Maria Claudia Bucchianeri, que já atuou para Lula e Arthur Lira, e Tracy Reinaldet, especialista em direito penal eleitoral, são os escolhidos
Flávio Bolsonaro participou de evento do BTG | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
A formação do núcleo jurídico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi concluída, trazendo nomes experientes para compor a equipe. Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai liderar a estratégia eleitoral. Ela já atuou em processos de destaque, incluindo a defesa de Lula (PT) e de Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados.
O advogado Tracy Reinaldet, especializado em direito penal eleitoral e com atuação conhecida em Curitiba, ficará responsável pela coordenação das demandas jurídicas. Entre suas atribuições estão centralizar o atendimento à imprensa e orientar os diretórios estaduais do partido com recomendações legais.
Durante reunião recente com deputados e senadores do PL, Flávio Bolsonaro ressaltou que a nova campanha será planejada de forma profissional, evitando o improviso observado na eleição de 2018, quando Jair Bolsonaro (PL) foi eleito presidente do Brasil.
Trajetória dos principais nomes do núcleo jurídico
Maria Claudia Bucchianeri, ao lado dos advogados Fernando Neisser e Luiz Fernando Pereira, buscou na Justiça Eleitoral garantir a elegibilidade de Lula em 2018. Naquele ano, Lula estava preso depois da condenação na Lava Jato e não conseguiu reverter a inelegibilidade, levando Fernando Haddad (PT) a se tornar o candidato do partido. O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações apenas em 2021.
Apesar do histórico de defesa do petista, Bucchianeri foi indicada por Bolsonaro para o TSE, com apoio de Arthur Lira, aliado do então presidente. Ela exerceu o cargo de ministra substituta entre 2021 e 2023, mas não assumiu a vaga principal por causa da escolha de Floriano de Azevedo Marques, indicada por Alexandre de Moraes, presidente do TSE à época.
Atuação de Tracy Reinaldet e estratégias da campanha
Tracy Reinaldet ganhou notoriedade por sua atuação em acordos de delação premiada na Lava Jato, como nos casos de Alberto Youssef e Antonio Palocci. Ele mantém relação próxima com Ratinho Junior (PSD), governador do Paraná e possível adversário de Flávio Bolsonaro, caso o PSD entre na disputa presidencial.
No anúncio da equipe, Reinaldet declarou aos parlamentares do PL que a prioridade é “ter agilidade e responder rapidamente aos ataques dos adversários”. O grupo já iniciou ações em defesa de Flávio, incluindo pedido antecipado de provas na Justiça Eleitoral para embasar uma possível ação contra Lula por causa do desfile da Acadêmicos de Niteói.
Maria Claudia Bucchianeri e o escritório de Marcelo Ávila de Bessa, que há mais de 20 anos assessora o PL, assinam o pedido. O escritório também será responsável por questões jurídicas relacionadas ao partido durante a campanha.
Decisões recentes e desafios jurídicos
Reinaldet obteve decisões favoráveis em ações recentes envolvendo danos morais. Em uma delas, a Justiça determinou a retirada de postagens que vinculavam Flávio Bolsonaro ao caso Banco Master, conteúdo que o senador classifica como falso. Em outro processo, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal autorizou, por ora, a manutenção de publicações em que o PT foi chamado de “Partido dos Traficantes” até o julgamento final do recurso.
Sondagem indica que apenas 26% dos entrevistados consideram a atual gestão federal como ótima ou boa.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
A nova rodada de pesquisas do instituto Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (3) mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é reprovado por mais da metade dos brasileiros.
De acordo com o levantamento, 51% dos brasileiros desaprovam o trabalho do governo Lula, enquanto outros 44% disseram aprovar a gestão petista. Outros 5% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
A pesquisa ainda mediu a avaliação do governo. Segundo a sondagem, a gestão petista é considerada ruim ou péssima por 46% dos entrevistados, contra 26% que a avaliam como ótima ou boa. Outros 27% acham regular e 1% não soube ou não respondeu.
O instituto entrevistou 2.000 pessoas em todo o território nacional, entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR09353/2026.
Inscrito na OAB, senador passa a integrar formalmente a estratégia do ex-presidente na ação de suposta tentativa de golpe
O senador Flávio e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Redes sociais
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) incluiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na equipe de defesa que o representa no Supremo Tribunal Federal (STF). A formalização ocorreu por meio de documento protocolado pelo advogado Paulo Amador, responsável pela condução do caso.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo que apura uma suposta tentativa de golpe. A ação penal tramita na Suprema Corte e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Flávio: reforço para contestar condenação
Flávio é formado em direito e possui inscrição regular na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme consulta ao cadastro nacional da entidade. Antes de ser incluído oficialmente como advogado na ação, o senador já tinha autorização para realizar visitas permanentes ao pai, nos mesmos moldes concedidos aos demais integrantes da defesa.
