O relatório de Alfredo Gaspar deve ser lido nesta sexta-feira, 25, antes de ir a votação

Sessão da CPMI do INSS
Sessão da CPMI do INSS | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Depois de o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidir por não prorrogar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI do INSS), o colegiado tem uma agenda apertada para terminar os trabalhos. Isso porque o prazo final dos trabalhos do está prevista para o próximo sábado, 28. 

A previsão inicial do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), é de que o parecer final do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), seja lido nesta sexta-feira, 27. “E vamos tentar votar amanhã também”, disse o parlamentar. 

Contudo, integrantes da comissão ouvidos por Oeste mostram que a votação pode ficar para sábado. Viana também não descartou a possibilidade.

CPMI do INSS: esquerdistas devem apresentar relatório paralelo

Senador Carlos Viana e deputado Paulo Pimenta durante a CPMI do INSS
Senador Carlos Viana e deputado Paulo Pimenta durante a CPMI do INSS nesta quinta-feira, 26 | Foto: Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O líder do governo na CPMI do INSS, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que a única possibilidade do parecer de Gaspar (PL-AL) ser aprovado é “se os parlamentares aprovarem um relatório conjunto”. 

O petista afirmou que a base governista vai apresentar um relatório paralelo que “demonstrará, de forma absolutamente categórica, como ocorreu o escândalo do INSS”. Pimenta disse que seu parecer pede o indiciamento de 170 pessoas.

Segundo Pimenta, o seu relatório “identificará cada um dos nove núcleos operacionais que atuaram para roubar aposentados e aposentadas”.

“Também vamos identificar o núcleo de servidores que se corromperam dentro da estrutura do INSS”, acrescentou o deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul. “Em cada um desses núcleos, vamos individualizar a responsabilidade de todas as pessoas que participaram dessas organizações criminosas.”

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O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que a direita chegará unida ao segundo turno das eleições presidenciais e que apoiará qualquer candidato do campo político que enfrente o Partido dos Trabalhadores (PT), inclusive o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Zema deixou o governo de Minas para a disputa presidencial nas eleições deste ano.

– Quem fala que a direita não está junta está equivocado. Nós vamos estar juntos no segundo turno – disse durante entrevista ao programa Pleno Time, nesta quinta-feira (26).

Ao ser questionado sobre diferenças em relação a Flávio Bolsonaro, seu futuro concorrente nas urnas, Zema relembrou conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano passado, antes de lançar sua pré-candidatura.

– Ele [Jair Bolsonaro] me falou: “Zema, vá! Quantos mais candidatos à direita tiver, mais forte ela vai ficar”. E isso faz todo sentido – disse, indicando que o líder conservador compactua com seu pensamento de multiplicidade de candidaturas no primeiro turno.

O ex-governador mineiro destacou ainda que pretende ter bom desempenho eleitoral em seu estado e que outros governadores bem avaliados também devem contribuir para fortalecer a direita nacionalmente. Ele também reiterou que apoiará qualquer nome da direita que enfrente o PT em um eventual segundo turno.

– Estarei apoiando aquele que estiver contra o PT. Estarei lá como fiz em 2022 – afirmou, lembrando seu engajamento na campanha de Jair Bolsonaro na última eleição presidencial.

Por fim, Zema afirmou estar disposto a contribuir com o país independentemente do cargo.

– Quero participar para melhorar o Brasil. Não tenho projeto pessoal de poder – declarou, ao ser questionado se assumiria algum ministério em um governo de direita.

*Pleno.News
Foto: Reprodução/Pleno.News


Chefe do Executivo afirmou que Brasil faz fronteira com todos os países da América do Sul

Lula da Silva: desfile virou problema na agenda política do petista | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Lula acumula deslizes factuais em suas falas públicas | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um novo equívoco geográfico nesta quarta-feira, 25, ao detalhar as potencialidades comerciais da aviação brasileira. Durante visita técnica ao polo de manutenção da Latam, em São Carlos (SP), o mandatário asseverou que o Brasil compartilha limites territoriais com todos os países da América do Sul. A declaração desconsidera a realidade cartográfica da região, uma vez que Chile e Equador não possuem fronteiras secas ou molhadas com o domínio brasileiro.

