A Polícia Civil recuperou, na tarde da última quinta-feira (24), 69 baterias estacionárias que haviam sido furtadas da Subestação da Coelba, em Amélia Rodrigues. O crime ocorreu no dia 30 de julho deste ano.
Segundo a Polícia Civil, os equipamentos foram localizados por volta das 15h, em um galpão situado no distrito da Matinha, em Feira de Santana, durante diligências realizadas pela Delegacia Territorial (DT) de Amélia Rodrigues e pelo Gatti Recôncavo.
Ainda segundo a Polícia Civil, o furto já havia sido elucidado durante as investigações. A localização das baterias permitiu a recuperação dos materiais, que foram levados do local onde estavam armazenados.
*com informações do Acorda Cidade Foto: divulgação
A 9ª edição da Operação Força Total de 2026 resultou na apreensão de armas e drogas, cumprimento de mandado de prisão e na recuperação de veículos em Feira de Santana. As ações ocorreram ao longo desta quinta-feira (24).
Policiais da 65ª CIPM apreenderam uma arma de fogo no bairro Nova Esperança, drogas no bairro Asa Branca e recuperaram uma motocicleta com restrição de furto ou roubo no Jardim Acácia.
O Batalhão de Policiamento Tático Leste (BPT-L) também cumpriu um mandado de prisão em aberto no bairro Nova Esperança e apreendeu entorpecentes na região central da cidade.
Durante uma ação da Rondesp Leste, no bairro Papagaio, dois homens foram conduzidos. Segundo a Polícia Militar, foram apreendidos um revólver calibre .32, 11 munições de calibre 9 mm, um simulacro, cerca de 1,5 kg de maconha, porções de cocaína, R$ 26 mil em espécie, celulares, equipamentos eletrônicos e documentos com indícios de falsificação. O material foi encaminhado à Central de Flagrantes.
Já no bairro Viveiros, policiais da 67ª CIPM recuperaram um veículo com restrição de furto ou roubo.
*com informações do Acorda Cidade Foto: divulgação
Dois homens, ainda não identificados, morreram após um confronto com policiais militares na noite desta terça-feira (22), na Avenida Noide Cerqueira, em Feira de Santana.
Segundo a PM, a ocorrência começou na Avenida Artêmia Pires, durante um motopatrulhamento do Garra. Os policiais tentaram abordar um Caoa Chery Tiggo azul-escuro que trafegava em alta velocidade, mas os ocupantes teriam atirado contra a equipe e fugido.
A perseguição passou pelas avenidas Fernando Pinto de Queiroz e Noide Cerqueira. Nesta última, o motorista perdeu o controle do veículo, bateu no meio-fio e invadiu o canteiro central. Conforme a polícia, após a colisão, um dos ocupantes voltou a atirar contra os agentes, que revidaram.
Os dois homens foram baleados e socorridos por equipes do 25º BPM para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), mas não resistiram aos ferimentos.
Com a dupla, foram apreendidos um revólver calibre .38, uma pistola 9 mm, munições, frascos de lança-perfume, um celular e um moedor com vestígios de maconha.
O veículo foi encaminhado para a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), enquanto o caso será investigado pela Delegacia de Homicídios de Feira de Santana.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ameaçou expor informações altamente comprometedoras sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A reação aconteceu durante um momento de descontrole emocional do ex-banqueiro, que é investigado por esquemas de fraudes bilionárias na venda de títulos e ações de espionagem contra adversários.
Vorcaro deixou claro que não pretende carregar o desgaste do escândalo sozinho e teria se queixado de que foi “abandonado para morrer na prisão”. As informações são da Veja.
Além de membros do STF, Vorcaro ameaça revelar detalhes de suas relações com integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal, caso seu pai, Henrique Vorcaro, não deixe a prisão.
Segundo interlocutores, as ameaças têm sido recorrentes durante a permanência de Vorcaro no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, conhecido como Papudinha. O empresário pretende, segundo essas fontes, apresentar documentos, fotografias, comprovantes de pagamentos e outros registros que, na avaliação dele, poderiam demonstrar a extensão dessas relações.
A pressão ocorre enquanto Henrique Vorcaro aguarda uma decisão sobre o pedido de prisão domiciliar humanitária, apresentado a André Mendonça em razão de problemas graves de saúde. Daniel também deverá prestar depoimento no dia 30 e poderá abordar suas relações com integrantes da Corte caso o pai continue preso em Minas Gerais.
