O homem que se apresenta como pai da bebê de 10 meses morta após sofrer estupro usou as redes sociais para contestar as declarações dadas pela mãe da criança, Ysabelle Rodrigues, em entrevista a uma afiliada da Record TV no Ceará. A manifestação foi publicada na noite desta quarta-feira (15), dois dias após a morte da menina, em Fortaleza (CE).
Nos stories de seu perfil no Instagram, ele afirmou que a ex-companheira não estaria dizendo a verdade sobre o caso e defendeu que ela também seja responsabilizada pelo ocorrido com a filha.
– Ela está mentindo, gente. Eles todos estão mentindo. É para estar presa ela e o seu irmão. Minha filha não volta, mas eu só quero justiça – escreveu.
O homem também afirmou que está sendo impedido de manter contato com o outro filho que teve com Ysabelle e fez um apelo público.
– Eles não querem que eu veja meu filho. Será que eu não tenho direito? Até quando? Já não basta a dor da perda da minha filha e agora não posso ver meu filho – declarou.
Em outra publicação, ele prestou uma homenagem à filha e lamentou a morte da bebê.
– Você tinha uma vida inteira pela frente, sonhos para realizar e um sorriso que iluminava os meus dias. Arrancaram você dos meus braços de forma violenta e injusta, deixando um vazio que nada no mundo será capaz de preencher. Minha eterna Helena – escreveu.
As publicações ocorreram após a divulgação da entrevista concedida por Ysabelle Rodrigues. Na conversa com a emissora TV Cidade, afiliada da Record no Ceará, a mãe afirmou que decidiu falar publicamente diante das especulações sobre o caso e negou ter ingerido bebida alcoólica na confraternização realizada antes da morte da menina.
– Eu não trisquei numa gota de bebida. Eu lembro de tudo que aconteceu – afirmou.
A morte de Helena aconteceu na última segunda-feira (13), em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. O caso é investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca). De forma preliminar, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de estupro de vulnerável seguido de morte, mas a confirmação da causa dependerá dos laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).
A Justiça do Ceará decretou a prisão preventiva de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, suspeitos de participação no crime. Francisco seria “ficante” da mãe da criança e estava no apartamento no bairro Dionísio Torres onde o fato ocorreu. Roberto, por sua vez, foi encontrado com o corpo em cima da bebê.
Mais de 140 aves silvestres mantidas em cativeiro e comercializadas de forma irregular foram resgatadas durante operações da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) realizadas entre sexta-feira (11) e sábado (12), em municípios da Bahia.
Em Maragogipe, os policiais resgataram 81 aves. Já em Cruz das Almas e São Félix, outras 31 foram encontradas em situação irregular. Em Nazaré, 11 pássaros silvestres eram comercializados ilegalmente, e uma pessoa foi conduzida à delegacia. As ações também alcançaram Capim Grosso e o distrito de Cadeirão Grande, onde mais 23 aves foram resgatadas.
Segundo a Coppa, grande parte dos animais apresentava sinais compatíveis com maus-tratos. As aves foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Cruz das Almas, e ao Ministério Público, em Santo Antônio de Jesus. Os animais que estavam em condições adequadas foram devolvidos à natureza em áreas ambientalmente seguras.
Durante a operação, os policiais também inutilizaram 114 gaiolas utilizadas para manter as aves em cativeiro.
A captura, manutenção e comercialização de animais silvestres sem autorização dos órgãos competentes configuram crime ambiental e podem resultar em detenção, multa e outras sanções previstas na legislação brasileira. Nos casos de maus-tratos, as penas também incluem detenção.
Um homem de 30 anos foi morto a tiros na noite de segunda-feira (13), no bairro Calumbi, em Feira de Santana. A vítima foi identificada como Helton Bruno de Jesus Oliveira. Outras duas pessoas também ficaram feridas durante a ação criminosa.
De acordo com informações da Polícia Civil, Helton foi atingido por disparos no braço direito e nas costas. O corpo dele foi encontrado na Rua Casarão, mas as investigações apontam que os tiros foram efetuados nas proximidades do Caminho 23, no bairro Expansão do Feira IX. Mesmo baleado, ele ainda conseguiu correr por alguns metros antes de cair.