O deslize ocorreu logo que o petista exaltava a capacidade de produção da Embraer. O governo estima um aporte de aproximadamente R$ 11 bilhões na aquisição de até 74 jatos do modelo E195-E2 pela Latam, em negociação iniciada no segundo semestre do ano passado. Acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelos ministros da Fazenda e do Trabalho, Lula utilizou o argumento da proximidade regional para justificar a expansão da frota, ignorando o isolamento geográfico de dois vizinhos continentais.

Sequência de lapsos verbais

A falha em São Carlos soma-se a uma outro tropeço retórico registrado nesta semana. Na terça-feira, 24, o ocupante do Palácio do Planalto gerou perplexidade ao celebrar a aprovação do Projeto de Lei Antifacção. Na ocasião, o presidente agradeceu aos parlamentares por transformarem o Brasil em um dos países “mais respeitados do mundo no crime organizado”. A Secretaria de Comunicação precisou intervir para retificar a fala, alegando que o governante pretendia mencionar o “combate” às facções e não a liderança nelas.

A tendência de construções frasais problemáticas marcou também agendas externas recentes. Durante passagem pela Indonésia em outubro de 2025, o chefe de Estado inverteu a lógica do narcotráfico ao classificar os traficantes como vítimas dos dependentes químicos. Naquela oportunidade, o mandatário sugeriu que o enfrentamento aos usuários seria uma tarefa mais simples do que o combate aos fornecedores de entorpecentes.

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Boletim médico informa evolução clínica positiva do ex-presidente internado no Hospital DF Star, em Brasília

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) internado na UTI do Hospital DFStar, em abril de 2025 | Foto: Jair Messias Bolsonaro/Via Facebook
Bolsonaro permanece internado em observação nas próximas 24 horas | Foto: Facebook/Jair Messias Bolsonaro 

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira, 27, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, em Brasília.

Divulgado na tarde desta quinta-feira, 26, o comunicado aponta boa evolução clínica e ausência de sinais de infecção aguda. Bolsonaro permanecerá em observação pelas próximas 24 horas. O ex-presidente encerrou hoje o ciclo de antibióticos.

Bolsonaro deu entrada no hospital em 13 de março. Ele estava com febre alta, baixa saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Os médicos diagnosticaram pneumonia bacteriana por broncoaspiração, causada pela aspiração de líquido estomacal.

Bolsonaro permaneceu na unidade de terapia intensiva. Ele passou para cuidados semi-intensivos na semana passada.

Recuperação de Bolsonaro

O cardiologista Brasil Caiado estima recuperação total entre 90 dias e seis meses. A equipe médica realizará visitas recorrentes para monitorar a evolução do quadro clínico.

A notícia da alta ocorre depois de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira 24, o magistrado concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro pelo prazo de 90 dias.

A decisão atende parcialmente a pedido da defesa do ex-presidente. Segundo Caiado, a prisão domiciliar pode beneficiar a recuperação do paciente. “O ambiente domiciliar está em preparação pela família”, afirmou. “Já foi providenciada uma cama mais adequada para o problema quase central dele hoje, que é o refluxo gastroesofágico.”

Histórico clínico de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ferido por uma facada durante a campanha eleitoral de 2018. O primeiro procedimento ocorreu em caráter emergencial em 6 de setembro daquele ano, em Juiz de Fora (MG). Na ocasião, os médicos retiraram parte do intestino.

Ainda em 2018, Bolsonaro passou por nova cirurgia em São Paulo para tratar um quadro de obstrução intestinal.

Em 2019, voltou ao centro cirúrgico para retirar a bolsa de colostomia colocada depois do atentado. Na mesma cirurgia, os médicos corrigiram uma hérnia formada na região da cicatriz.

Em 2020, Bolsonaro foi submetido a dois procedimentos. Um deles retirou um cálculo na bexiga. O outro foi uma vasectomia.

Em 2023, o ex-presidente passou por nova cirurgia para correção de outra hérnia e remoção de aderências.

Em abril de 2025, Bolsonaro foi novamente operado. O procedimento incluiu laparotomia exploradora, liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. Em dezembro do mesmo ano, os médicos também realizaram um segundo procedimento para amenizar crises de soluço.

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O prefeito de Jequié, Zé Cocá, afirmou nesta quinta-feira (26) que aceitou o convite para ser pré-candidato a vice-governador da Bahia na chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. O convite foi feito durante agenda em Jequié.