No início do ano, Bolsonaro também incorporou à equipe o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida. A ampliação do time jurídico ocorre em meio ao cumprimento da pena imposta pela Corte.
Além da atuação na defesa, Flávio é apontado como pré-candidato ao Palácio do Planalto por decisão do próprio Bolsonaro, movimento que reforça seu protagonismo no grupo político do ex-presidente.
Procurado, o senador confirmou, por meio de nota, que passa a integrar formalmente a defesa do pai no processo em curso no STF.
Filho de Lula da Silva explicou que ida ao país europeu com o Careca do INSS ocorreu para visitar uma fábrica de Cannabis medicinal
Lulinha, filho do presidente Lula da Silva, e Careca do INSS: repasses suspeitos | Foto: Reprodução/X
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, relatou a pessoas próximas que o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, pagou suas despesas de voo e hotel em uma viagem a Portugal. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.
Lulinha explicou que a ida ao país europeu com Antunes, que está preso por suspeita de corrupção ligada a fraudes bilionárias no sistema previdenciário, ocorreu com o objetivo de visitar uma fábrica envolvida no cultivo de Cannabis para uso medicinal. Ele negou, porém, ter firmado qualquer parceria ou recebido outros pagamentos do lobista.
O nome do filho do presidente foi associado formalmente ao de Antunes a partir do depoimento de um ex-funcionário do lobista à Polícia Federal, que indicou suposta sociedade e pagamentos de R$ 300 mil mensais ao empresário.
Investigação da Polícia Federal e quebra de sigilo
Polícia Federal | Foto: Senado Federal
Mensagens obtidas pela investigação mostram quando Antunes trata de pagamentos de R$ 300 mil destinados ao “filho do rapaz”, mas sem especificar a identidade. A Polícia Federal apura se o termo faz referência a Lulinha. Além disso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS determinou a quebra do sigilo bancário de Lulinha por causa da ligação com Antunes, que segue preso por supostos repasses milionários a ex-dirigentes do órgão.
Segundo fontes próximas ao filho do presidente consultadas pelo Estadão, Lulinha teria conhecido Antunes por meio da empresária Roberta Luchsinger, investigada por também receber pagamentos do lobista. Eles relataram que a viagem ocorreu no fim de 2024, em voo de primeira classe e com hospedagem paga por Antunes. À época, receberam o convite para conhecer uma fábrica de Cannabis medicinal, mas sem fechar negócio.
Ainda de acordo com interlocutores, Lulinha afirma não ter envolvimento no esquema do INSS nem conhecimento prévio das ações de Antunes, reforçando que nunca recebeu valores do lobista. Ele declarou que a relação surgiu unicamente por meio de Roberta Luchsinger, ex-candidata do PT a deputada estadual e conhecida por atuar em Brasília na representação de interesses de empresas perante órgãos federais.
Atuação de Antunes e detalhes da viagem de Lulinha
Antunes, além de atuar no setor de benefícios do INSS, é proprietário da World Cannabis, empresa de Cannabis medicinal sediada em Brasília. Em registros do Ministério da Saúde, tanto ele quanto Roberta figuravam como representantes de empresas distintas. O lobista buscava informações sobre regulamentação da Cannabis na Anvisa e, segundo Lulinha, encontros para tratar do tema ocorriam na residência de Roberta, no Lago Sul, em Brasília.
Lulinha relatou que discutiu temas técnicos sobre cultivo indoor e sugeriu soluções tecnológicas, mas negou qualquer vínculo comercial. Segundo ele, participava de reuniões sociais e familiares, sem envolvimento nos negócios do Careca do INSS. “Nunca recebi qualquer valor dele e isso pode ser comprovado em meus extratos bancários”, explicou.
No início de novembro de 2024, ambos viajaram juntos, de primeira classe, para Lisboa, partindo do Aeroporto de Guarulhos. A existência da viagem foi revelada pelo site Metrópoles e confirmada por depoimentos à Polícia Federal. Apesar disso, ainda não há documentos que esclareçam oficialmente quem pagou as despesas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, publicou na manhã desta sexta-feira (27), uma foto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e afirmou que os dois farão “história juntos”. Flávio está em São Paulo, onde se reúne com Tarcísio e outros aliados.
Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas Foto: Reprodução/Instagram O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, publicou na manhã desta sexta-feira (27), uma foto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e afirmou que os dois farão “história juntos”. Flávio está em São Paulo, onde se reúne com Tarcísio e outros aliados.
– Vamos fazer história juntos, construindo o “Projeto Brasil” para recolocar o país no caminho da prosperidade. Meu amigo Tarcísio, vamos estar juntos não apenas em São Paulo, mas devolvendo a esperança a todos os brasileiros – escreveu Flávio, nas redes sociais.
Na imagem, os dois aparecem lado a lado, com um aperto de mãos.
