A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), dirigentes e ex-dirigentes da entidade e o ex-prefeito da cidade de Saquarema Antonio Peres Alves são alvos de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) nesta quinta-feira (20).
Os mandados são cumpridos em diversos bairros do Rio de Janeiro e na cidade de Saquarema. Entre os alvos estão as sedes da CBV e a residência de Ary Graça Filho, ex-presidente da CBV e atual presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Fabio André Dias Azevedo, ex-superintendente da CBV e atual Diretor-Geral da FIVB, e Antônio Peres Alves, ex-prefeito de Saquarema.
De acordo com o MP, o lastro financeiro obtido pelo quadrilha com o esquema montado passa de R$ 52 milhões.
De acordo com o delegado Thales Nogueira, após fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego a investigação identificou que em dois pequenos escritórios no Município de Saquarema funcionavam de forma fictícia e beneficiaram mais de mil empresas com concessões fiscais dadas durante a ex-gestão municipal.
Os valores obtidos com as centenas de contratos de sublocação eram repartidos entre os integrantes da organização criminosa.
Dentre as empresas investigadas, funcionavam também no local empresas que recebiam valores da CBV para a prestação de serviços que nunca foram realizados. Com o auxílio de relatórios de inteligência financeira produzidos pelo COAF e através de quebra de sigilo fiscal apurou-se a ocorrência de crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio através de diversas transações de compra e venda de imóveis por valores abaixo do valor de mercado.
De acordo com a Polícia Civil e o MP, os valores obtidos pela organização criminosa entre contratos não cumpridos, sublocações fictícias dos imóveis comerciais e patrimônio sem lastro financeiro somam mais de R$ 52 milhões – a Justiça determinou o bloqueio deste valor.
Os envolvidos foram denunciados por furto qualificado pela fraude, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
“Durante o mandato do ex-prefeito Antonio Peres Alves (2000/2008), foram editadas as Leis Complementares nº 16/2004, 17/2005 e 20/2007, que concediam benefícios fiscais abaixo do piso constitucionalmente previsto, o que fomentou a criação de várias empresas “fantasmas” em Saquarema. A manobra promoveu um aumento exponencial e irregular da arrecadação no Município e uma grande evasão fiscal em outras cidades, pois as empresas que participaram do esquema de declarar falsamente o local de suas sedes, deixaram de recolher tributos nos municípios onde efetivamente eles eram devidos”, diz trecho da denúncia do MPRJ.
A operação tem por finalidade apreender aparelhos de telefone celular, computadores, joias, valores em espécie e outros documentos relacionados aos crimes e acontece em diversos bairros no Rio de Janeiro e Saquarema, na região dos Lagos.
Por meio de nota, a CBV confirma que recebeu a Polícia Civil em suas sedes na Barra da Tijuca e na cidade de Saquarema. “Funcionários da confederação prestaram todo o auxílio às autoridades policiais que buscavam documentos relativos a um suposto esquema de fraude tributária que teria contado com o auxílio do ex-presidente da CBV, Ary Graça Filho.”
“A atual gestão da confederação cooperará integralmente com a investigação e, se forem comprovados prejuízos financeiros à CBV, tomará todas as medidas necessárias para que estes valores sejam integralmente ressarcidos à comunidade do voleibol”, diz a nota.
A Polícia Civil do Rio investiga se o funkeiro Kevin Nascimento Bueno, de 23 anos, conhecido como MC Kevin, morreu ao tentar pular de uma sacada para outra do hotel onde estava hospedado, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Os quartos ficam no quinto andar do edifício. Segundo essa versão ainda não confirmada, Kevin teria ido para o quarto ao lado do qual estava hospedado para participar de uma festa com amigos e teria ficado com medo da reação da mulher, Deolane Bezerra.
O relato consta em um vídeo que havia sido publicado por Anny Alves, passista do Acadêmicos do Tucuruvi, escola de samba paulistana, amiga de Kevin.
– Depois do show, os meninos foram fazer (inaudível) no quarto. Chamaram um monte de mulher e tal. O Kevin estava no quarto do lado. Os moleques chamaram ele para ir para o quarto, trancaram ele lá e fizeram uma brincadeira de mau gosto – contou Anny.
