Secretaria da Mulher e a Procuradoria da Mulher.
– O presente Projeto de Resolução objetiva alterar o Regimento Interno da Câmara dos Deputados para estabelecer, de forma expressa e impositiva, que os cargos de presidente e de vice-presidentes da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher sejam, impreterivelmente, ocupados por deputadas do sexo feminino.
O texto também sustenta que a estrutura atual do regimento reconhece a necessidade de espaços institucionais dirigidos por mulheres para tratar de políticas voltadas à igualdade e ao enfrentamento da violência.
– Tal estruturação regimental não é fruto do acaso, mas da compreensão institucional de que a luta pela igualdade, pelo enfrentamento à violência contra a mulher e pela ampliação da participação feminina nos espaços de poder exige protagonismo daquelas que, na sua própria existência, vivenciam as desigualdades estruturais.
Ainda segundo a justificativa, a proposta busca preservar a representatividade das parlamentares que, segundo o autor, vivem as experiências associadas à condição feminina desde o nascimento.
– A defesa dos direitos das mulheres deve ser conduzida por mulheres, que têm a legitimidade da vivência, a autoridade da representatividade e o compromisso inegociável com as causas que lhes são próprias.
Deputados que assinaram:
Cabo Gilberto Silva (PL-PB) Sargento Gonçalves (PL-RN) Clarissa Tércio (PP-PE) Bibo Nunes (PL-RS) Greyce Elias (Avante-MG) Rodolfo Nogueira (PL-MS) Carlos Jordy (PL-RJ) Dr. Jaziel (PL-CE) Sargento Fahur (PL-PR) Carla Dickson (União Brasil-RN) Mario Frias (PL-SP) Franciane Bayer (Republicanos-RS) Zé Trovão (PL-SC) Filipe Martins (PL-TO) Rosana Valle (PL-SP) Bia Kicis (PL-DF) Rosangela Moro (União Brasil-SP) Pastor Eurico (PL-PE) Dr Flávio (PL-RJ) Diego Garcia (Republicanos-PR) Luiz Philippe de Orleans e Bra (PL-SP) Fred Linhares (Republicanos-DF) Rogéria Santos (Republicanos-BA) Gisela Simona (União Brasil-MT) Chris Tonietto (PL-RJ) Pr. Marco Feliciano (PL-SP) Evair Vieira de Melo (PP-ES) Dra. Alessandra Haber (MDB-PA)
*Pleno.News Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Divulgada nesta terça-feira (17), a nova pesquisa Genial/Quaest apontou que 56% dos brasileiros já definiram em quem votarão para presidente no primeiro turno das eleições deste ano. Por outro lado, 43% têm opinião incerta e admitem que ainda podem mudar de candidato.
O levantamento também mostra que 67% dos entrevistados que afirmaram votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consideram que sua escolha não mudará. Outros 31% admitem que podem mudar de ideia, enquanto 2% não souberam responder.
Em relação ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 63% garantem que o voto já está definido, e 36% responderam que ainda podem mudar de ideia; 1% não soube responder.
Há ainda estimativas em relação aos eleitores dos governadores do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). 41% das pessoas que pretendem votar no gestor paranaense disseram estar decididas, enquanto 56% afirmam que podem mudar de candidato. No caso de Zema, 33% asseguram seu voto e 67% estão abertos a mudar de opinião.
A pesquisa foi feita entre os dias 6 e 9 de março, tendo entrevistado 2.004 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Ex-presidente deixou a UTI e apresentou melhora no tratamento; ele está internado desde a última sexta-feira, 13
O ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/YouTube/Canal Jair Bolsonao
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira, 17, apresentou um novo pedido de concessão de prisão domiciliar. A nova solicitação foi apresentada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) quatro dias depois de Bolsonaro ser internado no hospital DF Star, em Brasília.
Os advogados pedem a revisão da decisão anterior de Moraes, que havia negado o benefício ao ex-presidente. A defesa menciona um relatório médico atualizado, elaborado pela equipe responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, que indicaria a possibilidade de recorrência de quadros semelhantes ao que motivou a última internação.
Na última sexta-feira, 13, Bolsonaro foi encaminhado ao hospital para tratar uma pneumonia bacteriana, consequência de um episódio de broncoaspiração. Ele está preso na Papudinha, condenado por uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Entrada o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, popularmente conhecido como Papudinha | Foto: Cássio Nascimento/Google Maps
De acordo com boletim médico divulgado nesta segunda-feira, 16, o ex-presidente apresenta evolução clínica positiva, com boa resposta ao uso de antibióticos e recuperação das funções renais. A equipe médica retirou Bolsonaro da Unidade de Terapia Intensiva diante da melhora.
Defesa ressalta fragilidade clínica de Bolsonaro
Moraes negou pedidos anteriores de concessão de prisão domiciliar sob o argumento de que a Papudinha tem estrutura adequada para o tratamento de Bolsonaro. Na petição desta terça-feira, a defesa ressalta que a adequação da estrutura disponível na prisão para atendimento médico não elimina a condição de fragilidade clínica do ex-presidente.
“A partir desse dado objetivo, conclui-se que a permanência do peticionário [Bolsonaro] no atual ambiente de custódia expõe seu quadro clínico a um risco crescente, uma vez que a ausência de monitoramento contínuo e de intervenção imediata pode favorecer a repetição de eventos semelhantes, potencialmente mais graves, sobretudo diante de comorbidades múltiplas já documentadas”, escreveram os advogados.