Deputado defende remuneração por horas trabalhadas

Nikolas Ferreira Fotos: Reprodução

Nesta terça-feira (26), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo nas redes sociais em que criticou a PEC que prevê o fim da escala 6×1. A proposta será analisada nesta quarta-feira (27) na Câmara dos Deputados, após acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Embora tenha afirmado que não é contra a redução da jornada de trabalho, Nikolas acusou a esquerda de usar o tema de forma eleitoral. Segundo ele, o debate deveria incluir fatores como inflação, carga tributária, segurança pública e geração de empregos.

– O trabalhador tem que ter tempo pra saúde, pra lazer, pra cuidar da sua família, pra ter um tempo de fé, pra poder ir pra igreja. Agora, meu ponto sempre foi discutir isso de maneira séria e não populista – disse.

O parlamentar também afirmou que o governo do PT não resolveu o problema durante os anos em que esteve no poder e questionou a viabilidade econômica da proposta.

– Depois da picanha não dá pra cair nessas coisas mais. Enxerga o que está acontecendo? – declarou.

Durante o vídeo, Nikolas criticou a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), uma das autoras das PECs que estão em discussão, e destacou entrevistas em que ela admitiu não ter um estudo específico sobre os impactos econômicos da medida.

O deputado ainda rebateu acusações de que teria apoiado o aumento da jornada semanal para 52 horas. Segundo ele, a emenda apenas estabelecia um limite de até 12 horas extras para quem optasse por realizá-las.

Um dos pontos mais destacados por Nikolas foi o fato de a proposta não atingir servidores públicos. Para ele, isso demonstraria uma contradição dos defensores da PEC.

– Não sei se você sabe, mas eles tiraram o servidor público do fim da escala 6×1. Ou seja, sabendo que vai ter impactos econômicos, eles deixaram isso só pro setor privado. Mas pro setor público, né? Aí não. Vamos manter do jeito que tá, que senão vai quebrar o setor público, né? Bicho, é muita cara de pau – afirmou.

Como alternativa, o parlamentar defendeu um modelo baseado em 40 horas semanais com maior flexibilidade para distribuição da carga horária. Ele também disse que a oposição poderá apoiar uma escala 4×3 para expor, segundo ele, os efeitos econômicos da proposta antes das eleições.

– Se só na dor o brasileiro aprende, então que assim seja. Eu não tenho medo de dizer a verdade. Eu não tenho medo de escancarar o jogo sujo que a esquerda faz pra cima da gente – declarou.

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A proposta será apresentada com destaque de preferência

Deputados Sóstenes Cavalcante Foto: reprodução/Cãmara dos Deputados (melhorada com IA)

O líder da bancada do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, anunciou que o partido apresentará uma emenda para propor a escala de trabalho 4×3. A proposta será levada à votação nesta quarta-feira (27), ampliando o debate sobre o fim da jornada 6×1.

A proposta será apresentada com destaque de preferência pelo PL, a comissão terá então que avaliar o modelo antes da proposta inicial da escala 5×2, proposta pelo atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o parlamentar, a decisão ocorreu após reunião com a bancada. O deputado afirmou que a sigla defende uma mudança imediata na lei trabalhista para permitir que o trabalhador atue quatro dias e descanse três, com aplicação logo após a aprovação da medida.

Em pronunciamento, Cavalcante fez um apelo público para que partidos de esquerda, como o PT e o PSOL, votem junto com o PL. O congressista declarou que a oposição quer testar o apoio da base governista a uma redução de jornada ainda mais drástica para o país.

— Como nós estamos contra governo, que gosta de mentir, de maquiar, de enganar e, além disso, de roubar a esperança dos brasileiros, nós tomamos a decisão de amanhã, na hora da votação, nós vamos apresentar destaque de preferência para votarmos a escala 4×3, porque nós somos a favor do trabalhador trabalhar menos, ficar em casa, descansar na sua família e não somos hipócritas e oportunistas como este governo — afirmou.

O anúncio da emenda surge logo após o deputado Marcon pedir vista do relatório final na comissão especial da Câmara. O parecer sobre a jornada de trabalho foi apresentado pelo relator Leo Prates e a votação do texto principal estava prevista para esta semana.

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O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), planeja focar na pauta da segurança pública em seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O entendimento é de que o tema é uma das principais preocupações dos brasileiros nesta eleição e uma das maiores fragilidades do governo Lula (PT).