– Depois bateram na porta. O Kevin achou que era a mulher dele e se desesperou. Foi tentar pular de uma varanda para outra dos quartos. O vidro acabou quebrando, não resistiu. Despencou os dois para baixo – complementou a passista.
O vídeo já foi apagado.
Outra versão, que também está sendo investigada, aponta que Kevin teria tentado pular da varanda para a piscina, que fica no pátio.
Deolane Bezerra deixou o hotel por volta das 10h40 da manhã desta segunda-feira (17) ao lado da irmã, Daniele Bezerra. Nenhuma das duas quis se manifestar sobre a morte do cantor. Familiares e amigos do funkeiro prestaram depoimento na 16ª DP. A polícia periciou o quarto em que o funkeiro estava e o quarto em que estava acontecendo a festa. Imagens das câmeras de segurança do hotel também auxiliarão no inquérito.
De acordo com a assessoria do Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 18h15.
Nas redes sociais, uma jovem chegou a compartilhar vídeos de Kevin na varanda de um prédio e de uma pessoa sendo socorrida pelos bombeiros.
Felipe Ferreira Manoel possui quatro mandados de prisão em aberto
Operação policial no Jacarezinho na quinta-feira (6) Foto: EFE/André Coelho
Conhecido com Fred do Jacarezinho, Felipe Ferreira Manoel é apontado pela polícia como chefe do tráfico na região. Segundo informações dos investigadores, ele ordenou o ataque aos policiais durante a Operação Exceptis, na quinta-feira (6), e conseguiu escapar do local vestindo roupas de mulher.
Felipe Ferreira é foragido do sistema penitenciário e possui quatro mandados de prisão em aberto por diversos crimes, entre eles tráfico de drogas, roubo, aliciação de menores e homicídios.
De acordo com as autoridades, Fred do Jacarezinho se encontra refugiado na comunidade do Mandela, também na Zona Norte do Rio. A polícia oferece recompensa de R$ 1.600 a quem der informações sobre o paradeiro dele.
A liderança do tráfico no Jacarezinho é dividida ainda com Adriano de Souza Freitas, conhecido como Chico Bento ou Mãozinha, e Sandra Helena Ferreira, a Sandra Sapatão. Ambos também são foragidos da polícia e há recompensas por informações que acarretem na prisão deles.
OPERAÇÃO EXCEPTIS Considerada a ação policial mais letal do Rio de Janeiro, a operação Exceptis deixou 28 mortos, entre os quais 1 policial civil e 27 suspeitos, que, de acordo com a polícia, possuem ligações com o crime organizado.
Na manhã desta terça-feira (11), foi criada uma força-tarefa de apuração da conduta dos policiais durante a operação.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizará nesta sexta-feira, 14, a vacinação contra a Covid-19 dos agentes da segurança pública, acima de 40 anos, que estejam em pleno exercício das atividades.
A imunização será realizada das 8h às 17h, na UniFTC, na avenida Artêmia Pires.
Essa categoria foi incluída no plano de imunização, seguindo determinação do Ministério da Saúde (MS), que definiu o público como prioritário nesta etapa da campanha.
A relação dos profissionais que serão vacinados é enviada por cada corporação. Eles também devem apresentar RG, CPF e comprovante de residência para receber a dose.
A Justiça do Trabalho na Bahia vai julgar a primeira ação civil pública para erradicação do racismo estrutural no ambiente de trabalho do país. A ação, proposta nesta quarta-feira (12), foi movida pelas entidades Educafro, o Centro Santo Dias de Direitos Humanos e o Odara Mulheres Negras.
A ação tramita na 35ª Vara do Trabalho de Salvador contra o grupo Atakadão Atakarejo da Bahia após o episódio causa da morte de dois homens negros acusados de furtarem carnes na unidade do Nordeste de Amaralina da rede. Segundo informações preliminares, seguranças do supermercados teriam “entregado” os acusados a traficantes da região. As informações são de Lauro Jardim. No pedido, as ONGs afirmam que o ambiente de trabalho da empresa está contaminado pela violência racial, permitindo que funcionários recebam ordens que provocam a homicídio de pessoas negras por motivo fútil, em um caso de racismo estrutural.