O senador ainda citou áreas de possível cooperação, como a transição energética e a biotecnologia.
– É necessário resgatar a capacidade de estabelecer consenso em torno de uma visão de futuro, refletir sobre nossas experiências de sucesso, aproveitar nossas vocações como a segurança alimentar, a transição energética, a economia do conhecimento e biotecnologia Garantir a ordem e promover o progresso! – escreveu.
Flávio tem se concentrado na construção de seus palanques estaduais e tem dito que caberá a Tarcísio escolher um nome para a eleição ao Senado por São Paulo.
Ministro Mendonça autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal do filho de Lula com base em relatórios que indicam menções e deslocamentos considerados atípicos
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles
Investigações da Polícia Federal alcançaram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, depois de seu nome surgir em conversas e documentos ligados a possíveis irregularidades. O Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão do ministro André Mendonça, autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com informações divulgadas pela CNN, a apuração teve início no fim do ano anterior. Na ocasião, a Polícia Federal comunicou ao STF sobre diligências feitas depois de encontrar menções a Lulinha em celulares, mensagens, depoimentos e outros documentos.
Envolvimento de intermediários entre Lulinha e o “Careca do INSS” e aprofundamento das investigações
O nome de Lulinha apareceu em um diálogo entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS“, e Roberta Luchsinger, empresária apontada como possível intermediária entre Antunes e o filho do presidente. Embora o relatório da PF não aponte provas de sociedade entre Lulinha e Antunes, os investigadores decidiram aprofundar as apurações.
A corporação também destacou o depoimento do empresário Edson Claro, que teria citado Lulinha como potencial parceiro do “Careca do INSS”. Outro fator que chamou atenção foi a identificação de passagens aéreas adquiridas com o mesmo localizador para Lulinha e Luchsinger, sugerindo compras feitas ao mesmo tempo.
André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho, antigos dirigentes da Previdência, mencionaram o ex-ministro em delações premiadas
Fraude no INSS provocou a demissão do então ministro da Previdência, Carlos Lupi | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Delações de ex-dirigentes do INSS trouxeram à tona o envolvimento do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) no esquema de descontos irregulares sobre benefícios de aposentados e pensionistas durante sua gestão no governo Lula(PT), conforme informou o portal Metrópoles.
André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho, antigos dirigentes do INSS, mencionaram Lupi em delações premiadas. Um dos documentos detalha como o ex-ministro teria agido no comando da pasta para facilitar práticas ilícitas que prejudicaram milhares de beneficiários.
Gestão de Lupi e impactos políticos
Lupi assumiu o ministério em janeiro de 2023, quando Lula iniciou o atual mandato, permanecendo até maio de 2025, pouco depois da primeira fase da Operação Sem Desconto, que levou à prisão de integrantes da alta administração do INSS. Segundo as investigações, Lupi tentou proteger aliados, o que gerou desgaste para o governo.
Durante sua gestão, Lupi defendeu publicamente Alessandro Stefanutto, então presidente do INSS. Conforme a Polícia Federal, Stefanutto teria recebido R$ 250 mil mensais entre junho de 2023 e setembro de 2024. “A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade”, afirmou Lupi à época. “Doutor Stefanutto é um servidor que — até o presente momento — tem me dado todas as demonstrações de ser exemplar.”
Diante da insistência de Lupi em manter Stefanutto, coube ao presidente Lula exonerá-lo. Lupi também foi responsável pela nomeação de Adroaldo Portal, jornalista e ex-assessor da bancada do PDT na Câmara dos Deputados. Portal assumiu o cargo de secretário-executivo da Previdência depois da saída de Lupi e permaneceu até dezembro de 2025, quando passou a cumprir prisão domiciliar por causa da mesma operação policial.
Relações com entidades sindicais e denúncias de favorecimento
Lupi mantinha relação próxima com Tônia Galleti, ex-coordenadora jurídica do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas (Sindnapi), entidade ligada à Força Sindical. Parentes de dirigentes do sindicato, incluindo Tônia, teriam recebido ao menos R$ 8,2 milhões da organização. Apesar de alertas sobre o crescimento das deduções irregulares nos benefícios, Lupi demorou cerca de um ano para agir.
No período, o valor dos descontos indevidos saltou de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões. Além de Lupi, as delações mencionaram Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, apontando possíveis ligações com o esquema, o que foi negado por sua defesa, que solicitou acesso aos autos.
Quebras de sigilo e tensão política
Por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), os sigilos fiscal, bancário e telefônico de Lulinha foram quebrados em janeiro. Edson Claro, ex-funcionário, também relatou à PF detalhes sobre sua relação com Lulinha, mas não é investigado nem acusado.
As suspeitas sobre Lulinha provocaram tumulto entre parlamentares da CPMI do INSS nesta quinta-feira, 26, depois de a oposição conseguir aprovar a quebra de seus sigilos. As discussões levaram a agressões físicas entre os deputados presentes.