Segundo informações da colunista da CNN Jussara Soares, a ideia da pré-campanha de Flávio é se contrapor ao petista nessa questão, especialmente no debate sobre classificar facções brasileiras como terroristas. O parlamentar visa reforçar que está alinhado aos planos dos EUA envolvendo o endurecimento do combate a essas organizações criminosas.

Outra pauta que Flávio pretende se posicionar em contrariedade a Lula é na defesa da liberdade de expressão em meio ao debate sobre a regulação das redes sociais.

Especialistas contatados pelo senador também afirmaram que ele deve defender o aumento do comércio entre Brasil e EUA, e a parceria na exploração de terras raras e minerais críticos.

Aliados destacam, contudo, que o congressista pretende se mostrar mais disposto a ouvir do que falar. Ele segue nos EUA no aguardo da reunião, proposta pelo próprio presidente Trump.

*Pleno.News
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


Investigação apura transferências feitas pelo Rioprevidência para fundos ligados ao Banco Master

Cláudio Castro é alvo de investigação da PF sobre Banco Master; entenda

A Polícia Federal ((PF) realizou, nesta terça-feira (26), uma operação que tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A investigação apura transferências feitas pelo Rioprevidência para fundos ligados ao Banco Master, em movimentações que podem ter alcançado cerca de R$ 3 bilhões. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro e no Distrito Federal por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do jornal O Globo.

Suspeitas envolvem aposentadorias e fundos estaduais

Segundo a PF, parte dos recursos investigados saiu do Rioprevidência, órgão responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil servidores estaduais, além da Cedae. As apurações indicam que os investimentos começaram após mudanças na política financeira do instituto, permitindo aplicações em papéis ligados ao Banco Master entre 2023 e 2024.

PF aponta possível esquema financeiro irregular

A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que analisa suspeitas de fraudes financeiras, ocultação de patrimônio e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Os investigadores também apuram a criação de fundos considerados fictícios para ampliar artificialmente o valor da instituição financeira e esconder a origem dos recursos movimentados.

Ex-dirigente do Rioprevidência já havia sido preso

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, preso em fevereiro deste ano, é apontado como responsável por autorizar alterações que permitiram os aportes milionários. A defesa nega irregularidades. Paralelamente, o Ministério Público do Rio entrou com ação para responsabilizar dirigentes do órgão por um prejuízo estimado em R$ 1 bilhão relacionado aos investimentos feitos no Banco Master.

Cláudio Castro também é citado em outra investigação

Além da nova operação, Cláudio Castro já havia sido alvo da Operação Sem Refino, conduzida pela PF em maio deste ano. A ação investigava suspeitas de irregularidades no setor de combustíveis envolvendo empresas do grupo Refit, controlador da Refinaria de Manguinhos. Na ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em bens e ativos financeiros das empresas investigadas.

Informações Metrópoles


Governo federal estende acordos com quatro agências de marketing por mais 12 meses

Lula Norte
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca a reeleição | Foto: Ricardo Stuckert / PR 

Faltando três meses para o início da campanha eleitoral de 2026, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom)assinou termos aditivos para prorrogar os contratos de publicidade com quatro agências de marketing e propaganda. Cada um dos aditivos tem o valor fixado em R$ 562,5 milhões, o que eleva o montante total dos contratos a R$ 2,25 bilhões.

Os novos extratos foram assinados em 21 de maio e garantem a prestação de serviços ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até maio de 2027. A renovação dos contratos foram publicadas nesta segunda-feira, 25, no Diário Oficial da União.

Detalhes dos contratos de publicidade da Secom

As prorrogações foram respaldadas no artigo 57 da antiga Lei de Licitações (Lei 8.666/1993) e possuem vigência de 26 de maio de 2026 a 25 de maio de 2027. Todas as agências respondem ao mesmo processo administrativo.

A divisão dos valores e os respectivos contratos incluem:

  • Calia/Y2 Propaganda e Marketing Ltda:contrato 51/2022 – R$ 562,5 milhões;
  • Nova S.A: contrato 52/2022 – R$ 562,5 milhões;
  • Agência Nacional de Propaganda Ltda:contrato 53/2022 – R$ 562,5 milhões; e
  • Propeg Comunicação S.A: contrato 54/2022 – R$ 562,5 milhões.

O “pacote de bondades” de R$ 227 bilhões

O reforço financeiro na Secom corre em paralelo à execução de um amplo pacote de medidas econômicas formulado pelo governo federal. Segundo dados levantados pela CNN Brasil, o conjunto de programas, ampliações de benefícios e incentivos fiscais deve movimentar aproximadamente R$ 227 bilhões na economia nacional ao longo de 2026.