O caso aconteceu no dia 29 de abril, quando Bruno da Silva e o sobrinho Yan da Silva foram detidos por seguranças do supermercado em Amaralina, por suposto furto de carnes. Ao invés de terem sido levados para a polícia, os seguranças teriam entregado os suspeitos a traficantes, após serem espancados. O crime gerou revolta no país.
A ação pede uma indenização de R$ 207 milhões para a comunidade negra que seria convertida prioritariamente em bolsas de estudo. Há também demandas contra o racismo estrutural como a presença de negros em todas as instâncias da empresa na mesma proporção em que estão presente na sociedade e a criação de um programa permanente de treinamento em direitos humanos e igualdade.
Entre os capturados estão um segurança do supermercado e dois homens apontados como traficantes
Bruno e Ian sentados no pátio do supermercado ao lado dos quatro pacotes de carne furtados (Imagem: Reprodução/Redes Sociais)
Um segurança do supermercado Atacadão Atakarejo e três homens apontados como traficantes do Nordeste de Amaralina foram presos na manhã desta segunda-feira (10), durante a Operação Retomada. Os quatro são suspeitos de envolvimento nas mortes de Ian Barros Silva, 19, e o tio dele, Bruno Barros da Silva, 29, no último dia 26, suspeitos de furtar pacotes de carne em uma unidade da rede, no bairro de Amaralina.
Os corpos, que tinham marcas de tiros e sinais de tortura, foram encontrados no porta-malas de um carro na localidade da Polêmica, no bairro da Brotas.
Além das ordens de prisão, mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em residências e também no estabelecimento comercial.
As ações ocorrem simultaneamente nos bairros de Nordeste de Amaralina, Mata Escura, Fazenda Coutos e no município de Conceição de Jacuípe.
Participam da operação equipes do Departamentos de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), de Inteligência Policial (DIP), de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), de Polícia Metropolitana (Depom), além da Coordenação de Operações da Polícia Civil, da Coordenações de Operações Especiais (COE), do Graer da Rondesp Atlântico, 40a CIPM, SI da SSP e DPT.
“Aqui no supermercado estamos colhendo provas através de computadores, documentos, entre outros eletrônicos”, explicou a delegada responsável pela investigação, Zaira Pimentel.
O número de mortos no operação na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, subiu para 29, de acordo com o governo do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Civil, 26 dos 28 civis mortos tinham registro na ficha criminal. De acordo com o governo, a nova vítima, que morreu no hospital, é o policial civil André Frias.
A Polícia Civil ainda não divulgou a identificação das vítimas do massacre do Jacarezinho. Apenas Omar Pereira da Silva e três alvos de mandados de prisão (Isaac Pinheiro de Oliveira, 22, Romulo Oliveira Lucio, 20 e Richard Gabriel da Silva Ferreira, 23) foram confirmados oficialmente como vítimas da matança.
Esta foi a operação mais letal da história do Rio de Janeiro, deixando 29 mortos —além dos 27 civis, dois policiais também morreram.
A ação teve como alvos 21 réus sob acusação de associação ao tráfico. A denúncia contra eles tem como base fotos publicadas em redes sociais em que aparecem armados. Apenas três dos mortos eram alvos dos mandados de prisão expedidos pela Justiça. Outros três foram presos, segundo a polícia.
Os registros de ocorrências das 27 mortes de civis na quinta-feira (6) durante a operação na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, mostram que elas ocorreram em 12 pontos distintos da comunidade. Os documentos indicam o envolvimento de 29 policiais nos homicídios sob investigação.
Uma das ocorrências que mais chamaram a atenção de defensores públicos e membros de entidades de direitos humanos ocorreu sem a apreensão de qualquer arma. Trata-se de um homem encontrado numa cadeira de plástico num beco da favela.
De acordo com o registro de ocorrência deste caso, a vítima, ainda não identificada, foi encontrada por dois policiais após a troca de tiros.
O resumo da ocorrência indica que os agentes avistaram “um elemento com ferimentos de arma de fogo sentado em uma cadeira, o qual socorreu para o Hospital Municipal Souza Aguiar”. Não há descrição de nenhuma arma apreendida no local.
A Defensoria Pública apontou que a retirada do corpo da área do crime impediu a realização de perícia no local para auxiliar nas investigações do caso.