Ao comentar a decisão, o gestor destacou a confiança no projeto político apresentado por Neto e disse acreditar na possibilidade de mudança no estado.

“Com projeto de governo, não de poder, é o que Neto sonha aqui. Com certeza a Bahia será transformada, melhorará, e quando vi nos olhos de Neto, senti que podemos ajudar, melhorar e fazer com que a Bahia melhore”, afirmou.

Zé Cocá também ressaltou a relação de confiança pessoal ao justificar a aceitação do convite.

“Meu pai me dizia que o homem a gente conhece no olhar e palavra de homem vale mais do que qualquer coisa. Acredito no fio do bigode. Quando Neto me convidou, eu senti em Neto a palavra do fio do bigode. Meu pai dizia: homem pela palavra e boi pela venta”, completou.


O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), revelou nesta quinta-feira (26) que pretende ser reunir com o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), para convidá-lo para ser candidato a vice-governador na chapa da oposição que vai disputar o governo da Bahia nas eleições em 2026. A declaração foi dada em entrevista à rádio Metrópole.

“Vou para Jequié logo mais e vou me reunir com Zé Cocá, Flavinho e os vereadores. Vou fazer o convite formal para que Zé Cocá renuncie à Prefeitura de Jequié e aceite esse desafio. Ele tem o conhecimento do interior, reúne todas as melhores condições e tem articulação política comprovada. É o nome ideal”, disse ACM Neto.

ACM Neto disse ainda que a deve ser anunciada oficialmente ainda em março. Além do ex-prefeito de Salvador e de Zé Cocá, a majoritária da oposição deve contar com Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) disputando o Senado.

O pré-candidato ao governo da Bahia disse ainda que antecipou as articulações políticas para montar uma composição “não apenas competitiva, mas vitoriosa”.

*bahia.ba
Foto: Divulgação/Arquivo


Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25) mostra que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou negativamente para 45,9%, enquanto a desaprovação subiu para 53,5%.

Na comparação com fevereiro, o petista registrava 46,6% de aprovação e 51,5% de desaprovação, indicando avanço do desgaste ao longo do período.

A desaprovação é maior entre os homens (63,1%) do que entre as mulheres (45,9%). Além disso, alcança 72,7% na faixa dos mais jovens, entre 16 e 24 anos, e é menor na faixa de 45 a 59 anos, na qual é de 43,7%. Entre os evangélicos, com os quais o governo enfrentou uma nova crise após a polêmica com uma ala no desfile da escola de samba que homenageou o presidente no carnaval, a desaprovação, segundo a pesquisa Atlas, é de 85,5%.

Quanto às regiões, o pior resultado se dá no Centro-Oeste, na qual a desaprovação chega a 65,9%. Os índices são melhores no Nordeste, única região em que a aprovação (55,6%) supera a desaprovação (43,9%).

A avaliação do governo Lula também piorou. O porcentual de eleitores que considera a gestão ótima ou boa caiu de 42,7% no mês passado para 40,6%. Já a parcela que avalia o governo como ruim ou péssimo subiu de 48,4% para 49,8%, enquanto a avaliação regular passou de 8,9% para 9,6%.

A pesquisa Atlas/Bloomberg foi respondida pela internet por 5.028 brasileiros com 16 anos ou mais. Eles foram selecionados pela metodologia de recrutamento digital aleatório utilizada pelo instituto.

A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04227/2026.

*AE
Foto: Ricardo Stuckert / PR


Influenciadora relata mobilização da primeira-dama em caso que envolve empresário brasileiro na França

Janja comitiva Japão
Hariany informou que o namorado ficou detido na área de imigração do país depois de perder o passaporte | Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A influenciadora Hariany Almeida afirmou que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, atuou para viabilizar a emissão de um novo passaporte para o namorado, o empresário Renan Machado, irmão da cantora Anitta. O caso envolve furto de documento durante a passagem pelo Aeroporto de Paris, na França.

Hariany informou que Machado ficou detido na área de imigração do país depois de perder o passaporte. Segundo ela, a intervenção de Janja teria permitido a liberação de um novo documento no mesmo dia. A influenciadora publicou a informação em suas redes sociais, mas apagou o conteúdo.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência não se manifestou até o momento. O Ministério das Relações Exteriores também não confirmou a participação da primeira-dama no episódio.