Investigações sobre ex-dirigentes do INSS
Virgílio Filho era procurador do INSS e atuava como consultor jurídico do órgão. Em novembro de 2025, ele se entregou à Polícia Federal em Curitiba, depois de um mandado expedido na quarta fase da Operação Sem Desconto. Sua mulher, Thaisa Hoffmann Jonasson, também médica, foi presa na mesma ocasião.
Em outubro de 2023, enquanto ainda ocupava a função, Virgílio Filho apoiou descontos nos benefícios de 34,4 mil aposentados em favor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Segundo a PF, Virgílio teria recebido R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades sob investigação, sendo R$ 7,5 milhões provenientes de negócios com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Ele e a mulher ainda adquiriram um apartamento de R$ 5,3 milhões em Curitiba, e ela chegou a reservar um imóvel de R$ 28 milhões em Balneário Camboriú.
André Fidelis ocupou a diretoria de Benefícios do INSS em 2023 e 2024, sendo acusado de aceitar pagamentos para permitir descontos automáticos nos vencimentos dos aposentados.
Sessão foi interrompida na manhã desta quinta-feira, 26; briga generalizada ocorreu depois da aprovação da quebra de sigilos de Lulinha, filho de Lula
A sessão da CPMI do INSS foi interrompida depois de o deputado petista Rogério Correia (MG) partir para cima do presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), na manhã desta quinta-feira, 26.
A briga generalizada ocorreu logo depois da aprovação da quebra de sigilos de Lulinha, filho do presidente Lula.
Em meio à discussão acalorada, que perdurou mesmo depois da interrupção da transmissão da sessão, o chefe de gabinete do petista tentou entrar na área reservada a parlamentares e assessores no plenário.
Com a determinação do chefe das comissões da Depol de não permitir a entrada de novas pessoas na área, o chefe de gabinete insistiu para entrar e “acalmar” o deputado que estava “claramente alterado”.
Ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
A Receita Federal apresentou um pedido de custódia das joias sauditas dadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e apreendidas pela Polícia Federal, para iniciar o procedimento fiscal de perdimento dos bens. O pedido da Receita foi feito à Polícia Federal (PF) no âmbito do inquérito que investiga Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Em 2023, o governo de Bolsonaro tentou trazer para o Brasil presentes do regime da Arábia Saudita para o então presidente e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Os itens foram apreendidos no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
À época, Michelle disse que “não estava sabendo” que tinha “tudo isso”, referindo-se às joias.
– Quer dizer que, eu tenho tudo issp e não estava sabendo? Meu Deus! Vocês vão longe mesmo hein?! Estou rindo da falta de cabimento dessa imprensa vexatória – publicou Michelle, no Instagram, em março daquele ano.
Jair Bolsonaro disse à CNN Brasil que não tinha conhecimento dos presentes e dos valores, mas que as joias iam para o acervo da presidência. Ele também negou que tenha cometido alguma ilegalidade.
Em julho de 2024, a Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Operação Lucas 2:22 reconstituiu um suposto esquema organizado para desviar presentes de alto valor para serem posteriormente vendidos no exterior. Outros dez investigados também foram indiciados.
A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25) indica um cenário de forte polarização em simulações de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, com empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ambos aparecem empatados pela primeira vez nas simulações do instituto.
No principal confronto testado, Flávio aparece com 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46,2%, configurando empate dentro da margem de erro. Em relação ao levantamento anterior, o petista recuou três pontos percentuais, enquanto o senador subiu 1,4 ponto.
A pesquisa também testou Lula contra outros nomes da direita e do centro-direita. Contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, o petista registra 47,3%, ante 45,4% do adversário. Em disputa com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula tem 47,5%, enquanto ela soma 44,7%.
Em cenário contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46%, frente a 41,7% do mineiro. Já contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 45,7%, ante 37,6% do goiano.
Contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), Lula tem 45,5%, enquanto o paranaense registra 39%. Em disputa com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), o petista soma 45,2%, ante 24,5% do tucano.
Lula, porém, aparece numericamente atrás contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse confronto, Tarcísio registra 47,1%, enquanto o presidente tem 45,9%. O levantamento mostra ainda que Lula é rejeitado por 48,2% dos eleitores. Flávio Bolsonaro tem rejeição de 46,4%, e Jair Bolsonaro, de 44,2%.
Questionados sobre qual resultado eleitoral geraria mais temor, 47,5% dos entrevistados afirmaram que a reeleição de Lula causaria mais medo do que a vitória de Flávio Bolsonaro. Outros 44,9% disseram que a vitória do senador seria mais preocupante do que a permanência do petista no Palácio do Planalto. Para 7,1%, ambos os desfechos geram preocupação equivalente.
A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.