O processo relacionado ao caso Master no STF está atualmente suspenso por determinação do presidente do tribunal, Edson Fachin.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia e as Polícias Militar, Civil e Federal deflagraram nesta quarta-feira (16), a Operação Eirene II. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa com atuação na região Sudoeste da Bahia, em especial na cidade de Jequié e municípios vizinhos. As ações acontecem simultaneamente nos estados da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Em território baiano, os mandados são cumpridos em Jequié, Mutuípe, Laje, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itapetinga, Serrinha, Salvador e Brumado. Segundo as investigações, o grupo é envolvido com tráfico de drogas, posse e porte ilegal de armas de fogo, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro, entre outros crimes. A Justiça autorizou a constrição patrimonial de mais de R$ 12 milhões em ativos financeiros e bens vinculados aos investigados. Participam da Operação a FICCO/BA, Polícia Federal, a 9ª e a 4ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpin), os Comandos de Policiamento da Região do Médio Rio de Contas, Recôncavo, Sudoeste e Sul, FICCO Ilhéus e as Secretarias Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP/BA).
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) entrou na Justiça contra três empresas que, segundo a investigação, participaram de uma estrutura usada para intermediar pagamentos destinados a plataformas ilegais de apostas.
A ação civil pública tem como alvo a Nuoro Pay, a Select Credit e a Cartos. Para o MPBA, as empresas teriam atuado em operações que dificultavam a identificação dos destinatários finais do dinheiro movimentado por apostadores.
A investigação começou após a denúncia de um consumidor que afirmou ter perdido mais de R$ 100 mil em um golpe envolvendo plataformas de apostas e intermediadoras de pagamento.
Segundo a promotora de Justiça Joseane Suzart, Nuoro Pay e Select Credit teriam intermediado pagamentos para casas de apostas não autorizadas sem realizar verificações consideradas necessárias sobre as empresas beneficiárias e sem monitorar adequadamente transações atípicas. Já a Cartos teria fornecido a tecnologia e a infraestrutura utilizadas nas operações da Nuoro Pay.
Dinheiro passava por intermediárias
A investigação aponta que as plataformas de apostas não receberiam diretamente os valores enviados pelos jogadores. Fintechs, intermediadoras de pagamento e outras empresas seriam usadas na movimentação dos recursos, dificultando o rastreamento do destino final do dinheiro.
Em alguns comprovantes analisados, segundo o MPBA, nem mesmo o nome das plataformas de apostas aparecia.
O inquérito também cita empresas recém-criadas, endereços repetidos, documentos com indícios de edição e mudanças frequentes na composição societária como situações consideradas incompatíveis com operações financeiras regulares.
Em levantamento feito em julho de 2025, o Ministério Público identificou ainda 1.536 registros relacionados à Nuoro Pay em plataformas de reclamação de consumidores, incluindo relatos de pedidos de estorno, golpes e fraudes financeiras envolvendo jogos e apostas.
MP pede bloqueio de R$ 5 milhões
Na ação, o MPBA pede o bloqueio de até R$ 5 milhões em bens, direitos e ativos financeiros das empresas e de seus sócios.
O órgão também solicita o encerramento definitivo das atividades das três companhias, a inclusão dos sócios no processo e a adoção de mecanismos para verificar se os operadores de apostas envolvidos nas transações estão autorizados pelo Ministério da Fazenda.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. A decisão também ordena a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares pela Corregedoria da corporação.
Na decisão, o magistrado determinou ainda a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública ou agentes envolvidos na atividade de polícia judiciária. O ministro pediu a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para que a decisão seja referendada.
De acordo com o ministro, Andrei Rodrigues encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, pelo menos seis relatórios de inteligência produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026.
Para Mendonça, o conteúdo indica que o próprio ministro vinha sendo submetido a um “monitoramento ilícito e sistemático” por parte da inteligência policial havia mais de 30 dias. O Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, também teria sido alvo de monitoramento e de “coleta dirigida” de informações.
Um dos documentos analisava a decisão de Messias de não recorrer de decisões judiciais relacionadas às operações “Sem Desconto” e “Compliance Zero”. O relatório levantava a hipótese de que a postura do AGU teria como objetivo preservar uma “relação política com o relator”.
Os relatórios também associavam a atuação de Messias e do relator a uma suposta “matriz religiosa comum” e ao apoio recebido de igrejas evangélicas em suas candidaturas ao STF. Mendonça classificou a acusação como “surreal” e “abjeta”. O ministro também questionou o que chamou de “escancarada realização de juízo correicional” sobre as decisões jurisdicionais do STF,
De acordo com a decisão, uma das unidades de inteligência, a UADIP, vinha realizando um escrutínio crítico sobre o trabalho de delegados responsáveis por investigações ainda em andamento. Outro ponto destacado por Mendonça foi a fragilidade formal dos relatórios. Segundo o ministro, os documentos eram apócrifos e não apresentavam timbre, brasão, assinatura ou numeração.
Para Mendonça, essas características faziam dos documentos um “nada jurídico” e demonstravam descumprimento da Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública (DNISP). Os próprios autores dos relatórios, segundo a decisão, incluíram ressalvas de que o conteúdo não possuía valor probatório e apresentava “confiança agregada baixa”.
Mendonça considerou ainda grave o vazamento de informações sigilosas provocado pela divulgação dos relatórios. O material continha detalhes de investigações em andamento, incluindo procedimentos que dependiam de decisões judiciais envolvendo os políticos Antonio Rueda e ACM Neto.