Durante o levantamento cadavérico, policiais foram informados pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom) de que outras duas vítimas relacionadas ao mesmo caso haviam dado entrada no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA).
Segundo a investigação, um dos feridos relatou que estava próximo a um bar quando um familiar chegou para buscá-lo. Nesse momento, dois homens em uma motocicleta se aproximaram e abriram fogo contra os dois.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que esse homem fosse o alvo dos criminosos. Conforme as investigações iniciais, ele teria ligação com uma facção criminosa e também seria suspeito de furtos na região.
Helton, porém, não estava acompanhado das outras vítimas. A polícia apurou que ele costumava passar diariamente pelo local ao retornar do trabalho e, até o momento, não há registros de envolvimento dele com atividades criminosas.
A principal linha de investigação é de que, após o primeiro ataque, os suspeitos tenham seguido pela mesma rua e encontrado Helton no caminho, efetuando novos disparos. A perícia identificou que a arma utilizada no crime foi uma pistola calibre 9 milímetros.
Equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizaram a perícia e encaminharam o corpo para necropsia.
A autoria e a motivação do crime ainda são desconhecidas. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Feira de Santana.
Quatro homicídios foram registrados entre sábado (11) e domingo (12) em Feira de Santana. Os crimes aconteceram nos bairros São João, Queimadinha e Santo Antônio dos Prazeres e serão investigados pela Delegacia de Homicídios, que busca identificar os autores e esclarecer as circunstâncias de cada caso.
A primeira ocorrência foi registrada na tarde de sábado, no bairro São João. Um homem foi encontrado morto na Travessa Tenente Abidon, próximo a um campo de futebol. Segundo a Polícia Militar, a vítima estava com as mãos amarradas e apresentava diversas marcas de tiros.
No mesmo local, outro homem foi encontrado ferido por disparos de arma de fogo. Ele recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois.
Ainda no sábado, no bairro Queimadinha, um corpo foi localizado na Segunda Travessa Leolinda Silva. De acordo com a PM, a vítima, que ainda não foi identificada, estava parcialmente carbonizada. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a remoção do corpo, que passará por exames para auxiliar na identificação.
O quarto homicídio ocorreu na noite de domingo, no bairro Santo Antônio dos Prazeres. Vítor Leví do Nascimento Gonçalves, de 31 anos, foi morto a tiros em um condomínio residencial localizado na Avenida Antônio Sérgio Carneiro. Conforme informações do Centro Integrado de Comunicações (Cicom), ele foi baleado nas proximidades de um bar.
Até o momento, não há informações sobre os responsáveis pelos crimes. Nenhum suspeito foi preso, e todos os casos seguem sob investigação da Delegacia de Homicídios de Feira de Santana.
O deputado estadual Binho Galinha (Avante), identificado no processo como Kléber Cristian Escolano de Almeida, foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão pela Vara Criminal de Feira de Santana. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (9) e faz parte de um dos processos da Operação El Patrón, que investiga crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.
Do total da pena, 26 anos e 3 meses são de reclusão por posse e porte de armas de uso restrito e com numeração adulterada. Os outros 10 anos e 6 meses correspondem à detenção por posse irregular de armas de uso permitido. A decisão também determina o cumprimento da pena em regime inicial fechado, fixa 210 dias-multa e decreta a prisão preventiva do parlamentar, que não poderá recorrer em liberdade.
Outros quatro réus também foram condenados. Mayana Cerqueira da Silva recebeu pena de 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, com direito a recorrer em liberdade. Thierre Figueredo Silva foi condenado a 6 anos e 9 meses de reclusão, além de 1 ano de detenção e 34 dias-multa, em regime semiaberto.
Jackson Macedo Araújo Júnior, conhecido como “Macaco”, foi condenado a 6 anos e 9 meses de reclusão e 24 dias-multa, também em regime semiaberto. Já Roque de Jesus Carvalho recebeu pena de 3 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, 1 ano de detenção e 22 dias-multa, com direito a recorrer em liberdade.