No total, foram apreendidos cinco fuzis, 16 pistolas, uma submetralhadora, duas espingardas e seis granadas nessas ocorrências. O montante representa quase a totalidade do armamento apresentado como resultado da operação pela Polícia Civil.
A polícia nega que tenha ocorrido irregularidades nas mortes provocadas por seus agentes. Afirma que todos atuaram em legítima de defesa.
O Ministério Público do Rio de Janeiro afirmou que realiza uma investigação independente para esclarecer as mortes no Jacarezinho.
“Desde o conhecimento das primeiras notícias referentes à operação, o MP-RJ vem adotando todas as medidas para verificação das circunstâncias em que ocorreram as mortes. Ainda ontem, o MP-RJ se dirigiu à comunidade do Jacarezinho, por meio de três promotores de Justiça e três estruturas próprias distintas: o Grupo Temático Temporário (GTT) – Operações Policiais (ADPF 635-STF), a Coordenadoria-Geral de Segurança Pública e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ)”, afirmou a Promotoria, em nota.
O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), comentou nesta sexta-feira (7) sobre as 25 mortes ocorridas durante operação deflagrada pela Polícia Civil no Jacarezinho (RJ) nesta quinta-feira (7).
– Tudo bandido! Entra um policial numa operação normal e leva um tiro na cabeça de cima de uma laje. Lamentavelmente, essas quadrilhas do narcotráfico são verdadeiras narcoguerrilhas, têm controle sob determinadas áreas e é um problema da cidade do Rio de Janeiro – declarou Mourão.
O general afirmou ainda que as Forças Armadas foram chamadas inúmeras vezes para ajudar e disse que este é um problema “sério”, que “vamos ter que resolver um dia ou outro”.
OPERAÇÃO EXCEPTIS Considerada a operação mais letal da história do estado fluminense, a Exceptis deixou dezenas de feridos e 25 pessoas mortas, entre eles um policial e 24 suspeitos. Nela, 21 traficantes foram identificados e são procurados pela polícia local.
Coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a incursão da Polícia Civil ocorreu para apurar o suposto aliciamento de menores e o sequestro de trens da SuperVia pela maior facção do tráfico no estado, o Comando Vermelho.
O responsável pelo atentado na creche Pró-Infância Aquarela, em Saudades (SC), foi autuado por cinco homicídios triplamente qualificados, além de tentativa de assassinar uma sexta vítima, que se encontra hospitalizada. Utilizando duas armas brancas, Fabiano Kipper Mai invadiu a escola nesta terça-feira (4) e tirou a vida de três crianças de menos de dois anos de idade e de duas funcionárias.
De acordo com Alexandre Neuber, advogado consultado pelo portal ND+, a pena do rapaz pode variar muito e chegar até mesmo a 100 anos. Antes, porém, o criminoso deverá passar por exames de sanidade. Caso seja comprovada a presença de distúrbios mentais, ele pode ser classificado como inimputável, ou semi-inimputável, quando há uma reduzida capacidade de compreender o caráter de seus atos.
A Bahia e mais cinco estados serão beneficiados com a autorização de desbloqueio de recursos para a segurança pública autorizado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Justiça. O valor desbloqueado é de mais de R$ 165,7 milhões para investimento nas forças de segurança. Os outros estados beneficiados são Acre, Amapá, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
“Esses recursos vão auxiliar os estados a investirem em equipamentos, viaturas, tecnologias e capacitação dos profissionais que atuam diuturnamente no combate à criminalidade”, ressaltou o ministro Anderson Torres, em ofício enviado aos senadores.
A verba é do Fundo Nacional de Segurança Pública e referente aos eixos de enfrentamento à criminalidade violenta e de valorização dos profissionais de segurança pública, destaca a Agência Brasil.
Para que o repasse seja efetivado, os estados devem cumprir alguns critérios, entre eles a disponibilização de dados integrados ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), plano de carreira de servidores, possuir fundo e conselho estadual instituídos e em funcionamento, além de garantir que somente até 3% do efetivo atue fora de suas respectivas corporações. Os desbloqueios foram feitos após análise e aprovação dos planos de aplicação entregues pelos entes federados.
Em março, o governo federal anunciou o desbloqueio de cerca de R$ 160 milhões para investimento em segurança pública pelos estados do Mato Grosso do Sul, Amazonas, Paraíba, Goiás e Distrito Federal.