Dentro deste pacote, a principal medida política é a ampliação da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, acompanhada por uma cobrança de imposto mínimo sobre os “super-ricos” para compensar a renúncia fiscal.

O restante do volume bilionário está distribuído em frentes de crédito, subsídios e assistência social:

Incentivos ao crédito, indústria e habitação

  • Plano Brasil Soberano 2.0: liberação de R$ 15 bilhões em crédito do BNDES para o setor exportador;
  • Bens de capital verde: R$ 10 bilhões destinados a projetos de inovação e sustentabilidade industrial; e
  • Moviagrícola e MOV Brasil: financiamento de R$ 10 bilhões para máquinas agrícolas e R$ 21,2 bilhões para frotas de caminhões e ônibus
  • Setor habitacional: R$ 22,3 bilhões injetados via novo modelo de crédito imobiliário, R$ 12,9 bilhões no programa Reforma Casa Brasil e R$ 7,7 bilhões na faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; e
  • Consignado e Desenrola 2.0: acesso a R$ 22,9 bilhões em crédito consignado privado e potencial de R$ 8,2 bilhões em renegociações com uso do FGTS.

Programas sociais e segurança pública

  • Luz do Povo: isenção na conta de energia para famílias do CadÚnico com consumo até 80 kWh/mês (impacto de R$ 4,3 bilhões);
  • Gás do Povo: distribuição gratuita de botijões de gás para 15,5 milhões de famílias (custo de R$ 5,1 bilhões); e
  • Segurança: investimento de R$ 11 bilhões no programa Brasil Contra o Crime Organizado.

Subvenções econômicas aos combustíveis

O caixa da União também assumiu o custeio de subvenções diretas aos combustíveis para conter a oscilação de preços no mercado de varejo. O diesel recebeu um aporte total de R$ 34,4 bilhões em subsídios para importadores e produtores, enquanto o subsídio direto à gasolina consome R$ 1,2 bilhão mensais do Tesouro Nacional, totalizando R$ 2,4 bilhões no orçamento anual.

Informações Revista Oeste


Manifestação foi apresentada em alegações finais de processo no STF

Eduardo Bolsonaro faz acusação direta a Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Montagem sobre redes sociais
Alegação contra Moraes foi apresentada ao STF | Foto: Reprodução/Montagem Oeste

Defensoria Pública da União (DPU) afirmou ao ministro Alexandre de Moraes que ele não pode julgar o processo contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

A manifestação foi apresentada na última sexta-feira, 22, em alegações finais, na ação penal que apura suposto crime de coação cometido pelo ex-parlamentar. Moraes é relator do processo no STF.

Segundo a DPU, o processo contra Eduardo seria nulo e as condutas atribuídas a ele não configurariam crime. A Defensoria Pública argumenta que Moraes não poderia relatar e julgar o caso porque, segundo a própria denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), ele seria a principal vítima das supostas ameaças atribuídas aos acusados. 

A defesa sustenta que a ação de Moraes no processo e ser a vítima violaria o princípio do juiz imparcial previsto na Constituição e em tratados internacionais.

Isso porque a acusação cita Moraes nominalmente como alvo das supostas pressões. Além disso, a denúncia da PGR menciona sanções internacionais e cancelamento de visto ligados ao ministro.

DPU defende intimação por carta rogatória

Conforme o documento apresentado pela DPU, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos em endereço conhecido. Por isso, deveria ter sido citado por carta rogatória, e não por edital. Segundo a DPU, a legislação brasileira exige esse procedimento quando o acusado está no exterior.

A DPU diz que, mesmo admitindo a validade da citação por edital, o juízo deveria ter suspenso o processo porque Eduardo não compareceu nem constituiu advogado.

Já no mérito das acusações, a DPU afirma que as declarações públicas atribuídas a Eduardo Bolsonaro não configuram o crime de coação no curso do processo (artigo 344 do Código Penal).

Informações Revista Oeste


Manifestação foi apresentada ao ministro Flávio Dino

© Roberto Castro/ Mtur

O deputado Mário Frias (PL-SP) negou nesta segunda-feira (25) ter enviado emendas parlamentares para financiar a produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Apontado como produtor executivo do filme, Frias é alvo de uma apuração preliminar no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil. A organização não governamental (ONG) é ligada à produtora audiovisual Go Up Enterteinment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, que ainda não foi lançado e retrata a trajetória política do ex-presidente.