No caso de Kleber Herculano de Jesus, o “Charutinho”, a Justiça declarou extinta a punibilidade em razão do falecimento.
A sentença ainda estabelece que o valor de cada dia-multa corresponde a 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos e impede a substituição das penas por medidas restritivas de direitos. Além desta condenação, Binho Galinha ainda responde a outro processo ligado à Operação El Patrón.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Reconectando e desarticulou uma organização criminosa investigada por extorsão e lavagem de dinheiro praticadas contra empresas provedoras de internet. A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nos municípios de Simões Filho e Feira de Santana.
As investigações apontam que o grupo criminoso coagia proprietários e funcionários de provedores de internet e exigia o pagamento de valores periódicos para permitir o funcionamento dos serviços. Como forma de intimidação, os investigados promoviam o corte de cabos de fibra óptica, interrompiam os serviços de telecomunicação e impediam a atuação de equipes técnicas de manutenção. As ordens eram repassadas pelas lideranças por meio de videoconferências.
Em Feira de Santana, foi preso um homem, de 33 anos, apontado como gerente das atividades ilícitas no município e responsável por utilizar um estabelecimento comercial para ocultar os valores obtidos com as extorsões. O investigado possui antecedente por tráfico de drogas.
Já em Simões Filho, foi preso um homem, de 26 anos, responsável pela arrecadação dos valores extorquidos e pelo repasse do dinheiro aos demais integrantes da organização. Um terceiro investigado, apontado como líder do grupo e responsável por coordenar as ações criminosas remotamente, permanece foragido.
Segundo as investigações, a organização movimentava mais de R$ 100 mil por mês com as extorsões. Em um dos casos apurados, uma empresa foi obrigada a pagar R$ 18 mil em apenas um mês para manter suas atividades.
A investigação foi iniciada em setembro de 2025 e prossegue para identificar outros envolvidos, dimensionar o prejuízo causado às vítimas e rastrear a movimentação financeira do grupo. Também foram solicitadas as quebras dos sigilos bancário, telefônico e de dados dos investigados.
A operação foi realizada pela Polícia Civil, por meio da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho (22ª DT/Simões Filho), com apoio do Núcleo de Inteligência do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).
Nesta quinta-feira (2), o pastor Marcio Poncio foi preso pela Polícia Federal (PF), na 5ª fase da Operação Unha e Carne. Ele estava em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Pastor da Igreja da Nuvem e empresário, Poncio é investigado por possíveis ligações com a chamada Máfia do Cigarro.
Também há mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já estavam encarcerados. O ex-deputado será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, expediu os três mandados de prisão e outros 14 de busca e apreensão. O ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, está entre os alvos.
Moraes também determinou o sequestro de bens e valores até R$ 22 milhões.
A investigação mira pagamentos do jogo do bicho e da Máfia do Cigarro a agentes públicos.
Adilsinho é apontado como o chefão do esquema que envolve a Máfia do Cigarro.
A operação integra a decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que determinou que a PF conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.
*g1 Foto: Reprodução/ Print de vídeo Instagram Márcio Poncio
Brasília – Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, indicado para cargo de ministro do STF, na CCJ no Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, enviou para o banqueiro Daniel Vorcaro a minuta do contrato de R$ 129 milhões em honorários para a prestação de serviços jurídicos. As mensagens foram enviadas por meio do aplicativo WhatsApp.
Vorcaro era o controlador do Banco Master. O documento encaminhado por Viviane previa a defesa dos interesses da instituição financeira perante o Banco Central, Receita Federal e Congresso Nacional.
– Bom dia! Segue a minuta do contrato. Abraço”. O banqueiro respondeu cinco dias depois: “Oi, tudo bem? Como podemos proceder na assinatura? Prefere eletronicamente ou mando as vias físicas assinadas? – escreveu a esposa de Moraes, em mensagem do dia 17 de janeiro de 2024.
A Polícia Federal (PF) extraiu a conversa no celular do banqueiro. O aparelho foi apreendido em novembro de 2025 na primeira fase da Operação Compliance Zero.