Na avaliação do ministro, a divulgação antecipada dessas informações revelou possíveis medidas cautelares que poderiam ser adotadas contra os investigados, “frustrando completamente a sua eficácia e prejudicando efetivamente as investigações”.
A crise envolvendo Andrei Rodrigues começou a se intensificar no início deste mês. No último dia 2, o Partido Novo acionou o STF pedindo providências para preservar a independência de investigações relacionadas ao diretor-geral da Polícia Federal. No dia seguinte, a legenda pediu a prisão preventiva de Rodrigues, alegando a existência de indícios de uma rede de influência criminosa liderada por Daniel Vorcaro.
A decisão de Mendonça também cita uma declaração da jornalista Monica Waldvogel, da GloboNews, exibida em 3 de setembro. Segundo o relato reproduzido pelo ministro, Rodrigues teria confirmado à jornalista que a PF produziu cerca de cinco ou seis relatórios de inteligência para “consumo próprio e acervo”, relacionados a supostas irregularidades na condução de provas pelo ministro André Mendonça.
*Pleno.News Foto: Gustavo Moreno/STF // José Cruz/Agência Brasil
A Polícia Civil da Bahia encerra nesta terça-feira (8) as inscrições para o concurso público que oferece 750 vagas de nível superior para os cargos de delegado, escrivão e investigador. Os salários podem chegar a R$ 16.495,67.
São 100 vagas para delegado, 150 para escrivão e 500 para investigador. As inscrições devem ser feitas no site do Instituto AOCP, organizador do certame. A taxa é de R$ 220 para delegado e R$ 190 para escrivão e investigador.
As provas objetiva e discursiva estão previstas para 6 de dezembro, em Salvador. Os candidatos aprovados também passarão por etapas como teste de aptidão física, exames médicos, avaliação psicológica, investigação social e curso de formação.
Para investigador e escrivão, a remuneração pode chegar a R$ 6.433,06. Já para delegado, o salário pode alcançar R$ 16.495,67. As primeiras nomeações estão previstas para o primeiro semestre de 2027.
O mesmo relatório que traz a troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) mostra uma nota da Polícia Federal (PF) dizendo que não encontrou indícios suficientes para abrir um inquérito específico ou adotar medidas investigativas contra o parlamentar. A conclusão consta da análise de dados extraídos do celular do ex-banqueiro.
Segundo o documento, as conversas registradas não apresentam elementos que indiquem, por si só, a prática de crime por Nikolas. A PF também não apontou vantagem indevida ou promessa de benefício relacionada aos contatos entre o deputado e Vorcaro.
– Não foram identificados indícios suficientes para sugerir a abertura de inquérito específico ou adoção de medidas investigativas em face do deputado Nikolas Ferreira – diz a PF.
As mensagens analisadas incluem contatos relacionados a uma publicação sobre o financiamento de um evento em Londres e uma conversa sobre um ativo minerário. O relatório registra os diálogos, mas não apresenta conclusão de que Nikolas tenha cometido alguma irregularidade.
Nesta quinta-feira (3), Nikolas confirmou que conversou com Vorcaro em duas ocasiões. Ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, o deputado afirmou que não recebeu dinheiro do ex-banqueiro e negou ter cometido qualquer irregularidade.
Em um dos contatos, ocorrido em 2024, Nikolas disse que procurou Vorcaro após descobrir que o Banco Master havia financiado um evento em Londres. O parlamentar havia apresentado um pedido pela Lei de Acesso à Informação para identificar quem havia custeado a participação de autoridades brasileiras.
O segundo contato, segundo o deputado, ocorreu em 2025. Nikolas afirmou que encaminhou a Vorcaro o contato de seu amigo e advogado Thiago Rodrigues de Faria, que buscava tratar de um ativo minerário. Ele disse que apenas fez a ponte entre os dois.
Ao comentar as conversas, Nikolas declarou que não voltou a falar com Vorcaro depois que surgiram notícias sobre as investigações envolvendo o ex-banqueiro. O deputado também afirmou que não recebeu recursos ou fechou contratos com ele.
– Não houve nenhum contrato fechado, nunca recebi nenhum centavo dele – declarou Nikolas.
*Pleno.News Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A Justiça decidiu revogar uma das ordens de prisão contra o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha. A informação foi divulgada nesta terça-feira (1º) pelo advogado do parlamentar, Gamil Foppel, nas redes sociais.
Segundo a defesa, a decisão representa o início da revisão de medidas que considera ilegais no processo envolvendo o deputado. Apesar da revogação, Binho Galinha continuará preso. Isso porque ainda está em análise, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma segunda ordem de prisão contra o parlamentar.
A defesa sustenta que houve diversas irregularidades na prisão e afirma que espera que os questionamentos sejam analisados durante o julgamento dos recursos.