Em manifestação enviada ao ministro Flávio Dino, relator do caso, Frias disse que a suspeita de desvio é “falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória”.

Segundo o parlamentar, suas emendas foram direcionadas para financiar projetos de inclusão digital, empreendedorismo e esportes.

“Não há, nos autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica. A alegação é puramente especulativa e baseada em uma suposta associação ilícita entre pessoas jurídicas que, segundo a denunciante, compartilham endereço, argumento frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante para sustentar qualquer irregularidade”, afirmou.

O caso chegou ao STF por meio de uma representação feita pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). 

O deputado também disse que um parecer da Câmara dos Deputados confirmou que não há irregularidades nas emendas.

“O advogado-chefe da Câmara dos Deputados, Dr. Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva, em manifestação oficial de 6 de abril de 2026, corroborou integralmente o entendimento da CONOF [Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara], afirmando que os procedimentos observaram integralmente a legislação de regência, não havendo qualquer vício formal ou material”, completou.

Antes da apresentação da manifestação, um oficial de Justiça tentou intimar o deputado por cinco vezes, mas ele não foi encontrado. Frias está em viagem ao exterior, mas não foi autorizado pela Câmara a deixar o país.

O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à torna após o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações.

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

Com informações da agência Brasil.


Levantamento aponta o atual mandatário na frente na primeira etapa da disputa e mostra o senador do PL colado no confronto direto

Pesquisa indica empate entre Lula e Flávio presidente
Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O instituto Nexus e o Banco BTG Pactual divulgaram um levantamento que aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno. O petista registra 47% das intenções de voto no embate direto contra 43% do parlamentar. A diferença de quatro pontos percentuais deixa os dois concorrentes no limite da margem de erro da amostragem, que é de dois pontos.

Os pesquisadores ouviram 2.045 eleitores entre os dias 22 e 24 de maio de 2026. A pesquisa possui nível de confiança de 95% e recebeu o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-04193/2026.

Cenários testados para o primeiro turno

O atual mandatário mantém o primeiro lugar nas duas simulações feitas para a primeira fase do pleito. Na primeira lista apresentada aos entrevistados, Lula soma 40% das respostas enquanto Flávio Bolsonaro obtém 35%. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição com 5%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. O ex-ministro Joaquim Barbosa (DC) pontua 2%. Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza) registram 1% cada um.

Na segunda opção de primeiro turno, sem as candidaturas de Cury e Daciolo, Lula oscila para 41% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro repete os mesmos 35% do cenário anterior. Caiado e Zema mantêm os índices de 5% e 4%, respectivamente. O ativista Renan Santos sobe para 4% e Joaquim Barbosa alcança 3% das menções dos eleitores.

Vantagem sobre outros nomes da oposição

A pesquisa simulou outras duas rodadas de segundo turno com a presença do atual ocupante do Palácio do Planalto. O petista amplia a distância e vence os demais concorrentes da direita e do centro. No teste contra Ronaldo Caiado, o chefe do Executivo atinge 46% contra 40% do político do PSD.

O resultado do atual presidente é maior no confronto direto contra o ex-governador de Minas Gerais. Lula alcança 49% das intenções de voto contra 38% de Romeu Zema. Os votos brancos, nulos ou a opção por nenhum candidato somam 12% contra Caiado e 11% no duelo com o representante do partido Novo.

Desempenho na modalidade de consulta espontânea

A sondagem mediu a lembrança dos nomes dos candidatos sem mostrar a cartela de opções. Lula é o mais citado no levantamento espontâneo com 36% das menções e Flávio Bolsonaro aparece com 26%. Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado empatam com 2% das respostas cada um.

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 1% das menções espontâneas dos entrevistados. O político do PL continua inelegível até o ano de 2030 devido à condenação imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral por suposto abuso de poder político. O grupo de eleitores que declarou não saber em quem votar ou preferiu não responder ao questionário soma 26% nesta etapa.

Informações Revista Oeste


O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), participou neste sábado (23) da Feira Agropecuária e Agricultura Familiar de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina. Durante a passagem pelo evento, ele visitou estandes, conversou com moradores, produtores e lideranças locais.

Ao circular pela feira e dialogar com as pessoas de toda a região, Neto teve recepção calorosa e destacou o sentimento de mudança. “Tivemos aqui a oportunidade de estar ao lado das pessoas, receber o carinho de toda a região. A gente percebe que há um sentimento hoje muito forte, que domina o coração dos baianos, que é o sentimento de mudança, essa esperança do futuro melhor, que está aqui no Mundo do Chapéu, que está toda a Chapada Diamantina e está na Bahia”, declarou.