Em março de 2025, Viviane alegou que a consultoria prestada ao Master teve como foco a implementação de mecanismos de compliance e na revisão do código de ética e conduta da instituição.
Agora, o escritório dela destaca que não comenta sobre tratativas envolvendo clientes. As informações são do Blog do Fausto Macedo, do Estadão.
A jornalista Renata Varandas, apresentadora do Poder em Foco no SBT News, recebeu valores milionários da Ambipar. A multinacional possui contratos de quase R$ 500 milhões com o governo Lula e é ligada a investigações de corrupção envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
Renata Varandas também é sócia de um escritório de lobby em Brasília e namorada do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ela já havia sido demitida anteriormente da TV Record por misturar jornalismo com interesses financeiros.
De acordo com fontes da PF, Andrei estaria adotando o mesmo procedimento que Alexandre de Moraes adotou com a esposa, Viviane Barci, por meio de um contrato no valor de R$ 129 milhões em serviços advocatícios para o Master. Valor considerado bem acima da média.
A jornalista exibia a Ambipar como vínculo em seu Instagram. O nome da empresa foi retirado da biografia pública da rede social após o início das apurações sobre o caso. A reportagem foi veiculada pela Gazeta do Paraná.
O SBT News não informou ao público nenhum dos vínculos profissionais ou pessoais mantidos pela apresentadora do programa político.
Em 2024, a Ambipar assinou cinco contratos com o governo que somam R$ 480,9 milhões para serviços em terras indígenas. Três desses contratos foram realizados sem licitação. A PF, chefiada pelo namorado de Renata, atua na segurança dessas mesmas regiões operadas pela empresa.
O maior contrato da Ambipar, de R$ 269,7 milhões com a Funai, ocorreu em dezembro de 2024. A empresa assumiu o serviço após a primeira colocada na licitação ser desclassificada. Na mesma época, em 21 de dezembro, Renata estreou o programa semanal no SBT News.
Oito meses antes do contrato com a Funai, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, participou de um evento em Londres com Daniel Vorcaro. O encontro custou 640 mil dólares (cerca de R$ 3,2 milhões à época) e foi pago por Vorcaro. O Banco Master é investigado por manipular ações da Ambipar.
Em outubro de 2025, a Ambipar pediu recuperação judicial com dívidas de R$ 10,5 bilhões. A empresa estava tecnicamente insolvente enquanto recebia recursos públicos e mantinha contratos ativos com o governo federal, três deles obtidos por meio de dispensa de licitação.
A Ambipar é investigada pela CVM por suposta manipulação de ações em conjunto com o Banco Master. Segundo relatório técnico, o grupo atuou de forma coordenada para inflar as cotações da empresa, que registraram uma alta de 863% entre junho e agosto de 2024.
O ministro do STF André Mendonça, novo relator do caso Master, restringiu o acesso do diretor-geral da PF às investigações do inquérito. A decisão proíbe que delegados compartilhem dados sigilosos com Andrei Rodrigues, em meio à desconfiança entre o tribunal e a PF.
A restrição ocorreu após o diretor da PF entregar um relatório com menções ao ministro Dias Toffoli, encontradas no celular de Vorcaro. Toffoli era o antigo relator, mas se afastou após revelações de que sua empresa vendeu parte de um resort para um fundo do Banco Master.
Nesta segunda-feira (22), a Polícia Federal começou a extrair o conteúdo de um segundo celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero. O avanço ocorre após a quebra da criptografia do aparelho, que agora passa por análise pericial.
Desde a primeira prisão de Vorcaro, em novembro de 2025, a PF apreendeu oito celulares em diferentes fases da investigação. Até recentemente, apenas um deles havia sido acessado pelos peritos.
A perícia também trabalha para desbloquear outros seis celulares apreendidos. Quatro deles são do modelo iPhone 17, que possui sistemas de proteção considerados mais complexos para acesso aos dados armazenados.
De acordo com as informações obtidas pela investigação, o progresso da PF na extração dos conteúdos pode reduzir o impacto de uma eventual colaboração, caso uma nova proposta de delação seja apresentada.