A própria Hariany relatou que se dirigia ao consulado brasileiro para retirar o novo passaporte. “Janja ajudou a liberar um passaporte novo para ele ainda hoje, estou indo no consulado pegar para tirar ele de lá”, escreveu.

Anitta também comentou o caso. “Alguém mora em Paris, alguém conhece alguém?”, indagou. “Estamos aqui ligando para Deus e o mundo. Ele não pode nem usar o telefone. Nunca passei por isso, estou tensa. Se alguém souber de alguém que possa ajudar.”

Passaporte de Machado desapareceu durante inspeção

Machado viajava para encontrar a irmã em outro destino, onde a família celebraria o aniversário da cantora. Ele e Hariany embarcaram em voos diferentes, e o empresário fez conexão na capital francesa.

O furto do passaporte ocorreu durante o procedimento de inspeção no aeroporto. Segundo o relato, o documento desapareceu no momento em que ele passava pelo raio-X.

Familiares procuraram agentes de segurança para tentar localizar o passaporte, mas não obtiveram resultado. “Ninguém achou nada, nem nas câmeras”, afirmou Anitta.

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Segundo levantamento, senador reúne 47,6% das intenções de voto, enquanto atual presidente soma 46,6%, empatados na margem de erro

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro
À esquerda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; à direita, o senador Flávio Bolsonaro | Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Jefferson Rudy/Agência Senado

Uma nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira, 25, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão tecnicamente empatados em um possível cenário de segundo turno para a Presidência da República nas eleições de 2026.

Segundo o levantamento, Flávio reúne 47,6% das intenções de voto, enquanto Lula soma 46,6%. A pesquisa também analisou outros sete cenários de segundo turno, considerando Lula em disputa com diferentes representantes da direita. Confira o gráfico abaixo. 

Cenários diferentes de 2º turno
Cenários diferentes de 2º turno | Foto: Reprodução/Atlas/Bloomberg

Aprovação e rejeição do governo Lula

Ainda na pesquisa, os entrevistados responderam se aprovam ou desaprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do Palácio do Planalto. Ao todo, a desaprovação é de 53,5%, seguida de 45,9% de aprovação, além de outro 0,6% que não sabe.

Na avaliação do governo Lula, 49,8% dizem que ele é ruim ou péssimo. Outros 40,6% acreditam que a gestão é ótima ou boa, enquanto 9,6% a classificam como regular.

O estudo ouviu 5.028 pessoas entre os dias 18 e 23 de março e utilizou metodologia de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi financiado pelo próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04227/2026, segundo informações da AtlasIntel/Bloomberg.

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Ao conceder a prisão domiciliar, o ministro proibiu visitas de aliados e políticos durante um período importante de campanha

O ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais
O ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

Restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impactam o início das movimentações políticas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para as eleições deste ano. Ao conceder a prisão domiciliar, o juiz proibiu visitas de aliados e políticos durante um período.

Com a decisão, Bolsonaro deve cumprir prisão domiciliar e só poderá receber familiares, advogados e médicos por 90 dias. Moraes justificou a medida com base em recomendações médicas para idosos que se recuperam de pneumonia nos dois pulmões e ressaltou a necessidade de ambiente controlado para evitar infecções.

Consequências políticas da restrição de Moraes a Bolsonaro

O senador Flávio e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Redes sociais
O senador Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência da República por indicação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Redes sociais

Esse intervalo, que coincide com a janela partidária e o processo de desincompatibilização de pré-candidatos, impede que o ex-presidente faça articulações diretas em momento comum de definições de candidaturas e de filiações partidárias.

O isolamento de Bolsonaro ocorre depois da reabertura, no final de 2025, de investigação contra Valdemar Costa Neto por suposto envolvimento em plano de golpe de Estado. O ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão pela mesma razão.

Antes de ser submetido à prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu, na Superintendência da Polícia Federal (PF) e na Papudinha, diversas lideranças políticas. Ele organizou candidaturas e consolidando o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu indicado à Presidência da República.

Durante os próximos meses, a interlocução do ex-presidente com o meio político ocorrerá por intermédio dos filhos Flávio e Carlos Bolsonaro, além de Jair Renan. Eles têm autorização para visitá-lo duas vezes por semana, por até duas horas cada um.

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