ACM Neto foi recebido pela prefeita Juliana Araújo, que recentemente reforçou apoio à sua pré-candidatura ao governo estadual. Também acompanharam a agenda o deputado federal Elmar Nascimento, os deputados estaduais Pedro Tavares, Júnior Nascimento e Cafu Barreto, o pré-candidato a deputado estadual Igor Dominguez e o ex-deputado federal José Carlos Araújo.

Além disso, a agenda contou com a presença de liderança de outras cidades da região, como o ex-prefeito de Jacobina Luciano da Locar e o vereador do mesmo município Juliano Cruz, pré-candidato a deputado estadual.

No município, em entrevista à imprensa local, Neto também falou sobre a disputa eleitoral de 2026 e afirmou que o grupo de oposição chega mais forte e organizado do que na eleição anterior. Ele ainda enalteceu a presença de João Roma e Angelo Coronel, nomes que vão disputar o Senado em sua chapa, e do pré-candidato a vice-governador Zé Cocá, ex-prefeito de Jequié reeleito com 92% dos votos válidos em 2024.

“Primeiro que eu acho que esse ano a gente está muito mais preparado. É claro que a gente cometeu erros na eleição passada e a gente tem humildade de reconhecer isso e procurou ajustar, corrigir e fortalecer o nosso trabalho, o nosso caminho”, disse.

Ele reforçou que em 2022 o governador Jerônimo Rodrigues (PT) se escondeu atrás de um número. “Agora ele não vai poder fazer isso, vai ter que enfrentar a realidade do governo fraco nesses últimos quatro anos, das promessas não cumpridas, e vamos à luta. O propósito maior e o que nos une a todos é o enfrentamento ao governo aqui da Bahia, e, sobretudo, a incompetência de Jerônimo Rodrigues”, afirmou.

A agenda de ACM Neto no fim de semana será encerrada neste domingo (24), às 10h, em Catu, onde ele participa de um encontro com lideranças políticas do município e da região. A visita deve reunir vereadores, apoiadores e lideranças locais, além de mobilizar caravanas e grupos organizados para acompanhar a agenda do ex-prefeito de Salvador.


Corte de Cassação anulou decisão favorável ao envio da ex-parlamentar ao Brasil

A ex-deputada federal Carla Zambelli, que continua presa na Itália | Foto: Reprodução/Redes sociais
A decisão partiu da Corte de Cassação de Roma | Foto: Reprodução/Redes sociais 

A Justiça da Itália negou nesta sexta-feira, 22, o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. A decisão também determinou a soltura da ex-parlamentar, presa em Roma desde julho.

A decisão partiu da Corte de Cassação de Roma, instância mais alta do Judiciário italiano. O tribunal anulou o entendimento anterior da Corte de Apelações italiana, que havia autorizado a extradição a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF). A palavra final ficou com o ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio.

Segundo o advogado da ex-deputada, Fábio Pagnozzi, a Corte de Cassação derrubou a decisão que autorizava o envio de Zambelli ao Brasil.

Carla Zambelli
Um dos principais pontos analisados no processo envolveu a cidadania italiana de Carla Zambelli I Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Justiça italiana discutiu cidadania da ex-deputada

Um dos principais pontos analisados no processo envolveu a cidadania italiana de Carla Zambelli. Em março, a Justiça italiana afirmou que a nacionalidade da ex-deputada não impediria automaticamente a extradição.

Na decisão, o tribunal declarou que a cidadania italiana de Zambelli teria “status meramente formal”. A Corte acrescentou que ela não possui “enraizamento social, territorial nem cultural efetivo na Itália”.

Os magistrados também ressaltaram que a vida política e profissional da ex-deputada foi construída integralmente no Brasil. Segundo a decisão, o fato de Zambelli possuir dupla cidadania reforçaria o vínculo jurídico com o país de origem.

Enquanto a Corte analisava o recurso em Roma, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores avançassem no processo de extradição, mesmo com recursos ainda pendentes na Itália.

A defesa da ex-deputada criticou a decisão de Moraes e afirmou que o ministro “ignora o ritmo da própria Justiça italiana”.

Mais cedo, Pagnozzi havia declarado à CNN Brasil que via o julgamento com pessimismo. “Na Itália, tudo pode acontecer, mas duvido que ele compre essa briga com o Brasil”, afirmou.

Informações Revista Oeste